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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Os levitas também eram profetas!

Deus escolheu os filhos de Levi para servir ao sacerdócio pelo próprio posicionamento deles perante o Senhor. Quando o povo de Israel criou um bezerro de ouro e começou a adorá-lo, Moisés quebrou as tábuas que trazia escritas pelo próprio Deus, e conclamou os que fossem do Senhor que viessem até Ele. Dentre todas as tribos de Israel, somente os filhos de Levi passaram adiante do povo para junto de Moisés (Êxodo 32:25-28).
Naquele momento houve uma atitude voluntária dos filhos de Levi para servirem a Deus, independentemente das conseqüências dessa escolha. Tiveram que escolher entre ficar ao lado de seus irmãos de transgressão – pois que Aarão, o que fizera o bezerro, também era levita – ou ficar ao lado de Deus. Tiveram que escolher entre punir os pecadores, sendo instrumentos de Deus, trazendo a justiça sobre os iníquos, ou fechar os olhos e fingir que não era com eles. Mas escolheram servir a Deus, mesmo que a missão fosse dura, difícil. Tiveram que usar a espada, e a Bíblia relata que cerca de três mil dentre o povo morreram em um só dia. Mais tarde, Deus escolheu a tribo de Levi para o Seu serviço, numa troca com Israel, que anteriormente consagrava cada primogênito; agora não, Deus elegera Levi como Sua propriedade exclusiva.
A função do profeta não é nada fácil. Por um lado, ele está muito próximo do Senhor. Deus pode falar com ele, esteja o profeta em sonho ou acordado. Entretanto, por outro lado, a mensagem que o profeta precisa entregar é geralmente uma mensagem de punição ou advertência: regras que as pessoas precisam cumprir. 
Muitos profetas eram da tribo de Levi, como o próprio Moisés. Elias também. Eles foram profetas em momentos críticos: Moisés na época do exílio no Egito, quando Israel descobriu seu Deus como uma nação, não individualmente, como nos dias dos seus antepassados. E Elias foi profeta quando Israel quis experimentar outros deuses, como Baal.
Moisés e Elias tinham muita coisa em comum. Ambos construíram altares, como lemos em Êxodo 24:4 e I Reis 18:31-32: Moisés ... edificou um altar ao pé do monte, e doze monumentos, segundo as doze tribos de Israel”; “E Elias tomou doze pedras ... e com aquelas pedras edificou o altar em nome do SENHOR”.
Ambos foram perseguidos pelos poderosos - Moisés pelo rei do Egito, Elias por Jezabel: “Ouvindo, pois, Faraó este caso, procurou matar a Moisés; mas Moisés fugiu de diante da face de Faraó, e habitou na terra de Mídia...”. “Então Jezabel mandou um mensageiro a Elias, a dizer-lhe: Assim me façam os deuses, e outro tanto, se de certo amanhã a estas horas não puser a tua vida como a de um deles. O que vendo ele, se levantou e, para escapar com vida, se foi, e chegando a Berseba, que é de Judá, deixou ali o seu servo” (Êxodo 2:15 e I Reis 19:2-3). Mas não se intimidaram e deram o recado.
Ambos estiveram no monte de Deus, e com Deus. Moisés ficou lá por quarenta dias e quarenta noites, sem se alimentar, para receber a Lei; Elias caminhou para essas montanhas por quarenta dias e quarenta noites, depois de se alimentar: “E esteve ali com o SENHOR quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão, nem bebeu água...”. “Levantou-se, pois, e comeu e bebeu; e com a força daquela comida caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus” (Êxodo 34:28 e I Reis 19:8).
Muitos intérpretes, inclusive o renomado Tim LaHaye, autor de “Deixados Para Trás”, entendem que Moisés e Elias serão as duas testemunhas de Apocalipse, por causa dos milagres que esses dois profetas protagonizaram no passado e dos que os dois futuros profetas farão:  trazer seca sobre a terra, converter água em sangue, invocar pragas etc. (Apocalipse cap. 11). Eu penso diferente, mas isso é assunto para outro artigo.
Outro profeta da tribo de Levi foi Zacarias, cujo nome significa “Deus se lembrou”, e que viveu na época do exílio babilônico e da volta dos judeus à sua terra. Seu ministério pode ser identificado por duas mensagens centrais: a exortação e a chamada para a dedicação à construção do templo, e as profecias relativas à vinda do Messias.
O último profeta do Velho Testamento, embora sua história seja contada no início do Novo, foi João Batista, e também era da tribo de Levi. Sua mensagem encerra a Velha Aliança, pois anuncia que “o reino de Deus está próximo”, e diz ao mundo que o Filho de Deus chegou: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Mateus 3:2, João 1:29). João Batista também se notabilizou por não ter papas na língua, e não abaixar a cabeça diante de quem quer que fosse: quando tinha que apontar o erro, o fazia sem mais delongas, doesse a quem doesse. Foi assim que confrontou as autoridades religiosas de seu tempo, os fariseus e doutores da lei: “Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira vindoura?” (Mateus 3:7; Lucas 3:7).
Depois as autoridades civis, que viviam totalmente fora de qualquer padrão de decência e moralidade, receberam também as suas merecidas bordoadas (Marcos 6:14- 18, Lucas 3:19-20).
Mas agora me aparecem aí uns tais que auto-proclamam “levitas”. Leia aqui e aqui por que considero todos esses uns picaretas de marca maior. Não existem mais levitas hoje; pelo menos não na Igreja. Pode ser que em Israel sim; são os que estão sendo convocados para reassumir o seu antigo papel de classe sacerdotal no novo templo que planejam erigir em Jerusalém. Não é o caso dos cristãos, dos crentes em Jesus Cristo, embora sites como este venham pretensiosamente “dando cursos de levita”, falando quase que só de louvor e adoração, como se os levitas fizessem só isso. Ainda por cima, ensinam heresias como a que o levita deve dar o dízimo na casa do tesouro, quando a Bíblia ensina que eles deveriam era ser sustentados pelos dízimos... em todo caso, sites como este não dizem nada sobre o papel profético dos supostos levitas. É só o show que interessa.
Os levitas tinham de ser bem versados na Lei, não raro sendo convocados para lê-la em público e para ensiná-la ao povo: II Crônicas 17:7-9; Neemias 8:7-9, etc. É isso que vemos hoje? Esses “levitas” têm condição de ensinar alguma coisa a alguém? As besteiras que lemos em seus sites são tiradas de onde? Da Bíblia é que não são!
Esses usurpadores que pululam nas igrejas por aí, eles mesmos acabam de provar a sua falta de vergonha na cara: primeiro, quando se sujeitam a uma emissora de TV que, notoriamente, presta desserviços ao Evangelho há várias décadas, ao se posicionar clara e inequivocamente pelas religiões de matriz africana e ridicularizando, achincalhando e denegrindo os evangélicos, como já mostrei aqui, aqui, aqui e aqui. Depois, quando esses pseudo-levitas comparecem à sede dessa emissora, para receberem dela premiações ridículas que rebaixam à lama o título de “adoradores” que eles mesmos reivindicam para si, ao assumir o papel de pedintes e a postura de mendigos, agradecidos com a lembrança e a audiência pífia do programa a que foram convidados.
E finalmente, causa repugnância e asco o silêncio que fizeram quanto ao que aconteceu naquele mesmo programa 24 horas antes. Não consigo entender esses que se auto-proclamam adoradores e profetas – eles mesmos inventaram a tal “adoração profética”, esqueceram? – esses que diziam que iam “transformar esta geração”, que iam “impactar a nação” – palavras deles mesmos – se portarem como zé-manés, vaquinhas de presépio, calados diante de tamanha ignomínia, não dizendo uma única sílaba de repúdio à abominação mostrada naquele mesmo palco, naquele mesmo estúdio, por aquela mesma apresentadora, no mesmo bat-horário e no mesmo bat-canal! Para quem não sabe o que aconteceu 24 horas antes da tal “premiação”, aqui está o link, no próprio site da emissora.
Mais do que adoradores, os levitas também eram profetas. Onde estão os “profetas” desta geração? Onde estão os Moisés, Elias, Joões Batistas, Zacarias, e tantos outros que não tinham medo de Faraó, de  Jezabel e de Herodes?
Disseram que Deus ia abrir as portas. Pois bem, podemos até assumir que Deus abriu as portas. E eles entraram... Mas ficaram calados! Quando tiveram oportunidade de falar como profetas, se calaram. Como você pode ver neste link, e neste também. Em mais este link, o próprio programa se define como “lugar de agregar e união entre todas as diferenças e credos”. Está explicado!

Eu acho que este é o típico caso da figueira estéril.

(com informações deste site
444.555

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Ligações perigosas

ou, Josué e os gibeonitas
 
Me causou espanto e depois preocupação quando me deparei com noticias a respeito de uma possível aproximação entre pastores, auto-proclamados “porta-vozes da comunidade evangélica”, e a  rede Globo de Televisão. Veja aqui matéria a respeito. Me espantei porque desde sempre essa emissora é inimiga declarada dos evangélicos deste país. 
Senão vejamos: 
- Duas Caras (com cenas tão descaradamente preconceituosas em relação aos evangélicos que chocaram até os católicos; a trama apresentava um casal gay mas curiosamente contava com música de Aline Barros na trilha!); tinha ainda um pastor que vivia pedindo orientações à mãe, dona de um terreiro de macumba (!); 
- Avenida Brasil, onde uma evangélica tinha recaídas” (?) e incorporava a pomba-gira;
- A série “Ó Pai Ó” (em especial o episódio 10, “A Cara do Pai”); 
- América, novela de 2005, onde a recatada Creusa (Juliana Paes) de dia usava roupas comportadas, e à note traía o marido incorporando uma espécie de “pomba-gira; óbvio, foi concebida por ela, sempre ela, auto-denominada escritora, Glória Perez...
- Meu Bem Querer, de 1998, onde duas irmãs “evangélicas se revezavam em “ficar com o mesmo homem;
- Insensato coração (veja um trecho “elogiando pastores);
- Decadência: sem comentários. 
Recentemente divulgou-se: a próxima novela das nove tem o título provisório de Em Nome do Pai, e está sendo escrita por Walcyr Carrasco, que já ressabiado, prometeu um personagem evangélico, sem caricaturas. Afirmou o escritor que seja católico, evangélico, budista, espírita ou rosa-cruz como eu, a fé transforma. É sobre isso que vou falar na novela, revelando ainda que vai ter uma das tramas mais originais da novela, um triângulo [amoroso]... se Deus quiser. Veja você se Deus vai querer triângulo amoroso e ainda mais escrito por um rosa-cruz... Será que um rosa-cruz, de sobrenome carrasco, contratado pela Globo, vai retratar fielmente um evangélico? Me poupe. Isso é só mais uma pegadinha: escolheram para interpretar uma maria-chuteira convertida uma atriz de comédia famosa por ridicularizar evangélicos...
Além do mais, a própria mídia já reconhece que para fazer sucesso tem que ter escândalo. Leia aqui sobre isso.
Não preciso citar outras produções que fazem apologia ao candomblé, em especial as baseadas em JorgeAmado e Dias Gomes. Ou até mesmo um tosco programa de auditório, em seu episodio de 3/12/2012, com direito a sermão e apelo... Mas lembro a “guerra santa” forjada para criar animosidade com os evangélicos, com o pano de fundo da rivalidade com a Rede Record, de propriedade do mesmo grupo que controla a Igreja Universal. E me preocupei porque essa “aproximação” me lembra uma passagem bíblica.
O livro de Josué (cap. 9) descreve o encontro dos hebreus com os gibeonitas, um povo que habitava ao norte de onde fica Jerusalém hoje. Quando os israelitas chegaram a Canaã, vindos do Egito, logo começaram a conquistar as cidades e se multiplicar. As notícias de suas vitórias se espalharam e logo os de Gibeão perceberam que Deus estava com Josué e seu povo. Talvez tenham percebido que os cananeus, de modo geral, seriam derrotados, pois ficou claro a eles que Israel era um instrumento de Deus para castigar a extrema maldade daqueles povos. A medida da ira de Deus havia se esgotado; durante o tempo dos hebreus no Egito, os cananeus atingiram um nível de degradação raramente visto. E então Deus decidira acabar com eles, usando os israelitas como flagelo. Ver Deuteronômio 9:5 (certos intelectualóides nunca leram essa passagem e vivem questionando por que Deus mandou matar tanta gente; aí está a explicação).
É importante esclarecer quem eram esses “cananeus” (descendentes de Canaã, neto de Noé): 
- os heveus, que habitavam próximo a Gibeão, a oeste do monte Hermom (Josué 11:3 e Juízes 3:3). Um heveu violentou Diná, filha de Jacó (Gênesis 34); 
- os heteus, um ramo dos hititas (Gênesis 10:15-17; 23:10; 25:9); 
- amorreus do sul e leste de Jerusalém e Transjordânia (“além do Jordão”, Números 13:30). Deram trabalho aos israelitas, como quando Josué pediu a Deus que o Sol e a Lua parassem (Josué 10:4,5); 
- os ferezeus (ou perizeus), que no tempo de Abraão viviam na região de Betel (Gênesis 13:7). Nos dias de Jacó havia uma colônia deles próximo a Siquém (Gênesis 34:30);
- jebuseus (de “Jebus”, o antigo nome de Jerusalém e arredores, Josué 10:23,24). Somente quando Jerusalém foi proclamada por Davi capital de Israel (II Samuel 5:6-9) é que eles foram definitivamente removidos. Mas não exterminados, pois o templo de Salomão foi edificado numa área que pertencera ao jebuseu Araúna (II Samuel 24:18-25);
- girgaseus (Gênesis 10:16). Acredita-se que ocupavam a margem ocidental do Jordão, a oeste de Jericó.
Os gibeonitas eram aparentados a esses povos que vinham sendo dizimados. Apesar da sua força militar e da grandiosidade da sua cidade (Josué 10:2), previram a derrota,  porque Deus lutava por Israel (5:1). Temerosos, criaram então um ardil para enganar os israelitas.  Os homens de Gibeão, talvez em conluio com as cidades hevéias de Quefira, Beerote e Quiriate-Jearim, enviaram uma delegação a Gilgal. Os “embaixadores”, com roupas velhas e sandálias gastas, levando mochilas estragadas e pão bolorento, apresentaram-se como “de uma terra distante”; portanto, “fora do caminho” das conquistas de Israel. Reconheceram a mão de Deus no que havia acontecido aos egípcios. Mas, malandramente, não fizeram menção do que acontecera a Jericó e Aí, pois essa notícia era recente e não poderia ter chegado ainda à sua “terra mui distante” antes da sua suposta partida. A delegação de Israel mordeu a isca, e fizeram um pacto de amizade.
Todos sabem o que houve. Mesmo depois de descoberto o estratagema, os israelitas tiveram que sair em socorro dos gibeonitas, pois precisavam honrar a “sociedade”. Romper o pacto lançaria dúvidas sobre a fidedignidade de Israel e causado desprezo pelo Nome de Deus entre as nações. 
Alguns paralelos podem ser traçados sem esforço. O povo de Deus hoje está sendo iludido pelos cananeus da Globo. Esses incrédulos não são amigos de Deus nem do seu povo; mas já perceberam como o Evangelho cresce no Brasil.
Há cerca de trinta anos, os protestantes brasileiros somavam menos de 10 milhões, cerca de 8% duma população total de 120 milhões. Hoje, estão entre 20 e 25% do total – 40 a 50 milhões (não entro aqui no mérito se são “crentes fiéis”, praticantes, ou apenas nominais). De acordo com o IBGE, um crescimento de 61% apenas nos últimos dez anos. Deuteronômio 7:7 já dizia: “O Senhor não tomou prazer em vós nem vos escolheu porque fôsseis mais numerosos do que todos os outros povos; pois éreis menos em número do que qualquer povo”.
Esse povo se multiplicou. Evangélicos hoje possuem mais rádios, gravadoras, editoras, jornais; já têm canais de TV próprios e ocupam inúmeras faixas de programação em diversos veículos de mídia. Fazem-se representar nos três poderes da nação. Contam-se muitos entre atletas e artistas de várias modalidades (embora alguns sejam bastante polêmicos). Suas músicas romperam as barreiras das rádios comunitárias e hoje têm faixas próprias em portais seculares (como UOL, Terra etc.) e em operadoras de TV a cabo; não raro, tocam durante a exibição do “gol da rodada”. Lojas virtuais de aplicativos para I-phone e Android possuem espaços exclusivos, agrupados na prateleira “gospel”. Os cananeus gostando ou não, o povo de Deus está ocupando espaço.
Mas os gibeonitas também estão aí, nas redondezas, e ainda praticam o ditado “se não pode com eles, junte-se a eles”, como fizeram com Josué. Negociam com pastores oferecendo engodos como o “Troféu Promessa”, como se estivessem propagando o Evangelho ou o Nome de Deus. Muitos caem nessa esparrela, hipnotizados pelas luzes da ribalta e das chamadas televisivas. Fingem não saber que o interesse dos gibeonitas é o próprio ventre. Gibeão só quer manter a sua “fatia do mercado”, ou seja, mesmo com o crescimento evangélico, não quer perder a boquinha. Se os “crentes” não compram trilha sonora de novelas, porque não gravar DVDs no “padrão Globo de qualidade”, embalar em capas esfuziantes e vender aos que antes evitavam o Jardim Botânico[1]? Deus? Evangelho? Bíblia? Não, deixa isso pra lá. Como no tempo de Josué, eles não dizem toda a verdade. E como naquela época, os israelitas não perguntam a Deus se este negócio é Dele (Josué 9:14).  Entram de cabeça, achando que aparecer na Globo é “para a glória de Deus”, e que “a Globo está se rendendo ao Evangelho”. Em vez de lutar pela Verdade pedem por mais ilusão e mais ficção. Aceitam o pão bolorento dos gibeonitas.
Por isso fico a pensar: por causa do “trato com os gibeonitas”, quando chegar a hora de defender a Globo, o que será que ouviremos de alguns púlpitos? O que dirão esses que se arvoram em “lideres evangélicos”? Eu não sei se rio ou se choro: igrejas que no passado denunciavam os escândalos globais, pedindo aos membros que não assistissem nem comprassem nada relacionado à “Vênus Platinada”, agora celebram com estardalhaço sua parceria com a emissora! Também aqui. E é assim que vemos umas cabeças-de-camarão defendendo esse acordo em vários sites e blogs, geralmente editados por gente nova, que não viveu os tempos duros da conquista e da oposição cananéia (Juízes 2:10).  
Isso não vai dar certo: os objetivos são incompatíveis. Diz Julio Severo: ganhar audiência é a meta da Globo; ganhar almas para Cristo é a meta do verdadeiro cristão... AGlobo fechou 2012 com o pior ibope de sua história. Para quem queria entender a ‘bondosa’ atitude da emissora de se aproximar de líderes e cantores evangélicos de destaque, a resposta é óbvia: melhorar o ibope”. “Que sociedade tem a justiça com a injustiça? ou que comunhão tem a luz com as trevas?” (I Coríntios 6:14). Efésios 5:11 - “E não vos associeis às obras infrutuosas das trevas, antes, porém, condenai-as”. Desobedecendo a esses princípios, há contaminação, como os israelitas fizeram. Não apenas pouparam os cananeus, ao contrário do que Deus ordenara; mas se associaram a eles.
Muitos povos desapareceram da Terra Prometida, como os enaquins (Josué 11:21-23);  os zuzins (Gênesis 14:5); e os refains (Gênesis 15:20), provavelmente os “de grande estatura”, como o rei de Basã, cuja cama media 4x2 metros (Deuteronômio 3:11). Mas outros permaneceram. Juízes 1 conta como os israelitas “não expulsaram aos jebuseus que habitavam em Jerusalém; pelo que estes ficaram habitando com os filhos de Benjamim... Manassés não expulsou os habitantes de Bete-Seã e suas vilas... porém os cananeus persistiram em habitar naquela terra... Também Efraim não expulsou os cananeus que habitavam em Gezer; mas os cananeus ficaram habitando no meio dele, em Gezer. Também Zebulom não expulsou os habitantes de Quitrom, nem os de Naalol; porém os cananeus ficaram habitando no meio dele... os aseritas ficaram habitando no meio dos cananeus, os habitantes da terra, porquanto não os expulsaram. Também Naftali não expulsou os habitantes de Bete-Semes, nem os de Bete-Anate; mas, habitou no meio dos cananeus”.
E a conseqüência foi que, “habitando, pois, os filhos de Israel entre os cananeus, os heteus, os amorreus, os perizeus, os heveus e os jebuseus, tomaram por mulheres as filhas deles, e deram as suas filhas aos filhos dos mesmos, e serviram aos seus deuses. Assim os filhos de Israel fizeram o que era mau aos olhos do Senhor, esquecendo-se do Senhor seu Deus e servindo aos baalins e às astarotes. Pelo que a ira do Senhor se acendeu contra Israel, e ele os vendeu na mão de Cusã-Risataim, rei da Mesopotâmia; e os filhos de Israel serviram a Cusã-Risataim oito anos” (Juízes 3:5-8). Começou aí a longa e difícil servidão dos israelitas sob a tirania daqueles a quem deveriam ter exterminado. Castigo, juízo, punição severa!
Associaram-se a eles, e acabaram dominados por eles. Séculos mais tarde Esdras (9:1) disse: “O povo de Israel, e os sacerdotes, e os levitas, não se têm separado dos povos destas terras, das abominações dos cananeus, dos heteus, dos perizeus, dos jebuseus, dos amonitas, dos moabitas, dos 
egípcios e dos amorreus”. Conseqüências que se estenderam por séculos!
Ao contrário da Globo, dos portais “gospel” e de grandes congregações por aí, este espaço é pequeno e de pouco ibope; meu alcance é pequeno. Mas ainda assim espero que alguns desses “líderes” ávidos por holofotes leiam isto, ou algo semelhante, e ponham a mão na consciência; que avaliem o risco a que estão expondo o povo de Deus, ao fazer acordo com gibeonitas. Se você compartilha da minha preocupação, se você está entre os “sete mil que não dobraram seus joelhos” (I Reis 19:18 ), me ajude e dê um tweet, encaminhe para outros, e “toque a trombeta em Sião!” (Joel 2:1).
Se não concorda, boa sorte. Espere sentado(a) para um dia assistir, feliz e sorridente, a alguma heroína evangélica pregando o Evangelho numa próxima novela, logo após a reapresentação do tal troféu.
Que Deus tenha misericórdia de nós.


201230



[1] Bairro do Rio de Janeiro onde fica a sede da TV Globo.