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domingo, 13 de julho de 2014

Ainda bem que Jesus não voltou

Ainda bem.
Eu teria ficado para trás, porque me distraí vendo todos os jogos de futebol que pude. Afinal, é empolgante assistir a toda a movimentação das torcidas antes, durante e depois dos jogos; ver os comentários dos mais abalizados jornalistas esportivos, e os palpites dos zé-manés que passavam pela rua, doidos para aparecer na televisão. Os vitoriosos comemorando e os derrotados chorando. A torcida aplaudindo e a torcida vaiando. Ah, sim, e também as análises dos entendidos depois, até tarde da noite, as resenhas, os replays dos lances mais perigosos, das faltas mais violentas,dos gols mais bonitos, das falhas mais clamorosas, dos impedimentos não marcados e dos penalties duvidosos, dos closes nos torcedores mais exaltados... ainda bem. Eu nem teria percebido que Jesus voltara.
Ainda bem que a trombeta não soou nesses últimos dias (eu acho). Eu não teria ouvido, pois estava muito ocupado discutindo a situação política do país. Eu precisava convencer os meus conhecidos de que a minha opção política é a melhor, e que eu sei a solução para todos os problemas. É claro que eu sei o nome de todos os corruptos, sei como resolver a questão da Educação, da Saúde, dos Transportes e da inflação. Eu tenho a solução para a crise econômica! É muito simples! Não sei como as pessoas ainda não sabem, por isso precisei gastar horas e horas em debates intermináveis explicando quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha. Fiquei aliviado quando me dei conta de que a trombeta ainda permanecia silenciosa (acho).
Respirei mais calmo quando pensei que o arrebatamento da Igreja não aconteceu nessas últimas semanas. Eu teria perdido o momento, pois precisava atualizar meus e-mails, meus posts no Facebook e no Twitter, e ver as mais recentes piadinhas da web e do WhatsApp. Precisava ver os últimos vídeos de gente idiota escorregando na rua, caindo na praia, capotando de balanços e escorregadores nos parques de diversão, e rir das pegadinhas mais bestas que se pode imaginar. Eu tinha que saber quais eram os memes da hora. Não podia correr o risco de ficar “por fora”, senão o que diriam os meus amigos?
Eu achei bom que o dia do retorno de Jesus a esta Terra ainda não chegou, porque eu teria perdido. É que eu precisava assistir aos últimos capítulos da novela. Sabe como é, o pessoal fala que é coisa do diabo e coisa e tal, mas se eu não sei o que as pessoas estão vendo e comentando, como posso interagir com elas? Como poderia haver melhor razão para iniciar um assunto do que o capítulo de ontem? É só fazer de conta que não tinha nenhuma cena de traição, de violência gratuita, ou de beijo gay. A gente passa por cima dessas coisas secundárias. O que importa é ter o que conversar com os outros.
Ainda bem que Jesus ainda não voltou, pois eu precisava assistir aquele DVD com o show gospel daqueles levitas adoradores que mandam a gente tirar o pé do chão e depois botar a cara no chão. É muita unção! Só de assistir ao vídeo a gente fica todo suado. Dizem que antigamente, na adoração a gente ficava arrepiado, mas agora são outros tempos... e também precisei ver aquele filme de super-heróis que há muito tempo anunciavam que ia estrear. Durante aquelas horas diante da telona pude descansar um pouco e me divertir com as aventuras rocambolescas e completamente fantasiosas, sem me importar em imaginar que, em sendo arrebatado aos céus, veria coisas muito além de qualquer imaginação humana. Se bem que naquela nova série de TV também apareceram algumas cenas tão cheias de efeitos especiais que nem sei se é possível haver algo mais esplendoroso.
Espero que Jesus ainda demore a voltar, pois ainda quero ir àquele show gospel, daquele cantor famoso que, aliás, estava no jogo do Brasil, ele até apareceu na televisão no meio da torcida, com camisa amarela e tudo. Ainda bem que ele não é daqueles antiquados que diziam que não deveríamos nos envolver com futebol. Imagina só... tantos jogadores e ex-jogadores que quando fazem gol levantam a mão para o céu... por isso eu quero ir no show gospel daquele cantor, ainda mais se for no estádio de futebol. Tudo bem que depois que o Brasil perdeu ele apagou de seu site as próprias fotos do dia do jogo e passou a falar que devemos orar por Israel, mas se ele vai ao estádio eu também posso.
Eu fiquei sossegado ao perceber que Jesus não havia voltado durante estes dias. Assim eu tive bastante tempo para postar nas redes sociais muitos selfies, como quando fui naquele restaurante bacana, e tirei foto da comida antes de partir para cima do prato. Todos os meus amigos viram, mas sei que alguns ficaram com inveja e não curtiram. Acho até que vou apagá-los da minha lista. Realmente são invejosos pois não custa nada dar um joinha nas fotos de sorvetes, bolos, cachorro-quente, sanduíche e até macarronada que eu posto! Tudo bem que foram muitos, mas o que é que tem? Achei que havia algo de errado e quando postei alguns versículos ninguém nem gostou. 
Por isso mudei de foco e retransmiti várias fotos de gatinhos e de paisagens com por-do-sol, praias e montanhas, flores e jardins com mensagens de auto-ajuda: aí sim, dessas o pessoal gostou... nem ligaram se são mensagens de Gandhi, do “papa”, de “madre” Tereza, de “são” Nicolau, de Lênin, de Jorge Amado, Dorival Caymmi, Zé Cabaleiro ou de Alan Kardec... e algumas que eu mesmo inventei.
Ainda bem que Jesus não voltou enquanto eu pensava nessas coisas. Eu não teria forças nem para ver o que estava acontecendo, porque ainda estou cansado da festa junina que teve na minha igreja. Tudo para Jesus, é claro.
Havia bandeirinhas enfeitando tudo, todo mundo usava calça remendada e camisa xadrez! Só cantamos o louvorzão em ritmo de forró e country. A adoração atingiu o ápice quando todo mundo dançou em roda, em volta de uma fogueira de mentirinha, feita de papel celofane e cartolina. E no final do culto todos comeram canjica, pipoca, milho assado e pamonha. Não houve tempo para pregação nem evangelização, e ninguém se decidiu ao lado de Jesus, mas no nosso coração temos certeza de que foi tudo feito para glória de Deus e para manter os jovens na igreja. Mesmo que por trás de tudo estivessem as festas de “são” João.
Estou feliz de que Jesus não tenha aparecido nas nuvens ainda. Não tenho tido tempo de ler a Bíblia, nem de estudar o que Ele falou sobre o fim dos tempos. Não tenho paciência para ler livros cristãos: eles são muito profundos e me fazem pensar demais. Eles me deixam preocupado. Eles vivem me cobrando mais responsabilidade, mais vida cristã, mais testemunho. Me contento em saber que meu pastor disse que ninguém sabe direito sobre esse negócio de arrebatamento, e que a volta de Jesus pode ser interpretada de forma simbólica. Ele falou que é para a gente não se preocupar com essas coisas. Aí sim fico mais sossegado e posso me concentrar em outras coisas.
Me deu um certo alívio ao ver que a maioria das pessoas da igreja ainda está por aqui, teclando nas redes sociais e mandando torpedos, atualizando perfis, compartilhando piadinhas! Isso prova que Jesus não voltou, senão as teria arrebatado. São pessoas tão boas! Quase nunca faltam aos cultos, estão sempre nas atividades da igreja, dão o dízimo toda semana, participam da ceia, tocam no louvor, e as que não tocam no louvor, dançam! Não poderiam ficar para trás. Se elas sumissem de repente, eu acreditaria que Jesus voltou. A menos que elas não sejam o que parecem ser...
Ainda bem que Jesus não voltou nesses últimos dias.
Ou voltou???

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sexta-feira, 1 de março de 2013

II Pedro 2:22

Domingo, 3 de fevereiro de 2013 -
A revista ÉPOCA destacou a volta da cantora Baby do Brasil ao repertório “secular” depois de quase 20 anos cantando apenas música “gospel”. Depois de levar antigos sucessos ao Rio de Janeiro e Salvador, ela fará shows em São Paulo, e durante o Carnaval estará em Recife e Fortaleza. Por causa disso, o “bloco gospel de Baby” foi cancelado este ano. Ela conta que recebeu o convite do seu filho, Pedro Baby, para voltar a cantar seus antigos sucessos, daí o nome do espetáculo ser “Baby Sucessos”. Depois de “orar muito”, aceitou o desafio. Segundo ela, “não foi nada programado. E, da noite para o dia, todo mundo agora quer ver o show. É a mão de Deus. Não tenho dúvida”. Pedro é guitarrista e cuida da parte musical do espetáculo. Mas pediu que a “pastora” deixasse de lado, nesse projeto, as canções gospel e ficasse só com as das décadas de 1970 e 1980, quando ela fazia parte do grupo Novos Baianos ao lado do ex-marido Pepeu Gomes. 
No repertório, “Menino do Rio”, “Telúrica”, “Todo dia era dia de índio”, e “Sem pecado e Sem juízo”. “Estou indo cada vez mais para algo feliz, alegre, criativo. E essa é uma linguagem da juventude”, afirma Baby, que conta: “Deus já tinha me avisado que eu iria receber um convite. Uma semana depois desse aviso, Pedro me ligou e me convidou para fazer o show. Fui orar para saber de Deus se aquele era o momento. Tive uma palavra vinda de um profeta aí de São Paulo. No meio de um culto, ele me disse: ‘Deus está procurando os daniéis para entrarem na Babilônia’. É o Daniel da cova dos leões, saca? Isso confirmou que Ele me ungia para entrar novamente nessa babilônia”. O fato é que ela tem recebido novamente convites para programas de TV e já planeja gravar um DVD. Para ela não há contradição no repertório e o fato de ela ser pastora. “Quando Pedro me mostrou as canções selecionadas, eu percebi que todas elas eram muito espirituais. E ele me disse que queria que as pessoas vissem que eu sempre fui assim. O grande barato é que todas elas, assim como as que compus para o gospel, não têm um cunho religioso que possa setorizar, colocar as pessoas em uma situação religiosa”. Aos 60 anos, diz que mantém o mesmo pique:“Estou indo cada vez mais para algo feliz, alegre, criativo. E essa é uma linguagem da juventude. Com a idade, a tendência é ficar séria. Eu não. Fico mais brincalhona, mais feliz, justamente por esse meu lado mais espiritual… Eu sempre pedi a Deus para envelhecer bem, com muita energia, cabeça. E muito louca, sempre (risos).
Questionada sobre as críticas que recebeu de evangélicos por ter deixado de lado seu ministério por um tempo, ela é enfática “Teve muito susto. Mas, quando eu soube que era de Deus, sabia que todo mundo que estivesse com o Espírito Santo, iria entender. A mensagem iria chegar. Agora, tenho recebido muitos e-mails de pastores me dizendo ‘é de Deus!’ Deus é dono da parada toda”. (Leia mais aqui)

Deixa eu ver se entendi: é como se o profeta Daniel, depois de um longo tempo sem “comer da mesa do rei”, um dia resolvesse participar dos banquetes reais mas dizendo ainda ser fiel ao voto que tinha feito anos atrás? Pelo que a maluca diz, então as músicas cristãs não são criativas, nem alegres, nem felizes? Deve ser porque ela nunca pegou um hinário cristão de verdade. Deve ter passado todos esses anos ouvindo, cantando e compondo “música gospel”, ou seja, nada. Porque quem poderia dizer que um hino como “Vencendo Vem Jesus” não é alegre nem feliz? Só quem nunca o ouviu nem nunca o cantou!
Esse projeto é o da porca lavada voltando ao chiqueiro. E isto porque - ao que parece - nunca foi ovelha. Ela mesma confessa que não mudou desde que comia salada de maconha. Veja alguns trechos dessas músicas que ela quer cantar de novo e me diga se é coisa de crente, quanto mais de “pastora”: 
Menino do Rio / ...Calção corpo aberto no espaço /... / Adoro ver-te, pois quando te vejo eu desejo o teu desejo... 
Ou então:
Vejo o sol e penso em ti / Mandes prana para mim / Que esses raios de ouro cor / Penetrem nos meus chacras me colorindo de amor /... Penetre nos meus chacras numa onda de amor / Fecho os olhos, entrego o ser para ser telúrica...
E por aí vai... Só falta ela voltar a gritar “Rá”! Pensando bem, o que mais esperar de alguém que dá aos filhos nomes como Riroca (que depois virou Sarah Sheeva – grande diferença...), Zabelê, Nana Shara, Krishna Baby e Kriptus Baby? Pelo menos uma delas também resolveu ser “pastora”, e vive soltando asneiras mundo afora, apesar de já beirar os 40. Veja aqui, aqui, aqui e aqui se estou exagerando. Ainda que talvez seja bem-intencionada, suas
palavras são no mínimo inadequadas para uma “pastora”, e estão muito mais para hippie “podes-crer”, uma espécie de “Rê Bordosagospel: “estou há 10 anos sem sexo e nove sem beijar na boca”; “temos um tesouro no meio das pernas”; “ter uma vagina faz de você o ser mais precioso da Terra”; “vai na farmácia, compra um lubrificante e dá glória a Deus por ter um peru só para você”; “adoro um sovaco cabeludo” e outras pérolas fazem parte de suas “pregações”... E eu sei lá se isso tudo não é apenas uma plataforma para ganhar mais dinheiro e fama.
Mas voltando à Mama Baby: pelo que entendo, Daniel não procurou entrar na cova dos leões. O rei o mandou para lá justamente porque ele não se adaptava ao estilo babilônico. Ele era “diferente” daquele povo; eles o odiavam e o deduraram para o rei. Este o condenou, mas então Deus o livrou. Eu aposto com qualquer um que Daniel não queria ir para a cova dos leões, assim como é natural supor que os primeiros cristãos não queriam virar chiclete de onça no Coliseu, nem Jonas escolheu mergulhar na boca do grande peixe... isso seria “tentar a Deus”, como Satanás quis que Jesus fizesse se pulasse do pináculo do templo. É o que essa “popstora” está fazendo, voltando para Babilônia porque quer, atendendo a uma sugestão de seu filho incrédulo, que vetou as músicas gospel dela do repertório (se bem que talvez não fizesse mesmo diferença nenhuma – é tudo uma porcaria só).  E uns retardados ainda dão a maior força, dizendo que “é de Deus”.
Se alguém entendeu o que essa doida fez, por favor me ajude. E o pior é que igual a ela tem um monte, dizendo aos jovens que Jesus ia para a balada (a tal irmã do “apóstolo Rina”), outros levando luta para dentro das igrejas; outros malucos organizam “balada cristã”... tenho pena dos jovens de hoje. Se esse tipo de gente é a referência que eles têm, é preocupante o futuro do Evangelho neste país. Talvez isso explique a quantidade de jovens cristãos que abandonam a fé diante da primeira barreira séria, como você pode ver neste link. Não têm raízes; não têm fundamentos. Seus mestres foram guias cegos, que lhes deram isopor como alimento. São fracos, doentes, quiçá nunca tenham nascido de novo!
Quem possui tão baixa densidade teológica e espiritual, um conhecimento tão rarefeito da Bíblia, quando chega a hora da provação, da tentação, pede arrego e larga o arado. E uma coisa muito interessante é que a pastora usa muito a palavra matrix: diz que é uma pessoa-matrix, que habita um lugar-matrix, algo sobre matrix-de-Deus” e outras sandices. Isso me lembra algo que escrevi aqui, aqui, aqui e aqui, de preferência nessa ordem. Relembre você também e depois conversamos.
E isso tudo me faz lembrar também da mulher de Ló: Baby está olhando para trás. Afinal, a pseudo-pastora já anuncia um auto-biografia, com o título (espero que seja provisório ou fictício) de “Não Vai Ter Bunda-Mole no Céu, só Casca-Grossa”. Isso se parece mais com Jerusalém ou com Babilônia? A imprensa já decidiu: apelidou esses shows de “Babylônia”. Eu pergunto aos senhores se isto é ser sal e luz. Quando esse texto bíblico foi escrito, o seu significado era: se o sal perde a sua principal característica - conservar alimentos, evitar que eles se percam – fica igual a outras substâncias ordinárias - como uma areia fina. Para que serve uma “areia fina”? Para pavimentar ruas, com brita e cascalho. Para que as pessoas passem por cima, para ser pisado. Coisa sem valor. O sal não, era precioso então. Creio que não preciso espichar isto mais. Talvez só dizer que quando o povo de Deus se mistura com os cananeus, o juízo, e o prejuízo, são certos!
As pedras clamam: uma reportagem diz em que a impressão passada pela cantora, de que “a mudança de sobrenome e a conversão religiosa dos últimos anos tenham causado uma ruptura em sua estrepitosa personalidade, se esvai em poucos minutos”. Ou seja, não há sinais de conversão, ou mudança perceptível entre as maluquices de 30, 40 anos atrás e as de agora. É duro, viu... uma mulher de 60 anos? Deveria agir como instrui o apóstolo Paulo em I Timóteo 2:9-10; 3:11; e Tito 2:3-4.
Alguns internautas questionaram sobre se ela era “pastora” de verdade, pois nunca cursou um seminário, que se saiba. Mas outros vieram em sua defesa, perguntando com ironia em qual seminário Pedro estudou. Trata-se de uma desculpa mais velha, desbotada e esfarrapada do que os jeans que certos velhos metidos a boy ainda teimam em usar. Essa muleta perpetua a tosqueira por que passa o protestantismo brasileiro (com raras exceções): é justamente por desprezar o estudo sistemático que as “igrejas” da cristandade viraram centros de macumba gospel e propagadores de heresias. Qualquer zé-mané (ou maria-mané) que fala mais ou menos vira pastor, bispo, apóstolo – espalhando besteiras pelo Facebook ou dando conselhos bizarros no Twitter. Pastores pedófilos, adúlteros, estelionatários, verdadeiros publicanos que vivem como arrecadadores de dinheiro, sem cultura, sem conhecimento bíblico. “Levitas” que mal sabem quatro ou cinco acordes, que acabaram de aprender tocar “quem-quer-pão”, que só querem aparecer na Globo.
Falar de Pedro - que dizem não ter estudo (mas conhecia demais a Palavra! é só ver o sermão dele em Atos!) - é mais fácil e confortável do que falar de Paulo, que estudou 30 anos aos pés do maior mestre das Escrituras daquele tempo, Gamaliel (Atos 5:34; 22:3). Ou de Timóteo, que desde muito jovem vinha estudando as Sagradas Letras (II Timóteo 3:15).
Aí, meus amigos, dá é nisso aí. “Um profeta lá de São Paulo me falou”... “Deus é dono da parada”... música moderna “sem setorizar” (igual ao “‘pregador” Luo no Caldeirão do Huck: “eu faço música de contexto social positivo”)... “eu sempre fui assim”... “adoro um sovaco cabeludo”... Misericórdia!
São todos umas nulidades. Árvores grandes, vistas por todos, cheias de folhas... e mais nada. O pior é que tem gente vivendo na sombra delas.
Deus tenha misericórdia de nós.

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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Atriz pornô Júlia Paes se converteu

A ex-atriz pornô Gislaine Fernandes de Leme Sousa, mais conhecida pelo pseudônimo artístico Júlia Paes, estaria tentando se distanciar de sua carreira como atriz e planejando gravar um “CD gospel”.
Só que, ao contrário de muitos blogs que, ao que parece, procuram “sair na frente” e soltar rapidamente noticias - e quanto mais escabrosas melhor - sem checar as fontes, eu procuro olhar os fatos de vários ângulos e confirmar ao máximo a veracidade da informação, para não ter que depois sair desmentindo tudo – como acontece com esses blogs amadores que pululam na web. Por isso, só resolvi falar desse assunto um tempão depois do que saiu por aí. E vejam só, a ex-atriz acabou desmentindo parte do que havia dito antes. Isso nos dá a oportunidade não só de falar sobre o fato, mas de analisar melhor as coisas. Como se segue.
Gislaine/Júlia ganhou fama ao protagonizar inúmeros filmes pornográficos e por “namorar” a filha da “dançarina e cantora” Gretchen, com quem fez até um “ensaio sensual” em uma revista masculina. Em 2010, depois de resolver mudar de vida, ela se casou, já grávida de seis meses, com o empresário Gabriel Ribeiro em uma cerimônia evangélica. Gabriel se diz cristão e Gislaine/Júlia estava desviada, mas aceitou voltar a frequentar uma igreja. Hoje o casal tem uma filha, Gabrielle (foto ao lado).
Na época, Gislaine/Júlia chegou a afirmar que havia se convertido, mas depois ainda apareceu na produção “A Nova Musa do Forró”, para em seguida passar mal “ao vivo”, ao ver imagens suas no programa TV Fama, da Rede TV, quando se disse arrependida dos filmes pornográficos. Com poucos anos de carreira artística, ela nunca deixou de aparecer na mídia. Seu relacionamento com a filha de Gretchen rendeu manchete em várias revistas e sites. Ela também foi capa de duas edições da revista “Sexy” e integrou o time de “cantoras” Sexy Dolls. Mas garante que parou com isso. Gislaine/Júlia se diz disposta a apagar seu passado na indústria pornô. Tanto que entrou na Justiça para exigir que sejam retirados imediatamente do ar todos os “sites que contenham material em foto ou vídeo e até mesmo textos sem autorização”, como informa no seu site. Gislaine/Júlia agora detesta o mundo do sexo e da homossexualidade.
Até aí, tudo bem, pelo menos aparentemente.
Depois disso tudo, Gislaine deu outras entrevistas onde desmente que ia gravar um CD gospel. Do que disse (no site Notícias Cristãs) podemos tirar algumas conclusões:
- Sobre virar cantora gospel, a ex-atriz disse que é mentira. Ela quer lançar um DVD de forró, que estaria em fase de pré-produção.
- Sobre sua conversão recente, diz que é mentira, diz que sempre foi evangélica. "Sou evangélica, mas é uma coisa entre Deus e eu. Não preciso necessariamente trabalhar com isso [música gospel] para ser evangélica. Até porque eu já era, só que agora retornei aos caminhos", disse. Ela realmente está procurando na Justiça meios de parar com a divulgação de seus trabalhos como atriz pornô. "Não trabalho mais com este segmento e está me atrapalhando bastante", disse. "A internet, por mais que pareça terra de ninguém, tem que respeitar direito de imagem”.  Gislaine/Júlia quer tirar o material ligado ao sexo do ar porque não está mais ganhando nada com ele e quer seguir em frente com sua carreira como cantora de forró. "Estou tirando todo o material do ar porque meus contratos já venceram e eu não ganho mais dinheiro com isso. Não porque virei evangélica, sempre fui evangélica", reafirma. "Já era evangélica antes de entrar no meio artístico, mas evitava falar para não ouvir das pessoas: Ela virou santa", explica.
Ao jornal Extra, Gislaine/Júlia diz que mudou a cor dos cabelos para louro platinado para não ter sua imagem ligada ao trabalho passado. "Hoje em dia não é mais meu trabalho (atriz pornô), está me atrapalhando bastante. Mudei de visual principalmente por isso, para não me ligarem a este tipo trabalho”, explicou.  No entanto, não abandonou os amigos do passado: "Voltei para o caminho do Senhor, mas não abandonei meus amigos gays”.
O novo visual seria para o novo trabalho, em fase de pré-produção: "Estou fazendo uma média de 3 shows por semana e ensaiando com uma banda para gravar meu primeiro DVD ao vivo”, conta a agora cantora, que voltou a freqüentar a Renascer após anos de ausência. No show, ela canta sucessos de Luiz Gonzaga e Aviões do Forró: "Mesclamos músicas românticas e dançantes. O público tem me recebido com muito carinho”. Em seguida, Gislaine/Júlia desdiz o que havia dito antes, que não iria gravar CD gospel. Já tendo até cantado em cultos da Renascer, falou sobre canções evangélicas: "Se Deus tocar no meu coração, posso até cantar, mas não por dinheiro".
Muito bem. Algumas coisas que eu não entendi.
1 – conversão: afinal, ela converteu ou não? Se “já era evangélica”, e foi fazer filme pornô, agora só voltou a “freqüentar igreja” e é só?
2 – retirar material da mídia: ela vai tirar do ar porque “não está ganhando nada com isso”. Isso significa que, se estivesse ganhando, deixaria o material “no ar”? E será que ela daria o dízimo do que estivesse ganhando?
3 – ela não quer gravar um cd gospel, mas faz 3 shows de forró por semana – quer dizer, cantar para o pessoal ficar no “rasta-pé” e no “rela-bucho” até levantar poeira e o sol raiar, pode? Em abril deste ano, Gislaine/Júlia gravou um vídeo no qual responde a um fã (!) dizendo que seu trabalho não interfere em sua fé.
4 – não abandonou os “amigos gays, mas também não fala nada para ninguém chama-la de “santa”. Ou seja, nada de testemunho nem de evangelizar “os amigos gays”.
5 – mudou de visual para acabar com a imagem sensual. Fala a verdade: me diz se com essa foto, agora loura e fazendo biquinho, ela mudou a imagem sensual.
Veja bem, todas as citações são dela mesma. Não estou julgando nem acusando ninguém, apenas comparando o que ela diz com o que a Bíblia ensina.
Diante disso tudo, só posso atribuir todo esse episódio ao evangelho rarefeito que se prega hoje em dia. Um “outro evangelho”, no qual não há lugar para o arrependimento nem a mudança de vida, como acontecia nos tempos de Zaqueu, que largou tudo de errado e mudou completamente de rumo. Assim como Levi/Mateus, que na mesma hora em que ouviu o chamado de Jesus, largou tudo e passou a segui-Lo. Mas hoje é diferente. Nas “igrejas” de hoje, a pessoa pode continuar exatamente como antes, só passa a freqüentar o templo de vez em quando. Gretchen e Danielle Winits, por exemplo, freqüentam templos gospel, mas continuam trocando de homem a cada estação.
O jogador Neymar é outro péssimo exemplo de “neo-evangélico”, ou “evangélico contemporâneo”, ou qualquer outra coisa que eu deixo para os sociólogos do futuro definirem. É mais um que diz aos quatro ventos que é evangélico, e até dá o dízimo, como nessa notícia. Fico pensando, o que é que o “pastor” dele disse a ele quando patrocinou uma festa de arromba com garotas de programa no hotel onde seu time, o Santos, estava concentrado? Ou quando engravidou uma adolescente? Será que o colocou “em disciplina”? O dízimo de R$ 40 mil, esse deve estar caindo no gazofilácio todo santo mês.
O que é isso? Onde é que nós estamos?
O que esses “pastores” estão pensando, ou melhor, o que estão pregando? Como é possível gente com esse comportamento e essas idéias dentro da “igreja”, dizendo que é “evangélico”, que “sempre fui evangélica”, e falando e fazendo besteiras desse tamanho?
Olha, na boa, qualquer um está sujeito a dar mancadas de vez em quando, cometer pecados ocasionalmente, ou até durante algum tempo, mas o crente verdadeiro se arrepende e quando é confrontado com o erro, pára imediatamente, se arrepende, confessa e busca evitar o mesmo nó-cego, como vemos Davi no Salmo 51, depois de repreendido por Natã. Onde está o arrependimento e a mudança de vida? “Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (II Coríntios 5:17);  “pois outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz” (Efésios 5:8). Não basta dar o dízimo, nem freqüentar igreja!
Talvez a pergunta devesse ser: onde estão os profetas, os “Natãs”, para chegar ao povo e apontar o erro?
Pense nisso.

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sábado, 9 de maio de 2009

É bíblico o batismo infantil?

A igreja católica administra a seus fiéis os “sacramentos” – batismo, confirmação (ou crisma), confissão/penitência, eucaristia (na “missa” ou comunhão), ordenação (para os sacerdotes), o matrimônio e a extrema-unção.
Segundo o “Catecismo”, os “sacramentos” são "sinais sensíveis e eficazes da graça ... mediante os quais nos é concedida a vida divina” (nº. 224), e “não apenas supõem a fé como também, através das palavras e elementos rituais, a alimentam, fortificam e exprimem. Ao celebrá-los, a Igreja confessa a fé apostólica” (nº. 228).
Os “sacramentos” têm suas justificativas, expressas em compêndios, tratados, concílios e encíclicas, homilias, bulas e outros arrazoados filosóficos pseudo-apostólicos, sem falar em milhões de sermões pretensamente bíblicos.
Na verdade, apenas o batismo e aquilo que os católicos preferem chamar de comunhão (o compartilhamento do pão e do vinho na ceia do Senhor) são bíblicos, e verdadeiramente foram instituídos por Jesus. Mas os homens de preto – sempre eles – cercaram a ceia de misticismo, numa cerimônia extra-bíblica, a “missa”, resolvendo que o vinho é só para o sacerdote; mais uma interpretação diferente da Palavra de Deus. Nem Jesus nem os discípulos celebraram missas, erguendo o cálice, etc. E como no batismo também tinham que inventar alguma coisa, senão não ficariam satisfeitos, passaram a batizar recém-nascidos. Só que não se tem notícia de crianças sendo batizadas na Bíblia.
Para justificar esse costume, usam até textos bíblicos. Afirmam que o carcereiro de Filipos (Atos 16:19-34) foi batizado com “toda a sua casa” e provavelmente havia crianças pequenas, num exercício de imaginação, suposição e presunção, e não com uma exegese ou interpretação correta. Por exemplo, eu posso ir amanhã ao cinema “com toda a minha casa”: eu, minha esposa e meu filho adolescente. Não existe nenhuma “criança pequena” envolvida, como se poderia supor.
Na verdade, batizar crianças começou muito mais tarde, e quem o faz erra redondamente. “Santo” Agostinho, lá pelo ano 400, leu Marcos 16:16 (“O que crer e for batizado será salvo; o que, porém, não crer, será condenado”) e deduziu que as crianças que morressem sem batismo iriam para o inferno. Anselmo pensava que isto não era pior do que o estado de escravidão de crianças filhas de escravos – o que ele considerava razoável. A igreja católica depois suavizou essa doutrina criando, além do “purgatório”, um “departamento especial” para abrigar crianças falecidas sem batismo! Elas iriam para o tal “limbo” (infernus puerorum), e não para o inferno, e seu único sofrimento seria a dor da perda do paraíso. (Will Durant, in “A Idade da Fé” (História da Civilização, vol. IV), pág. 656, Ed. Record, 2ª edição). O limbo também foi defendido por Gregório, “o Teólogo”, e Tomás de Aquino: um lugar de “felicidade natural”, porém afastado da presença de Deus. Em 1905 Pio X afirmou textualmente que o limbo existia e as almas das crianças não-batizadas estavam lá. Mas, apesar de dizerem que o “papa” é infalível, esse aí vacilou, pois Bento XVI decretou que o limbo foi abolido; não existe mais. Ele acabou com o que nunca existiu; e quem estava lá, agora vai para onde? Vai entender... Desse “vô-num-vô” romanista, devemos sair fora!
O fato é que o Evangelho realmente ensina que “quem não crer será condenado”. Entretanto, criança não tem como exercer fé. Dessa forma, não pode crer nem receber batismo; e por oposição, a criança não pode “não crer” e por isso ser condenada. Basta ler Mateus 19:14 (também Marcos 10:13 e Lucas 18:16), quando Jesus explicou a situação das crianças: “Deixai os meninos, e não os impeçais, porque dos tais é o reino dos céus”. Ou seja, as crianças têm por assim dizer um “lugar garantido” no céu, até que atingem certa idade e deixam de ser crianças, adquirindo consciência do certo e do errado, do bem e do mal, da virtude e do pecado, exatamente como Adão e Eva. É aí que o homem deixa o estado de inocência, opta por ser independente de Deus e O rejeita; e o contato com Deus só pode ser restabelecido através de Jesus Cristo: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida, e ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6).
O ato seguinte ao de se reconhecer esta verdade é o batismo. Obviamente, crianças não podem decidir acerca dessas coisas, e por isso Deus providenciou a elas um tratamento diferente. A salvação é individual e depende de decisão pessoal!
“A alma que pecar, essa morrerá... mas se o ímpio se converter de todos os seus pecados que cometeu e guardar os meus estatutos e fizer juízo e justiça, certamente viverá; não morrerá... portanto, eu vos julgarei a cada um conforme os seus caminhos, ó casa de Israel, diz o Senhor Jeová; vinde, e convertei-vos de todas as vossas transgressões, e a iniquidade não vos servirá de tropeço. Lançai de vós todas as vossas transgressões com que transgredistes, e criai em vós um coração novo e um espírito novo; pois por que razão morreríeis, ó casa de Israel? Porque não tenho prazer na morte do que morre, diz o Senhor; convertei-vos, pois, e vivei” – Ezequiel 18:4, 21 e 30-32; todo o capítulo 18 fala sobre esse assunto). Não tenho como tomar uma decisão por outros, mandando batizar outra pessoa para garantir a salvação dela, e ela depois que “confirme” essa decisão. Isto não é bíblico. Por isso não posso impor a uma criança uma fé que ela talvez não queira exercer mais tarde. Podemos, sim ensiná-la a decidir de acordo com o que é correto (“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e até quando for velha não se desviará” – Provérbios 22:6). Mas não podemos decidir por ela.
Além do mais, o ensino de que o Espírito Santo nos regenera no batismo não tem base bíblica. Não existe Escritura que apóie essa doutrina.
O batismo infantil, que se pretende equivocadamente comparar com a circuncisão, não tem nada a ver. A circuncisão era feita independentemente se os meninos quisessem ou não; além do mais, se fôssemos seguir esse costume não batizaríamos as meninas.... Já o batismo é diferente: a pessoa é quem escolhe ser batizada. E isso só se faz conscientemente; por isto a Bíblia está cheia dos apelos “arrependei-vos” e “convertei-vos”. Pedro, que alguns insistem ter sido “papa”, e outros discípulos, foram unânimes em pregar essa mesma mensagem, cf. Atos 2:38: “Pedro então lhes respondeu: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados”, e 8:35-38: “Então Filipe tomou a palavra e, começando por esta escritura, anunciou-lhe a Jesus. E indo eles caminhando, chegaram a um lugar onde havia água, e disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que eu seja batizado? E disse Felipe: é lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus. Mandou parar o carro, e desceram ambos à água, tanto Filipe como o eunuco, e Filipe o batizou”.
Se você foi batizado(a) quando era recém-nascido(a), sinto muito: não valeu nada. Você não estava crendo em nada naquela hora. Mas aí, por isso os homens de preto criaram mais uma invenção: a “confirmação” ou “crisma”, que também não existe na Bíblia... um abismo chama outro abismo...

DOA A QUEM DOER!