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sexta-feira, 1 de março de 2013

II Pedro 2:22

Domingo, 3 de fevereiro de 2013 -
A revista ÉPOCA destacou a volta da cantora Baby do Brasil ao repertório “secular” depois de quase 20 anos cantando apenas música “gospel”. Depois de levar antigos sucessos ao Rio de Janeiro e Salvador, ela fará shows em São Paulo, e durante o Carnaval estará em Recife e Fortaleza. Por causa disso, o “bloco gospel de Baby” foi cancelado este ano. Ela conta que recebeu o convite do seu filho, Pedro Baby, para voltar a cantar seus antigos sucessos, daí o nome do espetáculo ser “Baby Sucessos”. Depois de “orar muito”, aceitou o desafio. Segundo ela, “não foi nada programado. E, da noite para o dia, todo mundo agora quer ver o show. É a mão de Deus. Não tenho dúvida”. Pedro é guitarrista e cuida da parte musical do espetáculo. Mas pediu que a “pastora” deixasse de lado, nesse projeto, as canções gospel e ficasse só com as das décadas de 1970 e 1980, quando ela fazia parte do grupo Novos Baianos ao lado do ex-marido Pepeu Gomes. 
No repertório, “Menino do Rio”, “Telúrica”, “Todo dia era dia de índio”, e “Sem pecado e Sem juízo”. “Estou indo cada vez mais para algo feliz, alegre, criativo. E essa é uma linguagem da juventude”, afirma Baby, que conta: “Deus já tinha me avisado que eu iria receber um convite. Uma semana depois desse aviso, Pedro me ligou e me convidou para fazer o show. Fui orar para saber de Deus se aquele era o momento. Tive uma palavra vinda de um profeta aí de São Paulo. No meio de um culto, ele me disse: ‘Deus está procurando os daniéis para entrarem na Babilônia’. É o Daniel da cova dos leões, saca? Isso confirmou que Ele me ungia para entrar novamente nessa babilônia”. O fato é que ela tem recebido novamente convites para programas de TV e já planeja gravar um DVD. Para ela não há contradição no repertório e o fato de ela ser pastora. “Quando Pedro me mostrou as canções selecionadas, eu percebi que todas elas eram muito espirituais. E ele me disse que queria que as pessoas vissem que eu sempre fui assim. O grande barato é que todas elas, assim como as que compus para o gospel, não têm um cunho religioso que possa setorizar, colocar as pessoas em uma situação religiosa”. Aos 60 anos, diz que mantém o mesmo pique:“Estou indo cada vez mais para algo feliz, alegre, criativo. E essa é uma linguagem da juventude. Com a idade, a tendência é ficar séria. Eu não. Fico mais brincalhona, mais feliz, justamente por esse meu lado mais espiritual… Eu sempre pedi a Deus para envelhecer bem, com muita energia, cabeça. E muito louca, sempre (risos).
Questionada sobre as críticas que recebeu de evangélicos por ter deixado de lado seu ministério por um tempo, ela é enfática “Teve muito susto. Mas, quando eu soube que era de Deus, sabia que todo mundo que estivesse com o Espírito Santo, iria entender. A mensagem iria chegar. Agora, tenho recebido muitos e-mails de pastores me dizendo ‘é de Deus!’ Deus é dono da parada toda”. (Leia mais aqui)

Deixa eu ver se entendi: é como se o profeta Daniel, depois de um longo tempo sem “comer da mesa do rei”, um dia resolvesse participar dos banquetes reais mas dizendo ainda ser fiel ao voto que tinha feito anos atrás? Pelo que a maluca diz, então as músicas cristãs não são criativas, nem alegres, nem felizes? Deve ser porque ela nunca pegou um hinário cristão de verdade. Deve ter passado todos esses anos ouvindo, cantando e compondo “música gospel”, ou seja, nada. Porque quem poderia dizer que um hino como “Vencendo Vem Jesus” não é alegre nem feliz? Só quem nunca o ouviu nem nunca o cantou!
Esse projeto é o da porca lavada voltando ao chiqueiro. E isto porque - ao que parece - nunca foi ovelha. Ela mesma confessa que não mudou desde que comia salada de maconha. Veja alguns trechos dessas músicas que ela quer cantar de novo e me diga se é coisa de crente, quanto mais de “pastora”: 
Menino do Rio / ...Calção corpo aberto no espaço /... / Adoro ver-te, pois quando te vejo eu desejo o teu desejo... 
Ou então:
Vejo o sol e penso em ti / Mandes prana para mim / Que esses raios de ouro cor / Penetrem nos meus chacras me colorindo de amor /... Penetre nos meus chacras numa onda de amor / Fecho os olhos, entrego o ser para ser telúrica...
E por aí vai... Só falta ela voltar a gritar “Rá”! Pensando bem, o que mais esperar de alguém que dá aos filhos nomes como Riroca (que depois virou Sarah Sheeva – grande diferença...), Zabelê, Nana Shara, Krishna Baby e Kriptus Baby? Pelo menos uma delas também resolveu ser “pastora”, e vive soltando asneiras mundo afora, apesar de já beirar os 40. Veja aqui, aqui, aqui e aqui se estou exagerando. Ainda que talvez seja bem-intencionada, suas
palavras são no mínimo inadequadas para uma “pastora”, e estão muito mais para hippie “podes-crer”, uma espécie de “Rê Bordosagospel: “estou há 10 anos sem sexo e nove sem beijar na boca”; “temos um tesouro no meio das pernas”; “ter uma vagina faz de você o ser mais precioso da Terra”; “vai na farmácia, compra um lubrificante e dá glória a Deus por ter um peru só para você”; “adoro um sovaco cabeludo” e outras pérolas fazem parte de suas “pregações”... E eu sei lá se isso tudo não é apenas uma plataforma para ganhar mais dinheiro e fama.
Mas voltando à Mama Baby: pelo que entendo, Daniel não procurou entrar na cova dos leões. O rei o mandou para lá justamente porque ele não se adaptava ao estilo babilônico. Ele era “diferente” daquele povo; eles o odiavam e o deduraram para o rei. Este o condenou, mas então Deus o livrou. Eu aposto com qualquer um que Daniel não queria ir para a cova dos leões, assim como é natural supor que os primeiros cristãos não queriam virar chiclete de onça no Coliseu, nem Jonas escolheu mergulhar na boca do grande peixe... isso seria “tentar a Deus”, como Satanás quis que Jesus fizesse se pulasse do pináculo do templo. É o que essa “popstora” está fazendo, voltando para Babilônia porque quer, atendendo a uma sugestão de seu filho incrédulo, que vetou as músicas gospel dela do repertório (se bem que talvez não fizesse mesmo diferença nenhuma – é tudo uma porcaria só).  E uns retardados ainda dão a maior força, dizendo que “é de Deus”.
Se alguém entendeu o que essa doida fez, por favor me ajude. E o pior é que igual a ela tem um monte, dizendo aos jovens que Jesus ia para a balada (a tal irmã do “apóstolo Rina”), outros levando luta para dentro das igrejas; outros malucos organizam “balada cristã”... tenho pena dos jovens de hoje. Se esse tipo de gente é a referência que eles têm, é preocupante o futuro do Evangelho neste país. Talvez isso explique a quantidade de jovens cristãos que abandonam a fé diante da primeira barreira séria, como você pode ver neste link. Não têm raízes; não têm fundamentos. Seus mestres foram guias cegos, que lhes deram isopor como alimento. São fracos, doentes, quiçá nunca tenham nascido de novo!
Quem possui tão baixa densidade teológica e espiritual, um conhecimento tão rarefeito da Bíblia, quando chega a hora da provação, da tentação, pede arrego e larga o arado. E uma coisa muito interessante é que a pastora usa muito a palavra matrix: diz que é uma pessoa-matrix, que habita um lugar-matrix, algo sobre matrix-de-Deus” e outras sandices. Isso me lembra algo que escrevi aqui, aqui, aqui e aqui, de preferência nessa ordem. Relembre você também e depois conversamos.
E isso tudo me faz lembrar também da mulher de Ló: Baby está olhando para trás. Afinal, a pseudo-pastora já anuncia um auto-biografia, com o título (espero que seja provisório ou fictício) de “Não Vai Ter Bunda-Mole no Céu, só Casca-Grossa”. Isso se parece mais com Jerusalém ou com Babilônia? A imprensa já decidiu: apelidou esses shows de “Babylônia”. Eu pergunto aos senhores se isto é ser sal e luz. Quando esse texto bíblico foi escrito, o seu significado era: se o sal perde a sua principal característica - conservar alimentos, evitar que eles se percam – fica igual a outras substâncias ordinárias - como uma areia fina. Para que serve uma “areia fina”? Para pavimentar ruas, com brita e cascalho. Para que as pessoas passem por cima, para ser pisado. Coisa sem valor. O sal não, era precioso então. Creio que não preciso espichar isto mais. Talvez só dizer que quando o povo de Deus se mistura com os cananeus, o juízo, e o prejuízo, são certos!
As pedras clamam: uma reportagem diz em que a impressão passada pela cantora, de que “a mudança de sobrenome e a conversão religiosa dos últimos anos tenham causado uma ruptura em sua estrepitosa personalidade, se esvai em poucos minutos”. Ou seja, não há sinais de conversão, ou mudança perceptível entre as maluquices de 30, 40 anos atrás e as de agora. É duro, viu... uma mulher de 60 anos? Deveria agir como instrui o apóstolo Paulo em I Timóteo 2:9-10; 3:11; e Tito 2:3-4.
Alguns internautas questionaram sobre se ela era “pastora” de verdade, pois nunca cursou um seminário, que se saiba. Mas outros vieram em sua defesa, perguntando com ironia em qual seminário Pedro estudou. Trata-se de uma desculpa mais velha, desbotada e esfarrapada do que os jeans que certos velhos metidos a boy ainda teimam em usar. Essa muleta perpetua a tosqueira por que passa o protestantismo brasileiro (com raras exceções): é justamente por desprezar o estudo sistemático que as “igrejas” da cristandade viraram centros de macumba gospel e propagadores de heresias. Qualquer zé-mané (ou maria-mané) que fala mais ou menos vira pastor, bispo, apóstolo – espalhando besteiras pelo Facebook ou dando conselhos bizarros no Twitter. Pastores pedófilos, adúlteros, estelionatários, verdadeiros publicanos que vivem como arrecadadores de dinheiro, sem cultura, sem conhecimento bíblico. “Levitas” que mal sabem quatro ou cinco acordes, que acabaram de aprender tocar “quem-quer-pão”, que só querem aparecer na Globo.
Falar de Pedro - que dizem não ter estudo (mas conhecia demais a Palavra! é só ver o sermão dele em Atos!) - é mais fácil e confortável do que falar de Paulo, que estudou 30 anos aos pés do maior mestre das Escrituras daquele tempo, Gamaliel (Atos 5:34; 22:3). Ou de Timóteo, que desde muito jovem vinha estudando as Sagradas Letras (II Timóteo 3:15).
Aí, meus amigos, dá é nisso aí. “Um profeta lá de São Paulo me falou”... “Deus é dono da parada”... música moderna “sem setorizar” (igual ao “‘pregador” Luo no Caldeirão do Huck: “eu faço música de contexto social positivo”)... “eu sempre fui assim”... “adoro um sovaco cabeludo”... Misericórdia!
São todos umas nulidades. Árvores grandes, vistas por todos, cheias de folhas... e mais nada. O pior é que tem gente vivendo na sombra delas.
Deus tenha misericórdia de nós.

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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

É possível perder a salvação?

Até certo ponto é comum ouvirmos frases como “e se Jesus voltasse hoje, você iria para o paraíso?”, “só quem perseverar é que será salvo”, tem que ser fiel até a morte e outras do gênero. Seus defensores, amparados em trechos bíblicos isolados, não se importam de tais doutrinas serem carentes de maior embasamento teológico. Não apresentam outros argumentos que as sustentem, ao contrário da sã doutrina, em que determinadas passagens bíblicas são apoiadas e sustentadas por outras - pois a Palavra de Deus é uma só e não se contradiz. 
Para o pastor Adenauer Sampaio, a proliferação de certos ensinos se deve à forte influência ecumênica que vai ganhando espaço dentro das “igrejas” modernas, onde doutrinas estranhas se infiltram e vão aos poucos minando a fé e a sã doutrina. Por exemplo, vemos por aí certas correntes que ensinam que não se pode ter certeza da salvação, e outras que, mesmo sendo salvo, é possível decair dessa condição e se perder novamente. 
Vamos prestar atenção ao que a Bíblia ensina. Ela diz que Jesus Cristo é a nova, última e suficiente aliança de Deus com os homens. Hebreus 12:24 fala sobre “Jesus, o mediador de uma nova aliança, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel”. “Nova aliança” porque Deus já havia feito com o Homem outros pactos, outras alianças, sobre as quais você pode ler mais aqui.
Como você poderá observar, Deus cumpre as alianças que faz. O Homem é quem sempre quebra o pacto, o que ocasiona sempre em algum tipo de juízo (clique para ver o quadro-resumo das dispensações). O “agir” de Deus não é vinculado ao do Homem, porque Deus é perfeito e não é como o Homem, infiel: II Timóteo 2:13 - “Se formos infiéis, Ele permanece fiel; não pode negar-se a Si mesmo”.  A fidelidade perfeita de Deus é a garantia do cumprimento exato da Sua Palavra e Suas alianças.

Vejamos o caso específico da maior de todas as alianças: Jesus. E o propósito da vinda de Jesus ao mundo foi a de conceder salvação. Esse fato está claro no versículo que é a síntese da Bíblia: (João 3:16) “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. A vida eterna que Jesus nos dá não é pelo nosso merecimento. Ao contrário, nada merecemos de Deus senão a sua justiça, mas pela Graça, ou seja, PRESENTE IMERECIDO, recebemos do Senhor a salvação (Efésios 2:5, 8, 9): “Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)... Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie”. Ora, se recebemos a salvação “não pelas obras”, por que a perderíamos “pelas obras”?
A questão é: quando recebemos a salvação? Quando somos batizados ou quando morremos? Ou só quando formos julgados no futuro? A Bíblia nos ensina que somos salvos a partir do momento em que aceitamos a Jesus Cristo como Senhor e Salvador de nossas vidas. Esse momento precioso conhecido como “conversão”. É isso que marca o início da vida eterna. O que vem após a conversão é a “santificação”, que é o aperfeiçoamento do homem, na vida segundo os ensinos do Senhor. Esse sim é um processo que durará por toda a vida do cristão convertido. Sobre a conversão e a vida eterna, vejamos João 3:36 – “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece”;  5:24 – “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida”;  6:47 – “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna” ; 6:54 – “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia”;  e também a carta de I João 5:12 – “Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida”. Note que em todos os versículos o tempo do verbo está no presente – “tem a vida” – e não no futuro. De sorte que recebemos a salvação no momento da conversão. É na conversão que aceitamos o pacto do Senhor em Jesus. Deus não volta atrás em suas alianças, de forma que só isso bastaria para entendermos que o convertido não perde a salvação.
Entretanto, a Bíblia tem ainda mais textos que acabam com qualquer dúvida. João 6:37 – “Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora (grifo meu).
O Senhor jamais nos lançará fora, até porque no momento em que o aceitamos, quando somos convencidos pelo Espírito Santo do pecado, da justiça e do juízo (cf. João 16:8) estamos exercitando ao máximo o vocábulo “religião”, que significa “religar”, isto é, “restabelecendo a ligação com a Deus” – o que só é possível através de Jesus. João 14:6 – “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”.
Outro motivo pelo qual o Senhor nosso Deus não retira a salvação, é porque através de Jesus somos feitos filhos de Deus. João 1:12 diz: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome”; Romanos 8:14 –“Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus” ; Gálatas 3:26 -  “Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus”; I João 3:1 – “Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus...”.
Você renegaria um filho? Muito menos Deus! Ele nos recebe como filhos no momento de nossa conversão, e é nessa situação - de filho de Deus - que permaneceremos para todo o sempre.
Mas há mais um motivo para que o convertido não perca a salvação: o selo do Espírito Santo.  Quando Jesus ascendeu aos céus, ele nos deixou o Espírito Santo – a terceira pessoa da Trindade – para nos abençoar, nos guiar, convencer e converter. Entretanto, há ainda uma outra função do Espírito: Ele é o selo que marca o convertido. Ele é o penhor, que garante a volta de Jesus para nos buscar! É como o selo que garante que a carta, ou a encomenda, será entregue!
Efésios 1:13, 14; 4:30 – “Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa, o qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória... E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção”. Também II Coríntios 1:22 e 5:5 – “O qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações... Ora, quem para isto mesmo nos preparou foi Deus, o qual nos deu também o penhor do Espírito”.
Você sabe o que é “contrato de penhor”? É um documento usado em um empréstimo bancário. A pessoa pega o dinheiro e deixa alguma coisa como garantia, por exemplo, uma jóia, um relógio etc. A jóia é a garantia do pagamento da dívida. Deus fez da mesma forma: Ele deixou a si próprio (na pessoa do Espírito Santo) como penhor, como garantia, de que um dia Jesus vai voltar para nos buscar! Poderia Deus selar alguém e depois “des-selar”, isto é, retirar o selo??? Algum desavisado poderia dizer: “ah, mas o Espírito se retirou de Saul”; mas quem diz isso mostra que não entendeu ainda o conceito das dispensações – no tempo de Saul, Deus agia de forma diferente daquela que age hoje, a era da Igreja (ou “da graça”, como queira). Este é o link mais uma vez.
Ainda assim, é inevitável a pergunta: “e se a pessoa se desviar, ela vai continuar salva?”... essa pergunta surge porque se pensa que todos os membros de uma igreja são convertidos. Infelizmente não são. Há pessoas que estão na igreja pelos mais diversos motivos: gostam de cantar, acham a companhia agradável; é fácil fazer amizades, etc., mas ainda não são convertidas! Essas pessoas, que nunca foram salvas, não vão perder a salvação, porque ninguém perde o que nunca teve! Daí o perigo de ficar fazendo shows e outras atrações “para manter o jovem na igreja”, sem se preocupar em ensinar as Verdades Eternas do Evangelho! Muitos que hoje freqüentam baladas gospel estão de fato perdidos! Muitos que hoje andam travestidos de levitas” fazendo shows gospel nunca nasceram de novo! Cobrando cachê e direitos sobre suas músicas toscas como se fossem artistas de Hollywood! Foram criados na igreja”, mas nunca se converteram! Quando se desviam, estão apenas voltando ao lugar de onde, de fato, nunca saíram! II Pedro 2:22.
Em Mateus 7:21 Jesus adverte: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus”, praticamente repetindo o que havia dito no v. 6: “Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim”. Paulo, escrevendo a Tito, cita esse tipo de “cristão nominal” (Tito 1:16): “Confessam que conhecem a Deus, mas negam-no com as obras, sendo abomináveis, e desobedientes, e reprovados para toda a boa obra”.
Entretanto, felizmente há pessoas que realmente são convertidas. O Espírito Santo habita nelas. Elas são salvas. Se por um acaso se afastarem, com certeza não perderão a salvação, mas sim o Senhor as trará de volta, arrependidas, pois Ele é fiel e justo para perdoar os pecados.  “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” (I João 1:9).
Vale lembrar que na Cruz do Calvário, Jesus pagou TODOS os nossos pecados, ou seja, aqueles que foram praticados até a nossa conversão, e aqueles que infelizmente haveremos de praticar até o fim de nossa vida na terra. Tem gente que pensa que não, que Jesus “só pagou os pecados pelos quais nos arrependermos”, e por isso insistem em que devemos fazer uma espécie de “clínica espiritual” pelo menos uma vez por ano - os tais encontros” também - uma espécie de Ramadã evangélico, para ver se não esquecemos algum pecado não confessado. Para isso recorrem até mesmo a sessões de regressão, confessando histericamente pecados cometidos na infância (dos quais nem nos lembramos), pecados cometidos por nossos pais e ancestrais (à maneira dos mórmons) e outras aberrações. Não, Jesus já pagou TODOS os nossos pecados; caso contrário a expiação vicária de Jesus seria incompleta! 
Se a salvação pode ser perdida amanhã ou depois, torna-se algo incerto, e aí nos equiparamos aos espíritas, católicos e adeptos de outras religiões, as quais ensinam que a pessoa precisa reencarnar, pagar pecados no purgatório, evoluir etc. Se a salvação é algo incerto, para que pregar o Evangelho? Por que uma pessoa trocaria uma incerteza por outra?
Outros pensam que então podemos pecar à vontade, pois se “uma vez salvos, salvos para sempre”, não importa o quanto pequemos, estamos garantidos e podemos cair na farra, num oba-oba sem fim. Não é isto – a garantia da salvação que Jesus nos dá em momento algum deve servir para pecarmos livremente, porque aquele que conhece a Jesus não age assim. E sinceramente, eu acho que quem pensa dessa forma não é salvo! É um picareta que só quer se dar bem, levar vantagem em tudo, como se a salvação e a vida cristã fossem um negócio onde a pessoa tem que ter lucro, mesmo que seja na base da esperteza! Leia de novo Tito 1:16. O crente peca sim, mas involuntariamente, e logo em seguida vê a gravidade do erro que cometeu, rogando o perdão do Senhor. O convertido não fica à vontade no pecado, porque as trevas não podem subsistir juntamente com a luz do Espírito Santo que nele habita.
Hebreus 10:23 nos exorta: “Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu”. Sejamos portanto fiéis!
Mas também posso deixar dois alertas: o primeiro, é se você pensa ser cristão, faça todo dia o que manda I Coríntios 11:28, examine-se, pois, o homem a si mesmo, a cada dia, não apenas no dia da ceia! Veja se seus atos  refletem a salvação que você alega ter. Veja se condizem com a perseverança dos santos.
O segundo é para você que não tem certeza da salvação. Saiba que você pode sim ter essa certeza, e mais ainda, de nunca mais perdê-la. Basta você crer que Jesus Cristo é o Senhor, que veio para substituir você na cruz - e que aquele sacrifício foi suficiente para apagar todos os seus pecados. Entregue-se a Cristo hoje mesmo, e nunca, nunca mais, você será lançado(a) fora!


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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Atriz pornô Júlia Paes se converteu

A ex-atriz pornô Gislaine Fernandes de Leme Sousa, mais conhecida pelo pseudônimo artístico Júlia Paes, estaria tentando se distanciar de sua carreira como atriz e planejando gravar um “CD gospel”.
Só que, ao contrário de muitos blogs que, ao que parece, procuram “sair na frente” e soltar rapidamente noticias - e quanto mais escabrosas melhor - sem checar as fontes, eu procuro olhar os fatos de vários ângulos e confirmar ao máximo a veracidade da informação, para não ter que depois sair desmentindo tudo – como acontece com esses blogs amadores que pululam na web. Por isso, só resolvi falar desse assunto um tempão depois do que saiu por aí. E vejam só, a ex-atriz acabou desmentindo parte do que havia dito antes. Isso nos dá a oportunidade não só de falar sobre o fato, mas de analisar melhor as coisas. Como se segue.
Gislaine/Júlia ganhou fama ao protagonizar inúmeros filmes pornográficos e por “namorar” a filha da “dançarina e cantora” Gretchen, com quem fez até um “ensaio sensual” em uma revista masculina. Em 2010, depois de resolver mudar de vida, ela se casou, já grávida de seis meses, com o empresário Gabriel Ribeiro em uma cerimônia evangélica. Gabriel se diz cristão e Gislaine/Júlia estava desviada, mas aceitou voltar a frequentar uma igreja. Hoje o casal tem uma filha, Gabrielle (foto ao lado).
Na época, Gislaine/Júlia chegou a afirmar que havia se convertido, mas depois ainda apareceu na produção “A Nova Musa do Forró”, para em seguida passar mal “ao vivo”, ao ver imagens suas no programa TV Fama, da Rede TV, quando se disse arrependida dos filmes pornográficos. Com poucos anos de carreira artística, ela nunca deixou de aparecer na mídia. Seu relacionamento com a filha de Gretchen rendeu manchete em várias revistas e sites. Ela também foi capa de duas edições da revista “Sexy” e integrou o time de “cantoras” Sexy Dolls. Mas garante que parou com isso. Gislaine/Júlia se diz disposta a apagar seu passado na indústria pornô. Tanto que entrou na Justiça para exigir que sejam retirados imediatamente do ar todos os “sites que contenham material em foto ou vídeo e até mesmo textos sem autorização”, como informa no seu site. Gislaine/Júlia agora detesta o mundo do sexo e da homossexualidade.
Até aí, tudo bem, pelo menos aparentemente.
Depois disso tudo, Gislaine deu outras entrevistas onde desmente que ia gravar um CD gospel. Do que disse (no site Notícias Cristãs) podemos tirar algumas conclusões:
- Sobre virar cantora gospel, a ex-atriz disse que é mentira. Ela quer lançar um DVD de forró, que estaria em fase de pré-produção.
- Sobre sua conversão recente, diz que é mentira, diz que sempre foi evangélica. "Sou evangélica, mas é uma coisa entre Deus e eu. Não preciso necessariamente trabalhar com isso [música gospel] para ser evangélica. Até porque eu já era, só que agora retornei aos caminhos", disse. Ela realmente está procurando na Justiça meios de parar com a divulgação de seus trabalhos como atriz pornô. "Não trabalho mais com este segmento e está me atrapalhando bastante", disse. "A internet, por mais que pareça terra de ninguém, tem que respeitar direito de imagem”.  Gislaine/Júlia quer tirar o material ligado ao sexo do ar porque não está mais ganhando nada com ele e quer seguir em frente com sua carreira como cantora de forró. "Estou tirando todo o material do ar porque meus contratos já venceram e eu não ganho mais dinheiro com isso. Não porque virei evangélica, sempre fui evangélica", reafirma. "Já era evangélica antes de entrar no meio artístico, mas evitava falar para não ouvir das pessoas: Ela virou santa", explica.
Ao jornal Extra, Gislaine/Júlia diz que mudou a cor dos cabelos para louro platinado para não ter sua imagem ligada ao trabalho passado. "Hoje em dia não é mais meu trabalho (atriz pornô), está me atrapalhando bastante. Mudei de visual principalmente por isso, para não me ligarem a este tipo trabalho”, explicou.  No entanto, não abandonou os amigos do passado: "Voltei para o caminho do Senhor, mas não abandonei meus amigos gays”.
O novo visual seria para o novo trabalho, em fase de pré-produção: "Estou fazendo uma média de 3 shows por semana e ensaiando com uma banda para gravar meu primeiro DVD ao vivo”, conta a agora cantora, que voltou a freqüentar a Renascer após anos de ausência. No show, ela canta sucessos de Luiz Gonzaga e Aviões do Forró: "Mesclamos músicas românticas e dançantes. O público tem me recebido com muito carinho”. Em seguida, Gislaine/Júlia desdiz o que havia dito antes, que não iria gravar CD gospel. Já tendo até cantado em cultos da Renascer, falou sobre canções evangélicas: "Se Deus tocar no meu coração, posso até cantar, mas não por dinheiro".
Muito bem. Algumas coisas que eu não entendi.
1 – conversão: afinal, ela converteu ou não? Se “já era evangélica”, e foi fazer filme pornô, agora só voltou a “freqüentar igreja” e é só?
2 – retirar material da mídia: ela vai tirar do ar porque “não está ganhando nada com isso”. Isso significa que, se estivesse ganhando, deixaria o material “no ar”? E será que ela daria o dízimo do que estivesse ganhando?
3 – ela não quer gravar um cd gospel, mas faz 3 shows de forró por semana – quer dizer, cantar para o pessoal ficar no “rasta-pé” e no “rela-bucho” até levantar poeira e o sol raiar, pode? Em abril deste ano, Gislaine/Júlia gravou um vídeo no qual responde a um fã (!) dizendo que seu trabalho não interfere em sua fé.
4 – não abandonou os “amigos gays, mas também não fala nada para ninguém chama-la de “santa”. Ou seja, nada de testemunho nem de evangelizar “os amigos gays”.
5 – mudou de visual para acabar com a imagem sensual. Fala a verdade: me diz se com essa foto, agora loura e fazendo biquinho, ela mudou a imagem sensual.
Veja bem, todas as citações são dela mesma. Não estou julgando nem acusando ninguém, apenas comparando o que ela diz com o que a Bíblia ensina.
Diante disso tudo, só posso atribuir todo esse episódio ao evangelho rarefeito que se prega hoje em dia. Um “outro evangelho”, no qual não há lugar para o arrependimento nem a mudança de vida, como acontecia nos tempos de Zaqueu, que largou tudo de errado e mudou completamente de rumo. Assim como Levi/Mateus, que na mesma hora em que ouviu o chamado de Jesus, largou tudo e passou a segui-Lo. Mas hoje é diferente. Nas “igrejas” de hoje, a pessoa pode continuar exatamente como antes, só passa a freqüentar o templo de vez em quando. Gretchen e Danielle Winits, por exemplo, freqüentam templos gospel, mas continuam trocando de homem a cada estação.
O jogador Neymar é outro péssimo exemplo de “neo-evangélico”, ou “evangélico contemporâneo”, ou qualquer outra coisa que eu deixo para os sociólogos do futuro definirem. É mais um que diz aos quatro ventos que é evangélico, e até dá o dízimo, como nessa notícia. Fico pensando, o que é que o “pastor” dele disse a ele quando patrocinou uma festa de arromba com garotas de programa no hotel onde seu time, o Santos, estava concentrado? Ou quando engravidou uma adolescente? Será que o colocou “em disciplina”? O dízimo de R$ 40 mil, esse deve estar caindo no gazofilácio todo santo mês.
O que é isso? Onde é que nós estamos?
O que esses “pastores” estão pensando, ou melhor, o que estão pregando? Como é possível gente com esse comportamento e essas idéias dentro da “igreja”, dizendo que é “evangélico”, que “sempre fui evangélica”, e falando e fazendo besteiras desse tamanho?
Olha, na boa, qualquer um está sujeito a dar mancadas de vez em quando, cometer pecados ocasionalmente, ou até durante algum tempo, mas o crente verdadeiro se arrepende e quando é confrontado com o erro, pára imediatamente, se arrepende, confessa e busca evitar o mesmo nó-cego, como vemos Davi no Salmo 51, depois de repreendido por Natã. Onde está o arrependimento e a mudança de vida? “Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (II Coríntios 5:17);  “pois outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz” (Efésios 5:8). Não basta dar o dízimo, nem freqüentar igreja!
Talvez a pergunta devesse ser: onde estão os profetas, os “Natãs”, para chegar ao povo e apontar o erro?
Pense nisso.

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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Onde é que nós estamos?


Jesus tinha um temperamento tão agradável que na primeira vez que encontrou seus discípulos os convidou para ir à balada.
Isto é o que diz uma tal de “pastora” Priscila Mastrorosa, da “igreja” Bola de Neve (foto ao lado). O link para outras idiotices semelhantes que ela fala é este: http://migre.me/d5Smk .
A pergunta é inevitável: onde é que nós, como igreja, estamos?
E essa pergunta tem diversas derivações:
Como igreja, o que estamos fazendo? Como é que esse tipo de comportamento, essas práticas estranhas, essa falta de visão para entender e comunicar o evangelho, como é que vamos impactar a sociedade decadente em que estamos inseridos? Onde queremos chegar? O que pretendemos?
Vemos claramente uma diluição da mensagem do evangelho nessas pseudo-igrejas.
Há igrejas que têm ministérios de resgate de jovens das drogas, da homossexualidade; travestis e prostitutas que se renderam aos pés de Jesus tiveram suas vidas transformadas sem precisar ouvir que “Jesus era da balada”. O que transforma vidas é o evangelho genuíno, é a mensagem que diz que se a pessoa não receber Jesus vai para o inferno, que Satanás é real, que o pecado separa o homem de Deus. E o que é pecado, principalmente, que não é relativo, como acreditam alguns. Que a Bíblia ensina a evitar a aparência do mal. Tanto que nessas igrejas que citei, o pessoal entrava cabeludo, barbudo, cheio de parafuso nos beiços, mas não permanecia assim.
A Bíblia diz: “E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12:2). Transformai-vos!
Não dá para acreditar que alguém, que antes vivia segundo um certo “estilo” mundano, depois de ter uma experiência com Cristo continue a falar do mesmo jeito, a se vestir do mesmo jeito, a ter os mesmos hábitos e comportamentos, a “curtir” o mesmo estilo de música, de lazer. II Coríntios 5:17 diz que “se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”. Não fui eu quem inventou essa frase. Mas agora, até “música gospel para balada” já tem! Que testemunho é esse? Que exemplo é esse?
Desde quando cristão freqüenta balada? Desde quando Jesus ia na balada com os discípulos?
Há não muito tempo atrás, cristão não ia à danceteria. Agora já tem até balada gospel. O que mudou? A Bíblia mudou? A interpretação mudou? A mensagem mudou? Jesus mudou? Sim, Jesus mudou... ele até vai à balada agora. Daqui a pouco vão dizer que Ele tomava umas e outras como certos cantores gospel. Afinal, ele transformou água em vinho, não foi? Será que Ele nem experimentou? Gente, esse raciocínio raso é mundano, carnal e perigoso. “Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica” (Tiago 3:15).
Não estamos falando de costumes humanos: “ah, antes eu usava minissaia e agora só uso vestidão, agora não depilo mais nem as axilas, não uso mais calça comprida; agora só uso terno xadrez e não assisto mais futebol”; não, não se trata disso. Trata-se de fazer tudo “decentemente e com ordem” (I Coríntios 14:40), não só no culto, mas na vida. Este mandamento não se restringe ao domingo, mas à semana toda.
Trata-se de viver como ensina a Bíblia: sendo exemplo tanto para os “de dentro” como para os “de fora”; e isso significa se esforçar para não escandalizar ninguém. “Pelo que, se a comida fizer tropeçar a meu irmão, nunca mais comerei carne, para não servir de tropeço a meu irmão” (I Coríntios 8:13).
Mas não, parece que fazem questão de mostrar que são assim mesmo e desse jeito permanecerão. “Se Deus me aceita assim todos têm que aceitar também”, dizem. Mas o engraçado é que, ao procurar emprego (quando vão), procuram se arrumar, colocam um terno, tiram os pregos da cara e as dúzias de anéis, escondem as tatuagens. Dois pesos, duas medidas.
O pior é que pseudo-pastores usam uma expressão atribuída a Paulo – “fiz-me grego para ganhar os gregos” – para justificar seus costumes e ensinos bizarros. Que tristeza.
Em primeiro lugar, Paulo nunca disse que “se fez de grego”. O texto bíblico (I Coríntios 9) diz:
19 Pois, sendo livre de todos, fiz-me escravo de todos para ganhar o maior número possível:
20 Fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus; para os que estão debaixo da lei, como se estivesse eu debaixo da lei (embora debaixo da lei não esteja), para ganhar os que estão debaixo da lei;
21 para os que estão sem lei, como se estivesse sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo), para ganhar os que estão sem lei.
22 Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns.

Com isso o apóstolo não está dizendo que se fantasiou de fariseu para ganhar os fariseus. Ele entendeu a mente farisaica, e lhes mostrou que o evangelho ia muito além das leis e ordenanças. Não extrapolou a mensagem de Jesus! Aliás, como discípulos, não devemos viajar na maionese e reinterpretar o que Jesus pregou. Mateus 10:24 “Não é o discípulo mais do que o seu mestre, nem o servo mais do que o seu senhor”. Se Jesus não fez concessões, por que devemos nós fazê-las? Se Jesus não adaptava sua mensagem ao gosto do freguês, por que deveríamos fazer isso?
E quando Paulo diz que “para ganhar os que estão sem lei” foi “como se estivesse sem lei”, não está dizendo que entrou a beber com os coríntios, conhecidos por sua devassidão homérica. Porque o próprio Paulo diz, claramente, que não se portou “para os que estão sem lei” da mesma forma que eles, pois estava “mas debaixo da lei de Cristo” (v. 21). E qual é a lei de Cristo sob a qual devemos estar?
E em segundo lugar, quando esteve na Grécia, Paulo não entrou na deles, mas expôs o evangelho com sabedoria. Começou falando da mitologia grega, mas logo mostrou que Deus estava muito acima desses conceitos. Leia Atos 17:16-34, notando os dois últimos versos:
“Assim Paulo saiu do meio deles. Todavia, alguns homens aderiram a ele, e creram, entre os quais Dionísio, o areopagita, e uma mulher por nome Dâmaris, e com eles outros”.
Esses, que querem ser “como gregos”, se encaixam naquele tipo de pessoa descrita por Pedro em sua segunda carta, cap. 3:15-16: “e tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; como faz também em todas as suas epístolas, nelas falando acerca destas coisas, mas quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, como o fazem também com as outras Escrituras, para sua própria perdição”. Indoutos e inconstantes, torcendo ensinos que não compreendem, para sua própria perdição.
E com isso, acabam criando um evangelho da porta larga, onde cabe tudo. Gálatas 1:
6 Estou admirado de que tão depressa estejais desertando daquele que vos chamou na graça de Cristo, para outro evangelho,
7 o qual não é outro; senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo.
8 Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho além do que já vos pregamos, seja anátema.
9 Como antes temos dito, assim agora novamente o digo: Se alguém vos pregar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema.


O que pretendemos fazer da nossa breve estada neste mundo?
Ainda há sabor nesse sal?
Ainda brilha essa luz?
Porque “Vós sois o sal da terra; mas se o sal se tornar insípido, com que se há de restaurar-lhe o sabor? para nada mais presta, senão para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens” (Mateus 5:13).
E “sois a luz do mundo” (Mateus 5:14). Mas “se a luz que em ti há são trevas, quão grandes são tais trevas!” (Mateus 6:23).
Uma vez, quando ainda se pregava o evangelho genuíno neste país, ouvi um homem de Deus dizer que a igreja é como um barco no mar. O barco precisa entrar no mar, mas o mar não pode entrar no barco.
A igreja é o barco, e o mar é o mundo.
Faça a analogia.
A igreja precisa de uma reflexão. Onde é que nós estamos? Não estaríamos como um barquinho no meio do mar, sem saber que rumo tomar?
E o pior... a água está entrando.

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