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quarta-feira, 6 de abril de 2016

Se Jesus fosse um crente moderno...


...Ele não venceria Satanás pela Palavra, mas teria perguntado a ele o que ele veio fazer ali. Teria amarrado o capeta, teria repreendido várias vezes, o mandaria ajoelhar com as mãos para trás, e dizer que é derrotado; teria feito uma sessão de descarrego, vestido de branco, durante treze sextas-feiras. Aí sim o capiroto sairia humilhado com o rabo entre as pernas. (Mateus 4:1-11)
Se Jesus fosse um crente moderno, não teria curado o servo do centurião de Cafarnaum à distância, mas mandaria levar o rapaz a uma de suas reuniões de milagres e lhe daria um lencinho abençoado ou uma toalhinha ungida para colocar sobre o paralítico durante sete semanas. Aí sim, ele seria curado. (Mateus 8: 5-13)
Se Jesus fosse um crente moderno, não teria multiplicado pães e peixes e distribuído de graça para o povo, de jeito nenhum! Na verdade o pão ou o peixe seriam “adquiridos” através de uma pequena oferta de no mínimo 50 dracmas e quem comesse o tal pão ou peixe milagrosos seria curado de suas enfermidades. (João 6:1-15)
Se Jesus fosse um crente moderno, ele até teria expulsado os cambistas e os que vendiam pombas no templo, mas permaneceria com o comércio, agora sob sua gerência. E então falaria a eles sobre os cinco passos para ser um líder de sucesso para aquela geração. (Mateus 21:12-13)
Se Jesus fosse um crente moderno, jamais teria dito, no caso de alguém bater em nossa face, para darmos a outra. Ele certamente teria mandado que pedíssemos fogo consumidor do céu sobre o agressor, pois “ai daquele que tocar no ungido” (Mateus 5 :38-42)
Se Jesus fosse um crente moderno, quando os fariseus o pedissem um sinal certamente ele imediatamente levantaria as mãos e delas sairiam vários arco-íris, um esplendor de fogo e glória se formaria em volta dele, que flutuaria enquanto anjos cantarolavam: “divisa de fogo, varão de guerra, ele desceu a terra, ele chegou pra guerrear”. Todos ao redor sentiriam um calor forte, seguido de arrepios e tremedeiras. Ele repetiria tal performance sempre que fosse solicitado a provar que era o Filho de Deus. (Mateus 16:1-12)
Se Jesus fosse um crente moderno, nunca teria dito para carregarmos nossa cruz, ou para perdermos nossa vida para ganhá-la, mas teria dito que nascemos para vencer e que fazemos parte da geração de conquistadores, e que todos somos predestinados para o sucesso. E no final gritaria: receeeeeeebaaaaaa! (Lucas 9:23)
Se Jesus fosse um crente moderno, não teria feito simplesmente o “sermão da montanha”, mas teria realizado o Grande Congresso Galileu de Avivamento Fogo no Monte, cuja entrada seria apenas 250 dracmas divididas em 4 vezes sem juros. Claro que haveria o barranco “VIP”, mais perto do Mestre, que custaria um pouco mais. E antes que ele começasse a falar, haveria três horas de apresentação dos levitas dos grupos “Diante do Tabernáculo” e “Trazendo o Trono”, para maior enlevo espiritual e preparação do clima para a mensagem (Mateus 5:1-11)
Se Jesus fosse um crente moderno, não teria curado a mulher encurvada imediatamente, mas a teria convidado para a Escola Internacional de Cura para aprender os sete passos para receber a cura divina. (Lucas 13:10-17)
Se Jesus fosse um crente moderno, de forma alguma teria entrado em Jerusalém montado num jumento, mas primeiro teria dado sete voltas na cidade, para ganhar a nação para Ele mesmo. Depois derramaria azeite, sal, suco de uva e água do rio Jordão nos portões, num grande ato profético para purificar o local de toda influência maligna.  Só então entraria numa carruagem real toda trabalhada em pedras preciosas, com o levita Tomé à frente, tocando um shofar, e a seguir a pastora Maria Madalena “liberando” a bênção sobre Jerusalém. E o povo não o receberia declarando “Hosana”, mas marcharia atrás da carruagem dançando um animado reteté, enquanto os apóstolos contariam quantos milhões de pessoas estavam na primeira marcha para Jesus. Chupa, DataFolha! (Mateus 21:1-15)
Se Jesus fosse um crente moderno, ao se deparar com o leproso (Marcos 1:40-45) este não ficaria curado imediatamente, mas durante a semana, enquanto ele continuasse crendo. Pois se parasse de crer...
Se Jesus fosse um crente moderno, não teria expulsado o demônio do gadareno com tanta facilidade. Ele teria realizado um seminário de batalha espiritual para, a partir daí, se iniciar o processo de libertação daquele jovem.  O gadareno precisaria se lembrar de todos os seus pecados - mesmo os que foram cometidos no jardim de infância - e confessá-los um a um diante de toda a congregação. Então depois de três meses sob disciplina, finalmente ele seria liberto e readmitido à comunhão. (Marcos 5:1-20)
Se Jesus fosse um crente moderno, não teria transformado água em vinho, mas em suco de uva Maguary. (João 2:1-12)
Se Jesus fosse um crente moderno, jamais curaria as multidões, mas mandaria que todos orassem sobre um copo de água, colocassem uma rosa ungida atrás da porta, deitassem sobre um travesseiro previamente abençoado pelos apóstolos e varressem a casa com uma vassoura consagrada, para que o mal saísse daquelas vidas (Mateus 12:15; 15:30).
Se Jesus fosse um crente moderno, aquele texto do buraco da agulha seria assim: “Mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um não-dizimista entrar no reino dos céus” .(Mateus 19:22-24)
Se Jesus fosse um crente moderno, ele teria sim onde recostar sua cabeça. Ele moraria no bairro onde estavam localizados os palácios mais chiques e teria um castelo de verão no Egito, fora que viajaria todo ano de férias para Roma. Viajaria numa caravana de primeira classe ou então em seu próprio navio. De pobreza já bastaria ter nascido numa estrebaria. (Mateus 8:20)
Se Jesus fosse um crente moderno, Zaqueu não teria devolvido o que roubou nem distribuído aos pobres, mas teria doado tudo ao seu ministério como prova de submissão à Sua cobertura espiritual. (Lucas 19:1-10)
Se Jesus fosse um crente moderno,  nunca diria aos discípulos que eles seriam perseguidos, açoitados e levados a interrogatório diante dos reis e governantes deste mundo, mas profetizaria que eles seriam honrados pelos homens, levantados como líderes mundiais, como atalaias de nações e conselheiros de reis, para governar em nome de Deus. Diria que eles seriam empresários, políticos e generais de influência, que deveriam honrar a Deus com seus bens, e que eles comeriam o melhor da terra. (Marcos 13:9; Gênesis 45:18)
Se Jesus fosse um crente moderno, não pregaria nas sinagogas, nas praias e debaixo de árvores, mas sim na recém inaugurada sede mundial da “Igreja de Jesus - Ministério Jerusalém”, construída com as ofertas, dízimos e primícias dos parceiros de Jesus fiéis, que pagariam mensalmente o carnêzinho abençoado e receberiam diplomas de dizimistas fiéis e colunas do templo”, autografadas pelo Mestre; e Judas ao traí-lo não se mataria, mas abriria a “Igreja de Jesus Renovada - Ministério Palestina Para Deus, sob a liderança do Apóstolo Iscariotes”. No mesmo esquema, só mudaria a placa...
Se Jesus fosse um crente moderno, não diria que no mundo teríamos aflições, mas sim que teríamos sucesso, honra, vitória, sucesso, riquezas, sucesso, prosperidade, honra, porção dobrada... Ele diria que temos que declarar que somos especiais, determinar que tomamos posse do bom e do melhor, e decretar a falência do olho gordo. Afinal, filhos de Deus têm que ser cabeça, e não cauda, e todo lugar que eles pisarem podem tomar posse. (João 16:33)
Se Jesus fosse um crente moderno, de forma alguma diria que não devemos nos assemelhar aos gentios (Mateus 6:8). Pelo contrário, ele apoiaria até lutas de gladiadores dentro do templo, para manter os jovens na igreja.
Se Jesus fosse um crente moderno, ele lutaria pela igualdade dos direitos trabalhistas dos carpinteiros da Galiléia e região, e defenderia a isenção de impostos para os líderes religiosos e seus templos (afinal, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus).
Mas se Jesus fosse um crente moderno, com toda certeza ele iria na manifestação contra a corrupção do governo romano, a mais grave em toda a História mundial, causa do declínio da Judéia e do caos nas finanças do império; e pediria veementemente o impeachment de César, incentivando pessoalmente passeatas contra a roubalheira de Roma. Ele reivindicaria a participação dos cristãos no Senado imperial. Ele diria no palanque, sob aplausos, que a voz do povo é a voz de Deus, e que um país só pode prosperar se for governado por pessoas justas e tementes a Deus.

Certamente, se Jesus fosse um crente moderno, não sofreria tanto.
Tampouco morreria por mim e por você.

(adaptado; reproduzido com permissão)

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quarta-feira, 6 de junho de 2012

Corpus Christi

O feriado de Corpus Christi é uma das festas tradicionais dos católicos. Sua data é estabelecida a partir da Páscoa, a qual é comemorada no primeiro domingo depois da lua cheia de 21 de março.  Antes tem a “Quaresma” (período que compreende os 40 dias que antecedem a Páscoa; leia mais aqui) e o “Domingo de Ramos”,  que antecede o domingo “de Páscoa”. Depois vem o “Pentecostes”, 50 dias depois da Páscoa, e aí sim, o “Corpus Christi”, a quinta-feira após o domingo de Pentecostes. Ufa! Quinta-feira porque se crê que Jesus celebrou a última ceia numa quinta-feira, véspera da “sexta-feira da paixão”. Leia mais sobre isto aqui.
A celebração da data teve início em 1193, por iniciativa de uma freira belga, Juliana de Cornillon, que disse ter visto a Virgem Maria pedindo para que ela realizasse uma grande festa para “honrar o corpo de Jesus na eucaristia”.  Anos mais tarde, em 1264, o “papa” Urbano IV através da “bula”Transituru do Mundo, decretou a celebração oficial, com a finalidade de honrar Jesus Cristo, pedir perdão pelo que foi feito a Ele e protestar contra os que negavam a presença de Deus na “hóstia sagrada”.
A crença diz que, no momento em que o sacerdote proclama as palavras “Isto é o meu corpo e isto é o meu sangue” (em latim, “hoc est corpus meus”), ocorreria a transubstanciação, um fenômeno por meio do qual a substância do pão e a do vinho (neste caso, a hóstia e vinho) se transformam no corpo e sangue de Cristo (apenas como curiosidade, essa expressão latina se transformou com o tempo na fórmula de bruxaria e feitiços,“hocus-pocus”).
A base para essa crendice é buscada nas palavras de Jesus, quando falou a respeito do pão que abençoara: “Tomai e comei, este é o meu corpo”, e do cálice: “bebei dele todos, pois este é o meu sangue” (Mateus 26:26, 28). Mas forçar um significado literal  nessas palavras cria numerosos problemas de interpretação e tende a subestimar o que a Bíblia comumente usa como expressões figuradas.
Por exemplo, quando alguns homens de Davi arriscaram suas vidas para trazer-lhe água de Belém, ele a recusou dizendo: “beberia eu o sangue dos homens que foram a risco de sua vida?” (II Samuel 23:17). A Bíblia fala de Jesus como sendo uma “porta”, a “vinha”, a “rocha” (João 10:9; 15:5; I Coríntios 10:4). Todos reconhecem essas afirmações como sendo entendidas em sentido figurado. Isto também é verdade em relação ao pão e ao vinho: são símbolos do corpo e do sangue. Cristo prometeu estar presente quando “dois ou três estiverem reunidos em Meu Nome”; e assim, rejeitar a idéia de que Ele se torna literalmente presente em pedaços de pão ou dentro de um cálice não significa rejeitar a Sua presença espiritual entre os crentes.  São duas coisas completamente diferentes. Jesus não precisa de algo físico para manifestar Sua presença entre nós, conforme atestam Suas aparições aos apóstolos e aos discípulos em Emaús, por exemplo. Não foi necessário nenhuma cerimônia especial para que Ele aparecesse entre os que o seguiam.
O corpo e o sangue: depois que Jesus abençoou o pão e o vinho, eles não foram transformados em Seu corpo e sangue, uma vez que Ele literalmente ainda estava ali. Ele não sumiu para reaparecer na forma de pão e vinho. Depois de abençoar o vinho, ele ainda o chamou de “fruto da vide”, não sangue literal! Ver Mateus 26:29. Quando Ele bebeu o vinho, Ele bebeu Seu próprio sangue? Se o vinho se tornasse sangue, bebê-lo teria sido um sacrilégio e uma abominação, de acordo com Deuteronômio 12:16 (“não comerás do sangue; sobre a terra o derramarás como água”) e Atos 15:20 (“que se abstenham das contaminações dos ídolos, da prostituição, do que é sufocado e do sangue”).
De fato, crer que os elementos da Ceia se transformam literalmente na carne e sangue de Cristo cria inúmeros problemas. Tertuliano conta que os sacerdotes de seu tempo tinham muito cuidado para que nenhuma migalha de pão caísse no chão, para não machucar o corpo de Cristo. Na Idade Média, gastou-se muito tempo discutindo o que fazer se alguém, após “receber a comunhão”, vomitasse; ou se um cachorro ou rato tivesse oportunidade de roubar um pedaço de Jesus. No Concílio de Constança, por exemplo, debateu-se se algum homem derramasse o sangue de Cristo sobre sua barba, se deveriam queimar a barba do homem ou queimar o homem e sua barba juntos!
Mesmo com todos esses problemas, até o momento sem respostas lógicas e escriturísticas, este é o momento mais importante da celebração de Corpus Christi – as hóstias até então não consagradas, tornam-se consagradas. E assim o sacerdote sacrifica de novo o próprio Cristo, como assevera o Concílio de Trento “Se alguém disser que na missa um verdadeiro e apropriado sacrifício não é oferecido... que seja amaldiçoado”.
E a coisa vai mais além:  entender que a cada missa Cristo é novamente oferecido em sacrifício é claramente contrário que o próprio Jesus afirmou sobre sua morte na cruz: “Está consumado”! Está feito, acabado, terminado; não precisa ser feito de novo! Hebreus 10:10-14 esclarece essa questão de forma cabal: “É nessa vontade dele que temos sido santificados pela oferta do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez para sempre. Ora, todo sacerdote se apresenta dia após dia, ministrando e oferecendo muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca podem tirar pecados;  mas este, havendo oferecido um único sacrifício pelos pecados, assentou-se para sempre à direita de Deus, daí por diante esperando, até que os seus inimigos sejam postos por escabelo de seus pés. Pois com uma só oferta tem aperfeiçoado para sempre os que estão sendo santificados”.
É por isso que a Bíblia ensina que o partilhar do pão e do vinho é um ato em memória do que Jesus fez por nós: um memorial, uma recordação, um marco, para que não seja esquecido aquele episódio! Foi isso que Jesus disse: “E tomando pão, e havendo dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim (Lucas 22:19).
E também os apóstolos reafirmaram esse entendimento, cf.  Paulo em I Coríntios 11:23- 25, que, ao explicar à Igreja como deveria ser celebrado esse momento, repetiu letra por letra o que o próprio Jesus dissera anos atrás: “Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou pão;  e, havendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo que é por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo pacto no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.
Este é o mesmo relato de Mateus cap. 26 e Marcos cap. 14. Nada de fórmulas mágicas, mistérios, transformações miraculosas, misticismo. Apenas uma reunião para lembrar a morte de Cristo em nosso lugar, como o cordeiro que era sacrificado para remissão dos pecados do povo. E o corpo partido e o sangue derramado são simbolizados pelo pão e pelo vinho. Qual a dificuldade em se entender isto? Qual a necessidade de se mistificar e criar um ritual complicado para essa ocasião?
Dessa forma, só me resta terminar citando não uma lenda ou estorinhas, mas a própria Escritura, que adverte que, repetindo o que não necessita de repetição, inventando mitos sobre a morte de Jesus, muitos “estão crucificando de novo o Filho de Deus, e o expondo novamente ao vitupério” (Hebreus 6:6). Cabe a você decidir se vai seguir os preceitos da Santa Palavra de Deus, ou as tradições toscas e semi-pagãs dos homens.

Com informações de Editores HowStuffWorks Brasil e Ralph Woodrow, “Babilônia, religião de mistérios – antiga e moderna”.

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sábado, 26 de novembro de 2011

O verdadeiro super-herói

Um ser com poderes extraordinários aparece diretamente do céu, enviado à Terra quando ainda era um bebê. Ele abraça o destino de toda a humanidade, vivenciando tudo o que um homem normal vive. Então ele cresce e possui a missão de salvar todos os seres humanos dos vários perigos que possam enfrentar.
Isto soa familiar?
Esta é uma pequena descrição do Super-Homem que tanto conhecemos. Mas se pensarmos bem, o que isso tem a ver com Jesus Cristo? Bem, eu diria que a relação não é o que Jesus Cristo tem a ver com o Super-Homem, mas exatamente o contrário: Super-Homem é que foi inspirado no ÚNICO Super-Herói da história.
Jerry Siegel e Joe Shuster, ambos judeus, criaram o Super-Homem no final da década de 30 como um típico herói judeu. Exatamente nessa época os judeus já começavam a sofrer perseguição de Hitler. O “S” no peito do herói era uma homenagem aos próprios criadores relativamente aos seus últimos nomes (Siegel e Shuster). Uma curiosidade é que Jerry Siegel está na lista dos 100 judeus mais influentes de todos os tempos, assim como Moisés e Steven Spielberg.

O primeiro filme de 1978 foi um estouro de sucesso, e à época rendeu US$ 80 milhões de dólares, um fenômeno para aquele tempo. Seu diretor, Richard Donner, havia terminado em 1976 de dirigir “A Profecia” (“The Omen”), que tratava sobre o Anticristo. Mas este filme trata basicamente de recontar a história de vida de Jesus, o último Super-Judeu. Quando o filme chegou aos cinemas da China, em 1985, um jornal tratou de nomear Super-Homem como “um bravo herói de força incomparável que claramente distingue entre amor e ódio”. Esta afirmação soa bastante cristã.
A história começa no planeta Krypton, onde Jor-El está condenando três vilões, após julgamento e expulsão. Analogamente, esses vilões seriam o dragão, a besta e o falso profeta (Apocalipse 16:13). Podemos conferir a similaridade com a expulsão de Satanás do Céu em Lucas 10:18.
A Santa Trindade também é representada por Jor-El (pai), Lara e Kal-El. Interessante também notar que a expressão hebréia para Deus é EL e tanto Super-Homem e seu pai possuem EL em seus nomes. Nas histórias em quadrinhos Kal-El representa, no sentido kryptoniano, “Criança das Estrelas”, o que pode nos remeter à semelhança da Estrela de Natal que levou os três Reis Magos a encontrar o bebê Jesus. Assim, o nascimento de Cristo foi anunciado por uma estrela, assim como o Super-Homem, que foi enviado à Terra em uma nave com uma aspecto bastante similar ao de uma estrela.
 
Antes de enviar seu filho à Terra, Jor-El o abençoa e diz algumas palavras que soam bastante bíblicas: “Nós nunca vamos deixá-lo... Tudo o que tenho pertence a você, meu filho... Estarei sempre com você todos os dias de sua vida...”. Super-Homem, como Cristo, possui características divinas e humanas. Ambos possuem famílias humanas e uma origem celestial. Jesus é “Deus conosco” (Mateus 1:23).
O começo do ministério de Jesus teve lugar no deserto (Marcos 1:12,13). Foi o início de sua jornada. Clark Kent, ao deixar sua fazenda passou pela sua Fortaleza da Solidão. Após essa experiência de “solidão”, assim como Jesus, Super-Homem começou a realizar milagres sobre-humanos.
O vôo do Super-Homem com Lois Lane também pode ser comparado à experiência de Pedro ao caminhar sobre o mar (Mateus 14:28,29).
O fato engraçado é que Pedro duvidou e começou a afundar, assim como Lois que escorregou das mãos do Super-Homem e caiu, por um certo tempo, até ser salva pelo herói.
O inimigo do Super-Homem é Lex Luthor, que vive no subsolo, como se imagina que Satanás viva. Em determinada cena do filme, Luthor apresenta ao Super-Homem um reinado mundial, situação bastante similar à tentação de Cristo (Mateus 4:8-10).
Após a crucificação e morte de Jesus, muitos crêem que Jesus foi ao inferno. O Super-Homem após libertar-se da kryptonita foi ao fundo da terra, tentando evitar a destruição que um míssil poderia causar. O que aconteceu foi que a explosão do míssil resultou em um grande terremoto, assim como no momento da morte de Cristo (Mateus 27:54). A Bíblia também relata a ressurreição de vários mortos, assim como Super-Homem faz com Lois Lane, após alterar o curso do tempo. Note a similaridade com Jesus que marcou a humanidade com “Antes de Cristo” e “Depois de Cristo”. Finalmente Super-Homem acaba levando à prisão Lex Luthor e seus comparsas, assim como a Bíblia menciona em Colossenses 2:15: “E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo”, o que Cristo realizou.
Será que é “viagem na maionese”?
O que este texto pretende não é ressaltar o Super-Homem, uma boa história de ficção e aventura, que de tempos em tempos recebe
 “atualizações”, como nessa (por enquanto) última Homem de Aço” com Russell “Gladiador Crowe interpretando  Jor-El. Mas sim ressaltar que só existe um verdadeiro Super-Herói que foi, é e sempre será Jesus Cristo, nosso Salvador e Senhor. O Super-Homem é tido como o maior herói dos quadrinhos, mas até ele teve suas idéias originárias de Jesus Cristo.
Pense nisso!

Recebido por e-mail, com a informação de que foi extraído e adaptado de www.hollywoodjesus.com

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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Jesus fundou alguma igreja?

O mês de outubro abriga um contraste religioso. Enquanto os católicos celebram sua senhora e “padroeira” no dia 12, dezenove dias depois os protestantes comemoram o aniversário da Reforma, que aliás se aproxima dos seus 500 anos. Entre uma festa e outra, e em meio a apelos ecumênicos vindos principalmente do Vaticano, que prega “um só rebanho e um só pastor” desde que o chefe de todos seja o “papa”, os católicos costumam dizer que a sua igreja é a única verdadeira, uma falácia desossada facilmente aqui. Alegam que a única linha que pode ser traçada de hoje até aqueles dias gloriosos em que Jesus andava pela Terra passa por seus líderes, os “papas”, até “são Pedro, que juram de pés juntos ter sido o primeiro deles. Mas então vejamos se de fato Jesus fundou a igreja católica e se Pedro foi mesmo o primeiro “papa”.
O livro de Atos trata da história inicial da Igreja: começa com Jesus subindo aos céus e instruindo os seus seguidores para que pregassem o Evangelho; conta os primeiros atos dos discípulos, os relatos históricos, os milagres, a expansão do Evangelho, a perseguição, morte, martírio; trata da atuação da Igreja sem a presença física de Jesus. É um documento histórico, original, de grande valor, seja na Bíblia católica, seja na Bíblia protestante, porque traz a história de maneira fidedigna: ele traz a confirmação daquilo que Jesus havia prometido: “Preguem o Evangelho a cada criatura. Quem crer e for batizado, será salvo. E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios, falarão novas línguas, pegarão em serpentes e se beberem qualquer coisa mortífera, não lhes fará dano algum. E imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão. E eis que estou com vocês todos os dias até a consumação dos séculos”.
Atos 11:26 explica: “E sucedeu que todo o ano se reuniram naquela igreja e ensinaram muita gente. Em Antioquia, foram os discípulos pela primeira vez chamados cristãos”. O objetivo de se reunir em uma igreja – do grego ekklesia (assembléia, reunião) – é louvar e adorar a Deus, ensinar e aprender a Sua Palavra. Então, durante um ano os discípulos se reuniram naquela assembléia, naquela ekklesia – que provavelmente se reunia em uma casa e não em um templo – ensinando ao povo as palavras de Jesus, que eles mesmos haviam ouvido, pessoalmente. Este relato foi escrito por volta do ano 60 da era atual, e antes disso, os seguidores de Jesus eram chamados de “discípulos” (aluno ou seguidor). Mas em Antioquia, pela primeira vez, foram apelidados de “cristãos”. Portanto, a pessoa que segue os ensinamentos de Cristo é uma pessoa cristã.
Quando se prossegue na leitura de Atos, vê-se a perseguição brutal que os primeiros cristãos sofreram, em todos os lugares. Sabe-se que durante os três primeiros séculos, os cristãos foram ridicularizados, feridos, maltratados, perseguidos, despojados, exilados, aprisionados, acorrentados, torturados, arrastados pelas ruas, crucificados, queimados vivos, jogados aos leões.
Por causa da fé, os primeiros cristãos enfrentaram tudo isso, até que no ano 313 Constantino resolveu oficializar o cristianismo. Os judeus, que se opunham aos cristãos, bem como outras religiões, foram obrigados por decreto a se tornarem cristãos. Obviamente, isto é um erro, pois a Palavra diz: “não por força e nem por violência, mas pelo meu Espírito” (Zacarias 4:6).
No entanto, Constantino também aboliu todos os deuses do mundo antigo e seus templos foram transferidos para a administração da agora poderosa “igreja”, com patrocínio estatal. Começava aí a tão falada prostituição religiosa, a promiscuidade político/religiosa, o ressurgimento da antiga prática babilônica de misturar religião e estado, que a igreja católica nunca abandonou. Constantino imaginava estar fazendo um grande serviço para Deus, mas na verdade criou um monstro que nunca mais pode ser contido, e avacalhou muito o projeto de Deus para a Humanidade. Especula-se muito sobre suas razões, porém uma coisa é certa: sua conversão duvidosa le proporcionu aproveitar-se politicamente da situação. Até mesmo em concílios religiosos ele dava seu pitaco. 
Em suma, Constantino fez todos se “converterem” por decreto, e chamou a essa agora enorme comunidade de “universal”, em grego katholikós - geral, universal, latinizado para catholicus. Esse era o projeto do imperador, uma religião global – algo que o futuro inimigo de Cristo também tentará fazer em breve. O poder dessa igreja foi dado aos sacerdotes mais próximos da corte, que logo buscaram ser os chefes de todos os outros.  Passando a denominar-se “o pai de todos” (em latim: “papa”), criaram uma espécie de “genealogia” que regredia trezentos anos. 
Ou seja, para legitimar que estava assumindo a cadeira (“cathedra”, de onde derivou mais tarde a palavra “catedral”) não apenas por decreto imperial, os “papas” afirmaram ser os chefes da igreja porque eram “sucessores legítimos de Pedro”.  Segundo essa teoria, Pedro teria sido o primeiro “papa”. Esta pretensão choca-se frontalmente com as palavras de Jesus em Mateus 23:9: “E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus”.

Até hoje essa informação (a árvore genealógica ou “linha sucessória”) tem chegado ao mundo como se fosse não apenas a partir do ano 313, mas desde o primeiro século. Isso não é verdade. Atos 11:26 mostra que antes de 313 não havia igreja católica e, sim, Igreja Cristã. As pessoas que acreditavam em Cristo não eram católicas, mas cristãs! Se você ler todo o livro de Atos dos Apóstolos, que abarca o primeiro século, verá que em nenhum momento a igreja foi chamada de católica. Tudo isto está não só nos livros de religião, mas nos livros de História. A história do mundo nos explica como surgiu a igreja católica apostólica romana. Além do mais, o apóstolo Pedro foi um líder conhecido pelos cristãos primitivos, mas nunca foi de fato “papa”. Leia mais aqui.

A igreja católica é portanto, posterior ao cristianismo, porque os cristãos, assim chamados em Antioquia no ano 60, existiam bem antes da igreja católica, que teve a sua sede colocada em Roma. A igreja cristã nasceu em  Jerusalém. Leia Atos 2:38, que trata da pregação veemente de Pedro anunciando Jesus como o único Salvador, único Juiz dos vivos e dos mortos, único Senhor; veja o arrependimento das pessoas e o que Pedro disse ao povo: “Arrependei-vos e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados. E recebereis o dom do Espírito Santo” 

Quem ouviu esta pregação foi batizado (v. 41 ao 47): “foram batizados os que receberam de bom grado a sua palavra e naquele dia agregaram-se quase 3 mil almas. E perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão e no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam suas propriedades e fazendas, repartiam com todos, segundo a necessidade de cada um. E perseverando unânimes todos os dias no templo e partindo o pão, em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que iam sendo salvos”

A primeira igreja surgiu assim. As pessoas se batizaram no mesmo dia em que ouviram a pregação, participaram da Ceia do Senhor, mantiveram essa comunhão e o número de pessoas aumentava a cada dia.

Ninguém precisou ser crismado, rezar missas, descer ao purgatório, rezar para santos, acender velas, participar de procissões e novenas, evitar carne na sexta-feira da paixão, se confessar ao padre, colocar cinza na testa, rezar o terço mil vezes. De fato, a igreja católica criou um verdadeiro cipoal de normas para que a pessoa alcance a salvação, como se segue (se duvida, procure ler os “catecismos oficiais”:

Mandamentos da Igreja    (católica)

1- Participar da Missa inteira nos domingos e festas de guarda. Os dias santos são:
Santa Maria, Mãe de Deus - 1º de janeiro
Epifania - 6 de janeiro (no Brasil é transferido para o domingo)
São José - 19 de março (no Brasil não é de preceito)
Ascensão do Senhor - quinta-feira da sexta semana da Páscoa (no Brasil é transferido para o domingo)
Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi) - segunda quinta-feira depois de Pentecostes
São Pedro e São Paulo - 29 de junho (no Brasil é transferido para o domingo)
Todos os Santos - 1º de novembro (no Brasil é transferido para o domingo, a menos que Finados caia no domingo)
Imaculada Conceição de Maria - 8 de dezembro
Páscoa - Ocorre sempre entre 22 de março e 25 de abril.
2- Confessar-se ao menos uma vez por ano (ou no máximo até um ano após ter consciência de pecado mortal).
3- Comungar ao menos pela Páscoa da Ressurreição.
4- Jejuar e abster-se de carne quando manda a Igreja. Estão obrigados à lei da abstinência de carne ou derivados de carne aqueles que tiverem completado quatorze anos de idade; estão obrigados à lei do jejum (uma só refeição normal ao dia, e apenas mais dois pequenos lanches ou colações) os maiores de idade, desde os dezoito anos completos até os sessenta anos começados.A Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira Santa, memória da Paixão e Morte de Cristo, são dias de jejum e abstinência. A abstinência pode ser substituída pelos próprios fiéis por outra prática de penitência, caridade ou piedade, particularmente pela participação nesses dias na Sagrada Liturgia. Abstinência de carne: Toda sexta-feira do ano é dia de penitência, a não ser que coincida com solenidade do calendário litúrgico. Nesse dia, os fiéis abstenham-se de carne ou outro alimento, ou pratiquem alguma forma de penitência, principalmente obra de caridade ou exercício de piedade  (Legislação Complementar da CNBB quanto aos cânones 1251 e 1253 do Código de Direito Canônico).
5- Contribuir com o Dízimo segundo está escrito na Bíblia Sagrada.
A igreja católica segue da mesma forma que Constantino - pensa estar a serviço de Deus mas de fato, espiritualmente falando, é terrivelmente danosa: não prega a Palavra de Deus, dificulta o caminho das pessoas em direção a Deus, e embora preste serviços seculares importantes na área da caridade, da educação e dos hospitais, não assegura a nenhum de seus membros o bem mais precioso, a salvação de suas almas.
A Igreja Cristã nasceu 50 dias depois da morte de Jesus Cristo, no dia de Pentecostes, e não impunha nenhum desses “dogmas” ao povo. Essa igreja não tinha nome, nem mesmo era chamada de Igreja Cristã. Começaram a se reunir nas casas e durante 300 anos, era só o que havia. Nada de catolicismo, muito menos romano. Portanto, o papo de que Jesus fundou a igreja católica e essa tal seria a única verdadeira é uma tremenda falácia, doa a quem doer. A Igreja a que Jesus se referiu é formada pelos membros do Seu Próprio Corpo, os que seguem os Seus mandamentos, e não os mandamentos de homens. Uma Igreja sem mácula e sem envolvimento com este mundo. Uma Igreja – um Corpo – onde apenas Cristo é cabeça.
Esta sim é a única e verdadeira Igreja! 

Trecho de livro:

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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Um clamor pela paz

Ouvindo as notícias, percebe-se que a política mundial não avançou em relação à promoção da paz. Aliás, nem deveríamos esperar por isso, pois paz significa mais do que ausência de guerras.

O fato de que, muitas décadas após a II Guerra Mundial, prosseguem continuamente os conflitos e guerras, mostra que o homem não ficou mais sábio ou melhor durante os séculos. Percebe-se também que ele nada aprendeu da História, nem evoluiu para um suposto nível superior. Continuam existindo tiranos cruéis, ditadores sem consciência, líderes políticos sem escrúpulos e nações que se deixam enganar. Nesse aspecto, a situação continua igual à do antigo Egito ou da Babilônia de Nabucodonosor. Apenas as circunstâncias são mais modernas.
Numa visão dada por Deus, o profeta Isaías viu um mundo vindouro em que haverá paz. É interessante que Isaías afirma que o Reino da Paz será trazido e mantido por um Menino. Isaías falou profeticamente do Filho como o Príncipe da Paz, que também é Deus, ou seja, de Jesus Cristo: "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz; para que se aumente o seu governo, e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer e firmar mediante o juízo e a justiça, desde agora e para sempre. O zelo do Senhor dos Exércitos fará isto" (Isaías 9:6-7).
O mundo clama e anseia por paz. Centenas de milhares de pessoas enchem as ruas em manifestações pela paz. As conferências de paz sucedem-se. Mas, quantas dessas pessoas que defendem a paz têm paz com Deus no próprio coração? Quantos desses manifestantes têm paz na própria casa, em seu matrimônio e em sua família? Quantos desses defensores da paz mundial têm desavenças no local de trabalho e brigas com os vizinhos? Onde começa a paz? Na Casa Branca em Washington, na ONU, em Bruxelas, em Israel ou no Iraque?
A paz baseia-se na justiça, como ensina a Bíblia: "O efeito da justiça será paz, e o fruto da justiça, repouso e segurança, para sempre" (Isaías 32:17). Somente onde impera a justiça torna-se possível a paz. Onde, porém, não há justiça, nunca pode haver paz duradoura. O mundo está muito distante da paz, porque é dominado pela injustiça.
O que, porém, é justiça? O próprio Jesus Cristo é a Justiça em pessoa, pois está escrito: "Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção" (I Coríntios 1:30). Conseqüentemente, a paz verdadeira e duradoura é possível apenas através de Jesus Cristo.
Somente com a volta do Senhor em poder e glória a justiça e a paz dominarão em Israel e no mundo: "Ele anunciará paz às nações; o seu domínio se estenderá de mar a mar e desde o Eufrates até às extremidades da terra" (Zacarias 9:10).
Quando, finalmente, teremos paz? Quando tiver sido destruído o último míssil? Haverá paz somente quando os homens entenderem que não são as armas, mas eles mesmos, que provocam a falta de paz. Haverá paz, finalmente, quando Jesus, o Príncipe da Paz, puder produzir paz em nossos corações. Àqueles que confiam sua vida inteiramente a Jesus, a Bíblia promete: "a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus" (Filipenses 4:7). Se você ainda não O aceitou como seu Senhor e Salvador, faça isso agora mesmo! (Norbert Lieth - http://www.apaz.com.br) (http://www.apaz.com.br/mensagens/clamor.html)

Não há lugar!

A narrativa da vida terrena de Jesus começa com as palavras: "Livro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão" (Mateus 1:1). Ela tem uma relação bem clara com o judaísmo. Pois esta história judaica começa com Abraão e tem o seu apogeu em Jesus Cristo. Ele é o grande Filho de Israel, que trouxe a salvação para todo o mundo. Quando o tempo se cumpriu e Deus enviou o Seu Filho, nascido de uma virgem, lemos: "José também subiu da Galiléia, da cidade de Nazaré, para a Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém, por ser ele da casa e família de Davi, a fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida. Estando eles ali, aconteceu completarem-se-lhe os dias, e ela deu à luz o seu filho primogênito, enfaixou-o e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria" (Lucas 2:4-7).
Pelo fato de a história de Jesus estar ligada de maneira muito íntima com o judaísmo, não é de admirar que neste mundo também nunca houve lugar para os judeus. Em todos os tempos, especialmente na época do nazismo, foi proclamado: "Não comprem dos judeus". Em bancos e lugares públicos havia cartazes bem visíveis com os dizeres: "Proibido para os judeus". Assim, também hoje procura-se tirar desse povo sua pátria e sua cidade de Jerusalém: "não há lugar para os judeus". Na Carta da OLP continua escrito claramente que a criação do Estado de Israel foi completamente ilegal.
Entretanto, apesar de todas as adversidades, o nascimento de Jesus se cumpriu exatamente como havia sido anunciado nas profecias, e assim também nada poderá impedir que Deus alcance o Seu objetivo com o Seu povo. Israel sairá do aperto para a amplitude. Por não se conceder espaço ao povo do Eterno, ele será guiado pela mão de Deus – para ser levado ao seu renascimento, à vinda do Messias. Isaías 54:1-3 conclama: "Canta alegremente, ó estéril, que não deste à luz; exulta com alegre canto e exclama, tu que não tiveste dores de parto; porque mais são os filhos da mulher solitária do que os filhos da casada, diz o Senhor. Alarga o espaço da tua tenda; estende-se o toldo da tua habitação, e não o impeças; alonga as tuas cordas e firma bem as tuas estacas. Porque transbordarás para a direita e para a esquerda; a tua posteridade possuirá as nações e fará que se povoem as cidades assoladas." (Norbert Lieth)
 
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, dezembro de 1998.

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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Jesus nasceu...


No fim do ano, as pessoas se voltam para as festividades do chamado “Natal”, e muitos festejam “Papai Noel”, gastam pequenas fortunas em presentes e comidas e raramente se lembram do suposto aniversariante, Jesus Cristo de Nazaré. Suposto porque sabemos que Jesus muito provavelmente tenha nascido em outra época (leia aqui e aqui); porém, mais importante do que a data em que Jesus nasceu, é por que Ele veio a este mundo.
Ele veio redimir e resgatar o que se havia perdido. Zacarias, quando viu o pequeno Jesus, na ocasião em que este era levado ao Templo pela primeira vez, disse: “Bendito o Senhor Deus de Israel, porque visitou e redimiu o seu povo” (Lucas 1:68). Romanos 3:34 afirma: “Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus. Efésios 1:7 fala sobre Jesus: “Em quem temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça”. E Colossenses 1:14: “Em quem temos a redenção, a saber, a remissão dos pecados”.
Mas para que esse resgate? Porque o homem tornou “devedor” para com Deus por causa do pecado. “Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, assim também a morte passou a todos os homens; por isso que todos pecaram” (Romanos 5:12). “Porque o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23). “Na verdade, que não há homem justo sobre a terra, que faça bem, e nunca peque” (Eclesiastes 7:20). “Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós” (I João 1:8, 10).


O único meio pelo qual podemos ser resgatados é através do sacrifício de Jesus Cristo. Por nossos próprios esforços, não conseguiremos pagar a dívida. Reencarnando não dá, porque a Bíblia, a Palavra de Deus, ensina que não existe tal coisa. Só para refrescar a memória, vários textos bíblicos que desautorizam a doutrina da reencarnação: Hebreus 9:27 diz: E como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo”. Se houvesse a reencarnação, os homens morreriam várias vezes. E na parábola do rico e Lázaro (Lucas 16:19 a 31) Jesus ensina que não há como voltar, depois de morto ou “desencarnado”, nem mesmo com o louvável propósito de alertar os vivos para não caírem nos mesmos erros do falecido.
Por nossos próprios esforços, a Bíblia mostra que também é impossível: “Todas as nossas justiças são como trapos da imundícia” (Isaías 64:6). “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós, é dom de Deus. Não vem de obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2:9).
O preço do resgate: Jesus veio para restabelecer a união quebrada de Deus com o homem. O preço do resgate foi a Sua própria vida. “Aquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (II Coríntios 5:21). “E dará à luz um filho e chamarás o seu nome Jesus [em hebraico, “Yeshua”, “Joshua”, “Josué” = Jeová é salvação], porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mateus 1:21). “O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos” (Mateus 20:28). O Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido” (Marcos 10:45). “Porque isto é o meu sangue, o sangue da Nova Aliança, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados” (Mateus 26:28). “Em quem temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça” (Efésios 1:7). “O qual se deu a si mesmo por nós, para nos remir de toda a iniquidade” (Tito 2:14). “Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção. Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação” (Hebreus 9:12,28). “Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, que por tradição recebestes de vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado” (I Pedro 1:18,19). “Porque fostes comprados por bom preço” (I Coríntios 6:20). “Mas Deus prova seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:8). “E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas pelos de todo o mundo” (I João 2:2). “O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação” (Romanos 4:25).
A redenção por meio de Jesus é plena, total e suficiente: A Bíblia mostra claramente que a redenção providenciada por Jesus é bastante para levar o homem novamente à presença de Deus. “E um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós. Respondendo porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação? E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez. E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim quando entrares no teu reino. E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23:39 a 43).
Aqui temos a pá de cal jogada sobre a reencarnação e o purgatório. Se alguém estava em dívida com Deus e com os homens, era este “malfeitor”: aceitou a pena capital, mas reconheceu a soberania de Jesus, chamando-o de Senhor. Se houvesse a tal reencarnação, Jesus lhe diria: “Por sua vida de pecados, você deverá retornar a este mundo várias vezes, até que a dívida seja paga”. Ou Jesus talvez lhe dissesse: “É necessário que você se purifique nas chamas do purgatório, até estar poder entrar no Paraíso”. Ou Jesus então: “Tudo bem, eu me lembrarei, mas primeiro seus parentes rezem uma missa de corpo presente. Depois outra, a de sétimo dia... depois, em um mês, a missa de 30º dia. A cada aniversário de sua morte, outra missa e assim, talvez, quem sabe um dia, você alcançará o Paraíso”. É ruim, hein? Mas nada disto aconteceu.
Jesus é o grande descomplicador! O próprio homem é quem complica tudo, com missas, purgatório, reencarnação, karma, nirvana etc. “Vede, isto tão somente achei: que Deus fez ao homem reto, mas eles buscaram muitas invenções” (Eclesiastes 7:29). Jesus conserta tudo. “Todo o vale será aplainado, e todo monte e todo outeiro serão abatidos; e o que está torcido se endireitará, e o que é áspero se aplainará” (Isaías 40:4). É por isto que Jesus disse simplesmente: “Ainda hoje estarás comigo no Paraíso!”
A redenção por meio de Cristo, reconciliando Deus e o homem, é suficiente: “Bem-aventurados aqueles cujas maldades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos” (Salmo 32:1 e Romanos 4:7). “Sendo pois justificados pela fé, temos paz com Deus, por Nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5:1). “Mas se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça” (I João 1:7,9) – o sangue de Jesus, não o purgatório nem as reencarnações, é que nos purifica! “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (II Coríntios 5:17). “Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, os que crêem no seu nome. Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” (João 1:12,13). “O qual nos tirou do domínio das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, em quem temos a redenção, a saber, a remissão dos pecados” (Colossenses 1:14).
Jesus já fez tudo o que era preciso. Ele deu a vida em seu lugar: foi para isso que Ele veio ao mundo! “O qual se deu a si mesmo por nós, para nos remir de toda a iniquidade” (Tito 2:14). Isto quer dizer que Ele quitou a promissória pendente em seu nome, já que você nunca poderia resgatá-la. Tudo o que você precisa fazer é o mesmo que o ladrão na cruz:
1 - reconhecer seu pecado. “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (Atos 4:12).
2 – arrepender-se. “Desde então, Jesus começou a pregar, e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus” (Mateus 4:17). “Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam” (Atos 17:30). “E disse Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados” (Atos 2:38).
3 – crer que Deus, através de Jesus, é poderoso para salvá-lo. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). E tirando-os para fora, disse-lhes: Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar? E eles (Paulo e Silas) disseram: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa” (Atos 16:30,31). Note que Paulo e Silas não recomendaram missas, purgatório, reencarnação etc... “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos...” (I Timóteo 2:5).
4 – confessar não a um sacerdote ou intermediário, mas diretamente a Deus, sua decisão. “A saber, se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. Porque a Escritura diz: Todo aquele que nele crer não será confundido. Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Romanos 10:9,10,11,13). “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia” (Provérbios 28:13). “Dizia eu: confessarei ao Senhor as minhas transgressões, e tu perdoaste a maldade do meu pecado” (Salmo 32:5).
5 – orar a Deus, para que escreva seu nome no Livro da Vida. “E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu o céu e a terra, e não se achou lugar para eles. E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros. E abriu-se outro livro, que é o da vida, e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras ... E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo” (Apocalipse 20:11,12 e 15).

Pronto.
Você já sabe por que Jesus veio a este mundo! Está resgatada sua dívida.
(BH, 1995)

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