Mostrando postagens com marcador paganismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador paganismo. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Vem aí mais uma festa pagã

Todo mundo já sabe que o “Natal” celebrado em dezembro é, na verdade, uma celebração pagã, como você já viu aqui, aqui e aqui, para ficar só nesses. Já sabemos que Jesus não nasceu em dezembro (você pode conferir isto aqui), e que a maioria dos enfeites que vemos nas portas das casas, nas praças das cidades e até dentro das igrejas evangélicas são, no fundo, símbolos pagãos. Mas não vou falar mais sobre isso. Vou falar agora de uma outra data pagã que todos, sem exceção, comemoramos. Trata-se do chamado “Ano Novo”.
O primeiro dia do ano é dedicado à confraternização. É o dia da “Fraternidade Universal”. É hora de pagar as dívidas e devolver tudo que se pediu emprestado ao longo do ano, de fazer um balanço da vida e de começar o ano com as contas acertadas. Nas igrejas, geralmente o coral canta o “Aleluia” de Haendel, fazem-se batismos, e naquelas mais sérias toma posse a diretoria eleita para o próximo período. Nas outras, o ungido-chefe solta suas profetadas, geralmente promessas de prosperidade para quem for fiel no dízimo e nas ofertas, como neste link. Algumas há que até promovem “festas de réveillon”, 
eventos que em quase nada se diferenciam daqueles que ocorrem em clubes e boates, um monte de gente vestindo branco, com direito a queima de fogos de artifício, literalmente transformando o dinheiro dos fiéis em fumaça. E todo mundo achando bacana.
De fato, todas as culturas que têm calendários anuais celebram o “Ano Novo”, no Ocidente também chamado réveillon, termo oriundo do verbo francês “réveiller”, que significa “despertar”.
No Brasil é tradição popular procurar algum lugar que tenha água, geralmente as praias, mas também servem rios e lagos, onde a data reúne milhares de pessoas para verem os fogos de artifício. As tradições consistem em usar branco e jogar flores para “Yemanjá”, uma espécie de “deusa do mar” de origem africana, popularizada pela famigerada Rede Globo em inúmeras novelas e minisséries. No Rio de Janeiro, precisamente na praia de Copacabana, milhões se aglomeram para ver o espetáculos e dar pulinhos nas ondas “para dar sorte”, rituais que atraem e encantam turistas de todo o mundo.
Na Itália, o ano novo é a mais pagã das festas, sendo recebido com fogos de artifícios, que deixam todas as pessoas acordadas. Dizem que os que dormem na virada do ano dormirão todo o ano e na noite de São Silvestre, santo cuja festa coincide com o último dia do ano. Em várias partes do país, dois pratos são considerados essenciais, o pé de porco e as lentilhas. Os romanos em especial se reúnem na Piazza Navona, Fontana di Trevi e Piazza del Popolo.
A mais famosa passagem de Ano Novo nos EUA é em Nova Iorque, na Time Square, onde o povo se encontra para beber, dançar, correr e gritar. Há pessoas de todas as idades e níveis sociais. Durante a contagem regressiva, uma grande maçã vai descendo no meio da praça e explode exatamente à meia-noite, espalhando balas e doces.
Em Sydney, às nove da noite começa a queima de fogos em frente à Ópera House e à Golden Bridge, o principal cartão postal da cidade. Para assistir ao espetáculo, os australianos se juntam no porto. Depois, vão para casa para passar a virada do ano com a família e só retornam às ruas na madrugada, quando os principais destinos são os “pubs” e as praias.
Na França, o principal ponto é a avenida Champs-Elysées, em Paris, próximo ao Arco do Triunfo. Os franceses assistem à queima de fogos, cada um com sua garrafa de champanhe (para as crianças, sucos e refrigerantes). Em outros tempos, assistia-se à saída do “rally” Paris-Dacar, no Museu Trocadéro, uma corrida que terminava semanas depois no Senegal, mas que por problemas de segurança nos países africanos acabou sendo disputada na América do Sul (embora mantendo o tradicional e charmoso nome).
Na terra da Rainha, grande parte dos londrinos passa a meia-noite em suas casas, com a família e amigos. Outros vão à Trafalgar Square, umas das praças mais belas da cidade, à frente do National Gallery. Lá, assistem à queima de fogos. Depois, se espalham pelas várias festas simultâneas na cidade.
Na Alemanha, as pessoas reúnem-se no Portal de Brandemburgo, no centro, perto de onde ficava o Muro de Berlim.  
Mas nem todos comemoram o “Ano Novo” na mesma data.
Para os chineses, o maior festival do ano é o Novo Ano Chinês. Só que ele não é na virada de 31 de dezembro para 1º de janeiro: ele é comemorado entre 15 de Janeiro e 15 de Fevereiro de acordo com a primeira lua nova depois do início do Inverno. Lá é habitual limparem as casas e fazerem muita comida (como os bolinhos “yau gwok, símbolo de prosperidade). Há muitos fogos de artifício e as ruas ficam cobertas de pequenos pedaços de papel vermelho.
Os muçulmanos têm seu próprio calendário que se chama “Hégira”, que começou no ano 632 d.C. do nosso calendário. A passagem do Ano Novo também tem data diferente – 6 de Junho, quando Mohammad fez a sua famosa peregrinação entre Meca e Medina.
As comemorações do Ano Novo judaico, chamado “Rosh Hashanah”. A “festa das trombetas” dura dois dias do mês Tishrê, que ocorre em meados de setembro ao início de outubro pelo calendário ocidental. As festividades são a oportunidade para se deliciar com as tradicionais receitas judaicas: o “Chalah”, uma espécie de pão; é costume sempre se comer peixe porque ele nada sempre para frente.
Entre os povos antigos, a primeira comemoração de que se tem notícia, chamada de “festival de ano novo”, ocorreu na Mesopotâmia entre 3.000 e 2.000 a. C. Na Babilônia, a festa começava na ocasião da lua nova indicando o equinócio da primavera, ou seja, um dos momentos em que o Sol se aproxima da linha do Equador, quando os dias e noites têm a mesma duração. Segundo o The World Book Encyclopedia: “Nessa ocasião, o deus Marduque resolvia qual seria o destino do país no ano seguinte”. A comemoração do ano-novo dos babilônios durava 11 dias e incluía sacrifícios, procissões e ritos de fertilidade.
Os assírios, persas, fenícios e egípcios comemoravam o ano-novo no mês de setembro (como os judeus, na época das colheitas). Já os gregos celebravam o início de um novo ciclo entre os dias 21 ou 22 do mês de dezembro. Nota-se que nem sempre se comemorou o “ano novo” quando ou como o conhecemos hoje.
Você já deve ter se perguntado porque setembro é o nono mês, e não o sétimo, como sugere o seu nome, assim como outubro (é 10º e não o 8º), novembro (11º e não o 9º) e dezembro (12º e não o 10º). A explicação é simples: eles eram de fato o 7º (setembro), 8º (outubro) 9º (novembro) e 10º (dezembro). Mas tudo mudou a partir do ano 46 a.C.. Até então o ano começava em 1º de março (mês do deus Marte), mas foi trocado em 153 a.C. para 1º de janeiro e mantido no calendário juliano, adotado em 46 a. C. A partir daí oficializou-se a nova ordem dos meses, e março passou a ser o terceiro. Além do mais, dois meses passaram a homenagear o chefe do Estado, julho (“Iulius”) e agosto (“Augustus”). Veja que esse negócio de puxar saco de político não vem de agora. O deus Jano (em latim “Ianus”, o deus dos portões, de cujo nome deriva o nome do mês de janeiro) era venerado pelos romanos e o primeiro dia desse mês era consagrado a ele, que era representado com duas faces - uma voltada para frente e a outra para trás, simbolizando os términos e os começos, o passado e o futuro. De fato, ele era tido como responsável por abrir as portas para o ano que se iniciava - o que fazia muito mais sentido do que um “começo” no terceiro mês. Como o nosso calendário é originário do romano, dele herdamos os nomes dos meses. E também muitos festejos. 
Ainda assim, durante a Idade Média, o “Ano Novo” era festejado em 25 de Março, data que marcava a chegada da primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1º de abril. Em 1582 a igreja católica consolidou a comemoração, quando adotou o calendário gregoriano.O “papa” Gregório XIII, aliás, como a maioria dos “papas”, era admirador das tradições romanas, e instituiu o 1º de janeiro como o primeiro dia do ano. Os franceses, que não toleravam o “papa”, resistiram à mudança e quiseram manter a tradição. Só que as pessoas passaram a pregar peças e ridicularizar os conservadores, enviando presentes estranhos e convites para festas que não existiam mais. Assim, nasceu o Dia da Mentira, que é a falsa comemoração do Ano Novo (até hoje em 1º de abril).
A data mudou, a cultura mudou, mas o clima de festa continua. Como relata a Encyclopedia de McClintock e Strong, em Roma, no dia 1º de janeiro, as pessoas “entregavam-se à intemperança e a várias formas de superstições pagãs”.
Ritos supersticiosos continuam até hoje. Por exemplo, as pessoas saúdam o ano-novo apoiadas apenas no pé direito. Segundo um costume tcheco, come-se sopa de lentilhas, e os portugueses comem bacalhau com batatas, ao passo que a tradição eslovaca dita que se deve colocar dinheiro ou escamas de peixe debaixo da toalha de mesa. Esses rituais, cujo objetivo é espantar a má sorte e garantir a prosperidade, simplesmente perpetuam a antiga crença de que a virada do ano é uma ocasião para decidir destinos. Preferencialmente usando roupa branca.
Por que soltamos fogos de artifício? E por que buzinadas, apitos e gritos de
 alegria? A tradição é muito antiga e faz referência à algazarra para espantar os maus espíritos. Os fogos de artifício eram parte integrante das comemorações religiosas dos chineses, e foram observados pelos jesuítas que lá chegaram no século XVI. Os fogos de artifício eram usados para “afugentar demônios no Ano Novo e em outras ocasiões comemorativas”. “Desde os mais antigos tempos pagãos, as pessoas têm carregado tochas e feito fogueiras ao ar livre por ocasião das grandes comemorações religiosas. Nada era mais natural do que acrescentar às festividades luzes de fogos de artifício espetacularmente coloridas e que se movimentavam”, declara Howard V. Harper, em seu livro “Days and Customs of All Faiths” (“Feriados e Costumes de Todas as Crenças”).
E aí a gente pergunta, como aquele famoso cachorrinho chiuauha: qual a necessidade disto? Por que o cristão não adota diariamente a postura de reavaliar as suas atitudes, pensar sobre as falhas que cometeu e sobre os acertos que precisa fazer com os outros? Por que espera um ano inteiro para fazer o planejamento das suas atividades, por que deixam para 31 de dezembro as promessas de “ler a Bíblia toda”, evangelizar mais, ser mais fiel, ser uma pessoa melhor? Por que esperar uma data pagã para ter comunhão com os irmãos, se o mandamento de Jesus era para fazer isso todas as vezes em que se celebrar a Sua morte e ressurreição? (I Coríntios 11:23-30). Será por que simplesmente são apenas promessas vazias, destinadas ao esquecimento em poucas semanas?
Eu confesso que não sei.
Por causa disto há entre vós muitos fracos e enfermos, e muitos que dormem.

Fontes:


582.940

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

A verdadeira origem do Natal: guirlandas, presentes...

Não vamos falar mais da “árvore de Natal”, da qual já falamos aqui. Nem sobre “Papai Noel”, que também já abordamos. Vamos falar de outros símbolos e costumes. Por exemplo, aquela guirlanda que enfeita as portas das casas nessa época do ano.

A coroa verde adornada com fitas e bolas coloridas, que enfeita as portas de tantos lares, é de origem pagã. Dela disse Frederick J. Haskins em seu livro Answer to Questions: “A guirlanda remonta aos costumes pagãos de adornar edifícios e lugares de adoração para a festividade que se celebrava ao mesmo tempo do atual ‘Natal’. Na verdade, as guirlandas são memorial de consagração. Em grego é stephano, em latim corona. Podem ser entendidas como enfeites, oferendas, ofertas para funerais, celebração memorial
aos deuses, à vitalidade do mundo vegetal, celebração nos esportes, celebração das vítimas que eram sacrificadas aos deuses pagãos, etc. Para tudo isso serviam as guirlandas. Essas coroas verdes que são colocadas nas portas das casas porque simbolizam as boas vindas, lugar de entrada”. Não há uma só conotação em relação ao nascimento de Jesus!
A Bíblia nunca anunciou que Jesus  tenha recebido guirlandas no seu nascimento, nem José e Maria colocaram uma na porta de sua casa; porque em Israel já era sabido que essa “coroa fazia parte de um ritual pagão. Os druídas (sacerdotes pagãos) das tribos celtas as usavam em suas festividades, em honra a seus deuses, principalmente durante o solstício de inverno (25 de dezembro no hemisfério norte). Essas festas consistiam, dentre outras coisas, em matar animais, cobrir-se com seu sangue e assim lambuzados, participar de orgias sexuais, toda a tribo (o romance “As Brumas de Avalon descreve um desses rituais). A guirlanda de folhas de louro também era usada para coroar os Césares, em seus triunfos militares, e os atletas que venciam os jogos nos estádios. Em relação a Jesus, só existe uma guirlanda na Bíblia e esta foi feita por Roma, para colocar na cabeça do Senhor, no dia da sua morte. Não há outra guirlanda, a não ser a de espinhos, feita como símbolo de escárnio.
Mas afinal, por que os magos deram presentes a Cristo?
Vejamos o que diz a Bíblia em Mateus 2:1,11 com respeito ao que levaram os magos quando Jesus nasceu: “E, tendo nascido Jesus em Belém da Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do oriente a Jerusalém. E entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro, incenso e mirra”. Fazendo uma simples exegese deste texto, percebemos logo que não eram reis, e que não temos como afirmar quantos eram, apesar de dizerem que eram três. Já estudamos isto aqui. Muito menos a “cena bucólica do presépio” é real, uma vez que o texto diz que eles entraram na casa, e não em um estábulo. Por mais simples que fosse a casa, nunca poderia ser confundida com um estábulo.
Mas afinal de contas, por que os magos levaram presentes para Cristo em sua casa? Será que foi por causa do seu nascimento? De maneira nenhuma! Pois eles chegaram várias semanas ou meses depois do seu nascimento (Mateus 2:16). “Pois Herodes, vendo que tinha sido iludido pelos magos, irritou-se muito, e mandou matar todos os meninos que havia em Belém, e em todos os seus contornos, de dois anos para baixo, segundo o tempo que diligentemente inquirira dos magos. Como já dissemos, ao contrário do que mostram os presépios, a Bíblia mostra que Jesus já estava numa casa, não numa estrebaria.
Então, os magos deram presentes uns aos outros para deixar-nos exemplo a ser imitado? Não! Eles não trocaram nenhum presente com seus amigos e familiares, nem entre si mesmos, mas sim presentearam unicamente a Cristo.
Por quê? No Oriente não se costuma entrar na presença de reis ou pessoas importantes com as mãos vazias. Este costume ocorre com freqüência no Antigo Testamento e ainda persiste no Oriente e até em ilhas do Pacífico. Os magos não estavam instituindo um novo costume cristão de troca-troca de presentes para honrar o nascimento de Jesus Cristo. Procederam de acordo com um antigo costume Oriental que consistia em levar presentes ao rei, ao apresentarem-se a ele. Eles foram pessoalmente à presença do Rei dos Judeus, profetizado precisamente pelo profeta Daniel.
Portanto, levaram oferendas da mesma maneira que a rainha de Sabá levou a Salomão, e assim como levam aqueles que hoje visitam um chefe de estado. O costume de trocas de presentes de “Natal” nada tem a ver com o nascimento do Cristo de Deus, é apenas a continuação de um costume pagão. Não tem absolutamente nada com o cristianismo! Ele não celebra o nascimento de Jesus Cristo nem O honra!
Suponhamos que alguma pessoa que você estima está aniversariando. Você a honraria comprando presentes para os seus próprios amigos?... Omitiria a pessoa a quem deveria honrar?... Não parece absurdo deste ponto de vista?... Se você quer dar presente a filhos, parentes e fazer o famoso amigo secreto no fim de ano que o faça, mas não espiritualize: presenteie por amor e por alegria, pois bem aventurado é o que dá e dá com alegria.
Mas o que faz a maioria dos “cristãos”? Observam um dia em que Cristo não nasceu, gastando o que têm e o que não têm em presentes para parentes (que muitas vezes detestam) e amigos (aquele insuportável que ironicamente saiu no amigo secreto).
E se esquecem de dar o que deviam a Cristo e a Sua obra, no mês de dezembro. Este é o mês em que mais sofre a obra de Deus. Aparentemente as pessoas estão tão ocupadas trocando presentes “Natalinos” e não se lembram de Cristo nem de Sua obra. Depois, de janeiro a fevereiro, tratam de recuperar tudo o que gastaram no “Natal”, de modo que muitos deixam de ofertar e ficam meses enrolados com cartões de crédito, matrícula e material escolar, carnês, cheques pré-datados, etc. – conseqüências de consumismo desenfreado e irresponsável.

Outra loucura é que tudo isso ainda culmina no ritual de só se efetivar a troca desses presentes à meia-noite - de onde o povo tirou isso? Quantas vezes você e suas crianças lutaram contra o sono, só para abrir presente e cear à meia-noite, em casa ou na igreja? Não se enganem, não há nenhuma relevância espiritual neste rito, mas o fato é que à meia noite os satanistas também estão dando presentes ao demônios. Lembre-se do que ocorre no “Ano Novo”, nas praias desse vasto litoral...
Deus nos dê sabedoria para aproveitar a oportunidade de falar de Cristo e Seu amor, sem nos prendermos a essas bobagens de “Natal”, presentes, “três reis magos”, árvores, guirlandas, “Papai Noel”... porque senão, é trocar uma religião por outra, uma superstição por outra. E Cristo vai muito além de religião e superstições.
Que a porta de nossas casas seja vista não com umas folhas e ervas entrelaçadas, símbolo do paganismo mais atrasado e pré-histórico, mas simbolicamente com o sangue de um cordeiro imaculado, como foi anunciado pelo anjo ao povo de Deus no Egito (Êxodo cap. 12). Sangue não de um animal qualquer, que serve não para nos lambuzarmos como os antigos celtas, mas o Sangue do próprio Filho de Deus, que nos purifica de todo pecado (I João 1:7).


454.600

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

A verdadeira origem do “Natal”


Sabemos que Jesus não nasceu em dezembro.
Sabemos que o “Natal” como celebrado hoje é um recheado de tradições vindas do sincretismo adotado pela igreja católica, que incorporou às suas festividades inúmeros rituais pagãos, que a igreja evangélica não foi capaz ou não teve força e discernimento para eliminar. Ainda.
E se recebemos o “Natal” pela igreja católica romana, e esta por sua vez recebeu do paganismo, de onde os pagãos criaram toda essa história?
Autoridades históricas demonstram que, durante os primeiros três séculos da nossa era, os cristãos não celebraram o “Natal”.  Esta festa só começou a ser introduzida após o início da formação daquele sistema que hoje é conhecido como igreja romana (isto é, no século IV).  Somente no século V foi oficialmente ordenado que o “Natal” fosse observado para sempre, como festa cristã, no mesmo dia da secular festividade romana em honra ao nascimento do deus Sol, já que não se conhecia a data exata do nascimento de Cristo (para saber mais, clique aqui e aqui). O próprio Jesus, os apóstolos, e a igreja, nunca celebraram aniversário em nenhuma época; na Bíblia não há mandamento ou instrução alguma para celebrar essa data; todavia somos ordenados a lembrar sim de sua morte e ressurreição que nos proporcionou a Vida: “E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim” (I Coríntios 11:24-26).
Mas os antigos mistérios babilônicos idólatras, iniciados na época de Ninrode (ver Gênesis 10:8-11; Miquéias 5:6), têm sido transmitidos de geração em geração pelas religiões pagãs, e continua sob novos nomes de aparência cristã. As festividades que ocorrem na época que hoje chamamos de “dezembro” antecedem o Cristianismo em cerca de 2000 anos: na Suméria, por exemplo, o festival simbolizava a passagem de um ano para outro, o Zagmuk. Para os mesopotâmios – como de resto, para os povos que habitam no hemisfério norte – essa época representava uma grande crise, devido à chegada do inverno, e eles acreditavam que monstros do caos enfureciam-se e Marduk, o seu principal deus, precisava derrotá-los para preservar a continuidade da vida na Terra. Um festival que durava 12 dias era realizado para ajudar Marduk em sua batalha. 
A Mesopotâmia, chamada de mãe da civilização, inspirou a cultura de muitos povos, como os gregos, que englobaram as raízes desse festival, celebrando a luta de Zeus contra o titã Cronos. Mais tarde, através da Grécia, o costume alcançou os romanos, sendo absorvido pelo festival chamado Saturnália (em honra de Saturno). A festa começava no dia 17 de dezembro e ia até janeiro, comemorando-se o solstício do inverno. De acordo com seus cálculos, o dia 25 era a data em que o Sol se encontrava mais fraco, porém pronto para recomeçar a crescer e trazer vida às coisas da Terra. De fato, esta é a época em que o hemisfério norte da Terra se encontra mais distante do Sol, coincidindo com o rigoroso inverno. Nesse dia, que acabou conhecido como o Dia do Nascimento do Sol Invicto, ninguém trabalhava; eram realizadas festas nas ruas, grandes jantares eram oferecidos aos amigos e árvores verdes - ornamentadas com galhos de loureiros e iluminadas por muitas velas - enfeitavam as salas para espantar os maus espíritos da escuridão. Davam-se presentes uns aos outros. Apenas após a “cristianização” do Império Romano, o 25 de dezembro passou a ser a celebração do nascimento de Cristo. 
A maior parte dos historiadores afirma que o primeiro “Natal” como conhecemos hoje foi celebrado no ano 336 d.C. A troca de presentes passou a simbolizar as ofertas feitas pelos três reis magos ao menino Rei Jesus, assim como outros rituais, também foi adaptada do paganismo para o pseudo-cristianismo.
Como esta festa se introduziu nas igrejas? The New Schaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge (Nova Enciclopédia de Conhecimento Religioso, de Schaff-Herzog) opina que “não se pode determinar com precisão até que ponto a data desta festividade teve origem na pagã Brumália (25 de dezembro), que seguia a Saturnália (17 a 24 de dezembro) e comemorava o nascimento do deus sol, no dia mais curto do ano”.
Mas essas festividades pagãs (Saturnália e Brumália) estavam demasiadamente arraigadas nos costumes populares para serem suprimidas. Elas agradavam tanto que os cristãos viram com simpatia uma desculpa para as continuar celebrando, sem maiores mudanças no espírito e na forma. Mas pregadores cristãos do ocidente e do oriente próximo protestaram contra a frivolidade indecorosa com que se celebrava o nascimento de Cristo, enquanto os cristãos da Mesopotâmia acusavam a seus irmãos ocidentais de idolatria e de culto ao sol por aceitarem como cristã essa festividade pagã.
Recordemos que o mundo romano havia sido pagão. Antes do século IV os cristãos eram poucos, embora estivessem aumentando em número, e eram perseguidos pelo governo e pelos pagãos. Porém, quando Constantino (no século IV) elevou o Cristianismo a um nível de igualdade com o paganismo, o mundo romano começou a aceitar esse cristianismo popularizado, e os novos adeptos somaram centenas de milhares. Tenhamos em conta que esta gente havia sido educada nos costumes pagãos, sendo o principal a festa idólatra de 25 de dezembro. Era uma festa de alegria carnal muito especial. Agradava ao povo! Não queriam suprimi-la!
O artigo já citado da The New Schaff-Herzog Encuyclopedia explica como o reconhecimento do dia de domingo (dia em que antes os pagãos adoravam o sol) por parte de Constantino, e a influência do maniqueísmo (que identificava o Filho de Deus com o sol), deram motivo aos pagãos do século IV, agora convertidos em massa ao cristianismo, para adaptarem a sua festa do dia 25 de dezembro (dia do nascimento do deus sol), dando-lhe o título de Dia do Nascimento do Filho de Deus. Esqueceram I Coríntios 4:2 – “Antes, rejeitamos as coisas que por vergonha se ocultam, não andando com astúcia nem falsificando a palavra de Deus; e assim nos recomendamos à consciência de todo o homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade”.
Assim foi como o “Natal” se introduziu em nosso mundo ocidental, e ainda que tenha outro nome, continua sendo, em espírito, a festa pagã de culto ao sol. Apenas mudou o nome.
(continua)

452.260





sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O que está por trás dos dias de

A igreja católica romana tem como premissa o culto aos chamados “santos”, pessoas virtuosas que são “canonizadas” após a morte e, por estarem próximos a Deus, poderiam realizar milagres. O Brasil, apesar de ser considerado o país mais católico do mundo (cerca de 64% da população, segundo pesquisa), só tem dois “santos” nativos; mas, além do montão dos canonizados oficialmente, existem inúmeros outros, como a alegada “padroeira”. Para homenagear essa santaiada toda é que existe o dia “de todos os santos”.
Através dessa comemoração Roma pretende aproximar seus fiéis de Deus, com o seguinte arrazoado: como os “santos” foram pessoas de carne e osso, que tiveram condutas exemplares, todos têm potencial para tornarem-se santos. A “homenagem aos santos” geralmente é no dia do aniversário de suas mortes, mas como há mais “santos” do que dias no ano, os menos famosos que caem na mesma data de um “best-seller” acabam ofuscados. Para resolver esse problema, o “papa” Bonifácio IV criou uma espécie de aniversário coletivo, para acender velinha para todo mundo numa batelada só. Isso foi no século VII, e a data escolhida foi 13 de maio. No século seguinte, mais precisamente no ano 835, o “papa” da hora, Gregório III, atropelou a norma que diz que o “papa” é infalível em assuntos eclesiásticos, decretou que Boni 4 estava errado e o certo era 1º de novembro.
Dizem os historiadores – veja bem, não sou eu que estou dizendo, depois não digam que estou acusando, fazendo fofoca, intriga, que sou “cismático” etc. – historiadores afirmam que o principal objetivo da mudança da data foi para que ela passasse a coincidir com o Samhain – o ano-novo dos bruxos (que deu origem ao Halloween), e dessa forma atrair pagãos (possíveis novos fiéis) para a fé católica. Para o 13 de maio colocaram Maria no lugar, e de quebra disseram que esse agora era o dia “das mães”.
Como dizia uma lenda, no 1º de novembro demônios e espíritos malignos andavam livres pelo mundo, voltando às regiões abissais à meia-noite do “finados”. Assim o dia “das bruxas”, Halloween, como véspera “de todos os santos”, seria uma espécie de preparação para enfrentar e repelir o mal no dia seguinte. Confira a informação aqui. E assim a crença da “volta dos mortos” foi incorporada (hum hum mizinfi!) ao folclore católico, como veremos adiante.
Essa celebração mezzo-cristã/mezzo-pagã – como, aliás, é a maioria das festas católicas, um mix de cristianismo com paganismo, doa a quem doer – aproveita e homenageia a granel todos que “morreram em estado de graça” e não foram canonizados, e portanto, não têm um dia específico. Aliás, vou escrever um artigo sobre como surgem as crendices que transformam personagens bizarros e lendários em “santos” (como estes dois aqui), e como a igreja católica acaba patrocinando esquisitices, aceitando misturas até com religiões africanas. Aguarde que tem mais.
Olha só que curioso: em Portugal, no dia “de todos os santos”, crianças saem à rua a pedir o “pão-por-Deus” de porta em porta, recitando versos e recebendo em troca pão, broas, bolos e frutas como nozes, amêndoas e castanhas, que guardam em sacolas. Lembra alguma coisa? É também costume em algumas regiões oferecerem um bolo, o “Santoro”, e nesses lugares a data também é conhecida como “dia dos bolinhos”.
“Todos os santos” não é feriado, mas muitos tiram o dia para ir a “missas especiais” em honra dos “santos”, e até aproveitam para dar uma esticada ao cemitério limpar sepulturas, levar flores e aprontar tudo para o dia seguinte, 2 de novembro, “finados”.
Assim, vemos que o dia “de finados” é mais um resultado da mixórdia católica que, desde longa data, vem bolando estratégias de marketing para atrair e manter fiéis a qualquer custo. Mesmo que o crescimento numérico comprometa a sã doutrina – e agora os neo-evangélicos adotam essa tenebrosa barganha: desde a fusão da igreja cristã ao Estado romano, foram adotados crenças estranhas e costumes de vários povos. Rezar pelos antepassados junto aos seus túmulos é apenas um exemplo: no século XI isto foi oficializado pelos “papas” Silvestre II, João XVIII e Leão IX. Eles disseram que era para dedicar um dia por ano aos mortos, e o 2 de novembro foi institucionalizado a partir do século XIII como o dia “dos finados”.
Desde então as pessoas vão ao cemitério levar flores, acender velas, rezar pelos defuntos, em missas em nome dos falecidos – um grande negócio para a igreja, pois essas missas costumam ser cobradas, não são baratas, e como todo mundo quer seus parentes livres do “purgatório”, imagine só a indústria de exploração da fé que se formou. Por isso os homens de preto mantêm como pilar sagrado esse “purgatório”, pois no dia que o povo descobrir que é uma balela sem fundamento bíblico, a casa cai. E com ela o comércio paralelo de velas, flores, lanches, terços, imagens, bibelôs, enfeites, camisetas, cartõezinhos... um lucro enorme vai para o saco.
Vela, por exemplo, uma bobagem. Os católicos crêem que o testemunho daquele que morreu fica como luz acesa no coração de quem continua a peregrinação. Por isso acendem velas no dia “de finados”, para celebrar e perpetuar a luz do falecido.
No México fazem uma verdadeira festa e preparam um banquete. Segundo a tradição, nos dias 1º e 2 de novembro, Deus deixa os mortos visitarem seus familiares ainda vivos, e lhes permite comer e beber aquilo de que mais gostavam. No dia 1º chegam as crianças falecidas, e por isso chamam a data de “dia dos santos inocentes”: preparam um altar com doces, brinquedos e velas para iluminar o seu caminho de volta à terra. No dia 2 chegam os adultos. Para ter a certeza de que encontrarão o caminho do cemitério até suas casas, espalham pétalas de flores e velas pelas ruas. No altar preparado pela família, o morto encontrará as oferendas feitas pelos seus parentes, com os seus pratos favoritos em vida. 
Se isso é cristianismo, então danou-se.
A igreja católica aceita tudo isto como válido, e é por isso que eu digo que ela não é cristã. Ou uma coisa, ou outra. A base do ensino cristão é a Bíblia, e a Bíblia não ensina nada disto! Pelo contrário, somos instruídos a evitar esse tipo de mistura:
Nada de orações a quem já morreu: “Não vos voltareis para os que consultam os mortos nem para os feiticeiros; não os busqueis para não ficardes contaminados por eles. Eu sou o Senhor vosso Deus” (Levítico 19:31);
[não haverá entre vós] nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos (Deuteronômio 18:11).
Devemos seguir um único caminho: “E Elias se chegou a todo o povo, e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; mas se Baal, segui-o” (I Reis 18:21);
“O céu e a terra tomo hoje por testemunhas contra ti de que te pus diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência” (Deuteronômio 30:19);
“Vós sabeis que, quando éreis gentios, vos desviáveis para os ídolos mudos, conforme éreis levados” (I Coríntios 12:2).
Nada de oferecer coisas a mortos: “Nós pecamos, como nossos pais; cometemos a iniqüidade, andamos perversamente. Nossos pais não atentaram para as tuas maravilhas no Egito, não se lembraram da multidão das tuas benignidades; antes foram rebeldes contra o Altíssimo junto ao Mar Vermelho... Também se apegaram a Baal-Peor, e comeram sacrifícios oferecidos aos mortos. Assim o provocaram [a Deus] à ira com as suas ações; e uma praga rebentou entre eles... se misturaram com as nações, e aprenderam as suas obras (Salmo 106:6, 7, 28,29, 35).
Não invente “rainha do céu” nem ofereça “homenagens”: “Os filhos apanham a lenha, e os pais acendem o fogo, e as mulheres amassam a farinha para fazerem bolos à rainha do céu, e oferecem libações a outros deuses, a fim de me provocarem à ira (Jeremias 7:18).
Deus abomina os ídolos – e no fundo, esses “santos” são ídolos: “... porque eles mesmos anunciam de nós qual a entrada que tivemos entre vós, e como vos convertestes dos ídolos a Deus, para servirdes ao Deus vivo e verdadeiro” (I Tessalonicenses 1:9);
“Os outros homens, que não foram mortos por estas pragas, não se arrependeram das obras das suas mãos, para deixarem de adorar aos demônios, e aos ídolos de ouro, de prata, de bronze, de pedra e de madeira, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar (Apocalipse 9:20).
Quer mais? Clique aqui.

Insistir nessas práticas é querer inimizade com Deus.
Doa a quem doer.

107240