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sábado, 24 de outubro de 2015

"Santos" populares...

Vem aí mais um dia de “todos os santos”, e mais uma vez os templos católicos se encherão de devotos, a TV vai mostrar procissões como se fossem uma grande novidade, e usará expressões como “momento de fé e devoção” (porque é católico, se fosse evangélico seria “exploração da fé”,  “fanatismo”, “fundamentalismo” etc.). Mas nem “todos os santos” são assim conceituados e famosos. Existem alguns “santos populares’ que são exatamente iguais aos “canonizados” pela “santa madre igreja” de Roma. E então por que uma pessoa comum, e até mesmo aquelas com comportamentos reprováveis, se tornariam “santos”? O que elas têm em comum? Quem são seus seguidores e como elas são adoradas? Por que seus devotos são de maioria católica? O canal National Geographic transmitiu o documentário “Santos Populares”, contando a história de quatro “santos” populares que congregam milhares de devotos na América Latina: um gaúcho argentino, um cantor de cúmbia, um “santo” adorado pelos traficantes e um curandeiro mexicano. Mas nem mesmo a sociologia e a psicologia conseguem explicar a devoção das massas a esses “santos”.
Todo dia 8 de janeiro, mais de 500 mil pessoas se reúnem no santuário Cruz Gil, em Corrientes, Argentina, para venerar o “santo” mais popular do país: “Gauchito Gil”. Vestidos de vermelho, montados a cavalo, de bicicleta ou a pé, numa fila interminável, devotos se juntam ano após ano em frente ao local onde, segundo a lenda, ele foi executado há mais de um século. Eles deixam dinheiro, garrafas, jóias, fotografias e acendem velas vermelhas. Os devotos de Gauchito Gil celebram seu santo durante três dias. A cor vermelha, o álcool e o “chamamé” são símbolos indispensáveis desta festa. Antonio Mamerto Gil Nuñez, mais conhecido como “Gauchinho Gil” ou “Curuzu Gil”, é talvez um dos mais importantes representantes da hagiologia profana da Argentina.
Não há registros históricos sobre sua vida, porém, reza a lenda que teria nascido por volta de 1847 e morrido por volta de 1874 na província de Corrientes. De acordo com a tradição, ele se alistou como soldado na Guerra do Paraguai e participou ainda da guerra civil entre os federais e os unitários argentinos. Mais tarde, desertou do exército porque Deus teria lhe aparecido em sonhos, pedindo que ele não derramasse mais o sangue dos seus irmãos. Depois disso, se tornou um “gaúcho” marginal que conduzia o gado e praticava roubos, repartindo as sobras entre as famílias mais humildes. Porém, foi preso pela polícia e executado a oito quilômetros da cidade de Mercedes num certo 8 de janeiro.
Desde então, é considerado por alguns com um marginal e por outros como um santo. O certo é que, há mais de cem anos, o culto ao “Gauchinho Gil” vem crescendo na Argentina e já passa os limites da fronteira daquele país. É atualmente venerado por centenas de milhares de peregrinos que visitam o santuário construído no local onde sua tumba se encontra.
Quase um século depois da morte de Gauchito, também na Argentina, Miriam Alejandra Bianchi se tornou uma das santas populares contemporâneas mais famosas do país. Esta ex-professora morreu em um acidente , mas seus devotos garantem que ela já fazia milagres em vida.  Gilda, nome artístico de Miriam, era uma ex-professora nascida em 1961, que se tornou cantora de cúmbia (um ritmo popular em alguns países latino-americanos) no início da década de 1990. Gravou quatro discos e várias canções foram incorporadas por setores da classe média, sendo cantadas até mesmo por torcidas de futebol.
Em 7 de setembro de 1996, Gilda, a filha e a mãe, mais os músicos de sua banda, morreram num acidente rodoviário ao viajar para um show que ocorreria em Entre Rios. Gilda estava então no auge da carreira. Depois de sua morte, a figura de “santa” cresceu e se transformou num novo símbolo da religião popular argentina. Milhares de devotos e fanáticos procuram sua tumba, no cemitério de Chacarita (em Buenos Aires), e também ao santuário oficial, erguido no local do acidente, para cumprir promessas e pedir a concessão de graças. Todos esperam algo em troca. Saúde, trabalho, amor, um carro ou até mesmo uma casa estão entre os pedidos mais comuns. Enquanto alguns visitam seu túmulo, como forma de recordá-la, outros cantam em sua homenagem. Eles deixam cartas, fotos, rosários e santinhos com a imagem da própria Gilda.
No México, os traficantes de drogas também têm seu lado religioso. Jesús Malverde, um bandido que viveu no início do século XX, é adorado por pessoas comuns e pelos narcotraficantes da América do Norte. Em seu templo, situado em Culiacán, no estado de Sonaloa, chegam centenas de pessoas para lhe pedir um milagre, deixando flores, velas, bilhetes, fotos e até recipientes com camarão em agradecimento por uma boa pesca. De acordo com uma certidão de nascimento descoberta recentemente, Jesús Malverde nasceu em 15 de fevereiro de 1888. O resto faz parte da lenda. Segundo lenda, este jovem viveu no final do século XIX na cidade mexicana de Culiacán, onde ganhou popularidade por assaltar e roubar os fazendeiros ricos da região e repartir o produto do roubo entre os pobres da região. Depois de oferecer uma recompensa pela captura dele, o governo finalmente conseguiu prender Malverde, que foi condenado à morte na forca. Um decreto governamental proibiu o sepultamento de seus restos mortais, que ficaram expostos ao relento e ao escárnio público.
Depois de sua morte, que ocorreu, segundo os fieis, em 3 de maio de 1909, as pessoas começaram a atribuir a Valverde uma série de milagres e graças. Mais tarde, começou a ser conhecido como o “padroeiro” dos narcotraficantes, e disseram que ele até salvou da morte o filho de um chefe do tráfico. Desde então, vários traficantes passaram a visitar a capela dedicada a Malverde em busca de sua proteção. Algo assim como se Pablo Escobar fosse canonizado.
Outro “santo” famoso do México é o “menino Fidencio”, um famoso curandeiro. José Fidencio Síntora Constantino nasceu em 13 de novembro de 1898 no Vale das Covas, em Guanajuato. Porém, foi no povoado de Espinazo, uma pequena cidade interiorana, que começou a ficar conhecido como curandeiro. Fidencio atendia a todos os tipos de casos, incluindo câncer, lepra, cegueira e paralisia. Era conhecido como “menino” devido à voz afinada. Os métodos de cura aplicados que o Menino Fidencio aplicava incluíam desde um balanço usado para balançar os doentes para curá-los até afundar os pacientes num lamaçal conhecido como Charquinho, que segundo os devotos tinha propriedades curativas. Um dia, o Menino Fidencio anunciou aos seus seguidores que voltaria depois da morte, e os fieis acreditam que ele realmente retorna na forma de espírito a cada vez que é invocado. Assim, atualmente, os fiéis de Fidencio buscam a cura através do espírito de Fidencio (que morreu em 1938). Ou seja, uma forma de espiritismo!
Estes “santos” são apenas alguns exemplos, porque os mexicanos mantém outras devoções. Uma delas é a adoração a La Santa Muerte, por exemplo, uma estátua de esqueleto coberta com um capuz e com uma foice nas mãos, ou seja, a tradicional figura da morte. Os altares e o culto da Santa Muerte podem ser encontrados em todo o México.
Assim vemos que essas devoções populares no México, na Argentina e outros lugares - poderíamos incluir nessa lista, a devoção ao Padre Cícero e outros “santos tupiniquins” - são degenerações do sentimento religioso que cada ser humano possui. Todos possuem uma sede espiritual. Todos anseiam em ter comunhão com um poder superior a si mesmo. Neste afã, vão procurar mitigar esta sede em fontes poluídas, e aí entra o engano de demônios conforme a Palavra de Deus adverte. Jesus disse que Satanás é o pai da mentira (João 8:44) e de que ele, sendo o príncipe deste mundo (14:30) seria obviamente atuante em enganar os seres humanos, mantendo os mesmos longe da verdadeira adoração a Deus.
Se você estudar os “santos” católicos, a imensa maioria surgida durante  a Idade Média européia, verá que as coincidências são alarmantes. O ambiente era muito parecido, e o processo de “canonização” também: primeiro, a crendice popular aumenta, mas a hierarquia do Vaticano resiste. Depois, temendo perder os fieis para o misticismo exagerado e o espiritismo, Roma acaba por aceitar tais figuras como “santos” oficiais, incorporando (eepa) o milagroso ao seu panteão. Assim, fica tudo “elas por elas”, todo mundo sai ganhando. Não duvido que com o tempo o traficante virará “são” Malverde, o médium de Espinazo será “são” Fidencio e assim por diante. Talvez demore, mas é o fluxo natural do catolicismo: não importam os meios, importa apenas o fim, que é o aumento das suas fileiras, seja a que preço for. Misticismo, mediunidade, comunicação com os mortos, mistura com o paganismo e crenças populares – tudo, menos a Bíblia.
Foi assim com “são” Francisco: o “papa” de sua época chegou a repreendê-lo e ameaçar colocar seus seguidores, os “franciscanos”, na clandestinidade; mas depois, devido à pressão popular, acabou guindando-o ao status de “santo”.
Joana D’Arc era considerada bruxa e louca, sendo queimada na fogueira igual aos outros hereges, como os protestantes e judeus (sim, a igreja católica fez isso e só parou porque hoje isso é feio e a imprensa às vezes denuncia seus erros). Depois, mudou de idéia e disse que não, a bruxa herege era, na verdade, uma “santa”. Há vários outros exemplos, mas o espaço é pequeno.
Se os católicos lessem a Bíblia, e a obedecessem, veriam que é inútil pedir bênçãos aos que já morreram, porque Jesus disse: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás (Mateus 4:10). O anjo disse a João: Adora somente a Deus (Apocalipse 19:10; 22:9). O próprio apóstolo Pedro, aos pés de cuja estátua muitos se ajoelham hoje, recusou ser adorado por Cornélio (Atos 10:25,26). E em termos de intercessão a nosso favor, ninguém – nem mesmo Maria – mas somente Jesus Cristo tem o poder de advogar por nós: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (I Timóteo 2:5).
Espero que você pare para pensar sobre isto.

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sábado, 3 de agosto de 2013

Francisco não me representa

O “papa” F1 visitou a cidade brasileira de Aparecida do Norte, onde se presta culto a uma das versões de Maria, no caso a “nossa senhora de Aparecida”. Acho que depois que a poeira baixa, é momento de fazer umas reflexões. Alguns procuraram justificar a gastança de dinheiro público em benefício dos fiéis de uma religião, em detrimento de todas as outras. Alegam que “o papa é chefe de estado”. Sim, mas também esteve no Brasil o então presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad; nem por isso os muçulmanos fizeram requisição de dinheiro aos cofres públicos.
Circularam as mais variadas opiniões, capitaneadas por aquelas que exaltam o “pontífice”: é um homem humilde, simples, gosta de contato com o povão. Vai reformar “a igreja”, agora vai ser diferente. Etc, etc. Ora, pode até ser um “bom homem”, embora o próprio Jesus Cristo tenha dito que “ninguém é bom, senão o Pai que está nos céus”; mas daí a todas as outras assertivas, vai uma grande distância.
Por exemplo: tecem comparações com o seu antecessor, dizendo que F1 usa uma roupa branca, enquanto B16 preferia uma cheia de jóias, paramentos e outros badulaques. F1 usa uma cruz de prata, “simples”, enquanto a do outro era toda cravejada de rubis. B16 usava uns sapatos vermelhos, extravagantes, sentava num trono que parecia obra de Bernini de tantos relevos que tinha, sobre um tapete de veludo vermelho. Mas F1 usa os mesmos sapatos velhos desde quando era seminarista e ia aos jogos do seu time, o San Lorenzo, no velho estádio do Gasômetro em Buenos Aires, senta num trono simples (desde quando sentar em trono é sinnal de simplicidade, eu não sei) e sem tapete... vejam os senhores se isto é sinal de “reforma” ou apenas uma ação de marketing bem planejada, para mudar a imagem e a percepção do papado, do Vaticano e da igreja católica.
Eu fico com a segunda opção e digo que #FranciscoNãoMeRepresenta, pelo seguinte:
Continua o Banco do Vaticano servindo de lavagem de dinheiro. Dizer que vai substituir os administradores não quer dizer que mudará a política de uso dos vastos recursos escondidos nos cofres obscuros. Sinal de reforma seria publicar um balanço constando as operações contábeis, as reservas para provisionamento de prejuízos, as entradas e saídas, as despesas com salários, etc... como qualquer outro banco faria. Caso contrário, continua como sempre, servindo de cenário para filmes de mafiosos, conspirações secretas e marcando presença constante nas páginas policiais de todo o mundo.
Continua a proibição de casamento de sacerdotes (um absurdo: como o sujeito pode aconselhar casais se ele nem sabe o que é casamento; e muito menos mulher, ou pelo menos na teoria não deveria saber, já que é celibatário)...
Talvez em decorrência da proibição do casamento dos sacerdotes, continua sem solução à vista o eterno problema dos padres gays e pedófilos. Aí vem o “papa” e dá uma entrevista onde não diz nem que sim nem que não, ficando em cima do muro. Disse F1 (mais ou menos) que “se a pessoa é gay mas busca o Senhor, temos que perdoar”. Ora, vejam a incoerência. Se “a pessoa é gay” e “busca o Senhor”, obviamente deixará de ser gay, como disse o apóstolo Paulo na primeira carta aos Coríntios, cap. 6, versos 9 a 11: “Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis... nem os sodomitas... herdarão o reino de Deus. E tais fostes alguns de vós; mas fostes lavados, mas fostes santificados, mas fostes justificados em nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus” (grifo acrescentado). A pessoa “foi”, não é mais, deixou de ser. Ou seja, F1 faz o jogo dos militantes LGBT, que gostam de citar que Jesus não condenou a mulher adúltera (“nem eu te condeno”, João 8:11); mas espertamente omitem o fim do mesmo versículo, onde Jesus recomenda “vai e não peques mais”.
Continua a proibição do sacerdócio feminino. Não obstante várias religiões de orientação protestante tenham resolvido essa questão há muitos anos, até mesmo a título de uma “modernização” que pode até ser questionável, a posição de Roma é inflexível e contrasta com o suposto alinhamento com os “novos tempos”.
Francisco e a instituição que ele representa continuarão a explorar a fé dos mais humildes com essas procissões, romarias a Aparecida, a Roma, a Juazeiro do Norte, ao Círio de Nazaré, a Fátima, a Lourdes, a Medjugorje e mais outras centenas de lugares onde ocorreram “aparições”, ou se diz que ocorreram. Colocam fardos no lombo do povo, como os fariseus no tempo de Jesus. Não têm vergonha de atrair milhares, milhões até, a peregrinações que nenhum proveito têm, a não ser “para a satisfação da carne” (Colossenses 2:23) e para lucro dos comerciantes, que obviamente, depositarão o dízimo na caneca do padre como “oferta de gratidão”. Ou estou errado? Estou exagerando?
Como é que eu posso apoiar um jesuíta, membro da ordem religiosa das mais furiosas, que mais combateu aqueles que ousaram um dia pensar que a “santa madre igreja” poderia estar equivocada em suas políticas? Como posso concordar com um homem que escolhe o nome de um personagem conhecido pela humildade e simplicidade, só para esconder a ferocidade dos inquisidores debaixo de um manto branco? Não é possível entrar em acordo com o representante de uma facção cruel e sedenta de poder como os jesuítas. Leia mais neste link e neste outro também.
Esse Francisco não me representa porque a jogada de marketing não vai parar. Vai continuar a canonização de “santos populares”, principalmente naqueles países onde o catolicismo vem declinando fragorosamente. Foi assim dos anos 1990 em diante, quando o finado JP2 canonizava a granel, de batelada, enchendo tanto o panteão que hoje tem mais santo do que dias no calendário, e eles se amontoam até três ou quatro por dia. Nisso a igreja se modernizou, pois antes cada dia tinha um santo, hoje o freguês pode escolher entre vários no mesmo dia. Um verdadeiro supermercado com várias prateleiras. F1 está só repetindo a fórmula do finado JP2, que foi a receita que funcionou, a que deu certo.
Acham que modernização significa copiar o que dá certo em outras religiões, aliás, uma prática que acompanha o catolicismo desde a sua institucionalização lá no distante século IV depois de Cristo. Todo mundo sabe o que é o sincretismo, como começou e onde chegou; todo mundo sabe de onde vem tanto santo, tanta festa e tanto costume que nada tem a ver com a simplicidade do Cristianismo e do Evangelho. Se você não sabe, experimente clicar aqui, aqui, aqui, e aqui.
Nesse processo de cópia desenfreada, estão copiando os evangélicos que tanto desprezam, fazendo missas com muita cantoria, violão, batendo palmas, falando e ensinando “línguas estranhas”, imposição de mãos para curar doentes, pedindo dízimo...
F1 não me representa de jeito nenhum, porque ainda no avião que o levava do Brasil para Roma, depois da visita a Aparecida do Norte, disse em alto e bom som que “nossa senhora é mais importante que os apóstolos”. Quem quiser que procure a entrevista, que foi ao ar – lógico – na Globo. Ora, isto é um absurdo teológico monstruoso, uma vez que não existe nenhuma doutrina ou ensinamento de “nossa senhora” que regule o funcionamento da Igreja, que nos traga algum esclarecimento ou iluminação sobre a Palavra de Deus. Uma das poucas falas de Maria registrada nas Escrituras é mandando obedecer a Jesus em tudo: “Fazei tudo quanto ele vos disser” (João 2:5). Nesse aspecto, os evangélicos obedecem a Maria melhor do que os católicos, porque fazem o que Jesus disse. Já os católicos, se apóiam em lendas e mitos, com seus evangelhos apócrifos de Maria, nas lendas de santos e dogmas no mínimo extra-bíblicos como a Imaculada Conceição e a Ascenção de Maria. Se essas lendas são mais importantes do que os escritos e ensinos apostólicos, então F1 está maluco. Pois Jesus mesmo disse que “todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática, será comparado a um homem prudente, que edificou a casa sobre a rocha... Mas todo aquele que ouve estas minhas palavras, e não as põe em prática, será comparado a um homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia” (Mateus 7:24, 26). Vejam os senhores se “o papa” está sendo prudente.
Outras pragas que ele não exterminará serão aquelas contidas nos livros apócrifos e suas lendas: anjos mentindo, ensino de bruxaria (Tobias 5:18 e 6:8), mentira e sedução (Judite 10:2-4; 11-13); intercessão de santos e reza pelos mortos (II Macabeus 15:12-16; 12:45). Aliás, vem daí o ensino espúrio sobre o purgatório e a necessidade de “purificar algum pecado remanescente”, como se o sangue de Jesus fosse insuficiente, em flagrante contraste com a escritura (I João 1:9 diz explicitamente: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” – grifo acrescentado).
Eu podia ficar aqui listando mais um monte motivos pelos quais o “papa” Francisco não me representa. Mas já foi explicado suficientemente.
E para a falar a verdade, doa a quem doer, Francisco não representa nem mesmo a Cristo, de quem ele diz ser “o vigário” (substituto).
São muito diferentes, em que pese o esforço de marketing para tentar vender a imagem de santo.
Falta muito ainda para um “papa” dizer que “renovou a igreja”... na boa... é só marketing pra recuperar o cliente perdido.

Como leitura adicional, sugiro este brilhante artigo de Michelson Borges em Criacionismo.com
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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Francisco de Assis, padroeiro dos animais?

Bichos lotam igreja no dia do “santo”
No Dia de São Francisco de Assis (4 de outubro), “padroeiro dos animais”, é tradição os donos levarem seus bichinhos para receber benção na paróquia do santo na Zona Sul de São Paulo. O comum é abençoar cachorros, gatos, passarinhos. Mas teve gente que levou até cavalo, hamster e tartaruga. Antes de ir para a escola, Vitória, de 7 anos, levou dois canários para acabar com as brigas (foto ao lado).
“Eles estão brigando muito. Ela acabou de chegar, daí ele está com ciúmes. Com a bênção acho que vai melhorar, eu vou deixar os dois dentro da gaiola juntos”. A enfermeira Antônia Santos usa todo o carinho que tem para cuidar dos seus animais de estimação. “São seis cachorros e 12 gatos”. No dia do protetor dos animais, nenhum tem descanso. “É uma emoção, é alguma coisa que eu posso dar pra eles através de Deus”. Uma gata virou companheira para Benedita Alves, auxiliar de escritório. “Depois que meu marido faleceu ela virou uma companheira. Ela está sempre do meu lado, quando estou triste, ela fica triste. Meus filhos adoram ela, ela é um amor”. As missas são realizadas às 15h, 16h, 17h, 18h e 19h30 (fonte: G1).
É uma noticia estarrecedora essa, levar animais para “receber bênção de santos”. Como se já não bastassem as grosseiras superstições que envolvem os chamados “santos”, clara e explicitamente condenadas pela Bíblia, agora as pessoas vão além, envolvendo “seus bichinhos”. E isso inclui até cavalos!
A coisa toda começou com personagens que, como a maioria das estórias “de santos”, se tornaram lendários e suas vidas, contos da carochinha. “São” Francisco, que não se chamava Francisco e sim Giovanni, era um filhinho-de-papai boa-vida, um playboy italiano que vivia em farras, até o dia em que adoeceu gravemente e, aterrorizado pela morte, prometeu que se Deus o livrasse tornar-se-ia padre. Quando finalmente se curou, ainda teve outras aventuras e por fim, desiludiu-se da vida de festas e diversões. Depois de ter visões, sonhos e ouvir vozes como aconteceria com Joana D’arc um século depois, cumpriu a promessa e fez-se pregador itinerante. Há outras versões, entretanto, para sua “conversão”.
Vários episódios, uns reais e outros lendários, o cercam, dentre as quais este: chegando a certo vilarejo, viu que as pessoas não se interessavam por sua pregação e dirigiu-se então a um campo, perto de um lago. Ali começou um sermão para ninguém. Os
animais começaram a cercá-lo e ficaram ali parados, ouvindo sua pregação. Dizem que até os peixes do lago botavam a cabeça para fora d’água para ouvir a prédica. Algumas pessoas, passando,viram o milagre e se aproximaram, e assim ouviram a pregação do “santo”.
Uma história bem bonitinha mesmo, que explica a origem da expressão “padroeiro dos animais” – e, mais recentemente, para ser politicamente correto, da ecologia e dos ecologistas. Talvez um dia o Partido Verde e o Greenpeace o adotem também. Enfim, a 
história de “são” Francisco é um conto daqueles que dão excelentes gravuras para criança colorir. Também já rendeu pelo menos um filme de sucesso, “Irmão Sol, Irmã Lua”, dirigido em 1972 por Franco Zefirelli, repetindo a mesma fórmula “casal-de-jovens-bonitinhos-vive-amor-impossível” que usou em “Romeu e Julieta”, de 1968 (aliás, Zefirelli gostava da temática religiosa e depois também filmou “Jesus de Nazaré”, em 1977). Mas fora isto - material ficcional - nenhuma outra utilidade tem essa história. Como todas as lendas sobre “santos”, só serve para aumentar e perpetuar a devoção a um personagem que, assim, ocupa o lugar de Deus – recebe louvor, homenagens, preces, etc. Coisas que, segundo a Bíblia, só Deus é digno de receber, conforme qualquer um - católico, evangélico, espírita, ateu - pode ler em Salmo 145:3; ou em Apocalipse 5:12 e 13 (clique para ler).
Toda essa obsessão por “padroeiros” tem origem nas religiões do mundo greco-romano, de onde a igreja católica copiou e adaptou inúmeros mitos e lendas, pensando com isso estar fazendo um favor a Jesus Cristo, aumentando o número de Seus seguidores. Ledo engano!
As religiões antigas eram pródigas em “padroeiros”. Ares, por exemplo, era um deus guerreiro, e se tornou protetor dos soldados, que o cultuavam com sacrifícios oferecidos em troca de proteção e vitória.  Posteriormente, virou “Marte” para os romanos. Você já percebeu que várias cidades possuem um “campo de Marte”? Trata-se de um local reservado a eventos militares. Em São Paulo existe um, onde fizeram um pequeno aeroporto. O de Roma era consagrado a essa divindade e hoje está cheio de construções do período barroco, como a Piazza Navona; no seu limite norte ainda se podem ver as ruínas do Mausoléu de Augusto, o maior dos imperadores romanos. No “Campo de Marte” de Paris, está a famosa Escola Militar Francesa. Do nome “Marte” vem a raiz “marcial” – como em “artes marciais” e outras coisas relacionadas a exércitos, paradas, desfiles etc. Com o tempo, os soldados romanos voltaram das batalhas no Oriente e de lá trouxeram o culto de Mitra, outro deus-guerreiro que acabou tomando o lugar de Marte na devoção dos militares.
O Poseidon grego (Netuno para os romanos), deus dos mares e oceanos, se tornou protetor dos marinheiros, e assim por diante. Não preciso dizer mais; apenas que, ao dominar a Grécia, Roma absorveu o panteão grego, modificando apenas os nomes dos deuses. E com a decadência do império e a ascensão do catolicismo, a igreja romana fez uma osmose nessa mixórdia toda, adotando para si um exército de heróis e “santos” que visava unicamente substituir, para os novos fiéis, o culto dos antigos deuses. Assim, pensavam os padres, o povo não sentiria tanta diferença entre a crença antiga e a nova. Que bobagem! Era justamente a diferença entre o Cristianismo e o paganismo, e o ateísmo, que deveria atrair as pessoas a Cristo!
Até mesmo o antigo Panteão de Roma, um templo construído “para todos os deuses”, foi transformado em igreja... “de todos os santos”!!! Veja outros templos católicos - sucessores dos templos pagãos, “dedicados a um deus ou a um herói, os templos, decorados com esculturas (de deuses ou heróis) em relevo entre o teto e o topo das colunas, eram constituídos de pedras nobres como o mármore” (fonte). Qualquer semelhança não é mera coincidência!
Assim é que não é difícil perceber porque Ares virou Marte, que foi substituído por Mitra, que deu lugar a “são” Jorge, o “santo guerreiro”. Cosme e Damião incorporaram (eeepa!) as características de Castor e Polux. Ademais, a maioria dos “santos padroeiros de alguma coisa” têm sua origem no paganismo bárbaro e inculto. Até mesmo o costume antigo, de dar a cada cidade ou nação um “protetor”, reviveu sob o catolicismo – veja de novo aqui, por exemplo. E “são” Francisco, em que pese a sua bela historia de bondade e de caridade, de abnegação e “opção preferencial pelos pobres”, é uma abominação aos olhos de Deus - como todos os outros “santos” e “padroeiros”, doa a quem doer.
Veja o que a Palavra de Deus diz sobre isto:
Rezar para “santos” de qualquer quilate é, em última instância, tentativa de comunicação com os mortos. Os “santos” já morreram, certo? Eu estive em Assis e vi o “são” Francisco lá, mortinho da silva, numa cripta ricamente decorada. Posso afirmar com certeza que ele não ouviu nada do que foi falado ali, pertinho da sua tumba -pelo menos não deu nenhum sinal - quanto mais orações a milhares de quilômetros dali. E além do mais a tentativa de comunicação com os mortos é proibida por Deus. Deuteronômio 18:10-12 diz: “Não se achará no meio de ti (...) quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti”.
Logo, quem pratica a comunicação com os mortos não está em comunhão com a Palavra de Deus. Isaías 8:19-20 diz: “...acaso a favor dos vivos consultará os mortos? A Lei e ao Testemunho! se eles [a Lei e o testemunho, isto é, a Palavra de Deus escrita na Bíblia] não falarem segundo esta palavra, nunca lhes raiará a alva”. Aí está consignada a aproximação do catolicismo com a umbanda e também com o espiritismo, pois todas essas crenças procuram contato com entidades que não pertencem ao mundo dos vivos, e portanto estão afastadas de Deus!
E os mortos – “são” Francisco, espíritos desencarnados, Maria - não são nossos mediadores, conforme lemos em I Timóteo 2:5 – “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem”.
Portanto, caro amigo, abandone os caminhos errados enquanto ainda há tempo. Francisco de Assis, aliás, Giovanni, pode até ter sido um cara legal, embora preso à idolatria; fez caridade, gostava de bichinhos e de “santa” Clara, etc e tal. Até malhou o “papa” de sua época. Mas não temos permissão para colocá-lo numa posição que ele não pode assumir - a de conceder graças e atender preces, ainda mais abençoando animais, porque ele está morto! Ele não é Deus! A Bíblia é quem lhe faz esse alerta: “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto” (Isaias 5:6).
Pare e pense!

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