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quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Ciro ou Nabucodonosor?

Nada como um dia depois do outro, ou uns anos. Vinha eu pesquisando sobre o rei persa Ciro, quando eis que me deparo com um determinado blog de um cidadão falando sobre ele. E lá fui ler.

Mas que coisa. Escrito em outubro de 2018, poucos dias após a eleição presidencial, o artigo tentava fazer um paralelo entre o ex-capitão e Ciro – como relata a Bíblia em II Crônicas 36:22-23 e Esdras 1:1-2 – também mencionado em Isaías como “ungido” e em Daniel. 

Poucas vezes vi uma barra tão forçada. E essa balela foi comprada por muitos no meio evangélico, como se esse presidente fosse “libertar o Brasil” – do comunismo, ou sei lá do que.

Mas se formos prestar atenção a essa época da história de Israel, o paralelo mais óbvio que salta aos olhos não é o do rei Ciro, “o grande”, o rei “libertador”, mas sim outro também chamado “o grande” – Nabucodonosor meio século antes. E agora veja como faz muito mais sentido...

Assim como Ciro, Nabucodonosor conquistara Jerusalém. Mas acabam aí as semelhanças. Ciro: inteligente e fazia alianças com rivais (apesar de também ser capaz de grandes mortandades que ocorriam nas guerras daqueles tempos sombrios). Nabucodonosor: de índole violenta, pilhava, saqueava, matava e destruía todos que se lhe opusessem.

Atrocidades bem detalhadas na “História dos Judeus” de Flávio Josefo, como o general Nebuzaradã que, após a rendição, massacrou brutalmente os sobreviventes, saqueou tudo que encontrou, em especial o Templo construído por Salomão quase 500 anos antes. Nada restou, só a terra arrasada, morte, desalento e o povo sem direção.

E o que vimos três anos depois da postagem do nosso amigo acima? O país destruído pela miséria, doença e insensatez de governantes – militares, diga-se – que deixaram o povo à míngua, comendo ossos de boi, pé de galinha, arroz “quebradinho”, carcaças de frango e de peixes, restos que muitos não dariam a seus cães.

A rapina impera. Falsos profetas, como alertou Jeremias (que viveu naquela época) soltam falsas promessas de riqueza, prosperidade e tranquilidade, quando a morte se aproxima a galope.

Para terminar, digo que nestes dias do Nabucodonosor tupiniquim – não de Ciro, o “libertador” – estão sobrando Nebuzaradãs e faltando Daniéis, Misaéis, Ananias e Azarias, que foram levados ao palácio real, mas não participaram dos banquetes blasfemos de homens vis, maledicentes. Imaginem os quatro mancebos de Judá numa reunião ministerial como essa...

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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

As 7 igrejas do Apocalipse (II)

Anteriormente, falamos da doutrina dos nicolaítas, a qual vem se infiltrando na Igreja desde o primeiro século, como podemos ver a partir do alerta de Jesus às igrejas de Éfeso e Pérgamo. Em Apocalipse 2:6, 15, somos informados de que Jesus odeia os “nicolaítas” de Éfeso; o Senhor elogia aquela igreja, que também os odiava. E na igreja de Pérgamo vemos que esse pessoal também já estava alojado,  e que Jesus os odiava igualmente.
Também vimos que, numa igreja aqui bem pertinho de você, estão fazendo cerimônias estranhas, que mais se assemelham a eventos maçônicos e católicos, tal a papagaiada que arranjam com vestimentas especiais para os líderes, diáconos e outros, numa clara demonstração de diferenciação entre o “clero” (“sacerdócio”) e o povo em geral – os leigos.
Vimos que cada igreja de Apocalipse representa uma fase do Cristianismo. E que, enquanto as três primeiras não mais existem, elementos característicos das quatro últimas ainda convivem conosco: Tiatira (igreja católica, medieval, que estudaremos agora); Sardes (igreja reformada, mas formal, fria, intelectualizada); Filadélfia (igreja missionária) e Laodicéia.
Pois bem, como falamos antes, Éfeso e Pérgamo enfrentaram o problema do governo, ou controle, de uma classe sacerdotal, sobre os chamados “leigos”. Mas em Tiatira há um outro governo, e embora também identificamos ali os nicolaítas, não é como Laodicéia (a igreja onde o povo manda). Em Tiatira, quem dá as ordens é uma mulher, identificada como Jezabel.
Quem é essa Jezabel? Seria a mesma Jezabel do tempo do profeta Elias? Ou é outra com o mesmo nome? Precisamos primeiro saber quem foi a Jezabel original, pois Jesus está se referindo a alguém com as mesmas características da rainha má do tempo do profeta Elias.
Alguns cristãos, quando ouvem o nome “Jezabel”, pensam numa mulher cheia de jóias, pintada, maquiada, sedutora, atraente. Esta visão minimalista de Jezabel baseia-se em II Reis 9:30, mas a Bíblia não relata se ela vivia se embelezando. Alguns estudiosos crêem que Jezabel tenha se pintado e adornado para tentar seduzir Jeú e assim escapar ao seu destino. A Bíblia também não diz nada sobre sua beleza, mas possivelmente ela era bonita e atraente, pois o Rei Acabe, um homem poderoso e que poderia ter muitas mulheres aos seus pés, se apaixonou por ela e a tornou sua rainha. Outros chegam a afirmar que Jezabel teria sido a inventora da maquiagem, um absurdo pois a maquiagem já existia milhares de anos antes.
Uma outra corrente associa Jezabel a um “espírito” ou “demônio autoritário, que tenta exercer domínio e poder; como quando a esposa manda no marido ou no caso de “pastoras” que assumem o governo de igrejas.
Mas para destrinchar o mistério de Jezabel e por que ela é mencionada em Apocalipse precisamos buscar a personagem real, para entender a simbologia. Diz a advertência à igreja de Tiatira que “tenho contra ti que toleras a mulher Jezabel, que se diz profetisa; ela ensina e seduz os meus servos a se prostituírem e a comerem das coisas sacrificadas a ídolos; e dei-lhe tempo para que se arrependesse; e ela não quer arrepender-se da sua prostituição” (Apocalipse 2:20 e seguintes).
Quem foi Jezabel? Era filha de um rei chamado de Etbaal (“com Baal”), conf. I Reis 16:31. Segundo Flávio Josefo, Etbaal tomou o trono assassinando o antecessor, e era sacerdote de Astarte (deusa fenícia da fertilidade, também conhecida sob os nomes de Aserate ou Astaroth). Registros históricos mencionam Etbaal como rei de Tiro e Sidom (que formavam a nação dos fenícios, na região que hoje é o Líbano). O fato de Etbaal ser sacerdote de Baal e Astarte pode ter influenciado no zelo religioso da filha Jezabel, segundo alguns, tia-avó de Dido, fundadora de Cartago (citada por Virgílio na “Eneida”). Há quem diga que o nome “Jezabel” significa “montão de lixo”, mas eu discordo frontalmente dessa idéia, mesmo não entendendo de línguas antigas.
É simples. Muitos nomes fenícios terminavam com “bel” ou “bal”, referência ao deus Baal (como os heróis cartagineses Aníbal – “dádiva de Baal” – e Asdrúbal – “auxílio de Baal”, ou “Baal é meu ajudador”). Então, “Jezabel”, como nome de princesa, nunca poderia significar “lixo”, obviamente uma tentativa tosca de associá-la à impureza. Ou então, como descobri em um site de “batalha espiritual”, “o nome Jezabel significa ‘sem coabitação’... um espírito que se move de um lugar para outro, de uma geração para outra”. É óbvio que isso é forçar a barra.
Na verdade, “Jezabel” se assemelha muito a “Isabel” (no hebraico, “Izebel”, casta, pura), a forma reduzida de “Elizabeth” (no hebraico Elishebba, “dedicada a Deus” ou, segundos alguns, “Deus é meu juramento”). Portanto é bem possível que “Jezabel” seja “dedicada a Baal”, o que explicaria o seu zelo. Mas a tradução mais coerente que encontrei foi esta: “Yez-Baal, Baal é exaltado”.
A união de Acabe e Jezabel ratificou uma aliança entre Tiro e Israel, pela qual Onri (pai de Acabe) se fortaleceu (I Reis 16:16-28). Determinada e independente, Jezabel não tinha escrúpulos para conquistar os seus objetivos, como no episódio da vinha de Nabote (I Reis cap. 21). Quando o profeta Elias soube do acontecido, profetizou uma morte terrível para a rainha.
Mas até esse dia chegar, Jezabel seguiu causando danos, tanto para o reino de Israel, como para Judá (21:1-29), pois sob sua influência, o rei e o povo foram atraídos para Baal (16:31-33). A rainha não apenas adorava os seus deuses, mas combatia Jeová. Para isso, recorreu ao tesouro público para sustentar 450 profetas (ou sacerdotes) de Baal e mais 400 da deusa Aserate (a mesma Astarote dos filisteus, e Ishtar para os babilônios), que cultuavam nos bosques e comiam à sua mesa (18:19). Jezabel também construiu um templo a Baal, anexo ao palácio real. Como se sabe, as religiões semíticas envolviam não apenas práticas sexuais (ritos de fertilidade), mas também sacrifício de crianças (Jeremias 19:5), uma abominação para os israelitas fiéis a Jeová.
É possível que a imoralidade que caracterizava esses cultos (II Reis 9:22) seja um dos motivos da referência a Jezabel em Apocalipse. A vida impudica de Jezabel, que se deduz desse versículo, associou o seu nome, para sempre, à imoralidade e à prostituição, tolerância ao pecado, etc. É com esse sentido e também pelo ocultismo e falsos ensinos que Jezabel é citada em Apocalipse. Por ter sido sedutora e sem escrúpulos, todos aqueles que são maliciosos, astuciosos, vingativos e cruéis se espelham nela. Como Faraó, foi perseguidora dos santos de Deus: os sacerdotes e profetas israelitas que não foram eliminados por ela, fugiram (I Reis 18:4 e 19:2).
Sua morte está em II Reis 9:30-37. Acabe reinou 22 anos, de 874 a 853 a.C., e morreu em batalha. Seu filho (e de Jezabel) Jorão, sucedeu Ocozias, filho mais velho que reinou apenas dois anos (853-852) e morreu de um acidente banal, uma queda da sacada (II Reis 1:2, 16, 17). Jorão reinou 12 anos e foi morto por Jeú em 841 a.C., provável data da morte de Jezabel e no mesmo dia em que morreu seu neto Ocozias II, então rei de Judá (filho de Atalia). Quando a rainha soube que Jeú se aproximava do palácio, pintou os olhos e adornou a cabeça, desafiando Jeú da janela, mas por ordem dele foi atirada lá de cima e morreu na queda. Seu corpo ficou abandonado por algum tempo, sendo devorado por cães, cumprindo a profecia de Elias. Jeú ordenou que ela fosse sepultada, pois se tratava da filha de um rei. Mas os servos do palácio apenas encontraram o seu crânio, os pés e as mãos. Não há consenso se ela queria seduzir Jeú ou apenas morrer de maneira “digna”. O que é real e concreto é que, sete anos após sua morte, sua linhagem estava praticamente extinta; apenas Joás sobreviveu, graças a uma tia que o havia escondido.
Jezabel causou inúmeros prejuízos a Israel como nação, à sua família e por fim, a si mesma. Sua filha Atalia a imitou em crueldade. Dada em casamento a Jorão, rei de Judá, com a intenção de promover união entre Israel e Judá, seu filho Ocozias II foi morto no mesmo dia em que morreu sua mãe Jezabel. Quando soube da morte do filho, e vendo que Jezabel era morta, Atalia mandou matar todos os descendentes da família real, inclusive seus netos, e governou Judá sozinha durante seis anos (842-837 a.C.). Não se perca no meio dessa mortandade toda numa só família, até mesmo porque os nomes são parecidos. A Bíblia diz que Judá somente teve paz depois que Atalia morreu à espada, no seu próprio palácio. Só então, com o fim de Jezabel e a extinção de sua linhagem, o povo começou a retornar ao culto de Jeová (o único sobrevivente, Joás, filho de Ocozias II que fora escondido pela tia, mais tarde se tornou um bom rei).
Entretanto, a separação dos reinos do Sul e do Norte se aprofundou nessa época. O isolamento de Samaria levou a profundas divisões e antipatias que vararam séculos. No tempo de Jesus, os judeus (como passaram a se chamar os do reino do Sul, Judá) e os samaritanos do Norte não se bicavam.
Agora que já sabemos quem foi a Jezabel histórica, teremos condições de analisar melhor a Jezabel profética, que aparece em Apocalipse como sendo “profetisa” na igreja de Tiatira.
Mas só na próxima semana.
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Curiosidade: encontrado anel pertencente a Jezabel
A análise que confirmou a associação da rainha com o sinete, feito de opala e repleto de desenhos e inscrições, foi feita por Marjo Korpel, especialista da Universidade de Utrecht. O objeto é muito maior que os outros da mesma época e possui símbolos associados à realeza e ao sexo feminino: uma esfinge com coroa, serpentes e falcões. A tradução das inscrições revela claramente as letras [l’] yzbl. Jezabel e seu marido Acabe reinaram numa época em que o antigo reino israelita estava dividido em duas partes rivais: Judá, no sul, cuja capital era Jerusalém e cujo povo deu origem aos atuais judeus; e Israel, no norte, onde o casal governava e a capital era Samaria. O sinete parece mostrar que a rainha de fato era muito influente: ele era usado para ratificar documentos, o que significa que ela podia "despachar" por conta própria em seu palácio. (Fonte)

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sábado, 17 de abril de 2010

Prostituição

1 Veio um dos sete anjos que tinham as sete taças, e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a condenação da grande prostituta que está assentada sobre muitas águas;
2 com a qual se prostituíram os reis da terra; e os que habitam sobre a terra se embriagaram com o vinho da sua prostituição.
3 Então ele me levou em espírito a um deserto; e vi uma mulher montada numa besta cor de escarlata, que estava cheia de nomes de blasfêmia, e que tinha sete cabeças e dez chifres.
4 A mulher estava vestida de púrpura e de escarlata, e adornada de ouro, pedras preciosas e pérolas; e tinha na mão um cálice de ouro, cheio das abominações, e da imundícia da prostituição;
5 e na sua fronte estava escrito um nome simbólico: A grande Babilônia, a mãe das prostituições e das abominações da terra.
6 E vi que a mulher estava embriagada com o sangue dos santos e com o sangue dos mártires de Jesus. Quando a vi, maravilhei-me com grande admiração.


Apocalipse capítulo 17 (versos acima) diz que, num futuro próximo, haverá uma instituição que irá se relacionar de forma extremamente íntima com as esferas de poder (verso 2). A figura que a Bíblia usa para ilustrar essa relação é a da prostituta que se embebeda com os reis da terra. Até mesmo teólogos católicos, através dos séculos são praticamente unânimes em identificar no texto a igreja católica. A intimidade com o poder temporal é a prostituição do espiritual com o mundano. Essa mistura das coisas de Deus com as coisas do mundo não vem de agora; não, é muito antiga.
Quando Lutero esteve em Roma, pouco tempo antes de ser alcançado pela graça salvadora de Jesus Cristo, percebeu que Roma era tudo menos santa. “Ninguém pode imaginar pecados tão infames e os atos que são cometidos em Roma”, disse; “têm que ser vistos e ouvidos. Tanto é assim que se costuma dizer: ‘Se existe um inferno, Roma está construída sobre ele’.”
E de fato, já naquela época a fama dos padres, cardeais, bispos e até “papas” como corruptos e sedentos de poder temporal era já antiga. Os prelados da igreja eram grandes proprietários de terras, donos de exércitos, políticos poderosos; tinham milhares de servos que trabalhavam por migalhas e tratavam cada padre, bispo ou cardeal como verdadeiros semi-deuses. E como se não bastasse, esses pretensos representantes de Deus imitavam em tudo os reis da terra: também eram adúlteros, fornicadores, pedófilos e homossexuais temidos pelas pessoas de bem. Como conseqüência, em muitas paróquias as pessoas insistiam para que sacerdotes tivessem concubinas fixas, “como proteção para suas próprias famílias”.
Apenas no ano de 1499, em Norfolk, Inglaterra, de 73 acusações de crimes sexuais, 15 foram contra padres; em Rippon, 24, e em Lambeth, 9. Confessores pediam favores sexuais às suas penitentes. Muitos padres tinham concubinas. Em Roma, 6% da população da cidade era de prostitutas, a maioria a serviço do clero. "Santo" Agostinho, por exemplo, dizia que os bordéis eram uma instituição muito útil, e que se fossem fechados, a humanidade se convulsionaria.

Ivo, bispo de Chartres, França (1035-1115) relatou que as freiras do convento de Santa Fara praticavam a prostituição. Abelardo (1079-1142) descreveu um quadro semelhante a respeito dos conventos de seu tempo. O “papa” Inocêncio III declarou que o convento de Santa Ágata era um bordel cuja devassidão corrompia toda a região vizinha. Rigud, bispo de Ruão, França, fez um relatório (1249) em que mencionava um convento onde, as 36 freiras, oito eram culpadas ou suspeitas de fornicação, e a madre superiora se embriagava todas as noites. Quando o bispo foi entregar uma carta de repreensão no convento de Lincoln as freiras a atiraram em sua cabeça. (Will Durant, A Idade da Fé, p. 721).
John Bromyard, frade dominicano do século XIV, observou que “aqueles que deviam ser os pais dos pobres cobiçam as comidas requintadas e apreciam o sono matinal, gastos de glutonaria e embriaguez... as reuniões de clérigos dão a impressão de bordéis de gente lasciva”. Erasmo de Roterdam dizia que “muitos conventos pouco diferem dos bordéis públicos”. Johannes Trithemius, abade de Sponheim, escreveu em 1490 que “os três votos da religião são pouco respeitados... desprezam a pobreza, desconhecem a castidade, repudiam a obediência. O fumo de suas imundícies eleva-se pelas adjacências”. Guy Jouenneaux, enviado para reformar os mosteiros beneditinos em 1503, relatou que “monges jogam, blasfemam, usam espadas, juntam riquezas, fornicam, levam vida de bacanais, são mais mundanos que os mundanos... se eu fosse escrever tudo o que vi, o relato seria longo demais”.
Na Pomerânia, os homens do povo encorajavam os padres a terem suas próprias concubinas, como forma de proteger suas próprias esposas e filhas.
Durante o reinado de Leão X (1513-1521), que exerceu 27 ofícios eclesiásticos diferentes antes dos 13 anos de idade, e assim aprendeu que a carreira na igreja era apenas um método de ganhar dinheiro e posições, Lutero, sendo ainda sacerdote católico, viajou a Roma. Ao ver pela primeira vez a cidade, caiu ao solo dizendo “Santa Roma, te saúdo”. Pouco tempo depois, se deu conta de que Roma era tudo menos santa. Pôde ver que a iniquidade existia em todas as classes do clero. Sacerdotes contavam piadas indecentes e diziam palavrões, inclusive na missa. Lutero descreve os “papas” da época como piores em conduta do que os imperadores pagãos, e que os banquetes da corte papal eram servidos por doze mulheres nuas.
A conclusão evidente a que chegamos é que, desde que a liderança da igreja cristã perdeu o foco na Palavra de Deus, e começou a perceber que, para ser aceita deveria buscar o apoio político, começou o declínio moral e espiritual. Não por coincidência, a partir desse momento deixa-se de usar o nome cristão para adotar o de “católica”.
E por aí foi ladeira abaixo.
No fim das contas, o caráter e a moral de muitos papas nos revela que não são sucessores de Cristo e de Pedro, mas sim de um sacerdócio pagão. Não queremos dar a impressão de que todos os "papas" foram maus, mas é necessário nos referirmos aos tais para mostrar que a afirmação a respeito da “sucessão apostólica” é uma falácia. Se fosse verdadeira, significaria que todos esses indivíduos devem ser considerados infalíveis.
Maquiavel escreveu em 1413: “Se o cristianismo tivesse sido conservado segundo os preceitos do fundador, o Estado e a comunidade seriam muito mais unidos e felizes do que são. Nem pode haver maior prova de sua decadência do que o fato de que quanto mais perto estão as pessoas da igreja romana, menos religiosas são. E quem examinar os princípios sobre os quais está baseada a sua religião e vir quão diferentes são esse princípios de sua prática e aplicação, verá que sua ruína ou punição está muito próxima”. O monge Bernardino escreveu em 1420: “Muitíssimas pessoas, considerando a vida pecaminosa de monges, freiras e frades, ficam abaladas e muitas vezes, enfraquecem da fé”. (Will Durant, A Reforma, p. 13-14, 17).

Não bastassem a simonia, a ganância, a exploração dos mais pobres, a idolatria grosseira e supersticiosa, de origem pagã e demoníaca expressa na adoração a falsas relíquias, cadáveres e panos apodrecidos, agora juntam à enorme lista – nem dizemos mais que são pecados, pois isso para muitos católicos é relativo – mas sim lista de crimes contra a humanidade, mais um, ainda mais repugnante: o abuso sexual de crianças e adolescentes.
E o pior: o "sumo-pontífice" sabia de tudo, sim senhores. Como é que o chefe da Inquisição (que agora atende pelo eufemismo de "Sagrada Congregação Para a Doutrina da Fé") durante décadas não sabia de nada? Ou ele mentiu, ou então era muito incompetente.
Terminamos citando um artigo da revista Chamada da Meia Noite. 
No capítulo 7 do livro de Provérbios lemos sobre uma mulher - muito semelhante à de Apocalipse 17 - e seu ritual de sedução.:
7 Vi entre os simples, divisei entre os jovens, um mancebo falto de juízo,
8 que passava pela rua junto à esquina da mulher adúltera, e que seguia o caminho da sua casa,
9 no crepúsculo, à tarde do dia, à noite fechada e na escuridão;
10 e eis que a mulher lhe saiu ao encontro, ornada à moda das prostitutas, e astuta de coração.
11 Ela é turbulenta e obstinada; não param em casa os seus pés;
12 ora está ela pelas ruas, ora pelas praças, espreitando por todos os cantos.
13 Pegou dele, pois, e o beijou; e com semblante impudico lhe disse:
14 Sacrifícios pacíficos tenho comigo; hoje paguei os meus votos.
15 Por isso saí ao teu encontro a buscar-te diligentemente, e te achei.
16 Já cobri a minha cama de cobertas, de colchas de linho do Egito.
17 Já perfumei o meu leito com mirra, aloés e cinamomo.
18 Vem, saciemo-nos de amores até pela manhã; alegremo-nos com amores.
19 Porque meu marido não está em casa; foi fazer uma jornada ao longe;
20 um saquitel de dinheiro levou na mão; só lá para o dia da lua cheia voltará.
21 Ela o faz ceder com a multidão das suas palavras sedutoras, com as lisonjas dos seus lábios o arrasta.
22 Ele a segue logo, como boi que vai ao matadouro, e como o louco ao castigo das prisões;
23 até que uma flecha lhe atravesse o fígado, como a ave que se apressa para o laço, sem saber que está armado contra a sua vida.

São palavras que,
além de alertarem sobre o adultério literal, também se aplicam profeticamente à nossa época, caracterizada pela sedução babilônica: multidões que parecem ter perdido o rumo certo nos lembram o verso 7: “...um mancebo falto de juízo”; seguindo o engano, fazem concessões e estão próximas de “dobrar a esquina” (v. 8). Já se aproxima o crepúsculo, as trevas dos tempos finais (v. 9). O engano é grande: as vestes da meretriz escondem a astúcia no seu coração (v. 9 e 10). Usando termos religiosos (v. 14), a igreja católica parece caminhar na direção dos evangélicos, mas as religiões cristãs vão ser engolidas por ela (v. 15). E os versos 21 e 24-27 finalizam com uma séria advertência aos que ainda insistem em seguir este culto pagão muito mal disfarçado de cristianismo:

24 Agora, pois, filhos, ouvi-me, e estai atentos às palavras da minha boca.
25 Não se desvie o teu coração para os caminhos da adúltera, e não andes perdido nas suas veredas.
26 Porque ela a muitos tem feito cair feridos; e são muitíssimos os que por ela foram mortos.
27 Caminho de Seol é a sua casa, o qual desce às câmaras da morte.


DOA A QUEM DOER!

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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Uma história de sexo, terror e crimes

A intimidade com o poder
temporal é uma das formas de  prostituição do espiritual com o mundano - como anunciado em Apocalipse capítulo 17. Essa mistura das coisas de Deus com as coisas do mundo não vem de agora; não, é muito antiga.

O aspecto moral, infelizmente, é apenas uma cena pornográfica no meio desse longo filme de terror.
Durante a Idade Média surgiram anedotas como o Decameron, Heptameron, Os Contos de Canterbury etc., cujos protagonistas eram padres e freiras lascivos. Muitos papas eram tão depravados que até mesmo os que não professam nenhuma religião se escandalizavam. Devido a tamanha imoralidade, não devemos nos surpreender de que os padres não fossem melhores do que seus chefes. 
Pecados tais como adultério, sodomia, estupros, assassinatos e embriaguez vêm sendo cometidos por muitos papas através da história. Estamos conscientes de que atribuir esta classe de pecados a quem se proclama ser “santo padre”, “vigário de Cristo” e “bispo de bispos”, pode ser alarmante para alguns. Mas aquele que estuda a historia dos papas compreende claramente que muitos foram tudo, menos santos.
Sergio III (904-911 d.C.) obteve o ofício papal por meio de assassinato. Os anais da igreja de Roma falam sobre sua vida em pecado com Marozia dei Teofilatti, a quem seduzira quando ela era adolescente, e que depois lhe deu vários filhos. Marozia era filha de um senador romano com Teodora, uma prostituta.
Este Sergio foi descrito pelos historiadores Baronio e Gregorio como um “criminoso aterrorizante” e por outros escritores eclesiásticos como um “monstro”. Diz um deles: “Por sete anos ocupou a sede de são Pedro, enquanto sua concubina, imitando a rainha Semiramis, reinava na corte em pompa e luxo como nos piores dias do velho Império Romano”. Referindo-se a Teodora, diz: “Esta mulher, junto com Marozia, a prostituta do papa, encheu a sé papal com seus filhos bastardos e converteu seu palácio em um labirinto de ladrões”Após a morte de Sergio, Teodora conseguiu nomear “papa” João X, então seu amante (914). João foi assassinado em 928 por Marozia, que queria levar Leão IV à cadeira papal. Seu reinado foi breve (928-929): teve o mesmo fim quando Marozia se deu conta de que ele tinha uma amante mais imoral do que ela própria. Pouco depois conseguiu eleger seu filho e de Sergio ao trono.  Entretanto, o novo "papa" era apenas um adolescente, que tomou o nome de João XI. Durante uma briga com os inimigos de sua mãe foi encarcerado e acabou morrendo envenenado.
No ano de 995, o neto de Marozia tomou posse do trono como João XII. Este chegou a ser tão corrupto que os cardeais se viram obrigados a tomar medidas: foi julgado culpado de vários crimes, incluindo incendiar edifícios, brindar ao demônio, jogar dados, invocar ajuda do diabo, obter dinheiro por meios ilegais e cometer imoralidades. Tão vis foram seus atos que o bispo Luitprand de Cremona disse que “nenhuma mulher honesta se atrevia a sair em público, pois João não tinha respeito a elas, solteiras, casadas ou viúvas”. Levantou a ira do povo ao transformar o palácio papal em bordel público, e foi descrido pelo “Liber Pontificalis” como tendo passado toda a vida em adultério; e assim morreu, assassinado pelo marido da mulher com quem dormia.
Bonifacio VII (984-985), como seus antecessores, se manteve no cargo enquanto controlava a distribuição de dinheiro. Foi ele que fez encarcerar e assassinar João XIV, e depois incitou a multidão a arrastar-lhe o corpo pelas ruas, deixando os restos aos cães. Este Bonifacio foi classificado por Silvestre II como “um horrendo monstro que sobrepujou a todos em maldade”. Infelizmente, Silvestre não era muito melhor, já que a própria Enciclopedia Católica diz que “o povo o considerava um mago pactuado com o diabo”.
Em seguida, veio João XV (985-996) que dividiu as finanças da igreja entre seus parentes. Benedito VIII (1012-1024) comprou o cargo com chantagens. O seguinte, João XIX (1024-1033) fez o mesmo. Benedito IX (1033-1045) foi eleito com apenas 12 anos de idade, por meio de arranjos financeiros das famílias que controlavam Roma. Este papa-mirim cresceu em maldade e “cometeu homicídios e adultério em plena luz do dia”; assaltava os peregrinos nas catacumbas e por fim, foi expulso da cidade pelo próprio povo!
O campeão da corrupção foi Bonifácio VIII, retratado por Dante na sua “Divina Comédia” como sofrendo horrores nas profundezas infernais. Eleito em 1294, por meio das habituais fraudes, mandou encarcerar seu antecessor até que morresse à míngua. Seis cardeais afirmaram que ele dizia serem as leis divinas meras invencionices; que era tolice uma virgem conceber, Deus ser uma pessoa em três e haver outra vida depois desta: “é o que acredito e sustento, como aliás todo homem culto. Precisamos falar à maneira da plebe, mas pensar e acreditar de acordo com a elite”...
Outras testemunhas diziam que praticava pecados sexuais “naturais e também contrários à natureza”, e que se comunicava com as trevas por meio de feitiçarias.
No Concilio de Constança, três “papas”, e algumas vezes quatro, simultaneamente, se insultavam todos os dias, acusando-se uns aos outros de anticristos, demônios, adúlteros, sodomitas, inimigos de Deus. Um deles, João XXII (1410-1415), foi intimado a depor sobre sua conduta. Foi acusado por 37 testemunhas (bispos e sacerdotes, na maioria) de fornicação, adultério, incesto, sodomia, furto e homicídio, além de haver seduzido e violado 300 freiras. Mantinha em Bolonha um harém onde não menos de duzentas meninas haviam sido vítimas de sua luxúria. Para aumentar sua fortuna, criou impostos para tudo, incluído o jogo, a usura e a prostituição.
Por tudo isto o Concílio o declarou culpado de 54 crimes da pior categoria e o ejetou da cadeira papal; o tarado fugiu. O registro oficial do Vaticano qualquer um pode conferir, se achar que é lenda ou invenção: “Sua senhoria o papa João, cometeu perversidades com a esposa de seu irmão, incesto com santas monjas, teve relações sexuais com moças virgens, adulterou com mulheres casadas e toda classe de crimes sexuais... entregou-se completamente a dormir a outros desejos carnais, totalmente avesso à vida e aos ensinamentos de Cristo... Foi chamado publicamente de diabo encarnado”.
O “papa” Pio II (1458-1464) teve inúmeros bastardos. Falava em público sobre os métodos que usava para seduzir mulheres. Seu sucessor Paulo II (1464-1471) satisfez o desejo popular e manteve uma casa cheia de concubinas. Dizem que as jóias de sua coroa valiam mais do que um palácio inteiro. 

Sixto IV (1471-1484) nomeou cardeais vários filhos que teve com sua amante Teresa. Também nomeou oito sobrinhos, mas alguns deles eram, na verdade, seus filhos com outras mulheres. Financiou guerras vendendo posições eclesiásticas.
Inocencio VIII (1484-1942) teve dezesseis filhos com várias mulheres, e não negava que haviam sido “gerados no Vaticano”. Inovou na arrecadação de dinheiro, permitindo touradas na praça de São Pedro.
Rodrigo Borgia, vulgo Alexandre VI (1492-1503), subiu com a compra de votos. Viveu com uma mulher chamada Vanozza dei Catane, e depois com a filha dela, Rosa, com quem teve cinco filhos. No dia de sua coroação, nomeou um deles arcebispo de Valência, Espanha. Viveu em incesto publicamente com suas duas irmãs e com sua própria filha, a tristemente famosa Lucrecia Borgia, com quem se diz ter tido pelo menos um filho. Em 31 de outubro de 1501, véspera de “todos os santos”, realizou tal orgia no Vaticano que nunca se verificou igual na história da humanidade, nem no tempo dos Césares.
Paulo III (1534-1549) tinha quatro filhos; na sua coroação celebrou o batismo de seus bisnetos e nomeou sobrinhos adolescentes como cardeais; promoveu festivais com cantoras, bailarinas e bufões, e buscava ajuda de astrólogos.
Para esses homens, o poder era mais importante do que a saúde espiritual do rebanho de Deus. Lobos disfarçados, que devoram as ovelhas, dando preferência às mais novas e inocentes.

Deus tenha misericórdia!

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sábado, 11 de julho de 2009

Arqueólogo encontra prova de existência de general babilônio citado na Bíblia

A Bíblia é a Palavra do Deus Vivo, que não mente e não falha. Muitos vivem na ilusão de que há fatos na história bíblica que não foram comprovados pela ciência. Mas trata-se apenas de uma questão de tempo. A cada dia surgem provas e mais provas de que a história contada nas Escrituras é real e fiel aos acontecimentos.  
Por exemplo, um personagem até então obscuro na história era tido, até há pouco, como mito ou lenda inventada pelos escritores bíblicos. Mas recentemente um pesquisador encontrou vestígios do general babilônio Nebo-Sarsequim, citado no livro sagrado.
O professor Michael Jursa, especialista na civilização assíria da Universidade de Viena, descobriu uma pequena tabuleta de argila (foto) na qual esse general é citado, informou o Museu Britânico. Segundo a Bíblia, ele tomou parte no ataque a Jerusalém. No Livro de Jeremias39:3, encontramos o nome Nebo-Sarsequim ao lado de Nabucodonosor, o rei de Babilônia, no ataque a Jerusalém, descrito como sendo o eunuco chefe. O professor Jursa tinha uma ideia deste nome, Nabu-sharrussu-ukin, uma vez que já o tinha visto na Bíblia.
A tabuleta data de 595 a.C. e trata de uma oferenda de ouro apresentada por Sarsequim no templo principal da Babilônia, provavelmente em honra aos seus deuses. O objeto, gravado com escrita cuneiforme, a mais antiga conhecida pelo homem, é anterior à destruição de Jerusalém pelo Império da Babilônia, ocorrida em 587 a.C.
Jursa, catedrático associado da Universidade de Viena, tem estudado tabuletas no Museu Britânico desde 1991. “Ler tabuletas babilônicas é, às vezes, muito trabalhoso, mas também muito gratificante”, disse o especialista, em comunicado divulgado pelo museu.
Atualmente, apenas alguns estudiosos no mundo todo são capazes de decifrar a escrita cuneiforme, utilizada no Oriente Médio entre 3.200 a.C. e o século II d.C. O Museu Britânico conta com mais de 100 mil tabuletas com inscrições, que são revisadas pelos especialistas.
É comum encontrar evidências extra-bíblicas de pessoas mencionadas no livro. No entanto, não é muito comum encontrar referências a pessoas menos centrais.
“Esta é uma descoberta fantástica, um achado de classe mundial“, disse o doutor Finkel. “Se Nebo-Sarsequim existiu, que outras figuras menos centrais do Antigo Testamento existiram? Os relatos do Antigo Testamento são exatos e verdadeiros. Penso que isto [a descoberta] significa que toda a narrativa [de Jeremias] ganha um novo tipo de poder“, concluiu.
A ciência mais uma vez se curva à Verdade Bíblica.
DOA A QUEM DOER.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Os Magos que visitaram o Menino Jesus: quem eram, de onde vieram e como souberam que Ele havia nascido em Israel? - parte 3

Adaptado (editado e condensado) de “A Espada do Espírito” –
www.eti.com.br
Agora vamos ver que até mesmo os presentes que os magos levaram para Jesus sugerem que eles tinham estudado bem a profecia de Daniel. Considere o que eles ofereceram:
* Ouro - Daniel 9:25 diz que o Messias Ungido seria um "príncipe". O termo indica realeza, governo, nobreza. Ouro era o presente perfeito para oferecer a um rei, como um tributo.
* Incenso - Deus estipulou em Êxodo 30:34-36 que o incenso seria preparado com propósito sacrificial. Jesus Cristo foi morto no Calvário como o sacrifício perfeito que seria aceitável a Deus para tirar os pecados de todos os que o recebessem. A profecia de Daniel revela esse aspecto sacrificial? Sim! Em 9:26, Deus diz que o Messias seria "morto". E é interessante que o incenso também era usado pelos sacerdotes no serviço no templo. Portanto, esse presente de incenso também aponta para Jesus Cristo como Sumo Sacerdote, cargo que ele assumiu após sua ascensão aos céus.
* Mirra - Os judeus usavam a mirra para embalsamar os corpos nos preparativos para o enterro. Novamente, o verso citado anteriormente também deve ter dado uma indicação aos magos sobre quais presentes oferecer.
Veja que dois dos presentes que os magos ofereceram ao menino Jesus relacionavam-se com sua morte e sepultamento. A profecia dava todas as informações que os magos precisavam para escolher os presentes.
A pergunta: por que os líderes espirituais de Israel negligenciaram completamente essa profecia, enquanto que os magos pagãos estavam atentos a ela? A resposta é realmente bem simples. Vários séculos antes de Cristo nascer, os líderes judeus começaram a aceitar e a propagar dois ensinos terrivelmente errôneos. Primeiro, ensinavam que as Santas Escrituras não deveriam ser interpretadas literalmente, pois não eram totalmente inspiradas por Deus e, portanto, continham erros. Segundo, ensinavam que as profecias não deviam ser interpretadas literalmente, mas deveriam ser espiritualizadas. Os livros proféticos, como Daniel, não eram lidos mais, pois continham muitas profecias.
Alguma semelhança com alguns ensinos de hoje em dia?
Após a passagem de várias gerações, essa interpretação se solidificou, e os líderes espirituais no tempo de Jesus desconheciam completamente a profecia. Assim, "não conheceram o tempo da sua visitação".
O significado deste estudo para os dias de hoje é simples e óbvio. O mesmo ensino errôneo que nega a inspiração e a inerrância das Escrituras está sendo propagado nos dias atuais. A maioria das pessoas considera a Bíblia um livro comum, escrito por homens, manipulado e mal-traduzido, cheio de lendas e erros; não sabe que mais de trezentas profecias referentes à segunda vinda de Jesus Cristo já se cumpriram ou estão sendo cumpridas.
Essas pessoas não sabem que isso nunca ocorreu antes. Portanto, estão negligenciando e perderão a Segunda Vinda de Jesus Cristo, correndo assim grande perigo espiritual.
Jesus disse enfaticamente que aqueles que conhecem a profecias sobre Sua Segunda Vinda poderão saber quando Ele estará às portas [Mateus 24:33]. Ele também nos disse qual tipo de atitude precisamos ter ao virmos a proximidade da Sua Segunda Vinda; em Marcos 13:37, ele disse, "O que porém, vos digo, digo a todos: Vigiai". Isso significa que cada um de nós deve estar testemunhando ativamente para seus colegas de trabalho e amigos; devemos estar atentos aos eventos mundiais, e devemos ler nossas Bíblias diariamente, para que o Espírito Santo nos mantenha fiéis a Jesus Cristo, ao entrarmos nesta época de tanta enganação espiritual.
No entanto, precisamos também aplicar outro ensino que aprendemos com essa profecia das setenta semanas: Deus é meticuloso no cumprimento de todas suas profecias. Ele nos diz, "Buscai no livro do SENHOR, e lede; nenhuma destas criaturas falhará, nem uma nem outra faltará, porque a boca do Senhor o ordenou, e o seu espírito mesmo as ajuntará" [Isaías 34:16]. Nenhuma das profecias de Deus falhará, de modo que Ele nos instrui a "buscar" as profecias aplicáveis para que as conheçamos e não sejamos surpreendidos quando forem cumpridas.
Além disso, Deus cumprirá todas as profecias referentes ao fim dos tempos com a mesma precisão que demonstrou na profecia das setenta semanas; no entanto, em Sua soberana vontade, decidiu não revelar a data exata em que o Anticristo aparecerá. Mas Jesus nos disse que conheceremos a estação quando virmos o cumprimento das profecias referentes ao fim dos tempos. Neste fim dos tempos (AGORA!) já estamos vendo o cenário sendo montado para o último ato da História humana! 
Estamos muito próximos do momento em que Jesus Cristo virá buscar sua igreja para que não precisemos passar pela Tribulação. A Tribulação é a última “semana de anos” que falta para cumprir a profecia. Será um período que Jesus descreveu como os piores transtornos jamais experimentados pela Humanidade. Você pode ler o livro de Apocalipse para ter uma noção do que acontecerá a este planeta. Mas antes, o próprio Jesus Cristo virá livrar desse tormento aqueles que o receberam como Senhor e Salvador, num evento conhecido como “o Arrebatamento”, que acontecerá repentinamente, sem aviso prévio, a qualquer momento. Se você não está desejando ansiosamente o Arrebatamento, talvez seja porque ainda não tenha obtido a salvação. Abra seu coração para Jesus Cristo ainda hoje.

- Na próxima semana: Afinal, Jesus nasceu mesmo em 25 de dezembro?