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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Senhora? Não, obrigado.

O culto aos santos só começou depois de cem anos, aproximadamente, depois da mor­te de Jesus, como uma tímida veneração aos mártires. A primeira oração dirigida expressamente a Maria é do fim do século III ou mais provavelmente no início do IV, o que implica que a veneração dos santos não faz parte do patrimônio original do Cristianismo. Se o culto aos santos e a Maria fosse correto, João, que escreveu o último evangelho, no fim do primeiro século certamente falaria sobre o assunto e incentivaria tal prática. Ele, porém, nos adverte: Filhinhos, guardai-vos dos ídolos (I João 5:21).
Mas para justificar o culto às imagens os católicos apresentam a teoria da “pedagogia divina”.
Se um dos objetivos da igreja católica é ensinar a Bíblia ao povo através das imagens, especialmente aos menos alfabetizados, surgem algumas perguntas: por que se faz culto a elas, se o objetivo é ensinar a Bíblia? Por que depois de tantos séculos, com milhares de católicos alfabetizados, ainda insistem em manter as imagens? Se realmente a imagem fosse o livro dos que não sabem ler, por que os católicos alfabetizados são tão devotos e apegados às imagens? Será que podemos desobedecer a Bíblia para superar uma deficiência de entendimento? Onde está a base bíblica para esta “teoria da pedagogia divina”?
 
A igreja católica apresenta basicamente duas fontes para justificar o culto às imagens: a tradição e as opiniões de seus líderes. Em resumo: opinião dos homens. Citam a Bíblia quando existe alguma possibilidade de apoio às suas doutrinas. Esquecem o ensino do famoso Padre Vieira: As palavras de Deus prega­das no sentido em que Deus as disse, são palavras de Deus; mas pregadas no sentido em que nós queremos, não são palavras de Deus, antes podem ser palavras do demônio (em “Sermões”, Ed. Lello & Irmãos, Porto, Portugal). A Palavra de Deus condena o culto às imagens!
Os argumentos a favor das imagens fazem-nos lembrar de um rei chamado Saul, que quis agra­dar a Deus com sua opinião, mesmo contrariando a Palavra de Deus (I Samuel 15:1-23). O catolicismo, de modo semelhante, contrariando a Bíblia, entende que a imagem é o livro daqueles que não sabem ler. Saul achava que oferecer sacrifícios era melhor, mais lógico, mais correto, mais racional. Acreditava que estava prestando um grande serviço a Deus (I Samuel 15:20-21). Deus, no entanto, o reprovou, dizendo: Tem o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à sua palavra? Obedecer é melhor do que sacrificar (I Samuel 15:22). Deus proíbe terminantemente o culto a ídolos e imagens (Êxodo 20:1-6; Levítico 26:1; Números 33:52; Deuteronômio 27:15; II Reis 21:11; Salmo 115:3-9; 135:15-18; Isaías 2:18; 41:29; Ezequiel 8:9-12; Atos 15:20; 21:25; II Coríntios 6:16).
O catolicismo inventa uma teoria contrária à Bíblia, e insiste que ajuda a obra de Deus. Mas o culto a imagens será sempre uma abominação. É a marca e a continuidade do paganismo. Cristianismo é a fé exclusiva na obra do Senhor Jesus (João 3:16; Romanos 5:8; Efésios 2:8-9; I Timóteo 2:5; Tito 2:11). E adoração exclusiva a Deus: “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás” (Mateus  4:11; Lucas 4:8).
 
Os católicos tentam fazer distinção entre idolatria e veneração, com base no significado dos sufixos “latria” e “dulia”: “latria”, seria “adoração a Deus”; “dulia”, “devoção aos santos e anjos”, e “hiperdulia” seria a devoção a Maria. Mas é óbvia a dificuldade para justificar essa teoria. Se se limitassem a exaltar os heróis da fé, e a propô-los como modelo a ser seguido, não haveria problema. Assim agem também os cristãos genuínos. Mas infelizmente, não é isso que acontece.
Por mais que líderes católicos se esforcem em suas infindáveis apologias ou explicações, são tentativas vãs e superficiais. Exemplo: qual a diferença que pode haver entre dulia e hiperdulia? Qual a diferença das duas com a latria? A verdade é que os três termos se confundem. Os termos dulia e hiperdulia podem estar envolvidos com a latria e tudo se torna uma distinção que não distingue coisa alguma. As pessoas que se prostram diante de uma imagem de Aparecida, “são” João, “são” Sebastião ou de Jesus sabem que estão cultuando em níveis diferentes? Não seria tudo a mesma coisa?
Imagine um católico romano bem instruí­do que vai à igreja. Primeiramente ele pretende cultuar “são” João. Dobra então seus joelhos diante da imagem e pratica a dulia. Depois, irá prestar culto a Maria, deixando, nesse momento, de praticar a dulia e passando a praticar a hiperdulia. Finalmente, para cultuar a Deus, ele pratica a latria... Não acreditamos que o povo católico saiba diferenciar a dulia, a hiperdulia e a latria, e mesmo que soubesse, dificilmente conseguiria respeitar os limites de cada uma.
Há diferença entre adorar e prestar culto? Se prostrar-se diante de alguém, dirigir-lhe orações e ações de graça, fazer-lhe pedidos, cantar-lhe hinos de louvor não for adoração, fica difícil saber o que o catolicismo romano entende por adoração. Chamar isso de veneração é subestimar a inteligência humana. Analisando essas práticas católicas à luz da Bíblia e da história, fica claro que são práticas pagãs. O “papa” Bonifácio IV, em 610, celebrou pela primeira vez a festa a todos os santos e substituiu o panteão romano (templo dedicado a todos os deuses pagãos) por um templo cristão para que as relíquias dos santos fossem ali colocadas. Dessa forma o culto aos santos e a Maria substituiu o culto aos deuses do paganismo (Atlas Histórico do Cristianismo, de Andréa Dué, Ed. Santuário/Vozes [editora católica] pg.72). 
Os católicos dizem que Maria não é reconhecida como deusa no catolicismo, mas os fatos falam por si mesmos. O livro “Glórias de Maria”, publicado em mais de 80 línguas, da autoria de Afonso Maria de Ligório, “canoniza­do” pelo “papa”, atribui a Maria toda honra e glória que a Bíblia confere ao Senhor Jesus Cristo. Chama Maria de onipotente, além de mencionar outros atributos divinos:
Sois onipotente, ó Maria, visto que vosso Filho quer vos honrar, fazendo sem demora tudo quanto vós quereis (pg 100). Os pecadores só por intercessão de Maria obtém o per­dão
(pg. 76)... Ó mãe de Deus, vossa proteção traz a imortalidade; vossa intercessão, a vida (pg. 27)... Em vós, Senhora, tendo colocado toda a minha esperança e de vós espero minha salvação... Maria é toda a esperança de nossa salvação, acolhei-nos sob a vossa proteção se salvos nos quereis ver; pois só por vosso intermédio esperamos a salvação (pg. 47).  Se isso não é uma divindade, não sei o que seria! Isso é igualar Maria a Deus! É fazer de Maria uma deusa!
O culto aos santos e a adoração a Maria, à luz da Bíblia, não apresentam o catolicismo como religião cristã, mas como idolatria (I João 5:21). Jesus disse: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás (Mateus 4:10). O anjo disse a João: Adora somente a Deus (Apocalipse 19:10; 22:9). O próprio apóstolo Pedro, aos pés de cuja estátua muitos se ajoelham hoje, recusou ser adorado por Cornélio (Atos 10:25,26).
Embora a igreja católica apostólica romana declare que aquela imagem de barro seja “padroeira e senhora do Brasil”, consagrando o dia 12 de outubro a esse culto estranho às Escrituras Sagradas, os cristãos verdadeiros, alicerçados na autoridade da Bíblia Sagra­da, declaram como Paulo: E toda língua confesse que JESUS CRISTO E O SENHOR, para glória de Deus Pai (Filipenses 2:11).  Se você, que segue o catolicismo, quer agradar a Maria, faça o que ela determina no evangelho de João 2:5 – Façam tudo o que Jesus mandar!

E finalizando, a igreja católica precisa entender que o estado é laico, e não estamos mais no tempo do padroado. Roma não manda mais no Brasil. Se aquela procuradorazinha que anda dizendo aos quatro ventos que o estado é laico, aquela que quer acabar com a bancada evangélica, se fosse uma pessoa séria, acabaria com o feriado de 12 de outubro, mandaria retirar os crucifixos das repartições públicas e mandaria cessar o jorro de dinheiro público para patrocínio de festas religiosas (também aqui e aqui).

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