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domingo, 13 de julho de 2014

Ainda bem que Jesus não voltou

Ainda bem.
Eu teria ficado para trás, porque me distraí vendo todos os jogos de futebol que pude. Afinal, é empolgante assistir a toda a movimentação das torcidas antes, durante e depois dos jogos; ver os comentários dos mais abalizados jornalistas esportivos, e os palpites dos zé-manés que passavam pela rua, doidos para aparecer na televisão. Os vitoriosos comemorando e os derrotados chorando. A torcida aplaudindo e a torcida vaiando. Ah, sim, e também as análises dos entendidos depois, até tarde da noite, as resenhas, os replays dos lances mais perigosos, das faltas mais violentas,dos gols mais bonitos, das falhas mais clamorosas, dos impedimentos não marcados e dos penalties duvidosos, dos closes nos torcedores mais exaltados... ainda bem. Eu nem teria percebido que Jesus voltara.
Ainda bem que a trombeta não soou nesses últimos dias (eu acho). Eu não teria ouvido, pois estava muito ocupado discutindo a situação política do país. Eu precisava convencer os meus conhecidos de que a minha opção política é a melhor, e que eu sei a solução para todos os problemas. É claro que eu sei o nome de todos os corruptos, sei como resolver a questão da Educação, da Saúde, dos Transportes e da inflação. Eu tenho a solução para a crise econômica! É muito simples! Não sei como as pessoas ainda não sabem, por isso precisei gastar horas e horas em debates intermináveis explicando quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha. Fiquei aliviado quando me dei conta de que a trombeta ainda permanecia silenciosa (acho).
Respirei mais calmo quando pensei que o arrebatamento da Igreja não aconteceu nessas últimas semanas. Eu teria perdido o momento, pois precisava atualizar meus e-mails, meus posts no Facebook e no Twitter, e ver as mais recentes piadinhas da web e do WhatsApp. Precisava ver os últimos vídeos de gente idiota escorregando na rua, caindo na praia, capotando de balanços e escorregadores nos parques de diversão, e rir das pegadinhas mais bestas que se pode imaginar. Eu tinha que saber quais eram os memes da hora. Não podia correr o risco de ficar “por fora”, senão o que diriam os meus amigos?
Eu achei bom que o dia do retorno de Jesus a esta Terra ainda não chegou, porque eu teria perdido. É que eu precisava assistir aos últimos capítulos da novela. Sabe como é, o pessoal fala que é coisa do diabo e coisa e tal, mas se eu não sei o que as pessoas estão vendo e comentando, como posso interagir com elas? Como poderia haver melhor razão para iniciar um assunto do que o capítulo de ontem? É só fazer de conta que não tinha nenhuma cena de traição, de violência gratuita, ou de beijo gay. A gente passa por cima dessas coisas secundárias. O que importa é ter o que conversar com os outros.
Ainda bem que Jesus ainda não voltou, pois eu precisava assistir aquele DVD com o show gospel daqueles levitas adoradores que mandam a gente tirar o pé do chão e depois botar a cara no chão. É muita unção! Só de assistir ao vídeo a gente fica todo suado. Dizem que antigamente, na adoração a gente ficava arrepiado, mas agora são outros tempos... e também precisei ver aquele filme de super-heróis que há muito tempo anunciavam que ia estrear. Durante aquelas horas diante da telona pude descansar um pouco e me divertir com as aventuras rocambolescas e completamente fantasiosas, sem me importar em imaginar que, em sendo arrebatado aos céus, veria coisas muito além de qualquer imaginação humana. Se bem que naquela nova série de TV também apareceram algumas cenas tão cheias de efeitos especiais que nem sei se é possível haver algo mais esplendoroso.
Espero que Jesus ainda demore a voltar, pois ainda quero ir àquele show gospel, daquele cantor famoso que, aliás, estava no jogo do Brasil, ele até apareceu na televisão no meio da torcida, com camisa amarela e tudo. Ainda bem que ele não é daqueles antiquados que diziam que não deveríamos nos envolver com futebol. Imagina só... tantos jogadores e ex-jogadores que quando fazem gol levantam a mão para o céu... por isso eu quero ir no show gospel daquele cantor, ainda mais se for no estádio de futebol. Tudo bem que depois que o Brasil perdeu ele apagou de seu site as próprias fotos do dia do jogo e passou a falar que devemos orar por Israel, mas se ele vai ao estádio eu também posso.
Eu fiquei sossegado ao perceber que Jesus não havia voltado durante estes dias. Assim eu tive bastante tempo para postar nas redes sociais muitos selfies, como quando fui naquele restaurante bacana, e tirei foto da comida antes de partir para cima do prato. Todos os meus amigos viram, mas sei que alguns ficaram com inveja e não curtiram. Acho até que vou apagá-los da minha lista. Realmente são invejosos pois não custa nada dar um joinha nas fotos de sorvetes, bolos, cachorro-quente, sanduíche e até macarronada que eu posto! Tudo bem que foram muitos, mas o que é que tem? Achei que havia algo de errado e quando postei alguns versículos ninguém nem gostou. 
Por isso mudei de foco e retransmiti várias fotos de gatinhos e de paisagens com por-do-sol, praias e montanhas, flores e jardins com mensagens de auto-ajuda: aí sim, dessas o pessoal gostou... nem ligaram se são mensagens de Gandhi, do “papa”, de “madre” Tereza, de “são” Nicolau, de Lênin, de Jorge Amado, Dorival Caymmi, Zé Cabaleiro ou de Alan Kardec... e algumas que eu mesmo inventei.
Ainda bem que Jesus não voltou enquanto eu pensava nessas coisas. Eu não teria forças nem para ver o que estava acontecendo, porque ainda estou cansado da festa junina que teve na minha igreja. Tudo para Jesus, é claro.
Havia bandeirinhas enfeitando tudo, todo mundo usava calça remendada e camisa xadrez! Só cantamos o louvorzão em ritmo de forró e country. A adoração atingiu o ápice quando todo mundo dançou em roda, em volta de uma fogueira de mentirinha, feita de papel celofane e cartolina. E no final do culto todos comeram canjica, pipoca, milho assado e pamonha. Não houve tempo para pregação nem evangelização, e ninguém se decidiu ao lado de Jesus, mas no nosso coração temos certeza de que foi tudo feito para glória de Deus e para manter os jovens na igreja. Mesmo que por trás de tudo estivessem as festas de “são” João.
Estou feliz de que Jesus não tenha aparecido nas nuvens ainda. Não tenho tido tempo de ler a Bíblia, nem de estudar o que Ele falou sobre o fim dos tempos. Não tenho paciência para ler livros cristãos: eles são muito profundos e me fazem pensar demais. Eles me deixam preocupado. Eles vivem me cobrando mais responsabilidade, mais vida cristã, mais testemunho. Me contento em saber que meu pastor disse que ninguém sabe direito sobre esse negócio de arrebatamento, e que a volta de Jesus pode ser interpretada de forma simbólica. Ele falou que é para a gente não se preocupar com essas coisas. Aí sim fico mais sossegado e posso me concentrar em outras coisas.
Me deu um certo alívio ao ver que a maioria das pessoas da igreja ainda está por aqui, teclando nas redes sociais e mandando torpedos, atualizando perfis, compartilhando piadinhas! Isso prova que Jesus não voltou, senão as teria arrebatado. São pessoas tão boas! Quase nunca faltam aos cultos, estão sempre nas atividades da igreja, dão o dízimo toda semana, participam da ceia, tocam no louvor, e as que não tocam no louvor, dançam! Não poderiam ficar para trás. Se elas sumissem de repente, eu acreditaria que Jesus voltou. A menos que elas não sejam o que parecem ser...
Ainda bem que Jesus não voltou nesses últimos dias.
Ou voltou???

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sábado, 9 de julho de 2011

Falsos profetas

O pastor Ricardo Gondim disse certa vez que a volta de Jesus é uma utopia (como você pode ver
aqui). Ele está num extremo, como alguns descrentes com os rumos da Humanidade, que perdem a esperança na redenção – não só a redenção da alma humana como na redenção da própria criação, conf. Romanos 8:19-22.
Na outra ponta estão os que se aventuram a calcular a data do retorno de Jesus, do arrebatamento e de outros acontecimentos previstos na Bíblia, e é desses que passamos a falar. Aliás, me arrisco a dizer que é por causa desses últimos que muitos dos primeiros se tornaram céticos.
Por exemplo: entre 1831 e 1844, William Miller, um pregador batista e ex-capitão do exército americano, lançou “o grande despertar do segundo advento”, baseado em seus estudos sobre Daniel 8:14 (“Ele me respondeu: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; então o santuário será purificado”), e calculou que Jesus retornaria em 22 de outubro de 1844. Pelo que percebo, ele fez a seguinte conta: deve ter tomado como base o ano em que Neemias recebeu permissão para reconstruir Jerusalém, presumindo que teria sido em 455 a.C. (na verdade, foi 445 a.C.), daí somou 2300 anos (assumindo que se trata de anos proféticos, como Daniel 9:25-27), e o resultado foi 1843 ou 1844, dependendo se incluiu o ano zero (entre 1 a.C. e 1 d.C.). Mas, quando Jesus não apareceu na data esperada, os seguidores de Miller experimentaram o que veio a se chamar “O Grande Desapontamento”.
Muitos caíram em profunda desilusão. Mas uns poucos se voltaram
para suas Bíblias e concluíram que a data de 22 de outubro era correta, mas que Miller tinha predito o evento errado. A profecia previa não o retorno de Jesus, mas sim “um ministério especial no céu para Seus seguidores”. Desse pequeno grupo que se recusou a desistir depois do grande desapontamento, surgiram vários líderes como Ellen White, apenas uma adolescente na época, mas que se tornou uma dotada escritora, oradora e administradora, e veio a ser a conselheira espiritual do que viria a ser a Igreja Adventista por mais de 70 anos até sua morte em 1915.Enquanto isso, Miller ia tentando estabelecer outras datas: 1847, 1850, 1852, 1854, 1855, 1863, 1877… Como se sabe, nenhuma previsão se confirmou.
Já Charles Russell afirmou que a volta de Jesus se daria em 1914. Mais tarde, adiou-a para 1918. Depois da sua morte, em 1916, seu sucessor, Joseph Rutherford, começou a proclamar que, segundo novos cálculos, a vinda de Cristo havia sido transferida para 1925… Nenhuma das predições se cumpriu, mas seus seguidores, intitulados “as testemunhas de Jeová”, temendo passar por mentirosas, resolveram voltar à primeira predição: Cristo teria voltado “em espírito”, em 1914, como Russell havia predito a princípio. Divulgaram que a I Guerra Mundial era o Apocalipse, mas como teve depois a Segunda, muito pior, disseram então que a Primeira tinha sido só "o princípio das dores"... e seguem remendando profecias até hoje.
Willian Branham, líder do Tabernáculo da Fé — o “Mensageiro do Apocalipse” —, garantiu que a volta do Senhor se daria em 1977. Pregava que seu ministério perduraria até este ano. Mas, para a frustração de seus fiéis seguidores, ele morreu em 1965, doze anos antes da data anunciada. Pelo menos escapou da vergonha de ter que dar explicações!
E. Edgar Whisenant previu que o arrebatamento da Igreja aconteceria em 12 de setembro de 1988. Seu livreto “Tempo Emprestado: 88 Razões Por Que o Arrebatamento se Dará em 1988” era baseado em cálculos matemáticos “precisos” e vendeu mais de 4 milhões de cópias. Seu sistema de cálculo era o seguinte: como Jesus iniciou Seu ministério terreno, segundo Whisenant, em 28 d.C., e o número 7 é o número da perfeição, e 280 é o número de dias de uma gestação, multiplicamos 280 x 7 e obtemos 1988, o dia em que se completará a gestação da Igreja de Cristo (não sei como ele conseguiu essa data, pois 280 x 7 = 1960; será que depois ele somou os primeiros 28 anos de Jesus antes de iniciar o ministério? Vai saber...). Em todo caso, esse era perfeito para uma instituição psiquiátrica, e como o arrebatamento não aconteceu, Whisenant sequer pediu desculpas, mas afirmou que se esquecera de um detalhe: fizera seus cálculos até o ano de 1988, enquanto Roma deixara de lado o ano zero. Houve, portanto, no primeiro século, apenas noventa e nove anos. E Jesus voltaria, então, em 30 de setembro de 1989! Não estou entendendo mais nada.
Bang-Ik Ha, um jovem profeta da Missão Mundial Taberah, tinha razões “mais convincentes” para afirmar que Jesus viria em outubro de 1992. Não chegara a essa conclusão apenas por meio de cálculos matemáticos. Ele mesmo fora ao céu várias vezes e recebera “diretamente de Deus” mensagens específicas sobre o futuro do planeta Terra. Vários panfletos alusivos ao acontecimento foram distribuídos pela missão, e a notícia espalhou-se pelo mundo. Até um livro, intitulado “O Último Plano de Deus”, foi publicado, com o intuito de provar “biblicamente” que a vinda de Jesus se daria na data mencionada. Esse é tão tosco que nem achei fotos pra mostrar.
Valnice Milhomens, auto-proclamada “apóstola”, profetizou que Jesus voltaria em um sábado de 2007, possivelmente 07/07/2007. Até onde se sabe, nada aconteceu nesse dia. Embora os argumentos sejam interessantes, nada aconteceu e a "apóstola" retirou o vídeo do Youtube.
Neuza Itioka também entrou na onda profética e arriscou seu palpite: após assistir a um filme na internet, ficou preocupada com o que seria a “Nova Ordem Mundial”, supostamente criada pelas 13 famílias mais ricas do mundo, a ordem dos Illuminatis, que estaria trabalhando junto à ONU para acelerar a vinda do Anticristo. Segundo ela, haveria tempos difíceis para os cristãos, até a volta de Jesus em 2017 ou 2018, quando Cristo inauguraria “seu reinado do milênio”. Ela também previu a eliminação de 90% da população mundial. Essa teoria se baseia numa “profecia” de um certo Rabino Ben Samuel, morto em 1217, que teria dito que 2017 seria um ano especial para Israel. Duvida? Veja aqui.
Harold Camp, depois de quebrar a cara em 1994, quando anunciou o arrebatamento para 6 de setembro, disse que Jesus voltaria em 21 de maio de 2011. Como a data passou e não houve nada, ele disse que o juízo teria acontecido no mundo espiritual, e que o pau ia quebrar mesmo em 21 de outubro. Mas, como vimos, ou melhor, não vimos, zero acontecimentos.
Na verdade, o próprio Senhor Jesus asseverou que “daquele dia e hora ninguém sabe” (Mateus 24:36). “Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder” (Atos 1:7), afirmou ainda. É evidente que Ele, que é o Todo-Poderoso (Mateus 28:18; Apocalipse 1:8), sabe o dia e a hora de sua volta! Quem não o sabe somos nós. Paulo afirmou: “acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos escreva” (1 Tessalonicenses 5:1).
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segunda-feira, 4 de julho de 2011

A volta de Jesus é...

O pastor Ricardo Gondim afirmou não crer no retorno físico de Jesus a esta Terra. Disse que o arrebatamento é uma falácia, e que a segunda vinda de Jesus é uma utopia, isto é, um sonho ou uma quimera, que nunca vai se realizar a não ser no plano metafísico ou idealista. Seria apenas um mito que nos impulsionaria a uma vida melhor.

Não sei o que o levou a pensar dessa forma – parece que se esqueceu das mais de cem passagens que afirmam, com todas as letras, que Jesus de fato vai voltar. Não sabemos quando, nem temos autorização para calcular a data, mas sabemos que vai acontecer.Senão vejamos.
O próprio Senhor Jesus disse: “Ouvistes que eu vos disse: Vou, e voltarei a vós” (João 14:28), no contexto da sua partida. Ele afirmou que iria preparar um lugar para nós, para que onde Ele estiver nós estejamos também. Isso quer dizer que Ele voltará para nos levar àquele lugar que Ele mesmo preparou. Isso é um mito?
Quando Ele partiu, os discípulos ficaram olhando para o alto, até que apareceram anjos que os consolaram, dizendo “Esse Jesus, que dentre vós foi elevado para o céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir” (Atos 1:11). Ou seja, assim como Ele subiu aos céus, assim retornará. Isso é uma utopia?
Ele mesmo afirmou que retornaria, e que devemos olhar para o alto. Em Mateus 24:27 Ele diz: “Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até o ocidente, assim será também a vinda do filho do homem”. Será que Ele estava brincando?
Paulo, a quem o próprio Senhor Jesus apareceu, escreveu que “Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor” (I Tessalonicenses 4:16-17). Seria isso uma fábula?
O apóstolo João disse que um dos sete anjos, um dos que tinham as sete últimas pragas, lhe mostrou a Cidade Santa, e depois lhe disse: “Estas palavras são fiéis e verdadeiras; e o Senhor, o Deus dos espíritos dos profetas, enviou o seu anjo, para mostrar aos seus servos as coisas que em breve hão de acontecer” (Apocalipse 22:6). Também escreveu que viu “... o Cordeiro em pé sobre o Monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que traziam na fronte escrito o nome dele e o nome de seu Pai”. (Apocalipse 14:1). Como pode o Cordeiro ficar em pé sobre o Monte Sião se Seu retorno é uma utopia?
Aliás, os profetas do Velho Testamento também viram esse dia, embora sem terem a noção completa do quadro. Zacarias 14:3, com praticamente as mesmas palavras de João, diz que “Então o Senhor sairá, e pelejará contra estas nações, como quando peleja no dia da batalha. Naquele dia estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente”. Estaria Zacarias enganado? Isto seria apenas uma alegoria?
Esses que dizem que a vinda de Jesus é apenas uma utopia estão na verdade vestindo uma velha heresia com roupas novas. Nos dias dos apóstolos, surgiu uma turma que dizia a mesma coisa. Pedro escreveu sobre eles, dizendo: “Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores com zombaria andando segundo as suas próprias concupiscências, e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação” (II Pedro 3:3-4).
É isso que vemos hoje, ou não? Os caras inventam todo um arrazoado para justificar o que eles entendem como “demora” do Senhor em retornar; então, deduzem, é tudo mito. O escritor de Hebreus também alerta para que não percamos a esperança: “Não lanceis fora, pois, a vossa confiança, que tem uma grande recompensa. Porque necessitais de perseverança, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa. Pois ainda em bem pouco tempo aquele que há de vir virá, e não tardará” (Hebreus 10:35-37).
Fiquemos alertas contra os picaretas da fé, como o apóstolo Pedro avisou: “Mas houve também entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá falsos mestres, os quais introduzirão encobertamente heresias destruidoras, negando até o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição” (II Pedro 2:1).
Sabe, eu mesmo ando desiludido com muita coisa que grassa por aí. É tanta bobagem, tanta perda de tempo, tanto dinheiro gasto com besteira, tanta heresia, que dá até pra desanimar mesmo. E até comigo mesmo, para ser sincero. Piso na bola mais do que eu mesmo gostaria de admitir. Mas daí a perder a esperança da volta de Jesus à terra, para vir nos buscar e nos tirar desse mundo corrupto, corruptível e corruptor, aí já é demais.Porque aí já não faria mais sentido levar a vida tentando ser bonzinho ou tentando melhorar o mundo, tendo o “mito” da segunda vinda apenas como fator de motivação.
Não.
Pois, como disse Paulo, aí seríamos os mais miseráveis dentre os homens.
A primeira vinda ainda era uma promessa, mas muitos em Israel esperavam ardentemente pelo Messias. Ana e Simeão são apenas dois exemplos (Lucas cap. 2). Da mesma forma, esperamos o dia em que o Filho do Homem vai se manifestar novamente. Deixar de esperar esse dia é ser como as virgens tolas, que cansaram de esperar o Noivo e ficaram de fora das núpcias (Mateus 25:1-13). Dizer que a volta de Jesus é uma utopia é desistir do casamento!
A segunda vinda de Jesus não é um mito, mas é uma realidade. É por isso que dizemos: Maranatha!
Não é à toa que a revelação bíblica termina com essa palavra, e com uma promessa do próprio Senhor Jesus, e não com uma utopia: “Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém; vem, Senhor Jesus” (Apocalipse 22:20).
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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Prepare-se

Continuando a mostrar que a vinda de Jesus esta bem próxima, agora passamos a analisar mais alguns sinais que Ele apontou e determinou que nós observássemos. Veremos agora os sinais da tecnologia, da política mundial e de Israel.

Os sinais da tecnologia - O Livro de Daniel fala sobre uma explosão do conhecimento tecnológico nos tempos do fim e muitas profecias bíblicas só podem ser entendidas à luz da tecnologia: como poderia o mundo inteiro ver as duas testemunhas estiradas nas ruas de Jerusalém (Apocalipse 11:8-9) sem a TV moderna? Como poderia o falso profeta construir uma imagem do Anticristo parecendo estar vivo (cap. 13:15) senão pela robótica? Como poderia o Anticristo exigir que todos os habitantes da Terra usem a marca de besta, a fim de poder comprar ou vender (VV 16-17), se não existissem os computadores e o laser? Jesus disse que a Grande Tribulação será tão terrível que toda a vida na Terra seria destruída, se aqueles dias não fossem abreviados (Mateus 24:21-22). Como isto poderia haver sem armas nucleares, “porquanto as virtudes do céu serão abaladas"? (Lucas 21:26). Isto soa como a devastação causada pela bomba atômica.
Os sinais da política mundial - A Bíblia avisa que haverá um novo mapa geopolítico mundial, nos tempos do fim. O foco de tudo será no restabelecimento de Israel (Zacarias 12:2-3). Este será ameaçado por uma nação inimiga "das partes remotas da terra" - Gogue e Magogue (Ezequiel 38:2-6): a Rússia moderna. Outra fonte de perigo contra Israel é a coligação das nações árabes. Esses povos ambicionam a terra e por isso intimidam os judeus (Ezequiel 35:10; 36:2).
Outro peão da política mundial, nos tempos do fim, será a coligação das nações européias formando uma confederação na área do antigo Império Romano (Daniel 2:41-44; Daniel 7:7,23-24; Apocalipse 17:12-19). Daí sairá o Anticristo a fim de governar o mundo (Daniel 7:8). Outros sinais políticos internacionais incluem guerras e rumores de guerras (Mateus 24:6), guerras civis (Mateus 24:7) e terrorismo internacional, generalizando a ilegalidade (Mateus 24:12).
Os sinais de Israel - Estes são muito importantes. Um dos mais repetidos no Velho Testamento é que os judeus serão trazidos dos "quatro cantos da terra", nos tempos do fim. (Isaías 11:10-12 e 66:7-8). A Bíblia prevê, logo após os judeus votarem à sua terra, um reflorescimento da mesma (Isaías 35). O deserto florescerá e o povo exclamará: "E dirão: Esta terra assolada ficou como jardim do Éden: e as cidades solitárias, e assoladas, e destruídas, estão fortalecidas e habitadas" (Ezequiel 36:35). 
Outro milagre dos tempos do fim será o reavivamento da língua hebraica (Sofonias 3:9). Os judeus que foram dispersos no Ano 70, deixaram de falar sua língua materna. Os que se fixaram mais ao norte da Europa desenvolveram uma língua chamada Yidish, uma combinação do hebraico com o alemão. Os que se fixaram na bacia do Mediterrâneo criaram uma língua chamada Ladino, uma combinação do hebraico com o espanhol.
Muitos sinais significativos já se cumpriram no século 20. A nação judaica foi restabelecida, a língua hebraica revivida, a terra voltou a ser cultivada, os judeus estão de volta à sua capital e Israel se tornou o ponto focal da política mundial, com Jerusalém se tornando "um cálice de tontear".
Por que Israel? Sem Israel não haveria uma nação judaica para a volta do Senhor. Em Mateus 24:32-35, Jesus fala aos discípulos sobre a parábola da figueira (um símbolo de Israel). No dia anterior, Ele havia amaldiçoado uma figueira estéril, fazendo-a secar (Mateus 21:28-29). No dia seguinte, Ele disse aos discípulos que observassem como a figueira iria florescer novamente, ou seja, haveria o renascimento do estado de Israel. Ele disse que quando a figueira reflorescesse, Ele estaria às portas do céu, pronto para o Seu regresso (Mateus 24:33). E acrescentou uma observação: "Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam" (verso 34). Qual é esta geração? A geração da figueira reflorescida é exatamente a nossa... Portanto, vigiemos, pois Jesus está voltando! Esta foi uma profecia simbólica de que Deus iria derramar a Sua ira sobre o povo judeu, pela sua sequidão espiritual e rejeição ao Seu Filho.
Jerusalém Lemos em Lucas 21:24: "E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem". A primeira parte desta profecia se cumpriu no ano 70, quando os romanos, liderados por Tito, conquistaram Jerusalém e dispersaram os judeus entre as nações. Desde então, Jerusalém permaneceu sob a ocupação dos gentios, até que foi reconquistada pelos judeus, na famosa Guerra dos Seis Dias. Até hoje o mundo não explica como numa guerra onde havia mil árabes para um judeu, estes saíram vencedores. Só mesmo pelo poder de Deus, pois a Bíblia havia profetizado isto e a Escritura não pode ser anulada! Esta é mais uma prova decisiva de que estamos vivendo nos tempos finais, ou seja, que a era dos gentios está chegando ao fim.
Não há como escapar à conclusão de que estamos vivendo o fim da era dos gentios. Em Lucas 21:28, lemos: "Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima". 


("Jesus is Coming" - Dr. Ronald Reagan; traduzido e adaptado por Mary Schultze, em 25/10/2010)

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domingo, 5 de dezembro de 2010

Jesus voltará: sinais

Na época de fim de ano sempre penso sobre a passagem do tempo e como ele parece voar. E sempre vem a lembrança de como pode estar próximo o tempo
em que Jesus há de regressar a este planeta para cumprir o que ainda falta das profecias sobre “o fim dos tempos”.
Muita gente acredita que nada pode ser conhecido a respeito do tempo da volta do Senhor, porque Jesus disse que voltará "como um ladrão de noite". (Mateus 24:42-44). Contudo, Paulo esclarece, na 1 Tessalonicenses 5:1-6, que a declaração de Jesus não se aplica aos crentes: "Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão; porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas. Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios". É claro que Paulo está se referindo aos verdadeiros Cristãos (os realmente nascidos de novo), que através do estudo da Escritura podem perceber a volta do Senhor. "E a unção que vós recebestes dele, fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis".
Deus jamais derrama a Sua ira sem uma prévia admoestação. "O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se" (2 Pedro 3:9). Desse modo, Ele admoestou o mundo através de Noé. Ele admoestou a respeito de Sodoma e Gomorra, usando Abraão. Ele enviou Jonas para admoestar a cidade pagã de Nínive, e também Naum, 150 anos mais tarde.
Do mesmo modo, Ele está hoje convocando todos os homens ao arrependimento. Para os incrédulos, Sua mensagem pode ser assim resumida: "Fujam da ira divina, a qual se aproxima, refugiando-se nos braços de Jesus Cristo". Jesus veio a primeira vez como uma expressão do amor de Deus, a fim de morrer pela humanidade pecadora. Mas, quando Ele voltar, será para julgar a todos os que O rejeitaram.
Mas o iminente retorno de Jesus traz também uma mensagem para os cristãos mornos e os carnais: "Andemos honestamente, como de dia; não em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidades, nem em dissoluções, nem em contendas e inveja. Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências" (Romanos 13:12-14). Além disso, Deus nos alerta através dos chamados "sinais dos tempos". Existem cerca de 500 profecias que tratam da Segunda Vinda do Messias. No Novo Testamento, um em cada 25 versos trata da volta de Cristo. De fato, há tantos sinais que é difícil captar todos eles. A melhor maneira de fazer isso é dividi-los em categorias:


Os sinais da natureza
Os sinais da sociedade
Os sinais espirituais
Os sinais da tecnologia
Os sinais da política mundial
Os sinais de Israel

Os sinais da natureza - Somos ensinados a observar os terremotos, a fome, a peste e os sinais nos céus. (Mateus 24:7 e Lucas 21:11), mas esta é a categoria menos respeitada, pelo seguinte: muitos pessoas simplesmente dizem: "Ora, sempre houve calamidades naturais; então, qual é a novidade?" Mas Jesus disse que estes seriam "o princípio das dores" (Mateus 24:8), ou seja, eles aumentariam em frequência e intensidade, à medida em que Sua volta se aproxima, o que tem acontecido: terremotos e catástrofes “naturais” têm se tornado mais intensos e mais frequentes. Os cristãos de hoje dão pouca atenção a isto porque são racionalistas, ao ponto de não crerem no sobrenatural, achando difícil acreditar que Deus fale ao mundo através dos sinais da natureza. Mas a Bíblia ensina isto do princípio ao fim: Deus tratou com o pecado do mundo através de um dilúvio, nos dias de Noé. Ele tratou com Faraó por meio de pragas que cientistas hoje pensam ser fenômenos naturais; convocou Judá ao arrependimento, usando uma terrível invasão de gafanhotos (Joel 1). Ele convocou Israel a se arrepender enviando seca, tempestades de vento, ferrugem, locustas, fome e pestilência. (Amós 4:6-10). Ageu chamou a atenção do povo para uma seca, como evidência de que Deus estava avisando sobre o que era realmente importante (Ageu 1:10-11). O Novo Testamento principia com uma estrela nos céus, anunciando o nascimento do Messias. No dia em que Jesus foi crucificado, houve três horas de trevas e um terremoto. E na sua segunda vinda, ocorrerá um terremoto, o maior de toda a história, quando os montes cairão e todas as ilhas fugirão. (Apocalipse 16:17-21).  Deus sempre tem falado através dos sinais da natureza e continua fazendo isso. Deveríamos dar mais atenção a estes sinais.
Os sinais da sociedade - Jesus disse que a sociedade será caótica e imoral, à medida em que o dia de Sua volta se aproxima. Ele disse que a sociedade vai se tornar tão maligna, como nos dias de Noé (Mateus 24:12, 37-39). Paulo descreve um quadro sombrio, em 2 Timóteo 3:1-5, caracterizado por três tipos de amor: ao ego (humanismo); ao dinheiro (materialismo) e ao prazer (hedonismo). Em seguida, ele mostra que o resultado desse estilo de vida será o que os filósofos chamam "niilismo", ou seja, uma sociedade beirando a degradação (Romanos 1:28), quando os homens chamarão o bem mal e o mal, bem. (Isaías 5:20), numa completa inversão de valores. Estamos vendo essas profecias se cumprirem diante dos nossos olhos. A sociedade ocidental imergiu num lodaçal de ilegalidade, imoralidade e desespero, exportados para o mundo inteiro, através do cinema e da TV.
Os sinais espirituais - Incluem os falsos cristos (Mateus 24:5, 11,24) que têm aparecido; o deslanche do satanismo (1 Timóteo 4:1) e a perseguição aos cristãos (Mateus 24:9). Esses sinais começaram a surgir em meados do século 19, quando algumas seitas "cristãs" começaram a se formar. Primeiro, foram os mórmons, depois as Testemunhas de Jeová e muitas outras, inclusive as que se baseiam no Espiritismo e na Confissão Positiva, como a Ciência Cristã. Essas novas seitas têm pregado, incessantemente, que o homem é um Deus, levando os seus membros ao caminho da perdição, conforme a tentação que Satanás fez a Eva, no paraíso (Gênesis 3:4-5). Hoje, vemos cada vez mais líderes pretensamente evangélicos inventando novas doutrinas, novos ensinamentos, novas práticas que têm levado muitos à perdição, acreditando que estão servindo a Deus, mas de fato afundam-se na heresia e na carnalidade, na satisfação dos desejos da alma e da vida terrena, como a prosperidade financeira, o louvor extravagante, a aliança com o poder político, a venda de mercadorias “gospel”. Isso é a apostasia religiosa.
A apostasia religiosa começou de fato quando a Alta Crítica começou a dominar a Europa, minando a autoridade da Sagrada Escritura, ensinando que a Bíblia não é a revelação de Deus ao homem. Durante os anos 1960, o Satanismo explodiu através do cinema, da música e da TV, espalhando o ocultismo, a astrologia, numerologia, leitura em cristais, meditação transcendental e canalização. A humanidade está sendo preparada para receber o Anticristo, com os seus sinais e falsas maravilhas, e a igreja está contaminada com elementos do oculto: batalha espiritual, mapeamento de territórios, maldição hereditária, “reteté”, mediunidade, profetadas, revelações da carne, rosa ungida, vale do sal, banho das sete águas, unção pra tudo que existe, até das águas do mar (veja aqui).
Assim a sociedade vai desacreditando do Cristianismo e colocando-o sob constantes críticas e ataques. Os valores genuína e exclusivamente bíblicos, que foram o fundamento da civilização ocidental, estão sendo ridicularizados e, quem os defende é considerado fundamentalista e intolerante.
Na próxima semana, veremos os três sinais restantes: a tecnologia, a política mundial, e Israel. 
 
("Jesus is Coming" - Dr. Ronald Reagan; traduzido e adaptado por Mary Schultze, em 25/10/2010)

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