Todos aqueles desvios que, ocultos durante séculos pelos prelados, levaram à Reforma Protestante, a qual, ao contrário do que apregoam os católicos, não foi um movimento “cismático” (como se referem aos protestantes até hoje) que desejava “dividir” a Igreja. Entre em qualquer site católico e comprove. Lutero e reformadores como Wycliff, Huss e Calvino, dentre outros, queriam que a cristandade voltasse à pureza original, à simplicidade primitiva dos apóstolos, e abandonasse todas as práticas herdadas do paganismo através dos séculos, sobre as quais falei aqui, aqui, aqui, aqui e aqui- para ficar só nessas.
Era preciso
contra-atacar.
No século XVI já existia a imprensa e muitos livros, inclusive e principalmente
a Bíblia, eram impressos aos milhares. O homem, deixando para trás as trevas
medievais, reaprendia a raciocinar. Portanto, o plano deveria ser bem
elaborado, mas com ares de espiritualidade.
Mas só isso não bastava aos propósitos
satânicos, travestidos de zelo e piedade. Onde a Reforma Protestante não estava
consolidada, como Espanha, Portugal e Itália, era preciso agir com mão de
ferro. O povo tinha que ser mais envolvido pelas doutrinas romanistas, caso
contrário a Verdade triunfaria e aí, adeus poder, privilégios, mordomias. As
armas de Roma seriam usadas com força total. Forjadas no inferno, essas armas
foram tão terríveis que ainda hoje trazem repulsa a pessoas civilizadas. Essas
armas - um contra-ataque violento - foram chamadas de Inquisição. 
O sistema tinha atrativos para os
delatores. Comprovada a heresia (quase sempre), o dedo-duro recebia, como recompensa, parte dos bens do condenado. O
que se seguiu foi uma indústria da delação, pois os acusados quase nunca tinham
a garantia de um julgamento justo (exemplos? Huss, Wycliff e inúmeros outros).
Às vezes, o julgamento era por meio do “ordálio”: jogava-se o acusado,
amarrado, num rio. Se boiasse, era inocente; se afundasse, era culpado. Ou
então, era obrigado a caminhar descalço sobre brasas; se os pés se queimassem,
era culpado; caso contrário, estava livre.
Não vamos nos
alongar sobre
os detalhes tétricos dessa política infernal: seus instrumentos e métodos bem
denotam sua origem. Se quiser saber mais, leia o conto “O Poço e o Pêndulo”, de
Edgar Allan Poe, ou clique aqui. Basta
dizer que milhares pereceram. Somente Bernardo Gui (que aparece como
inquisidor-chefe no filme “O Nome da Rosa”) condenou cerca de mil pessoas.
Roberto, o Dominicano, queimou 180 na fogueira em um só dia. Ximenes, na
Espanha, executou quase 2300 “hereges”. Tomás de Torquemada faria inveja a
Stalin, Hitler e Saddam Hussein juntos: sob suas ordens, dez mil foram
executados. Muitos que hoje são considerados “santos” (Ignácio de Loyola e Francisco
Xavier, por exemplo) apoiavam abertamente esses expedientes. Tais foram as
medidas extremas tomadas por aqueles que já não podiam dominar o povo pelas
idéias. Só lhes restava reinar através do terror.
Uma instituição
sádica ficou conhecida
ao longo dos séculos como “Santa Inquisição”. É bom ressaltar que embora a
Inquisição na Espanha seja uma instituição diferente da Romana, que mudou o nome para “Sagrada
Congregação Para a Doutrina da Fé”, seus métodos e finalidades sempre foram
os mesmos. O mais ilustre dirigente e mentor da Inquisição em tempos recentes foi
um padre alemão chamado Joseph Ratzinger, a.k.a.
“sua santidade Bento XVI”...
O concílio também elaborou decretos sobre o
purgatório, os “sacramentos”, obediência cega ao “papa” e coisas desse tipo. Não
por acaso, esse movimento todo ficou conhecido como “Contra-reforma”. Precisa dizer
mais? Dessa época de negrume espiritual emergiu também outra instituição que
muitos consideraram benéfica, mas cujo propósito inicial era completar o
trabalho da Inquisição. Foi chamada “A Companhia de Jesus”, e seus membros,
jesuítas.
Hoje, os homens de
preto mudaram
de tática: copiam modos e maneiras protestantes, enchendo as missas de músicas
e “corinhos”, uns insossos como suas “homilias”, outros clonados de cantores evangélicos; e ensinam a falar
em línguas estranhas. Até “mega-templos”
estão adotando;
fazem “batalha espiritual” e “cura interior”; e buscam a
mistura com o que lhes parece mais popular. Se você ouve uma emissora
católica pode ser facilmente confundido e pensar que é uma rádio cristã; mas
logo as idolatrias aparecem e desfazem a farsa.
Mas isso é só a
casca: a
essência não mudará, não importa se o chefe seja nazista ou esquerdista,
conservador ou “progressista”, europeu ou não-europeu. Os dogmas continuarão os mesmos:
continuarão crendo que “sem Maria não há salvação”; que só “pedindo à mãe o
filho atende”. Não vão acabar os “santos”
mais lendários do que a “papisa” Joana. Continuarão com suas
imagens, rezando
pelos mortos, passando
cinza na testa, acendendo velas, fazendo procissões, crismas, batizando
crianças. A mulher não terá lugar de destaque; os “homens de preto”
continuarão mais filósofos do que teólogos; ainda tentarão influenciar mais a
política do que a vida espiritual das pessoas; seguirão sem poder casar e a
assediar adolescentes imberbes. Nada mudará! Com a desculpa do
“ecumenismo”, formarão a “igreja mundial” nos
dias finais da humanidade.
Não se iluda: um dos principais objetivos dos
“papas” foi e sempre será a destruição dos “hereges” e “cismáticos”, ou seja, todo aquele que crê que a Bíblia é a única regra
de fé e prática para o cristão, e por isso rejeita a tradição dos homens. Veja essa notícia: goo.gl/EZjsN . O que
eles chamam de “ecumenismo”, no fundo é isso: “um só rebanho, um só pastor”...
desde que o “pastor” seja o “papa” de Roma.

