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quarta-feira, 5 de maio de 2010

Aniversário de Brasilia: capital do Egito?


Mais um aniversário de Brasília está aí, "coincidindo" com outros festejos: Tiradentes, Dia do Índio, Tancredo Neves... Grandes festas e shows são sempre prometidos: Paul McCartney, Madonna, Beyoncé, Santana, U2, Roberto Carlos... mas raramente alguns desses superstars aparece. O que se tem são algumas bandas locais de qualidade musical discutível e uma ou outra atração "global". 
A cidade está "queimada" moralmente; virou sinônimo de corrução e roubalheira. Um tsunami recentemente detonou o então governador Arruda, junto com parlamentares pseudo-evangélicos, e tirou muito da animação e da badalação que em vão os autóctones tentaram divulgar. E tão logo passaram os festejos, tudo continuou na mesma. A TV mostra obras de Niemeyer. Discute-se a favelização do entorno; denunciam-se crimes ecológicos, a especulação imobiliária e a criminalidade, as drogas e a prostituição. Mas não se vê ninguém falar dos altíssimos índices de suicídios, divórcios e males psíquicos e nem do tenebroso clima espiritual que afeta a tudo e a todos nesse cerradão. Por que?
Brasília é cidade singular. Desde o início envolvida em presságios, como a mal-explicada “profecia” de um tal Dom Bosco, sua construção, para muitos estudiosos, foi orientada por mentores espirituais para ser a “Capital do Terceiro Milênio”. A planta e os edifícios evocam dos egípcios aos maias e astecas. Segundo a egiptóloga Iara Kern, tudo em Brasília está relacionado à cabala e ao tarô. Seu livro “De Akhenaton a J.K – das pirâmides a Brasília” mostra as semelhanças da capital brasileira com a antiga Akhetaton, que existiu no Egito há 3300 anos, e questiona: seriam apenas coincidências ou existe algo misterioso entre as duas cidades?
Juscelino e o faraó Akhenaton foi o nome adotado por Amenhotep IV (1375-1358 a.C.), faraó que construiu toda uma cidade em menos de quatro anos, ao substituir a técnica tradicional de grandes blocos de pedra por peças menores, de 40 cm. Akhetaton (que significa “Cidade do Horizonte de Aton”) nasceu para louvor de Aton (deus-sol), transformando em monoteísta a antiga religião egípcia. A geografia e arquitetura de Akhetaton, localizada no centro do país, são muito parecidas com as de Brasília. Como a nossa capital, era organizada em setores, em suas asas norte e sul, como uma ave voando em direção leste - figura de Íbis, uma divindade das pirâmides e dos mortos. Devido ao intenso calor e baixa umidade, foi construído o primeiro lago artificial do mundo, o lago Moeris. Muitos prédios, em forma de pirâmide, possuíam entrada por um corredor escuro no subsolo, onde as pessoas chegavam a uma área iluminada pelo sol, simbolizando a passagem das trevas em direção ao deus Sol.
Na Wikipédia há a informação de que, além de ser maçom e membro da Sociedade Rosa Cruz, JK se dizia ser a reencarnação do faraó Akhenaton, e isso o teria influenciado na construção da cidade mais egípcia fora do Egito. Há relatos de que ele pedia conselhos ao médium Chico Xavier. O ex-presidente diz em um de seus livros que, por volta de 1930 visitou Tel El Amarna, a antiga Akhetaton. Ali, “levado pela admiração que tinha por esse autocrata visionário, cuja existência quase lendária eu surpreendera através de minhas leituras em Diamantina ... vi os alicerces da que havia sido a capital do Médio Império do Egito. A cidade media 8 km de comprimento e dois de largura. À margem do Nilo, jardins verdejantes haviam sido plantados e, atrás deles, subindo a encosta de rocha, erguera-se o palácio do faraó, ladeado pelo grande templo. ... Hoje, tanto tempo percorrido, pergunto-me se essa admiração por Akhenaton, surgida na mocidade, não constituiu a chama distante e de certo modo romântica que acendeu e alimentou meu ideal, realizado na maturidade, de construir Brasília no Planalto Central” (JK, Meu caminho para Brasília, pg. 111).

Todas essas teorias atraíram místicos, sensitivos e seguidores das mais diversas seitas para a Babel que é Brasília. Até que ponto essa ênfase em ciências ocultas, numerologia e enigmas influenciariam o tal “clima pesado” da cidade? Leia e opine.
A CEB (Companhia Energética de Brasília) existe para garantir a luz de casa, a energia para ligar a televisão e esquentar o chuveiro, mandando a conta no final do mês. Sua sede, um edifício de 61 metros de altura em forma de pirâmide, traz em sua estrutura profundas semelhanças com as pirâmides mais antigas do mundo.
Enquanto a egípcia era um templo que guardava energia cósmica, o prédio da CEB simboliza o reservatório de energia elétrica. E vista do alto, o desenho da CEB revela um misterioso pássaro.
O Congresso Nacional faz parte do mistério que envolve Brasília. Sua forma de "H" simboliza o homem ereto, imortal. Duas cúpulas abrigam o plenário da Câmara e do Senado. As conchas teriam a finalidade de captar energia cósmica e telúrica, ou seja, uma recebe “energias” de cima, e outra, de baixo...
Os dois obeliscos do Templo de Luxor teriam inspirado as duas torres do Congresso Nacional?
O alinhamento entre o Congresso Nacional e os prédios ministeriais não foi apenas um detalhe de projeto. Ministros são “guardiões” do Poder e, como tais, devem posicionar-se nas laterais. As estátuas guardiãs (pequenas esfinges) teriam servido de modelo para o posicionamento dos ministérios ao longo do Eixo Monumental e com o Congresso Nacional, o “Templo do Sol e da Lua”, ao fundo?
O 21 de abril, aniversário de Brasília, é comemorado com o nascer do sol exatamente dentro do "H" do Congresso, mostrando um alinhamento astronômico minuciosamente calculado. No fim desse dia, o sol se põe no lado oposto, atrás do Memorial JK. O mesmo espetáculo acontecia no Egito, quando no aniversário do faraó, o sol nascia em cima de seu sarcófago. O de JK, inaugurado, em 1981, além de fotos e objetos pessoais de Juscelino, guarda uma câmara mortuária, um ambiente escuro e lúgubre como somente uma pirâmide poderia ter sido por dentro. O 21 de abril, aliás, é especial para a maçonaria, sendo normalmente escolhido para festejos, inauguração de lojas maçônicas e outros eventos.
Muitos que passam todos os dias pela Rodoviária "do plano" (ao lado) não percebem que a estação faz um contraponto ao “H” ereto do Congresso. Ela possui três níveis e tem a forma da letra H, mas deitado, o que representa o “Homem Mortal”, em três planos distintos: da terra, subterrâneo e aéreo. Mais uma conexão não apenas com o Egito, mas com os templos maias, que também seguiam essa cosmogonia.
O primeiro templo de alvenaria inaugurado em Brasília, em 1958, é conhecido pelo nome de “igrejinha”, entre as quadras 307 e 308 Sul. Apesar de minúsculo, suas linhas arrojadas o diferenciam das demais igrejas; mas há quem diga que tal arquitetura tem semelhança com as construções do Antigo Egito.
O site católico montfot.org, que se auto intitula “associação cultural”, afirma que “a catedral de Brasília desde seu projeto original estava destinada a ser oficialmente um templo ecumênico”. O monumento, de 40 metros de altura,  é sustentado por 16 arcos de concreto armado, circundados por um espelho d'água.  Numa estranha “coincidência”, esse número de colunas corresponde ao valor da carta “Templo” no Tarot e na cabala hebraica, reforçando a teoria de a que a obra foi concebida dentro de simbologias muito antigas. Nessa estranha igreja também há uma passagem subterrânea, que simboliza o caminho das trevas para a luz, mesmo recurso utilizado no “templo” – esse sim, “ecumênico” – da Boa Vontade, uma organização de matizes espíritas e nova-erenses.
A LBV é uma pirâmide de sete lados. Ao lado, uma estrutura faz par com os sinos da catedral. Coincidência? No topo está encravada a maior pedra de cristal do mundo. A luz do sol e a da lua traspassam a gema, “irradiando energia” sobre visitantes. No subsolo, uma “catedral dos espíritos luminosos” tem uma réplica do trono de Akhenaton, um ambiente de penumbra. Desde a sua inauguração, 21 de outubro de 1989 (dia do ecumenismo), é o monumento mais visitado da capital, segundo a Secretaria de Turismo do DF.
O maior edifício piramidal da cidade é o Teatro Nacional (foto ao lado).
Obra de Niemeyer, pode ser considerado parente próximo das mais antigas pirâmides: como na de Kéops, tem em seu interior numerosos labirintos.
Muitos vêem no traçado de Brasília um avião.
Já os ocultistas dizem que “a figura do ‘grande pássaro’ ou mesmo ‘nave’, como muitos mencionam, é moldada pela geometria do Lago Paranoá. A silhueta do lago é o forno, uma espécie de útero que cria e dá forma à nave. O ninho criador. O ‘grande pássaro da paz’, que poderia ser a garça sagrada do Nilo, o íbis (Toth, o deus da sabedoria, era representado com uma cabeça de íbis), ‘Ísis Alada’ ou o seu filho, Hórus, o ‘deus-falcão’, são diferentes denominações para um mesmo desenho no coração do Brasil” (informações retiradas de sites ocultistas disponíveis na internet, que não divulgo aqui para não dar asa a cobra).
Por mim, já enxerguei no mapa de Brasília a foice e o martelo do comunismo, o credo de Niemeyer e Lucio Costa. Aliás, há quem veja o martelo na torre do aeroporto e a foice no Memorial JK.
Muitos pastores atribuem o péssimo clima espiritual da cidade a essa mixórdia. O pr. Hudson Medeiros já comentou sobre a concentração de “deuses das nações”, que vêm no malote diplomático das embaixadas de toda a Terra. Nas redondezas ainda há o tal “Vale do Amanhecer”, uma verdadeira boca do inferno, onde se encontra de tudo, muito. Assim, a batalha espiritual é pesada, muito pesada.
Apesar de tudo, Brasília tem uma das maiores populações evangélicas do país, proporcionalmente. Uma das principais avenidas da cidade, a W3, abriga um sem-número de igrejolas, umas grandes, outras pequenas, muitas minúsculas. A maioria recém-nascidas, inventadas ontem, das revelações especiais de seus “líderes”, quase sempre “ministério do pastor fulano” ou dissidências de outras, nascidas anteontem. Muitas interessadas em que seus “levitas” e seu “louvor extravagante” gravem um DVD, com apresentação do “ministério de dança”. O objetivo é sair do aluguel de uma lojinha ao rés do chão para adquirir um terreno – não importa se legalizado ou não; outras, currais eleitorais, vendem apoio político à destra e à sinistra. Mas todas, invariavelmente, cobram o famigerado dízimo para sustento de seus “sacerdotes” (os “levitas”, curiosamente, não participam da partilha do butim...).
Na capital não se vê um fato até corriqueiro das demais cidades: crentes distribuindo folhetos evangelísticos. É raro, e quando você faz isso, as pessoas se espantam. Não estão acostumadas. Cadê os crentes? Teriam sido engolfados pelo estranho costume brasiliense dos guetos? Em Brasília é assim: há os clubes dos militares, dos funcionários da Câmara, dos funcionários do Senado, dos tribunais, dos bancários, etc. Cada um na sua. E também os dos crentes. Com o agravante de não ser um “gueto” só, mas vários, e pior, com pouco intercâmbio entre si.
Raramente se vê as igrejas unidas. As maiores parecem buscar a auto-suficiência do modelo coreano de mega-igreja, que existe por si e para si, produzindo tudo o que precisa, ou o modelo Lagoinha, que é tudo isso mais o feudalismo “de pai para filho”. Não precisam de outras congregações. Bastam a si mesmas. Quantidade inversamente proporcional à qualidade.
Uma vez por ano, acontece uma marcha. Há um certo agito, aparecem “bandas gospel” com seus shows; vendem-se camisetas, sujam-se as ruas, atrapalha-se o trânsito... mas na semana seguinte, continua tudo como dantes. Drogas, prostituição, marginalidade, homossexualismo, corrupção e os mais altos índices nacionais de depressão, suicídios e divórcios. Onde estão as conversões? Cadê os que foram libertos do misticismo baixo, grosseiro e ignorante que campeia nessa capital do país? Cadê os testemunhos?
Será que toda essa quantidade de crentes é insuficiente para “transformar a cidade”, “ganhar o Brasil para Cristo”? Seriam os poderes das trevas assim tão poderosos para brecar o poder do Evangelho? Seria “a soberba da vida” (I João 2:16) – o desejo de poder e influência – tão atraente assim para envolver políticos evangélicos em escândalos cada vez mais tenebrosos, como roubos, propinas, fraudes em licitações, e até mesmo pedofilia? Se temos proclamado há anos que “o Brasil é do Senhor”, por que a capital do Brasil, ao que parece, ainda é do usurpador?
Em Brasília, o Egito venceu Israel?
O que a Igreja precisa fazer para mudar essa história?

Trecho do livro de Iara Kern:
E se você não acredita, faça uma visita ao Espaço Lúcio Costa, na Praça dos Três Poderes. Na sala da maquete da cidade, é exibido um documentário oficial que narra todos esses fatos. Ou então procure outro livro, chamado, “Brasília Secreta”, da editora Vestcon (www.vestcon.com.br ou 0800-614399).

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