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Chama a atenção o absurdo dessa proposta: a construção do que a Igreja Universal chama de "Templo de Salomão", em São Paulo. Segundo informações do blog do líder da denominação, “bispo” Edir Macedo (http://bispomacedo.com.br/2010/07/15/projeto-do-templo-da-iurd/), o edifício é uma ‘mega-igreja’ para 10.000 pessoas, com
Pedras de Israel – Diz o “bispo” que “Nós queremos que as pessoas tenham um lugar bonito par buscar a Deus e também a oportunidade de tocar nessas pedras e fazer orações nelas”.
A "arca da aliança" - colocada sobre o altar com o objetivo de proporcionar um efeito tridimensional, que, quando aberta, poderá ser observada totalmente em seu interior e também refletirá no batistério, criando a sensação, durante o batismo, de que a pessoa estará se batizando dentro da Arca.
Altar - ladeado por duas colunas chamadas Joaquim e Boaz (sic), com doze pedras representando as tribos de Israel.
Justificativas e explicações não faltam. Escolas bíblicas para 1,3 mil crianças, estúdios de tevê e rádio, auditórios, estacionamento para mais de mil carros, e ecologicamente correto, não é “apenas um templo”: Macedo aposta que o local se tornará um ponto turístico e cultural, que atrairá pessoas do mundo todo. Ou seja, todo investimento tem que ter retorno.
Veja mais uma vez o vídeo que mostra como ficará esse prédio:


O autor do projeto da IURD é o arquiteto Rogério Silva de Araújo, que, segundo se veiculou, acredita ter seguido à risca as instruções divinas para a construção do Templo. Pura falácia. Segundo a Wikipédia, “o templo [de Salomão] tinha uma planta muito similar à tenda ou tabernáculo que anteriormente servia de centro da adoração ao Deus de Israel. A diferença residia nas dimensões internas do Santo Lugar e do Santo dos Santos ou Santíssimo Lugar, sendo maiores do que as do Tabernáculo. O Santo tinha 60 côvados (27 m ) de comprimento, 20 côvados (8,9 m ) de largura e, evidentemente, 30 côvados (13,4 m ) de altura. (I Reis 6:2) O Santo dos Santos, ou Santíssimo, era um cubo de 20 côvados de lado. (I Reis 6:20; II Crônicas 3:8)” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Templo_de_Salomão). Assim, vemos que o tamanho exagerado do novo prédio já configura um desejo de se sobrepor a outras edificações. Em outras palavras, o sujeito não "seguiu à risca" as determinações bíblicas, mas fez um projeot muito, mas muito maior. Ele acha que o projeto de Deus era pequeno demais, tímido demais, mixuruca demais. O dele é maior, mais glorioso, mais moderno. Coisa do Homem. Carne. Sistema "mundo", kosmos.

Infelizmente, parece que exigir esse entendimento hoje em dia já é um pouco demais… não se sabe diferenciar nem o Velho Testamento do Novo! A IURD, por exemplo, vem há anos apresentando um "evangelho" baseado em fórmulas, amuletos, objetos, copos de água, vale do sal, jogar pedras em gigantes, enfim, repleto de inovações estranhas ao Evangelho genuíno. Outras "igrejas", embora rejeitem parte desse misticismo, misturam elementos do culto judaico, que não mais se aplicam à presente dispensação. Vemos hoje reuniões com levitas, sacerdotes, dízimos, ofertas “alçadas”, “de primícias”, toque de shofar, unção com óleo de diversas procedências e finalidades, até mesmo para “ungir pastores” (a Bíblia ensina que pastor se consagra com imposição de mãos e não com unção com óleo – esta é apenas para enfermos); de modo que até patriarca já tem na igreja evangélica.
Experimentemos tirar todas essas coisas da IURD e outras "igrejas", para ver quem fica e quem sai. Quem desiste da caminhada. Seria ou não um culto com base em elementos externos, sensoriais? Pedras de Israel, Arca da Aliança, e até mesmo o véu que Jesus rasgou! A cristandade como um todo vive hoje no estado de Laodicéia, a última carta de Apocalipse. Rica e abastada – mas o Senhor está à porta, do lado de fora.
Quem tem o Espírito de Deus possui também a mente de Cristo, e com ela o entendimento para diferenciar o Velho do Novo Testamento. No Evangelho cristão não há espaço para templos, dízimos, levitas, sacerdotes, rosa ungida, vale do sal, copo de água benta, vuvuzela de Josué; não há mais a arca nem véu! Nunca houve correntes de sete semanas, peregrinações a Israel, queima de papéis no monte, banho de sete águas, toque de shofar. Não vemos nenhum desses ensinos nos Evangelhos, nas cartas dos Apóstolos (os verdadeiros, não os modernos). É tudo invenção humana! O Evangelho da Nova Aliança não combina com essas coisas. Isso tudo ou é herança do judaísmo ou da umbanda. Evangelho estranho, ou seja: heresia. Voltemos ao Evangelho, mas ao Evangelho puro, sem mistura, sem inovações humanas.
Esse “templo” da IURD nem mesmo é uma igreja: é um ponto turístico, uma atração urbana, uma curiosidade; portanto, um empreendimento comercial, e com isso o cristão não pode concordar. A megalomania tem que ter limites: um dia é superar a Rede Globo, depois a Catedral da Sé ou o Cristo Redentor... chega!
Esse “templo” da IURD nem mesmo é uma igreja: é um ponto turístico, uma atração urbana, uma curiosidade; portanto, um empreendimento comercial, e com isso o cristão não pode concordar. A megalomania tem que ter limites: um dia é superar a Rede Globo, depois a Catedral da Sé ou o Cristo Redentor... chega!
Precisamos de uma nova reforma, que venha abolir todas essas baboseiras. Foi contra essas coisas que homens como Lutero, Calvino, Melanchton, Huss, Wycliffe e muitos outros deram a vida. Homens dos quais, infelizmente, pouco se fala hoje em dia.
Gálatas 1:6 – Estou admirado de que tão depressa estejais desertando daquele que vos chamou na graça de Cristo, para outro evangelho.
Colossenses 2:8 – Tendo cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo.
Gálatas 1:6 – Estou admirado de que tão depressa estejais desertando daquele que vos chamou na graça de Cristo, para outro evangelho.
Colossenses 2:8 – Tendo cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo.
PS.: as colunas do templo de Salomão se chamavam “Jaquim e Boaz”, e não “Joaquim e Boaz” (II Crônicas 3:17). Mas... exigir esse entendimento hoje em dia já é um pouco demais…
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