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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Ligações perigosas

ou, Josué e os gibeonitas
 
Me causou espanto e depois preocupação quando me deparei com noticias a respeito de uma possível aproximação entre pastores, auto-proclamados “porta-vozes da comunidade evangélica”, e a  rede Globo de Televisão. Veja aqui matéria a respeito. Me espantei porque desde sempre essa emissora é inimiga declarada dos evangélicos deste país. 
Senão vejamos: 
- Duas Caras (com cenas tão descaradamente preconceituosas em relação aos evangélicos que chocaram até os católicos; a trama apresentava um casal gay mas curiosamente contava com música de Aline Barros na trilha!); tinha ainda um pastor que vivia pedindo orientações à mãe, dona de um terreiro de macumba (!); 
- Avenida Brasil, onde uma evangélica tinha recaídas” (?) e incorporava a pomba-gira;
- A série “Ó Pai Ó” (em especial o episódio 10, “A Cara do Pai”); 
- América, novela de 2005, onde a recatada Creusa (Juliana Paes) de dia usava roupas comportadas, e à note traía o marido incorporando uma espécie de “pomba-gira; óbvio, foi concebida por ela, sempre ela, auto-denominada escritora, Glória Perez...
- Meu Bem Querer, de 1998, onde duas irmãs “evangélicas se revezavam em “ficar com o mesmo homem;
- Insensato coração (veja um trecho “elogiando pastores);
- Decadência: sem comentários. 
Recentemente divulgou-se: a próxima novela das nove tem o título provisório de Em Nome do Pai, e está sendo escrita por Walcyr Carrasco, que já ressabiado, prometeu um personagem evangélico, sem caricaturas. Afirmou o escritor que seja católico, evangélico, budista, espírita ou rosa-cruz como eu, a fé transforma. É sobre isso que vou falar na novela, revelando ainda que vai ter uma das tramas mais originais da novela, um triângulo [amoroso]... se Deus quiser. Veja você se Deus vai querer triângulo amoroso e ainda mais escrito por um rosa-cruz... Será que um rosa-cruz, de sobrenome carrasco, contratado pela Globo, vai retratar fielmente um evangélico? Me poupe. Isso é só mais uma pegadinha: escolheram para interpretar uma maria-chuteira convertida uma atriz de comédia famosa por ridicularizar evangélicos...
Além do mais, a própria mídia já reconhece que para fazer sucesso tem que ter escândalo. Leia aqui sobre isso.
Não preciso citar outras produções que fazem apologia ao candomblé, em especial as baseadas em JorgeAmado e Dias Gomes. Ou até mesmo um tosco programa de auditório, em seu episodio de 3/12/2012, com direito a sermão e apelo... Mas lembro a “guerra santa” forjada para criar animosidade com os evangélicos, com o pano de fundo da rivalidade com a Rede Record, de propriedade do mesmo grupo que controla a Igreja Universal. E me preocupei porque essa “aproximação” me lembra uma passagem bíblica.
O livro de Josué (cap. 9) descreve o encontro dos hebreus com os gibeonitas, um povo que habitava ao norte de onde fica Jerusalém hoje. Quando os israelitas chegaram a Canaã, vindos do Egito, logo começaram a conquistar as cidades e se multiplicar. As notícias de suas vitórias se espalharam e logo os de Gibeão perceberam que Deus estava com Josué e seu povo. Talvez tenham percebido que os cananeus, de modo geral, seriam derrotados, pois ficou claro a eles que Israel era um instrumento de Deus para castigar a extrema maldade daqueles povos. A medida da ira de Deus havia se esgotado; durante o tempo dos hebreus no Egito, os cananeus atingiram um nível de degradação raramente visto. E então Deus decidira acabar com eles, usando os israelitas como flagelo. Ver Deuteronômio 9:5 (certos intelectualóides nunca leram essa passagem e vivem questionando por que Deus mandou matar tanta gente; aí está a explicação).
É importante esclarecer quem eram esses “cananeus” (descendentes de Canaã, neto de Noé): 
- os heveus, que habitavam próximo a Gibeão, a oeste do monte Hermom (Josué 11:3 e Juízes 3:3). Um heveu violentou Diná, filha de Jacó (Gênesis 34); 
- os heteus, um ramo dos hititas (Gênesis 10:15-17; 23:10; 25:9); 
- amorreus do sul e leste de Jerusalém e Transjordânia (“além do Jordão”, Números 13:30). Deram trabalho aos israelitas, como quando Josué pediu a Deus que o Sol e a Lua parassem (Josué 10:4,5); 
- os ferezeus (ou perizeus), que no tempo de Abraão viviam na região de Betel (Gênesis 13:7). Nos dias de Jacó havia uma colônia deles próximo a Siquém (Gênesis 34:30);
- jebuseus (de “Jebus”, o antigo nome de Jerusalém e arredores, Josué 10:23,24). Somente quando Jerusalém foi proclamada por Davi capital de Israel (II Samuel 5:6-9) é que eles foram definitivamente removidos. Mas não exterminados, pois o templo de Salomão foi edificado numa área que pertencera ao jebuseu Araúna (II Samuel 24:18-25);
- girgaseus (Gênesis 10:16). Acredita-se que ocupavam a margem ocidental do Jordão, a oeste de Jericó.
Os gibeonitas eram aparentados a esses povos que vinham sendo dizimados. Apesar da sua força militar e da grandiosidade da sua cidade (Josué 10:2), previram a derrota,  porque Deus lutava por Israel (5:1). Temerosos, criaram então um ardil para enganar os israelitas.  Os homens de Gibeão, talvez em conluio com as cidades hevéias de Quefira, Beerote e Quiriate-Jearim, enviaram uma delegação a Gilgal. Os “embaixadores”, com roupas velhas e sandálias gastas, levando mochilas estragadas e pão bolorento, apresentaram-se como “de uma terra distante”; portanto, “fora do caminho” das conquistas de Israel. Reconheceram a mão de Deus no que havia acontecido aos egípcios. Mas, malandramente, não fizeram menção do que acontecera a Jericó e Aí, pois essa notícia era recente e não poderia ter chegado ainda à sua “terra mui distante” antes da sua suposta partida. A delegação de Israel mordeu a isca, e fizeram um pacto de amizade.
Todos sabem o que houve. Mesmo depois de descoberto o estratagema, os israelitas tiveram que sair em socorro dos gibeonitas, pois precisavam honrar a “sociedade”. Romper o pacto lançaria dúvidas sobre a fidedignidade de Israel e causado desprezo pelo Nome de Deus entre as nações. 
Alguns paralelos podem ser traçados sem esforço. O povo de Deus hoje está sendo iludido pelos cananeus da Globo. Esses incrédulos não são amigos de Deus nem do seu povo; mas já perceberam como o Evangelho cresce no Brasil.
Há cerca de trinta anos, os protestantes brasileiros somavam menos de 10 milhões, cerca de 8% duma população total de 120 milhões. Hoje, estão entre 20 e 25% do total – 40 a 50 milhões (não entro aqui no mérito se são “crentes fiéis”, praticantes, ou apenas nominais). De acordo com o IBGE, um crescimento de 61% apenas nos últimos dez anos. Deuteronômio 7:7 já dizia: “O Senhor não tomou prazer em vós nem vos escolheu porque fôsseis mais numerosos do que todos os outros povos; pois éreis menos em número do que qualquer povo”.
Esse povo se multiplicou. Evangélicos hoje possuem mais rádios, gravadoras, editoras, jornais; já têm canais de TV próprios e ocupam inúmeras faixas de programação em diversos veículos de mídia. Fazem-se representar nos três poderes da nação. Contam-se muitos entre atletas e artistas de várias modalidades (embora alguns sejam bastante polêmicos). Suas músicas romperam as barreiras das rádios comunitárias e hoje têm faixas próprias em portais seculares (como UOL, Terra etc.) e em operadoras de TV a cabo; não raro, tocam durante a exibição do “gol da rodada”. Lojas virtuais de aplicativos para I-phone e Android possuem espaços exclusivos, agrupados na prateleira “gospel”. Os cananeus gostando ou não, o povo de Deus está ocupando espaço.
Mas os gibeonitas também estão aí, nas redondezas, e ainda praticam o ditado “se não pode com eles, junte-se a eles”, como fizeram com Josué. Negociam com pastores oferecendo engodos como o “Troféu Promessa”, como se estivessem propagando o Evangelho ou o Nome de Deus. Muitos caem nessa esparrela, hipnotizados pelas luzes da ribalta e das chamadas televisivas. Fingem não saber que o interesse dos gibeonitas é o próprio ventre. Gibeão só quer manter a sua “fatia do mercado”, ou seja, mesmo com o crescimento evangélico, não quer perder a boquinha. Se os “crentes” não compram trilha sonora de novelas, porque não gravar DVDs no “padrão Globo de qualidade”, embalar em capas esfuziantes e vender aos que antes evitavam o Jardim Botânico[1]? Deus? Evangelho? Bíblia? Não, deixa isso pra lá. Como no tempo de Josué, eles não dizem toda a verdade. E como naquela época, os israelitas não perguntam a Deus se este negócio é Dele (Josué 9:14).  Entram de cabeça, achando que aparecer na Globo é “para a glória de Deus”, e que “a Globo está se rendendo ao Evangelho”. Em vez de lutar pela Verdade pedem por mais ilusão e mais ficção. Aceitam o pão bolorento dos gibeonitas.
Por isso fico a pensar: por causa do “trato com os gibeonitas”, quando chegar a hora de defender a Globo, o que será que ouviremos de alguns púlpitos? O que dirão esses que se arvoram em “lideres evangélicos”? Eu não sei se rio ou se choro: igrejas que no passado denunciavam os escândalos globais, pedindo aos membros que não assistissem nem comprassem nada relacionado à “Vênus Platinada”, agora celebram com estardalhaço sua parceria com a emissora! Também aqui. E é assim que vemos umas cabeças-de-camarão defendendo esse acordo em vários sites e blogs, geralmente editados por gente nova, que não viveu os tempos duros da conquista e da oposição cananéia (Juízes 2:10).  
Isso não vai dar certo: os objetivos são incompatíveis. Diz Julio Severo: ganhar audiência é a meta da Globo; ganhar almas para Cristo é a meta do verdadeiro cristão... AGlobo fechou 2012 com o pior ibope de sua história. Para quem queria entender a ‘bondosa’ atitude da emissora de se aproximar de líderes e cantores evangélicos de destaque, a resposta é óbvia: melhorar o ibope”. “Que sociedade tem a justiça com a injustiça? ou que comunhão tem a luz com as trevas?” (I Coríntios 6:14). Efésios 5:11 - “E não vos associeis às obras infrutuosas das trevas, antes, porém, condenai-as”. Desobedecendo a esses princípios, há contaminação, como os israelitas fizeram. Não apenas pouparam os cananeus, ao contrário do que Deus ordenara; mas se associaram a eles.
Muitos povos desapareceram da Terra Prometida, como os enaquins (Josué 11:21-23);  os zuzins (Gênesis 14:5); e os refains (Gênesis 15:20), provavelmente os “de grande estatura”, como o rei de Basã, cuja cama media 4x2 metros (Deuteronômio 3:11). Mas outros permaneceram. Juízes 1 conta como os israelitas “não expulsaram aos jebuseus que habitavam em Jerusalém; pelo que estes ficaram habitando com os filhos de Benjamim... Manassés não expulsou os habitantes de Bete-Seã e suas vilas... porém os cananeus persistiram em habitar naquela terra... Também Efraim não expulsou os cananeus que habitavam em Gezer; mas os cananeus ficaram habitando no meio dele, em Gezer. Também Zebulom não expulsou os habitantes de Quitrom, nem os de Naalol; porém os cananeus ficaram habitando no meio dele... os aseritas ficaram habitando no meio dos cananeus, os habitantes da terra, porquanto não os expulsaram. Também Naftali não expulsou os habitantes de Bete-Semes, nem os de Bete-Anate; mas, habitou no meio dos cananeus”.
E a conseqüência foi que, “habitando, pois, os filhos de Israel entre os cananeus, os heteus, os amorreus, os perizeus, os heveus e os jebuseus, tomaram por mulheres as filhas deles, e deram as suas filhas aos filhos dos mesmos, e serviram aos seus deuses. Assim os filhos de Israel fizeram o que era mau aos olhos do Senhor, esquecendo-se do Senhor seu Deus e servindo aos baalins e às astarotes. Pelo que a ira do Senhor se acendeu contra Israel, e ele os vendeu na mão de Cusã-Risataim, rei da Mesopotâmia; e os filhos de Israel serviram a Cusã-Risataim oito anos” (Juízes 3:5-8). Começou aí a longa e difícil servidão dos israelitas sob a tirania daqueles a quem deveriam ter exterminado. Castigo, juízo, punição severa!
Associaram-se a eles, e acabaram dominados por eles. Séculos mais tarde Esdras (9:1) disse: “O povo de Israel, e os sacerdotes, e os levitas, não se têm separado dos povos destas terras, das abominações dos cananeus, dos heteus, dos perizeus, dos jebuseus, dos amonitas, dos moabitas, dos 
egípcios e dos amorreus”. Conseqüências que se estenderam por séculos!
Ao contrário da Globo, dos portais “gospel” e de grandes congregações por aí, este espaço é pequeno e de pouco ibope; meu alcance é pequeno. Mas ainda assim espero que alguns desses “líderes” ávidos por holofotes leiam isto, ou algo semelhante, e ponham a mão na consciência; que avaliem o risco a que estão expondo o povo de Deus, ao fazer acordo com gibeonitas. Se você compartilha da minha preocupação, se você está entre os “sete mil que não dobraram seus joelhos” (I Reis 19:18 ), me ajude e dê um tweet, encaminhe para outros, e “toque a trombeta em Sião!” (Joel 2:1).
Se não concorda, boa sorte. Espere sentado(a) para um dia assistir, feliz e sorridente, a alguma heroína evangélica pregando o Evangelho numa próxima novela, logo após a reapresentação do tal troféu.
Que Deus tenha misericórdia de nós.


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[1] Bairro do Rio de Janeiro onde fica a sede da TV Globo.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Iemanjá: rainha do mar?

A novela “Porto dos Milagres”, exibida pela Rede Globo em 2001, se passava um cenário paradisíaco, em Comandatuba (Bahia), mas era baseada em um conteúdo no mínimo discutível, como tudo que a Globo produz. A trama original é de Jorge Amado, que na maioria de seus escritos faz apologia a cultos de origem africana e a Iemanjá, com capítulos inteiros dedicados à “rainha do mar”.
Causa espanto a quantidade de obras desse autor baiano adaptadas pela Globo: “Tenda dos Milagres” (de 1985; não confundir com “Porto dos Milagres”, de 2001), “Gabriela” (em 1975 e requentada em 2012), “Terras do Sem Fim”, “Tieta”, “Tereza Batista”, “Dona Flor”, “Pastores da Noite”, “Mar Morto” e “A Descoberta da América pelos Turcos” –as duas últimas misturadas em “Porto dos Milagres”, onde o personagem “Guma” é salvo de um naufrágio e acredita que sobreviveu graças à proteção de Iemanjá; por isso se torna “devoto” dela. E nem falamos de Dias Gomes, outro notório adepto de um terreiro e adjacências.
O que tem de especial essa entidade que parece seduzir tantas pessoas, ainda mais as que se acham esclarecidas e cheias de lógica? O que hipnotiza de maneira tão profunda esses “formadores de opinião”, que hoje parecem muito sensatos e amanhã expressam devoção cega à entidade de um culto animista, como Tupã, Araci ou Kurupi dos antigos indígenas?
Iemanjá é um “orixá” africano, em forma de uma linda mulher, por vezes com os seios descobertos simbolizando a maternidade espiritual, e é uma das mais lendárias entidades das religiões “afro-brasileiras”. Seu nome deriva da expressão Yeye omo eja (na língua yorubá, “mãe cujos filhos são peixes”, pois yeye=mãe; e eja=peixe”). É aparentada com a sereia européia e a Yara dos índios tupis. Curiosamente, seu outro nome – Janaína – não é indígena como pode parecer, mas ibérico. Em certas regiões de Portugal e Espanha jana designa uma espécie de sereia ou ninfa dos rios.
Por aqui, no dia 2 de fevereiro milhares se vestem de branco e vão a locais com água – praias, rios, lagos e até praças com fontes – para depositar oferendas “... amontoados num imenso cesto: sabão, perfumes, flores naturais ou artificiais, velas, lenços de renda, cortes de tecidos, colares, braceletes, dinheiro... [e] cartas com súplicas dos fiéis, que pedem uma graça. Tudo é lançado ao mar... para que tais oferendas sejam aceitadas [sic] por Iemanjá, devem ser mergulhadas nas águas. Se boiarem é sinal de recusa e descontentamento. Será preciso então fazer novos sacrifícios e novas oferendas para que o ofertante alcance a proteção da entidade” [1]. Os adeptos se aproveitam de praticamente toda e qualquer festividade que tenha água por perto: misturam-se com os católicos no dia de “nossa senhora” dos Navegantes, e com todo mundo no “réveillon”, emporcalhando tudo com suas quinquilharias. O engraçado é que a dita “grande imprensa” não reclama dessa sujeira, e só grita quando acontece algum evento evangélico... mas... prossigamos. Trata-se de uma “deusa vaidosa” (comum entre os “orixás”) que “gosta” de produtos de beleza, bijuterias e perfumes – ou seja, é uma entidade carnal, sensual, que incentiva a vaidade e o culto do corpo.
Abguar Bastos[2] explica que esses cultos usam nomes diferentes, mas pouco se distinguem nos ritos ou nas entidades cultuadas. Por isso, “macumba” no Rio é “candomblé” na Bahia; “xangô” no Nordeste é “canjerê” em Minas, Pará, Rio Grande do Sul, etc. E os mitos também variam: conta-se que Iemanjá (as águas) se casou com Aganju (terra firme). Dessa união nasceu Orugan (o ar e as alturas). Mas, certo dia, na ausência do pai, Orugan violentou a própria mãe. Após o ato, que até parece coisa do rei Édipo, Iemanjá morreu e de seu ventre nasceram os demais “orixás”. É por isso que ela é “a mãe de todos os orixás”.
Outra lenda diz que Iemanjá se sentia sozinha e abandonada pelos filhos. Então, ela decidiu correr mundo e, chegando em Okerê, o rei se apaixonou por ela. Mas Iemanjá fugiu, sendo encurralada, durante a fuga, por Okê (as montanhas). Iemanjá caiu e de seus enormes seios nasceram os rios, tornando-se, assim, rainha das águas. Cá pra nós: isto parece o “Hobbit” ou algo que o valha... mas celebridades e intelectualóides levam a sério!
Esses cultos vieram dos africanos que, por natureza, são extremamente religiosos. Sem dúvida, muitos deles só conseguiram resistir ao massacre colonizador devido a suas crenças. Dos escravos, veio uma vasta riqueza cultural expressa nas cores, na música, na culinária, nas artes, na linguagem e nos usos e costumes. E vieram também seus rituais religiosos; invocação de “espíritos da natureza” e dos mortos, e uma mitologia peculiar, que inclui Iemanjá.
Cuja popularização pode ser creditada em grande parte à Rede Globo. Já não se trata mais de estatuetas da “rainha do mar” em lojas de artigos de umbanda, mas de um fenômeno pretensamente cultural, que graças à TV se espalha por cenários diversos, como shows de axé, o carnaval ou as tais novelas. Eu não vou nem citar aqui as músicas de inúmeros artistas que são verdadeiras invocações a entidades da macumba: Toquinho e Vinícius, Caetano, Gil, Martinho da Vila, Ivete... você se quiser procure depois. Talvez seja essa vertente – a “cultural” – a seduzir autores globais, que disfarçam de “arte” e “dramaturgia” sua religião primitiva. Note que há pouco tempo a Globo lançou mais uma série, agora escrita por Nelson Motta, outro queridinho da mídia. Trata-se de “O Canto da Sereia”, onde a personagem Sereia (Ísis Valverde), uma cantora de axé bissexual, acaba assassinada. Como não poderia deixar de ser, papel de destaque é dado a uma “mãe de santo” (Fabíula Nascimento, como “Marina de Oxum”)... É a mesma Globo que vem desde sempre ridicularizando e descendo a ripa nos evangélicos. A mesma à qual alguns pastores evangélicos vêm se associando
E a retardada da Glória Perez, uma mulher cheia de ódio e ressentimento, que tem a ousadia de se auto-denominar “escritora, ainda quer ridicularizar os evangélicos que boicotam esse lixo global. Veja o twitt dela aqui ao lado. Mas o que me deixa mais triste é ver que muitos artistas gospelagora vão a programas na Globo e em vez de  darem o recado de Deus, apenas cantam, dançam e dizem que sua música é de cunho social positivo... Resultado: pessoas continuam indo para o inferno, como o Huck na foto ali em cima. Doa a quem doer... dona Ana Paula, pregadorLuo e muitos outros levitasterão que prestar contas do tempo perdido (e das almas perdidas).
Como se não bastasse a idolatria local, ainda fizeram uma infeliz alegoria dessa entidade para simbolizar o Brasil no encerramento da Olimpíada de Londres, envergonhando e afrontando milhões de cristãos, de Norte a Sul do país.
Mas o que ninguém diz, longe das belas cenas de novelas, coreografias olímpicas e espetáculos para turistas, é que uma vez introduzidos no culto, os adeptos ficam presos, por obrigação, ao “orixá”. Uma vez comprometidos, não podem mais desobedecer à entidade; caso contrário, sofrerão represálias e punições, como doenças, perda de emprego, mortes na família, loucura, falência etc. Tornam-se escravos dos “orixás” e obrigados a praticar rituais nada agradáveis. O filósofo Baruch de Espinoza disse: “Não há instrumento mais poderoso para manter a dominação sobre os homens do que o medo, e para conservá-los no medo, nada melhor do que mantê-los na ignorância”. No candomblé não é diferente.
Respeitamos os devotos de Iemanjá enquanto seres humanos, mas não se pode deixar de dizer que estão equivocados. O Deus da Bíblia não age assim, como um terrorista. Ninguém é obrigado a seguir a Cristo, porque o Senhor não deseja que ninguém O sirva por medo, mas por amor. E ainda que falhemos, Ele está sempre pronto a nos perdoar, “porque grandioso é em perdoar” (Isaías 55:7). Deus nos atrai com amor, e não com ameaças: “Atraí-os ... com laços de amor, e fui para eles como os que tiram o jugo de sobre as suas queixadas, e lhes dei mantimento” (Oséias 11:4).
Um papel atribuído a Iemanjá é mediadora de favores. Por isso pedem a ela paz, segurança e outras coisas. Ora, isto contraria frontalmente a Palavra de Deus, como o catolicismo idólatra ao atribuir tais prerrogativas a Maria. Paulo, escrevendo a Timóteo, declara: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem” (I Timóteo 2:5). O mesmo apóstolo diz que o único meio de obtermos paz é através de Jesus Cristo: “Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5:1).
Por todo lado se vêem imagens de Iemanjá. Mas imagens não são nada mais do que idolatria. O Senhor declara: “Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima dos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra” (Êxodo 20:4). O profeta Ezequiel diz: “E tomaste as tuas jóias de enfeite, que eu te dei do meu ouro e da minha prata, e fizeste imagens de homens, e te prostituístes com elas” (Ezequiel 16:17). Deus disse a Isaías: “Eu sou o Senhor...  não darei o meu louvor às imagens de escultura” (Isaías 42:8). E a Moisés: “Não virareis para os ídolos nem vos fareis deuses de fundição” (Levítico 19:4).Em I Coríntios 10:20-21, o apóstolo Paulo escreve: “Mas que digo? Que o ídolo é alguma coisa? Ou que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios”. E também: “Portanto meus amados, fugi da idolatria” (10:14). Tanto os adeptos de Iemanjá quanto de outras entidades estão na ignorância, em trevas espirituais; “mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam” (Atos 17:30). Necessitam de um relacionamento direto e pessoal com Jesus Cristo, “porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).
A humanidade sempre foi seduzida por divindades femininas. Por isso, não faltam advertências, por parte do profeta Jeremias, aos devotos de uma suposta “rainha”: “Os filhos apanham a lenha, e os pais acendem o fogo, e as mulheres preparam a massa, para fazerem bolos à rainha dos céus, e oferecem libações a outros deuses, para me provarem à ira” (Jeremias 7:18 e 44:19). A diferença aqui é somente a posição da “rainha”: em vez de céu, é o mar. O salmista coloca o ídolo como algo inerte: “Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos dos homens. Têm boca, mas não falam; olhos têm, mas não vêem. Têm ouvidos, mas não ouvem; narizes têm, mas não cheiram. Têm mãos, mas não apalpam; pés têm, mas não andam; nem som algum sai de sua garganta. A eles se tornam semelhantes os que o fazem, assim como todos os que neles confiam” (Salmo 115:4-8). Quem deseja seguir a Deus com sinceridade deve ouvir o conselho do apóstolo João, que diz: “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos” (I João 5:21).
Outro aspecto é o sacrifício de animais. Quando questionados, umbandistas dizem que Moisés também sacrificava animais. Havia sim sacrifícios no Antigo Testamento, mas eram símbolos do sacrifício perfeito de Jesus Cristo no calvário, e por isso foram abolidos há 2000 anos! Hebreus 10:12 diz: “Mas este [Jesus] havendo oferecido para sempre um único sacrifício pelos pecados, está assentado à destra de Deus”. Isto torna qualquer outro sacrifício inútil! E sobre isto, o próprio Moisés disse: “Sacrifícios ofereceram aos demônios, não a Deus” (Deuteronômio 32:17). De novo, o apóstolo Paulo: “Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios” (I Coríntios 10:20).
Assim, não há sintonia entre as crenças africanas – Iemanjá inclusive – e o culto a Deus. Muitos que desejam abandonar a umbanda temem ameaças de “orixás”. Mas quem desejar encontrar a verdadeira liberdade em Jesus Cristo deve fazer isso sem medo, pois “para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo” (I João 3:8). Foi o próprio Jesus quem disse: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32).

Com informações de Rocha Ferida e CACP


[1] Iemanjá, Mãe dos Orixás, Zora A. Seljan, Editora Afro-brasileira, São Paulo, 1973, p. 32.
[2] Os Cultos Mágico-Religiosos no Brasil, Abguar Bastos, Editora Hucitec, São Paulo, 1979, p. 29,30

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sábado, 7 de janeiro de 2012

Decadência

Em 1995, a rede Globo de TV, que de tempos em tempos tenta se aproximar vorazmente dos evangélicos, veiculou uma minissérie que contava a historia de um pastor picareta, interpretado pelo budista Edson Celulari. Claramente inspirada no líder da igreja Universal, a produção global representou uma pesada escaramuça na batalha das TVs, mas também levantou debates sobre os evangélicos do Brasil, ou melhor, sobre o ponto a que chegara o movimento evangélico.
Edir Macedo foi impiedosamente caricaturado nos 12 capítulos da minissérie, alegadamente uma “ficção”; mas o objetivo real era denegrir “os crentes”, que começavam a apresentar um grande crescimento numérico por todo o país. Em grande parte impulsionados pela vertente neo-pentecostal, da qual a Universal é um dos principais componentes, os evangélicos continuavam – e continuam – sendo detestados (quase sempre de forma velada, mas às vezes abertamente) pelos setores mais conservadores e retrógrados deste país, capitaneados pela grande mídia e pela igreja católica.
No folhetim global, roubo, assassinatos, traição e adultério eram o tempero principal (como, de resto, tudo que sai da Globo), sob o pano de fundo de uma igreja liderada por um homem inescrupuloso. A imensa boiada, a mesma que costuma xingar pela rua os atores que interpretam vilões nas novelas, confundindo o artista com o personagem, obviamente nem pensou em “ficção”, e mais um estereótipo foi grudado no couro dos evangélicos. Agora, além de atrasados, ignorantes, pobres e intolerantes, também eram bobos guiados por pastores mal-intencionados.
Eu penso que, além de criar revolta em alguns setores do protestantismo, e ter intensificado o que alguns pseudo-intelectuais chamaram de “guerra santa”, o episódio provocou reflexão e auto-análise pelos cristãos evangélicos mais conscientes, que na mesma época já se preocupavam com os rumos que a fé reformada ameaçava tomar. E que, infelizmente, parecem ter se concretizado.
E assim a profecia do Balaão global acabou se cumprindo, e o que se vê hoje entre os evangélicos dificilmente pode ter outro nome que não “decadência” mesmo, à luz da regra de fé e prática que deveria nortear os cristãos deste país – a Bíblia Sagrada.
Senão vejamos.
De lá para cá, o crescimento numérico não parou. A própria Universal, por meio de sua afiliada Record, intensificou os ataques à “Vênus platinada”, ousando fazer denuncias que até então só eram ventiladas nas faculdades de comunicação. As origens obscuras e tenebrosas da fortuna dos Marinho (donos da Globo), suas ligações com os porões da ditadura, as maracutaias com políticos do naipe de ACM-vô e Collor, mutretas variadas envolvendo a CBF, e muitas outras podreiras de ontem e de anteontem vieram e vêm à tona nas noites da Record. Isso não serviu para apagar a imagem duvidosa de Edir Macedo – até porque é indefensável o vídeo em que ele aparece num retiro ensinando a seus discípulos como arrecadar mais dinheiro. Mas serviu para que muitos e muitos crentes, em especial os neo-pentecostais, meio que se unissem num movimento “anti-globo”, um tanto descentralizado e desorganizado, mas até certo ponto eficaz.
E nesse fechamento de corpo, os líderes dessas novas denominações acabam se fortalecendo, porque em boa medida assumem um papel de mártires, de renegados, de perseguidos. Muitos até são mesmo, mas outros usam dessa situação para esconder suas próprias manotas. Estão aí inúmeros exemplos, e para não espichar muito cito o casal Hernandes e seus dólares. Seus seguidores até hoje acham que foram presos injustamente, e que a imprensa exagerou nas cores dos sucessivos escândalos. Mais ou menos como o “papa” B16, ao minimizar o peso dos escândalos de pedofilia na sua igreja, jogando a culpa na imprensa; ou como muitos em Alagoas que até hoje acham que o Collor foi derrubado pela imprensa do Sul, que teria raiva dos nordestinos.
Outra conseqüência desse “isolamento” é a supervalorização da palavra do líder. E o que o líder fala tem o mesmo peso da Bíblia: o “apóstolo” falou, a água parou. Daí que poucos têm a coragem de buscar na Bíblia a confirmação do ensino do líder, como faziam os bereanos. 
Vemos então desvios cada vez mais cabulosos da prática neo-testamentária, e a adoção de elementos estranhos ao culto cristão: é um tal de rosa ungida, sabonete abençoado, nó no travesseiro, óleo de soja poderoso, toque de shofar, água e vinho “de Israel”, vassoura consagrada para varrer a casa e espantar o mal, quebra de maldição hereditária, dança profética, oferta alçada, dízimo, bízimo e trízimo, toalhinha milagrosa,  
dançarinas evangélicas de roupa branca no culto de “réveillon... não venham me dizer que isto é cristianismo. Isto é feitiçaria, fetichismo, superstição, culto de objetos que se aproxima do culto das relíquias católicas. Ou em uma palavra: decadência.
Outro dia saiu nos portais de noticia que em alguns países como Afeganistão, Paquistão e outros “istão” por aí, o Cristianismo está em vias de extinção. O assunto é muito sério, porque cristãos estão sendo perseguidos, torturados e mortos por causa de sua fé. Mas eu comentei que aqui no Brasil também o Cristianismo está em extinção e pode desaparecer em breve.
Sabemos que na Turquia, Oriente Médio e Norte da África, outrora repletos de comunidades cristãs bastante significativas e importantes, os cristãos hoje são uma minoria ínfima da população. O declínio se deu por diversas causas, como a ofensiva muçulmana em séculos passados, dentre outras razões. Mas aqui no Brasil a decadência, a meu ver, se aproxima mais do fenômeno que transformou o Cristianismo primitivo em catolicismo: o estreitamento da religião  com o poder, político e econômico; a crescente pasteurização e diluição dos valores da fé para alcançar maior popularidade e aceitação; e a adoção de um discurso mais tolerante, menos agressivo, que não inclua tanto as palavras “inferno”, “pecado”, “arrependimento”, “mudança de vida”, para não espantar o freguês em potencial. Se possível, até mesmo adotar alguns hábitos e costumes dos gentios, para criar uma boa imagem. Exatamente o que a Igreja fez após Constantino decretar o cristianismo como religião oficial do Estado – o resto vocês já conhecem. Deu no que deu.
É como Israel, que havia saído do Egito, mas o Egito não havia saído deles. Estavam no caminho da Terra Prometida, prestes a tomar posse da Promessa. Mas ainda andavam com as lembranças das carnes do Egito, as cebolas do Egito, a cervejinha do Egito, o pagode do Egito, as dançarinas do Egito. Gostavam tanto dessas coisas que tentaram trazer para o seu culto. Em Juízes e em Ezequiel vemos como o culto judaico ficou poluído, os costumes ficaram miscigenados, e até o templo de Jerusalém recebeu uma “decoração” adequada a esses costumes (leia Ezequiel 8:5-18). A Igreja está bem próxima disso. Jerusalém se aproximando da Babilônia.
Posso ilustrar isso com alguns acontecimentos recentes: este, este e este.
Para mim, isso é decadência. Por mais que muitos “líderes” e um grande número de amebas descerebradas repita o mantra de que Deus estaria “abrindo as portas”, a aproximação da Globo é uma forma de ela reconquistar o mercado perdido. Começou fazendo parceria com “levitas”, depois patrocinando festival de música gospel, e agora convidando esses “artistas” para o Domingão do Faustão e o Caldeirão do Huck; não me admiraria se nas próximas novelas começassem a tocar músicas da Ana Paula ou do André Valadão. As amebas dirão que é Deus abrindo as portas; ora, se Deus abriu as portas, por que os “levitas” não cantaram músicas evangelísticas? Eu não me espantaria se essas canções melosas servirem de tema para alguma cena “de cama” na novela das 8 (que começa às 10).  
Afinal, o que tais “levitas” apresentaram nos programas citados? Músicas “genéricas”, placebos sonoros sem impacto nem mensagem, sem falar nada de Bíblia, mas pelo contrário, falando de festa, alegria, tira o pé do chão, vamos pular, “mãe-natureza”, “rap gospel de conteúdo social positivo [sic]”, sol, verão e outras idiotices que você pode comprovar nos vídeos acima, inclusive com coreografias executadas por vedetes, chacretes, panicats ou outras etes, como se queira definir tais bailarinas; strippers rebolando seminuas, que você vê claramente em todos esses vídeos. Dessa forma não se pode esperar nenhum crente retratado com fidelidade na telinha global. Essa é a imagem e a mensagem que estão passando.
Tenham certeza: os autores dos folhetins estão observando, agora mesmo, o que acontece nos “cultos” evangélicos de hoje em dia. Cultos que parecem reuniões de filhos de Belial, e não de filhos de Deus. Porque os filhos de Belial, como os filhos de Eli, conhecem os ritos e a linguagem do culto a Deus, mas possuem outras motivações. Leia I Samuel caps. 2:12-36 a 4:22 . Foi assim que a Globo montou a igreja retratada na minissérie “Decadência” há 17 anos: até hinos e corinhos eles criaram “para dar mais realismo”. Eles estão de olho. 
E nessa imagem que está sendo criada pelos próprios “evangélicos”, não tem maquiagem que dê jeito, nem parceria comercial que alivie a barra. 
Não tem mídia que conserte uma imagem cada vez mais rota. Vejam a participação das “evangélicas” no Big Brother. Usam com sabedoria a porta aberta para dar um bom testemunho, ou entram no jogo e acabam fazendo parte do que geralmente acontece na casa?
Solução para a decadência? O contrário da decadência, a ascensão.
A dependência total da Palavra de Deus, a obediência única e exclusivamente ao Senhor dos Senhores, a observância dos Seus ensinos. O abandono total das superstições humanas, dos costumes “dos gentios”, das ordenanças de homens. Ter aversão a “novas revelações” e outras invenções, cujo único resultado é o afastamento da Verdade.
Sempre é tempo de dar as costas às cebolas do Egito. Sempre é tempo de abandonar o caminho que desce de Jerusalém para Jericó. Sempre é tempo de dar meia volta e retornar para Sião.

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