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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Quando será o arrebatamento?

Aproveitamos a falácia sobre o anunciado fim do mundo para 21 de dezembro de 2012 para mostrar que o mundo não só não vai acabar, como também não estamos autorizados a marcar datas para “o Apocalipse”, a segunda vinda de Cristo e principalmente o arrebatamento. Até mesmo porque vimos como funciona a doutrina da iminência, na qual o arrebatamento está incluso. Sabemos que ele ocorrerá, com certeza, porque a Bíblia assim diz, e que logo após se iniciará o juízo de Deus sobre a Terra, chamado de Tribulação ou Grande Tribulação.
É nesse período que ocorrerá a maioria dos eventos narrados em Apocalipse, portanto, os cristãos não precisam se preocupar com eles. Todos esses artigos aqui publicados servem apenas para alertar que a época está próxima, conforme podemos ver pelos sinais que Jesus informou previamente. O que nos cabe é esperar o momento em que a trombeta tocará, nos chamando para subir (Apocalipse 4:1).
Lemos em I Tessalonicenses 1:10:  “...e para aguardardes dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, Jesus, que nos livra da ira vindoura”. De que ira se trata aqui? Da ira de Deus que começará com a Grande Tribulação, pois ela será o juízo de Deus sobre o mundo de incredulidade e maldade. É o que lemos em Apocalipse 6:15-17: “Os reis da terra, os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos, e todo escravo e todo livre se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes, e disseram aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono, e da ira do Cordeiro, porque chegou o grande dia da ira deles; e quem é que pode suster-se?”
A Igreja de Jesus será preservada dessa ira do Senhor, que terá seu início no tempo da Grande Tribulação. Pois, como filhos de Deus, já estivemos sob a ira de Deus e Seu juízo: isso aconteceu na cruz do Calvário, onde o Senhor Jesus tomou vicariamente sobre si nosso juízo e a ira de Deus. Por isso, todo homem que pertence a Jesus está justificado diante de Deus e não passará pela Grande Tribulação, nem pelo Juízo Final. Está dito em I Tessalonicenses 5:9-10: “...porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós para que, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos em união com ele”.
Alguns autores, como o respeitado Russell Shedd, acham que a Igreja passará pela tribulação, como uma forma de “purificação”. Segundo pensam, quando Jesus afirma que “o evangelho do reino será pregado a todas as nações”, “então virá o fim”. Segundo esse raciocínio, logo em seguida “aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão vir o Filho do homem sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória”. Afirmam que nesse momento aconteceria o arrebatamento e os crentes, logo após subirem para encontrar com o Senhor nos ares, retornariam imediatamente para a batalha do Armagedom. Ora, todo este arrazoado está equivocado, por uma simples razão. O sermão profético registrado em Mateus 24 e 25 foi dito a Israel e aos judeus, e não à Igreja, a qual na ocasião ainda era um mistério oculto em Deus, e não havia ainda sido estabelecida (o que só ocorreria em Atos cap. 2). Para mais detalhes dessa exposição, leia aqui. Além do mais, tal teoria não dá tempo hábil para as bodas do Cordeiro e para o julgamento das obras dos crentes, cf. I Coríntios cap. 3.
As bodas do Cordeiro têm uma bela ilustração na história do casamento de Isaque: depois que Eliézer (símbolo do Espírito Santo) traz Rebeca (símbolo da Igreja) até Isaque (símbolo de Jesus), este sai de sua tenda (símbolo do céu), vem ao encontro dela no meio do caminho, e depois de recebê-la, leva-a para habitar consigo. Cf. Gênesis 24.
Que o arrebatamento ocorrerá antes da Grande Tribulação também é mostrado na história de Gideão. Lemos em Juízes 7:19-20: “Chegou, pois, Gideão, e os cem homens que com ele iam, às imediações do arraial, ao princípio da vigília média, havendo-se havia pouco trocado as guardas; e tocaram as trombetas, e quebraram os cântaros, que traziam nas mãos. Assim as três companhias tocaram as trombetas e despedaçaram os cântaros; e seguravam nas mãos esquerdas as tochas e nas mãos direitas as trombetas que tocavam; e exclamaram: Espada pelo Senhor e por Gideão!”
As trombetas e os cântaros quebrados são uma figura da transformação e do arrebatamento. "Ao princípio da vigília média" é o tempo em torno da meia-noite. Em Mateus 25:6 lemos: “Mas, à meia-noite, ouviu-se um grito: Eis o noivo! saí ao seu encontro”. Sabemos que, em nossos dias, nos aproximamos dessa hora da meia-noite. Os sinais dos tempos e Israel apontam para isso claramente. Trata-se também do tempo em que o mundo das nações está colocando "guardas" contra Israel, como os midianitas o fizeram naquela época (Juízes 7:19). Isso levará, no final das contas, à batalha dos povos em Armagedom, no final da Tribulação.
Atualmente, Israel está perdendo cada vez mais sustentação. A conquista de Jerusalém e a destruição de Israel continuam fazendo parte do plano dos inimigos do povo de Deus. Mas antes desse último período anticristão será ouvida a trombeta de Deus e a Igreja de Jesus será arrebatada.
O que acontecerá com os crentes por ocasião do arrebatamento? Um grande milagre: seremos libertados da nossa carne, ou seja, do nosso corpo terreno. I Coríntios 15:52-53 descreve assim esse momento: “...num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade”.
Somente então, depois do arrebatamento, estaremos livres do pecado. Não será mais possível pecar, mas em nós resplandecerá exclusivamente a clara luz da obra de Jesus Cristo e todos nos amaremos uns aos outros. Não será maravilhoso estar finalmente liberto da carne pecaminosa? Pois, quantas vezes já choramos por causa do pecado que em nós habita? Quanto trabalho já nos deu nossa carne pecaminosa, a nós que queremos andar no Espírito?
Também Paulo chorou por isso e testemunha em Romanos 7:18: “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum. Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo nos meus membros outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros”.
Enquanto vivermos, o espírito e a carne estarão em constante confronto. Por isso, é tão importante ficar cheio do Espírito (Efésios 5:18), andar no Espírito e deixar que o Espírito nos governe. Nossa carne é receptiva para o pecado, e também para a enfermidade e a morte. Isso acabará no momento do arrebatamento, quando formos transformados e recebermos um corpo espiritual, quando o mortal se revestir da imortalidade (I Coríntios 15:54).
E essa transformação por ocasião do arrebatamento, ao soar da trombeta, pode ser vista alegoricamente no caso de Gideão. Os homens mantinham a luz das tochas escondidas dentro dos cântaros. Mas no momento em que começaram a tocar as trombetas, os cântaros foram quebrados e as tochas iluminaram tudo. Isso é uma alegoria do arrebatamento. A luz de Cristo ainda está escondida em nosso corpo, pois somos como cântaros (vasos) que carregam em seu interior a luz do Evangelho. O Senhor Jesus é a luz do mundo, e disse àqueles que O aceitaram: “Vós sois a luz do mundo” (Mateus 5:14). Por enquanto essa luz ainda é escondida pelo vaso da nossa carne. Mas, no momento em que a trombeta de Deus tocar, nosso corpo será transformado e seremos arrebatados ao encontro do Senhor Jesus, para estarmos com Ele para sempre.
Então, tudo será somente luz. Tudo resplandecerá em Sua glória. Não haverá mais pecado, porque o vaso da nossa carne não estará mais presente. Em 1 Coríntios 15.50 está escrito que “carne e sangue não podem herdar o reino de Deus”. Por isso, seremos transformados, pois o cântaro do nosso corpo tem que ser quebrado. Somente por ocasião da transformação e do arrebatamento se tornará visível o que a Bíblia diz em Mateus 13:43: “Então os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai”.
É por isso que não devemos dar atenção aos anunciados “fins do mundo”, calendários maia, asteca, tibetano e o que mais vier. Somente precisamos ter em mente que a trombeta pode soar a qualquer instante, sem aviso, e esta é a razão de estarmos sempre atentos para não sermos deixados para trás.

Com base no livro Gideão - Uma Mensagem de Alerta.

191551

sexta-feira, 2 de março de 2012

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NOTA:
Escrevi este texto, com base no livro “Gideão - Uma Mensagem de Alerta”, da Chamada da Meia Noite, exclusivamente para publicação no blog “Este Mundo Jaz no Maligno”. É um resumo, um tipo de adaptação para o formato de blog. Depois pensei em republicá-lo aqui, na seqüência da série “Doa a Quem Doer Vai ao Cinema”. Mas aí aparece um sujeito que pega o texto no “Este Mundo Jaz no Maligno” e o publica - sem autorização nem citação da fonte, como costuma fazer esse pessoal - e espalha pela Internet e agregadores de conteúdo. De modo que esta pequena introdução serve apenas para informar que este é o texto original, não a cópia pirata que circulou há pouco tempo. Esclareço que não ganho nada com isso, mas que um pouco de respeito ao trabalho alheio seria bom na blogosfera, ainda mais na que se diz “evangélica”.
Mas vamos lá.
O filme “300” mostra a epopéia de um grupo de soldados de Esparta contra a invasão persa, ocorrida em 481 a.C. Trata-se de uma história que marcou o momento em que os gregos deixaram de ser uma confederação de cidades inimigas e formaram um grande império, como profetizado por Daniel um século antes (leia Daniel, caps. 7 e 8).
Mas a Bíblia fala de outros 300 homens, igualmente decisivos, que viveram 700 anos antes dos heróis espartanos, quando Israel era governado pelos Juízes: época de adaptação à terra de Canaã, um período em que as pessoas resolveram que era melhor fazer o que lhes dava na cabeça: “Naqueles dias não havia rei em Israel; cada um fazia o que parecia bem aos seus olhos.” (Juízes 21:25).  O resultado dessa rebeldia foi que Deus deixou que os israelitas sofressem nas mãos de diversos opressores. Houve então um homem chamado Gideão, que Deus usou para libertar Israel dos vilões do momento, os midianitas (da terra de Midiã).
A história é contada nos capítulos 6 a 8 do livro de Juízes. Depois que Deus chamou Gideão, este juntou um grande exército para combater os midianitas. Mas Deus lhe disse que era muita gente, e que se a guerra fosse travada dessa forma, os soldados iriam dizer que foram eles que tinham vencido. Por isso Deus disse que queria um exército bem menor. E veja como Ele determinou quem deveria ficar para a batalha e quem deveria retornar para casa...
Juízes 7.5-6: “Fez Gideão descer os homens às águas. Então o Senhor lhe disse: Todo que lamber as águas com a língua, como faz o cão, esse porás à parte; como também a todo aquele que se abaixar de joelhos a beber. Foi o número dos que lamberam, levando a mão à boca, trezentos homens; e todo o restante do povo se abaixou de joelhos a beber as águas”.
300 homens estavam determinados a alcançar o objetivo e não perderam tempo se abaixando para beber, mas pegaram água com a mão levando-a à boca. Aí imaginamos o que Pedro quis dizer ao falar sobre o dia da volta de Jesus, advertindo a Igreja: “...esperando e apressando a vinda do dia de Deus” (II Pedro 3:12). Temos essa mesma atitude diante da volta de Jesus? É Sua vontade que estejamos alertas, como Ele diz em Lucas 12:35-36: “Cingidos estejam os vossos corpos e acesas as vossas candeias. Sede vós semelhantes a homens que esperam pelo seu senhor, ao voltar ele das festas de casamento; para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram”.
Mas facilmente ficamos ocupados com besteiras! Alvos pessoais, conta bancária, indiferença, pecados de estimação... coisas que nos fazem perder o alvo. Nos dias de Gideão também havia muitos com os olhos voltados para as coisas do seu tempo, ao invés de olharem para o Senhor e Sua tarefa. “Cada um fazia o que parecia bem aos seus olhos”.
Muitos se ajoelharam prazerosamente junto à água para descansar. 10.000 pretendiam ir à guerra, mas no final não puderam porque tinham dobrado seus joelhos diante das coisas do presente. Esse foi o sinal exterior de que não estavam preparados interiormente. O Senhor conhece nossa estrutura, e nos exorta: “Portanto não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? ou: Com que nos vestiremos? porque os gentios é que procuram todas estas cousas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas cousas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:31-33).
Se, ao final, observarmos o comportamento daqueles 300 que beberam rapidamente, para não perderem tempo na realização da tarefa, percebemos que eles não eram mais inteligentes nem melhores, nem mais fortes ou corajosos do que os outros – mas estavam livres e dispostos a servir. Com ardente zelo, eles tinham em mente exclusivamente o objetivo de Deus. Não tinham mais outros alvos, mas seu coração era voltado inteiramente para a causa de Deus.
Você está disposto a lançar fora e deixar de lado tudo aquilo que o atrapalha? Se o Senhor perguntasse a você neste momento: “Você quer fazer parte dos covardes e medrosos?”, você certamente responderia com um definitivo “Não!” Então, aja de acordo e lance fora o medo em nome de Jesus! E, se Ele continuasse perguntando a você: “Olhe, sobraram 10.000: você quer pertencer àqueles que se ocupam em primeiro lugar com as coisas terrenas, ou prefere estar entre os 300 que levaram consigo somente as ‘provisões’ necessárias e a ‘trombeta’?”, qual seria a sua resposta? ... que você responda agora com coração sincero: “Senhor, também quero fazer parte desses 300. Quero estar preparado para quando vieres”!
Juízes 7:16,19-20 diz: “Então repartiu os trezentos homens em três companhias, e deu-lhes a cada um nas suas mãos trombetas, e cântaros vazios, com tochas neles... Chegou, pois, Gideão, com seus cem homens, às imediações do arraial, ao princípio da vigília média, quando os midianitas acabaram de trocar as guardas; e tocaram as trombetas, e quebraram os cântaros, que traziam nas mãos. Assim tocaram as três companhias as trombetas e despedaçaram os cântaros; e seguravam nas mãos esquerdas as tochas e nas mãos direitas as trombetas que tocavam; e exclamaram: Espada pelo Senhor e por Gideão!”
O que aconteceu? Os homens tinham tochas escondidas nos cântaros. Mas, exatamente no momento em que tocaram as trombetas, os cântaros foram quebrados e a luz das tochas iluminou tudo: uma alegoria da transformação do arrebatamento. A luz de Cristo está em nós; somos como cântaros (vasos) que carregam a luz do Evangelho. Jesus é a luz do mundo, e disse àqueles que O aceitaram: “Vós sois a luz do mundo” (Mateus 5:14). Por enquanto essa luz ainda está escondida, em maior ou menor grau, pelo vaso da nossa carne. Mas, no momento em que a trombeta de Deus for tocada para o arrebatamento, nosso corpo será transformado (como os cântaros que foram quebrados naquele tempo), e seremos arrebatados ao encontro de Jesus, para estarmos com Ele para sempre (I Tessalonicenses 4:17). Então, tudo será somente luz. Tudo resplandecerá em Sua glória. Não haverá mais pecado, porque o vaso da nossa carne não estará mais presente. Em I Coríntios 15:50 está escrito que “carne e sangue não podem herdar o reino de Deus”. Por isso, seremos transformados, pois o cântaro do nosso corpo tem que ser quebrado. Somente por ocasião da transformação e do arrebatamento se tornará visível o que a Bíblia diz em Mateus 13:43: “Então os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai”.
Somente depois de tocada a trombeta e quebrados os cântaros (arrebatamento) entrou em ação a espada do Senhor (Juízes 7:20): quando a luz das tochas iluminou o acampamento inimigo, os israelitas gritaram: "Espada pelo Senhor e por Gideão!" A “espada pelo Senhor”, porém, aponta profeticamente para o “dia do Senhor”, ou seja, para o tempo da Tribulação, na qual o Senhor vai julgar o mundo, porque as nações se ajuntarão contra Israel. Lemos em Jeremias 25:29: “...porque eu chamo a espada sobre todos os moradores da terra, diz o Senhor dos Exércitos”. E, como os midianitas fugiram apavorados e começaram a se matar (cf. Juízes 7:21-22), também durante a Tribulação as pessoas tentarão escapar do juízo da ira de Deus (Apocalipse 6:15-17). Antes, porém, a Igreja de Jesus será arrebatada e transformada. Leia mais sobre isto aqui
Diante da iminente retirada da Igreja de Jesus, você está disposto a tomar essa decisão, como Gideão e seus 300? Lemos em Juízes 7:8a: “Tomou o povo provisões nas mãos, e as trombetas. Gideão enviou todos os homens de Israel cada um à sua tenda, porém os trezentos homens reteve consigo”. A caminho do arrebatamento, leve somente as “provisões” - a Palavra de Deus, e prontidão para o arrebatamento; leve em conta que a trombeta será tocada em breve.
Você quer ser um desses “300”?

Baseado no livro Gideão - Uma Mensagem de Alerta. Publicado anteriormente no Este Mundo Jaz No Maligno.

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