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domingo, 9 de maio de 2010

Mapeamento espiritual e espíritos territoriais

Já discutimos antes a situação de Brasília, onde é patente o “bad mojo” espiritual – possivelmente por influência de toda a carga de misticismo que cerca o lugar desde a fundação, torna-se inevitável a pergunta: isto tem a ver com espíritos territoriais? Deve a Igreja fazer o chamado mapeamento espiritual para determinar com exatidão quem são e onde estão os demônios responsáveis por essa situação, para melhor combatê-los?
No livro de C. Peter Wagner “Espíritos Territoriais”, lemos que os espíritos demoníacos ocupam determinados territórios geográficos, que podem abranger países, estados, cidades, bairros, e até casas e ruas. A idéia é que para cada região existam demônios cujo trabalho é cegar as pessoas do local, levá-las à perdição através do ocultismo, Nova Era, astrologia, satanismo, uso de pirâmides, cristais, bruxaria, macumba, etc. O segundo objetivo desses demônios seria oferecer resistência aos esforços da Igreja para entrar na área. Para isso eles cegam e oprimem os crentes.
Outro ponto interessante é o quartel general dos demônios. Peter Wagner defende a idéia de que há um local, conhecido como “trono de Satanás”, onde o líder dos demônios da região tem o seu quartel general e de onde controla os seus subordinados. Por conseguinte, a Igreja não pode progredir, crescer e evangelizar enquanto não neutralizar essas forças espirituais. Seria inútil a Igreja começar uma campanha de evangelismo numa área sem primeiro neutralizar esses espíritos territoriais entrincheirados. Primeiro teríamos que “amarrar o valente” e só depois “saquear a casa”: só assim a Igreja pode entrar, evangelizar e conquistar as pessoas para Cristo.  
A Igreja não deveria ficar na defensiva. Essa é a estratégia missionária da “Batalha Espiritual” associada ao “crescimento da Igreja”. Para eles, a reflexão sobre Efésios 6, mostrando que a Igreja já é vitoriosa e deve defender o território, é inaceitável. Segundo a “Batalha Espiritual”, temos que sair caçando Satanás, conquistando territórios, neutralizando a ação dos demônios e travar uma batalha cósmica nas regiões celestes.
De acordo com esse ponto de vista, a igreja precisa conhecer a região, estudar a história do lugar onde se deseja evangelizar, bem como as características econômicas, políticas, sociais e morais, e discernir a entidade espiritual que ali atua, amarrando-a em nome de Jesus. Assim como se pode ir para uma cidade e mapear as suas diversas localidades e os seus acidentes geográficos, pode-se também fazer um mapa das regiões celestiais. Haveria uma superposição do que está acontecendo nas regiões celestes com o que está acontecendo na terra.Segundo Wagner, nem todo mundo pode ser um guerreiro de oração, se não estiver preparado; Satanás vai devorá-lo no café da manhã. E como ninguém quer ser devorado por Satanás no café da manhã, os crentes vão em massa para o simpósio de “Batalha Espiritual” aprender com os peritos as estratégias e as táticas para enfrentar o inimigo e conquistar seus territórios. Esses peritos ensinam aos crentes os segredos de como atacar, nas regiões celestiais, essas forças espirituais.
Resumindo, o mapeamento espiritual consistiria em descobrir basicamente duas coisas:
a) onde estão localizados os demônios que controlam uma determinada região;
b) quais os nomes deles e suas características.
A idéia é que o conhecimento do nome do demônio dá poder sobre ele. Por isso tanta ênfase ao nome dos demônios. Essa idéia veio, possivelmente, do gnosticismo antigo. Os gnósticos acreditavam que quando se tinha determinado conhecimento, obtinha controle de Deus e podia ter acesso a Ele quando quisesse. Isso, portanto, é um reavivamento de certos aspectos do gnosticismo: quando se conhece o nome de um demônio tem-se autoridade sobre ele.
Radar espiritual - Quanto à questão do trono de Satanás, Wagner ensinou um método para localizá-lo e derrubá-lo. Primeiro, toma-se o mapa da região, divide-o em quadros e anda-se por eles orando em cada um deles. Na área em que a maior opressão se manifestar, onde se torna quase impossível orar, é que está a maior concentração de demônios e ali, possivelmente, estará o trono de Satanás. O que deve ser feito é a promoção de uma corrente de oração trazendo guerreiros de oração para que derrubem o trono de Satanás. Uma vez feito isso, a região estará livre e poderá ser evangelizada com sucesso. No livro “Espíritos Territoriais” há uma ilustração interessante: na fronteira do Brasil com o Uruguai, um cidadão recebeu um folheto, mas ao lê-lo, nada aconteceu. Mas quando cruzou a fronteira e entrou no Brasil, ele se converteu. Explicação: os demônios do lado do Uruguai estavam soltos, ao passo que, no lado brasileiro, eles estavam amarrados. Assim, ninguém se converte enquanto essas entidades não forem anuladas. Essa é a implicação do conceito do movimento de que todo mal existente no mundo é causado pela ação direta de um demônio. Portanto, a solução sempre seria a de atacar os demônios.
Em vários encontros, congressos e simpósios, ensina-se a fazer mapas espirituais; localizar e derrubar o trono de Satanás; orar intercessoriamente, em voz alta, determinando a queda das fortalezas; amarrar demônios pela palavra, especialmente os demônios ligados a vícios em geral, como embriaguez, uso de drogas, etc.; dar ordens diretas aos demônios, repreendê-los e mandá-los para o abismo.
Por acaso, a Bíblia nos relata Paulo escrevendo aos crentes para que fizessem um mapeamento espiritual das cidades onde moravam? Por acaso o Senhor Jesus nos ensina a descobrirmos os nomes dos demônios que oprimem uma nação, a fim de que os amarremos? Você vê Pedro em suas epístolas exortando os cristãos a descobrirem os pontos nevrálgicos de uma cidade a fim de que vençamos Satanás?
As Sagradas Escrituras em momento algum nos ensinam essas estratégias mirabolantes de batalha: em nenhum instante, o Novo Testamento nos concede respaldo teológico para o mapeamento espiritual. O Senhor Jesus Cristo, em nenhum episódio, nos orienta a mapear regiões, ou descobrir nomes de demônios e amarrá-los. O que nos cabe fazer é obedecer integralmente suas ordens pregando o Evangelho integral a toda criatura, crendo que ele é poderoso para a salvação de todo aquele que nele crê, como também para expulsar da vida dos homens toda sorte de espíritos malignos. “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado” (Mateus 29:18,19); “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16:15).

Apenas isto é o suficiente!




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