Mostrando postagens com marcador santo padroeiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador santo padroeiro. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Dia de "são" João, "são" Pedro, "santo" Antonio...

24 de junho é o dia que os católicos dedicam a “são” João. Um dos “santos” mais festejados em diversos países, especialmente os de fala latina, em sua “honra” fazem festas, soltam fogos de artifício, sobem em troncos lubrificados, preparam comidas típicas, pulam fogueiras, cantam e dançam em roda até cair... e evidentemente, seguem procissões atrás da imagem do dito cujo, antes e depois de celebrarem suas missas.  É uma festa já tão tradicional que se torna extremamente difícil separar o que é cultural do religioso. Uma vez que a religião  muitas vezes molda a cultura, não se pode falar em uma celebração de cunho meramente “folclórico”.
Por exemplo – o aspecto cultural pode ser explicado pelo vasto processo de miscigenação que formou o povo brasileiro, ao longo dos séculos. A “dança da quadrilha”, tão popular nessa época do ano, herdou o nome de uma dança de salão francesa para quatro pares, a “quadrille”, em voga na França entre o início do século XIX e a I Guerra Mundial. A “quadrille”, por sua vez, já era um desenvolvimento da “contredanse”, popular nos meios aristocráticos franceses do século XVIII, a qual veio de uma dança inglesa de origem campesina, surgida provavelmente por volta do século XIII, e que se popularizara em toda a Europa. A “quadrille” veio para o Brasil seguindo o interesse por tudo que fosse a última moda de Paris (da criação da academia de letras ao uso do cavanhaque, tudo que era francês era “chic”).
Depois disso, como sempre, veio a mistura e a dança se fundiu com outras danças e se modificou, com o aumento do número de pares e o abandono de passos e ritmos franceses. Em contato com diferentes danças, a quadrilha sofreu influências regionais, daí surgindo muitas variantes: “Quadrilha Caipira” (São Paulo, Minas Gerais), “Saruê” (corruptela do termo francês “soirée”, no Brasil Central), “Baile Sifilítico” (é isso mesmo! Na Bahia), “Mana-Chica” (Rio de Janeiro), etc.
Ainda que inicialmente adotada pela elite urbana brasileira, esta é uma dança que teve o seu maior florescimento no Brasil rural (daí o vestuário “caipira”). O nacionalismo folclórico marcou as ciências sociais tanto no Brasil como na Europa, entre os começos do Romantismo e a II Guerra Mundial. A quadrilha, como outras danças, foi sistematizada e divulgada por igrejas e clubes, sendo defendida por professores e praticada por alunos em colégios e escolas como expressão da cultura cabocla e da república brasileira. Esse folclorismo acadêmico e ufanista explica de certo modo o aspecto “matuto” (mas artificial) da quadrilha.
Outro aspecto interessante é composto pelas comidas típicas, consumidas por uma razão muito simples: o meio do ano é a época da colheita do milho, daí as comidas como pipoca, pamonha, e semelhantes (canjica etc.).
Já sabemos que o mito da fogueira se originou de uma mentira católica. Para “cristianizar” um costume pagão, a igreja de Roma inventou que o antigo costume de acender fogueiras no começo do verão europeu tinha suas raízes em um acordo feito por Maria e Isabel. Para avisar Maria sobre o nascimento de seu filho João, e assim ter seu auxílio após o parto, Isabel teria de acender uma fogueira sobre um monte. Pura bobagem. Quando João nasceu, Maria já havia ficado em companhia de Isabel por três meses, mas já havia voltado para casa logo antes de o menino nascer (ver Lucas 1:56-58). Maria então já estava grávida de Jesus e precisava ir cuidar de si e do bebê que nasceria em breve. Pelo relato bíblico, quando João nasceu, não houve nenhuma fogueira. Esse negócio de fogueiras foi herdado das religiões pagãs da Europa medieval, que celebravam essa ocasião acendendo fogueiras e dançando ao redor delas, exatamente como nas “quadrilhas”. Não foi o contrário, isto é, a origem das fogueiras seriam cristãs. Não: são pagãs, doa a quem doer.
A festa pagã do solstício de verão na Europa (ou do inverno, no hemisfério sul), era celebrada no dia 24 de junho, segundo o calendário juliano (pré-gregoriano). Leia mais aqui.
Outro mito extremamente sem cabeça é “são” João nascendo em junho, um tremendo chute. Como foi convencionado que Jesus teria nascido em 25 de dezembro, a lógica exige que João Batista tenha vindo ao mundo em 24 de junho. Na verdade é um erro em conseqüência de outro. Já vimos aqui que Jesus dificilmente teria nascido em dezembro. Se olharmos bem o que diz a Bíblia, a única fonte de informações confiável, veremos que Jesus nasceu de fato entre setembro e outubro (no mês de etanim), o que coloca o nascimento de João Batista em março (mês de abibe). Assim cai por terra a data de 24 de junho, ficando provado, mais uma vez, que o único motivo da festa é a adoção de uma celebração pagã.
Aliás, há outros “santos” populares celebrados nesta mesma época: “santo” Antônio (no dia 13) e “são” Pedro e “são” Paulo (no dia 29, supostamente data da execução dos dois apóstolos). Essas celebrações são particularmente importantes no norte da Europa - Dinamarca, Estônia, Finlândia, Letônia, Lituânia, Lituânia, Noruega e Suécia - mas são encontrados também na Irlanda, na Galícia (norte da Espanha e Portugal), partes do Reino Unido (especialmente na Cornualha), França, Itália, Malta, Ucrânia, e em outros lugares como Canadá, Estados Unidos, Porto Rico e até na Austrália.
Especialmente na “festa de santo Antônio”, multiplicam-se as chamadas “simpatias”, uma forma “light” de bruxaria, como por exemplo enterrar a imagem de cabeça para baixo até que o pedido de arranjar marido seja atendido (claramente uma forma de macumba). E também pendurar fitas em certas partes da imagem, lembrando rituais pagãos em honra a Príapo, também “suavizados” ou, se preferir, “cristianizados”... Quem quiser que pesquise depois.
Ficam duas advertências. A primeira, àqueles que ainda se apegam às tradições de “santos”, religiosidade e festas “folclóricas” juninas.
É  impossível participar de uma “festa junina” sem estar “honrando o santo padroeiro”, que é o principal motivo dessas ocasiões. Fazer celebração a “santos” é idolatria, pois a Bíblia proíbe até mesmo fazer qualquer tipo de imagem, quanto mais festa em honra delas ou do que elas supostamente representam. Muitos já disseram que uma imagem esconde demônios que recebem as homenagens, orações e oferendas, e assim o que as homenageiam longe de agradar a Deus ou ao “santo”, presta um culto ao demônio. Doa a quem doer.
E querer misturar lendas, mitos, contos da carochinha de várias origens com a fé cristã, é o cúmulo do absurdo - até jacaré de asa a cristandade já tem agora. Acho que a única regra de fé e prática para quem diz acreditar em Deus tinha que ser a própria Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada e mais nada, que deveria ser lida e ensinada nos templos que se pretendem cristãos. Repito o que já escrevi acerca de outros “santos”.
A Bíblia é clara. É simples: a oração é uma forma de culto. E foi o Senhor Jesus quem disse: “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a Ele darás culto” (Mateus 4:10). Se prestamos “homenagem” a qualquer entidade que não Cristo ressurreto, seja com orações, procissões, festas “juninas” e coisas do tipo, cometemos idolatria, que Deus abomina e rejeita:
- Não farás para ti imagens esculpidas, nem qualquer imagem do que existe no alto dos céus, ou do que existe embaixo, na terra, ou do que existe nas águas, por debaixo da terra. Não te prostrarás diante delas e não lhes prestarás culto (Êxodo 20:4);
- Não vos voltareis para os ídolos, nem fareis para vós deuses de fundição. Eu sou o Senhor vosso Deus (Levítico 19:4);
- Não fareis para vós ídolos, nem para vós levantareis imagem de escultura nem estátua, nem poreis figura de pedra na vossa terra para inclinar-vos diante dela. Eu sou o Senhor vos­so Deus (Levítico 26:1);
- Confundidos sejam todos os que adoram imagens de esculturas, que se gloriam de ído­los inúteis. (Salmo 97:7);
- Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos do homem. Têm boca, mas não fa­lam, têm olhos, mas não vêem; têm ouvidos, mas não ouvem, têm nariz, mas não cheiram; têm mãos, mas não apalpam, têm pés, mas não andam; nem som algum sai da sua gar­ganta; Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem, e todos os que neles confiam (Salmo 115:4-9 e 135:15-18).
E finalmente, deixemos que outro “são” João - o apóstolo - fale: “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos” (I João 5:25).
E também erram os evangélicos que tentam adaptar a suas igrejas, congregações e denominações esses costumes mundanos. Hoje é tristemente comum nas igrejas ditas evangélicas a realização de festas “jesuínas” e outras aberrações do tipo. Procure no Google e ficará abismado(a) - ou não... Mas lembre-se de que Israel pecou muito, no passado, por se misturar aos povos pagãos que o cercavam. Os israelitas adotaram festas e costumes dos filisteus, dos amonitas e outros povos, sendo duramente castigados por Deus, que de antemão os advertira: veja Deuteronômio 12:29-31.
E decida se apóia ou não “festa junina”.

230180

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Francisco de Assis, padroeiro dos animais?

Bichos lotam igreja no dia do “santo”
No Dia de São Francisco de Assis (4 de outubro), “padroeiro dos animais”, é tradição os donos levarem seus bichinhos para receber benção na paróquia do santo na Zona Sul de São Paulo. O comum é abençoar cachorros, gatos, passarinhos. Mas teve gente que levou até cavalo, hamster e tartaruga. Antes de ir para a escola, Vitória, de 7 anos, levou dois canários para acabar com as brigas (foto ao lado).
“Eles estão brigando muito. Ela acabou de chegar, daí ele está com ciúmes. Com a bênção acho que vai melhorar, eu vou deixar os dois dentro da gaiola juntos”. A enfermeira Antônia Santos usa todo o carinho que tem para cuidar dos seus animais de estimação. “São seis cachorros e 12 gatos”. No dia do protetor dos animais, nenhum tem descanso. “É uma emoção, é alguma coisa que eu posso dar pra eles através de Deus”. Uma gata virou companheira para Benedita Alves, auxiliar de escritório. “Depois que meu marido faleceu ela virou uma companheira. Ela está sempre do meu lado, quando estou triste, ela fica triste. Meus filhos adoram ela, ela é um amor”. As missas são realizadas às 15h, 16h, 17h, 18h e 19h30 (fonte: G1).
É uma noticia estarrecedora essa, levar animais para “receber bênção de santos”. Como se já não bastassem as grosseiras superstições que envolvem os chamados “santos”, clara e explicitamente condenadas pela Bíblia, agora as pessoas vão além, envolvendo “seus bichinhos”. E isso inclui até cavalos!
A coisa toda começou com personagens que, como a maioria das estórias “de santos”, se tornaram lendários e suas vidas, contos da carochinha. “São” Francisco, que não se chamava Francisco e sim Giovanni, era um filhinho-de-papai boa-vida, um playboy italiano que vivia em farras, até o dia em que adoeceu gravemente e, aterrorizado pela morte, prometeu que se Deus o livrasse tornar-se-ia padre. Quando finalmente se curou, ainda teve outras aventuras e por fim, desiludiu-se da vida de festas e diversões. Depois de ter visões, sonhos e ouvir vozes como aconteceria com Joana D’arc um século depois, cumpriu a promessa e fez-se pregador itinerante. Há outras versões, entretanto, para sua “conversão”.
Vários episódios, uns reais e outros lendários, o cercam, dentre as quais este: chegando a certo vilarejo, viu que as pessoas não se interessavam por sua pregação e dirigiu-se então a um campo, perto de um lago. Ali começou um sermão para ninguém. Os
animais começaram a cercá-lo e ficaram ali parados, ouvindo sua pregação. Dizem que até os peixes do lago botavam a cabeça para fora d’água para ouvir a prédica. Algumas pessoas, passando,viram o milagre e se aproximaram, e assim ouviram a pregação do “santo”.
Uma história bem bonitinha mesmo, que explica a origem da expressão “padroeiro dos animais” – e, mais recentemente, para ser politicamente correto, da ecologia e dos ecologistas. Talvez um dia o Partido Verde e o Greenpeace o adotem também. Enfim, a 
história de “são” Francisco é um conto daqueles que dão excelentes gravuras para criança colorir. Também já rendeu pelo menos um filme de sucesso, “Irmão Sol, Irmã Lua”, dirigido em 1972 por Franco Zefirelli, repetindo a mesma fórmula “casal-de-jovens-bonitinhos-vive-amor-impossível” que usou em “Romeu e Julieta”, de 1968 (aliás, Zefirelli gostava da temática religiosa e depois também filmou “Jesus de Nazaré”, em 1977). Mas fora isto - material ficcional - nenhuma outra utilidade tem essa história. Como todas as lendas sobre “santos”, só serve para aumentar e perpetuar a devoção a um personagem que, assim, ocupa o lugar de Deus – recebe louvor, homenagens, preces, etc. Coisas que, segundo a Bíblia, só Deus é digno de receber, conforme qualquer um - católico, evangélico, espírita, ateu - pode ler em Salmo 145:3; ou em Apocalipse 5:12 e 13 (clique para ler).
Toda essa obsessão por “padroeiros” tem origem nas religiões do mundo greco-romano, de onde a igreja católica copiou e adaptou inúmeros mitos e lendas, pensando com isso estar fazendo um favor a Jesus Cristo, aumentando o número de Seus seguidores. Ledo engano!
As religiões antigas eram pródigas em “padroeiros”. Ares, por exemplo, era um deus guerreiro, e se tornou protetor dos soldados, que o cultuavam com sacrifícios oferecidos em troca de proteção e vitória.  Posteriormente, virou “Marte” para os romanos. Você já percebeu que várias cidades possuem um “campo de Marte”? Trata-se de um local reservado a eventos militares. Em São Paulo existe um, onde fizeram um pequeno aeroporto. O de Roma era consagrado a essa divindade e hoje está cheio de construções do período barroco, como a Piazza Navona; no seu limite norte ainda se podem ver as ruínas do Mausoléu de Augusto, o maior dos imperadores romanos. No “Campo de Marte” de Paris, está a famosa Escola Militar Francesa. Do nome “Marte” vem a raiz “marcial” – como em “artes marciais” e outras coisas relacionadas a exércitos, paradas, desfiles etc. Com o tempo, os soldados romanos voltaram das batalhas no Oriente e de lá trouxeram o culto de Mitra, outro deus-guerreiro que acabou tomando o lugar de Marte na devoção dos militares.
O Poseidon grego (Netuno para os romanos), deus dos mares e oceanos, se tornou protetor dos marinheiros, e assim por diante. Não preciso dizer mais; apenas que, ao dominar a Grécia, Roma absorveu o panteão grego, modificando apenas os nomes dos deuses. E com a decadência do império e a ascensão do catolicismo, a igreja romana fez uma osmose nessa mixórdia toda, adotando para si um exército de heróis e “santos” que visava unicamente substituir, para os novos fiéis, o culto dos antigos deuses. Assim, pensavam os padres, o povo não sentiria tanta diferença entre a crença antiga e a nova. Que bobagem! Era justamente a diferença entre o Cristianismo e o paganismo, e o ateísmo, que deveria atrair as pessoas a Cristo!
Até mesmo o antigo Panteão de Roma, um templo construído “para todos os deuses”, foi transformado em igreja... “de todos os santos”!!! Veja outros templos católicos - sucessores dos templos pagãos, “dedicados a um deus ou a um herói, os templos, decorados com esculturas (de deuses ou heróis) em relevo entre o teto e o topo das colunas, eram constituídos de pedras nobres como o mármore” (fonte). Qualquer semelhança não é mera coincidência!
Assim é que não é difícil perceber porque Ares virou Marte, que foi substituído por Mitra, que deu lugar a “são” Jorge, o “santo guerreiro”. Cosme e Damião incorporaram (eeepa!) as características de Castor e Polux. Ademais, a maioria dos “santos padroeiros de alguma coisa” têm sua origem no paganismo bárbaro e inculto. Até mesmo o costume antigo, de dar a cada cidade ou nação um “protetor”, reviveu sob o catolicismo – veja de novo aqui, por exemplo. E “são” Francisco, em que pese a sua bela historia de bondade e de caridade, de abnegação e “opção preferencial pelos pobres”, é uma abominação aos olhos de Deus - como todos os outros “santos” e “padroeiros”, doa a quem doer.
Veja o que a Palavra de Deus diz sobre isto:
Rezar para “santos” de qualquer quilate é, em última instância, tentativa de comunicação com os mortos. Os “santos” já morreram, certo? Eu estive em Assis e vi o “são” Francisco lá, mortinho da silva, numa cripta ricamente decorada. Posso afirmar com certeza que ele não ouviu nada do que foi falado ali, pertinho da sua tumba -pelo menos não deu nenhum sinal - quanto mais orações a milhares de quilômetros dali. E além do mais a tentativa de comunicação com os mortos é proibida por Deus. Deuteronômio 18:10-12 diz: “Não se achará no meio de ti (...) quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti”.
Logo, quem pratica a comunicação com os mortos não está em comunhão com a Palavra de Deus. Isaías 8:19-20 diz: “...acaso a favor dos vivos consultará os mortos? A Lei e ao Testemunho! se eles [a Lei e o testemunho, isto é, a Palavra de Deus escrita na Bíblia] não falarem segundo esta palavra, nunca lhes raiará a alva”. Aí está consignada a aproximação do catolicismo com a umbanda e também com o espiritismo, pois todas essas crenças procuram contato com entidades que não pertencem ao mundo dos vivos, e portanto estão afastadas de Deus!
E os mortos – “são” Francisco, espíritos desencarnados, Maria - não são nossos mediadores, conforme lemos em I Timóteo 2:5 – “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem”.
Portanto, caro amigo, abandone os caminhos errados enquanto ainda há tempo. Francisco de Assis, aliás, Giovanni, pode até ter sido um cara legal, embora preso à idolatria; fez caridade, gostava de bichinhos e de “santa” Clara, etc e tal. Até malhou o “papa” de sua época. Mas não temos permissão para colocá-lo numa posição que ele não pode assumir - a de conceder graças e atender preces, ainda mais abençoando animais, porque ele está morto! Ele não é Deus! A Bíblia é quem lhe faz esse alerta: “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto” (Isaias 5:6).
Pare e pense!

176010



terça-feira, 17 de abril de 2012

Salve Jorge!


No dia 23 de abril há uma grande movimentação na esfera espiritual. De acordo com a tradição, essa é a data da morte de um soldado romano que virou santo e teria morrido nesse dia, mas é celebrado também em 3 de novembro (reconstrução da igreja dedicada a ele, onde estariam suas supostas relíquias). “Padroeiro” da Inglaterra, Portugal, Geórgia, Lituânia, Catalunha,  Moscou e, extra-oficialmente, do Rio de Janeiro (o oficial é “são” Sebastião), também é “patrono” dos escoteiros e da cavalaria do Exército Brasileiro. Trata-se de “são” Jorge”, um dos “santos” mais populares do mundo, cultuado em imagens, figuras, medalhas e até em tatuagens. Sua imagem é vista em templos católicos, bares, clubes de futebol, prostíbulos, padarias, bancas de revista e delegacias do Oiapoque ao Chuí.
Celebridades declaram sua “devoção” a essa entidade: Zeca Pagodinho gravou a música “Ogum”, cheia de sincretismo, com a oração de “são” Jorge no final feita por Jorge Benjor (que também compôs “Jorge da Capadócia”, interpretada por Caetano Veloso, Fernanda Abreu e Racionais MC’s). Moacyr Luz e Aldir Blanc também prestaram sua “homenagem” em “Medalha de São Jorge”, gravada por Maria Bethânia. Artistas que são verdadeiras figurinhas carimbadas nos terreiros e encruzilhadas deste país.
A banda Angra também usou a imagem do “santo” no seu álbum “Temple of Shadows”, e é até comum ouvir por aí a expressão “vestido com as armas de Jorge”, como fórmula mágica ou vacina contra malefícios. As tatuagens com o “santo” estão entre as que fazem mais sucesso no Brasil. “São” Jorge é “padroeiro” do Corinthians, que fez uma camisa especial com sua imagem.
A famigerada Rede Globo levou ao ar em 2012 uma novela, escrita pela insuportável Glória Perez, com título “Salve Jorge”. A cúpula global despistou dizendo que o enredo não tratava de religião, mas sim de “assuntos como tráfico de pessoas, tendo como ambiente o morro do Alemão e a Turquia”. A auto-denominada “escritora” da trama filosofou no twitter que “a fé nele [‘São’ Jorge] existe e vamos mostrar: a fé na força que temos para vencer os dragões que a vida nos reserva”. A emissora até cogitou alterar o título “para não desagradar o público que não crê no santo católico” (leia-se “evangélico”).
Todo esse rebuliço começou lá na Capadócia (atual Turquia), onde o “santo” teria nascido quase no fim do terceiro século da era cristã. Não se sabe como, ele foi parar em Israel com sua mãe, Lida. Seguiu a carreira militar e logo virou capitão na corte imperial em Nicomédia – de novo sem explicação, reapareceu na Turquia. Também não se explica como ele se converteu, e resumindo, na perseguição movida pelo imperador Diocleciano contra os cristãos no ano 303, o jovem capitão se recusou a venerar as estátuas dos antigos ídolos (suprema ironia!), e foi torturado até a morte. A história é mais ou menos a mesma de Cosme e Damião: duzentos anos depois construíram uma capela para ele e começou a idolatria ao seu redor.
E como se não bastasse a ironia do “mártir-que-combate-a-idolatria-mas-se-torna-ídolo”, ainda há o disparate do dragão. Antes de prosseguir, pergunto: quem aí com mais de 6 anos de idade ainda acredita em dragões? É que o “santo” é sempre retratado lutando com esse bicho imaginário. Pergunto qual o devoto que toparia deixar o mito de lado e aceitaria o “são” Jorge sem dragão. Mesmo que se faça um grande exercício de interpretação e se diga, por exemplo, que o dragão significa a maldade, as coisas ruins, as más energias, até mesmo o Diabo, não se pode negar que o cerne da crença é um conto de fadas hollywoodiano, popularesco e embebido em sincretismo de alta octanagem – precioso ao clero católico, pois permite pescar um número maior de incautos.
Uma vertente do mito diz que, assim como o nórdico caçador de dragões Sigurd, Jorge era filho de um senhor feudal. Sua mãe morreu e o recém-nascido foi roubado pela Dama do Bosque (eu já tinha ouvido sobre a Dama do Lago, aquela que dá a espada Excalibur para o rei Artur, mas essa do Bosque pra mim foi novidade: outro plágio?). Crescido, foi lutar contra os sarracenos e, depois de aventuras por terra e mar, foi para Sylén, na Líbia, onde encontrou um pobre eremita que lhe relatou estar toda a cidade em sofrimento, pois um dragão de hálito venenoso e cuja pele não podia ser perfurada ia matar todo mundo. O monstro todos os dias exigia o sacrifício de uma bela donzela (dragão exigente esse; mas exigia como, por sinais de
fumaça?)... Bom, como na lenda do Minotauro, a bola da vez era a filha do rei, e lá se foi o herói enfrentar a fera. Resumindo, Jorge matou o dragão – não se sabe como, pois a pele do bicho era impenetrável, lembra? – levou a princesa para a Inglaterra, e todos foram felizes para sempre.
Outra variante diz que Jorge – dessa vez um marinheiro – acampou com sua armada numa cidade onde havia um crocodilo alado (é isso mesmo) que comia gente, e ninguém podia entrar ou sair, pois o hálito da criatura matava todo mundo (o bafo venenoso impressionava, pois é citado nas duas versões). Os habitantes começaram a sacrificar crianças para aplacar o jacarezão. Até aí tudo bem, só que quando chegou a vez da filha do rei, uma garota de 14 anos, trataram de arranjar um herói para salvar o couro da princesa. É sempre assim, quando o pobre está no rolo ninguém liga, mas vai mexer com a elite... logo colocam a tropa na rua. Enfim, o bacana foi lá, resolveu a parada, e ainda faturou a princesa. Vejam que a pedofilia é antiga no catolicismo, pois a princesa tinha só 14 anos.
A semelhança com a Bela Adormecida revela a origem medieval dessa mixórdia toda. Pensa-se que os cruzados ingleses foram os primeiros a levar “são” Jorge para Portugal, quando ajudaram Dom Afonso Henriques tomar Lisboa dos mouros em 1147. Tanto que o ponto mais alto da cidade é ocupado por um castelo dessa época que leva o nome do “santo”. Não há consenso, porém, sobre como teria se tornado “padroeiro” da Inglaterra. Acredita-se que foi escolhido quando o rei Artur fez bandeiras com a cena do “santo” e o dragão.
Mas o “santo guerreiro” perdeu pontos por lá recentemente. A rádio BBC perguntou aos ingleses qual o seu preferido, e o eleito foi “santo” Alba! Talvez por que o “papa” Leão XIII (em 1893) trocou o capadócio por “são” Pedro como “padroeiro” da Inglaterra, recomendação que perdura até hoje, ou então por ter sido rebaixado por Paulo VI a “santo menor de terceira categoria” (segundo a hierarquia católica). Ou seja, seu culto seria opcional e não universal. Nesse meio tempo, o político polonês Karol Wojtila, que atendia pela alcunha de João Paulo II e reinou no Vaticano no fim do século passado, o reabilitou como figura de primeira instância e “arcanjo”.
Já no Brasil, onde a mistureba católica atinge níveis inacreditáveis de contaminação, a forte influência da cultura africana ofusca o mito do mártir cristão. No candomblé e na umbanda, ele é associado ora a Ogum, ora a Oxossi, “orixá da lua”. A tradição diz que as manchas na Lua representam o “santo” a cavalo, pronto para defender seus devotos.
As religiões afro seguem uma cosmogonia particular, animista e mais parecida com os cultos indígenas e orientais, mas daí o cristão adotar tudo isto como verdade e ainda insistir que é normal, já é demais. O interessante, que o católico comum parece não enxergar, é que 99% dos cristãos do terceiro século foram torturados e mortos justamente por rejeitar a devoção, a veneração, as homenagens e cultos a – pasmem os senhores – ídolos, deuses, heróis, heroínas . . . representados por imagens!
Mesmo que parte da história seja verdade, o grosso é lenda. Como, aliás, ocorre com a maioria dos mártires. E querer misturar lendas, mitos, contos da carochinha de várias origens com a fé cristã, é o cúmulo do absurdo - até jacaré de asa a cristandade já tem agora. Acho que a única regra de fé e prática para quem diz acreditar em Deus tinha que ser a própria Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada e mais nada, que deveria ser lida e ensinada nos templos que se pretendem cristãos.
E a Bíblia é clara quanto a “santos” e assemelhados, doa a quem doer. É simples: se os “santos” já morreram, e se a tentativa de comunicação com os mortos é proibida (Deuteronômio 18:10-12, “Não se achará no meio de ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti”), logo, quem tenta comunicação com defuntos não está em comunhão com Deus. Isaías 8:19 pergunta: “...acaso a favor dos vivos consultará os mortos?”
E os mortos – “santos”, espíritos “desencarnados”, Maria – não são nossos mediadores, como lemos em I Timóteo 2:5 – “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem”. Pedir auxílio de um “santo”, um morto, um defunto, significa dizer que Cristo é insuficiente!
A oração é uma forma de culto. E foi o Senhor Jesus quem disse: “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a Ele darás culto” (Mateus 4:10). Se prestamos homenagem e pedimos graças a qualquer entidade que não Cristo ressurreto, cometemos idolatria, que Deus abomina e rejeita:
- Não farás para ti imagens esculpidas, nem qualquer imagem do que existe no alto dos céus, ou do que existe embaixo, na terra, ou do que existe nas águas, por debaixo da terra. Não te prostrarás diante delas e não lhes prestarás culto (Êxodo 20:4);
- Não vos voltareis para os ídolos, nem fareis para vós deuses de fundição. Eu sou o Senhor vosso Deus (Levítico 19:4);
- Não fareis para vós ídolos, nem para vós levantareis imagem de escultura nem estátua, nem poreis figura de pedra na vossa terra para inclinar-vos diante dela. Eu sou o Senhor vos­so Deus (Levítico 26:1);
- Confundidos sejam todos os que adoram imagens de esculturas, que se gloriam de ído­los inúteis. (Salmo 97:7);
- Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos do homem. Têm boca, mas não fa­lam, têm olhos, mas não vêem; têm ouvidos, mas não ouvem, têm nariz, mas não cheiram; têm mãos, mas não apalpam, têm pés, mas não andam; nem som algum sai da sua gar­ganta; Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem, e todos os que neles confiam (Salmo 115:4-9 e 135:15-18).

Cuidado com as suas devoções!

Atualizado em 12/03/2014

138300








sábado, 24 de setembro de 2011

Cosme e Damião

Cosme e Damião são dois “santos” muito populares em todo o Brasil. Todos os anos, ao se aproximar o dia 27 de setembro, data dedicada pelos católicos e umbandistas a esses personagens, é comum a distribuição de balas e doces às crianças, e na Bahia, é forte a tradição de dar esmolas para a preparação do “caruru dos santos”, uma comida à base de quiabo e azeite de dendê, para a “festa”. Evidentemente, crendices com raízes nos cultos africanos. Mas a igreja católica apregoa que esses santos são protetores das crianças, dos gêmeos e padroeiros dos médicos. Também é costume católico a distribuição de balas e doces para as crianças no dia 26 de setembro. Segundo o padre Michelino Roberto, “pelo calendário oficial da igreja, a festa é celebrada no dia 26. Mas o povo prefere 27, data da inauguração da basílica que o papa Félix IV mandou erguer para os dois em Roma, no ano 500”. 
Afinal de contas, quem foram esses personagens?
Será que há algum mal em permitirmos as crianças receberem doces ou balas? O que há de tão errado nisso? São apenas crianças se divertindo. Afinal, Cosme e Damião não foram santos, cristãos que perderam a vida por amor a Cristo?
Cosme e Damião eram irmãos gêmeos que, desde cedo, se envolveram com medicina, indo estudar na Síria. A data de seu nascimento, no século III, é incerta. Não se sabe ao certo as circunstâncias que os levaram a ter contato com o cristianismo. Reza a lenda que, por onde andavam, os gêmeos não cobravam pelos serviços que prestavam como médicos, porque tinham como prioridade a conversão dos pagãos à fé cristã. Na verdade, eram outras riquezas que os atraíam. Devido ao fato de não se prostrarem diante dos ídolos e deuses pagãos, o governo imperial ordenou a prisão dos dois médicos, acusados de inimigos da religião do império – já parou para pensar que ironia, dois cristãos que detestavam estátuas de ídolos serem cultuados sob a forma de estátuas? Bem, ainda segundo a lenda, os dois irmãos morreram como mártires cerca do ano 300, possivelmente na perseguição movida pelo imperador Diocleciano. Por volta do ano 530, o imperador Justiniano, gravemente ferido, mandou construir, em Constantinopla, um grande templo em honra desses mártires.
Embora o culto aos gêmeos tenha-se originado em longínqua data e em vários pontos da Europa, foi no Brasil, no entanto, especialmente na Bahia, que a fé nos “santos” ganhou mais força, juntando-se às devoções das raças branca e negra. Clique aqui para ver a ligação entre o culto católico e o culto africano. É sabido que os africanos, ao serem trazidos como escravos para o Brasil, foram proibidos de cultuar seus deuses. Para burlar a vigilância de seus senhores, passaram a associar suas entidades aos santos católicos, o que chamamos de sincretismo. Para que pudessem festejar seus “ibejis” ou “erês” (que significa “criança que gosta de oferendas”), os escravos encontraram nos “santos gêmeos” a analogia perfeita, e é por isso que Cosme e Damião, até hoje, são associados a crianças, e no seu dia se oferecem comidas como o tradicional caruru, balas e doces.
Para que se tenha uma idéia de como é forte a crendice popular em torno desses dois irmãos, veja o que publicou o jornal “O Estado de S. Paulo” em 26 de setembro de 1998:
“Salvador, o bairro da liberdade, o mais populoso da capital baiana, terá um domingo de festa, amanhã, com a comemoração do dia dos santos Cosme e Damião. Haverá missas de uma hora na igreja que leva o nome dos gêmeos. Às 16 horas, uma procissão percorrerá as ruas. Os santos são muitos populares entre os adeptos do candomblé e os devotos do catolicismo. No candomblé, os santos correspondem aos ibejis ou erês, espíritos de crianças, considerados mensageiros dos orixás. Segundo a tradição, quem nasce neste dia tem a obrigação de oferecer caruru, todos os anos, a sete meninos”.
Veja só o que é o sincretismo, mistura-se de tudo sem a menor cerimônia. É costume no catolicismo transformar centenas de cristãos sinceros, que se têm revelado ao longo da história da Igreja, em personagens de devoção religiosa para uma massa de fiéis que possui zelo de Deus mas nenhum conhecimento de sua Palavra. Paulo disse em sua carta aos romanos: “Porque lhes dou testemunho de que têm zelo de Deus, mas não com entendimento” (Romanos 10:2).
Conclui-se que uma grande parcela dos fiéis, tanto do candomblé quanto do catolicismo, busca uma relação sincera com Deus. Mas, por terem aprendido que Cosme e Damião podem influenciar a vida deles e a de seus filhos, recorrem, ao precisarem de ajuda, aos ensinamentos que ouviram. São sinceros no que fazem, por assim dizer, mas não agem “com entendimento”.

O ensinamento de que o homem deve recorrer aos mortos para receber ajuda é amplamente divulgado pelo espiritismo e outras seitas por todo o mundo. É costume entre os católicos afirmarem: “Por que as pessoas que foram tão boas não podem nos ajudar?”...
A Bíblia tem resposta a essa questão.
Rezar para “santos”, seja de que quilate forem, é, em última instância, tentativa de comunicação com os mortos, doa a quem doer. Os “santos” já morreram, certo? E a tentativa de comunicação com os mortos é proibida por Deus. Deuteronômio 18:10-12 diz: “Não se achará no meio de ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti”.
Logo, quem pratica a comunicação com os mortos não está em comunhão com a Palavra de Deus. Isaías 8:19-20 diz: “...acaso a favor dos vivos consultará os mortos? A Lei e ao Testemunho! se eles [a Lei e o testemunho, isto é, a Palavra de Deus escrita na Bíblia] não falarem segundo esta palavra, nunca lhes raiará a alva”. Aí está consignada a aproximação do catolicismo com a umbanda e também com o espiritismo, pois todas essas crenças procuram contato com entidades que não pertencem ao mundo dos vivos, e portanto estão afastadas de Deus!
E os mortos – santos, espíritos desencarnados, Maria – não são nossos mediadores, conforme lemos em I Timóteo 2:5 – “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem”.
Outros motivos dizem respeito ao fato de que não precisamos auxílio de “santos”. Vejamos porquê:
- Temos a confiança de que podemos nos aproximar diante de Deus e sermos socorridos pelo Senhor (Hebreus  4:16);
- Jesus é o nosso intercessor (I Timóteo 2:5, acima);
- Todo aquele que é nascido de novo pela fé é chamado santo (Romanos 1:7; Efésios 3;8; 4:11-12);
- Cristo está o tempo todo intercedendo por nós (Hebreus 7:25).
Quando recorremos ao auxílio de algum “santo” (neste caso, Cosme e Damião), isso implica que Cristo é insuficiente, tanto para salvar como para abençoar as nossas crianças e os profissionais da área da medicina.

A oração é uma forma de culto. E foi o Senhor Jesus quem disse: “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele darás culto” (Mateus 4:10). Não devemos ser levados por filosofias vãs (Colossences 2:8, “Tendo cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo”), antes, prestar o nosso culto racional a Deus (Romanos 12:1, “Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional”). Devemos, isso sim, nos desvencilhar dos preceitos de homens (Marcos 7:6,7, “Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim;  mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens”), para que não ofereçamos a Deus um culto vão (I Coríntios 10:19-20, “Mas que digo? Que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Ou que o ídolo é alguma coisa? Antes digo que as coisas que eles sacrificam, sacrificam-nas a demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios”).
Sabe qual é a má notícia? Cosme e Damião não podem nos ajudar!
Sabe qual é a boa notícia? Cristo “é o caminho, a verdade e a vida” (João 14:6).

Fonte: Revista Defesa da Fé, nº 39, Ano 5, outubro/2001

100800