Mostrando postagens com marcador igreja catolica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador igreja catolica. Mostrar todas as postagens

domingo, 8 de maio de 2016

Se Jesus fosse católico...

...A última ceia com os apóstolos teria sido diferente. Ele não teria partido o pão, mas distribuiria pequenos biscoitos redondos de massa finíssima e teria dito para os apóstolos não morderem, mas deixarem derreter na boca. E depois pegaria o cálice de vinho e beberia sozinho, sem dar nada para ninguém, estragando todo o simbolismo da cerimônia. (Lucas 22:17-20; I Coríntios 11:23-25)
Se Jesus fosse católico, não teria dito ao ladrão na cruz ao lado que estaria com ele no Paraíso naquele mesmo dia. Pelo contrário, teria afirmado que, por não ter sido batizado e portanto ser um pagão, o ladrão teria que cumprir uma longa jornada no purgatório, para só então pode ser purificado – pelo fogo, não pelo sangue que estava sendo derramado naquela mesma hora – e então, talvez, ser admitido no céu. (Lucas 23:43; I João 1:7)
Se Jesus fosse católico, teria dito também que, para garantir a entrada no céu, a família do ladrão deveria mandar rezar uma missa de corpo presente, antes do seu sepultamento. Depois de uma semana, mandariam rezar uma missa de sétimo-dia. O mesmo procedimento deveria ser feito após um mês e após um ano da morte do coitado. E todos os anos, no dia de finados, eles deveriam ir rezar pela alma do condenado. Assim talvez ele entrasse no céu.
Se Jesus fosse católico, nunca teria afirmado que tudo que pedíssemos em Seu Nome receberíamos, mas sim que deveriam esperar que todos os apóstolos morressem, e só então, os devotos poderiam começar a rezar para os falecidos apóstolos para que eles, mesmo mortos, recolhessem as preces e as levassem a Jesus. Talvez, alguns pedidos mais simples fossem atendidos pelos próprios apóstolos defuntos, outros seriam distribuídos aos santos - igualmente finados - como numa repartição pública; e os casos mais complicados seriam atendidos só mesmo depois de levados à sua santa mãe. Jesus mesmo só em último caso, pois Ele estaria sempre muito ocupado. (João 14: 13, 14; 16:23)
Se Jesus fosse católico, de forma alguma teria entrado em Jerusalém montado num jumento, mas sim numa carruagem moderna,  toda pintada de branco, com uma cabine de vidro à prova de flechas, doada pelo melhor fabricante de carruagens de todo o império romano. (Mateus 21:1-15)
Se Jesus fosse católico, não teria repreendido Pedro dizendo “para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens”; ele teria seguido à risca o palpite do apóstolo e não teria ido a Jerusalém morrer por todos nós. Ele teria dito a Pedro: “sim, santo padre, perdoai minha fraqueza”. (Mateus 16:23)
Se Jesus fosse católico, Ele diria claramente que a pedra de esquina sobre a qual se ergueria a Igreja era Pedro. (Mateus 16:16-18). Aliás, se Jesus fosse católico, Ele teria se ajoelhado diante de Pedro e beijado os seus pés.
Se Jesus fosse católico, não existiria Cristianismo, porque Ele teria obedecido todos os ditames do antigo Judaísmo, para não causar nenhum cisma na religião de seus pais. Afinal, o Judaísmo era mais antigo, mais tradicional e mais conhecido. Ele nascera no Judaísmo tradicional e portanto, morreria no Judaísmo tradicional, ensinando o Judaísmo tradicional. Ele não poderia se sujeitar a ser chamado de cismático. (Mateus 5:22, 28, 32, 34, 39, 44 etc.)
Se Jesus fosse católico, não diria que o maior deve servir ao menor. Mas ao contrário, Ele estabeleceria uma escala entre os apóstolos, sendo Pedro o chefe e os demais seus subordinados, numa espécie de colégio apostólico de rígida hierarquia. (Marcos 10:42-45)
Se Jesus fosse católico, nunca teria confrontado os escribas e fariseus, porque eles seriam os guardiões da Palavra escrita, e graças a eles as Escrituras eram preservadas através dos séculos. Quem era aquele simples carpinteiro para questionar o Sagrado Magistério, a quem cabia ler e interpretar a Lei e os Profetas? (Mateus 5:22, 28, 32, 34, 39, 44 etc.)
Se Jesus fosse católico, jamais diria que os fariseus pecavam por darem mais valor às tradições humanas do que às Escrituras. Pelo contrário, ele os exaltaria como exemplo de manutenção de usos e costumes sem nenhuma relação com a Palavra de Deus. (Mateus 15:1-9; Marcos 7:1-13)
Se Jesus fosse católico, nunca teria dito a Maria “que tenho eu contigo?”, mas pediria a ela orientação de como agir naquela situação. E Maria nunca teria dito às pessoas “fazei tudo o que Ele vos disser”, mas teria ela mesma dado instruções para que o milagre fosse concretizado. (João 2:4, 5)
Se Jesus fosse católico, Ele não teria irmãos e irmãs, mas sim primos e primas. (Marcos 6:3)
Se Jesus fosse católico, não afirmaria que “o que contamina o homem não é o que entra pela boca, mas o que sai” (Mateus 15:11; Marcos 7:15, 18-20). Ele teria dito que deveríamos observar dias em que não deveríamos comer carne, apenas peixe. (Lucas 5:33-34)
Se Jesus fosse católico, Ele teria dado o exemplo e seria o primeiro a chamar Pedro de “nosso papa”, e jamais teria afirmado que não deveríamos chamar ninguém de “pai”, a não ser Deus, que está nos céus. (Mateus 23:9)
Se Jesus fosse católico, ele teria sim onde recostar sua cabeça. Ele moraria num palácio bem ao lado do seu grande templo, com apartamentos privativos e uma sacada de onde falaria às multidões nos dias santos. Além disso, teria um castelo de verão para passar as férias, num local mais afastado e tranquilo. (Mateus 8:20)
Se Jesus fosse católico, Zaqueu não teria distribuído aos pobres o que roubara, mas teria doado tudo à santa e una igreja de Jesus como prova de submissão e penitência, e depois de raspar a cabeça, se tornaria um monge descalço que sobreviveria de esmolas. (Lucas 19:1-10)
Se Jesus fosse católico, nunca diria aos discípulos que eles seriam perseguidos, açoitados e levados a interrogatório diante dos reis e governantes deste mundo, mas profetizaria que eles seriam honrados pelos homens, levantados como líderes mundiais, como atalaias de nações e conselheiros de reis, para governar em nome de Deus. Diria que eles seriam os representantes de Deus na Terra, e como tais, teriam o direito divino de coroar e destronar reis e presidentes. (Marcos 13:9)
Se Jesus fosse católico, não pregaria nas sinagogas, nas praias e debaixo de árvores, mas sim no púlpito de bronze da recém-inaugurada sede mundial da “Igreja Una, Apostólica e Ecumênica”, ricamente decorada em mármore e pedras preciosas, construída com as ofertas dos fiéis e bens saqueados dos infiéis, incluindo ouro e prata das colônias e obras de arte de todos os cantos da Terra, sem falar nas doações dos governantes que quisessem ficar de boa com Ele.
Se Jesus fosse católico, nunca diria que não devemos nos assemelhar aos gentios (Mateus 6:8), nem que devemos ser sal da terra e luz do mundo (Mateus 5:13-16). Pelo contrário, ele diria que poderíamos continuar festejando aos deuses das nações idólatras, apenas mudando o nome deles para o nome dos mártires cristãos. Com isso teríamos um ano inteiro de dias santos e um calendário litúrgico com instruções especiais para cada festa.
Se Jesus fosse católico, ele defenderia a isenção de impostos para os líderes religiosos e seus templos (afinal, “a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”). Com isso teria direito a um terreno no melhor lugar de cada cidade destinado à construção de um templo, nem que fosse ocupando o lugar de culto das outras religiões.
Se Jesus fosse católico, teria abençoado as galés romanas em suas missões de invasão em outros territórios, com a garantia de que os povos e países dominados fossem submetidos à fé cristã, e Roma deveria ter ciência de que era apenas beneficiária da terra que seria, de fato, posse de Cristo.
Agora, cá pra nós, se Jesus fosse católico, com toda certeza Ele reivindicaria a participação dos cristãos no Senado imperial. Ele diria no palanque, sob aplausos, que “a voz do povo é a voz de Deus”, e que um país só pode prosperar se for governado por pessoas justas e tementes a Deus.

Certamente, se Jesus fosse católico, não sofreria tanto.
Se Jesus fosse católico, ele não morreria por mim e por você. Em vez disso, Ele nos mandaria fazer milhares de penitências para pagarmos o nosso débito com Deus.

707.270

sábado, 24 de outubro de 2015

"Santos" populares...

Vem aí mais um dia de “todos os santos”, e mais uma vez os templos católicos se encherão de devotos, a TV vai mostrar procissões como se fossem uma grande novidade, e usará expressões como “momento de fé e devoção” (porque é católico, se fosse evangélico seria “exploração da fé”,  “fanatismo”, “fundamentalismo” etc.). Mas nem “todos os santos” são assim conceituados e famosos. Existem alguns “santos populares’ que são exatamente iguais aos “canonizados” pela “santa madre igreja” de Roma. E então por que uma pessoa comum, e até mesmo aquelas com comportamentos reprováveis, se tornariam “santos”? O que elas têm em comum? Quem são seus seguidores e como elas são adoradas? Por que seus devotos são de maioria católica? O canal National Geographic transmitiu o documentário “Santos Populares”, contando a história de quatro “santos” populares que congregam milhares de devotos na América Latina: um gaúcho argentino, um cantor de cúmbia, um “santo” adorado pelos traficantes e um curandeiro mexicano. Mas nem mesmo a sociologia e a psicologia conseguem explicar a devoção das massas a esses “santos”.
Todo dia 8 de janeiro, mais de 500 mil pessoas se reúnem no santuário Cruz Gil, em Corrientes, Argentina, para venerar o “santo” mais popular do país: “Gauchito Gil”. Vestidos de vermelho, montados a cavalo, de bicicleta ou a pé, numa fila interminável, devotos se juntam ano após ano em frente ao local onde, segundo a lenda, ele foi executado há mais de um século. Eles deixam dinheiro, garrafas, jóias, fotografias e acendem velas vermelhas. Os devotos de Gauchito Gil celebram seu santo durante três dias. A cor vermelha, o álcool e o “chamamé” são símbolos indispensáveis desta festa. Antonio Mamerto Gil Nuñez, mais conhecido como “Gauchinho Gil” ou “Curuzu Gil”, é talvez um dos mais importantes representantes da hagiologia profana da Argentina.
Não há registros históricos sobre sua vida, porém, reza a lenda que teria nascido por volta de 1847 e morrido por volta de 1874 na província de Corrientes. De acordo com a tradição, ele se alistou como soldado na Guerra do Paraguai e participou ainda da guerra civil entre os federais e os unitários argentinos. Mais tarde, desertou do exército porque Deus teria lhe aparecido em sonhos, pedindo que ele não derramasse mais o sangue dos seus irmãos. Depois disso, se tornou um “gaúcho” marginal que conduzia o gado e praticava roubos, repartindo as sobras entre as famílias mais humildes. Porém, foi preso pela polícia e executado a oito quilômetros da cidade de Mercedes num certo 8 de janeiro.
Desde então, é considerado por alguns com um marginal e por outros como um santo. O certo é que, há mais de cem anos, o culto ao “Gauchinho Gil” vem crescendo na Argentina e já passa os limites da fronteira daquele país. É atualmente venerado por centenas de milhares de peregrinos que visitam o santuário construído no local onde sua tumba se encontra.
Quase um século depois da morte de Gauchito, também na Argentina, Miriam Alejandra Bianchi se tornou uma das santas populares contemporâneas mais famosas do país. Esta ex-professora morreu em um acidente , mas seus devotos garantem que ela já fazia milagres em vida.  Gilda, nome artístico de Miriam, era uma ex-professora nascida em 1961, que se tornou cantora de cúmbia (um ritmo popular em alguns países latino-americanos) no início da década de 1990. Gravou quatro discos e várias canções foram incorporadas por setores da classe média, sendo cantadas até mesmo por torcidas de futebol.
Em 7 de setembro de 1996, Gilda, a filha e a mãe, mais os músicos de sua banda, morreram num acidente rodoviário ao viajar para um show que ocorreria em Entre Rios. Gilda estava então no auge da carreira. Depois de sua morte, a figura de “santa” cresceu e se transformou num novo símbolo da religião popular argentina. Milhares de devotos e fanáticos procuram sua tumba, no cemitério de Chacarita (em Buenos Aires), e também ao santuário oficial, erguido no local do acidente, para cumprir promessas e pedir a concessão de graças. Todos esperam algo em troca. Saúde, trabalho, amor, um carro ou até mesmo uma casa estão entre os pedidos mais comuns. Enquanto alguns visitam seu túmulo, como forma de recordá-la, outros cantam em sua homenagem. Eles deixam cartas, fotos, rosários e santinhos com a imagem da própria Gilda.
No México, os traficantes de drogas também têm seu lado religioso. Jesús Malverde, um bandido que viveu no início do século XX, é adorado por pessoas comuns e pelos narcotraficantes da América do Norte. Em seu templo, situado em Culiacán, no estado de Sonaloa, chegam centenas de pessoas para lhe pedir um milagre, deixando flores, velas, bilhetes, fotos e até recipientes com camarão em agradecimento por uma boa pesca. De acordo com uma certidão de nascimento descoberta recentemente, Jesús Malverde nasceu em 15 de fevereiro de 1888. O resto faz parte da lenda. Segundo lenda, este jovem viveu no final do século XIX na cidade mexicana de Culiacán, onde ganhou popularidade por assaltar e roubar os fazendeiros ricos da região e repartir o produto do roubo entre os pobres da região. Depois de oferecer uma recompensa pela captura dele, o governo finalmente conseguiu prender Malverde, que foi condenado à morte na forca. Um decreto governamental proibiu o sepultamento de seus restos mortais, que ficaram expostos ao relento e ao escárnio público.
Depois de sua morte, que ocorreu, segundo os fieis, em 3 de maio de 1909, as pessoas começaram a atribuir a Valverde uma série de milagres e graças. Mais tarde, começou a ser conhecido como o “padroeiro” dos narcotraficantes, e disseram que ele até salvou da morte o filho de um chefe do tráfico. Desde então, vários traficantes passaram a visitar a capela dedicada a Malverde em busca de sua proteção. Algo assim como se Pablo Escobar fosse canonizado.
Outro “santo” famoso do México é o menino Fidencio, um famoso curandeiro. José Fidencio Síntora Constantino nasceu em 13 de novembro de 1898 no Vale das Covas, em Guanajuato. Porém, foi no povoado de Espinazo, uma pequena cidade interiorana, que começou a ficar conhecido como curandeiro. Fidencio atendia a todos os tipos de casos, incluindo câncer, lepra, cegueira e paralisia. Era conhecido como menino devido à voz afinada. Os métodos de cura aplicados que o Menino Fidencio aplicava incluíam desde um balanço usado para balançar os doentes para curá-los até afundar os pacientes num lamaçal conhecido como Charquinho, que segundo os devotos tinha propriedades curativas. Um dia, o Menino Fidencio anunciou aos seus seguidores que voltaria depois da morte, e os fieis acreditam que ele realmente retorna na forma de espírito a cada vez que é invocado. Assim, atualmente, os fiéis de Fidencio buscam a cura através do espírito de Fidencio (que morreu em 1938). Ou seja, uma forma de espiritismo!
Estes “santos” são apenas alguns exemplos, porque os mexicanos mantém outras devoções. Uma delas é a adoração a La Santa Muerte, por exemplo, uma estátua de esqueleto coberta com um capuz e com uma foice nas mãos, ou seja, a tradicional figura da morte. Os altares e o culto da Santa Muerte podem ser encontrados em todo o México.
Assim vemos que essas devoções populares no México, na Argentina e outros lugares - poderíamos incluir nessa lista, a devoção ao Padre Cícero e outros “santos tupiniquins” - são degenerações do sentimento religioso que cada ser humano possui. Todos possuem uma sede espiritual. Todos anseiam em ter comunhão com um poder superior a si mesmo. Neste afã, vão procurar mitigar esta sede em fontes poluídas, e aí entra o engano de demônios conforme a Palavra de Deus adverte. Jesus disse que Satanás é o pai da mentira (João 8:44) e de que ele, sendo o príncipe deste mundo (14:30) seria obviamente atuante em enganar os seres humanos, mantendo os mesmos longe da verdadeira adoração a Deus.
Se você estudar os “santos” católicos, a imensa maioria surgida durante  a Idade Média européia, verá que as coincidências são alarmantes. O ambiente era muito parecido, e o processo de “canonização” também: primeiro, a crendice popular aumenta, mas a hierarquia do Vaticano resiste. Depois, temendo perder os fieis para o misticismo exagerado e o espiritismo, Roma acaba por aceitar tais figuras como “santos” oficiais, incorporando (eepa) o milagroso ao seu panteão. Assim, fica tudo “elas por elas”, todo mundo sai ganhando. Não duvido que com o tempo o traficante virará “são” Malverde, o médium de Espinazo será “são” Fidencio e assim por diante. Talvez demore, mas é o fluxo natural do catolicismo: não importam os meios, importa apenas o fim, que é o aumento das suas fileiras, seja a que preço for. Misticismo, mediunidade, comunicação com os mortos, mistura com o paganismo e crenças populares – tudo, menos a Bíblia.
Foi assim com “são” Francisco: o “papa” de sua época chegou a repreendê-lo e ameaçar colocar seus seguidores, os “franciscanos”, na clandestinidade; mas depois, devido à pressão popular, acabou guindando-o ao status de “santo”.
Joana D’Arc era considerada bruxa e louca, sendo queimada na fogueira igual aos outros hereges, como os protestantes e judeus (sim, a igreja católica fez isso e só parou porque hoje isso é feio e a imprensa às vezes denuncia seus erros). Depois, mudou de idéia e disse que não, a bruxa herege era, na verdade, uma “santa”. Há vários outros exemplos, mas o espaço é pequeno.
Se os católicos lessem a Bíblia, e a obedecessem, veriam que é inútil pedir bênçãos aos que já morreram, porque Jesus disse: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás (Mateus 4:10). O anjo disse a João: Adora somente a Deus (Apocalipse 19:10; 22:9). O próprio apóstolo Pedro, aos pés de cuja estátua muitos se ajoelham hoje, recusou ser adorado por Cornélio (Atos 10:25,26). E em termos de intercessão a nosso favor, ninguém – nem mesmo Maria – mas somente Jesus Cristo tem o poder de advogar por nós: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (I Timóteo 2:5).
Espero que você pare para pensar sobre isto.

656.630

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

As 7 igrejas de Apocalipse (III)

Pois bem, agora que já sabemos quem foi a Jezabel histórica, temos condições de analisar melhor a Jezabel profética, que aparece em Apocalipse como sendo “profetisa” na igreja de Tiatira.
Apocalipse capítulo 2:
18 Ao anjo da igreja em Tiatira escreve: Isto diz o Filho de Deus, que tem os olhos como chama de fogo, e os pés semelhantes a latão reluzente:
19 Conheço as tuas obras, e o teu amor, e a tua fé, e o teu serviço, e a tua perseverança, e sei que as tuas últimas obras são mais numerosas que as primeiras.
20 Mas tenho contra ti que toleras a mulher Jezabel, que se diz profetisa; ela ensina e seduz os meus servos a se prostituírem e a comerem das coisas sacrificadas a ídolos;
21 e dei-lhe tempo para que se arrependesse; e ela não quer arrepender-se da sua prostituição.
22 Eis que a lanço num leito de dores, e numa grande tribulação os que cometem adultério com ela, se não se arrependerem das obras dela;
23 e ferirei de morte a seus filhos, e todas as igrejas saberão que eu sou aquele que esquadrinha os rins e os corações; e darei a cada um de vós segundo as suas obras.
24 Digo-vos, porém, a vós os demais que estão em Tiatira, a todos quantos não têm esta doutrina, e não conhecem as chamadas profundezas de Satanás, que outra carga vos não porei;
25 mas o que tendes, retende-o até que eu venha.
26 Ao que vencer, e ao que guardar as minhas obras até o fim, eu lhe darei autoridade sobre as nações,
27 e com vara de ferro as regerá, quebrando-as do modo como são quebrados os vasos do oleiro, assim como eu recebi autoridade de meu Pai;
28 também lhe darei a estrela da manhã.
29 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito dia às igrejas.
Contextualização - Tiatira não era rica como Éfeso nem importante quanto Pérgamo. Mas sua produção de tecidos, principalmente o índigo, tornou-a famosa. Havia ali várias associações profissionais, uma espécie de sindicatos. Na carta que Jesus manda João escrever para aquela igreja, primeiro há um elogio às suas qualidades.
O amor de Tiatira (v. 19), ao contrário de Éfeso, aumentara. Também era rica em obras: evangelizava e socorria os necessitados e com isso mostrava sua fé (cf. Tiago 2:14). Mas apesar dessas boas qualidades, a igreja foi reprovada por estar tolerando uma mulher que, dizendo-se profetisa, desencaminhava os fiéis à idolatria e à prostituição (v. 20), e que já teria tido tempo para se arrepender (v. 21). Seu castigo atingiria os seus seguidores (22, 23), mas os que a repelissem seriam recompensados (24-28).
Podemos fazer várias analogias, mas a que eu considero mais importante é a seguinte: Tiatira identifica muito claramente a igreja católica medieval. Na perspectiva cronológica, como vimos aqui, ela sucede Pérgamo, o paraíso dos nicolaítas (a igreja da hierarquia e do domínio do clero sobre os leigos), e antecede Sardes, (a Igreja da Reforma, que logo se tornou estagnada e fria). Outras características que parecem ligar Tiatira ao catolicismo:
Suas obras, mais numerosas do que as primeiras (v. 19): muitos orfanatos, escolas, universidades, sanatórios, hospitais e muitíssimas outras obras de caridade foram construídos, financiados, mantidos e visitados somente pela igreja, que apesar de idólatra e já corrupta, era o que havia na época. Jesus reconhece esse esforço como sendo o amor que muitos cristãos demonstravam pelos necessitados. Apesar de tudo (idolatria, corrupção da igreja etc.), muitos cristãos ainda assim serviam fielmente ao Senhor.
Sua fé e perseverança (v. 19): mesmo com a grande infiltração de doutrinas pagãs, muitos cristãos tinham fé unicamente em Jesus Cristo. É preciso recordar que mesmo na época de maiores trevas espirituais havia grupos que buscavam estudar e entender a então rara Palavra de Deus, como por exemplo, os valdenses, os lolardos e outros remanescentes, apesar da pesada perseguição ordenada pela religião oficial encastelada em Roma.
Mas ela abriga Jezabel. A principal religião em Tiatira, antes do cristianismo (provavelmente com Lídia, cf. Atos 16:14 e 19:10), era a adoração de Apolo, o deus sol. Acreditava-se que ele comunicava o conhecimento do futuro por meio de profetas e oráculos. Em Tiatira, este rito era conduzido por uma profetisa, que entrava em transe e entregava as mensagens. O domínio desta religião era notável. Além do inegável fascínio do mistério, ninguém podia pertencer aos sindicatos profissionais a menos que participasse da adoração aos deuses locais. Qualquer um que recusasse a participar das festas – e conseqüentemente, das práticas sexuais que as envolviam – era impedido de entrar nestas associações. Para fazer parte da vida social e comercial o indivíduo tinha que ser praticante da idolatria pagã.
A antiga Jezabel do tempo de Elias regia o culto a Baal, que, como vimos, incluía adoração a ídolos, comida sacrificada a esses ídolos e a promiscuidade sexual, além do sacrifício de crianças. A Jezabel profética de Apocalipse é quase um clone da esposa de Acabe:
- “se diz profetisa”: como a sacerdotisa pagã de Baal, é por meio dela que vem a instrução do deus espúrio, só que na igreja de Tiatira ela está no meio da congregação cristã, trazendo falsos ensinos. Não é que verificamos na igreja católica, com as aparições de Maria? Fátima, Lourdes, Merdjugorje, em todas elas há a figura que se crê ser “a virgem”, mas que traz instruções que em nada se assemelham à Palavra de Deus – aliás, quase sempre são “segredos” ou “mistérios”. Ora, a Palavra de Deus é uma só e não pode se contradizer. Como pode Deus dizer que abomina a idolatria e depois, por meio da “virgem”, determinar que se ergam estátuas para serem, num eufemismo, “honradas”? Como se pode dizer que “é de Deus” a instrução para “participação na Santa Missa, confissão mensal... a reza diária do rosário e o jejum a pão e água”? É de Deus uma “aparição” que diz que “precisamos orar pelas almas do purgatório, porque assim ganhamos novos intercessores”, e uma vidente que diz receber diariamente as almas do purgatório? Link, link.
- “ensina e seduz os meus servos a se prostituírem e a comerem das coisas sacrificadas a ídolos”: talvez a igreja católica não incentive a prostituição no sentido direto da palavra, mas a Bíblia é clara ao comparar o culto a qualquer outra criatura com a prostituição. Só o culto a Deus é permitido, o resto é prostituição: “Para que não faças pacto com os habitantes da terra, a fim de que quando se prostituírem após os seus deuses, e sacrificarem a eles, tu não sejas convidado por eles, e não comas do seu sacrifício, e não tomes mulheres das suas filhas para os teus filhos, para que quando suas filhas se prostituírem após os seus deuses, não façam que também teus filhos se prostituam após os seus deuses” (Êxodo 34:15, 16). Ver ainda Oséias 3,  Deuteronômio 31:16; Juízes 2:17 e 8:33; Ezequiel 23:30.
É fácil deduzir que qualquer doutrina que permita adoração, ou como queiram, “honra”, que não a Deus, é prostituição, doa a quem doer. E a Jezabel profética de Apocalipse ensina isto. E a igreja que tolera essa falsa profetisa se assemelha a Tiatira. Aqueles cristãos devem ter se lembrado imediatamente das profetisas de Apolo e das sacerdotisas pagãs! Devem ter feito a associação imediata com os ritos sexuais dedicados aos deuses pagãos, não apenas os greco-romanos de seu tempo, mas também do antigo casal Baal e Astarote, de quem Jezabel era devota!
Como Jezabel perseguiu os profetas de Deus, a falsa profetisa de Tiatira também perseguiu a quem rejeitava sua autoridade e queria servir somente ao Senhor: não preciso listar as barbaridades que a igreja de Roma engendrou para silenciar os servos do Altíssimo. Se quiser saber mais, leia aqui. Como Elias, o povo de Deus teve que fugir para o deserto. Como os valdenses, isolados nas montanhas. Sob a imperatriz Teodora, entre 842 e 867 d.C., mais de 100.000 crentes foram mortos porque rejeitaram as imagens. Mais tarde, Wicleff e Huss foram apenas dois dos muitos mártires assassinados por não aceitar as heresias católicas (veja Apocalipse 13:7 e 17:6). A igreja de Roma chegou a ser tão pagã e malvada quanto Jezabel e Atalia;  mas Deus preservou um pequeno rebanho nessa longa noite de trevas.
A igreja dominada por Jezabel se desviou: tentou destruir a Bíblia, impedindo a sua leitura e até mesmo a sua posse. Do alto de seu trono dourado, ela se apoderou de nações inteiras. Prostituiu-se com os reis da Terra (Apocalipse 18:3, 9). Insiste que é o verdadeiro Corpo de Cristo e que seus “papas” são os vigários de Deus. Ensinos falsos, heresias. Completamente seduzida pelo Diabo, por sua vez tornou-se a sedutora de outros (Apocalipse 2:20), produzindo filhos bastardos.
Jezabel representa a igreja desviada, que mantém o poder religioso, enquanto Acabe representa o poder político. Ao casamento desses dois (união político-religiosa), segue-se rapidamente a apostasia e a perseguição de Elias, que representa o povo de Deus. No texto bíblico, vemos que governava Jezabel, e não Acabe. As ordens da rainha pagã eram prontamente atendidas pelo líder político. Da mesma forma, quando os reis da Terra fazem acordo com a igreja romana, quem passa a controlar o Estado é Roma: todas as suas imposições são seguidas à risca (Apocalipse 17:18). Isso permanece até hoje, quando os chefes de Estado vão a Roma pedir a bênção do “papa”; e este influencia pesadamente os governos locais (Apocalipse 13:7). Você duvida?
Jezabel é uma figura muito apropriada do que a instituição católico-romana se tornou. Ela se cobre de jóias e enfeites (II Reis 9:30; Apocalipse 17:4), embora às vezes um ou outro chefe queira passar uma imagem de simplicidade. Ela introduziu um paganismo que resultou em idolatria (prostituição espiritual) e um sistema religioso que nada tinha a ver com as igrejas apostólicas! Ela introduziu novas doutrinas como justificação pelas obras, regeneração pelo batismo, adoração a anjos, “santos”, imagens, celibato para o “clero”, confissão auricular, purgatório, a transubstanciação do pão e do vinho em carne e sangue de Cristo, indulgências, penitência, adoração de Maria, ritualismo pagão, sinal da cruz, água benta, óleo sagrado, rosário, etc. Veja você se isto é ensino bíblico ou não. Veja você se isto é a verdadeira igreja. Veja você se foi isto que Jesus instituiu. Esse sistema se parece mais com uma Noiva ou com uma prostituta?
Aos poucos percebemos também que muitos jesuítas hoje estão se infiltrando nas igrejas evangélicas para disseminar falsas doutrinas e a ensinar-lhes que a igreja católica é a igreja mãe, e deve ser respeitada! Evitam falar do catolicismo, e até elogiam seus líderes e os chamam de “irmãos”. Copiam suas vestes, sua organização e suas nomenclaturas! No próximo artigo, você verá que os ensinos de Jezabel, tão claros na Tiatira católica, já contaminaram a Tiatira evangélica. Infiltração? Cópia descarada da estrutura romana? Ou falta de sabedoria?
Continua...
= = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = =
Curiosidades:
O nome Tiatira é de significado incerto: para alguns intérpretes significa “domínio feminino”, outros dizem que é “torre alta, fortificada”; para outros, “sacrifício de perfume”, isto é, “repleta de muitos sacrifícios”, e ainda “sacrifício de trabalhos”(?). Todos procuram algum sentido subjacente, mas eu mesmo não me convenci de que algum deles tem razão. De modo que não sei se isto é de fato importante. Ela é a moderna cidade turca de Akhisar (“castelo branco”, devido às muitas pedreiras de mármore que brilham das montanhas próximas). A cidade nasceu de um posto militar de Seleuco I Nicator, general de Alexandre, o Grande, em 280 a.C. Foi destruída por um grande terremoto durante o governo de Augusto (27 a.C. a 14 d.C.); depois de reconstruída, dizia-se “fraca tornada forte”. A cidade era conhecida pelas suas muitas associações comerciais, sendo que, para poder trabalhar, era necessário pertencer a alguma delas. Assim, cristãos se viram obrigados a participar de festas dedicadas às divindades pagãs. Tiatira tornou-se famosa por sua produção de tecidos, e é provável que o Evangelho tenha chegado lá através de Lídia. Evangelizada por Paulo em Filipos, retornou à cidade natal como portadora das Boas Novas de Salvação (Atos 16:14). O apóstolo haveria de confirmar o trabalho ali estabelecido em sua terceira viagem missionária (Atos 19:10).

470.185

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

A verdadeira origem do Natal: guirlandas, presentes...

Não vamos falar mais da “árvore de Natal”, da qual já falamos aqui. Nem sobre “Papai Noel”, que também já abordamos. Vamos falar de outros símbolos e costumes. Por exemplo, aquela guirlanda que enfeita as portas das casas nessa época do ano.

A coroa verde adornada com fitas e bolas coloridas, que enfeita as portas de tantos lares, é de origem pagã. Dela disse Frederick J. Haskins em seu livro Answer to Questions: “A guirlanda remonta aos costumes pagãos de adornar edifícios e lugares de adoração para a festividade que se celebrava ao mesmo tempo do atual ‘Natal’. Na verdade, as guirlandas são memorial de consagração. Em grego é stephano, em latim corona. Podem ser entendidas como enfeites, oferendas, ofertas para funerais, celebração memorial
aos deuses, à vitalidade do mundo vegetal, celebração nos esportes, celebração das vítimas que eram sacrificadas aos deuses pagãos, etc. Para tudo isso serviam as guirlandas. Essas coroas verdes que são colocadas nas portas das casas porque simbolizam as boas vindas, lugar de entrada”. Não há uma só conotação em relação ao nascimento de Jesus!
A Bíblia nunca anunciou que Jesus  tenha recebido guirlandas no seu nascimento, nem José e Maria colocaram uma na porta de sua casa; porque em Israel já era sabido que essa “coroa fazia parte de um ritual pagão. Os druídas (sacerdotes pagãos) das tribos celtas as usavam em suas festividades, em honra a seus deuses, principalmente durante o solstício de inverno (25 de dezembro no hemisfério norte). Essas festas consistiam, dentre outras coisas, em matar animais, cobrir-se com seu sangue e assim lambuzados, participar de orgias sexuais, toda a tribo (o romance “As Brumas de Avalon descreve um desses rituais). A guirlanda de folhas de louro também era usada para coroar os Césares, em seus triunfos militares, e os atletas que venciam os jogos nos estádios. Em relação a Jesus, só existe uma guirlanda na Bíblia e esta foi feita por Roma, para colocar na cabeça do Senhor, no dia da sua morte. Não há outra guirlanda, a não ser a de espinhos, feita como símbolo de escárnio.
Mas afinal, por que os magos deram presentes a Cristo?
Vejamos o que diz a Bíblia em Mateus 2:1,11 com respeito ao que levaram os magos quando Jesus nasceu: “E, tendo nascido Jesus em Belém da Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do oriente a Jerusalém. E entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro, incenso e mirra”. Fazendo uma simples exegese deste texto, percebemos logo que não eram reis, e que não temos como afirmar quantos eram, apesar de dizerem que eram três. Já estudamos isto aqui. Muito menos a “cena bucólica do presépio” é real, uma vez que o texto diz que eles entraram na casa, e não em um estábulo. Por mais simples que fosse a casa, nunca poderia ser confundida com um estábulo.
Mas afinal de contas, por que os magos levaram presentes para Cristo em sua casa? Será que foi por causa do seu nascimento? De maneira nenhuma! Pois eles chegaram várias semanas ou meses depois do seu nascimento (Mateus 2:16). “Pois Herodes, vendo que tinha sido iludido pelos magos, irritou-se muito, e mandou matar todos os meninos que havia em Belém, e em todos os seus contornos, de dois anos para baixo, segundo o tempo que diligentemente inquirira dos magos. Como já dissemos, ao contrário do que mostram os presépios, a Bíblia mostra que Jesus já estava numa casa, não numa estrebaria.
Então, os magos deram presentes uns aos outros para deixar-nos exemplo a ser imitado? Não! Eles não trocaram nenhum presente com seus amigos e familiares, nem entre si mesmos, mas sim presentearam unicamente a Cristo.
Por quê? No Oriente não se costuma entrar na presença de reis ou pessoas importantes com as mãos vazias. Este costume ocorre com freqüência no Antigo Testamento e ainda persiste no Oriente e até em ilhas do Pacífico. Os magos não estavam instituindo um novo costume cristão de troca-troca de presentes para honrar o nascimento de Jesus Cristo. Procederam de acordo com um antigo costume Oriental que consistia em levar presentes ao rei, ao apresentarem-se a ele. Eles foram pessoalmente à presença do Rei dos Judeus, profetizado precisamente pelo profeta Daniel.
Portanto, levaram oferendas da mesma maneira que a rainha de Sabá levou a Salomão, e assim como levam aqueles que hoje visitam um chefe de estado. O costume de trocas de presentes de “Natal” nada tem a ver com o nascimento do Cristo de Deus, é apenas a continuação de um costume pagão. Não tem absolutamente nada com o cristianismo! Ele não celebra o nascimento de Jesus Cristo nem O honra!
Suponhamos que alguma pessoa que você estima está aniversariando. Você a honraria comprando presentes para os seus próprios amigos?... Omitiria a pessoa a quem deveria honrar?... Não parece absurdo deste ponto de vista?... Se você quer dar presente a filhos, parentes e fazer o famoso amigo secreto no fim de ano que o faça, mas não espiritualize: presenteie por amor e por alegria, pois bem aventurado é o que dá e dá com alegria.
Mas o que faz a maioria dos “cristãos”? Observam um dia em que Cristo não nasceu, gastando o que têm e o que não têm em presentes para parentes (que muitas vezes detestam) e amigos (aquele insuportável que ironicamente saiu no amigo secreto).
E se esquecem de dar o que deviam a Cristo e a Sua obra, no mês de dezembro. Este é o mês em que mais sofre a obra de Deus. Aparentemente as pessoas estão tão ocupadas trocando presentes “Natalinos” e não se lembram de Cristo nem de Sua obra. Depois, de janeiro a fevereiro, tratam de recuperar tudo o que gastaram no “Natal”, de modo que muitos deixam de ofertar e ficam meses enrolados com cartões de crédito, matrícula e material escolar, carnês, cheques pré-datados, etc. – conseqüências de consumismo desenfreado e irresponsável.

Outra loucura é que tudo isso ainda culmina no ritual de só se efetivar a troca desses presentes à meia-noite - de onde o povo tirou isso? Quantas vezes você e suas crianças lutaram contra o sono, só para abrir presente e cear à meia-noite, em casa ou na igreja? Não se enganem, não há nenhuma relevância espiritual neste rito, mas o fato é que à meia noite os satanistas também estão dando presentes ao demônios. Lembre-se do que ocorre no “Ano Novo”, nas praias desse vasto litoral...
Deus nos dê sabedoria para aproveitar a oportunidade de falar de Cristo e Seu amor, sem nos prendermos a essas bobagens de “Natal”, presentes, “três reis magos”, árvores, guirlandas, “Papai Noel”... porque senão, é trocar uma religião por outra, uma superstição por outra. E Cristo vai muito além de religião e superstições.
Que a porta de nossas casas seja vista não com umas folhas e ervas entrelaçadas, símbolo do paganismo mais atrasado e pré-histórico, mas simbolicamente com o sangue de um cordeiro imaculado, como foi anunciado pelo anjo ao povo de Deus no Egito (Êxodo cap. 12). Sangue não de um animal qualquer, que serve não para nos lambuzarmos como os antigos celtas, mas o Sangue do próprio Filho de Deus, que nos purifica de todo pecado (I João 1:7).


454.600

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

A verdadeira origem do “Natal”


Sabemos que Jesus não nasceu em dezembro.
Sabemos que o “Natal” como celebrado hoje é um recheado de tradições vindas do sincretismo adotado pela igreja católica, que incorporou às suas festividades inúmeros rituais pagãos, que a igreja evangélica não foi capaz ou não teve força e discernimento para eliminar. Ainda.
E se recebemos o “Natal” pela igreja católica romana, e esta por sua vez recebeu do paganismo, de onde os pagãos criaram toda essa história?
Autoridades históricas demonstram que, durante os primeiros três séculos da nossa era, os cristãos não celebraram o “Natal”.  Esta festa só começou a ser introduzida após o início da formação daquele sistema que hoje é conhecido como igreja romana (isto é, no século IV).  Somente no século V foi oficialmente ordenado que o “Natal” fosse observado para sempre, como festa cristã, no mesmo dia da secular festividade romana em honra ao nascimento do deus Sol, já que não se conhecia a data exata do nascimento de Cristo (para saber mais, clique aqui e aqui). O próprio Jesus, os apóstolos, e a igreja, nunca celebraram aniversário em nenhuma época; na Bíblia não há mandamento ou instrução alguma para celebrar essa data; todavia somos ordenados a lembrar sim de sua morte e ressurreição que nos proporcionou a Vida: “E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim” (I Coríntios 11:24-26).
Mas os antigos mistérios babilônicos idólatras, iniciados na época de Ninrode (ver Gênesis 10:8-11; Miquéias 5:6), têm sido transmitidos de geração em geração pelas religiões pagãs, e continua sob novos nomes de aparência cristã. As festividades que ocorrem na época que hoje chamamos de “dezembro” antecedem o Cristianismo em cerca de 2000 anos: na Suméria, por exemplo, o festival simbolizava a passagem de um ano para outro, o Zagmuk. Para os mesopotâmios – como de resto, para os povos que habitam no hemisfério norte – essa época representava uma grande crise, devido à chegada do inverno, e eles acreditavam que monstros do caos enfureciam-se e Marduk, o seu principal deus, precisava derrotá-los para preservar a continuidade da vida na Terra. Um festival que durava 12 dias era realizado para ajudar Marduk em sua batalha. 
A Mesopotâmia, chamada de mãe da civilização, inspirou a cultura de muitos povos, como os gregos, que englobaram as raízes desse festival, celebrando a luta de Zeus contra o titã Cronos. Mais tarde, através da Grécia, o costume alcançou os romanos, sendo absorvido pelo festival chamado Saturnália (em honra de Saturno). A festa começava no dia 17 de dezembro e ia até janeiro, comemorando-se o solstício do inverno. De acordo com seus cálculos, o dia 25 era a data em que o Sol se encontrava mais fraco, porém pronto para recomeçar a crescer e trazer vida às coisas da Terra. De fato, esta é a época em que o hemisfério norte da Terra se encontra mais distante do Sol, coincidindo com o rigoroso inverno. Nesse dia, que acabou conhecido como o Dia do Nascimento do Sol Invicto, ninguém trabalhava; eram realizadas festas nas ruas, grandes jantares eram oferecidos aos amigos e árvores verdes - ornamentadas com galhos de loureiros e iluminadas por muitas velas - enfeitavam as salas para espantar os maus espíritos da escuridão. Davam-se presentes uns aos outros. Apenas após a “cristianização” do Império Romano, o 25 de dezembro passou a ser a celebração do nascimento de Cristo. 
A maior parte dos historiadores afirma que o primeiro “Natal” como conhecemos hoje foi celebrado no ano 336 d.C. A troca de presentes passou a simbolizar as ofertas feitas pelos três reis magos ao menino Rei Jesus, assim como outros rituais, também foi adaptada do paganismo para o pseudo-cristianismo.
Como esta festa se introduziu nas igrejas? The New Schaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge (Nova Enciclopédia de Conhecimento Religioso, de Schaff-Herzog) opina que “não se pode determinar com precisão até que ponto a data desta festividade teve origem na pagã Brumália (25 de dezembro), que seguia a Saturnália (17 a 24 de dezembro) e comemorava o nascimento do deus sol, no dia mais curto do ano”.
Mas essas festividades pagãs (Saturnália e Brumália) estavam demasiadamente arraigadas nos costumes populares para serem suprimidas. Elas agradavam tanto que os cristãos viram com simpatia uma desculpa para as continuar celebrando, sem maiores mudanças no espírito e na forma. Mas pregadores cristãos do ocidente e do oriente próximo protestaram contra a frivolidade indecorosa com que se celebrava o nascimento de Cristo, enquanto os cristãos da Mesopotâmia acusavam a seus irmãos ocidentais de idolatria e de culto ao sol por aceitarem como cristã essa festividade pagã.
Recordemos que o mundo romano havia sido pagão. Antes do século IV os cristãos eram poucos, embora estivessem aumentando em número, e eram perseguidos pelo governo e pelos pagãos. Porém, quando Constantino (no século IV) elevou o Cristianismo a um nível de igualdade com o paganismo, o mundo romano começou a aceitar esse cristianismo popularizado, e os novos adeptos somaram centenas de milhares. Tenhamos em conta que esta gente havia sido educada nos costumes pagãos, sendo o principal a festa idólatra de 25 de dezembro. Era uma festa de alegria carnal muito especial. Agradava ao povo! Não queriam suprimi-la!
O artigo já citado da The New Schaff-Herzog Encuyclopedia explica como o reconhecimento do dia de domingo (dia em que antes os pagãos adoravam o sol) por parte de Constantino, e a influência do maniqueísmo (que identificava o Filho de Deus com o sol), deram motivo aos pagãos do século IV, agora convertidos em massa ao cristianismo, para adaptarem a sua festa do dia 25 de dezembro (dia do nascimento do deus sol), dando-lhe o título de Dia do Nascimento do Filho de Deus. Esqueceram I Coríntios 4:2 – “Antes, rejeitamos as coisas que por vergonha se ocultam, não andando com astúcia nem falsificando a palavra de Deus; e assim nos recomendamos à consciência de todo o homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade”.
Assim foi como o “Natal” se introduziu em nosso mundo ocidental, e ainda que tenha outro nome, continua sendo, em espírito, a festa pagã de culto ao sol. Apenas mudou o nome.
(continua)

452.260





sábado, 3 de agosto de 2013

Francisco não me representa

O “papa” F1 visitou a cidade brasileira de Aparecida do Norte, onde se presta culto a uma das versões de Maria, no caso a nossa senhora de Aparecida. Acho que depois que a poeira baixa, é momento de fazer umas reflexões. Alguns procuraram justificar a gastança de dinheiro público em benefício dos fiéis de uma religião, em detrimento de todas as outras. Alegam que “o papa é chefe de estado”. Sim, mas também esteve no Brasil o então presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad; nem por isso os muçulmanos fizeram requisição de dinheiro aos cofres públicos.
Circularam as mais variadas opiniões, capitaneadas por aquelas que exaltam o “pontífice”: é um homem humilde, simples, gosta de contato com o povão. Vai reformar “a igreja”, agora vai ser diferente. Etc, etc. Ora, pode até ser um “bom homem”, embora o próprio Jesus Cristo tenha dito que “ninguém é bom, senão o Pai que está nos céus”; mas daí a todas as outras assertivas, vai uma grande distância.
Por exemplo: tecem comparações com o seu antecessor, dizendo que F1 usa uma roupa branca, enquanto B16 preferia uma cheia de jóias, paramentos e outros badulaques. F1 usa uma cruz de prata, “simples”, enquanto a do outro era toda cravejada de rubis. B16 usava uns sapatos vermelhos, extravagantes, sentava num trono que parecia obra de Bernini de tantos relevos que tinha, sobre um tapete de veludo vermelho. Mas F1 usa os mesmos sapatos velhos desde quando era seminarista e ia aos jogos do seu time, o San Lorenzo, no velho estádio do Gasômetro em Buenos Aires, senta num trono simples (desde quando sentar em trono é sinnal de simplicidade, eu não sei) e sem tapete... vejam os senhores se isto é sinal de “reforma” ou apenas uma ação de marketing bem planejada, para mudar a imagem e a percepção do papado, do Vaticano e da igreja católica.
Eu fico com a segunda opção e digo que #FranciscoNãoMeRepresenta, pelo seguinte:
Continua o Banco do Vaticano servindo de lavagem de dinheiro. Dizer que vai substituir os administradores não quer dizer que mudará a política de uso dos vastos recursos escondidos nos cofres obscuros. Sinal de reforma seria publicar um balanço constando as operações contábeis, as reservas para provisionamento de prejuízos, as entradas e saídas, as despesas com salários, etc... como qualquer outro banco faria. Caso contrário, continua como sempre, servindo de cenário para filmes de mafiosos, conspirações secretas e marcando presença constante nas páginas policiais de todo o mundo.
Continua a proibição de casamento de sacerdotes (um absurdo: como o sujeito pode aconselhar casais se ele nem sabe o que é casamento; e muito menos mulher, ou pelo menos na teoria não deveria saber, já que é celibatário)...
Talvez em decorrência da proibição do casamento dos sacerdotes, continua sem solução à vista o eterno problema dos padres gays e pedófilos. Aí vem o “papa” e dá uma entrevista onde não diz nem que sim nem que não, ficando em cima do muro. Disse F1 (mais ou menos) que “se a pessoa é gay mas busca o Senhor, temos que perdoar”. Ora, vejam a incoerência. Se “a pessoa é gay e “busca o Senhor”, obviamente deixará de ser gay, como disse o apóstolo Paulo na primeira carta aos Coríntios, cap. 6, versos 9 a 11: “Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis... nem os sodomitas... herdarão o reino de Deus. E tais fostes alguns de vós; mas fostes lavados, mas fostes santificados, mas fostes justificados em nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus” (grifo acrescentado). A pessoa “foi”, não é mais, deixou de ser. Ou seja, F1 faz o jogo dos militantes LGBT, que gostam de citar que Jesus não condenou a mulher adúltera (“nem eu te condeno”, João 8:11); mas espertamente omitem o fim do mesmo versículo, onde Jesus recomenda “vai e não peques mais”.
Continua a proibição do sacerdócio feminino. Não obstante várias religiões de orientação protestante tenham resolvido essa questão há muitos anos, até mesmo a título de uma “modernização” que pode até ser questionável, a posição de Roma é inflexível e contrasta com o suposto alinhamento com os “novos tempos”.
Francisco e a instituição que ele representa continuarão a explorar a fé dos mais humildes com essas procissões, romarias a Aparecida, a Roma, a Juazeiro do Norte, ao Círio de Nazaré, a Fátima, a Lourdes, a Medjugorje e mais outras centenas de lugares onde ocorreram “aparições”, ou se diz que ocorreram. Colocam fardos no lombo do povo, como os fariseus no tempo de Jesus. Não têm vergonha de atrair milhares, milhões até, a peregrinações que nenhum proveito têm, a não ser “para a satisfação da carne” (Colossenses 2:23) e para lucro dos comerciantes, que obviamente, depositarão o dízimo na caneca do padre como “oferta de gratidão”. Ou estou errado? Estou exagerando?
Como é que eu posso apoiar um jesuíta, membro da ordem religiosa das mais furiosas, que mais combateu aqueles que ousaram um dia pensar que a “santa madre igreja” poderia estar equivocada em suas políticas? Como posso concordar com um homem que escolhe o nome de um personagem conhecido pela humildade e simplicidade, só para esconder a ferocidade dos inquisidores debaixo de um manto branco? Não é possível entrar em acordo com o representante de uma facção cruel e sedenta de poder como os jesuítas. Leia mais neste link e neste outro também.
Esse Francisco não me representa porque a jogada de marketing não vai parar. Vai continuar a canonização de “santos populares”, principalmente naqueles países onde o catolicismo vem declinando fragorosamente. Foi assim dos anos 1990 em diante, quando o finado JP2 canonizava a granel, de batelada, enchendo tanto o panteão que hoje tem mais santo do que dias no calendário, e eles se amontoam até três ou quatro por dia. Nisso a igreja se modernizou, pois antes cada dia tinha um santo, hoje o freguês pode escolher entre vários no mesmo dia. Um verdadeiro supermercado com várias prateleiras. F1 está só repetindo a fórmula do finado JP2, que foi a receita que funcionou, a que deu certo.
Acham que modernização significa copiar o que dá certo em outras religiões, aliás, uma prática que acompanha o catolicismo desde a sua institucionalização lá no distante século IV depois de Cristo. Todo mundo sabe o que é o sincretismo, como começou e onde chegou; todo mundo sabe de onde vem tanto santo, tanta festa e tanto costume que nada tem a ver com a simplicidade do Cristianismo e do Evangelho. Se você não sabe, experimente clicar aqui, aqui, aqui, e aqui.
Nesse processo de cópia desenfreada, estão copiando os evangélicos que tanto desprezam, fazendo missas com muita cantoria, violão, batendo palmas, falando e ensinando “línguas estranhas”, imposição de mãos para curar doentes, pedindo dízimo...
F1 não me representa de jeito nenhum, porque ainda no avião que o levava do Brasil para Roma, depois da visita a Aparecida do Norte, disse em alto e bom som que “nossa senhora é mais importante que os apóstolos”. Quem quiser que procure a entrevista, que foi ao ar – lógico – na Globo. Ora, isto é um absurdo teológico monstruoso, uma vez que não existe nenhuma doutrina ou ensinamento de “nossa senhora” que regule o funcionamento da Igreja, que nos traga algum esclarecimento ou iluminação sobre a Palavra de Deus. Uma das poucas falas de Maria registrada nas Escrituras é mandando obedecer a Jesus em tudo: “Fazei tudo quanto ele vos disser” (João 2:5). Nesse aspecto, os evangélicos obedecem a Maria melhor do que os católicos, porque fazem o que Jesus disse. Já os católicos, se apóiam em lendas e mitos, com seus evangelhos apócrifos de Maria, nas lendas de santos e dogmas no mínimo extra-bíblicos como a Imaculada Conceição e a Ascenção de Maria. Se essas lendas são mais importantes do que os escritos e ensinos apostólicos, então F1 está maluco. Pois Jesus mesmo disse que “todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática, será comparado a um homem prudente, que edificou a casa sobre a rocha... Mas todo aquele que ouve estas minhas palavras, e não as põe em prática, será comparado a um homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia” (Mateus 7:24, 26). Vejam os senhores se “o papa” está sendo prudente.
Outras pragas que ele não exterminará serão aquelas contidas nos livros apócrifos e suas lendas: anjos mentindo, ensino de bruxaria (Tobias 5:18 e 6:8), mentira e sedução (Judite 10:2-4; 11-13); intercessão de santos e reza pelos mortos (II Macabeus 15:12-16; 12:45). Aliás, vem daí o ensino espúrio sobre o purgatório e a necessidade de “purificar algum pecado remanescente”, como se o sangue de Jesus fosse insuficiente, em flagrante contraste com a escritura (I João 1:9 diz explicitamente: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça – grifo acrescentado).
Eu podia ficar aqui listando mais um monte motivos pelos quais o “papa” Francisco não me representa. Mas já foi explicado suficientemente.
E para a falar a verdade, doa a quem doer, Francisco não representa nem mesmo a Cristo, de quem ele diz ser “o vigário” (substituto).
São muito diferentes, em que pese o esforço de marketing para tentar vender a imagem de santo.
Falta muito ainda para um “papa” dizer que “renovou a igreja”... na boa... é só marketing pra recuperar o cliente perdido.

Como leitura adicional, sugiro este brilhante artigo de Michelson Borges em Criacionismo.com
236250