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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

A verdadeira origem do “Natal”


Sabemos que Jesus não nasceu em dezembro.
Sabemos que o “Natal” como celebrado hoje é um recheado de tradições vindas do sincretismo adotado pela igreja católica, que incorporou às suas festividades inúmeros rituais pagãos, que a igreja evangélica não foi capaz ou não teve força e discernimento para eliminar. Ainda.
E se recebemos o “Natal” pela igreja católica romana, e esta por sua vez recebeu do paganismo, de onde os pagãos criaram toda essa história?
Autoridades históricas demonstram que, durante os primeiros três séculos da nossa era, os cristãos não celebraram o “Natal”.  Esta festa só começou a ser introduzida após o início da formação daquele sistema que hoje é conhecido como igreja romana (isto é, no século IV).  Somente no século V foi oficialmente ordenado que o “Natal” fosse observado para sempre, como festa cristã, no mesmo dia da secular festividade romana em honra ao nascimento do deus Sol, já que não se conhecia a data exata do nascimento de Cristo (para saber mais, clique aqui e aqui). O próprio Jesus, os apóstolos, e a igreja, nunca celebraram aniversário em nenhuma época; na Bíblia não há mandamento ou instrução alguma para celebrar essa data; todavia somos ordenados a lembrar sim de sua morte e ressurreição que nos proporcionou a Vida: “E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim” (I Coríntios 11:24-26).
Mas os antigos mistérios babilônicos idólatras, iniciados na época de Ninrode (ver Gênesis 10:8-11; Miquéias 5:6), têm sido transmitidos de geração em geração pelas religiões pagãs, e continua sob novos nomes de aparência cristã. As festividades que ocorrem na época que hoje chamamos de “dezembro” antecedem o Cristianismo em cerca de 2000 anos: na Suméria, por exemplo, o festival simbolizava a passagem de um ano para outro, o Zagmuk. Para os mesopotâmios – como de resto, para os povos que habitam no hemisfério norte – essa época representava uma grande crise, devido à chegada do inverno, e eles acreditavam que monstros do caos enfureciam-se e Marduk, o seu principal deus, precisava derrotá-los para preservar a continuidade da vida na Terra. Um festival que durava 12 dias era realizado para ajudar Marduk em sua batalha. 
A Mesopotâmia, chamada de mãe da civilização, inspirou a cultura de muitos povos, como os gregos, que englobaram as raízes desse festival, celebrando a luta de Zeus contra o titã Cronos. Mais tarde, através da Grécia, o costume alcançou os romanos, sendo absorvido pelo festival chamado Saturnália (em honra de Saturno). A festa começava no dia 17 de dezembro e ia até janeiro, comemorando-se o solstício do inverno. De acordo com seus cálculos, o dia 25 era a data em que o Sol se encontrava mais fraco, porém pronto para recomeçar a crescer e trazer vida às coisas da Terra. De fato, esta é a época em que o hemisfério norte da Terra se encontra mais distante do Sol, coincidindo com o rigoroso inverno. Nesse dia, que acabou conhecido como o Dia do Nascimento do Sol Invicto, ninguém trabalhava; eram realizadas festas nas ruas, grandes jantares eram oferecidos aos amigos e árvores verdes - ornamentadas com galhos de loureiros e iluminadas por muitas velas - enfeitavam as salas para espantar os maus espíritos da escuridão. Davam-se presentes uns aos outros. Apenas após a “cristianização” do Império Romano, o 25 de dezembro passou a ser a celebração do nascimento de Cristo. 
A maior parte dos historiadores afirma que o primeiro “Natal” como conhecemos hoje foi celebrado no ano 336 d.C. A troca de presentes passou a simbolizar as ofertas feitas pelos três reis magos ao menino Rei Jesus, assim como outros rituais, também foi adaptada do paganismo para o pseudo-cristianismo.
Como esta festa se introduziu nas igrejas? The New Schaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge (Nova Enciclopédia de Conhecimento Religioso, de Schaff-Herzog) opina que “não se pode determinar com precisão até que ponto a data desta festividade teve origem na pagã Brumália (25 de dezembro), que seguia a Saturnália (17 a 24 de dezembro) e comemorava o nascimento do deus sol, no dia mais curto do ano”.
Mas essas festividades pagãs (Saturnália e Brumália) estavam demasiadamente arraigadas nos costumes populares para serem suprimidas. Elas agradavam tanto que os cristãos viram com simpatia uma desculpa para as continuar celebrando, sem maiores mudanças no espírito e na forma. Mas pregadores cristãos do ocidente e do oriente próximo protestaram contra a frivolidade indecorosa com que se celebrava o nascimento de Cristo, enquanto os cristãos da Mesopotâmia acusavam a seus irmãos ocidentais de idolatria e de culto ao sol por aceitarem como cristã essa festividade pagã.
Recordemos que o mundo romano havia sido pagão. Antes do século IV os cristãos eram poucos, embora estivessem aumentando em número, e eram perseguidos pelo governo e pelos pagãos. Porém, quando Constantino (no século IV) elevou o Cristianismo a um nível de igualdade com o paganismo, o mundo romano começou a aceitar esse cristianismo popularizado, e os novos adeptos somaram centenas de milhares. Tenhamos em conta que esta gente havia sido educada nos costumes pagãos, sendo o principal a festa idólatra de 25 de dezembro. Era uma festa de alegria carnal muito especial. Agradava ao povo! Não queriam suprimi-la!
O artigo já citado da The New Schaff-Herzog Encuyclopedia explica como o reconhecimento do dia de domingo (dia em que antes os pagãos adoravam o sol) por parte de Constantino, e a influência do maniqueísmo (que identificava o Filho de Deus com o sol), deram motivo aos pagãos do século IV, agora convertidos em massa ao cristianismo, para adaptarem a sua festa do dia 25 de dezembro (dia do nascimento do deus sol), dando-lhe o título de Dia do Nascimento do Filho de Deus. Esqueceram I Coríntios 4:2 – “Antes, rejeitamos as coisas que por vergonha se ocultam, não andando com astúcia nem falsificando a palavra de Deus; e assim nos recomendamos à consciência de todo o homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade”.
Assim foi como o “Natal” se introduziu em nosso mundo ocidental, e ainda que tenha outro nome, continua sendo, em espírito, a festa pagã de culto ao sol. Apenas mudou o nome.
(continua)

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