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sábado, 13 de dezembro de 2014

O aniversário do fim do mundo

Me lembrei de uma data muito importante. O aniversário do fim do mundo. Isso mesmo, o mundo acabou em 31 de julho de 1999. Foi Nostradamus quem falou. Eu me lembro como se fosse ontem. No dia 1º de agosto de 1999 eu fui trabalhar com más intenções. Eu estava disposto a azucrinar todos os meus colegas de trabalho que acreditavam no vidente francês. E fiz isso. Perturbei o povo o dia todo! Mas aproveitei para mostrar que esse tipo de previsão, profecia, vaticínio, pitaco, palpite, prognóstico, chute e similares, nada disso funciona se não estiver alinhado com o que a Bíblia diz. 
E por falar em alinhamento, logo na seqüência do furo nostradâmico, menos de um ano depois, no dia 5 de maio do ano 2000, aconteceu um raro espetáculo. Saturno, Júpiter, Marte, Vênus e Mercúrio ficaram aproximadamente no mesmo alinhamento em que estavam também a Terra, a Lua e o Sol. Esse fato causou muitas especulações. Na imprensa sensacionalista voltaram os “especialistas”, afirmando que isto causaria catástrofes, talvez para tentar apagar o fiasco de suas previsões anteriores. Cientistas informaram, entretanto, que os planetas não ficaram completamente alinhados, havendo diferenças de até 30 graus entre eles. Em anos anteriores já houve alinhamentos semelhantes, sem nenhuma catástrofe, assim como tem havido épocas sem alinhamentos em que aconteceram terremotos e outros desastres naturais impressionantes. No fim das contas, nada aconteceu de extraordinário.
Isto mostra que não temos motivo para dar atenção a eventos cósmicos ou temer o fim do mundo. Ao contrário, esperamos o Senhor Jesus Cristo para arrebatar a Sua Igreja. A seguir, virá a Tribulação, e depois a volta do Senhor em grande poder e glória. A esse período posterior é que estão relacionados os sinais nos céus, conforme lemos em Lucas 21:25: “Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas...” ; e Mateus 24:29. “Logo em seguida à tribulação daqueles dias (note, logo após a Tribulação) o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados. Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem (Segunda Vinda)... Portanto, é essencial ter uma clara noção da cronologia dos tempos finais, para não confundir a sua seqüência. Esta profecia bíblica está relacionada com um período depois do Arrebatamento (chamado de “a Tribulação”). Atualmente, Deus está preparando o mundo para um período futuro, como que “montando o cenário” para que possa se desenrolar o drama final da humanidade. Já falamos antes sobre esses sinais: aqui e aqui.
As reações e comentários sobre eclipses mostram a confusão existente. As especulações são baseadas em “profecias” de místicos, esotéricos e outros picaretas, e não na Bíblia. Como essas predições não se concretizam, o público é levado a pensar que nenhuma profecia merece crédito, e as profecias bíblicas acabam sendo desprezadas, justamente quando deviam ser estudadas a sério. Para o crente, o temor de catástrofes planetárias não faz sentido: “Não aprendais o caminho dos gentios, nem vos espanteis com os sinais dos céus, porque com eles os gentios se atemorizam” (Jeremias 10:2).
Por isso toda a badalação em torno de eclipses, sexta-feira 13, alinhamento de planetas e outras besteiras desse tipo acaba dando em nada. O fracasso mais retumbante, sem a menor sombra de dúvida, foi o de Nostradamus (nome que significa “nossa senhora”). Cantado e decantado durante anos como “profeta”, falhou inteiramente em suas previsões furadas, que só podem ser interpretadas mediante complicados cálculos e fórmulas esquisitas. Por exemplo, numa passagem inusitadamente clara de suas alegadas “profecias”, que não dá margem às interpretações dos estudiosos que tudo distorcem e complicam a fim de tornar as adivinhações profundas e misteriosas, o pseudo-profeta data o fim do mundo para julho de 1999. Essa data veio e passou, e nada aconteceu.
Agora venham me dizer que a tradução está errada, ou que a interpretação não é bem assim... ora, ora... não somos idiotas. Com toda sinceridade: o que significa 1999 e sete meses?
Ao contrário de toda essa palhaçada de videntes e pseudo-profetas, a Palavra de Deus se explica a si mesma, em alto e bom som (Deuteronômio 18:20-22):
“Mas o profeta que tiver a presunção de falar em meu nome alguma palavra que eu não tenha mandado falar, ou o que falar em nome de outros deuses, esse profeta morrerá. E, se disseres no teu coração: Como conheceremos qual seja a palavra que o Senhor falou? Quando o profeta falar em nome do Senhor e tal palavra não se cumprir, nem suceder assim, esta é a palavra que o Senhor não falou; com presunção a falou o profeta; não o temerás”.
Mas ainda assim, mesmo com todo esse alerta, os crédulos já alegam que a data fatal é 21 de dezembro de 2012, que inclusive constaria do calendário maia. Não à toa, o filme de Roland Emmerich (que já destruiu Nova Iorque uma vez com Godzilla e o mundo todo duas vezes, com Independence Day e O Dia Depois de Amanhã) fez o sucesso que fez. Com 2012, destruiu o mundo pela terceira vez. Aliás, depois vou comentar a cena do tsunami no Himalaia, aguardem.
Voltando ao fim do mundo: segundo pseudo-especialistas, a interpretação dos hieróglifos maias (ou outro nome qualquer que se dê aos sinais, antes que os entendidos venham “corrigir”) indica que essa data é a última mencionada nos complicados registros deixados por aquele povo, o que significaria que o mundo acabará nesse dia. E o tal alinhamento agora não será mais de planetas, mas de galáxias: quando a Via Láctea se alinhar com Andrômeda, aí sim a coisa vai piorar... pasmem os senhores. Dizem certos místicos que “de acordo com os maias e os astecas o sexto ciclo do Sol é para começar em 21/12/2012. Este Ciclo é também conhecido como a 'Mudança das Eras' ”. Também alegam que, como “a civilização maia na América Central é a mais avançada em relação ao conhecimento da ciência do tempo, e o seu calendário principal – eles teriam 22 calendários diferentes! – é o mais preciso e nunca teria se equivocado”, então, “o quinto mundo maia terminou em 1987. O sexto mundo começa em 2012”. Portanto, estamos atualmente “entre mundos”. Tem mais: como “em 2012, o plano do nosso Sistema Solar vai alinhar exatamente com o plano da nossa galáxia, a Via Láctea, e este ciclo leva 26.000 anos para se completar”, daí prosseguem os gurus galácticos, “o planeta Terra e o Sistema Solar entrarão em sincronização galáctica com o resto do Universo. O nosso DNA sofrerá um upgrade (será reprogramado) a partir do centro de nossa galáxia”.
Toda essa baboseira cósmica se assemelha muito ao que os hippies pregavam nos anos 1960/70, a propalada “Era de Aquarius”, que poria fim a um ciclo de turbulências e inauguraria uma era de paz. Contudo, para nós, que cremos na profecia bíblica, o grande sinal do final dos tempos é o restabelecimento de Israel como nação. Há várias indicações de que estamos prestes a testemunhar grandes mudanças, como Jesus alertou no final de seu ministério terreno – e a eles sim devemos prestar atenção. O fato de os judeus terem retornado e continuarem voltando para a terra de seus antepassados e de Jerusalém ser território soberano israelense, contestado pelas nações do mundo, isto sim anuncia que estamos nas fases finais dos tempos do fim.
E você, o que pensa disto?  
Está esperando pela volta gloriosa de Jesus ou aguarda temeroso pelo “fim do mundo”?

Publicado originalmente em 09/08/2011 sob o título "Doze anos que o mundo acabou" (9300)
Atualizado em 13/12/2014
580.200

domingo, 13 de julho de 2014

Ainda bem que Jesus não voltou

Ainda bem.
Eu teria ficado para trás, porque me distraí vendo todos os jogos de futebol que pude. Afinal, é empolgante assistir a toda a movimentação das torcidas antes, durante e depois dos jogos; ver os comentários dos mais abalizados jornalistas esportivos, e os palpites dos zé-manés que passavam pela rua, doidos para aparecer na televisão. Os vitoriosos comemorando e os derrotados chorando. A torcida aplaudindo e a torcida vaiando. Ah, sim, e também as análises dos entendidos depois, até tarde da noite, as resenhas, os replays dos lances mais perigosos, das faltas mais violentas,dos gols mais bonitos, das falhas mais clamorosas, dos impedimentos não marcados e dos penalties duvidosos, dos closes nos torcedores mais exaltados... ainda bem. Eu nem teria percebido que Jesus voltara.
Ainda bem que a trombeta não soou nesses últimos dias (eu acho). Eu não teria ouvido, pois estava muito ocupado discutindo a situação política do país. Eu precisava convencer os meus conhecidos de que a minha opção política é a melhor, e que eu sei a solução para todos os problemas. É claro que eu sei o nome de todos os corruptos, sei como resolver a questão da Educação, da Saúde, dos Transportes e da inflação. Eu tenho a solução para a crise econômica! É muito simples! Não sei como as pessoas ainda não sabem, por isso precisei gastar horas e horas em debates intermináveis explicando quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha. Fiquei aliviado quando me dei conta de que a trombeta ainda permanecia silenciosa (acho).
Respirei mais calmo quando pensei que o arrebatamento da Igreja não aconteceu nessas últimas semanas. Eu teria perdido o momento, pois precisava atualizar meus e-mails, meus posts no Facebook e no Twitter, e ver as mais recentes piadinhas da web e do WhatsApp. Precisava ver os últimos vídeos de gente idiota escorregando na rua, caindo na praia, capotando de balanços e escorregadores nos parques de diversão, e rir das pegadinhas mais bestas que se pode imaginar. Eu tinha que saber quais eram os memes da hora. Não podia correr o risco de ficar “por fora”, senão o que diriam os meus amigos?
Eu achei bom que o dia do retorno de Jesus a esta Terra ainda não chegou, porque eu teria perdido. É que eu precisava assistir aos últimos capítulos da novela. Sabe como é, o pessoal fala que é coisa do diabo e coisa e tal, mas se eu não sei o que as pessoas estão vendo e comentando, como posso interagir com elas? Como poderia haver melhor razão para iniciar um assunto do que o capítulo de ontem? É só fazer de conta que não tinha nenhuma cena de traição, de violência gratuita, ou de beijo gay. A gente passa por cima dessas coisas secundárias. O que importa é ter o que conversar com os outros.
Ainda bem que Jesus ainda não voltou, pois eu precisava assistir aquele DVD com o show gospel daqueles levitas adoradores que mandam a gente tirar o pé do chão e depois botar a cara no chão. É muita unção! Só de assistir ao vídeo a gente fica todo suado. Dizem que antigamente, na adoração a gente ficava arrepiado, mas agora são outros tempos... e também precisei ver aquele filme de super-heróis que há muito tempo anunciavam que ia estrear. Durante aquelas horas diante da telona pude descansar um pouco e me divertir com as aventuras rocambolescas e completamente fantasiosas, sem me importar em imaginar que, em sendo arrebatado aos céus, veria coisas muito além de qualquer imaginação humana. Se bem que naquela nova série de TV também apareceram algumas cenas tão cheias de efeitos especiais que nem sei se é possível haver algo mais esplendoroso.
Espero que Jesus ainda demore a voltar, pois ainda quero ir àquele show gospel, daquele cantor famoso que, aliás, estava no jogo do Brasil, ele até apareceu na televisão no meio da torcida, com camisa amarela e tudo. Ainda bem que ele não é daqueles antiquados que diziam que não deveríamos nos envolver com futebol. Imagina só... tantos jogadores e ex-jogadores que quando fazem gol levantam a mão para o céu... por isso eu quero ir no show gospel daquele cantor, ainda mais se for no estádio de futebol. Tudo bem que depois que o Brasil perdeu ele apagou de seu site as próprias fotos do dia do jogo e passou a falar que devemos orar por Israel, mas se ele vai ao estádio eu também posso.
Eu fiquei sossegado ao perceber que Jesus não havia voltado durante estes dias. Assim eu tive bastante tempo para postar nas redes sociais muitos selfies, como quando fui naquele restaurante bacana, e tirei foto da comida antes de partir para cima do prato. Todos os meus amigos viram, mas sei que alguns ficaram com inveja e não curtiram. Acho até que vou apagá-los da minha lista. Realmente são invejosos pois não custa nada dar um joinha nas fotos de sorvetes, bolos, cachorro-quente, sanduíche e até macarronada que eu posto! Tudo bem que foram muitos, mas o que é que tem? Achei que havia algo de errado e quando postei alguns versículos ninguém nem gostou. 
Por isso mudei de foco e retransmiti várias fotos de gatinhos e de paisagens com por-do-sol, praias e montanhas, flores e jardins com mensagens de auto-ajuda: aí sim, dessas o pessoal gostou... nem ligaram se são mensagens de Gandhi, do “papa”, de “madre” Tereza, de “são” Nicolau, de Lênin, de Jorge Amado, Dorival Caymmi, Zé Cabaleiro ou de Alan Kardec... e algumas que eu mesmo inventei.
Ainda bem que Jesus não voltou enquanto eu pensava nessas coisas. Eu não teria forças nem para ver o que estava acontecendo, porque ainda estou cansado da festa junina que teve na minha igreja. Tudo para Jesus, é claro.
Havia bandeirinhas enfeitando tudo, todo mundo usava calça remendada e camisa xadrez! Só cantamos o louvorzão em ritmo de forró e country. A adoração atingiu o ápice quando todo mundo dançou em roda, em volta de uma fogueira de mentirinha, feita de papel celofane e cartolina. E no final do culto todos comeram canjica, pipoca, milho assado e pamonha. Não houve tempo para pregação nem evangelização, e ninguém se decidiu ao lado de Jesus, mas no nosso coração temos certeza de que foi tudo feito para glória de Deus e para manter os jovens na igreja. Mesmo que por trás de tudo estivessem as festas de “são” João.
Estou feliz de que Jesus não tenha aparecido nas nuvens ainda. Não tenho tido tempo de ler a Bíblia, nem de estudar o que Ele falou sobre o fim dos tempos. Não tenho paciência para ler livros cristãos: eles são muito profundos e me fazem pensar demais. Eles me deixam preocupado. Eles vivem me cobrando mais responsabilidade, mais vida cristã, mais testemunho. Me contento em saber que meu pastor disse que ninguém sabe direito sobre esse negócio de arrebatamento, e que a volta de Jesus pode ser interpretada de forma simbólica. Ele falou que é para a gente não se preocupar com essas coisas. Aí sim fico mais sossegado e posso me concentrar em outras coisas.
Me deu um certo alívio ao ver que a maioria das pessoas da igreja ainda está por aqui, teclando nas redes sociais e mandando torpedos, atualizando perfis, compartilhando piadinhas! Isso prova que Jesus não voltou, senão as teria arrebatado. São pessoas tão boas! Quase nunca faltam aos cultos, estão sempre nas atividades da igreja, dão o dízimo toda semana, participam da ceia, tocam no louvor, e as que não tocam no louvor, dançam! Não poderiam ficar para trás. Se elas sumissem de repente, eu acreditaria que Jesus voltou. A menos que elas não sejam o que parecem ser...
Ainda bem que Jesus não voltou nesses últimos dias.
Ou voltou???

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sábado, 22 de dezembro de 2012

E o mundo não acabou

Este fim de ano de 2012 realmente foi muito peculiar. Em vez de comerciais de lojas ofuscarem o verdadeiro significado do Natal, isto é, da vinda de Jesus Cristo a este mundo para salvar e resgatar os que se haviam perdido – como sempre fazem – em vez dos já
batidos programas do Discovery, do National Geographic e do History Channel sobre os “reis magos” e explicações “científicas” sobre a estrela de Belém, vimos uma enxurrada de documentários sobre o “apocalipse maia”.
Ou seja, desta vez, a esperança de renovação e de uma vida plena de felicidade e satisfação – porque Jesus veio ao mundo – não desapareceu soterrada sob a árvore de natal e presentes do Papai Noel, mas sim debaixo de escombros incandescentes de um planeta devastado.
Cientistas, quase-cientistas e editores de documentários de TV de todo o mundo se esforçaram para imaginar cenários onde meteoros caem, terremotos e tsunamis sacodem o planeta, e epidemias acabam com a civilização em questão de dias – isso quando não ocorre um ataque de alienígenas. E aí tentam sugerir alternativas de sobrevivência, como estocar alimentos, reciclar a urina para beber depois e aprender a usar vários tipos de armas. Mas essas previsões não são as únicas. 
Outros, como videntes e religiosos, têm concepções diferentes do que ou como seria o “fim do mundo”.
Para os espíritas, a Terra vive um momento de transição, saindo de “uma fase onde impera mal para um mundo um pouco mais feliz”. Para o vice-presidente da Federação Espírita Brasileira, Geraldo Campetti Sobrinho, o bem venceria em outro mundo, mas não é possível precisar uma data como na profecia maia. “Allan Kardec (fundador do espiritismo moderno), em sua época, dizia que o processo de renovação da Terra já havia iniciado. Estamos todos sendo testados individualmente nesse momento de transição”, explica Sobrinho.
De acordo com Gamal Foaud El Oumari, vice-presidente da Comunidade Muçulmana do Paraná e membro do Instituto Brasileiro de Estudos Islâmicos, os muçulmanos professam que apenas Allah sabe ao certo quando o mundo ruirá. Algumas profecias se concretizarão, mas os muçulmanos “devem saber diferenciar a profecia divina da mundana, que é proferida pelos seres humanos. A profecia maia é vista dessa forma e não mereceria crédito”. Bem parecido com o ponto de vista cristão. Mas no final de tudo, na crença muçulmana, Allah virá para acabar com a injustiça e a opressão. Imam Mahdi, último sucessor do profeta Mohammad, viria junto com Jesus Cristo, para apoiá-lo a combater as injustiças na Terra.
No Budismo, não existe uma menção específica ao fim do mundo. Entretanto há uma teoria similar ao que seria o Apocalipse das religiões Cristãs. A “era Mappou” significa término ou final - um momento de transformação, em cenário “atemporal” no qual os ensinamentos, práticas e efeitos do “Dharma” (lei natural) se ocultariam em função da ignorância dos seres.
Diferentemente das religiões cristãs, os judeus não acreditam que um Messias já tenha passado pela Terra. Portanto, na visão judaica, não existe isso de “volta de Jesus”, pois o Messias ainda está por vir para preparar os humanos para uma nova fase, na qual o mundo seria mais elevado, e a natureza, transformada. “Antes disso, ainda acontecerá a ressurreição dos mortos, onde os justos são resgatados para viver essa época”, afirma o rabino Hugo Gitz. Segundo ele, não há uma data prevista para esse acontecimento. Mas para a maioria dos cristãos, o “fim do mundo” está ligado à Segunda Vinda de Cristo e à instauração de uma nova terra e um novo céu. “A data desse acontecimento ninguém conhece, somente Deus sabe. É a restauração de Israel, depois do exílio da Babilônia e entendido como nova etapa da história do povo, governado por Deus”, afirma o teólogo e professor da PUC-RJ Isidoro Mazzarolo.
Essa visão é compartilhada por muitos cristãos evangélicos, principalmente as do ramo pentecostal. De acordo com uma pesquisa encomendada pela CNN e pela revista Time, aproximadamente um terço dos 50 milhões de evangélicos americanos acredita que o fim do mundo está próximo, e que Israel terá um papel central no “desencadeamento dos eventos apocalípticos”. Embora ninguém saiba exatamente quando acontecerá o fim do mundo, muitos crentes nos Estados Unidos estão estocando alimentos e outros utensílios como forma de preparação para um possível fim do mundo em 2012.
Eu não entendo isto, pois se a Bíblia diz que os crentes serão arrebatados para escapar do juízo, o que esse pessoal está pensando, se estão se preparando para suportar bravamente “o Apocalipse”? Será que não têm fé suficiente para crer que serão arrebatados, ou crêem que a Igreja passará pela tribulação apocalíptica que varrerá o mundo?
O Diabo, eterno inimigo de Deus, sabe que o tempo é curto. Ele tem noção, mais do que muitos cristãos, de que o inferno é uma realidade que o aguarda, pois é um lugar que Deus reservou para o seu castigo. Jesus, que não era bobo nem iludido, disse que o inferno existe e qual a sua finalidade: “... o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos” (Mateus 25:41). Por isso Satanás tenta, desde a sua primitiva rebelião, atrair para sua companhia, aqui e no futuro, o máximo de criaturas que puder, pois assim pretende escarnecer de Deus – exatamente como fazem hoje ateus, agnósticos e outros que insistem em dizer: “não existe Deus”, “não existe inferno”, “não existe eternidade”.
Felizmente, são uma minoria deste mundo tresloucado, mas a cada dia parecem ganhar mais espaço na mídia e assim dão visibilidade a suas heresias. Mal sabem que estão fazendo o serviço do Diabo, e apenas criam uma cortina de fumaça que esconde a verdadeira face de seu destino infeliz. Um bom número anda seguindo por essa trilha feita de areia movediça. Uma hora afundam e aí não há mais nada a fazer.
Mas veja que a maioria das pessoas – como atestam os representantes das diversas religiões – já percebeu que, do jeito que está, alguma coisa vai acontecer, se não agora, em breve, pois a situação está insustentável. Os que têm a Bíblia como Verdade sabem que as profecias ali contidas se cumprirão, pois as anteriores à nossa época se cumpriram nos mínimos detalhes. Basta ver as previsões dos profetas sobre a primeira vinda de Jesus: desde o seu nascimento, sua morte na cruz (quando os judeus nem mesmo conheciam ou praticavam essa forma de condenação), tudo pode ser comprovado mediante um estudo do “antes” (no Antigo Testamento) e no “depois” (no Novo).
Os que crêem na Bíblia como Palavra Viva do Deus Vivo sabem que são furadas as profecias de uma civilização como a dos maias. Como pergunta Samuel Fernandes, “em quê a civilização maia – um povo pagão, ensopado no caldeirão das trevas, aterrorizado por demônios ,sem qualquer chance de ser liberto pelo sangue redentor de Jesus Cristo – era mais espiritualmente evoluída do que a nossa?”
A prova está aí. 21 de dezembro de 2012 veio e passou, e nada aconteceu. “Profecias” furadas. Fail, como diz o pessoal do “Face”.
Assim como aquela de 31 de agosto de 1999, fixada por Nostradamus, talvez o mais notório picareta da História, como o dia em que o mundo acabaria. Duvida? Veja aqui, e aqui, para ficarmos só nessas.
É por isso que não vale a pena ficar perdendo tempo com essas adivinhações bizarras e sem sentido, que só servem para vender livros e filmes-catástrofes.
Mais proveitoso é viver vigiando, de olhos e ouvidos bem abertos para evitar o canto da seria satânica que nos afasta de Deus, e ouvir o toque da trombeta que marcará não o fim do mundo, mas o fim do domínio do mal sobre nossas vidas. Isto é muito diferente de ficar viajando em profecias genéricas de povos extintos, ou em adivinhações esotéricas de magos medievais. Como temos dito várias vezes, as profecias bíblicas são dignas de crédito porque vêm se cumprindo cabalmente ao longo dos séculos. Comprove aqui, aqui, e aqui.
Por isso podemos ter certeza de que, quando a trombeta soar, “os mortos serão ressuscitados incorruptíveis, e nós seremos transformados” (I Coríntios 15:52); então, “seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor” (I Tessalonicenses 417).
Quando isto acontecerá, não sabemos, nem nos importamos. O que interessa é que acontecerá.
Quem viver, verá. E quem não viver, saberá, mais cedo ou mais tarde.
Você está preparado(a)? Seus ouvidos estão atentos?

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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Quando será o arrebatamento?

Aproveitamos a falácia sobre o anunciado fim do mundo para 21 de dezembro de 2012 para mostrar que o mundo não só não vai acabar, como também não estamos autorizados a marcar datas para “o Apocalipse”, a segunda vinda de Cristo e principalmente o arrebatamento. Até mesmo porque vimos como funciona a doutrina da iminência, na qual o arrebatamento está incluso. Sabemos que ele ocorrerá, com certeza, porque a Bíblia assim diz, e que logo após se iniciará o juízo de Deus sobre a Terra, chamado de Tribulação ou Grande Tribulação.
É nesse período que ocorrerá a maioria dos eventos narrados em Apocalipse, portanto, os cristãos não precisam se preocupar com eles. Todos esses artigos aqui publicados servem apenas para alertar que a época está próxima, conforme podemos ver pelos sinais que Jesus informou previamente. O que nos cabe é esperar o momento em que a trombeta tocará, nos chamando para subir (Apocalipse 4:1).
Lemos em I Tessalonicenses 1:10:  “...e para aguardardes dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, Jesus, que nos livra da ira vindoura”. De que ira se trata aqui? Da ira de Deus que começará com a Grande Tribulação, pois ela será o juízo de Deus sobre o mundo de incredulidade e maldade. É o que lemos em Apocalipse 6:15-17: “Os reis da terra, os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos, e todo escravo e todo livre se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes, e disseram aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono, e da ira do Cordeiro, porque chegou o grande dia da ira deles; e quem é que pode suster-se?”
A Igreja de Jesus será preservada dessa ira do Senhor, que terá seu início no tempo da Grande Tribulação. Pois, como filhos de Deus, já estivemos sob a ira de Deus e Seu juízo: isso aconteceu na cruz do Calvário, onde o Senhor Jesus tomou vicariamente sobre si nosso juízo e a ira de Deus. Por isso, todo homem que pertence a Jesus está justificado diante de Deus e não passará pela Grande Tribulação, nem pelo Juízo Final. Está dito em I Tessalonicenses 5:9-10: “...porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós para que, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos em união com ele”.
Alguns autores, como o respeitado Russell Shedd, acham que a Igreja passará pela tribulação, como uma forma de “purificação”. Segundo pensam, quando Jesus afirma que “o evangelho do reino será pregado a todas as nações”, “então virá o fim”. Segundo esse raciocínio, logo em seguida “aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão vir o Filho do homem sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória”. Afirmam que nesse momento aconteceria o arrebatamento e os crentes, logo após subirem para encontrar com o Senhor nos ares, retornariam imediatamente para a batalha do Armagedom. Ora, todo este arrazoado está equivocado, por uma simples razão. O sermão profético registrado em Mateus 24 e 25 foi dito a Israel e aos judeus, e não à Igreja, a qual na ocasião ainda era um mistério oculto em Deus, e não havia ainda sido estabelecida (o que só ocorreria em Atos cap. 2). Para mais detalhes dessa exposição, leia aqui. Além do mais, tal teoria não dá tempo hábil para as bodas do Cordeiro e para o julgamento das obras dos crentes, cf. I Coríntios cap. 3.
As bodas do Cordeiro têm uma bela ilustração na história do casamento de Isaque: depois que Eliézer (símbolo do Espírito Santo) traz Rebeca (símbolo da Igreja) até Isaque (símbolo de Jesus), este sai de sua tenda (símbolo do céu), vem ao encontro dela no meio do caminho, e depois de recebê-la, leva-a para habitar consigo. Cf. Gênesis 24.
Que o arrebatamento ocorrerá antes da Grande Tribulação também é mostrado na história de Gideão. Lemos em Juízes 7:19-20: “Chegou, pois, Gideão, e os cem homens que com ele iam, às imediações do arraial, ao princípio da vigília média, havendo-se havia pouco trocado as guardas; e tocaram as trombetas, e quebraram os cântaros, que traziam nas mãos. Assim as três companhias tocaram as trombetas e despedaçaram os cântaros; e seguravam nas mãos esquerdas as tochas e nas mãos direitas as trombetas que tocavam; e exclamaram: Espada pelo Senhor e por Gideão!”
As trombetas e os cântaros quebrados são uma figura da transformação e do arrebatamento. "Ao princípio da vigília média" é o tempo em torno da meia-noite. Em Mateus 25:6 lemos: “Mas, à meia-noite, ouviu-se um grito: Eis o noivo! saí ao seu encontro”. Sabemos que, em nossos dias, nos aproximamos dessa hora da meia-noite. Os sinais dos tempos e Israel apontam para isso claramente. Trata-se também do tempo em que o mundo das nações está colocando "guardas" contra Israel, como os midianitas o fizeram naquela época (Juízes 7:19). Isso levará, no final das contas, à batalha dos povos em Armagedom, no final da Tribulação.
Atualmente, Israel está perdendo cada vez mais sustentação. A conquista de Jerusalém e a destruição de Israel continuam fazendo parte do plano dos inimigos do povo de Deus. Mas antes desse último período anticristão será ouvida a trombeta de Deus e a Igreja de Jesus será arrebatada.
O que acontecerá com os crentes por ocasião do arrebatamento? Um grande milagre: seremos libertados da nossa carne, ou seja, do nosso corpo terreno. I Coríntios 15:52-53 descreve assim esse momento: “...num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade”.
Somente então, depois do arrebatamento, estaremos livres do pecado. Não será mais possível pecar, mas em nós resplandecerá exclusivamente a clara luz da obra de Jesus Cristo e todos nos amaremos uns aos outros. Não será maravilhoso estar finalmente liberto da carne pecaminosa? Pois, quantas vezes já choramos por causa do pecado que em nós habita? Quanto trabalho já nos deu nossa carne pecaminosa, a nós que queremos andar no Espírito?
Também Paulo chorou por isso e testemunha em Romanos 7:18: “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum. Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo nos meus membros outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros”.
Enquanto vivermos, o espírito e a carne estarão em constante confronto. Por isso, é tão importante ficar cheio do Espírito (Efésios 5:18), andar no Espírito e deixar que o Espírito nos governe. Nossa carne é receptiva para o pecado, e também para a enfermidade e a morte. Isso acabará no momento do arrebatamento, quando formos transformados e recebermos um corpo espiritual, quando o mortal se revestir da imortalidade (I Coríntios 15:54).
E essa transformação por ocasião do arrebatamento, ao soar da trombeta, pode ser vista alegoricamente no caso de Gideão. Os homens mantinham a luz das tochas escondidas dentro dos cântaros. Mas no momento em que começaram a tocar as trombetas, os cântaros foram quebrados e as tochas iluminaram tudo. Isso é uma alegoria do arrebatamento. A luz de Cristo ainda está escondida em nosso corpo, pois somos como cântaros (vasos) que carregam em seu interior a luz do Evangelho. O Senhor Jesus é a luz do mundo, e disse àqueles que O aceitaram: “Vós sois a luz do mundo” (Mateus 5:14). Por enquanto essa luz ainda é escondida pelo vaso da nossa carne. Mas, no momento em que a trombeta de Deus tocar, nosso corpo será transformado e seremos arrebatados ao encontro do Senhor Jesus, para estarmos com Ele para sempre.
Então, tudo será somente luz. Tudo resplandecerá em Sua glória. Não haverá mais pecado, porque o vaso da nossa carne não estará mais presente. Em 1 Coríntios 15.50 está escrito que “carne e sangue não podem herdar o reino de Deus”. Por isso, seremos transformados, pois o cântaro do nosso corpo tem que ser quebrado. Somente por ocasião da transformação e do arrebatamento se tornará visível o que a Bíblia diz em Mateus 13:43: “Então os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai”.
É por isso que não devemos dar atenção aos anunciados “fins do mundo”, calendários maia, asteca, tibetano e o que mais vier. Somente precisamos ter em mente que a trombeta pode soar a qualquer instante, sem aviso, e esta é a razão de estarmos sempre atentos para não sermos deixados para trás.

Com base no livro Gideão - Uma Mensagem de Alerta.

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sexta-feira, 2 de março de 2012

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NOTA:
Escrevi este texto, com base no livro “Gideão - Uma Mensagem de Alerta”, da Chamada da Meia Noite, exclusivamente para publicação no blog “Este Mundo Jaz no Maligno”. É um resumo, um tipo de adaptação para o formato de blog. Depois pensei em republicá-lo aqui, na seqüência da série “Doa a Quem Doer Vai ao Cinema”. Mas aí aparece um sujeito que pega o texto no “Este Mundo Jaz no Maligno” e o publica - sem autorização nem citação da fonte, como costuma fazer esse pessoal - e espalha pela Internet e agregadores de conteúdo. De modo que esta pequena introdução serve apenas para informar que este é o texto original, não a cópia pirata que circulou há pouco tempo. Esclareço que não ganho nada com isso, mas que um pouco de respeito ao trabalho alheio seria bom na blogosfera, ainda mais na que se diz “evangélica”.
Mas vamos lá.
O filme “300” mostra a epopéia de um grupo de soldados de Esparta contra a invasão persa, ocorrida em 481 a.C. Trata-se de uma história que marcou o momento em que os gregos deixaram de ser uma confederação de cidades inimigas e formaram um grande império, como profetizado por Daniel um século antes (leia Daniel, caps. 7 e 8).
Mas a Bíblia fala de outros 300 homens, igualmente decisivos, que viveram 700 anos antes dos heróis espartanos, quando Israel era governado pelos Juízes: época de adaptação à terra de Canaã, um período em que as pessoas resolveram que era melhor fazer o que lhes dava na cabeça: “Naqueles dias não havia rei em Israel; cada um fazia o que parecia bem aos seus olhos.” (Juízes 21:25).  O resultado dessa rebeldia foi que Deus deixou que os israelitas sofressem nas mãos de diversos opressores. Houve então um homem chamado Gideão, que Deus usou para libertar Israel dos vilões do momento, os midianitas (da terra de Midiã).
A história é contada nos capítulos 6 a 8 do livro de Juízes. Depois que Deus chamou Gideão, este juntou um grande exército para combater os midianitas. Mas Deus lhe disse que era muita gente, e que se a guerra fosse travada dessa forma, os soldados iriam dizer que foram eles que tinham vencido. Por isso Deus disse que queria um exército bem menor. E veja como Ele determinou quem deveria ficar para a batalha e quem deveria retornar para casa...
Juízes 7.5-6: “Fez Gideão descer os homens às águas. Então o Senhor lhe disse: Todo que lamber as águas com a língua, como faz o cão, esse porás à parte; como também a todo aquele que se abaixar de joelhos a beber. Foi o número dos que lamberam, levando a mão à boca, trezentos homens; e todo o restante do povo se abaixou de joelhos a beber as águas”.
300 homens estavam determinados a alcançar o objetivo e não perderam tempo se abaixando para beber, mas pegaram água com a mão levando-a à boca. Aí imaginamos o que Pedro quis dizer ao falar sobre o dia da volta de Jesus, advertindo a Igreja: “...esperando e apressando a vinda do dia de Deus” (II Pedro 3:12). Temos essa mesma atitude diante da volta de Jesus? É Sua vontade que estejamos alertas, como Ele diz em Lucas 12:35-36: “Cingidos estejam os vossos corpos e acesas as vossas candeias. Sede vós semelhantes a homens que esperam pelo seu senhor, ao voltar ele das festas de casamento; para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram”.
Mas facilmente ficamos ocupados com besteiras! Alvos pessoais, conta bancária, indiferença, pecados de estimação... coisas que nos fazem perder o alvo. Nos dias de Gideão também havia muitos com os olhos voltados para as coisas do seu tempo, ao invés de olharem para o Senhor e Sua tarefa. “Cada um fazia o que parecia bem aos seus olhos”.
Muitos se ajoelharam prazerosamente junto à água para descansar. 10.000 pretendiam ir à guerra, mas no final não puderam porque tinham dobrado seus joelhos diante das coisas do presente. Esse foi o sinal exterior de que não estavam preparados interiormente. O Senhor conhece nossa estrutura, e nos exorta: “Portanto não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? ou: Com que nos vestiremos? porque os gentios é que procuram todas estas cousas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas cousas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:31-33).
Se, ao final, observarmos o comportamento daqueles 300 que beberam rapidamente, para não perderem tempo na realização da tarefa, percebemos que eles não eram mais inteligentes nem melhores, nem mais fortes ou corajosos do que os outros – mas estavam livres e dispostos a servir. Com ardente zelo, eles tinham em mente exclusivamente o objetivo de Deus. Não tinham mais outros alvos, mas seu coração era voltado inteiramente para a causa de Deus.
Você está disposto a lançar fora e deixar de lado tudo aquilo que o atrapalha? Se o Senhor perguntasse a você neste momento: “Você quer fazer parte dos covardes e medrosos?”, você certamente responderia com um definitivo “Não!” Então, aja de acordo e lance fora o medo em nome de Jesus! E, se Ele continuasse perguntando a você: “Olhe, sobraram 10.000: você quer pertencer àqueles que se ocupam em primeiro lugar com as coisas terrenas, ou prefere estar entre os 300 que levaram consigo somente as ‘provisões’ necessárias e a ‘trombeta’?”, qual seria a sua resposta? ... que você responda agora com coração sincero: “Senhor, também quero fazer parte desses 300. Quero estar preparado para quando vieres”!
Juízes 7:16,19-20 diz: “Então repartiu os trezentos homens em três companhias, e deu-lhes a cada um nas suas mãos trombetas, e cântaros vazios, com tochas neles... Chegou, pois, Gideão, com seus cem homens, às imediações do arraial, ao princípio da vigília média, quando os midianitas acabaram de trocar as guardas; e tocaram as trombetas, e quebraram os cântaros, que traziam nas mãos. Assim tocaram as três companhias as trombetas e despedaçaram os cântaros; e seguravam nas mãos esquerdas as tochas e nas mãos direitas as trombetas que tocavam; e exclamaram: Espada pelo Senhor e por Gideão!”
O que aconteceu? Os homens tinham tochas escondidas nos cântaros. Mas, exatamente no momento em que tocaram as trombetas, os cântaros foram quebrados e a luz das tochas iluminou tudo: uma alegoria da transformação do arrebatamento. A luz de Cristo está em nós; somos como cântaros (vasos) que carregam a luz do Evangelho. Jesus é a luz do mundo, e disse àqueles que O aceitaram: “Vós sois a luz do mundo” (Mateus 5:14). Por enquanto essa luz ainda está escondida, em maior ou menor grau, pelo vaso da nossa carne. Mas, no momento em que a trombeta de Deus for tocada para o arrebatamento, nosso corpo será transformado (como os cântaros que foram quebrados naquele tempo), e seremos arrebatados ao encontro de Jesus, para estarmos com Ele para sempre (I Tessalonicenses 4:17). Então, tudo será somente luz. Tudo resplandecerá em Sua glória. Não haverá mais pecado, porque o vaso da nossa carne não estará mais presente. Em I Coríntios 15:50 está escrito que “carne e sangue não podem herdar o reino de Deus”. Por isso, seremos transformados, pois o cântaro do nosso corpo tem que ser quebrado. Somente por ocasião da transformação e do arrebatamento se tornará visível o que a Bíblia diz em Mateus 13:43: “Então os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai”.
Somente depois de tocada a trombeta e quebrados os cântaros (arrebatamento) entrou em ação a espada do Senhor (Juízes 7:20): quando a luz das tochas iluminou o acampamento inimigo, os israelitas gritaram: "Espada pelo Senhor e por Gideão!" A “espada pelo Senhor”, porém, aponta profeticamente para o “dia do Senhor”, ou seja, para o tempo da Tribulação, na qual o Senhor vai julgar o mundo, porque as nações se ajuntarão contra Israel. Lemos em Jeremias 25:29: “...porque eu chamo a espada sobre todos os moradores da terra, diz o Senhor dos Exércitos”. E, como os midianitas fugiram apavorados e começaram a se matar (cf. Juízes 7:21-22), também durante a Tribulação as pessoas tentarão escapar do juízo da ira de Deus (Apocalipse 6:15-17). Antes, porém, a Igreja de Jesus será arrebatada e transformada. Leia mais sobre isto aqui
Diante da iminente retirada da Igreja de Jesus, você está disposto a tomar essa decisão, como Gideão e seus 300? Lemos em Juízes 7:8a: “Tomou o povo provisões nas mãos, e as trombetas. Gideão enviou todos os homens de Israel cada um à sua tenda, porém os trezentos homens reteve consigo”. A caminho do arrebatamento, leve somente as “provisões” - a Palavra de Deus, e prontidão para o arrebatamento; leve em conta que a trombeta será tocada em breve.
Você quer ser um desses “300”?

Baseado no livro Gideão - Uma Mensagem de Alerta. Publicado anteriormente no Este Mundo Jaz No Maligno.

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sábado, 9 de julho de 2011

Falsos profetas

O pastor Ricardo Gondim disse certa vez que a volta de Jesus é uma utopia (como você pode ver
aqui). Ele está num extremo, como alguns descrentes com os rumos da Humanidade, que perdem a esperança na redenção – não só a redenção da alma humana como na redenção da própria criação, conf. Romanos 8:19-22.
Na outra ponta estão os que se aventuram a calcular a data do retorno de Jesus, do arrebatamento e de outros acontecimentos previstos na Bíblia, e é desses que passamos a falar. Aliás, me arrisco a dizer que é por causa desses últimos que muitos dos primeiros se tornaram céticos.
Por exemplo: entre 1831 e 1844, William Miller, um pregador batista e ex-capitão do exército americano, lançou “o grande despertar do segundo advento”, baseado em seus estudos sobre Daniel 8:14 (“Ele me respondeu: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; então o santuário será purificado”), e calculou que Jesus retornaria em 22 de outubro de 1844. Pelo que percebo, ele fez a seguinte conta: deve ter tomado como base o ano em que Neemias recebeu permissão para reconstruir Jerusalém, presumindo que teria sido em 455 a.C. (na verdade, foi 445 a.C.), daí somou 2300 anos (assumindo que se trata de anos proféticos, como Daniel 9:25-27), e o resultado foi 1843 ou 1844, dependendo se incluiu o ano zero (entre 1 a.C. e 1 d.C.). Mas, quando Jesus não apareceu na data esperada, os seguidores de Miller experimentaram o que veio a se chamar “O Grande Desapontamento”.
Muitos caíram em profunda desilusão. Mas uns poucos se voltaram
para suas Bíblias e concluíram que a data de 22 de outubro era correta, mas que Miller tinha predito o evento errado. A profecia previa não o retorno de Jesus, mas sim “um ministério especial no céu para Seus seguidores”. Desse pequeno grupo que se recusou a desistir depois do grande desapontamento, surgiram vários líderes como Ellen White, apenas uma adolescente na época, mas que se tornou uma dotada escritora, oradora e administradora, e veio a ser a conselheira espiritual do que viria a ser a Igreja Adventista por mais de 70 anos até sua morte em 1915.Enquanto isso, Miller ia tentando estabelecer outras datas: 1847, 1850, 1852, 1854, 1855, 1863, 1877… Como se sabe, nenhuma previsão se confirmou.
Já Charles Russell afirmou que a volta de Jesus se daria em 1914. Mais tarde, adiou-a para 1918. Depois da sua morte, em 1916, seu sucessor, Joseph Rutherford, começou a proclamar que, segundo novos cálculos, a vinda de Cristo havia sido transferida para 1925… Nenhuma das predições se cumpriu, mas seus seguidores, intitulados “as testemunhas de Jeová”, temendo passar por mentirosas, resolveram voltar à primeira predição: Cristo teria voltado “em espírito”, em 1914, como Russell havia predito a princípio. Divulgaram que a I Guerra Mundial era o Apocalipse, mas como teve depois a Segunda, muito pior, disseram então que a Primeira tinha sido só "o princípio das dores"... e seguem remendando profecias até hoje.
Willian Branham, líder do Tabernáculo da Fé — o “Mensageiro do Apocalipse” —, garantiu que a volta do Senhor se daria em 1977. Pregava que seu ministério perduraria até este ano. Mas, para a frustração de seus fiéis seguidores, ele morreu em 1965, doze anos antes da data anunciada. Pelo menos escapou da vergonha de ter que dar explicações!
E. Edgar Whisenant previu que o arrebatamento da Igreja aconteceria em 12 de setembro de 1988. Seu livreto “Tempo Emprestado: 88 Razões Por Que o Arrebatamento se Dará em 1988” era baseado em cálculos matemáticos “precisos” e vendeu mais de 4 milhões de cópias. Seu sistema de cálculo era o seguinte: como Jesus iniciou Seu ministério terreno, segundo Whisenant, em 28 d.C., e o número 7 é o número da perfeição, e 280 é o número de dias de uma gestação, multiplicamos 280 x 7 e obtemos 1988, o dia em que se completará a gestação da Igreja de Cristo (não sei como ele conseguiu essa data, pois 280 x 7 = 1960; será que depois ele somou os primeiros 28 anos de Jesus antes de iniciar o ministério? Vai saber...). Em todo caso, esse era perfeito para uma instituição psiquiátrica, e como o arrebatamento não aconteceu, Whisenant sequer pediu desculpas, mas afirmou que se esquecera de um detalhe: fizera seus cálculos até o ano de 1988, enquanto Roma deixara de lado o ano zero. Houve, portanto, no primeiro século, apenas noventa e nove anos. E Jesus voltaria, então, em 30 de setembro de 1989! Não estou entendendo mais nada.
Bang-Ik Ha, um jovem profeta da Missão Mundial Taberah, tinha razões “mais convincentes” para afirmar que Jesus viria em outubro de 1992. Não chegara a essa conclusão apenas por meio de cálculos matemáticos. Ele mesmo fora ao céu várias vezes e recebera “diretamente de Deus” mensagens específicas sobre o futuro do planeta Terra. Vários panfletos alusivos ao acontecimento foram distribuídos pela missão, e a notícia espalhou-se pelo mundo. Até um livro, intitulado “O Último Plano de Deus”, foi publicado, com o intuito de provar “biblicamente” que a vinda de Jesus se daria na data mencionada. Esse é tão tosco que nem achei fotos pra mostrar.
Valnice Milhomens, auto-proclamada “apóstola”, profetizou que Jesus voltaria em um sábado de 2007, possivelmente 07/07/2007. Até onde se sabe, nada aconteceu nesse dia. Embora os argumentos sejam interessantes, nada aconteceu e a "apóstola" retirou o vídeo do Youtube.
Neuza Itioka também entrou na onda profética e arriscou seu palpite: após assistir a um filme na internet, ficou preocupada com o que seria a “Nova Ordem Mundial”, supostamente criada pelas 13 famílias mais ricas do mundo, a ordem dos Illuminatis, que estaria trabalhando junto à ONU para acelerar a vinda do Anticristo. Segundo ela, haveria tempos difíceis para os cristãos, até a volta de Jesus em 2017 ou 2018, quando Cristo inauguraria “seu reinado do milênio”. Ela também previu a eliminação de 90% da população mundial. Essa teoria se baseia numa “profecia” de um certo Rabino Ben Samuel, morto em 1217, que teria dito que 2017 seria um ano especial para Israel. Duvida? Veja aqui.
Harold Camp, depois de quebrar a cara em 1994, quando anunciou o arrebatamento para 6 de setembro, disse que Jesus voltaria em 21 de maio de 2011. Como a data passou e não houve nada, ele disse que o juízo teria acontecido no mundo espiritual, e que o pau ia quebrar mesmo em 21 de outubro. Mas, como vimos, ou melhor, não vimos, zero acontecimentos.
Na verdade, o próprio Senhor Jesus asseverou que “daquele dia e hora ninguém sabe” (Mateus 24:36). “Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder” (Atos 1:7), afirmou ainda. É evidente que Ele, que é o Todo-Poderoso (Mateus 28:18; Apocalipse 1:8), sabe o dia e a hora de sua volta! Quem não o sabe somos nós. Paulo afirmou: “acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos escreva” (1 Tessalonicenses 5:1).
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