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sábado, 24 de setembro de 2011

Cosme e Damião

Cosme e Damião são dois “santos” muito populares em todo o Brasil. Todos os anos, ao se aproximar o dia 27 de setembro, data dedicada pelos católicos e umbandistas a esses personagens, é comum a distribuição de balas e doces às crianças, e na Bahia, é forte a tradição de dar esmolas para a preparação do “caruru dos santos”, uma comida à base de quiabo e azeite de dendê, para a “festa”. Evidentemente, crendices com raízes nos cultos africanos. Mas a igreja católica apregoa que esses santos são protetores das crianças, dos gêmeos e padroeiros dos médicos. Também é costume católico a distribuição de balas e doces para as crianças no dia 26 de setembro. Segundo o padre Michelino Roberto, “pelo calendário oficial da igreja, a festa é celebrada no dia 26. Mas o povo prefere 27, data da inauguração da basílica que o papa Félix IV mandou erguer para os dois em Roma, no ano 500”. 
Afinal de contas, quem foram esses personagens?
Será que há algum mal em permitirmos as crianças receberem doces ou balas? O que há de tão errado nisso? São apenas crianças se divertindo. Afinal, Cosme e Damião não foram santos, cristãos que perderam a vida por amor a Cristo?
Cosme e Damião eram irmãos gêmeos que, desde cedo, se envolveram com medicina, indo estudar na Síria. A data de seu nascimento, no século III, é incerta. Não se sabe ao certo as circunstâncias que os levaram a ter contato com o cristianismo. Reza a lenda que, por onde andavam, os gêmeos não cobravam pelos serviços que prestavam como médicos, porque tinham como prioridade a conversão dos pagãos à fé cristã. Na verdade, eram outras riquezas que os atraíam. Devido ao fato de não se prostrarem diante dos ídolos e deuses pagãos, o governo imperial ordenou a prisão dos dois médicos, acusados de inimigos da religião do império – já parou para pensar que ironia, dois cristãos que detestavam estátuas de ídolos serem cultuados sob a forma de estátuas? Bem, ainda segundo a lenda, os dois irmãos morreram como mártires cerca do ano 300, possivelmente na perseguição movida pelo imperador Diocleciano. Por volta do ano 530, o imperador Justiniano, gravemente ferido, mandou construir, em Constantinopla, um grande templo em honra desses mártires.
Embora o culto aos gêmeos tenha-se originado em longínqua data e em vários pontos da Europa, foi no Brasil, no entanto, especialmente na Bahia, que a fé nos “santos” ganhou mais força, juntando-se às devoções das raças branca e negra. Clique aqui para ver a ligação entre o culto católico e o culto africano. É sabido que os africanos, ao serem trazidos como escravos para o Brasil, foram proibidos de cultuar seus deuses. Para burlar a vigilância de seus senhores, passaram a associar suas entidades aos santos católicos, o que chamamos de sincretismo. Para que pudessem festejar seus “ibejis” ou “erês” (que significa “criança que gosta de oferendas”), os escravos encontraram nos “santos gêmeos” a analogia perfeita, e é por isso que Cosme e Damião, até hoje, são associados a crianças, e no seu dia se oferecem comidas como o tradicional caruru, balas e doces.
Para que se tenha uma idéia de como é forte a crendice popular em torno desses dois irmãos, veja o que publicou o jornal “O Estado de S. Paulo” em 26 de setembro de 1998:
“Salvador, o bairro da liberdade, o mais populoso da capital baiana, terá um domingo de festa, amanhã, com a comemoração do dia dos santos Cosme e Damião. Haverá missas de uma hora na igreja que leva o nome dos gêmeos. Às 16 horas, uma procissão percorrerá as ruas. Os santos são muitos populares entre os adeptos do candomblé e os devotos do catolicismo. No candomblé, os santos correspondem aos ibejis ou erês, espíritos de crianças, considerados mensageiros dos orixás. Segundo a tradição, quem nasce neste dia tem a obrigação de oferecer caruru, todos os anos, a sete meninos”.
Veja só o que é o sincretismo, mistura-se de tudo sem a menor cerimônia. É costume no catolicismo transformar centenas de cristãos sinceros, que se têm revelado ao longo da história da Igreja, em personagens de devoção religiosa para uma massa de fiéis que possui zelo de Deus mas nenhum conhecimento de sua Palavra. Paulo disse em sua carta aos romanos: “Porque lhes dou testemunho de que têm zelo de Deus, mas não com entendimento” (Romanos 10:2).
Conclui-se que uma grande parcela dos fiéis, tanto do candomblé quanto do catolicismo, busca uma relação sincera com Deus. Mas, por terem aprendido que Cosme e Damião podem influenciar a vida deles e a de seus filhos, recorrem, ao precisarem de ajuda, aos ensinamentos que ouviram. São sinceros no que fazem, por assim dizer, mas não agem “com entendimento”.

O ensinamento de que o homem deve recorrer aos mortos para receber ajuda é amplamente divulgado pelo espiritismo e outras seitas por todo o mundo. É costume entre os católicos afirmarem: “Por que as pessoas que foram tão boas não podem nos ajudar?”...
A Bíblia tem resposta a essa questão.
Rezar para “santos”, seja de que quilate forem, é, em última instância, tentativa de comunicação com os mortos, doa a quem doer. Os “santos” já morreram, certo? E a tentativa de comunicação com os mortos é proibida por Deus. Deuteronômio 18:10-12 diz: “Não se achará no meio de ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti”.
Logo, quem pratica a comunicação com os mortos não está em comunhão com a Palavra de Deus. Isaías 8:19-20 diz: “...acaso a favor dos vivos consultará os mortos? A Lei e ao Testemunho! se eles [a Lei e o testemunho, isto é, a Palavra de Deus escrita na Bíblia] não falarem segundo esta palavra, nunca lhes raiará a alva”. Aí está consignada a aproximação do catolicismo com a umbanda e também com o espiritismo, pois todas essas crenças procuram contato com entidades que não pertencem ao mundo dos vivos, e portanto estão afastadas de Deus!
E os mortos – santos, espíritos desencarnados, Maria – não são nossos mediadores, conforme lemos em I Timóteo 2:5 – “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem”.
Outros motivos dizem respeito ao fato de que não precisamos auxílio de “santos”. Vejamos porquê:
- Temos a confiança de que podemos nos aproximar diante de Deus e sermos socorridos pelo Senhor (Hebreus  4:16);
- Jesus é o nosso intercessor (I Timóteo 2:5, acima);
- Todo aquele que é nascido de novo pela fé é chamado santo (Romanos 1:7; Efésios 3;8; 4:11-12);
- Cristo está o tempo todo intercedendo por nós (Hebreus 7:25).
Quando recorremos ao auxílio de algum “santo” (neste caso, Cosme e Damião), isso implica que Cristo é insuficiente, tanto para salvar como para abençoar as nossas crianças e os profissionais da área da medicina.

A oração é uma forma de culto. E foi o Senhor Jesus quem disse: “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele darás culto” (Mateus 4:10). Não devemos ser levados por filosofias vãs (Colossences 2:8, “Tendo cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo”), antes, prestar o nosso culto racional a Deus (Romanos 12:1, “Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional”). Devemos, isso sim, nos desvencilhar dos preceitos de homens (Marcos 7:6,7, “Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim;  mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens”), para que não ofereçamos a Deus um culto vão (I Coríntios 10:19-20, “Mas que digo? Que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Ou que o ídolo é alguma coisa? Antes digo que as coisas que eles sacrificam, sacrificam-nas a demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios”).
Sabe qual é a má notícia? Cosme e Damião não podem nos ajudar!
Sabe qual é a boa notícia? Cristo “é o caminho, a verdade e a vida” (João 14:6).

Fonte: Revista Defesa da Fé, nº 39, Ano 5, outubro/2001

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