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sábado, 27 de junho de 2015

Quando a ciência erra - parte 3 (final... acho)


Já falei antes de diversos erros e manotas de cientistas sobre fósseis e outras “descobertas”. E nem vou falar de engodos “modernos” e “pegadinhas” como a árvore de espaguete e da televisão que transmitia cheiros, ou da invasão de marcianos de Orson Welles, que também enganaram meio mundo – inclusive pesquisadores de diversas áreas.
Mas tenho que falar de fraudes ainda mais cabulosas, como as pesquisas de genomas humanos e de chimpanzés. Possivelmente o trabalho mais amplamente citado da evolução de primatas nos anos 1980 foi o de Sibley e Ahlquist, usando o DNA para estudar a filogenia de primatas em trabalhos publicados em 1984 e 1987, no The Journal of Molecular Evolution. Eles concluíram que, em vez de produzir uma relação efetivamente equidistante entre humanos, chimpanzés e gorilas, conforme a maioria dos dados mostrava, humanos e chimpanzés ficavam numa relação especial um com o outro, como parentes mais próximos. A técnica foi chamada de hibridização de DNA, e eles já a vinham aplicando extensivamente em aves. Mas os dados sobre os macacos não produziram a conclusão filogenética publicada. Acidentalmente descoberta por outros cientistas (Vincent Sarich, da Universidade da Califórnia-Berkeley; Carl Schmid, da Universidade da California-Davis, e o brasileiro Michelson Borges), muitos dados tinham sido alterados. Essas alterações não tinham sido reportadas, e eram desconhecidas dos revisores e dos leitores dos seus trabalhos de 1984 e 1987. Quão importantes foram essas alterações?
Michelson Borges relata em seu site  que Sibley et alii admitiram que em seu trabalho de 1990, se não fosse pelas alterações dos dados, “seria virtualmente certo Homo, Pan e Gorilla formam uma tricotomia” [p. 225]. (Leia o restante do texto de Jonathan Marks, pesquisador evolucionista do Departamento de Sociologia e Antropologia da Universidade da Carolina Norte).
Nota do blog Desafiando a Nomenklatura Científica: A grande mídia internacional e tupiniquim nos bombardearam com os tais de 99% de semelhança entre os genomas humanos e de chimpanzés. O 1% de dessemelhança nem sequer recebeu o devido destaque na mídia. Mas, e se alguns estudos sobre a tão propalada “semelhança genômica” entre humanos e chimpanzés estivessem sob suspeita de fraude, a Folha de SP publicaria? Creio que não. Lá, quando a questão é Darwin, se for para fortalecer os críticos e os de visões extremas da evolução, segundo Marcelo Leite: “Não damos espaço”! Entendo que a ciência é feita por humanos falíveis e sujeitos à vaidade quanto a um lugar no Panteão dos notáveis. Essa busca desenfreada pelo tal de “elo perdido” – ou melhor, toda uma “corrente perdida” – tem levado muitos cientistas darwinistas a perpetrarem fraudes para provar o fato, Fato, FATO da evolução. Não tenho todas as informações sobre o assunto, a não ser as versões apresentadas por Jonathan Marks, mas as que tenho não deixam nenhuma sombra de dúvida: Sibley e Alquist cometeram fraude (Fonte 1)(Fonte 2).
O que queremos com tudo isso? É óbvio que não se trata de pura e simplesmente ter a pretensão e a presunção de desacreditar a Ciência, nem mesmo se tivesse muito tempo e espaço. É uma sandice. Como é outra sandice tentar desacreditar a Bíblia (que é muito diferente de “religião”, “mitologia” etc., conforme já expliquei antes), com base em teorias científicas. As teorias mudam constantemente, pois a cada nova descoberta científica surgem novos fatos que por sua vez provocam novas tentativas de explicar a realidade, com base nas últimas novidades. Só que muitas vezes os pesquisadores e cientistas se enganam, e são enganados de boa ou de má-fé. Como você pode ver neste link, que mostra que dezenas de “trabalhos científicos”, teses e teorias foram escritos usando-se um programa de computador chamado vulgarmente de “gerador de lero-lero”. Portanto, ao usar textos supostamente “científicos” para tentar desacreditar a Bíblia, mais cuidado.
E o mais engraçado de tudo isto é que a Bíblia, que muitos começaram a julgar obsoleta a partir do propalado Iluminismo, tem se mostrado a cada dia mais verdadeira. Muitos fatos bíblicos simplesmente são desacreditados e descartados sem mais nem menos, por que, como temos mostrado neste pequeno espaço, quando se leva a sério a Palavra Inspirada do Deus Vivo, ela se mostra fiel e digna de toda credibilidade. Como aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui...
Mas o pior de tudo é que muitas vezes é possível detectar um movimento deliberado em direção à fraude e ao engano. O  interessante livro A História Secreta da Raça Humana, de Michael Cremo e Richard Thompson, analisa  descobertas arqueológicas não-convencionais e pouco divulgadas pela mídia, como esqueletos de anatomia praticamente igual à de seres humanos modernos encontrados num sítio do período do Plioceno, que se supõe ter de 1,5 milhão a 5 milhões de anos. Os ossos foram descobertos numa vala na cidade italiana de Castenedolo, na década de 1860. “Esse é um exemplo bem documentado de restos humanos totalmente anômalos, numa época em que os cientistas supõem que eles seriam impossíveis”, diz um dos autores.
Outra evidência apontada pelo livro: em 1849, operários de uma mina de ouro na Califórnia encontraram ferramentas mais avançadas, como pontas de lança e pedras de amolar, em leitos de cascalho localizados dezenas de metros abaixo das rochas. A idade dos cascalhos é estimada em 9 milhões a 55 milhões de anos, ou seja, um tempo muito anterior ao “surgimento” de uma criatura capaz de fabricar ferramentas, segundo a concepção evolucionista.
O livro menciona ainda casos mais extremos levantados pelos pesquisadores. Em 1844, um cordão de ouro foi encontrado a 2,40 m dentro de uma rocha que estava sendo removida por operários em Dorchester, Inglaterra. Em 1985, a pedra teria sido datada como sendo do período Carbonífero Primitivo – entre 320 milhões e 362 milhões de anos de idade. Para Cremo e Thompson, essa é apenas mais uma evidência subestimada. Será que não seria mais lógico associar tal achado ao dilúvio de Gênesis?
Na África, na década de 1980, foi encontrada uma esfera de metal, perfeitamente redonda, com três listras paralelas sulcadas em baixo-relevo. Ela estava num depósito mineral que teria cerca de 2,8 bilhões de anos! Mais uma indicação de que a raça humana era tremendamente capaz no início da história deste mundo, conforme sustenta a Bíblia!

Resumindo, para Cremo e Thompson, os cientistas teriam se apegado tão firmemente à teoria darwiniana que já não consideram nenhuma outra possibilidade, fazendo vista grossa para possíveis evidências que não estejam de acordo com sua “crença”. Esqueceram-se de dizer que, se por um lado essas evidências que não se encaixam no molde evolucionista são descartadas, por outro lado as fraudes são facilmente aceitas, tamanha a vontade de validar um modelo aceito a priori. [Veja aqui um exemplo.] Os autores lembram ainda que, se um pesquisador encontrar algum osso ou outro indício que vá contra a linha evolutiva, ou ele finge que não encontrou nada ou se prepara para todo tipo de represália velada: descrédito dos colegas, ameaças de demissão ou de corte de verbas e exclusão dos periódicos científicos. “A teoria da evolução teria se tornado uma questão de fé, ou a ciência não teria capacidade de lidar com novos fatos que contradizem teorias que atualmente são aceitas como verdadeiras”, assumem. O próprio Michael Cremo admite que “os cientistas de hoje estão muito apaixonados pela teoria da evolução e é natural que se oponham a quem vai contra ela. Por outro lado, há a questão do poder. Há vários tipos de poder no mundo e o intelectual é um deles. Quem detém o poder quer mantê-lo. Num nível mais profundo, acredito que muitos cientistas que apóiam a evolução e os pressupostos materialistas envolvidos nela têm uma ideologia com implicações para a sociedade humana. Os objetivos que nos colocamos a longo prazo são determinados em grande parte a partir das respostas para “quem sou eu?” e “de onde eu vim?”. Com seu monopólio, os evolucionistas estão nos dando respostas bastante materialistas para essas questões. Logo, não é de se espantar que a civilização humana tenha se tornado materialista e absorta no processo de produção e consumo material”. (Fonte dessa resenha) Para ver matérias atualizadas sobre o assunto fraudes científicas, clique aqui e aqui.

Acho que isso deixa claro por que, apesar de tantos erros, certas “teorias” permanecem sendo aceitas como verdades absolutas. E esse posicionamento cega as pessoas para que não enxerguem que a Verdade Bíblica continua válida através dos séculos, em que pesem os esforços hercúleos da intelligentsia para destruí-la. Finalizo com um comentário a respeito de matéria publicada na revista Veja, sobre Viktor Deak, “paleoartista”.

domingo, 31 de maio de 2015

E quando a ciência erra... 2

parte 2
Parece que algumas pessoas se especializaram em procurar desmentir a Bíblia. A certa altura da história, principalmente durante o período conhecido como “iluminismo” isso foi um esporte mundial. Se bem que esse termo, “iluminismo”, tenha, em certo aspecto, lançado de fato muitas trevas sobre a humanidade, errou e induziu ao erro muita gente, ao pensar certo e agir errado.
Explico. A Europa vinha desde o Renascimento saindo da Idade Média (assim chamada porque ficava bem no meio entre a idade “antiga” e a então chamada “idade moderna”). O Renascimento foi um “ressurgimento” das artes e das ciências, como se no período medieval não existisse arte nem ciência... vejam que as definições já começam equivocadas. Mas prossigamos. Os homens redescobriram que eram capazes de grandes feitos. Então era até certo ponto lógico que procurassem destruir tudo o que imaginavam lhes prender ao obscurantismo e à superstição, incluindo, nessa concepção, os mitos, lendas e religiões.
Até aí tudo bem. O problema é que confundiram a religião predominante nessa parte do mundo, o catolicismo, com a própria Bíblia em si. Pensadores como Voltaire e os enciclopedistas caíram nesse erro grotesco, e nem mesmo verificaram que o ensino do catolicismo, grosso modo, estava muito distante das doutrinas centrais do Cristianismo primitivo, que alguns de vocês já puderam verificar nestas humildes páginas. Voltaire chegou a escrever um certo “Dicionário Filosófico”, no qual desanca a autoridade da Bíblia e a ridiculariza com argumentos no mínimo questionáveis, com uma falta de honestidade e de critérios que ainda hoje ecoa na voz dos auto-denominados céticos.  Posso citar aqui muitos deles, alguns conhecidos, como Carl Sagan, Bertrand Russell e Richard Dawkins e o brasileiro Marcelo Gleiser, que no alto de seus altares repetem como papagaios amestrados as falácias de 250 anos atrás, sem serem incomodados. E o mais espantoso é que os defensores dessa crítica escondem falhas gritantes cometidas em nome da ciência, algumas claramente intencionais. E não admitem seus erros.
Por exemplo, o “Megalossauro bucklandii”, nome científico dado a uma espécie de dinossauro, registrado ainda em 1824 - apesar de o termo “dinossauro” ter sido cunhado décadas mais tarde. Ele foi identificado a partir dos fósseis de uma mandíbula, alguns dentes e um osso do quadril encontrados por William Buckland. Como se sabia pouco sobre os dinossauros no século XIX, imaginava-se que o Megalossauro era, como adianta seu nome, um “grande lagarto” que rastejava sobre quatro patas (ilustração principal). Na verdade, o dinossauro era um bípede carnívoro que media 8 metros e tinha grandes e afiadas garras nas patas dianteiras e pescoço curto. Ninguém veio a público dar a cara a tapa: “erramos, não era nada disso”...
Os círculos nas plantações: Sempre que um misterioso círculo aparecia em grandes campos na Grã-Bretanha, os entusiastas da vida extra-terrestre em todo o país iam à loucura. Com pretensões de serem mensagens alienígenas, o fato era amplamente divulgado, até que em 1991 dois homens apareceram e explicaram: tudo não passava de uma fraude criada por eles. Usando nada mais do que pranchas de madeira, cordas e fios como ferramentas, era uma brincadeira perfeita para levar as pessoas a falar sobre o desconhecido.
O filme da “autópsia do alien” foi uma das mais descaradas e relativamente bem-sucedidas fraudes de todos os tempos. Em 1995 o produtor de cinema Ray Santilli apresentou alguns minutos de uma filmagem misteriosa, em preto e branco, alegadamente um documentário que pretendia mostrar um alienígena morto (supostamente do acidente de Roswell de 1947) submetido a uma autópsia. Saudado por muitos na comunidade ufológica como autêntico, uma série de discrepâncias logo veio à luz (alguns deles apontadas por especialistas forenses bem informados sobre os procedimentos de autópsia). Desde então, o filme foi totalmente desacreditado.
Mulher que deu à luz coelhos: No século XVIII uma mulher abalou o mundo científico. Mary Toft afirmou ter dado à luz vários coelhos, e muitas pessoas, incluindo cientistas, acreditaram nela. Mas depois de um tempo, sua farsa foi revelada e trouxe grande constrangimento a todos aqueles na comunidade médica que tinham acreditado que isso era mesmo possível.
A Sereia de Fiji: A descoberta da sereia das ilhas Fiji abalou o mundo. O achado foi tido como os restos fossilizados de uma sereia que causou alvoroço. No entanto, foi provado ser uma fraude quando se descobriu ser uma montagem da cabeça e costelas de um macaco com um rabo de peixe, juntados para adquirir a aparência convincente de uma sereia.
As mariposas salpicadas: entre 1850 e 1950, na Inglaterra, as mariposas salpicadas da espécie “Biston betularia” tornaram-se mais escuras. No início do século 19, eram clarinhas. Com o tempo, foram ficando negras, com manchas brancas. A explicação foi dada pelo biólogo Bernard Kettlewell: um expediente evolucionário de proteção por mimetismo. Na Inglaterra poluída do século 19, os troncos das árvores ficavam enegrecidos pela fuligem do carvão das chaminés. As mariposas, escurecidas, ficavam camufladas e não eram vistas pelas aves predadoras. Em 1955, ele soltou mariposas brancas e negras junto a troncos de árvores em florestas. Como previsto, os pássaros se alimentaram mais dos insetos brancos nas regiões poluídas e dos negros nas regiões “limpas”. As mariposas que se deram mal eram as que se destacavam mais no ambiente. Em 1980, porém, um detalhe que passou despercebido finalmente saltou aos olhos dos pesquisadores: mariposas não vivem em troncos de árvores. A pesquisa era fajuta desde o ponto de partida.
Embriões falsos: o engodo torna-se mais difícil de detectar quando o perpetrador é um figurão, como o alemão Ernst von Haeckel. Naturalista renomado e criador do termo “ecologia”, Haeckel foi autor, em 1874, de uma série de desenhos de embriões de vertebrados - peixes, galinhas, seres humanos - que mostravam similaridades marcantes em seus primeiros estágios (reprodução ao lado). Segundo ele, seria a prova de um ancestral comum, ponto essencial à teoria da evolução de Darwin. Mas os desenhos estavam errados: não havia esse estágio inicial. No entanto, a descoberta de que não havia essa “similaridade
inicial” – em 1997 pelo embriologista inglês Michael Richardson - foi tardia: por mais de um século os desenhos serviram de base aos manuais de biologia. Veja ao lado os desenhos mais atuais de Richardson, de acordo com a realidade objetiva - os embriões de diferentes espécies, de fato, são bem mais diferentes entre si do que reza a lenda evolucionista. Leia mais aqui.
Tem também a esquisitíssima estrela recém-descoberta, que seria mais velha - pasmem os senhores - que o próprio universo. Segundo estimativas, ela teria cerca de 13 bilhões de anos, isto é, é anterior ao “Big Bang”! Essa nem Stephen Hawking consegue explicar, e as cinzas de Carl Sagan devem estar tentando se reagrupar para inventar uma nova teoria. Talvez Richard Dawkins saia com mais uma piadinha para poder escorregar como um espaguete voador. Você pode ver essa bizarra descoberta neste link, para ver se estou inventando algo. E aí, como fica o dogma de que a primeiríssimo evento foi a fagulha primordial de que se originou tudo em um pentelhésimo de segundo? Quem se atreve a questionar a santa inquisição da comunidade científica?
Há algum tempo, foram descobertos traços de tabaco e cocaína em múmias do Egito. Levantou-se logo a polêmica de que esses vícios já existiam na antiguidade, procurou-se traçar a rota das folhas do tabaco e da coca até Tebas e supostos métodos de refino do pó no calor do Saara... Aí alguém lembrou que, no início do século XX, quando as múmias foram para a Europa, os examinadores costumavam fumar sem a menor cerimônia em cima das relíquias enfaixadas, e que era comum o consumo de cocaína pelos bacanas da belle epoque em salões onde as múmias ficavam expostas. Um vacilo geral da intelligentsia.  
O celacanto: Acreditava-se que esse estranho peixe tinha se extinguido há 300 milhões de anos (algumas fontes dizem 70 milhões), sendo portanto, contemporâneo dos grandes dinossauros. Especulava-se que ele seria o parente vivo mais próximo do peixe ancestral que deu origem à linhagem dos tetrápodes, animais de quatro membros (incluindo nós) que saíram da água e conquistaram a terra milhões de anos atrás - tudo isso segundo a cronologia e a mitoideologia evolucionista. Até que em 1938 foi encontrado um celacanto nadando nas praias africanas! Passou então a ser chamado de “fóssil vivo”, tendo sido encontradas centenas de exemplares entre o continente africano e Madagascar, bem como perto da costa da Indonésia e Filipinas (veja este video). Ninguém ainda explicou como ele não evoluiu nada em 300 (ou 70) milhões de anos, mas já se sabe que ele é muito mais próximo dos seus fósseis análogos do que os humanos atuais dos supostos hominídeos (veja mais aqui).
Essas mancadas homéricas desqualificam todos os cientistas? Obviamente que não. Como falei antes, o que é verdade hoje, amanhã pode já não ser. Durante um tempo, acreditou-se piamente que tais aberrações fossem o supra-sumo da verdade. O grande problema é durante o “hoje”, quando todos acreditam numa suposição ainda não comprovada, e quando chega o “amanhã”, descobrem que não, não era nada disso, ficam todos com cara de tacho e passemos adiante.

Mas mesmo assim insistem em tentar desqualificar a Bíblia como Palavra imutável de um Deus imutável. Continuamos depois que por ora está muito comprido. Tem mais.

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sábado, 1 de maio de 2010

Criação ou evolução?

A maior parte dos brasileiros acredita que o ser humano é fruto de uma evolução guiada por Deus, segundo pesquisa Datafolha publicada no jornal Folha de S.Paulo. De acordo com a pesquisa, 59% acreditam que o ser humano é o resultado de milhões de anos de evolução, mas em processo guiado por um ente supremo. A pesquisa entrevistou 4.158 pessoas com mais de 16 anos, com margem de erro de 2%.
De acordo com a pesquisa, a crença na criacionismo é maior entre os entrevistados com menor renda e escolaridade. O número de evolucionistas, que acreditam apenas na teoria da evolução proposta por Charles Darwin, é maior entre aqueles com maior renda e escolaridade: a
penas 8% consideram que a evolução ocorre sem interferência divina. 
Um em cada 4 brasileiros crê em Adão e Eva, e que o homem foi criado por Deus há menos de 10 mil anos. A maioria das pessoas crê em Deus e Darwin. Os 25% de criacionistas da Terra jovem (que atribuem menos de 10 mil anos a nosso planeta de 4,6 bilhões de anos) surpreendem porque o fundamentalismo bíblico, em que as Escrituras são interpretadas literalmente, não faz parte das tradições religiosas do Brasil.
A igreja católica, ainda a mais influente no país, jamais condenou a evolução. Pelo contrário até, o Vaticano vem já há algumas décadas flertando discretamente com o autor de "Origem das Espécies".
Em 1950, o papa Pio XII, na encíclica "Humani generis", classificou o darwinismo como "hipótese séria" e afirmou que a igreja não deveria rejeitá-la, embora tenha advertido para o mau uso que os comunistas poderiam fazer dessa teoria. Em 1996 foi a vez de João Paulo II declarar que a evolução era "mais do que uma hipótese". Boa parte dos evangélicos se limita a apontar "problemas" no neodarwinismo, tentando reservar algum espaço para Deus, que pode ter papel mais ou menos ativo.
Para alguns, Deus pode ser um tipo de “demiurgo” (que se limitou a criar o mundo com todas as suas leis, incluindo a seleção natural) e retirou-se. Para outros, Ele é "Deus ex machina" que interfere o tempo todo, sendo um agente ativo na humanidade, desde o atendimento às orações até o controle dos acontecimentos históricos.
Em tese, qualquer algumas dessas posições se encaixam na afirmação de que Deus e evolução atuariam juntos. A evolução funcionaria como um guarda-sol que abriga de católicos a deístas, passando por entusiastas do "design inteligente", o criacionismo com pretensões científicas.
Teologia intuitiva? Como os adeptos de religiões que defendem a literalidade do Gênesis não chegam nem perto de 25% da população, é forçoso reconhecer que a boa parte das pessoas que abraçaram a hipótese de Adão e Eva o fez seguindo suas próprias intuições, sem prestar muita atenção ao que afirmam suas respectivas lideranças espirituais. Essa impressão é reforçada quando se considera que a adesão ao criacionismo bíblico se distribui de forma generosa entre todos os credos. Umbandistas (33%) e evangélicos pentecostais (30%) ficam um pouco acima da média nacional, mas católicos comparecem com 24% e evangélicos não pentecostais, com 25%.
Uma nota curiosa vai para os que se declaram ateus. Entre eles, 7% também se classificam como criacionistas da Terra jovem e 23% como partidários da evolução comandada por Deus.
Os resultados obtidos no Brasil contrastam com os colhidos nos EUA, mas se aproximam com os de nações europeias. Entre os norte-americanos, a proporção de criacionistas bíblicos chega a 44%. Os evolucionistas com Deus são 36%, e os neodarwinistas puros, 14%. Esses números foram apurados em 2008 pelo Gallup, numa pesquisa que vem sendo aplicada naquele país desde 1982 e que serviu de modelo para a sondagem do Datafolha.
Em relação à Europa, o Brasil se encontra mais ou menos na média. De acordo com uma pesquisa de 2005 do Eurobarômetro, que aferiu o número de pessoas que rejeita a evolução, os criacionistas por ali variam de 7% (Islândia) a 51% (na islâmica Turquia), com a maioria dos países apresentando algum número na casa dos 20%.
Folha/Notícias Cristãs (
http://news.noticiascristas.com/2010/04/um-em-cada-4-brasileiros-cre-em-adao-e.html)

Comentário - O apóstolo Paulo abordou os filósofos em Atenas, centro da filosofia e cultura no primeiro século, demolindo a concepção grega das origens e o ponto de vista evolucionista e politeísta das escolas estóica e epicurista, “duas eminentes correntes filosóficas greco-romanas que eram essencialmente evolucionistas”[1]. O apóstolo mencionou, por três vezes, a atividade criadora de Deus: “O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas. Nem é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse; pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais; de um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação” (Atos 17.24-26).
Não é preciso ir muito além dos escritos de Darwin para encontrar a fonte da teologia da evolução. Em dado momento, Darwin cogitava ingressar no clero da Igreja Anglicana, mas mudou radicalmente por conta de sua incapacidade para entender a presença do mal num mundo criado por Deus, conforme explica: “Parece-me que há muita miséria no mundo. Eu não consigo me convencer de que um Deus benevolente e onipotente tenha intencionalmente criado um gato com a finalidade de caçar um camundongo”[2]. Numa carta escrita a um amigo, ele chegou a denominar e escrever com todas as letras: “Minha divindade ‘a seleção natural’”[3]. Embora os livros didáticos não definam a teologia da evolução, ela pode ser identificada.
Em primeiro lugar, a teologia da evolução forma a base para o dogma do humanismo secular, segundo consta nos Manifestos Humanistas. O Manifesto Humanista I, escrito em 1933, inicia com uma conclamação para a necessidade de se criar uma nova religião que se adapte à era vindoura. Seus dois primeiros pilares de fé consideram “o universo como auto-existente e não criado” e propõem que o ser humano “é uma parte da natureza, o qual surgiu como resultado de um processo contínuo (i.e., evolução)”.[4] “Os humanistas ainda crêem que o teísmo tradicional, particularmente a fé no Deus que ouve orações e que, supostamente, ama e cuida das pessoas, escuta e entende suas orações, e que é capaz de fazer algo em favor delas, é uma fé reprovada e obsoleta. O salvacionismo [...] ainda se mostra nocivo, distraindo as pessoas com falsas esperanças de um céu após a morte. Mentes racionais confiam em outros meios para sobreviver [...] Nenhuma divindade nos salvará; temos que nos salvar a nós mesmos”.[5]
A religião dos humanistas é, portanto, a fé na evolução e, para eles, somente os mais aptos sobreviverão.
Talvez com medo de serem desprezados, alguns teólogos desejam fazer a união da evolução com o Deus da Bíblia, como escreve John F. Haught, God After Darwin: A Theology of Evolution, Boulder, CO: Westview Press, 2000, p. 190-191:
“Uma visão de futuro biblicamente inspirada oferece uma estrutura mais adaptável tanto para a ciência evolutiva quanto para a busca religiosa por significado [...] Em vez de atribuir a Deus um plano “inflexível” para o universo, a teologia evolucionista prefere considerar a “visão” de Deus para o mesmo [...] O deus da evolução não determina as coisas de antemão, nem egoisticamente esconde apenas para Si a alegria de criar...”
Os riscos são altos: as conseqüências são vida eterna ou morte eterna. O plano de Satanás é sagaz; ele quer convencer as pessoas de que são produto de uma força evolutiva impessoal e que, portanto, não são responsáveis perante qualquer ser divino. O conflito não é simplesmente acerca das origens, mas acerca dos destinos.
E isto a igreja católica parece ignorar, ao afirmar que é possível misturar as duas teologias, a bíblica e a evolucionista. Como, aliás, essa instituição tem feito ao longo dos séculos, o famoso “sincretismo”.

Comentário baseado em artigo de William L. Krewson, professor do Instituto de Estudos Judaicos de The Friends of Israel na Philadelphia Biblical University (EUA), publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, maio de 2009.

Notas:
1 Henry M. Morris, The Long War Against God, Grand Rapids: Baker Book House, 1989, p. 211. Na discussão do tema (p. 211-218), Morris faz menciona o diálogo “Timaeus”, de Platão, que revela uma antiga explicação das origens com base no acaso (c. 400 a
.C.).
2 Francis Darwin, org., The Autobiography of Charles Darwin and Selected Letters, Nova York: Dover Publications, 1958, p. 249.
3 id. ibid, p. 62.
4 Humanist Manifesto I, publicado no site: www.americanhumanist.org/about/manifesto1.html.
5 Paul Kurtz, org., Humanist Manifestos I and II, Buffalo, NY: Prometheus Books, 1973, p. 13, 16


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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Entre a Fé e a Razão, um tanto de Filosofia e outro tanto de Teologia

Já provamos, para desgosto de alguns, que algumas teorias pseudo-científicas pervertem os métodos científicos necessários para validação de hipóteses. Por exemplo, para validar uma teoria ou conjectura, são necessárias a observação, a medição, a formulação da hipótese, a experimentação e finalmente a validação ou não da teoria.

No caso da polêmica teoria da evolução, faz 200 anos que virtualmente todo ser vivo neste planeta está sob observação. Formularam-se hipóteses sobre a origem da vida a partir de organismos menos complexos à medida que se recua no tempo, até a aparição fortuita da primeira molécula de DNA, etc. Pois bem, tudo isto está em desacordo com o método científico, como demonstramos em (http://doa-a-quem-doer.blogspot.com/2008/09/como-teoria-da-evoluo-perverte-o-mtodo.html), o que fez carótidas saltarem e a produção de saliva aumentar em alguns primatas.
A teoria da evolução, portanto, carece de comprovação, pois não há experimento que a valide. Para isso, teríamos que esperar mais alguns milhões de anos até que novos saltos evolutivos sejam detectados. Obviamente, isto é uma falácia. No afã de desautorizar qualquer outra explicação da origem do universo, das espécies e da humanidade, alguns cientistas rejeitam tudo o que não compreendem. Para quem pensa dessa forma rarefeita é difícil mudar o mecanismo mental. O apóstolo Paulo já havia notado isto: “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente... Porque a sabedoria deste mundo é loucura para Deus” (I Coríntios 2:14 e 3:19).
Quando alguns cientistas advogam que apenas a “ciência” pode dar a última palavra, estão sendo tão dogmáticos quanto os religiosos que eles mesmos insistem em denegrir. Na verdade, ainda estão presos ao positivismo, corrente filosófica em declínio há décadas, que prega que tudo que não for “científico” é ingenuidade: tudo o mais é tratado como vigarice, charlatanismo e obscurantismo. Esquecem-se propositalmente que nem sempre é possível ter certeza se o conhecimento em questão é realmente científico. Daqui a cem anos o que hoje é considerado “ciência” poderá perder totalmente a sua credibilidade, quanto mais as chamadas “teorias” que não têm como ser testadas e comprovadas...
O badalado cientista-pop Carl Sagan é um exemplo acabado disto. Ele afirma, com a maior cara de pau, que “o Universo tem de 8 a 15 bilhões de anos, e não 6 ou 12 mil anos”. Como pode ter tanta certeza? Quer dizer, entre uma cifra e outra há uma diferença de 7 bilhões de anos! Ou seja, a margem de erro é quase igual à própria estimativa... Se há uma coisa em que existem controvérsias, é a idade do Universo.
Esse dogmatismo cientificista comparável a uma religião, posto que possui todos os elementos de um culto, exatamente o que os intelectualóides criticam: como a maioria das religiões, possui uma narrativa (que explica o começo do mundo); depois, visando a legitimação e a validade de seu sistema cosmogônico, o intelectualóide cita uma descoberta (a “revelação”) ou a obtenção de uma sabedoria ou conhecimento superior por parte do fundador (como sucede nas religiões em geral). Os adeptos devem então fazer uma profissão de fé, isto é, defender publicamente o ponto de vista do grupo para serem aceitos na comunidade. E finalmente, defendem sua crença até a morte. E assim caem no erro sobre o qual Jesus advertiu: “Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgais, sereis julgados; e com a medida com que medis vos medirão a vós. E por que vês o argueiro no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? Hipócrita! tira primeiro a trave do teu olho; e então verás bem para tirar o argueiro do olho do teu irmão” (Mateus 7:1-5).
Mas, caso a citação bíblica provoque nova apoplexia, vamos para o campo das ciências humanas. A Psicologia e a Sociologia demonstram o fenômeno conhecido como ideologia, que explica claramente a influência de determinados conceitos, predominantes em certos grupos sociais, no modo de pensar e ver as coisas; daí a sua força, o conceito de “Ideologia dominante”, um conjunto de valores e normas que influencia, para o bem ou para o mal, a noção de conhecimento objetivo que deveria ser a Ciência. Prova disso foram os “cientistas” de ideologia nazista, para quem diferenças raciais “explicavam” a superioridade ariana (a evolução das espécies e a sobrevivência dos mais aptos serviram como luvas).
Carl Sagan pelo menos teve a coragem de assumir que “... os cientistas alimentam inúmeras doutrinas nocivas - inclusive a suposta superioridade de um grupo étnico ou de um gênero em relação ao outro, com base em medições do tamanho do cérebro, saliências do crânio ou testes de inteligência. Com freqüência relutam em ofender os ricos e poderosos. De quando em quando, alguns trapaceiam e roubam. Alguns trabalharam sem nenhum vestígio de remorso para os nazistas... gostam de se lembrar daqueles casos em que tinham razão e esquecer as vezes em que estavam errados... Talvez fosse útil que os cientistas listassem de vez em quando alguns de seus erros... Kepler, Newton, Darwin, Mendel e Einstein cometeram erros sérios. Nós temos vieses; inalamos os preconceitos predominantes em nosso meio...” (“O Mundo Assombrado Pelos Demônios”, pág. 221 e 223). Nesse livro, no capítulo “Quando os cientistas conhecem o pecado”, ele reconhece a manipulação da ciência para fins políticos e hegemônicos, e termina com a pergunta enigmática: “Que área do empreendimento humano não é moralmente ambígua?” (página 250).
Resumindo, é muito cômodo para os evolucionistas apelidarem os outros de obscurantistas, ingênuos, retrógrados e outros termos pejorativos, quando eles próprios agem assim. E pior, são incapazes de olhar criticamente para o próprio conhecimento que acreditam ter, quando suas teorias são, de acordo com os próprios métodos, impossíveis de serem comprovadas e portanto, validadas como leis. Dessa forma, voltamos ao Apóstolo dos Gentios, que há 1900 anos já havia percebido essa incapacidade, doa a quem doer.
Sagan caiu nessa armadilha. Em seu citado livro, cujo nome foi retirado de antigas escrituras hindus, pretende mostrar a validade da ciência frente às demais formas de conhecimento. E vai até bem, ao confrontar a ciência com o que o cientista argentino Carlos Lungarzo, mestre e doutor em Filosofia e Matemática, chama de “senso comum”, incluindo narrativas envolvendo óvnis, o poder das pirâmides e cristais, o fim da Atlântida, criaturas fantásticas como o yeti, etc. Mas quando se mete a falar do que não entende, fala asneiras. Ao citar a Bíblia como anti-científica, diz que “no Gênesis, lemos sobre anjos que copulam com as filhas dos homens” (pág. 113). A Bíblia não diz isto! Como Voltaire 200 anos antes, atribui à Bíblia coisas que não estão lá, e tenta culpá-la pela Inquisição e pela caça às bruxas. Como outros críticos da Bíblia, ele pensa que todos os cristãos estão na Idade Média: “As realizações máximas da teologia ... são a Summa Theologica e a Summa Contra Gentiles (contra os gentios.) de são Tomás de Aquino” (pág. 238).
E a certa altura ele questiona como um Deus amoroso ordenou que os hebreus exterminassem outros povos sem dó nem piedade. Isso se deve ao seu desconhecimento do conceito bíblico do dispensacionalismo. Aliás, mesmo alguns cristãos têm dificuldade em não discernir essa doutrina, quando confundem, por exemplo, a questão do dízimo e dos elementos judaicos no culto cristão... mas isso é outro assunto.
O que deve ficar claro, e assim encerramos este tópico, é que a crítica dos cientistas a outros sistemas de pensamento deve-se muito mais às próprias limitações no entendimento “do outro” do que propriamente às falhas dos modelos de pensamento que não sejam cientificistas e dogmáticos como, via de regra, são aqueles sob os quais se abrigam os críticos e “hereges profissionais”.

DOA A QUEM DOER!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Mais de 500 cientistas duvidam de Darwin

SEATTLE, EUA, 22 de fevereiro de 2006 (LifeSiteNews.com) — Mais de 500 cientistas doutorados assinaram uma declaração que expressa publicamente seu ceticismo acerca da teoria contemporânea da evolução darwiniana.

A declaração diz: “Somos céticos das afirmações defendendo a capacidade da mutação casual e seleção natural para explicar a complexidade da vida. Deve-se incentivar um exame cuidadoso da evidência em prol da teoria darwiniana”.
A lista dos 514 signatários inclui cientistas membros da Academia Nacional de Ciências da Rússia e dos EUA. Os signatários incluem 154 biólogos, a maior disciplina científica representada na lista, bem como 76 químicos e 63 físicos. Os signatários têm doutorados em ciências biológicas, física, química, matemática, medicina, ciência da computação, e disciplinas relacionadas. Muitos são professores ou pesquisadores em importantes universidades e instituições de pesquisas tais como o MIT, o Instituto Smithsoniano, a Universidade de Cambridge, a Universidade da Califórnia em Los Angeles, a Universidade da Califórnia em Berkeley, a Universidade de Princeton, a Universidade da Pensilvânia, a Universidade Estadual de Ohio, a Universidade da Geórgia e a Universidade de Washington. 
O Instituto Discovery publicou pela primeira vez sua lista de Dissidência Científica contra o Darwinismo em 2001 para desafiar falsas declarações sobre a evolução darwiniana feitas na promoção da série “Evolution”, transmitida pelo canal PBS. Na época a série afirmava que “virtualmente todos os cientistas do mundo crêem que a teoria é verdadeira”.
“Os darwinistas continuam a afirmar que nenhum cientista sério duvida da teoria. Contudo, aqui estão 500 cientistas que estão dispostos a tornar público seu ceticismo acerca da teoria”, disse o Dr. John G. West, diretor associado do Centro de Ciência & Cultura do Instituto Discovery. “Os esforços dos darwinistas para usar os tribunais, os meios de comunicação e os comitês acadêmicos para suprimir a dissidência e reprimir o debate estão na verdade inflamando mais dissidência ainda e inspirando mais cientistas a pedir sua inclusão na lista”.
De acordo com West, foi o crescimento rápido no número de dissidentes científicos que incentivou o Instituto a lançar um site —
http://www.dissentfromdarwin.org/ — para dar à lista um lugar permanente. O site é a resposta do Instituto à demanda de informações e acesso à lista por parte do público e de cientistas que querem que seus nomes sejam acrescentados à lista.
“A teoria da evolução de Darwin é o grande elefante branco do pensamento contemporâneo”, disse o Dr. David Berlinski, um dos signatários originais, que é matemático e filósofo científico no Centro de Ciência & Cultura do Instituto Discovery. “A teoria de Darwin é volumosa, quase completamente inútil, e objeto de veneração supersticiosa”.
Outros signatários proeminentes incluem o Dr. Philip Skell, membro da Academia Nacional de Ciências dos EUA; o Dr. Lyle Jensen, membro da Associação Americana para o Avanço da Ciência; o Dr. Stanley Salthe, biólogo evolucionário e autor de livros escolares; o Dr. Richard von Sternberg, biólogo evolucionário do Instituto Smithsoniano e pesquisador do Centro Nacional de Informações de Biotecnologia dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA; o Dr. Giuseppe Sermonti, editor da Rivista di Biologia, a mais antiga revista do mundo sobre biologia ainda em circulação; o Dr. Lev Beloussov, embriologista da Academia de Ciências Naturais da Rússia.
Veja a lista completa aqui:
http://www.discovery.org/scripts/viewDB/filesDB-download.php?command=download&id=660
Traduzido e adaptado por Julio Severo: http://www.juliosevero.com.br/
Fonte: http://www.lifesite.net/ldn/2006/feb/06022204.html
Postado por Julio Severo em: http://juliosevero.blogspot.com/2006/02/mais-de-500-cientistas-doutorados.html

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Charles Darwin, um psicótico? Um estudo de sua saúde mental

Dr. Jerry Bergman (Ph.D. em Biologia, professor e pesquisador da Faculdade de Biologia da Universidade Estadual de Northwest em Ohio. Artigo publicado no boletim Acts & Facts do Institute for Creation Research, em sua edição de janeiro de 2004, com o título "Was Charles Darwin Psycothic? A Study of His Mental Health". Tradução do texto de Daniel Ruy Pereira. Texto original: http://www.impacto.org.br/c04002.htm)

INTRODUÇÃO
Muitas das doenças graves e vitalícias de Darwin têm sido tema de grande especulação e estudo por mais de um século. Darwin disse que seus problemas de saúde começaram já no ano 1825 quando ele só tinha seis anos de idade, e o incapacitaram por volta dos 28 anos (Barloon e Noyes, 1997, p. 138). Horan (1979, p. ix) concluiu que Darwin era “doente e, recluso, ficou confinado à sua casa em Kent por quarenta anos”. Mesmo o estudioso darwiniano Michael Ruse concluiu que “Darwin por si mesmo era um inválido a partir dos 30 anos”. (2003, p. 1523). E o médico George Pickering, num vasto estudo da doença de Darwin, concluiu que no início dos seus trinta anos, Darwin se tornou um “recluso inválido” (1974, p. 34). O professor da Escola de Medicina UCLA, Dr. Robert Pasnau (1990, p. 123), notou que Darwin também “permaneceu doente quase continuamente” pelos cinco anos inteiros que ele esteve na sua viagem com o HMS Beagle.

Dúzias de artigos escolares e pelo menos três livros têm se prendido na questão da doença de Darwin. A conclusão atual é de que Darwin sofreu de várias desordens psiquiátricas sérias e obstrutoras, incluindo ágorafobia. A ágorafobia é caracterizada por medo de ataques de pânico (ou atuais ataques de pânico) quando não em um ambiente psicologicamente seguro, tal como a casa do indivíduo. Darwin, como traço geral entre os ágorafóbicos, também desenvolveu muitas fobias adicionais - estando em multidões, estando sozinho, ou não saindo de casa a menos que estivesse acompanhado por sua esposa (Kaplan e Sadock, 1990, pp. 958-959).
A ágorafobia é também freqüentemente associada com despersonalização (um sentimento de estar separado de todos, com exceção da própria pessoa), uma enfermidade da qual Darwin também sofreu (Barloon e Noyes, 1997, p. 138). Um estudo da condição mental de Darwin por Barloon e Noyes concluiu que Darwin sofreu de desordens de ansiedade tão graves que prejudicaram suas atividades, limitando sua habilidade de sair de casa, mesmo se somente para encontrar com colegas ou outros amigos. Este diagnóstico provavelmente explica seu excessivo isolamento, e estilo de vida eremita (1997, p. 138). Também ajuda a explicar o título da biografia de Darwin, de Desmond e Moore, 1991: Darwin: A vida de um evolucionista atormentado.

OUTROS PROBLEMAS PSIQUIÁTRICOS E MÉDICOS
Colp (1977, p. 97) concluiu que “muito da vida diária de Darwin foi vivida em um gabinete que consistiu de intensidades flutuantes de dor” que eram algumas vezes tão severas que Darwin as chamou de “dolorosamente grandes”. Muitos sintomas influenciaram psicológica ou psicologicamente a saúde física de Darwin incluindo depressão grave, insônia, choro histérico, sensações de morte, agitação, desmaios, contrações musculares, perda de fôlego, tremor, náusea, vômito, ansiedade grave, despersonalização, visão borrada, pisos em falso e visões, e outras alucinações visuais (Barloon e Noyes, 1997, p. 139; Picover, 1998, p. 290; Colp, 1977, p. 97; Bean, 1978, 573). Os sintomas físicos incluíram dores de cabeça, palpitações cardíacas, zumbido no ouvido (possivelmente tinnitus), flatulência dolorosa, e distúrbios gástricos - todos os quais comumente têm origem psicológica (Pasnau, 1990). Colp notou que “por trás desses sintomas havia sempre um centro de ansiedade e depressão” (1977, p. 97). Alguns especulam que parte dos problemas mental de Darwin era devido a seu medo contínuo, corrosivo, de que ele devotara sua “vida a uma fantasia” - e a um “alguém perigoso” naquilo (Desmond e Moore, 1991, p. 477). Este medo era de que sua teoria fosse falsa e houvesse, de fato, um Criador divino.
O comportamento de Darwin também indica que ele sofreu de desordem mental. Embora devotado à sua esposa e filhas, ele “as tratava como crianças” mesmo depois de suas filhas terem crescido (Picover, 1998, p. 289). Muitas das declarações de Darwin a outros também lançavam dúvidas sobre sua estabilidade mental. Por exemplo, em 1875 ele escreveu as seguintes palavras ao seu colega cientista Robert Hooker:
“Você pergunta sobre o meu livro, e tudo o que eu posso dizer é que eu estou pronto para cometer suicídio: eu pensei que estava escrito razoavelmente, mas acho que muito precisa ser reescrito... Eu começo a pensar que qualquer um que publica um livro é um tolo” (apud Colp, 1977, p. 228). Colp notou que o filho de Darwin, Leonard, afirmou que mesmo a doença de seu pai interferiu em seus sentimentos pelos seus filhos.

Por exemplo, Leonard uma vez notou que:
“Quando jovem, eu fui ao meu pai embora errante pelo gramado, e ele... se virou como se fosse completamente incapaz de continuar qualquer conversa. Em seguida ele inesperadamente lançou direto em minha mente a convicção que ele desejava não viver mais” (apud Colp, 1977, p. 100).
Os problemas mentais de Darwin foram considerados tão graves que Picover (1998, p. 289) incluiu Darwin em sua coleção de personalidades históricas que ele chama de “cérebros estranhos, cientistas excêntricos e homens loucos”. O fato de Darwin ter sofrido de várias enfermidades obstrutoras não se discute; o único debate é a causa delas (Pasnau, 1990, p. 121).

OUTRAS POSSÍVEIS CAUSAS DA CONDIÇÃO DE DARWIN
Outros, incluindo a própria esposa de Darwin, defenderam que seu problema mental originou-se da culpa provinda de seu objetivo de vida em refutar o argumento em prol do Deus do projeto (Bean, 1978, p. 574; p. 28; Pasnau, 1990, p. 126). Muitos dos estudos psicanalíticos têm defendido que seus problemas foram resultado de sua raiva reprimida sobre seu pai tirano e “o assassinato de seu pai celestial” por sua teoria (Pasnau, 1990, p. 122).
Diagnoses da causa das desordens mentais e físicas de Darwin incluem doença de Chagas, envenenamento por arsênico e possivelmente uma desordem no ouvido interno (Picover, 1998, p. 290; Pasnau, 1990). Todas essas causas têm sido largamente refutadas. Muitas pessoas concluem que foi uma perturbação mental básica clássica, beirando a psicose (uma incapacidade de desordem mental grave). Indiferente ao diagnóstico, a condição de Darwin foi claramente obstrutora, freqüentemente por meses seguidos, e lhe rendeu uma invalidade por muito tempo de sua vida, especialmente no seu auge.
Arnold Sorsby concluiu que Darwin também foi um obsessivo-compulsivo e dá a seguinte evidência:
“Se a doença de Chagas não causou os sintomas de Darwin, o que causou? Meu diagnóstico pessoal seria um estado de angústia com traços obsessivos e manifestações psicossomáticas. A angústia claramente apressou muitos de seus problemas físicos, e com respeito ao componente obsessivo há vários pontos importantes... Darwin exibiu o traço de obsessão de ter em qualquer coisa ‘certamente’; ele manteve registros meticulosos de sua saúde e sintomas como muitos hipocondríacos obsessivos. Tudo tinha que estar em seu lugar; ele mesmo teve uma atração especial pela esponja que ele usava no banho... Também há um diário de saúde que ele manteve. Dias e noites tinham dadas anotações de quão bom ele estava; a nota era aderida ao fim de cada semana, e há evidência de freqüente mudança de opinião em decidir se em uma noite estava muito bom ou quase bom” (1974, p. 228).

AS PRÓPRIAS PALAVRAS DE DARWIN ACERCA DE SUA CONDIÇÃO

Em adição ao diário sobre seus problemas de saúde e reclamações (Colp, 1977, p. 136), ele freqüentemente questionou seus problemas de saúde em suas cartas e sua autobiografia. A descrição do próprio Darwin de sua condição inclui o seguinte: “Eu sou forçado a viver,... muito quietamente, mal sou capaz de ver qualquer um e não posso mesmo discorrer com meus parentes mais próximos” (apud Bowlby, 1990, p. 240). Darwin uma vez se queixou de falar por somente “uns poucos minutos” à Linnean Society “levado ao vômito por 24 horas” (Darwin, 1994, pp. 98-99). Em outra ocasião, Darwin teve uma “casa cheia de convidados” e depois de visitar a paróquia da igreja para um batismo, ele “voltou a decair” e sua boa saúde “desapareceu como um relâmpago”, e a doença (incluindo o vômito) voltou (Desmond e Moore, 1991, p. 456). A rapidez de sua doença, como ilustrada por esses incidentes, indica que seus episódios obstrutores foram psicológicos na origem.
Outro lado de Darwin revela seus impulsos sádicos. Suas próprias palavras retiradas de sua autobiografia dão um exemplo vívido:
“Na última parte de minha vida escolar eu me encontrei apaixonadamente na caça, e não creio que qualquer um pudesse ter mostrado mais zelo pela causa mais santa que eu por caçar pássaros. Como me lembro bem de matar a minha primeira narceja, e minha excitação foi tão grande que tive muita dificuldade em recarregar minha arma por causa do tremor de minhas mãos. Esse sabor continuou por muito tempo e eu me tornei um caçador muito bom” (1958, p. 44).
O fato de ele ter amado tanto caçar que matar seu primeiro pássaro causou nele um estremecimento de excitação poderia certamente indicar um vestígio de sadismo em Darwin. Sua paixão por matar pássaros é bem conhecida. Alguém se maravilha se sua “paixão” por matar pode ter, em parte, motivado sua implacável teoria da seleção natural da “sobrevivência do mais apto” por unhas e dentes.

CONCLUSÃO
Darwin foi claramente um homem muito problemático e sofreu de graves problemas emocionais por grande parte de sua vida adulta, especialmente quando esteve no auge da vida. A causa exata de seus muitos problemas mentais e físicos tem sido muito debatida e pode nunca ser conhecida com certeza. Visto que Darwin escreveu extensivamente sobre seus problemas mentais e físicos, nós temos muitos materiais sobre os quais baseamos uma conclusão razoável sobre esta área de sua vida. O diagnóstico da causa de seus problemas mentais e físicos inclui uma variedade de condições debilitadoras, mas ágorafobia com a adição de psiconeurose é provavelmente mais correta.
Infelizmente, muitos escritores têm se esquivado deste tópico, em parte porque Darwin é agora idolatrado. Muitas vezes registrado como um dos maiores cientistas do século XIX, senão o maior cientista que já viveu, Darwin é um dos poucos cientistas conhecido pela maioria dos americanos. Para entender Darwin como uma pessoa e suas motivações, alguém deve considerar sua condição mental e como isso afetou seu trabalho e suas conclusões.


REFERÊNCIAS
BARLOON, Thomas; NOYES Jr., Russell. Charles Darwin and Panic Disorder. JAMA 277 (2): 138-141, 1997.
BARLOW, Nora (ed.). The autobiography of Charles Darwin 1809-1882. Nova York: Norton, 1958.
BEAN, W. B. The illness of Charles Darwin. The American Journal of Medicine. 65 (4): 572-574, 1978.
BOWLBY, John. Charles Darwin: a new life. Nova York: Norton, 1990.
COLP, Ralph Jr. To be an invalid: the illness of Charles Darwin. Chicago, IL: University of Chicago, 1977.
DARWIN, Charles. The correspondence of Charles Darwin. v. 9. Cambridge, England: Cambridge University, 1994.
DESMOND, Adrian; MOORE, James. Darwin: the life of a tormented evolutionist. Nova York: Warner Books, 1991.
GRIGG, Russell. Darwin mystery illness. Cration Ex Nihilo. 17 (4): 28-30, 1995.
HORAN, Patricia G. Foreword to The Origin of Species. Nova York: Gramercy Books, 1979.
KAPLAN, Harold I.; SADOCK, Benjamin J. (Ed.). Comprehensive textbook of psychiatry/ V Volume 1. 5. ed. Nova York: Williams and Wilkins, 1990.
PASNAU, R.O. Darwin's illness: a biopsychosocial perspective. Psychosomatics 31 (2): 121-128, 1990.
PICKERING, George. Creative Malady. Nova York: Oxford University Press, 1974.
PICOVER, Clifford A. Strange brains and genius: the secret lives of eccentric scientists and madmen. Nova York: Quill William Morrow, 1998.
RUSE, Michael. Is evolution a secular religion? Science 299: 1523-1524, 2003.
SORSBY, Arnold (Ed.). Tenements of clay. Nova York: Charles Scribner's Sons, 1974.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

A evolução é matematicamente impossível

Em seu livro The Blind Watchmaker [O Relojoeiro Cego], o zoólogo Richard Dawkins, da Universidade de Oxford, um destacado evolucionista, chama a biologia de "o estudo de coisas complicadas que dão a aparência de terem sido criadas com algum propósito”. Sem dúvida! Uma célula, a menor unidade viva, chega a ter 100.000 moléculas, e 10.000 reações químicas interrelacionadas simultâneas. As células não podem ter surgido por acaso! Dawkins admite que cada célula contém, no seu núcleo, um banco de dados digitalmente codificado que é maior... do que a soma de todos os 30 volumes da Enciclopédia Britânica. É impossível sequer imaginar a ínfima probabilidade do acaso criar uma enciclopédia de 30 volumes! E isso equivale apenas a uma célula – e há trilhões de células no corpo humano, milhares de tipos diferentes, operando em relacionamentos incrivelmente complexos e delicadamente equilibrados!
O astrônomo Carl Sagan e outros cientistas renomados calcularam a possibilidade de o homem ter evoluído em aproximadamente 1 para 102.000.000.000.000. Esse é um número com dois bilhões de zeros à direita. De acordo com a lei de Borel, segundo a qual eventos cuja possibilidade de ocorrência esteja além de 1 x 1050 simplesmente não ocorrem, isso indica não haver probabilidade alguma. Os cientistas sabem que uma chance em 1015 é uma impossibilidade virtual. Desse modo, como podem crer em algo que tem muito menos do que uma chance em 101.000? Leia sobre a Teoria da Probabilidade Total.
A probabilidade astronomicamente pequena torna a evolução matematicamente impossível. Hoyle calculou que a probabilidade da produção ocasional apenas das enzimas básicas para a produção da vida são de 1 sobre 1 seguido de 40.000 zeros. Em comparação, a chance de, por acaso, pegar um átomo específico em todo o universo seria de apenas 1 sobre 1 seguido de 80 zeros. Mesmo que cada átomo existente se tornasse outro universo, as chances de pegar um átomo qualquer em todos esses universos seria de apenas 1 sobre 1 seguido de 160 zeros. Uma chance em 1.040.000 só para produzir as enzimas básicas! Mas as enzimas realizam coisas notáveis, e esse fato complica ainda mais o problema da evolução com essas chances infinitamente pequenas. Leia sobre a Lei dos Grandes Números.
Nota: os que querem refutar esse arrazoado lógico chamando-o pejorativamente de "falácia de Hoyle", acabam por se complicar ainda mais, pois a partir de suas pretensas explicações a fórmula torna-se cada vez mais complexa e, portanto, mais improvável! Veja aqui.
Por que razão o sangue só coagula no ponto de sangramento e não dentro das veias e artérias? E por que pára quando cessa o sangramento? Imagine os bilhões de animais que teriam sangrado até morrer, ou teriam morrido por uma coagulação inadequada antes que esse processo incrível tivesse sido aperfeiçoado por mero acaso! O sistema imunológico é ainda mais surpreendente, diz Behe. "A complexidade do sistema garante o insucesso de qualquer explicação darwiniana...". E assim acontece com centenas de outros sistemas que sustentam a vida. Lembre-se de que esses sistemas precisavam ser operacionais para serem úteis; não poderiam ter evoluído em estágios.
Em seu excelente livro, publicado em 1996, Darwin’s Black Box [A Caixa Preta de Darwin], Behe documenta a incompreensível complexidade da vida em seu nível químico celular mais básico – uma complexidade inimaginável para Darwin. Behe, que afirma que a evolução "deveria ser banida", demole a teoria darwiniana oferecendo múltiplos exemplos, no nível bioquímico, de elementos "irredutivelmente complexos" intrincadamente planejados, que nunca poderiam ter evoluído:
“[A evolução] não pode explicar a origem das complexas estruturas bioquímicas que sustentam a vida. Sequer tenta explicar... A conclusão de um plano inteligente flui naturalmente dos próprios dados – não de livros sagrados nem de crenças sectárias”.
A evolução teísta, que exige ancestrais pré-humanos para o homem (para os quais nenhuma evidência jamais foi encontrada), não contradiz apenas o livro de Gênesis, mas toda a Bíblia.
Moisés afirma que Deus formou Adão "do pó da terra", e que depois formou Eva a partir de uma de suas costelas (Gn 2.7, 18-22). Ancestrais pré-humanos não podem ser reconciliados com o relato autenticado por Jesus: "Não tendes lido que o Criador desde o princípio os fez homem e mulher, e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne?" (Mateus 19:4-5). Cristo confirma o relato de Gênesis ao citá-lo em Seu ensino. Paulo também atesta a veracidade do relato ao declarar que "primeiro foi formado Adão, e depois Eva" (1 Timóteo 2:13-14 – ver também 1 Coríntios 15:22, 45; Judas 14). Eles não eram um par de criaturas pré-humanas nas quais Deus infundiu almas humanas.
Além disso, Paulo afirmou que o pecado entrou no mundo por meio de Adão, e pelo pecado a morte (Romanos 5:12). Se Adão e Eva tivessem tido ancestrais que viveram e morreram por milhares (ou milhões) de anos de evolução até que Deus os humanizasse, a morte teria operado na terra antes que Adão pecasse – uma contradição clara do relato de Gênesis, do ensino de Cristo, da pregação de Paulo e do Evangelho. O cardeal de Nova Iorque, John O’Connor, diz que Adão e Eva podem ter sido "animais inferiores".
Você deve se lembrar que em artigo anterior citamos o periódico The American Atheist [O Ateu Americano], que dizia: "Destruam-se Adão e Eva e o pecado original, e nos escombros se encontrarão os restos mortais do Filho de Deus, eliminando-se assim qualquer significado para sua morte”. E agora vemos que um cardeal católico faz coro com esse complô para desacreditar a Bíblia.
E você, o que pensa? Considera-se uma criatura feita por Deus à Sua imagem e semelhança ou está aqui por acaso, descendente de uma ameba, um anfíbio, um símio antropóide? Crê num Deus sábio e soberano ou num universo que surgiu por acaso e que segue seu curso à deriva, sem rumo nem destino?

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Cientistas descartam Darwin!

Um número cada vez maior de cientistas, a maioria deles não-cristãos, se opõe à evolução. O astrônomo e matemático Sir Fred Hoyle diz: "O mundo científico foi iludido e acabou crendo que a evolução fora provada. Nada poderia estar mais longe da verdade". O biólogo Michael Denton, autor de Evolution: A Theory in Crisis [Evolução: Uma Teoria em Crise], diz que a ciência desacreditou tão completamente o evolucionismo darwiniano que este deveria ser descartado. O professor de matemática Wolfgang Smith chama a evolução de "um mito metafísico... completamente desprovido de aprovação científica".
Colin Patterson, paleontólogo-chefe do Museu Britânico de História Natural, confessou depois de mais de vinte anos envolvido com o movimento evolucionista: "Nada havia que eu realmente conhecesse sobre a evolução. É um choque enorme descobrir-se enganado por tanto tempo". Patterson começou a pedir a outros cientistas que "lhe apresentassem uma coisa de que tinham certeza sobre a evolução”. Os biólogos do Museu Americano de História Natural em Nova Iorque ficaram mudos. Diz Patterson:
“Experimentei a pergunta com o pessoal da geologia do Museu de Campo de História Natural, e a única resposta que recebi foi o silêncio. Tentei obter resposta dos membros do Seminário de Morfologia Evolucionista na Universidade de Chicago, um grupo prestigioso de evolucionistas, e recebi de volta um longo silêncio, até que, por fim, uma pessoa disse: "Eu sei uma coisa – não deveria ser ensinada no primeiro e segundo grau".
A despeito disso, no caso Edwards versus Aguillard (1978), a Suprema Corte americana decidiu que era inconstitucional que as escolas ensinassem o criacionismo lado a lado com o darwinismo como uma outra teoria de origens. Os evangélicos reclamam com justiça por ver a evolução ensinada como fato nas escolas públicas, mas ela também é ensinada como fato em escolas católicas. Na revista The Catholic World Report, Stephen F. Smith escreve: "Na escola arquidiocesana de Washington, fomos ensinados que a teoria da evolução de Darwin era tão verdadeira quanto o evangelho”.
Michael Behe, bioquímico, relembra seus dias em escolas católicas: “Fui ensinado... a vida... veio de Deus, e que... a principal explicação científica de como Ele o fizera era a teoria darwiniana da evolução. Eu não... via qualquer conflito com o ensino da Igreja”.
Mas há, sim, divergências inconciliáveis, como veremos no nosso próximo artigo.
Fique atento, em alguns dias publicaremos a continuação...