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quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Ciro ou Nabucodonosor?

Nada como um dia depois do outro, ou uns anos. Vinha eu pesquisando sobre o rei persa Ciro, quando eis que me deparo com um determinado blog de um cidadão falando sobre ele. E lá fui ler.

Mas que coisa. Escrito em outubro de 2018, poucos dias após a eleição presidencial, o artigo tentava fazer um paralelo entre o ex-capitão e Ciro – como relata a Bíblia em II Crônicas 36:22-23 e Esdras 1:1-2 – também mencionado em Isaías como “ungido” e em Daniel. 

Poucas vezes vi uma barra tão forçada. E essa balela foi comprada por muitos no meio evangélico, como se esse presidente fosse “libertar o Brasil” – do comunismo, ou sei lá do que.

Mas se formos prestar atenção a essa época da história de Israel, o paralelo mais óbvio que salta aos olhos não é o do rei Ciro, “o grande”, o rei “libertador”, mas sim outro também chamado “o grande” – Nabucodonosor meio século antes. E agora veja como faz muito mais sentido...

Assim como Ciro, Nabucodonosor conquistara Jerusalém. Mas acabam aí as semelhanças. Ciro: inteligente e fazia alianças com rivais (apesar de também ser capaz de grandes mortandades que ocorriam nas guerras daqueles tempos sombrios). Nabucodonosor: de índole violenta, pilhava, saqueava, matava e destruía todos que se lhe opusessem.

Atrocidades bem detalhadas na “História dos Judeus” de Flávio Josefo, como o general Nebuzaradã que, após a rendição, massacrou brutalmente os sobreviventes, saqueou tudo que encontrou, em especial o Templo construído por Salomão quase 500 anos antes. Nada restou, só a terra arrasada, morte, desalento e o povo sem direção.

E o que vimos três anos depois da postagem do nosso amigo acima? O país destruído pela miséria, doença e insensatez de governantes – militares, diga-se – que deixaram o povo à míngua, comendo ossos de boi, pé de galinha, arroz “quebradinho”, carcaças de frango e de peixes, restos que muitos não dariam a seus cães.

A rapina impera. Falsos profetas, como alertou Jeremias (que viveu naquela época) soltam falsas promessas de riqueza, prosperidade e tranquilidade, quando a morte se aproxima a galope.

Para terminar, digo que nestes dias do Nabucodonosor tupiniquim – não de Ciro, o “libertador” – estão sobrando Nebuzaradãs e faltando Daniéis, Misaéis, Ananias e Azarias, que foram levados ao palácio real, mas não participaram dos banquetes blasfemos de homens vis, maledicentes. Imaginem os quatro mancebos de Judá numa reunião ministerial como essa...

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quinta-feira, 22 de maio de 2014

O Templo de Jerusalém está a caminho?

Na mesma época em que se comemora mais um aniversário da fundação do moderno Estado de Israel, uma notícia veiculada um mês antes lança mais um ponto de luz sobre o papel profético dessa nação no contexto dos últimos dias, e serve de alerta para a Igreja.
Sexta, 4 de abril de 2014 - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, recebeu uma carta assinada por um grupo de rabinos ligados ao grupo “National Religious”, defendendo a construção de uma sinagoga no lugar mais sagrado do judaísmo: o Monte do Templo, atualmente ocupado por mesquitas islâmicas. O grupo que assinou a carta é bastante variado e representativo, pois inclui rabinos das facções religiosas conservadoras, grupos liberais e religiosos sionistas, bem como professores, educadores e profissionais. O Monte do Templo é um lugar singular para a oração” - afirma a carta. “Como primeiro-ministro, pedimos-lhe que faça o que for necessário para estabelecer um lugar de oração para judeus no Monte do Templo, de uma forma respeitável e pacífica, que honre o lugar sagrado pelo qual todos nós ansiamos”. O documento foi preparado e enviado pela organização Amutat Yishai, que apoia a construção de uma sinagoga numa localização específica do Monte do Templo, à qual muitos rabinos concordam que os judeus possam ter acesso e ali possam orar. Os judeus que atualmente sobem à esplanada do Monte do Templo têm permissão de acesso restrito e devem aderir a certas restrições ligadas aos rituais de purificação; por isso uma grande parte do recinto é proibida aos judeus. No entanto, muitos rabinos concordam com os historiadores ao alegar que certas áreas do Monte do Templo não estavam incluídas nas delineações da área do Templo Santo, permitindo assim tais visitas - mesmo em estado de impureza ritual - desde que fossem providenciadas no local facilidades para o ritual da imersão e que outras disposições fossem também cumpridas.
Os grupos muçulmanos, incluindo o Waqf Islâmico (entidade que supervisiona os santuários muçulmanos sobre o Monte do Templo), opõem-se ferozmente a qualquer forma de presença judaica no local. e de forma a evitar conflitos, as autoridades israelitas simplesmente proibiram os judeus de orar no local.
A maioria dos estudiosos judeus partilha a crença de que é necessária a construção de um terceiro Templo no local. Várias posições têm sido adiantadas acerca da exata localização do mesmo - um dos pontos de vista é vê-lo construído ao lado do Domo da Rocha. Outras opiniões defendem a remoção do Domo da Rocha, para dar lugar ao Templo. Cada um das perspectivas parece no entanto conduzir ambos os lados a uma contagem decrescente para um confronto. Em outubro de 2013, o jornal Tehran Times relatou que um porta voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã denunciara um plano israelita para construir uma sinagoga perto da mesquita al-Aqsa, apelando à comunidade internacional para prevenir mais “conspurcação” do Monte do Templo. Durante um discurso, Ismail Haniyeh, primeiro-ministro do Hamas, condenou os esforços israelitas para “judaizar” Jerusalém, encorajando todos os palestinos para agirem contra as alegadas “medidas expansionistas” de Israel. Entretanto o jornal “The Jerusalem Post” publicu o seguinte comentário: “O estado das coisas no Monte do Templo é intolerável e insustentável. Liberdades básicas como o direito ao culto e à livre expressão estão sendo espezinhadas, e os judeus são sujeitos a discriminações desconhecidas em qualquer outra parte do mundo ocidental num lugar de tal significado profundo para a História e destino dos judeus”.
Michael Freund, autor do artigo no jornal israelita, tinha conduzido um tour pelo Monte do Templo com mais de 50 judeus oriundos da sinagoga Raanan Ohel Ari, e assinalou o seguinte. “...foi deprimente ver até que ponto o governo israelita cede às ameaças de instabilidade árabe à custa dos seus próprios cidadãos e dos seus direitos básicos”. Freund fornece exemplos de claros precedentes históricos de quando os direitos dos judeus eram respeitados, especialmente durante períodos em que o Monte do Templo se encontrava sob controle muçulmano. Um desses casos mostra uma sinagoga e um lugar de estudos judaicos funcionando no Monte do Templo onde os judeus podiam ir orar em liberdade por mais de quatrocentos anos, depois que o califa Omar conquistou a Terra de Israel em 633-4 d.C. 
Não é por falta de espaço. Isso foi confirmado pelo rabino Abraham bar Chiya HaNassi, grande líder e autoridade rabínica espanhola do século 12, que escreveu no livro “Megilat Megaleh” que, “no início, depois de os romanos terem destruído o Templo, Israel não foi impedido de subir lá e orar, e da mesma forma os reis de Ismael estabeleceram um costume beneficente e permitiram a Israel subir ao Monte do Templo e construir uma casa de oração e estudo”. O rabino ainda acrescentou que “todos os exilados de Israel que viviam perto do Monte do Templo subiam nos festivais e feriados e oravam ali”
Comentários - Longe dos tons alarmistas, como ameaça de guerra e aumento de tensão entre os atores envolvidos, o que precisamos extrair desses fatos é o seguinte:
- a Bíblia diz que no futuro haverá um templo judaico em Jerusalém: “o dia do Senhor [isto é, a volta de Jesus a esta Terra] [...] não sucederá sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem do pecado, o filho da perdição, aquele que se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, de sorte que se assenta no santuário de Deus, apresentando-se como Deus” (II Tessalonicenses 2:2-4). Isto é, imediatamente antes da volta do Senhor se levantará um “anticristo” que desejará se assentar no local sagrado de adoração dos judeus, para receber o que é devido somente a Deus. Esse local é o Templo de Jerusalém.
- podemos ter certeza total sobre esse Templo reconstruído sobre o lugar sagrado. Embora a construção de um Templo não seja um pré-requisito para o início do período da Tribulação, as Escrituras apontam para a construção de um Templo e início da adoração no local, antes do meio desse período. Quando os discípulos de Jesus Lhe perguntaram acerca da “consumação do século”, Ele avisou as gerações futuras que vivessem em Jerusalém no Seu discurso profético para estarem conscientes da proximidade do “abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo” (Mateus 24:15).
- o Livro de Daniel (capítulos 11 e 12) avisa que os anos finais conducentes ao estabelecimento do Reino de Deus na terra produziriam um líder político (o Anticristo) que confirmará uma aliança de paz com Israel por 7 anos. A meio desse tempo, o Anticristo fará cessar os sacrifícios no Templo, voltar-se-á contra Israel, e exaltar-se-á como deus, selando aí o seu destino final - eterna e permanente separação de Deus no lago de fogo (Apocalipse 20:10).
- no entanto, poderá a construção de uma sinagoga no Monte do Templo e o restabelecimento do direito dos judeus a orar ali ser a pedra basilar para a construção de alguma tolerância e respeito mútuo entre judeus e árabes? Por mais que ambas as partes relutem diante de tal possibilidade, seria necessária uma mudança de atitude para um acordo que, em última análise, dará lugar à construção do Templo. Há quem já especule que o atual processo de paz poderá conduzir a um entendimento nesse sentido. Se não se chegar a um acordo diplomático, talvez então a guerra venha a conseguir o resultado desejado.
- o fato de Israel ter sido restabelecido como nação em 1948, de Jerusalém ter sido reconquistada em 1967 e de os judeus estarem fazendo esforços cada vez mais significativos para a construção do templo, demonstra que estamos chegando perto do fim da atual era da Igreja e do início da Tribulação. O cenário divino para o fim dos tempos está tomando forma e o centro das atenções é a reconstrução do templo em Jerusalém. A mão de Deus está agindo.
E por todas essas razões é que não se deve dar mais atenção a uma jogada de marketing que está em curso, que é um edifício que alguns desavisados têm como réplica do templo de Salomão, na cidade de São Paulo. Uma análise simples nos revela que:
- é inspirado no templo de Herodes, e não no “de Salomão”.
- não segue, como alegam, as medidas bíblicas, pois é megalomaníaco e muito maior do que o aquele que havia em Jerusalém.
- não se trata de um templo propriamente dito, mas de uma atração turística e uma fonte de renda para seus administradores.
- e mesmo que fosse um templo de verdade, seria desnecessário, pois “Deus não habita em templos feitos por mãos humanas” (Atos 7:48).
O único templo que tem alguma relevância para nós, hoje, é aquele que ainda está por ser construído em Jerusalém, porque será um sinal do cumprimento das profecias.
Maranatha!

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sábado, 3 de novembro de 2012

A invasão de Israel (5) final

Nas últimas semanas, estudamos as profecias de Ezequiel, que deixam claro que, num futuro próximo, a situação do Oriente Médio, longe de se resolver por meios pacíficos, será agravada. O autor Bill Salus, em seu livro “Israelestina: Os Antigos Planos para o Futuro do Oriente Médio”, mostra que há três ataques contra Israel programados na agenda dos tempos finais: primeiro, o evento descrito no Salmo 83 (a guerra árabe-israelense), seguido prontamente por Ezequiel 38-39 (a invasão russo-persa/iraniana) e finalmente a campanha do Armagedom. Ele alerta que esses acontecimentos estão às portas, posicionados como pedras de dominó enfileiradas: basta a deflagração de um único movimento e toda a seqüência ocorrerá rapidamente.

Bill Salus entende que isso ocorrerá durante a Tribulação, após o arrebatamento; eu, porém, discordo. Na minha modesta opinião, esses fatos todos – a destruição de Damasco, a invasão de Israel por nações lideradas pela Rússia e a derrota dessas forças em território israelense – podem muito bem ocorrer antes da Tribulação. Somente a batalha de Armagedom será mais tarde, no fim da Tribulação.
Veja a seqüência que imaginei:
1 – Tensão entre Israel e Síria, talvez por causa da interferência síria no assunto de Gaza, na autonomia dos palestinos ou para tirar a atenção internacional dos protestos internos – não importa o motivo, mas sim que essa tensão desgringola e surge o conflito armado;
2 – Damasco é destruída pelas forças israelenses;
3 – Países islâmicos clamam à Rússia por socorro, invocando os termos de um tratado de proteção mútua;
4 – A coalizão de nações invade Israel (Rússia, Turquia, Líbia, um ou mais países da Europa Oriental, Etiópia, talvez incluindo tropas do Sudão, e evidentemente o Irã – a oportunidade por que Ahmadinejad tanto esperou!), mas é derrotada de forma sobrenatural. A destruição das forças invasoras é tão completa que Israel leva sete meses para enterrar os soldados mortos no conflito, e as armas recolhidas como despojo servirão como combustível por sete anos! Veja Ezequiel 39:9.
5 – Isto força a comunidade internacional a assinar um acordo de paz com Israel, resolvendo de vez a questão do Oriente Médio. Talvez surja desse acordo (que dá início ao período da Tribulação) uma permissão para Israel reconstruir seu Templo. Esse acordo tem três pontos importantes:
(a) provavelmente será assinado pelo líder mundial preconizado nas profecias como “o Anticristo”;
(b) dá início ao período da Tribulação;
(c) será quebrado unilateralmente pelo Anticristo três anos e meio depois, revelando aos judeus que aquele em quem depositaram sua confiança os traiu, e o verdadeiro Messias de Israel é Jesus de Nazaré, a quem traspassaram. É nesse ponto que o Anticristo resolve se assentar no Templo como se fosse Deus ( II Tessalonicenses 2:4) e passa a perseguir os judeus de uma forma nunca vista na História da Humanidade (Mateus 24:15-30). Aprenda que esses eventos descrevem a situação de Israel, não da Igreja, que a esta altura já terá sido arrebatada.  
Nota – há controvérsias quanto à duração da tribulação, geralmente aceita como sete anos; entretanto, Hal Lindsey (em seu famoso livro “O Futuro Glorioso do Planeta Terra”), diz que ela pode durar até 10 anos, pois entende que são muitos os eventos descritos em Apocalipse e que não caberiam em “apenas 7 anos”. Por muito tempo eu fui adepto da teoria dos 7 anos (de acordo com a visão dispensacionalista que atrela a tribulação à última semana de Daniel, cf. Dn 9:24-27). Mas recentemente tenho pensado muito no fato de que em Apocalipse não há menção a “7 anos”, mas sim a 3 anos e meio (confira com Apocalipse 11:2-3; 12:6 e 13:5, e também com Tiago 5:17). A tribulação de 3 anos e meio se harmoniza melhor com Daniel 9:27 se entendermos que o sacrifício já cessou com a morte vicária de Jesus, e a primeira metade da “última semana” já se cumpriu.
Isto me fez imaginar que talvez não esteja correta a divisão dispensacionalista da tribulação em duas partes, a primeira sendo “a tribulação” e a segunda a “grande tribulação”. Porém, se entendermos que o sacrifício de que fala Daniel é no novo templo judeu restaurado e é interrompido pelo Anticristo, aí cabe melhor a visão dos 7 anos divididos em dois períodos de 3 e meio cada.
Mas isso é assunto para outra hora e pretendo detalhar melhor em outra ocasião. Prossigamos:
6 – Em algum momento antes da assinatura desse tal acordo se dará o Arrebatamento, quando poucos estiverem esperando o soar da trombeta, e a maioria ligada apenas nos acontecimentos políticos. Então muitos ficarão aliviados ao ver que finalmente a humanidade resolveu o eterno conflito do Oriente Médio e alcançou a tão desejada “paz mundial”. Surgiu por fim um líder que é a resposta para os problemas do mundo! Ledo engano! Aí é que o negócio vai ferver, e muitos serão deixados para trás num piscar de olhos (Mateus 24:40-41). Veja se isto está de acordo com I Tessalonicenses 5:3-6.
Este é o meu entendimento.
Tim LaHaye, autor da série de sucesso “Deixados Para Trás”, em seu livro “Estamos Vivendo Os Últimos Dias?” opina que a invasão de Israel pelas nações coligadas acontecerá vários anos antes da Tribulação, mas nada diz sobre o episódio sírio. Em todo caso, há algumas divergências menores, mas todos os estudiosos concordam em quase tudo: o cenário no Oriente Médio ficará cada vez mais complicado e sombrio; Israel perderá o ultimo resto de apoio que ainda tem de outras nações e da opinião pública; haverá uma intervenção sobrenatural de Deus e o povo judeu será preservado. Salus discorda, mas a maioria dos estudos indica que isso tudo, menos Armagedom, ocorrerá antes da Tribulação. A famosa batalha do Armagedom não será nessa época, mas sim no final do período da Tribulação, em outro contexto.
A propósito do isolamento crescente de Israel, veja esta notícia. Precisamos fazer como John Wesley, que gostava de ler os jornais para “saber o que Deus anda fazendo pelo mundo afora”! Você pode estar se perguntando por que não falei do Irã (Pérsia) e da Turquia (Togarma), que são dois países diretamente envolvidos na futura invasão a Israel. É proposital: como essas duas nações estão constantemente na mídia, deixo para você observar nos jornais o que ocorre com turcos e iranianos, o que dizem e fazem seus governantes, e descobrir por si mesmo se eles se aproximam – ou não – da profecia há muito anunciada. Sobre o Irã, já escrevi alguma coisa aqui, aqui e aqui.
Agora mesmo, depois da derrubada de Hosni Mubarak e do trágico fim de Muammar Khaddafi, paralelamente ao agravamento da cena síria, é importante ficar de olho no Oriente Médio, porque não se sabe que tipos de governo surgirão dessa “primavera árabe”, a não ser que muito provavelmente continuarão tão hostis a Israel como sempre foram.
Arno Froese, em artigo publicado na revista “Notícias de Israel” de setembro de 2000, esclarece que o conflito árabe-israelense não pode ser resolvido por diplomatas, nem pelos Estados Unidos, nem pela Europa e nem pela ONU. Apenas o próprio Senhor Jesus, o Príncipe da Paz, haverá de consegui-lo, pois Ele pagou o preço pela paz. Ele sozinho é capaz de promover a reconciliação entre árabes e judeus, parentes de sangue (pois ambos os povos descendem de Abraão); não se trata da paz elaborada por políticos num pedaço de papel, nem daquela que emerge de ensangüentados campos de batalha, mas sim da paz que Ele ordenará com base em Suas palavras:
“Está consumado”! Essas palavras estão seladas com Seu sangue eternamente eficaz. O verdadeiro preço pela paz já foi pago por completo!
Quando os judeus finalmente enxergarem Jesus como Aquele a quem traspassaram e O reconhecerem como Salvador do mundo, o Messias de Israel, isto não mais ficará em segredo, mas também atingirá todas as nações ao redor. Deus, então, fará cumprir todas as promessas que deu aos filhos de Abraão, judeus e árabes! O profeta Isaías previu o poder unificador do Senhor há mais de 2.700 anos:
“Naquele dia, haverá estrada do Egito até à Assíria, os assírios irão ao Egito, e os egípcios, à Assíria; e os egípcios adorarão com os assírios. Naquele dia, Israel será o terceiro com os egípcios e os assírios, uma bênção no meio da terra; porque o SENHOR dos Exércitos os abençoará, dizendo: Bendito seja o Egito, meu povo, e a Assíria, obra de minhas mãos, e Israel, minha herança”.

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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Templo de Salomão ou de Herodes?

A Igreja precisa disto?
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Chama a atenção o absurdo dessa proposta: a construção do que a Igreja Universal chama de "Templo de Salomão", em São Paulo. Segundo informações do blog do líder da denominação, “bispo” Edir Macedo (http://bispomacedo.com.br/2010/07/15/projeto-do-templo-da-iurd/), o edifício é uma ‘mega-igreja’ para 10.000 pessoas, com 126 metros de comprimento e 104 metros de largura, mais do que um campo de futebol e do que o maior templo católico da cidade, a Catedral da Sé. A altura de 55 metros é quase o dobro do Cristo Redentor, no Rio. Para mais detalhes, veja no endereço do blog. Entretanto, alguns absurdos saltam aos olhos de quem tem olhos para enxergar.
Pedras de Israel – Diz o “bispo” que “Nós queremos que as pessoas tenham um lugar bonito par buscar a Deus e também a oportunidade de tocar nessas pedras e fazer orações nelas”.
A "arca da aliança" - colocada sobre o altar com o objetivo de proporcionar um efeito tridimensional, que, quando aberta, poderá ser observada totalmente em seu interior e também refletirá no batistério, criando a sensação, durante o batismo, de que a pessoa estará se batizando dentro da Arca.
Altar - ladeado por duas colunas chamadas Joaquim e Boaz (sic), com doze pedras representando as tribos de Israel.
Justificativas e explicações não faltam. Escolas bíblicas para 1,3 mil crianças, estúdios de tevê e rádio, auditórios, estacionamento para mais de mil carros, e ecologicamente correto, não é “apenas um templo”: Macedo aposta que o local se tornará um ponto turístico e cultural, que atrairá pessoas do mundo todo. Ou seja, todo investimento tem que ter retorno.
Veja mais uma vez o vídeo que mostra como ficará esse prédio:


Qualquer pessoa que já tenha lido a Bíblia algum dia sabe que Davi desejava erguer um templo, pois até sua época a Arca da Aliança era abrigada pelo Tabernáculo, uma estrutura móvel que podia ser transportada para praticamente qualquer lugar. Caberia uma reflexão? Será que o desejo de Deus não seria, talvez, mostrar a Seu povo que Ele não poderia estar restrito a um lugar físico? Os teólogos que nos respondam. O fato concreto é que Deus não permitiu que Davi realizasse essa obra, mas sim Salomão. Lemos em II Crônicas a descrição do edifício. E aí começamos a perceber que esse prédio da IURD não é, como se afirma, uma réplica do templo “de Salomão”; ele é, na verdade, cópia do templo “de Herodes”, mandado construir pelo sanguinário governante dos tempos de Jesus, 800 anos depois do “de Salomão”, e completamente diferente do primeiro.

Uma pesquisa relativamente simples nos mostrará que o projeto não tem nada a ver com o templo “de Salomão”. Falta de informação? Ou divulgação deliberadamente equivocada? “Templo de Salomão” soa bem melhor do que “Templo de Herodes”, convenhamos.
O autor do projeto da IURD é o arquiteto Rogério Silva de Araújo, que, segundo se veiculou, acredita ter seguido à risca as instruções divinas para a construção do Templo. Pura falácia. Segundo a Wikipédia, o templo [de Salomão] tinha uma planta muito similar à tenda ou tabernáculo que anteriormente servia de centro da adoração ao Deus de Israel. A diferença residia nas dimensões internas do Santo Lugar e do Santo dos Santos ou Santíssimo Lugar, sendo maiores do que as do Tabernáculo. O Santo tinha 60 côvados (27 m) de comprimento, 20 côvados (8,9 m) de largura e, evidentemente, 30 côvados (13,4 m) de altura. (I Reis 6:2) O Santo dos Santos, ou Santíssimo, era um cubo de 20 côvados de lado. (I Reis 6:20; II Crônicas 3:8)(http://pt.wikipedia.org/wiki/Templo_de_Salomão). Assim, vemos que o tamanho exagerado do novo prédio já configura um desejo de se sobrepor a outras edificações. Em outras palavras, o sujeito não "seguiu à risca" as determinações bíblicas, mas fez um projeot muito, mas muito maior. Ele acha que o projeto de Deus era pequeno demais, tímido demais, mixuruca demais. O dele é maior, mais glorioso, mais moderno. Coisa do Homem. Carne. Sistema "mundo", kosmos.
Minha modesta opinião é de que não necessitamos de templos, pois nesta dispensação o templo de Deus é o nosso corpo, onde habita o Espírito Santo, cf. I Coríntios 6:19. Deus não habita em templos humanos, como lemos em Atos 7:48-54: mas o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens, como diz o profeta: O céu é meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés. Que casa me edificareis, diz o Senhor, ou qual o lugar do meu repouso? Não fez, porventura, a minha mão todas estas coisas? Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo; como o fizeram os vossos pais, assim também vós… Ouvindo eles isto, enfureciam-se em seus corações, e rangiam os dentes...
Infelizmente, parece que exigir esse entendimento hoje em dia já é um pouco demais… não se sabe diferenciar nem o Velho Testamento do Novo! A IURD, por exemplo, vem há anos apresentando um "evangelho" baseado em fórmulas, amuletos, objetos, copos de água, vale do sal, jogar pedras em gigantes, enfim, repleto de inovações estranhas ao Evangelho genuíno. Outras "igrejas", embora rejeitem parte desse misticismo, misturam elementos do culto judaico, que não mais se aplicam à presente dispensação. Vemos hoje reuniões com levitas, sacerdotes, dízimos, ofertas “alçadas”, “de primícias”, toque de shofar, unção com óleo de diversas procedências e finalidades, até mesmo para “ungir pastores” (a Bíblia ensina que pastor se consagra com imposição de mãos e não com unção com óleo – esta é apenas para enfermos); de modo que até patriarca já tem na igreja evangélica.
Experimentemos tirar todas essas coisas da IURD e outras "igrejas", para ver quem fica e quem sai. Quem desiste da caminhada. Seria ou não um culto com base em elementos externos, sensoriais? Pedras de Israel, Arca da Aliança, e até mesmo o véu que Jesus rasgou! A cristandade como um todo vive hoje no estado de Laodicéia, a última carta de Apocalipse. Rica e abastada – mas o Senhor está à porta, do lado de fora.
Quem tem o Espírito de Deus possui também a mente de Cristo, e com ela o entendimento para diferenciar o Velho do Novo Testamento. No Evangelho cristão não há espaço para templos, dízimos, levitas, sacerdotes, rosa ungida, vale do sal, copo de água benta, vuvuzela de Josué; não há mais a arca nem véu! Nunca houve correntes de sete semanas, peregrinações a Israel, queima de papéis no monte, banho de sete águas, toque de shofar. Não vemos nenhum desses ensinos nos Evangelhos, nas cartas dos Apóstolos (os verdadeiros, não os modernos). É tudo invenção humana! O Evangelho da Nova Aliança não combina com essas coisas. Isso tudo ou é herança do judaísmo ou da umbanda. Evangelho estranho, ou seja: heresia. Voltemos ao Evangelho, mas ao Evangelho puro, sem mistura, sem inovações humanas.
Esse “templo” da IURD nem mesmo é uma igreja: é um ponto turístico, uma atração urbana, uma curiosidade; portanto, um empreendimento comercial, e com isso o cristão não pode concordar. A megalomania tem que ter limites: um dia é superar a Rede Globo, depois a Catedral da Sé ou o Cristo Redentor... chega!
Precisamos de uma nova reforma, que venha abolir todas essas baboseiras. Foi contra essas coisas que homens como Lutero, Calvino, Melanchton, Huss, Wycliffe e muitos outros deram a vida. Homens dos quais, infelizmente, pouco se fala hoje em dia.
Gálatas 1:6 –
Estou admirado de que tão depressa estejais desertando daquele que vos chamou na graça de Cristo, para outro evangelho.
Colossenses 2:8 –
Tendo cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo.

PS.: as colunas do templo de Salomão se chamavam “Jaquim e Boaz”, e não “Joaquim e Boaz” (II Crônicas 3:17). Mas... exigir esse entendimento hoje em dia já é um pouco demais…

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