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terça-feira, 11 de abril de 2017

Cristãos, um povo em extinção?


Ao longo dos últimos anos, cerca de 33% de todos os nascimentos no mundo deram-se em famílias cristãs, de acordo com dados da Pew Research Center, uma organização americana especializada em analisar sondagens e censos demográficos e de opinião associados à religião. Segundo os números da Pew os cristãos, que formam cerca de 31% da população mundial, continuam assim a crescer e ainda constituem a maior religião do mundo, embora dividida em diversas denominações.
Contudo, o crescimento das populações cristãs é profundamente desigual. Embora nasçam mais cristãos do que morrem, a nível global, isso deve-se aos grandes índices de fertilidade registrados entre comunidades cristãs na África Subsaariana. Embora represente atualmente 26% da população cristã no mundo, em 2060 essa proporção terá aumentado para 42%.
A culpa do baixo índice de crescimento é, portanto, da Europa, onde as mortes de cristãos já ultrapassam largamente os nascimentos. Só na Alemanha houve mais 1,4 milhões de mortes do que nascimentos de cristãos entre 2010 e 2015, um padrão que se deverá manter, segundo a Pew. Em Portugal o saldo para o mesmo período também é negativo, com menos 80 mil nascimentos do que mortes na comunidade cristã. Não existem dados portugueses para outras religiões e esta é a única referência ao país em todo o estudo.
Em comparação com outras religiões, estes dados significam que, embora seja esperado que os cristãos mantenham a maioria durante as próximas décadas, já nos anos entre 2030 e 2035 devem nascer mais crianças em famílias muçulmanas do que cristãs, com tendência para aumentar. Em 2060 espera-se que nasçam mais seis milhões de bebés muçulmanos do que cristãos.
As projeções não levam em conta todas as variáveis, como desastres naturais, guerras, epidemias ou até conversões, mas olhando apenas para os números, o fato de na segunda metade do século nascerem já mais bebés em famílias muçulmanas do que cristãs indica que nas décadas posteriores a população islâmica ultrapassará a cristã.
O estudo mostra ainda que a população de pessoas que não se identificam religiosamente - o que inclui ateus e agnósticos - mas também pessoas que simplesmente não têm opinião formada sobre o assunto, deve diminuir. Apesar de formar atualmente 16% da população, este grupo foi responsável pelo nascimento de apenas 10% dos bebês entre 2010 e 2015.
A projeção da Pew baseia-se em informação coligida de mais de 2.500 censos, sondagens e registros demográficos de todo o mundo, que já tinha servido de base para um grande relatório sobre “O futuro das religiões mundiais” em 2015. A novidade aqui são dados mais específicos dos nascimentos e a extensão da projeção de 2050 para 2060.
Fonte da matéria – Rádio Renascença – Portugal (6 de abril de 2017)

Em relação aos dados estatísticos e de pesquisas, é realmente para se pensar que a quantidade de cristãos no mundo esteja caminhando rumo à diminuição em razão tanto de fatores vegetativos como do crescimento de outras manifestações de fé.
Mas isto não é nada quando nos aprofundamos no tema e passamos a fazer considerações de outra natureza, por exemplo, a quantidade de cristãos “de fato” e não os meramente nominais.
Quando esteve em Seu Corpo Físico nesta terra, Jesus costumava questionar severamente os que possuíam apenas aparência de piedade, os hipócritas de seu tempo, de tal forma que o nome “fariseu”, que era uma seita judaica de homens tidos como exemplos da moral e dos bons costumes, acabou associado à falsidade e se tornou altamente depreciativo.
Hoje, se deixarmos de considerar o número ainda crescente de cristãos, especialmente os evangélicos, e se nos fosse dada a faculdade de discernir os corações – coisa que só Deus pode fazer – talvez nos espantássemos se pudéssemos ver quantos de fato estão enchendo os templos por amor a Deus e por gratidão a Cristo por Seu sacrifício na cruz.
Veríamos que muitos ali estão unicamente buscando bênção material, por mais que ela talvez seja necessária: uma cura, a solução para um problema financeiro, sentimental ou necessidade de emprego. Outras talvez sejam ainda mais questionáveis, como a compra de um carro novo ou emagrecer. Talvez contássemos nos dedos os verdadeiros cristãos. Talvez concluíssemos que, de fato, o número de cristãos é bem pequeno.
Se estudarmos as redes (anti)sociais, talvez cheguemos a outras conclusões. Veremos ali “cristãos” que apoiam abertamente a pena de morte. “Cristãos” que apoiam com todas as suas forças políticos notoriamente corruptos e corruptores, racistas confessos. “Crentes” que fazem apologia da tortura, dos regimes de exceção, dos golpes de Estado, militares e parlamentares. “Cristãos” intolerantes, cheios de ódio – pior, ódio seletivo. “Evangélicos” que fecham os olhos à injustiça em benefício próprio ou de suas causas questionáveis. Veremos que a quantidade de cristãos realmente vem diminuindo muito.
Jesus Cristo, que sabe todas as coisas, quando estava prestes a morrer na cruz, deixou com seus discípulos uma pergunta, para a qual Ele certamente sabia a resposta. Mas nós, que achamos que agimos e vivemos em Seu Nome, devemos pensar nela dia e noite.
Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?

(Lucas 18:8)

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