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quinta-feira, 12 de julho de 2012

Partícula de Deus?

Quando: julho de 2012.
Onde: algum lugar entre a França e a Suíça. Para ser mais preciso, um túnel de 27 km de circunferência, a 175 metros abaixo do nível do solo, próximo a Genebra.
Quem: um grande grupo de cientistas, teóricos e técnicos.
O que: uma partícula sub-atômica, fugaz como um raio. Ou melhor, no dizer de seu principal teórico, ela dura exatamente “um milionésimo de milionésimo de milionésimo de milionésimo de segundo”.
Para que? tentar descobrir como o mundo foi inventado.
Imaginemos uma viagem fictícia, pelo menos nos nossos dias. Suponhamos que alguém invente uma máquina do tempo, potente o bastante para levar um viajante a um passado longíquo. Um tempo tão distante que remonta ao próprio início dos tempos, àquela fração de segundo que se seguiu ao chamado “big bang”. Seria o momento em que o relógio universal marcasse exatamente 00h:00min:00seg. E o local seria o ponto central do Universo, onde tudo começou; como diriam os fãs de Star Trek, o setor com as coordenadas espaciais “zero-zero-zero”.
O que o nosso viajante veria nesse instante hipotético, nesse lugar específico?
Provavelmente uma grande explosão, diriam os físicos, a partir da qual grandes ondas se espalhariam em todas as direções, numa velocidade incrível, inundando o vácuo de matéria e energia, ainda “disforme e vazia”. Poderíamos mesmo imaginar que uma bolha de luz teria sido vista, transformando o “nada” anterior em um infinito de possibilidades.
É esse instante mágico que os cientistas perseguem há décadas, com equipamentos complicadíssimos, e por que não dizer, bem caros. Estima-se que o LHC custou até agora 8 bilhões (ou R$ 20 bilhões - ao câmbio de julho de 2012)... 
Não tem como não pensar que alternativas poderiam ser dadas a essa dinheirama. Nem falo da construção de escolas, hospitais e distribuição de alimentos, que é o que vem primeiro à mente, mas de pesquisas mesmo. Quem sabe poderiam investir numa fórmula para borrifar nos desertos e torná-los áreas cultiváveis; ou algum equipamento para acabar com a emissão de gases poluentes; mas não, gastam uma montanha de euros para uma coisa que nem sabem direito para que serve. E o Brasil quer aderir à pesquisa, mas para isso tem que desembolsar US$ 10 milhões de dólares, ou (em moeda brasileira) R$ 20 milhões, por ano, fração insignificante do orçamento total do projeto. De acordo com o que saiu na imprensa.
Contabilidade à parte, o que se pretende mesmo com toda essa parafernália é tentar explicar a origem das partículas “elementares” e encontrar outras dimensões, entre outras coisas. Uma dessas partículas é o chamado “Bóson de Higgs”. O nome lembra um senhor feudal, como Robin de Lockley (o popular Robin Hood) ou Etienne de Navarre, o cavaleiro garboso de “O Feitiço de Áquila (Ladyhawke), de 1984 - quem lembra levanta a mão. Mas não, o bóson de Higgs é, segundo a teoria, algo que surgiu logo após o “big bang”, e assim seria a chave para explicar todas as outras partículas. Fora da comunidade científica, é conhecido como a “partícula de Deus” (expressão criada pelo físico Leon Lederman), porque seria a causa de outras partículas terem diferentes massas. Assim, se existir mesmo esse bóson, teria um importante efeito na compreensão do mundo.
Essa partícula foi teorizada primeiramente em 1964 pelo físico britânico Peter Higgs (daí o nome). Entretanto, não houve condições tecnológicas de se comprovar a sua existência até o funcionamento do Grande Colisor de Hádrons (LHC) em 2008. E assim, depois de meio século de conjecturas e experiências, cientistas anunciaram que descobriram uma partícula nova que pode ser o bóson “de Higgs”, em carne e osso.
É dogma sagrado a criação – ou, para não ferir suscetibilidades nem a fé de quem alega não ter fé, “a origem” – do Universo a partir de um evento que se convencionou chamar de “o big bang”. Aquele momento em que foi dado o pontapé inicial no mundo e em tudo que conhecemos. Antes, quando a gente perguntava “se não foi Deus, quem deu esse pontapé?”, davam de ombros e torciam o nariz, com ar de sapiência e superioridade, como o Almirante Cook ao desembarcar numa ilha remota do Pacífico e se deparar com nativos tatuados. Agora o grande astro que deu o primeiro chute (ou pelo menos se crê que presenciou o evento, ou no mínimo sentiu o cheirinho) responde pelo pomposo e ilustre nome de senhor Bóson, o de Higgs.
Mas ainda restam muitas questões sem resposta, pelo menos para uma parte da Humanidade que já evoluiu o bastante para abandonar, segundo ela crê, conceitos primitivos e explicações “sobrenaturais” para a criação origem do Universo.
Por exemplo: suponhamos por uma fração de segundo (infinitamente mais longa que a duração do bóson) que essa partícula esteja na origem de tudo. Mas o que havia antes? O que ocasionou o “big bang”? Qual foi a fagulha, a centelha, que ocasionou a “grande explosão”? E o Universo, está mesmo se expandindo? Porque se foi uma explosão a tendência é que a matéria resultante (seja ela matéria física ou apenas energia) se “espalhe” em todas as direções (lei da inércia, se é que ainda está valendo). E, se o Universo se expande como uma bexiga, o que existe “fora” dessa bolha, que ainda não foi atingido pela expansão?
O fato é que não há respostas convincentes, mas apenas conjecturas. Não importa o quanto elas pareçam sábias ou embasadas em experiências científicas: são apenas conjecturas. Os próprios cientistas do CERN admitem que o tal “modelo-padrão” (que tenta explicar os componentes fundamentais do universo) é falho e incompleto.
É simples: quando excluímos o fator “Deus” da equação, a fórmula desanda e não bate. Mas tudo faz sentido a partir do momento em que incluímos essa Constante – aliás, a única Constante em todo o Universo, visto que não muda de acordo com a temperatura, a pressão atmosférica, a radiação, a velocidade, a massa, o tempo, o século, a estação do ano ou o estágio tecnológico de pequenos e miseráveis seres que se julgam inteligentes.
Acrescentando Deus à equação, respondemos a todas essas perguntas, facilmente.
O que existe “fora do Universo”? A resposta é simples: Deus.
Porque o Universo, enquanto dimensão física, só pode ser concebido como “um lugar”, que pode até ser grande, muito grande, astronomicamente grande, em movimento e em expansão, ou contração, se preferirem... mas Quem o projetou, doa a quem doer, consegue ser ainda muito maior, a ponto de poder entrar e sair dele à vontade, e por isso não pode ser contido por ele, ou nele.
É como um homem que construiu uma casa com várias portas, para poder entrar e sair quando quiser. Ninguém seria idiota a ponto de construir uma casa na qual ficasse eternamente preso, da qual não pudesse sair, ou então sem portas, e não pudesse entrar. Esse “homem” é Deus, e a casa é o Universo. Deus entra e sai das dimensões que conhecemos – Tempo e Espaço – quando, se e como Ele quiser, sem ser por elas afetado. Ele habita outra “dimensão”, se é que podemos chamar assim o “Espaço-Tempo” espiritual. É por isso que Deus “não envelhece”: Ele é “o mesmo ontem, hoje e eternamente” (Hebreus 13:8). É por isso que os anjos, que habitam o mesmo “ambiente” de Deus e são feitos de substância essencialmente diferente da nossa, aparecem com séculos de intervalo e não se tem registro de alteração na sua aparência. Veja, por exemplo, Judas 9, Daniel 10 e Apocalipse 12: milhares de anos de diferença e o mesmo anjo está ali, igualzinho. Veja também Daniel 8:16; 9:21 e Lucas 1:19 e 26. Seres espirituais usam, por assim dizer, uma espécie de “portal interdimensional”, as “portas da casa” do meu exemplo, entrando e saindo da História e do Espaço, sem mais cerimônia. Nós não: estamos confinados, pelo menos por ora, a um pequeno canto deste “universo”. E quanto ao tempo, pelo menos por enquanto, só conseguimos nos mover em uma única direção, o futuro.
“Fora do Universo”? Deus. Ele está “fora do Espaço”!
E o que havia “antes” do “big bang”, que ninguém de jaleco branco ainda soube dizer? A rigor, venhamos e convenhamos: “big bang” é apenas outro nome para o “fiat lux” (ou, o “faça-se a luz”, o “pontapé inicial” de Gênesis capítulo 1). Ou não? A Bíblia nos diz que “no princípio, criou Deus os céus e a terra”, e que “a terra era sem forma e vazia”. Há relato mais completo do que esse? Não há que se falar em “antes disso” porque, como dissemos lá em cima, o momento “00h:00min:00seg” foi o instante inicial e, “antes dele”, Deus não havia criado nada ainda – nem o Tempo. 
Lembre-se de nossa hipotética máquina temporal. A teoria da relatividade diz que, resumidamente, se ultrapassarmos a velocidade da luz podemos, teoricamente, voltar no tempo, e quanto maior for essa velocidade, mais longe vamos, no passado. Mas isso tem um limite, a saber, o “momento-zero”. Ou, se preferirem, o instante da criação origem do Universo. Simples, por que “antes disto” não havia nada, nem mesmo o Tempo, essa grandeza ou dimensão que para nós, hoje, flui apenas em uma direção, o futuro. E mesmo se um dia conseguirmos inverter esse fluxo, só poderemos ir até a sua origem, ao seu ponto inicial, à primeira partícula, seja o bóson ou do que mais queiram chamar. Para mim, esse ponto inicial tem outro Nome.
Deus não está limitado pelo Tempo: por isso, “mil anos aos teus olhos são como o dia de ontem que passou, e como uma vigília da noite” (Salmo 90:4), e “um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia” (II Pedro 3:8). Do mesmo modo que Ele está fora do Espaço, também está fora do Tempo, vendo tudo como um quadro pronto e acabado: afinal, Ele é “o Alfa e o Ômega, aquele que é, que era, e que há de vir”, “o primeiro e o último” – passado, presente e futuro, a totalidade da dimensão “Tempo”! (Apocalipse 1:8; 21:6; 22:13). Ele entra e sai quando, se e como quer. Mais claro que isso, impossível.
“Partícula de Deus”? Não. “Ecos de Deus”, talvez.
E isso não significa rejeitar a Ciência, muito menos temê-la. Não há razão para tais disparates. Não há motivo para ver o LHC e seus bósons como “a vitória do homem sobre a natureza”, como diz a triste reportagem da “Veja”. A Natureza não está aí “para ser derrotada”. Pelo contrário, ela é nossa amiga e parceira, e também é, com seu conjunto aparentemente infinito, uma criatura e “obra de Suas Mãos” (Salmo 19:1). A Natureza também aguarda, ansiosa, o dia da sua redenção, o dia em que Seu Senhor retomará o Governo do Universo (Romanos 8:22). É por isso que, a cada dia que passa, fica mais claro ver que sem Deus não é possível entender o mundo, o Universo, o Homem e a Vida. Sem Deus – Motor que nunca pára, com seu próprio Combustível que nunca acaba – a sarça que arde sem se consumir (Êxodo 3:2) – tudo é apenas um amontoado de partículas sem sentido nem propósito. Se assim fosse, não existiria lugar para a Ética, para a Moral e nem mesmo para a Filosofia, o Direito, a Arte e, por fim, para a própria Ciência.
Como disse um sábio, o rei Salomão – o homem mais sábio que já existiu – “o temor do Senhor é o principio da Sabedoria” (Provérbios 1:7; 9:10).

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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Entre a Fé e a Razão, um tanto de Filosofia e outro tanto de Teologia

Já provamos, para desgosto de alguns, que algumas teorias pseudo-científicas pervertem os métodos científicos necessários para validação de hipóteses. Por exemplo, para validar uma teoria ou conjectura, são necessárias a observação, a medição, a formulação da hipótese, a experimentação e finalmente a validação ou não da teoria.

No caso da polêmica teoria da evolução, faz 200 anos que virtualmente todo ser vivo neste planeta está sob observação. Formularam-se hipóteses sobre a origem da vida a partir de organismos menos complexos à medida que se recua no tempo, até a aparição fortuita da primeira molécula de DNA, etc. Pois bem, tudo isto está em desacordo com o método científico, como demonstramos em (http://doa-a-quem-doer.blogspot.com/2008/09/como-teoria-da-evoluo-perverte-o-mtodo.html), o que fez carótidas saltarem e a produção de saliva aumentar em alguns primatas.
A teoria da evolução, portanto, carece de comprovação, pois não há experimento que a valide. Para isso, teríamos que esperar mais alguns milhões de anos até que novos saltos evolutivos sejam detectados. Obviamente, isto é uma falácia. No afã de desautorizar qualquer outra explicação da origem do universo, das espécies e da humanidade, alguns cientistas rejeitam tudo o que não compreendem. Para quem pensa dessa forma rarefeita é difícil mudar o mecanismo mental. O apóstolo Paulo já havia notado isto: “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente... Porque a sabedoria deste mundo é loucura para Deus” (I Coríntios 2:14 e 3:19).
Quando alguns cientistas advogam que apenas a “ciência” pode dar a última palavra, estão sendo tão dogmáticos quanto os religiosos que eles mesmos insistem em denegrir. Na verdade, ainda estão presos ao positivismo, corrente filosófica em declínio há décadas, que prega que tudo que não for “científico” é ingenuidade: tudo o mais é tratado como vigarice, charlatanismo e obscurantismo. Esquecem-se propositalmente que nem sempre é possível ter certeza se o conhecimento em questão é realmente científico. Daqui a cem anos o que hoje é considerado “ciência” poderá perder totalmente a sua credibilidade, quanto mais as chamadas “teorias” que não têm como ser testadas e comprovadas...
O badalado cientista-pop Carl Sagan é um exemplo acabado disto. Ele afirma, com a maior cara de pau, que “o Universo tem de 8 a 15 bilhões de anos, e não 6 ou 12 mil anos”. Como pode ter tanta certeza? Quer dizer, entre uma cifra e outra há uma diferença de 7 bilhões de anos! Ou seja, a margem de erro é quase igual à própria estimativa... Se há uma coisa em que existem controvérsias, é a idade do Universo.
Esse dogmatismo cientificista comparável a uma religião, posto que possui todos os elementos de um culto, exatamente o que os intelectualóides criticam: como a maioria das religiões, possui uma narrativa (que explica o começo do mundo); depois, visando a legitimação e a validade de seu sistema cosmogônico, o intelectualóide cita uma descoberta (a “revelação”) ou a obtenção de uma sabedoria ou conhecimento superior por parte do fundador (como sucede nas religiões em geral). Os adeptos devem então fazer uma profissão de fé, isto é, defender publicamente o ponto de vista do grupo para serem aceitos na comunidade. E finalmente, defendem sua crença até a morte. E assim caem no erro sobre o qual Jesus advertiu: “Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgais, sereis julgados; e com a medida com que medis vos medirão a vós. E por que vês o argueiro no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? Hipócrita! tira primeiro a trave do teu olho; e então verás bem para tirar o argueiro do olho do teu irmão” (Mateus 7:1-5).
Mas, caso a citação bíblica provoque nova apoplexia, vamos para o campo das ciências humanas. A Psicologia e a Sociologia demonstram o fenômeno conhecido como ideologia, que explica claramente a influência de determinados conceitos, predominantes em certos grupos sociais, no modo de pensar e ver as coisas; daí a sua força, o conceito de “Ideologia dominante”, um conjunto de valores e normas que influencia, para o bem ou para o mal, a noção de conhecimento objetivo que deveria ser a Ciência. Prova disso foram os “cientistas” de ideologia nazista, para quem diferenças raciais “explicavam” a superioridade ariana (a evolução das espécies e a sobrevivência dos mais aptos serviram como luvas).
Carl Sagan pelo menos teve a coragem de assumir que “... os cientistas alimentam inúmeras doutrinas nocivas - inclusive a suposta superioridade de um grupo étnico ou de um gênero em relação ao outro, com base em medições do tamanho do cérebro, saliências do crânio ou testes de inteligência. Com freqüência relutam em ofender os ricos e poderosos. De quando em quando, alguns trapaceiam e roubam. Alguns trabalharam sem nenhum vestígio de remorso para os nazistas... gostam de se lembrar daqueles casos em que tinham razão e esquecer as vezes em que estavam errados... Talvez fosse útil que os cientistas listassem de vez em quando alguns de seus erros... Kepler, Newton, Darwin, Mendel e Einstein cometeram erros sérios. Nós temos vieses; inalamos os preconceitos predominantes em nosso meio...” (“O Mundo Assombrado Pelos Demônios”, pág. 221 e 223). Nesse livro, no capítulo “Quando os cientistas conhecem o pecado”, ele reconhece a manipulação da ciência para fins políticos e hegemônicos, e termina com a pergunta enigmática: “Que área do empreendimento humano não é moralmente ambígua?” (página 250).
Resumindo, é muito cômodo para os evolucionistas apelidarem os outros de obscurantistas, ingênuos, retrógrados e outros termos pejorativos, quando eles próprios agem assim. E pior, são incapazes de olhar criticamente para o próprio conhecimento que acreditam ter, quando suas teorias são, de acordo com os próprios métodos, impossíveis de serem comprovadas e portanto, validadas como leis. Dessa forma, voltamos ao Apóstolo dos Gentios, que há 1900 anos já havia percebido essa incapacidade, doa a quem doer.
Sagan caiu nessa armadilha. Em seu citado livro, cujo nome foi retirado de antigas escrituras hindus, pretende mostrar a validade da ciência frente às demais formas de conhecimento. E vai até bem, ao confrontar a ciência com o que o cientista argentino Carlos Lungarzo, mestre e doutor em Filosofia e Matemática, chama de “senso comum”, incluindo narrativas envolvendo óvnis, o poder das pirâmides e cristais, o fim da Atlântida, criaturas fantásticas como o yeti, etc. Mas quando se mete a falar do que não entende, fala asneiras. Ao citar a Bíblia como anti-científica, diz que “no Gênesis, lemos sobre anjos que copulam com as filhas dos homens” (pág. 113). A Bíblia não diz isto! Como Voltaire 200 anos antes, atribui à Bíblia coisas que não estão lá, e tenta culpá-la pela Inquisição e pela caça às bruxas. Como outros críticos da Bíblia, ele pensa que todos os cristãos estão na Idade Média: “As realizações máximas da teologia ... são a Summa Theologica e a Summa Contra Gentiles (contra os gentios.) de são Tomás de Aquino” (pág. 238).
E a certa altura ele questiona como um Deus amoroso ordenou que os hebreus exterminassem outros povos sem dó nem piedade. Isso se deve ao seu desconhecimento do conceito bíblico do dispensacionalismo. Aliás, mesmo alguns cristãos têm dificuldade em não discernir essa doutrina, quando confundem, por exemplo, a questão do dízimo e dos elementos judaicos no culto cristão... mas isso é outro assunto.
O que deve ficar claro, e assim encerramos este tópico, é que a crítica dos cientistas a outros sistemas de pensamento deve-se muito mais às próprias limitações no entendimento “do outro” do que propriamente às falhas dos modelos de pensamento que não sejam cientificistas e dogmáticos como, via de regra, são aqueles sob os quais se abrigam os críticos e “hereges profissionais”.

DOA A QUEM DOER!