Mostrando postagens com marcador batalha espiritual. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador batalha espiritual. Mostrar todas as postagens

domingo, 23 de maio de 2010

Batalha Espiritual: ataque ou defesa?

A Bíblia diz que estamos num combate, no meio de uma escaramuça. No Novo Testamento a Igreja quase sempre é descrita com uma linguagem oriunda do campo militar. Há uma idéia popular de que a Igreja é um hospital onde as pessoas serão curadas: o Novo Testamento nos dá base para afirmar que há espaço para a cura interior.
Mas essa visão não leva em consideração que a Igreja seja como um exército que marcha, em plena campanha, em batalha. Não é por acaso que os teólogos entendem a Igreja como sendo Igreja militante e Igreja triunfante. Militante porque está em luta contra as hostes do mal, o pecado e o mundo.
Entendendo o contexto de Efésios 6 - Seguindo regras simples de interpretação, quando vamos pregar sobre um texto ou estudar uma passagem, é sempre bom levar em conta o quadro maior. No caso desse texto em particular isso é extremamente importante. Essa passagem tem sido mal usada por pessoas que defendem as mais loucas idéias na área de conflito ou batalha espiritual. Contudo, quando nos colocamos dentro do contexto e da perspectiva da carta, temos uma visão privilegiada do ponto de vista do autor.
Quando Paulo escreveu aos Efésios estava preso em Roma, e desejava confortar os que sabiam da sua prisão. Ele explica à Igreja de Éfeso, e talvez a outras Igrejas da região, que Deus havia permitido que ele, mesmo sendo designado para pregar aos gentios, tivesse sido lançado na prisão, ficando impedido, assim, de realizar o seu ministério. É isso que ele diz no capítulo 3, no verso 13: “Portanto, vos peço que não desfaleçais nas minhas tribulações por vós, pois nisso está a vossa glória.” O propósito de Paulo era mostrar que aquilo que era motivo de dúvida ou perturbação, na realidade representava a glória deles. E ele faz isso expondo a doutrina da Igreja, mostrando o propósito de Deus para a Igreja.
Como vimos antes, a carta começa falando sobre a soberania de Cristo (cap. 1), a salvação que Ele nos provê pela graça e o acesso que agora temos ao Pai (cap. 2). Depois, no cap. 3, aprendemos sobre o mistério de Cristo, que é a Igreja, cujo funcionamento é explicado no cap. 4, com base no comportamento individual detalhado no fim do cap. 4 no cap. 5 e início do cap. 6. e, por fim, conclui exortando a Igreja a se preparar contra as astutas ciladas do inimigo. Os efésios ouviram tantas coisas maravilhosas a respeito do que eles eram em Cristo Jesus, do que Deus providenciou, que certamente devem ter ficado tão cheios de alegria e de gozo que Paulo sentiu a necessidade de dizer: “ainda não chegamos lá, vocês vão encontrar oposição no mundo para viver como Igreja de Deus, para experimentar em termos práticos tudo o que Deus tem para vocês”. Ele disse então: “vocês vão encontrar oposição, não de homens de carne e sangue como nós, mas dos principados e potestades que estão nos lugares celestiais que querem nos destruir. Portanto, vocês têm que tomar toda a armadura de Deus para poder resistir às tentativas dessas forças que vão tentar impedi-los na carreira cristã”. Então, quando olhamos para o capítulo 6 de Efésios, particularmente os versos 10 a 20, com a perspectiva da carta como um todo, à luz da eclesiologia de Paulo, algumas lições se tornam evidentes quanto à batalha espiritual.
Em primeiro lugar, devemos ver que o propósito de Paulo é ensinar a Igreja a resistir. Esse é o seu ponto principal. A ordem é: “ficai firmes”. O imperativo aparece três vezes, no versos 1, 13 e 14: “ficai firmes” é a exortação de Paulo.
Combate ou resistência? Alguns entendem essa passagem como uma convocação ao combate. Contudo, ela é uma exortação a que a Igreja resista. Outra coisa que a gente observa é que o soldado cristão, aqui descrito, está numa posição de defesa, a partir inclusive da descrição das armas que lhe são dadas – ele não está partindo para o combate, para conquistar novos campos, para assaltar o inimigo ou derrubar uma fortaleza. Na realidade, ele já conquistou, já colocou o pé em território inimigo. O que ele tem que fazer é resistir firme, esse é o peso da passagem. A Igreja já é vitoriosa, está assentada com Cristo nos lugares celestiais, como Igreja invencível e imbatível. Cristo já venceu todas as batalhas por ela.
O triunfo romano -Colossenses 2: 14-15: “tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz; e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz”. Essa é uma linguagem militar, das batalhas do mundo antigo. Quando um adversário era vencido era despojado: o vencedor lhe tirava os bens, as mulheres, os filhos, o gado e ainda levava todas as armas, para que não houvesse outra rebelião.
Essa figura é bastante conhecida - “o triunfo romano”; um general, voltando vitorioso, entrava em triunfo com os prisioneiros amarrados atrás dele. E aí as mulheres, as crianças e os velhos jogavam terra, tomate, até excrementos nos derrotados. Eles eram expostos ao desprezo. Paulo deliberadamente está dizendo que, na cruz, Cristo desarmou os principados e potestades; é a mesma expressão que aparece em Efésios. O inimigo foi deixado nu e exposto ao desprezo.
Nesta cena da série “ROMA” da HBO, vemos o triunfo de César e a humilhação/execução do chefe gaulês derrotado, Vercingetorix. A cena é pesada, mas mostra exatamente o que Paulo quis dizer quando se referiu a Satanás e seus príncipes em Colossenses 2:15, “tendo despojado os principados e potestades, os exibiu publicamente e deles triunfou na mesma cruz”. 


A Escritura mostra isso de forma indiscutível! Em João 12: 31-33 Jesus diz aos discípulos: “Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso. E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo. Isto dizia, significando de que gênero de morte estava para morrer”. Nessa passagem, Jesus diz que na Sua morte o príncipe desse mundo seria expulso. Ele está dizendo a mesma coisa que Colossenses e Gênesis 3:15. As expressões “esmagar a cabeça”, “desarmar”, e “expulsar o príncipe desse mundo” referem-se, todas elas, a Satanás.
Os relatos de expulsão de demônios estão apenas nos Evangelhos sinóticos: Mateus, Marcos e Lucas. Por que João não narra nenhuma expulsão de demônios? A resposta é a seguinte: João estava preocupado com a maior de todas as expulsões, a expulsão central. Na Sua morte, Jesus expulsou definitivamente a Satanás, o príncipe desse mundo. João, assim, não narra outras expulsões de demônios.
Voltando a Efésios 6, considerando as peças da armadura, veremos que cada uma delas nada mais é do que tudo aquilo que pertence, naturalmente, ao crente, a qualquer um: “verdade de Deus”, “justiça de Cristo”, “fé”, “evangelho” e “palavra de oração”. Não há na passagem nenhuma arma secreta. Todos os crentes em Cristo Jesus possuem essas armas. Para muitos, a armadura é o próprio Cristo. Revestir-se da armadura de Deus é a mesma coisa que revestir de Cristo, em quem estão todos os tesouros da sabedoria e da ciência. Não há nada no texto que dê margem às técnicas especiais de caça ao Diabo ensinadas pela “Batalha Espiritual”.
Paulo começa a tratar dessa batalha (Efésios 6:10) dizendo: “Sede fortalecidos no Senhor e na força do Seu poder”. Essa expressão aparece no capítulo primeiro, quando Paulo ora, no verso 18, para que fossem iluminados os olhos do entendimento daquela Igreja e o coração, para que soubessem qual era a esperança da vocação deles, a riqueza da glória da herança dos santos e a suprema grandeza do seu poder para com os que crêem, segundo a eficácia da força do Seu poder.  
Assim, Paulo exorta a Igreja a que se apodere da vitória de Cristo, daquele poder que ressuscitou Cristo dentre os mortos e O colocou à direita de Deus nos lugares celestiais. Portanto, o guerreiro que está descrito aqui já é vencedor, já conquistou, já colocou o pé no solo inimigo. O que Paulo manda é que esse guerreiro resista às tentativas do inimigo de recuperar aquilo que ele já perdeu e que foi tomado pelo nosso Capitão, o Senhor Jesus.
Uma das ênfases da “Batalha Espiritual” é que a Igreja deve entrar em conflito direto com os principados e potestades; nós temos que sair caçando o Diabo para lhe tomar o território, derrubá-lo, conquistá-lo e implantar a doutrina de Cristo nesses locais. Como se o Diabo já não fosse um inimigo derrotado... Mas o que Paulo está dizendo não é isso. Ele diz que nós já somos vencedores. Sua recomendação é para que a Igreja resista aos ataques.
Precisamos estar conscientes de que estamos numa guerra espiritual. As pessoas que estão lá fora, no mundo, estão debaixo do poder dos demônios e a Igreja tem que ter consciência disso. Porém, mais do que em qualquer outro momento da sua história, a Igreja deve fincar os pés na Escritura e fazer dela o seu manual prático. O que não puder ser provado pela Escritura, ou deduzido de uma forma legítima da Escritura, deve ser rejeitado e colocado fora. A chamada da Igreja, a essa altura, é para a suficiência da Escritura, e todas as nossas práticas devem passar por esse crivo. A nossa oração é que tomemos uma posição de firmeza sem negar a realidade dessas coisas, combatendo-as biblicamente, tomando toda a armadura de Deus que nos é concedida em Cristo. Que Ele nos abençoe!
Com informações baseadas em estudo do Pr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes -http://solascriptura-tt.org/Seitas/Pentecostalismo/BatalhaEspiritual-OMovimento-Nicodemus.htm

31048

segunda-feira, 17 de maio de 2010

O que o Novo Testamento diz sobre

Agora temos que ir adiante. Primeiro, falamos do aniversário de Brasília e do clima espiritual pesado dessa cidade. O que nos levou, consequentemente, a discutir a questão dos espíritos territoriais e o mapeamento. E agora, faz-se necessário debater o tema de forma mais ampla, pois praticamente todos os evangélicos, atualmente, falam sobre batalha espiritual, quebra de maldições (“hereditárias” ou não), libertação, espíritos territoriais, mapeamento, e outros temas relacionados.
Em muitas igrejas – inclusive católicas – o exorcismo passou a ser um espetáculo à parte, tendo até mesmo um dia da semana especialmente reservado para si. Elementos de cultos afro incorporados – epa! – à liturgia evangélica, como dirigentes vestidos de branco, água abençoada, sal, rosas etc. Tudo conseqüência de excessos e incompreensões acerca da batalha que, de fato, se trava continuamente nas regiões celestiais. Mas existe muito exagero em certas denominações, nos exorcismos, nas entrevistas com demônios e no poder maligno. O blog “Nani e a Teologia” aborda esse assunto, citando Wayne Grudem e sua “Teologia Sistemática”, destacando os erros das igrejas modernas sobre batalha espiritual (1).
O modelo correto - No Novo Testamento, percebemos que quanto à atividade demoníaca na vida dos cristãos, ou aos métodos de resistir e fazer frente a essa atividade, a ênfase está em exortar ao não pecar, levando uma vida de justiça.
Por exemplo, em 1 Coríntios, diante do problema das "divisões", Paulo não diz à igreja que repreenda o espírito de divisão, mas aconselha simplesmente a falar a "mesma coisa" e a mostrar-se unidos (1 Coríntios 1:10). Diante da desordem na Ceia do Senhor, não se ordena que expulsem o espírito da desordem, glutonaria ou egoísmo, mas simplesmente que esperem "uns pelos outros" e que "examine-se, pois, o homem a si mesmo " (1 Coríntios 11:33, 28).
Podemos encontrar exemplos semelhantes em muitas outras passagens das epístolas. Com respeito à pregação, o modelo do Novo Testamento é sempre o mesmo: embora Jesus ou Paulo expulsassem demônios, não é esse o modelo comum de ministério que se apresenta, pois a ênfase é na pregação do Evangelho (Mateus 9:35; Romanos 1:18-19; 1 Coríntios 1:17-2:5).
Em contraste com a prática da "batalha espiritual estratégica", não se vê no Novo Testamento ninguém que:
(1) convoque ou esconjure "um espírito territorial" ao entrar numa região para pregar o Evangelho;
(2) exija de demônios informações sobre a hierarquia demoníaca local;
(3) diga que devemos crer ou transmitir informações oriundas de demônios;
(4) ensine que as "fortalezas demoníacas" de uma cidade precisam ser derrubadas para que se proclame o Evangelho com eficácia. Antes, os cristãos simplesmente pregam o Evangelho, com o poder de transformar vidas!
Entrevista com o vampiro? Quando Jesus perguntou ao espírito em Gadara qual era seu nome, era apenas para mostrar ao povo que muitos demônios poderiam possuir uma pessoa, como Ele ilustra na parábola da casa vazia. Hoje em dia, já sabemos dessa realidade e não é preciso que o demônio informe qual é o seu nome, de onde veio ou para onde vai, o que veio fazer (basta ler João 10:10!), etc. Até porque ele é mentiroso, e não há porque acreditarmos que tal entidade se chame A ou B. Tem muita gente hoje confiando em informação de ex-bruxos, ex-satanistas etc., que obtiveram tais e tais informações quando estavam ainda sob o poder e influência de Satanás. E dessas informações não precisamos: o que a Bíblia nos ensina é suficiente.
Uma leitura do livro de Atos tem muito a nos ensinar. Quando, por exemplo, Paulo se defrontou com uma jovem possuída por um espírito, não bateu papo com o capeta, mas expulsou-o imediatamente (Atos 16:18). Quando Paulo e Silas foram em cana por pregar o Evangelho, não levaram o fato com “retaliação” do inimigo, mas responderam com cânticos e louvor. Em Corinto, cidade famosa desde a antiguidade pela licenciosidade que escandalizava até os romanos, nenhum apóstolo amarrou “espírito de pornografia” ou de prostituição que supostamente poderia dominar aquele território. Quando chegou a Atenas, Paulo de fato revoltou-se em seu espírito por ver a cidade entregue aos ídolos, mas não rodeou a acrópole nem fez ato profético declarando a libertação do lugar, muito menos ungiu ruas e prédios. Em Éfeso, não se tem notícia dos apóstolos fazendo mapeamento para saber onde estavam as fortalezas satânicas, mas a pregação do Evangelho fez diminuir tanto a idolatria e o comércio dela advindo, que os fabricantes de imagens se revoltaram. Os mágicos se converteram e queimaram seus livros. Em todas essas passagens, a arma era a pregação do Evangelho, e os resultados sempre foram a conversão e a libertação, sem mais estratégias e invenções humanas.
As armas da nossa milícia e a armadura de Efésios - Esses são termos marciais que excitam a imaginação dos mais afoitos. É como o menino que acha bacana o desfile militar, e diz que quando crescer quer ser soldado, inspirado pelas fardas reluzentes, espadas polidas e medalhas faiscantes vistas na parada.
Mas em II Coríntios 10, Paulo diz que as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus para destruir fortalezas. Que fortalezas são essas? Entendo que no contexto geral da carta, o apóstolo está dizendo que não devemos nos fiar na força do raciocínio, da filosofia e da inteligência humanas, mas na Palavra de Deus, que muitas vezes vai de encontro à ciência dos homens. Lembremo-nos de que a Grécia é a pátria da filosofia e do conhecimento, e que Paulo já havia escrito antes aos mesmos coríntios sobre esse assunto (ver 1 Coríntios cap. 1 e 2). Por isso devemos levar “cativo todo pensamento à obediência a Cristo” (2 Co 10:5). Esse é o contexto das armas da nossa milícia.
Quanto à armadura, muitos pensam na armadura medieval, aquela dos cruzados ou do Rei Artur. Uma cobertura completa de metal pesado, uma espadona poderosa, talvez uma lança, machado, etc. Armas para meter medo em qualquer um.
Mas a armadura a que Paulo se refere não é desse tipo. Quase tudo neste texto é para defesa, não ataque. Muito provavelmente Paulo teve essa revelação ao observar o soldado que o acompanhava na prisão, um soldado que está de guarda! Ele não tem arma de ataque! É diferente dos soldados de uma falange grega, que usavam longas lanças, espetando os inimigos lá na frente. A armadura romana capacita o soldado a resistir ao ataque do inimigo! Para o ataque os romanos tinham outras táticas: cavalaria, catapultas, a formação da falange, o revezamento, o lançamento do pilo (uma lança curta e pesada), etc. O soldado romano não tem arma de longo alcance, como arco e flecha, lanças e dardos – pelo contrário, quem usa dardo é o inimigo, por isso devemos usar capacete e escudo. Em Efésios não se fala de pedras ou estilingues, nem de projéteis inflamados, como no filme “Gladiador”.
A única arma relacionada ao ataque em Efésios 6 poderia ser a espada. Mas a espada romana é curta, pouco mais que um punhal ou adaga, apropriada para o combate a curta distância; na prática, é quase uma arma de defesa pessoal. É uma arma para se usar apenas quando o inimigo chega perto o bastante para ser atingido. No mais, todo o resto é para a defesa e proteção: capacete, escudo, couraça, o calçado. O motivo? A guerra já está ganha, o território já está conquistado: o cristão deve guardar o que já domina, para não ser surpreendido. Por isso deve ficar firme e resistir! Essa é a mensagem de Efésios!
Conclusão - Aprendemos, portanto, que o ensinamento apostólico nesse contexto é “ficar firme”. Imediatamente antes de descrever a armadura que devemos usar, Paulo diz: “Finalmente, fortalecei-vos”. A armadura é o ponto final da carta, que começa falando sobre a soberania de Cristo (cap. 1), a salvação que Ele nos provê pela graça e o acesso que agora temos ao Pai (cap. 2). Depois, no cap. 3, aprendemos sobre o mistério de Cristo, que é a Igreja, cujo funcionamento é explicado no cap. 4, com base no comportamento individual detalhado nos cap. 4, 5 e início do 6. Aí sim, depois de tudo isso, devemos ficar firmes nesse entendimento e, para guardar o que recebemos, usamos a armadura, onde o capacete protege nossa mente, o escudo detona os dardos do inimigo e assim por diante.
A estratégia do cristão é ficar firme. É permanecer no ensino dos apóstolos. É resistir ao diabo, depois de se humilhar perante Deus, conf. Tiago 4:7. Para isso é que serve a armadura. Não para sair por aí atacando o inimigo nas suas fortalezas.
Vai ter mais.

31478

domingo, 9 de maio de 2010

Mapeamento espiritual e espíritos territoriais

Já discutimos antes a situação de Brasília, onde é patente o “bad mojo” espiritual – possivelmente por influência de toda a carga de misticismo que cerca o lugar desde a fundação, torna-se inevitável a pergunta: isto tem a ver com espíritos territoriais? Deve a Igreja fazer o chamado mapeamento espiritual para determinar com exatidão quem são e onde estão os demônios responsáveis por essa situação, para melhor combatê-los?
No livro de C. Peter Wagner “Espíritos Territoriais”, lemos que os espíritos demoníacos ocupam determinados territórios geográficos, que podem abranger países, estados, cidades, bairros, e até casas e ruas. A idéia é que para cada região existam demônios cujo trabalho é cegar as pessoas do local, levá-las à perdição através do ocultismo, Nova Era, astrologia, satanismo, uso de pirâmides, cristais, bruxaria, macumba, etc. O segundo objetivo desses demônios seria oferecer resistência aos esforços da Igreja para entrar na área. Para isso eles cegam e oprimem os crentes.
Outro ponto interessante é o quartel general dos demônios. Peter Wagner defende a idéia de que há um local, conhecido como “trono de Satanás”, onde o líder dos demônios da região tem o seu quartel general e de onde controla os seus subordinados. Por conseguinte, a Igreja não pode progredir, crescer e evangelizar enquanto não neutralizar essas forças espirituais. Seria inútil a Igreja começar uma campanha de evangelismo numa área sem primeiro neutralizar esses espíritos territoriais entrincheirados. Primeiro teríamos que “amarrar o valente” e só depois “saquear a casa”: só assim a Igreja pode entrar, evangelizar e conquistar as pessoas para Cristo.  
A Igreja não deveria ficar na defensiva. Essa é a estratégia missionária da “Batalha Espiritual” associada ao “crescimento da Igreja”. Para eles, a reflexão sobre Efésios 6, mostrando que a Igreja já é vitoriosa e deve defender o território, é inaceitável. Segundo a “Batalha Espiritual”, temos que sair caçando Satanás, conquistando territórios, neutralizando a ação dos demônios e travar uma batalha cósmica nas regiões celestes.
De acordo com esse ponto de vista, a igreja precisa conhecer a região, estudar a história do lugar onde se deseja evangelizar, bem como as características econômicas, políticas, sociais e morais, e discernir a entidade espiritual que ali atua, amarrando-a em nome de Jesus. Assim como se pode ir para uma cidade e mapear as suas diversas localidades e os seus acidentes geográficos, pode-se também fazer um mapa das regiões celestiais. Haveria uma superposição do que está acontecendo nas regiões celestes com o que está acontecendo na terra.Segundo Wagner, nem todo mundo pode ser um guerreiro de oração, se não estiver preparado; Satanás vai devorá-lo no café da manhã. E como ninguém quer ser devorado por Satanás no café da manhã, os crentes vão em massa para o simpósio de “Batalha Espiritual” aprender com os peritos as estratégias e as táticas para enfrentar o inimigo e conquistar seus territórios. Esses peritos ensinam aos crentes os segredos de como atacar, nas regiões celestiais, essas forças espirituais.
Resumindo, o mapeamento espiritual consistiria em descobrir basicamente duas coisas:
a) onde estão localizados os demônios que controlam uma determinada região;
b) quais os nomes deles e suas características.
A idéia é que o conhecimento do nome do demônio dá poder sobre ele. Por isso tanta ênfase ao nome dos demônios. Essa idéia veio, possivelmente, do gnosticismo antigo. Os gnósticos acreditavam que quando se tinha determinado conhecimento, obtinha controle de Deus e podia ter acesso a Ele quando quisesse. Isso, portanto, é um reavivamento de certos aspectos do gnosticismo: quando se conhece o nome de um demônio tem-se autoridade sobre ele.
Radar espiritual - Quanto à questão do trono de Satanás, Wagner ensinou um método para localizá-lo e derrubá-lo. Primeiro, toma-se o mapa da região, divide-o em quadros e anda-se por eles orando em cada um deles. Na área em que a maior opressão se manifestar, onde se torna quase impossível orar, é que está a maior concentração de demônios e ali, possivelmente, estará o trono de Satanás. O que deve ser feito é a promoção de uma corrente de oração trazendo guerreiros de oração para que derrubem o trono de Satanás. Uma vez feito isso, a região estará livre e poderá ser evangelizada com sucesso. No livro “Espíritos Territoriais” há uma ilustração interessante: na fronteira do Brasil com o Uruguai, um cidadão recebeu um folheto, mas ao lê-lo, nada aconteceu. Mas quando cruzou a fronteira e entrou no Brasil, ele se converteu. Explicação: os demônios do lado do Uruguai estavam soltos, ao passo que, no lado brasileiro, eles estavam amarrados. Assim, ninguém se converte enquanto essas entidades não forem anuladas. Essa é a implicação do conceito do movimento de que todo mal existente no mundo é causado pela ação direta de um demônio. Portanto, a solução sempre seria a de atacar os demônios.
Em vários encontros, congressos e simpósios, ensina-se a fazer mapas espirituais; localizar e derrubar o trono de Satanás; orar intercessoriamente, em voz alta, determinando a queda das fortalezas; amarrar demônios pela palavra, especialmente os demônios ligados a vícios em geral, como embriaguez, uso de drogas, etc.; dar ordens diretas aos demônios, repreendê-los e mandá-los para o abismo.
Por acaso, a Bíblia nos relata Paulo escrevendo aos crentes para que fizessem um mapeamento espiritual das cidades onde moravam? Por acaso o Senhor Jesus nos ensina a descobrirmos os nomes dos demônios que oprimem uma nação, a fim de que os amarremos? Você vê Pedro em suas epístolas exortando os cristãos a descobrirem os pontos nevrálgicos de uma cidade a fim de que vençamos Satanás?
As Sagradas Escrituras em momento algum nos ensinam essas estratégias mirabolantes de batalha: em nenhum instante, o Novo Testamento nos concede respaldo teológico para o mapeamento espiritual. O Senhor Jesus Cristo, em nenhum episódio, nos orienta a mapear regiões, ou descobrir nomes de demônios e amarrá-los. O que nos cabe fazer é obedecer integralmente suas ordens pregando o Evangelho integral a toda criatura, crendo que ele é poderoso para a salvação de todo aquele que nele crê, como também para expulsar da vida dos homens toda sorte de espíritos malignos. “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado” (Mateus 29:18,19); “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16:15).

Apenas isto é o suficiente!




31170

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Aniversário de Brasilia: capital do Egito?


Mais um aniversário de Brasília está aí, "coincidindo" com outros festejos: Tiradentes, Dia do Índio, Tancredo Neves... Grandes festas e shows são sempre prometidos: Paul McCartney, Madonna, Beyoncé, Santana, U2, Roberto Carlos... mas raramente alguns desses superstars aparece. O que se tem são algumas bandas locais de qualidade musical discutível e uma ou outra atração "global". 
A cidade está "queimada" moralmente; virou sinônimo de corrução e roubalheira. Um tsunami recentemente detonou o então governador Arruda, junto com parlamentares pseudo-evangélicos, e tirou muito da animação e da badalação que em vão os autóctones tentaram divulgar. E tão logo passaram os festejos, tudo continuou na mesma. A TV mostra obras de Niemeyer. Discute-se a favelização do entorno; denunciam-se crimes ecológicos, a especulação imobiliária e a criminalidade, as drogas e a prostituição. Mas não se vê ninguém falar dos altíssimos índices de suicídios, divórcios e males psíquicos e nem do tenebroso clima espiritual que afeta a tudo e a todos nesse cerradão. Por que?
Brasília é cidade singular. Desde o início envolvida em presságios, como a mal-explicada “profecia” de um tal Dom Bosco, sua construção, para muitos estudiosos, foi orientada por mentores espirituais para ser a “Capital do Terceiro Milênio”. A planta e os edifícios evocam dos egípcios aos maias e astecas. Segundo a egiptóloga Iara Kern, tudo em Brasília está relacionado à cabala e ao tarô. Seu livro “De Akhenaton a J.K – das pirâmides a Brasília” mostra as semelhanças da capital brasileira com a antiga Akhetaton, que existiu no Egito há 3300 anos, e questiona: seriam apenas coincidências ou existe algo misterioso entre as duas cidades?
Juscelino e o faraó Akhenaton foi o nome adotado por Amenhotep IV (1375-1358 a.C.), faraó que construiu toda uma cidade em menos de quatro anos, ao substituir a técnica tradicional de grandes blocos de pedra por peças menores, de 40 cm. Akhetaton (que significa “Cidade do Horizonte de Aton”) nasceu para louvor de Aton (deus-sol), transformando em monoteísta a antiga religião egípcia. A geografia e arquitetura de Akhetaton, localizada no centro do país, são muito parecidas com as de Brasília. Como a nossa capital, era organizada em setores, em suas asas norte e sul, como uma ave voando em direção leste - figura de Íbis, uma divindade das pirâmides e dos mortos. Devido ao intenso calor e baixa umidade, foi construído o primeiro lago artificial do mundo, o lago Moeris. Muitos prédios, em forma de pirâmide, possuíam entrada por um corredor escuro no subsolo, onde as pessoas chegavam a uma área iluminada pelo sol, simbolizando a passagem das trevas em direção ao deus Sol.
Na Wikipédia há a informação de que, além de ser maçom e membro da Sociedade Rosa Cruz, JK se dizia ser a reencarnação do faraó Akhenaton, e isso o teria influenciado na construção da cidade mais egípcia fora do Egito. Há relatos de que ele pedia conselhos ao médium Chico Xavier. O ex-presidente diz em um de seus livros que, por volta de 1930 visitou Tel El Amarna, a antiga Akhetaton. Ali, “levado pela admiração que tinha por esse autocrata visionário, cuja existência quase lendária eu surpreendera através de minhas leituras em Diamantina ... vi os alicerces da que havia sido a capital do Médio Império do Egito. A cidade media 8 km de comprimento e dois de largura. À margem do Nilo, jardins verdejantes haviam sido plantados e, atrás deles, subindo a encosta de rocha, erguera-se o palácio do faraó, ladeado pelo grande templo. ... Hoje, tanto tempo percorrido, pergunto-me se essa admiração por Akhenaton, surgida na mocidade, não constituiu a chama distante e de certo modo romântica que acendeu e alimentou meu ideal, realizado na maturidade, de construir Brasília no Planalto Central” (JK, Meu caminho para Brasília, pg. 111).

Todas essas teorias atraíram místicos, sensitivos e seguidores das mais diversas seitas para a Babel que é Brasília. Até que ponto essa ênfase em ciências ocultas, numerologia e enigmas influenciariam o tal “clima pesado” da cidade? Leia e opine.
A CEB (Companhia Energética de Brasília) existe para garantir a luz de casa, a energia para ligar a televisão e esquentar o chuveiro, mandando a conta no final do mês. Sua sede, um edifício de 61 metros de altura em forma de pirâmide, traz em sua estrutura profundas semelhanças com as pirâmides mais antigas do mundo.
Enquanto a egípcia era um templo que guardava energia cósmica, o prédio da CEB simboliza o reservatório de energia elétrica. E vista do alto, o desenho da CEB revela um misterioso pássaro.
O Congresso Nacional faz parte do mistério que envolve Brasília. Sua forma de "H" simboliza o homem ereto, imortal. Duas cúpulas abrigam o plenário da Câmara e do Senado. As conchas teriam a finalidade de captar energia cósmica e telúrica, ou seja, uma recebe “energias” de cima, e outra, de baixo...
Os dois obeliscos do Templo de Luxor teriam inspirado as duas torres do Congresso Nacional?
O alinhamento entre o Congresso Nacional e os prédios ministeriais não foi apenas um detalhe de projeto. Ministros são “guardiões” do Poder e, como tais, devem posicionar-se nas laterais. As estátuas guardiãs (pequenas esfinges) teriam servido de modelo para o posicionamento dos ministérios ao longo do Eixo Monumental e com o Congresso Nacional, o “Templo do Sol e da Lua”, ao fundo?
O 21 de abril, aniversário de Brasília, é comemorado com o nascer do sol exatamente dentro do "H" do Congresso, mostrando um alinhamento astronômico minuciosamente calculado. No fim desse dia, o sol se põe no lado oposto, atrás do Memorial JK. O mesmo espetáculo acontecia no Egito, quando no aniversário do faraó, o sol nascia em cima de seu sarcófago. O de JK, inaugurado, em 1981, além de fotos e objetos pessoais de Juscelino, guarda uma câmara mortuária, um ambiente escuro e lúgubre como somente uma pirâmide poderia ter sido por dentro. O 21 de abril, aliás, é especial para a maçonaria, sendo normalmente escolhido para festejos, inauguração de lojas maçônicas e outros eventos.
Muitos que passam todos os dias pela Rodoviária "do plano" (ao lado) não percebem que a estação faz um contraponto ao “H” ereto do Congresso. Ela possui três níveis e tem a forma da letra H, mas deitado, o que representa o “Homem Mortal”, em três planos distintos: da terra, subterrâneo e aéreo. Mais uma conexão não apenas com o Egito, mas com os templos maias, que também seguiam essa cosmogonia.
O primeiro templo de alvenaria inaugurado em Brasília, em 1958, é conhecido pelo nome de “igrejinha”, entre as quadras 307 e 308 Sul. Apesar de minúsculo, suas linhas arrojadas o diferenciam das demais igrejas; mas há quem diga que tal arquitetura tem semelhança com as construções do Antigo Egito.
O site católico montfot.org, que se auto intitula “associação cultural”, afirma que “a catedral de Brasília desde seu projeto original estava destinada a ser oficialmente um templo ecumênico”. O monumento, de 40 metros de altura,  é sustentado por 16 arcos de concreto armado, circundados por um espelho d'água.  Numa estranha “coincidência”, esse número de colunas corresponde ao valor da carta “Templo” no Tarot e na cabala hebraica, reforçando a teoria de a que a obra foi concebida dentro de simbologias muito antigas. Nessa estranha igreja também há uma passagem subterrânea, que simboliza o caminho das trevas para a luz, mesmo recurso utilizado no “templo” – esse sim, “ecumênico” – da Boa Vontade, uma organização de matizes espíritas e nova-erenses.
A LBV é uma pirâmide de sete lados. Ao lado, uma estrutura faz par com os sinos da catedral. Coincidência? No topo está encravada a maior pedra de cristal do mundo. A luz do sol e a da lua traspassam a gema, “irradiando energia” sobre visitantes. No subsolo, uma “catedral dos espíritos luminosos” tem uma réplica do trono de Akhenaton, um ambiente de penumbra. Desde a sua inauguração, 21 de outubro de 1989 (dia do ecumenismo), é o monumento mais visitado da capital, segundo a Secretaria de Turismo do DF.
O maior edifício piramidal da cidade é o Teatro Nacional (foto ao lado).
Obra de Niemeyer, pode ser considerado parente próximo das mais antigas pirâmides: como na de Kéops, tem em seu interior numerosos labirintos.
Muitos vêem no traçado de Brasília um avião.
Já os ocultistas dizem que “a figura do ‘grande pássaro’ ou mesmo ‘nave’, como muitos mencionam, é moldada pela geometria do Lago Paranoá. A silhueta do lago é o forno, uma espécie de útero que cria e dá forma à nave. O ninho criador. O ‘grande pássaro da paz’, que poderia ser a garça sagrada do Nilo, o íbis (Toth, o deus da sabedoria, era representado com uma cabeça de íbis), ‘Ísis Alada’ ou o seu filho, Hórus, o ‘deus-falcão’, são diferentes denominações para um mesmo desenho no coração do Brasil” (informações retiradas de sites ocultistas disponíveis na internet, que não divulgo aqui para não dar asa a cobra).
Por mim, já enxerguei no mapa de Brasília a foice e o martelo do comunismo, o credo de Niemeyer e Lucio Costa. Aliás, há quem veja o martelo na torre do aeroporto e a foice no Memorial JK.
Muitos pastores atribuem o péssimo clima espiritual da cidade a essa mixórdia. O pr. Hudson Medeiros já comentou sobre a concentração de “deuses das nações”, que vêm no malote diplomático das embaixadas de toda a Terra. Nas redondezas ainda há o tal “Vale do Amanhecer”, uma verdadeira boca do inferno, onde se encontra de tudo, muito. Assim, a batalha espiritual é pesada, muito pesada.
Apesar de tudo, Brasília tem uma das maiores populações evangélicas do país, proporcionalmente. Uma das principais avenidas da cidade, a W3, abriga um sem-número de igrejolas, umas grandes, outras pequenas, muitas minúsculas. A maioria recém-nascidas, inventadas ontem, das revelações especiais de seus “líderes”, quase sempre “ministério do pastor fulano” ou dissidências de outras, nascidas anteontem. Muitas interessadas em que seus “levitas” e seu “louvor extravagante” gravem um DVD, com apresentação do “ministério de dança”. O objetivo é sair do aluguel de uma lojinha ao rés do chão para adquirir um terreno – não importa se legalizado ou não; outras, currais eleitorais, vendem apoio político à destra e à sinistra. Mas todas, invariavelmente, cobram o famigerado dízimo para sustento de seus “sacerdotes” (os “levitas”, curiosamente, não participam da partilha do butim...).
Na capital não se vê um fato até corriqueiro das demais cidades: crentes distribuindo folhetos evangelísticos. É raro, e quando você faz isso, as pessoas se espantam. Não estão acostumadas. Cadê os crentes? Teriam sido engolfados pelo estranho costume brasiliense dos guetos? Em Brasília é assim: há os clubes dos militares, dos funcionários da Câmara, dos funcionários do Senado, dos tribunais, dos bancários, etc. Cada um na sua. E também os dos crentes. Com o agravante de não ser um “gueto” só, mas vários, e pior, com pouco intercâmbio entre si.
Raramente se vê as igrejas unidas. As maiores parecem buscar a auto-suficiência do modelo coreano de mega-igreja, que existe por si e para si, produzindo tudo o que precisa, ou o modelo Lagoinha, que é tudo isso mais o feudalismo “de pai para filho”. Não precisam de outras congregações. Bastam a si mesmas. Quantidade inversamente proporcional à qualidade.
Uma vez por ano, acontece uma marcha. Há um certo agito, aparecem “bandas gospel” com seus shows; vendem-se camisetas, sujam-se as ruas, atrapalha-se o trânsito... mas na semana seguinte, continua tudo como dantes. Drogas, prostituição, marginalidade, homossexualismo, corrupção e os mais altos índices nacionais de depressão, suicídios e divórcios. Onde estão as conversões? Cadê os que foram libertos do misticismo baixo, grosseiro e ignorante que campeia nessa capital do país? Cadê os testemunhos?
Será que toda essa quantidade de crentes é insuficiente para “transformar a cidade”, “ganhar o Brasil para Cristo”? Seriam os poderes das trevas assim tão poderosos para brecar o poder do Evangelho? Seria “a soberba da vida” (I João 2:16) – o desejo de poder e influência – tão atraente assim para envolver políticos evangélicos em escândalos cada vez mais tenebrosos, como roubos, propinas, fraudes em licitações, e até mesmo pedofilia? Se temos proclamado há anos que “o Brasil é do Senhor”, por que a capital do Brasil, ao que parece, ainda é do usurpador?
Em Brasília, o Egito venceu Israel?
O que a Igreja precisa fazer para mudar essa história?

Trecho do livro de Iara Kern:
E se você não acredita, faça uma visita ao Espaço Lúcio Costa, na Praça dos Três Poderes. Na sala da maquete da cidade, é exibido um documentário oficial que narra todos esses fatos. Ou então procure outro livro, chamado, “Brasília Secreta”, da editora Vestcon (www.vestcon.com.br ou 0800-614399).

30600

sábado, 31 de outubro de 2009

Aniversário da Reforma - há o que comemorar?

31 de outubro, aniversário da Reforma. Há o que comemorar? Como anda a Igreja Brasileira? Certamente, o Evangelho traz alegria, libertação, cura, comunhão com Deus e com os irmãos na fé. Mas, com tristeza, também percebemos que a infiltração de elementos estranhos à sã doutrina nivela o Evangelho por baixo com diversas outras crenças e costumes. Alguns sintomas podem ser vistos como positivos ou negativos, dependendo da ótica de cada um. Vejamos alguns pontos, e cada leitor tire a própria conclusão.
Primeiramente o efeito do avanço tecnológico como um todo. Esta é uma das portas de entrada de novos elementos na igreja. A tecnologia tem seu lado positivo porque uniu ao redor do globo o povo de Deus espalhado pela terra. Possibilitou maior avanço nas missões mundiais, maior rapidez na evangelização, uma maior comunicação entre as pessoas, seja através de sites, blogs, e-mails, e mensagens on-line, comunicação instantânea entre pessoas e entre os líderes da igreja ao redor do mundo, mas contribuiu negativamente em dois aspectos: afetou a vida comunitária, isto é, a koinonia entre os membros da igreja e abriu canais para a entrada de novas idéias e heresias doutrinárias.
Antes o relacionamento entre os irmãos tinha como base a igreja da localidade, pois era "na igreja" que se encontravam durante a semana e aos domingos comungando a mesma fé, partilhando dos mesmos problemas e soluções, vendo as mesmas pessoas, ouvindo o mesmo pastor e pregador, exceção apenas quando a igreja recebia convidados de fora. O aspecto negativo é que a tecnologia contribuiu para aprofundar o privatismo entre os cristãos. Porque, se antes o espírito de coletividade se restringia à igreja da localidade, hoje a Internet abriu as portas da igreja – dos lares – em que os cristãos têm acesso, como a um grande mercado a todo tipo de ofertas, pregações, livros, vídeos, e podem escolher entre as mensagens da televisão e os cultos transmitidos via WEB. Por que se deslocar até o local do culto, buscando vagas em estacionamentos, sujeito a assaltos e roubos, assistindo cultos em que o som faz rebentar os tímpanos, se em casa pode-se dispor de cultos on-line? Ao dispor de uma variedade de música, pregações e de cultos on-line, os cristãos acedem ao apelo dos pregadores on-line e desviam os recursos que antes era para a igreja local, para a manutenção dos tele-evangelistas. Este é um tema exaustivo que alguns escritores estão analisando com maior profundidade. Além da comunhão, do aperto de mão, do beijo e do calor da amizade que se esvai pelas ondas da WEB.
Os cristãos de hoje vivem isoladamente dos demais irmãos e mantêm uma comunhão virtual sem o calor humano tão presentes no dia a dia da vida da igreja. E abriu as portas para a entrada de novidades e heresias doutrinárias. A igreja foi afetada em sua doutrina, na sua liturgia e no seu estilo de vida na sociedade.
A doutrina – uma descaracterização da ortodoxia, isto é, um relaxamento ou pulverização das regras de fé, antes defendidas a “unhas e dentes”. Aspectos doutrinários, ou de ensinos ficaram pulverizados com a pluralidade doutrinária, pluralidade de pensamento e com a secularização da teologia. Até mesmo denominações pentecostais históricas como as Assembléias pode Deus tornaram-se pluralistas sob vários aspectos. Algumas aceitam o divórcio, outras o repugnam – para citar um exemplo. Algumas têm grupos de danças em sua liturgia, outras cultuam a Deus como faziam 80 anos atrás. Até mesmo na teologia existem diferenças.
Liturgia – uma pulverização da liturgia. A igreja ao longo dos séculos sempre introduziu novos elementos em sua liturgia, nestes últimos anos, porém, a igreja submeteu sua ortodoxia litúrgica a novas influências, algumas igrejas até desprezando a hinódia tradicional e centenária que regia os cultos e a vida da igreja. Se por um lado os novos elementos litúrgicos, como bandas, 40 ou 50 minutos de cânticos, danças e teatros reativaram os cultos, por outro certas características foram lentamente desaparecendo, como a importância da pregação, reverência e ordem nos cultos.
Danças – esta pulverização – até certo ponto com perda de identidade – trouxe para os púlpitos e palanques a entrada de grupos de danças, ou adoração artística. Algumas igrejas vêem nisto uma necessidade; outras utilizam grupos de danças apenas em festas ou celebrações especiais. A maioria faz das danças uma rotina igualando-as aos cânticos e orações. Alguns vêem perigos neste novo elemento que poderá descaracterizar o culto a Deus.
Instrumentos musicais – o uso de apenas um trio de instrumentos – bateria, guitarra e baixo – o desprezo ou alienação dos pianistas e organistas em troca de tecladistas que apenas tocam cifras, e não melodias, trouxe para os cultos uma liturgia limitada a estes instrumentos – sem o toque litúrgico tão comum ao som do órgão e do piano, de instrumentos de sopro e outros de cordas, como o violino e seus semelhantes. Agregue-se a isto a infiltração de músicas e letras repetitivas, sem rimas, métrica e poesia. Além dos mantras que levam as pessoas a alucinações mentais, confundidas com experiências espirituais, etc.
Mensagens de auto-ajuda – a falta da pregação expositiva bíblica em troca de mensagens apenas tópicas; o desaparecimento das pregações doutrinárias em troca de mensagens positivistas e de auto-ajuda e a falta de conhecimento bíblico vêm dominando até mesmo o púlpito das igrejas históricas. Questionam alguns se o verdadeiro cristão precisa de mensagem de auto-ajuda; de ser embalado em sua psique, em sua alma, ao som de novos acordes. A mensagem de auto-ajuda ofuscou a mensagem da cruz.
O avivamento das décadas de 60-70 trouxe o povo de volta à Palavra de Deus, como todos os avivamentos bíblicos da história o fizeram. O atual movimento – que não é avivamento – não está levando o povo de volta à Palavra, mas ao sensacionalismo, à busca de prazer, à prosperidade e a individualização da fé. São coisas que devem causar preocupação, pois que afetará as próximas gerações. Neste caso, a liturgia também foi afetada pela influência dos pregadores televisivos que deixaram o povo exigente quanto a pregações, levando-o a desprezar as mensagens expositivas, difíceis de serem pregadas na televisão pela limitação do tempo, mas tão necessárias para o entendimento da palavra de Deus.
Conseqüentemente, a exacerbação da mística e da fé passaram a ter preeminência sobre a Palavra de Deus. A busca pela renovação espiritual sem o prumo da palavra de Deus vem levando os crentes a desprezar o ensino da cruz e do sofrimento na vida cristã. Cruz e sofrimento ficaram no passado da igreja, a nova “onda” espiritual é a de amar a prosperidade e o sucesso. Até mesmo pregadores antigos tidos como profetas de Deus aderiram a esta nova mensagem, e ficam horas inteiras levantando dinheiro e tirando ofertas do povo com a mensagem da prosperidade, em que somente prospera o pregador... a ganância de Balaão não tem limites. Os gananciosos são pastores e líderes que convidam pregadores “sapatinhos de fogo”, artistas e jogadores famosos, para trazer atrativos extras aos cultos e granjear maior audiência, pois também estão afetados pelo espírito de Balaão e querem lucrar com este tipo de ministério.
O esoterismo evangélico – a falta da palavra de Deus como mensagem expositiva vem levando sutilmente os crentes a viverem um privatismo, o pluralismo e o secularismo como normas da vida cristã. O privatismo leva o cristão a viver em torno de si mesmo; o pluralismo leva-o a aceitar elementos de filosofia e a idéia de aceitação de tudo e de todos na igreja; e o secularismo invadiu a teologia com a filosofia e com os conceitos da psicologia moderna na educação e no ensino das crianças e dos adultos, e na pregação do evangelho.
A ausência da Palavra de Deus vem formando uma igreja com comportamento e práticas esotéricas que dá poderes a elementos místicos, em nada se diferenciando do mundo e das religiões místicas ao seu redor. O esoterismo evangélico concede poderes aos óleos “consagrados”, a água, ao vinho e ao sal, como se o poder de Deus se limitasse a objetos e a práticas vetero-testamentárias. A falta de uma exegese bíblica verdadeira permitiu o surgimento de uma igreja com práticas judaizantes, celebração de festas judaicas, a observação de dias e datas especiais dos judeus, roupas, a bandeira de Israel hasteada nos púlpitos, confundindo o natural com o espiritual, e peregrinações a lugares históricos, considerados “santos”, em que tais práticas e guardas de datas passaram a ser a essência da fé, o propósito da igreja, acima da própria palavra de Deus.
A batalha espiritual, a partir de um entendimento errôneo de Efésios 6, incentiva os crentes a perseguir e destruir Satanás e os demônios. Paulo, Pedro e Tiago ensinam que os cristãos devem ficar firmes e resistir, e nunca sair em perseguição atrás de demônios. As fortalezas malignas que devem ser destruídas estão no campo da mente, e não no campo físico. Mas, para vencer a batalha espiritual, lança-se mão de complicados misticismos. Mapeia-se espiritualmente cidades e territórios, buscam-se as raízes de maldições hereditárias, promovem-se mais e mais sessões de libertação e exorcismo de crentes, fazem-se atos proféticos... a lista é grande, mas nem tudo está baseado na palavra de Deus. Muitas dessas práticas vêm de experiências próprias e doutrinas extravagantes, sem exame crítico à luz das Escrituras.  

Texto original: Ministério Pastor João Antonio de Souza Fillho, pastor e escritor – http://www.pastorjoao.com.br/historia/breveensaio.htm
Publicado com autorização.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Dean Sherman também prega o dominionismo

Dean Sherman, um dos fundadores e principais apoiadores da JOCUM (Jovens Com Uma Missão), é um dos defensores do dominionismo. No seu livro “Guerra Espiritual para Todos os Cristãos” (1995), ele dá atenção especial a este assunto no capítulo 8, “Utilizando a vossa autoridade dada por Deus”, dizendo que a autoridade divina deve ser usada para incapacitar o reino de Satanás e governar o mundo por Cristo: “Deus... deu o livre arbítrio ao homem bem assim como domínio ou autoridade… e que Ele nunca lha retirou” (pg.118). E depois indica que, devido à desobediência, essa autoridade caiu nas mãos de Satanás: “Deus transferiu parte da Sua autoridade para o homem, e o homem passou-a a Satanás” (pg.119). Ele prossegue: “Jesus também nos deu autoridade para operar: ‘Eu dou-vos autoridade para pisar serpentes e escorpiões, e sobre todo o poder do inimigo, e nada de modo algum vos molestará’ (Lucas 10:19)… Todo demônio, todo culto e religião, toda obra e toda influência – estão sujeitos à autoridade que nos foi dada por Jesus… A autoridade mudou de mãos legalmente mais uma vez, e pertence de novo ao homem… Se não repreendermos o diabo, ele não será repreendido. Se não o empurrarmos, ele não nos deixará. Depende de nós… devemos prosseguir e exercer a nossa autoridade em nome de Jesus” (pg. 130-132).
O autor se baseia em 1 João 4:4 – “Maior é Aquele que está em vós, que aquele que está no mundo”. Ele admoesta os cristãos por não utilizarem este grande poder e autoridade: “Muitos cristãos nunca viveram vitória ou paz desde que foram salvos… Como é que vamos combater os principados que assolam as nações se não pudermos ser vitoriosos?” (pg.128). Ele diz que a nossa responsabilidade não termina com vitórias pessoais sobre o pecado e as tentações, visto que fomos dotados de poder para atacar e remover os principados que agem sobre as nações. Isto é guerra espiritual estratégica, destinada a derrubar as fortalezas de Satanás no mundo – um guerreiro de Cristo pode conseguir sozinho o que quer que seja:
“Acreditamos realmente que Jesus e qualquer cristão são mais fortes que qualquer força do universo? Haverá algum lugar onde eu possa ir, onde as forças à minha volta sejam mais poderosas que Jesus em mim?… Esta sociedade secular, humanista e satânica, é menos do que o que está dentro de todo o cristão” (pg.129). Ele diz que se nós não tomarmos parte na batalha, somos responsáveis pela perpetuação do reino de Satanás na Terra: “Temos de enfrentar o inimigo. Ele é um adversário derrotado, mas continuará a manter o seu terreno com êxito, até exercermos contra ele a autoridade que Deus nos deu” (pg. 134).
Sherman também se refere a Romanos 8:35-39 para mostrar que não existe qualquer poder no mundo que nos possa separar do amor de Deus. Ele está convencido de que nós podemos fazer confiadamente a guerra para a conquista do mundo para Deus, e assumir o nosso papel de soberanos com Cristo.
Uma leitura superficial pode levar à conclusão errada de que Sherman compreende e corretamente aplica as promessas bíblicas, usando sua divina autoridade contra Satanás. Sua visão de libertar a humanidade da influência maligna pode soar muito corajosa. Se tal ideal se concretizasse, daria lugar a uma dramática manifestação do reino de Deus na Terra.
No entanto, não existe - infelizmente - evidência palpável de vitórias de vulto contra Satanás. Será que podemos culpar os cristãos fracos? Um exame cuidadoso dos ensinamentos do autor revela-nos uma perigosa falta compreensão dispensacional da Bíblia. Ele interpreta erradamente aspectos-chave da luta entre a retidão e o mal na dispensação da igreja e ensina que os poderes malignos perderam legalmente a sua base de poder depois da primeira vinda de Cristo, e podem ser removidos rápida e individualmente, por cristãos suficientemente corajosos.
Que evidência nas Escrituras nos apresenta ele para a eliminação rápida do mal? Romanos 8:35-39 descreve-nos um cenário totalmente diferente daquele que Sherman tem em mente. Nessa seção é-nos mostrado que os cristãos estão envolvidos numa prolongada batalha, em que podem encontrar pela frente tribulações, angústia e perseguições; podem até morrer como mártires por Cristo. Mas nenhuma destas coisas pode alterar ou abalar a sua fé. Perseverar espiritualmente não quer dizer que tenham poder para derrubar fortalezas malignas na sociedade e vencer o inimigo. Significa simplesmente que, embora possam enfrentar oposição e perseguição ou ser mortos na batalha, ninguém os pode arrancar da mão de Deus. Esta promessa nem mesmo nos dá a mais leve sugestão de cristãos receberem poder para conquistar e governar o mundo. Eles são passageiros e peregrinos no iníquo mundo presente (1 Pedro 2:11; Gálatas 1:4).
A promessa feita aos 72 discípulos em Lucas 10:19, que teriam autoridade para pisar serpentes e escorpiões e sobre o inimigo, foi feita apenas para esta particular situação. Ela serviu ao mesmo fim dos sinais especiais que se seguiram à pregação dos primeiros apóstolos, como consta em Marcos 16:17-18. Os professores John F. Walvoord e Roy B. Zuck dizem no seu Comentário do Conhecimento Bíblico, pg. 196: “Estes versos mencionam cinco tipos de sinais que acompanhariam os crentes. Sinais são acontecimentos sobrenaturais demonstrativos da origem divina da mensagem apostólica (Marcos 16:20). Tais sinais autenticavam a fé proclamada pelos primeiros crentes, não a fé pessoal que qualquer deles exercia (2 Coríntios 12:12; Hebreus 2:3-4)”.
Se os cristãos fossem de fato instruidos no sentido de expulsar Satanás, e de o privar das suas bases de poder, a Bíblia por certo não teria sido tão clara ao afirmar o fato que durante esta era nós teriamos sempre de enfrentar o mal, e que a malignidade aumentaria no tempo do fim, conduzindo à grande tribulação sob a égide do dragão (Satanás), do Anticristo e do falso profeta. Satanás apenas será derrubado como governante na segunda vinda de Cristo, altura em que será encarcerado no poço sem fundo por mil anos (Apocalipse 20:1-3). Apesar destes fatos bíblicos, há muitos professores cristãos, como Dean Sherman, George Otis, Cindy Jacobs, Ted Haggard, Peter Wagner e outros, que apresentam visões diferentes. Eles têm muitos adeptos em todo o mundo.
A África do Sul também tem a sua quota nas experiências do reino-agora. Um cristão duma cidade no Cabo Ocidental, notou os seguintes incidentes: “Certo irmão veio com muita sinceridade à nossa cidade, para amarrar o diabo em nome do Senhor Jesus e por fim à sua atividade maligna. Pouco tempo depois tal irmão foi embora, mas também deixou para trás o diabo – tão livre como dantes! Outros seguiram seu exemplo, tentando mais uma vez amarrar Satanás e derrubar suas fortalezas, mas sem qualquer resultado.”
O mesmo se pode dizer
de inúmeros esforços semelhantes, por pessoas que tentaram expulsar o diabo e os seus espíritos territoriais de países como a América, a Turquia e Israel, ou de cidades como Jerusalém, Tel Aviv, Nova York, Washington, Londres e Cidade do Cabo. Caminhadas em oração sem se dar o testemunho aos perdidos são comuns, e os missionários que não participam dessas “estratégias” correm o risco de perder a sua credibilidade e apoio financeiro entre os crentes do reino-agora, que têm uma extraodinária tendência para os acontecimentos sensacionais e dramáticos.
A Bíblia promete vitória pessoal a cada crente na luta contra o diabo, mas o panorama mundial continuará a se deteriorar cada vez mais perto do fim, à medida que o pecado alastra num mundo rebelde que rejeita Cristo. Isto conduzirá à grande tribulação sob o reino do Anticristo (Mateus 24:21). Devemos travar a boa batalha da fé até à vinda de Cristo (1 Timóteo 6:12; Lucas 21:36). O Seu reino será manifestado publicamente apenas quando Ele vier como Rei dos reis – não antes disso.

Texto original - Prof. Johan Malan, Middelburg, South Africa - (http://www.bibleguidance.co.za/Portarticles/Dominionismo.htm)