sábado, 11 de janeiro de 2020

Notícias que gostaríamos de ver em 2020


Bom... a última eu não gostaria de estar aqui para ver, não...

ONU e OMC oficializam: dez blocos comerciais serão também regiões administrativas
Sábado, 25 de abril (Nova York, Estados Unidos) Uma reunião extraordinária da Assembléia Geral das Nações Unidas, em conjunto com a Organização Mundial do Comércio, ratificou o que na prática já vinha acontecendo há alguns anos: os blocos de cooperação comercial existentes no mundo hoje serão reorganizados em número de dez, e passarão a ter representações locais da ONU, como forma de otimizar a administração, bem como diminuir as disputas comerciais que hoje se contam às dezenas. Assim, podem ser considerados como “os países” que formarão o novo mapa-mundi: o NAFTA (Estados Unidos, México e Canadá), a UnaSul (que sucedeu o MercoSul), a Zona do Euro (correspondente à União Europeia), o Mercado do Norte (Rússia e ex-repúblicas soviéticas), a União Africana, o Bloco Islâmico, a Confederação do Sudeste Asiático (que incluiu a Índia, a península da Indochina, Filipinas e a Indonésia), a União do Pacífico (Japão, Coreia e ilhas do Pacífico), e a recém-criada união Austrália-Nova Zelândia. O décimo “bloco” é formado por apenas um país, a China, que embora permaneça como uma região semi-autônoma, representa um mercado correspondente a 1/5 da população mundial.
O secretário-geral da ONU comemorou: “Sentimos que a melhor maneira de representar todos os cidadãos do mundo é agilizar o nosso processo”, disse em entervista. “Desde a fundação das Nações Unidas a nossa ideologia foi unir os países e fazer do mundo um lugar melhor. Acreditamos que esta proposta nos permitirá gerir mais eficazmente os recursos e executar a nossa filosofia de forma mais eficaz para o bem de toda a humanidade”. Outro representante da organização, que preferiu permanecer anônimo, disse que “simplesmente não temos como dar espaço e voz para um país como Benin ou Turquemenistão, quando eles são essencialmente iguais a seus vizinhos. É um desperdício de espaço, de tempo e esforço. Podemos trabalhar efetivamente para o mesmo número de pessoas de modo muito mais eficaz, se tivermos menos vozes falando ao mesmo tempo. Seriam também reduzidos significativamente os custos operacionais, o que dada a situação econômica mundial, seria melhor para todos”.
Cada um desses dez blocos deverá eleger, num prazo de até um ano, um governante que o representará na Assembléia Geral das Nações, com poderes administrativos inerentes ao cargo (como um presidente ou primeiro-ministro). As antigas nações da Terra continuarão a existir, sob a forma de estados ou províncias que se reportarão às suas respectivas capitais regionais, a serem escolhidas em plebiscito.
A data escolhida para o anúncio, 25 de abril, foi planejada para coincidir com a libertação da Europa do nazismo, ao final da II Guerra Mundial.

Israel é o mais novo membro da União Europeia
Quarta-feira, 5 de agosto  (Estrasburgo, França) – O Parlamento Europeu, que congrega as nações pertencentes à União Europeia, numa decisão inédita e unânime de seus membros, decidiu aceitar a entrada de Israel no bloco. As negociações vinham sendo conduzidas em segredo por uma comissão de alto nível, com membros dos principais países envolvidos (Alemanha, França, Reino Unido e, obviamente, Israel), e segundo o primeiro ministro israelense, “atende aos objetivos das nações da Europa e de Israel”. Ficou estabelecido que a Cidade Velha, considerada santa para as três religiões monoteístas, será colocada sob a tutela de cinco países: Arábia Saudita, o Reino Hashemita (Jordânia), o Estado Palestino, Israel e os Estados Unidos.
Com isso, a moeda vigente em Israel passa a ser o Euro; até o fim do ano, a moeda local, o shekkel, deixará de existir. Acabam também as barreiras alfandegárias, que sobretaxavam os produtos israelenses e dificultavam a sua entrada no mercado europeu, o que não raro ocasionava boicotes com a desculpa do problema palestino.
As autoridades israelenses resistiam à assinatura do acordo devido à exigência de que, como compensação, Israel deve reconhecer o Estado Palestino e destinar um quarteirão inteiro da “Cidade Velha” para o estabelecimento da representação diplomática da Autoridade Palestina, a qual será gradativamente transformada em sede administrativa, que até então funcionava em Gaza. Na prática, a capital palestina passa a ser Jerusalém, o que funciona como uma espécie de garantia da tão desejada paz entre essas duas nações. Com essa medida, acredita-se que finalmente será alcançada uma trégua definitiva. Em troca, os árabes abrem mão da soberania na “Esplanada das Mesquitas”.
Para alguns israelenses, o preço foi considerado alto. Um importante político, ex-primeiro ministro que não quis se identificar para evitar divisões internas em seu partido, disse que as exigências são prejudiciais a Israel, como por exemplo, a internacionalização da capital, uma condição imposta pelos parceiros europeus como forma de minimizar as tensões na Terra Santa. “Jerusalém é indivisível, e temos de proteger a sua unidade, silenciar os que querem reescrever a história e lembrar ao mundo que Jerusalém nunca foi a capital de nenhuma outra nação", afirmou indignado. Ele relembrou que “durante séculos de exílio, o povo judeu orava para voltar a Jerusalém", e concluiu apelando aos judeus que "sempre se lembrem que a obra de fortalecer e desenvolver Jerusalém nunca terminará. Esta é a nossa responsabilidade histórica e nacional. Nós temos o direito à nossa eterna capital, é nosso direito e responsabilidade para esta geração e para a próxima".
Por outro lado, os líderes religiosos amenizaram essa questão e preferiram exaltar a liberação de uma área contígua à mesquita Al-Aqsa, considerada por eles como o local ideal para a reconstrução do Templo Judaico. “Nós construímos muitos templos pequeninos” disse um rabino, referindo-se às sinagogas, “mas precisamos agora construir um templo de verdade”. Representantes do Instituto Monte do Templo disseram que aquela área é “o lugar mais sagrado para o povo judeu, e deve ser aberto a qualquer hora para todos os judeus. Esta é uma questão inegociável, sem espaço para discussão”, ressaltando que “finalmente a data de Tisha b’Av [dia 9 do mês de Av, no calendário judaico, correspondente a 5 de agosto no calendário ocidental - nota do editor] deixou de ser um dia de lamentações para se tornar o início de uma nova era”.

Papa anuncia reforma da Igreja Católica: “um só rebanho, um só pastor”
Segunda-feira, 12 de outubro, (Cidade do Vaticano) – A audiência papal deste domingo trouxe uma grande surpresa a todos que acompanhavam o evento na Praça de São Pedro, no Vaticano. Durante uma missa em que se prestaram homenagens à padroeira do Brasil, Nossa Senhora de Aparecida, o papa fez um apelo para que “as comunidades religiosas se posicionem contra o extremismo e a intolerância, permanecendo firmes na luta pela justiça social, dignidade e compreensão mútua”. Logo depois, anunciou que será implementada uma ampla reforma em diversos setores da Igreja Católica Romana, com vistas à integração com as demais religiões, “sejam elas monoteístas ou não, e até mesmo as que não crêem numa Divindade”, abrindo a possibilidade de aceitar inclusive ateus no que chamou de “comunidade global unida espiritualmente”. O pontífice declarou ainda que essa iniciativa tem o apoio do NAFTA, da UnaSul e da União Europeia, que hoje são as regiões administrativas mais fortes na comunidade internacional, ou, como a ONU agora se refere, “os dez países globais”.
Para o papa, as religiões e as Nações Unidas têm muito em comum: “Essas semelhanças incluem o respeito pelos direitos humanos, a afirmação do valor igual de todos os seres humanos, a importância da compaixão e serviço ao próximo, e as aspirações universais pela paz”.
Desde 2010, os estados-membros da ONU decidiram realizar a “Semana Mundial da Harmonia Interreligiosa”, com representantes de diferentes credos religiosos. O presidente da Assembleia Geral destacou que a ONU foi estabelecida para “permitir a procura de valores universais e uma unicidade da humanidade, que também são adotados por muitas religiões no mundo”. Disse ainda que “embora a fé seja o que une as comunidades e as culturas ao redor do mundo, muitas vezes foi usada como uma desculpa para enfatizar diferenças e aprofundar divisões. Só numa causa comum, no respeito mútuo de valores espirituais e morais é que podemos esperar a harmonia entre as nações e os povos”. O papa concluiu dizendo que “o evento de hoje é uma prova dos benefícios de caminharmos juntos e aprendermos uns com os outros. Com isso, o mundo pode finalmente dizer que é um só rebanho com um só pastor”.
Apesar do apelo do papa, grupos protestantes mantiveram o costume e protestaram contra o que chamam de “ditadura religiosa”. Representantes de diversas igrejas evangélicas emitiram um comunicado, onde acusam o papa de querer ser o único líder religioso mundial, já que não ficou claro como se dará a representatividade das religiões não-cristãs e, principalmente, de grupos não-católicos dentro desse novo sistema.
Alheios a essa resistência, o arcebispo de Canterbury, o Dalai Lama, o patriarca ortodoxo em Moscou e diversos aiatolás se manifestaram a favor, dizendo, em suma, que não pouparão esforços para envolver seus seguidores no projeto. “Chega de intolerância”, disse um rabino em Jerusalém, ao saber da notícia. “Já sofremos muito por causa da religião, não custa nada abrirmos mão de algumas crenças para um objetivo maior, que é a paz”, afirmou.

Desaparecimento em massa causa pânico global
Terça-feira, 24 de novembro (Bagdá, Iraque) – Em meio à festa de inauguração das obras de construção da nova sede da União Mundial das Nações em Bagdá, próximo ao local onde um dia existiu a primitiva Torre de Babel, o desaparecimento de milhões de pessoas ao redor do mundo pegou os líderes dos dez países globais de surpresa. No momento, discursava o presidente da União Africana, exaltando a decisão de escolher o lugar da primeira realização conjunta da Humanidade, “que infelizmente não chegou a ser concluída”; mas, mal foi cortada a fita comemorativa, e os repórteres presentes divulgaram a espantosa notícia. Imediatamente o pânico se instalou. As emissoras de TV e rádio interromperam a transmissão da solenidade para destacar o fato inusitado que, ao que parece, aconteceu ao mesmo tempo em todos os países da Terra.
Todos os setores parecem ter sido afetados: as bolsas de valores fecharam em forte queda; os aeroportos estão congestionados, pois vários pilotos e comissários não apareceram para o trabalho, e já há notícia de várias aeronaves acidentadas; as rodovias estão paralisadas, com inúmeros veículos desgovernados inexplicavelmente, causando um sem-número de acidentes. Os hospitais não conseguem atender os feridos, pois também estão com carência de pessoal, e várias cidades enfrentam ondas de saques e violência, já que o número de policiais parece ter diminuído drasticamente de uma hora para outra.
Os líderes mundiais se reuniram emergencialmente no próprio local, e já decidiram pela lei marcial. “Quem for pego causando danos ao patrimônio público e privado será imediatamente preso; não serão tolerados atos de indisciplina nessa hora tão grave”, disse o porta-voz da União Europeia, presente à reunião. Ele informou ainda que todas as medidas serão tomadas para manter a ordem: o exército da União Mundial já foi colocado de prontidão e tem ordens para neutralizar qualquer tentativa de resistência ao governo central. Segundo foi divulgado, já se pensa, inclusive, em eleger um dos dez líderes para comandante-em-chefe, por um período ainda indeterminado, até que a situação se estabilize.
Sensibilizado, o papa declarou em Roma que “doravante, mais do que nunca, devemos elevar nosso pensamento à Divindade, para que nos dirija e nos oriente”, no que foi prontamente aplaudido pelos demais líderes religiosos ao redor do globo. “Precisamos nos unir cada vez mais, e aquele que não estiver conosco, estará contra nós”, disse, citando uma passagem da Bíblia.
Há informações de que algumas igrejas evangélicas registraram um súbito aumento da audiência nos cultos desta noite, ao contrário de domingo passado, quando muitas estavam vazias.

947.900