domingo, 26 de abril de 2009

Entre a Bíblia e a Tradição (2)

Quando este blog ainda recebia comentários, antes da infestação de trolls, o Raniere comentou que
“naquilo em que os Pais da Igreja falharam em não harmonizar com as Escrituras não merecem mérito, mas naquilo que acertaram merecem crédito. Não se pode estudar doutrinas sem conhecer a História das doutrinas, e na história os pais tiveram sua importância”. A Célia disse que nunca esqueceu um professor que enfatizava o versículo "Examinai tudo e retende o que é bom", porque, ela diz, “cada um tem a sua própria teologia – a Teologia de Paulo, de Pedro e quantos mais aparecerem (e tem aparecido muitos!), mas que isto não necessariamente tem embasamento total nas Escrituras; como a Palavra de Deus é ampla”, continua ela, “dá margem a várias interpretações, então coloca-se um pouco de Filosofia aqui, e Psicologia ali, com um pouco mais de Sociologia, e o que temos? Meias verdades supostamente fundamentadas na Palavra”.
Concordo com ambos, pois Célia complementa Raniere: justamente por acrescentarem interpretações pessoais é que os “pais” não harmonizaram seu pensamento com a Palavra de Deus. Não os desprezamos, mas apenas evitamos colocá-los em pé de igualdade com a Bíblia. Foram e são importantes os “pais”, não há dúvida; mas seu papel não pode ser super-estimado. E aí está a base católica para dizer que sua tradição é a única que pode interpretar a Bíblia, por ter o mesmo peso; aí está a razão da ressalva ao catolicismo: ao criticar outros grupos cristãos, dizem que ninguém pode interpretar corretamente a Bíblia, a não ser eles mesmos. Usam II Pedro 1:19, “sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação”. Ora, a passagem contradiz a doutrina do “sagrado magistério”, que se arvora como único organismo capaz de interpretar a Bíblia – “nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação”. Mas eles pretendem alçar os “pais” ao mesmo patamar dos primeiros apóstolos – mesmo quando os “pais” contradizem a Palavra. Aí entra a tradição ou o “magistério”, pretendendo rebaixar a Bíblia aos seus achismos de momento, ao compasso das eras, dos costumes e da política, com argumentos filosóficos, como disse a Célia. Isso não dá para engolir. Paulo escreve: “derribando raciocínios e todo baluarte que se ergue contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência a Cristo... Tendo cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo” (II Coríntios 10:5 e Colossenses 2:8).
Se nos debruçarmos sobre o exemplo de vida dos “pais”, veremos o que os influenciou a pensarem como pensavam. Sua própria ideologia – no início da Idade Média o seu modo de pensar já pode ser considerado assim, pois a filosofia helênica misturada à teologia cristã já criara uma praxis fundamentalmente distinta da doutrina dos apóstolos – fechou o círculo sobre eles, e se tornaram prisioneiros do próprio discurso. Criaram, sem perceber, um monstro que passou a dominá-los. E isto porque os “pais”, nem sempre, possuíam o discernimento espiritual para separar a realidade espiritual das coisas terrenas, como as citadas interpretações pessoais e particulares, a política e as diversas correntes filosóficas. 
A bem da verdade, eles nem sempre eram pessoas agradáveis ou de boa índole: Tertuliano, por exemplo, que nasceu em Cartago no ano 155, filho de um centurião romano, foi jurista em Roma, onde conheceu o Cristianismo em 193, explanou diversos conceitos como a trindade de três aspectos do divino mas com uma única substância, e a separação da Bíblia em dois testamentos. Porém, oscilava tanto que rompeu com a ortodoxia em 207 e aderiu ao montanismo, uma seita herege que enfatizava o misticismo. Depois, Tertuliano passou a considerar os próprios montanistas moderados demais, rompendo também com eles. Morreu em 222 e, como atestam vários historiadores, possuía uma tendência fanática e até mesmo cruel.
Justino Mártir, que nasceu em Flávia Neápolis (atual Nablus, Jordânia), cerca do ano 100, foi filósofo, e durante seus estudos do platonismo, dos ensinos pitagóricos, do estoicismo e de Aristóteles convenceu-se de que nem toda a verdade estava contida na filosofia, e que precisava continuar buscando pela verdade. Converteu-se ao cristianismo, em Éfeso, mas ao assumir a tarefa de converter pagãos educados não se desfez dos métodos filosóficos, em contraste com Paulo (ver Atos 17:16 e seguintes), que desprezava toda a metodologia humana. Embora tenha atacado de modo muito eficaz o gnosticismo, fazia da doutrina do "Logos" o centro doutrinário de sua abordagem filosófica grega à teologia. Ele acreditava que o Logos divino, o Filho de Deus, implanta as suas sementes em muitos lugares, dentro e fora da religião cristã; e também que a filosofia grega servia de aio para os pagãos para conduzi-los a Cristo, mais ou menos como a lei mosaica fez no caso dos judeus. Foi martirizado entre 163 e 167.
Hipólito viveu entre 160 e 236 d.C. Foi um apologista erudito contra o gnosticismo, mas também era cabeça de um grupo cismático local. Já Teófilo de Alexandria foi um oportunista do pior tipo, e Cirilo, seu sobrinho, perseguiu seus inimigos implacavelmente. Em 32 anos de episcopado, deixou muitos escritos e deu um ultimato aos judeus de Alexandria: ou aceitavam a religião católica ou se mudavam da cidade. Depois fechou igrejas onde não se aceitavam suas idéias, dentre elas o dogma de Maria como a Mãe de Deus (falaremos disto semana que vem). Poucos deles sabiam a língua original das Escrituras, porque ler hebraico equivalia a ser judaísta, e os judeus desde então, muito antes da Inquisição, eram vistos como “assassinos de Cristo”, como ensinavam alguns “pais”; Jerônimo era uma exceção, pois conhecia hebraico. Nasceu na Dalmácia em 342 e educou-se em Roma, viajou muito e por fim fixou residência em Belém, onde fundou um mosteiro e passou os últimos anos de sua vida. Fundador do monasticismo latino, sua obra mais importante foi uma tradução da Bíblia inteira para o latim, que veio a chamar-se "Vulgata" e se tornou a base da Bíblia católica até que o Concílio de Trento adicionou os apócrifos, que já naquela época Jerônimo identificara como não-inspirados. Ele traduziu o Antigo Testamento diretamente do hebraico, em vez de fazê-lo da "Septuaginta", conforme outros tradutores. Mas era apaixonado, briguento e ofensivo, nas palavras e na pena. Quando jovem, favoreceu as opiniões de Orígenes, mas depois atacou-o violentamente. Eremita, sacerdote, erudito e guia espiritual de nobres e de ricos, de mulheres e de monges romanos; mas, apesar disso, foi questionado abertamente e não era considerado, como hoje, uma sumidade total. Sobre a beata Marcela, ele próprio escreveu: “Não aceitava prontamente minha explanação como sendo satisfatória. Propunha questões do ponto de vista oposto, não por pretender ser contenciosa, mas para inquirir” (Epístola 127). Ele admitia não ter certeza do que dizia: “Se em alguma passagem eu ficava confuso, confessava francamente que ignorava o sentido” (Epístola 108). Seus textos, como os de Clemente, cheios de referências da literatura pagã, exaltam a salvação pelas obras ao dizer que Paula, uma cristã falecida em 404, “deserdou-se das coisas terrenas e entregou tudo aos filhos, para que pudesse encontrar herança nos céus” (Epístola 108).
Ambrósio (340-397) foi ordenado bispo de Milão uma semana após sua “conversão”, e exerceu grande influência sobre Agostinho. Embora tenha se tornado profundo conhecedor da Bíblia, era fortemente influenciado pelos escritores pagãos da Antiguidade, empregava o método alegórico dos alexandrinos e exaltava a importância da filosofia grega e do conhecimento através da razão. Foi o primeiro teólogo cristão a usar a expressão "virtudes cardeais", que encontrou nos escritos de Cícero sobre as classificações morais de Platão.
Alguns eruditos rejeitam Orígenes como “Pai da Igreja” por ele ensinar que Deus, no fim, reconciliaria toda a natureza e todas as criaturas, incluindo Satanás. Para Orígenes, a Bíblia contém erros. Talvez venha daí a idéia de que é necessário algum sábio “magistério” para filtrar a Bíblia para o povo, posição adotada pelo catolicismo até hoje.
Eusébio de Cesaréia informa na sua História Eclesiástica 6:19 que Orígenes “leu as obras de Queremon, o estóico, e os de Cornuto. Desses aprendeu o método alegórico de interpretação usual nos mistérios dos gregos, aplicando-os às Escrituras judaicas”. Na verdade, Orígenes nem era tão bom assim em matéria de interpretação. Como aconteceu a outros eruditos, o uso desse método fazia enxergar mistérios ocultos em textos claros e diretos. Mas na prática, Orígenes acabou fazendo o contrário: atormentado pelo desejo sexual, levou ao pé da letra a passagem de Mateus 5:28-30 e castrou-se.
Agostinho também vivia atormentado pelo sexo. Além de defender o funcionamento dos bordéis, como vimos no artigo anterior, escrevia: “Mandais-me, sem dúvida, que me abstenha da concupiscência da carne... mas na minha memória vivem ainda as imagens de obscenidades... Durante o sono, não só me arrastam ao deleite, mas até à aparência do consentimento e da ação. A ilusão da imagem possui tanto poder na minha alma e na minha carne que, enquanto durmo, falsos fantasmas me persuadem a ações a que, acordado, nem sequer as realidades me podem persuadir” (Confissões 10, 30:41). Talvez sofresse assim porque não era dado à leitura da Bíblia, até ser “ordenado padre”, como escreveu ao bispo Valério: “Eu tinha de estudar as prescrições das Escrituras, orar e ler... não o fiz antes porque não tive tempo, mas tão logo fui ordenado, planejei usar todo o tempo de lazer para estudar as Escrituras” (Epístola 41). Agostinho revela-se pródigo em heresias, contrárias ao ensino bíblico, como por exemplo:
Panteísmo:Deus está todo em toda parte. Será talvez pelo fato de nada do que existe poder existir em Vós que todas as coisas vos contêm?” (Confissões 1, 2:2)
Culto e oferenda aos mortos: (Mônica, sua mãe, trazia) “papas, pão e vinho puro, como em África costumava fazer, levando-os para junto das sepulturas dos santos ... e, se havia muitas sepulturas de mortos a honrar daquele modo, levava sempre o mesmo copo...” (Conf. 6, 2:2)
Oração pelos mortos:Esqueço um momento as boas ações de minha mãe (então falecida), pelas quais alegremente dou graças, para Vos pedir perdão de seus pecados... perdoai-lhe também as suas dívidas, se algumas contraiu depois do batismo.” (Conf. 9, 13:35)
Para não estender muito mais, destacamos os perigos de se colocar no mesmo pé de igualdade com a Bíblia um corpo doutrinário como esse, extremamente conflitante com a Palavra de Deus.
1 – As tradições devem ser analisadas criticamente, para não se tornarem mandamentos de homens, acerca dos quais Jesus nos advertiu;
2 – Católicos e ortodoxos fariam muito bem examinando o elemento humano na formação da tradição, para não colocá-la ao lado ou acima da Palavra de Deus;
3 – Nenhuma comunidade deveria forçar suas tradições sobre outros, como se essas tradições fossem mandamentos de Deus. Sola Scriptura!
COMENTÁRIO FINAL Deixemos que a Bíblia fale, inclusive com Pedro, que alguns chamam de “primeiro papa”, detonando a “tradição”:
“Por que transgredis vós também o mandamento de Deus, por causa da vossa tradição? ... Por causa da vossa tradição invalidastes a palavra de Deus” (Mateus 15:3, 6);
“Em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens. Neglicenciando o mandamento de Deus, guardais a tradição dos homens.” (Mateus 7:7-8);
“Respondeu-lhes Jesus: Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim; mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens. Vós deixais o mandamento de Deus, e vos apegais à tradição dos homens. Disse-lhes ainda: Bem sabeis rejeitar o mandamento de Deus, para guardardes a vossa tradição... invalidando assim a palavra de Deus pela vossa tradição que vós transmitistes; também muitas outras coisas semelhantes fazeis.” (Marcos 7:6-9, 13);
“Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo” (Colossenses 2:8);
“Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, que por tradição recebestes dos vossos pais.”
(I Pedro 1:18);
“Errais ao não conhecer as Escrituras e nem o poder de Deus.” (Mateus 22:29).

DOA A QUEM DOER.

Na próxima semana: MARIA.

domingo, 19 de abril de 2009

Entre a Bíblia e a Tradição (1)

Ao longo da História, alguns homens ficaram conhecidos como “Pais da Igreja”, em função da contribuição que deram ao cristianismo. Naqueles tempos, o número de cristãos ainda era relativamente pequeno, e era ameaçado por muitas heresias; sem falar nas perseguições movidas pelos imperadores romanos, havia ataques sutis de filósofos pagãos e existia a necessidade de edificação e exortação do povo de Deus. Os mais conhecidos desses personagens foram Ambrósio, Jerônimo, Agostinho e Gregório, no Ocidente, e Basílio, Gregório Nazianzeno, Atanásio e João Crisóstomo, no Oriente Cristão. Alguns outros, como Tertuliano, Teófilo e Cirilo de Alexandria, Orígenes e o historiador Eusébio de Cesaréia figuram em algumas listas, as quais divergem entre si.

Entretanto, a questão não é conhecer não as obras dos “Pais”, mas sim a relevância desse conhecimento face à Palavra de Deus, que é a Bíblia, tão somente. Temos que considerar que esses homens, embora cristãos sinceros, desejosos de servir a Deus e com conhecimento da Bíblia acima da média em sua época, também sofreram da falta de discernimento comum àqueles dias. Os escritos dos “pais da Igreja”, que os católicos incluem naquilo que chamam “Tradição”, de fato possuem grande valor histórico e literário. Mas sua importância não deveria nem poderia ser superior à da Palavra de Deus. O que acontece no catolicismo é que eles ensinam que a Bíblia é difícil de entender e só os seus sacerdotes podem interpretá-la, à luz da Tradição. E assim tentam adaptar a Palavra de Deus à palavra dos homens, e quando a Tradição entra em conflito com a Bíblia, a Tradição prevalece.
Tentar conciliar duas opiniões conflitantes, a bem da verdade, foi um longo exercício de filosofia cujo processo ficou conhecido na História como “escolasticismo” (em completo desprezo à advertência em Mateus 7:24, de que “não se pode agradar a dois senhores”). Vale lembrar que a metodologia escolástica adotada na Idade Média tendia à filosofia platônica, às vezes aristotélica e até socrática, mas nunca teológica e cristocêntrica. Nessa canoa furada embarcou, como muitos outros, o sistematizador do pensamento católico, Tomás de Aquino. Uma das conseqüências dessa sistematização à la grega foi, no Concílio de Trento (1545/1563), o estabelecimento da Tradição ao mesmo nível da Palavra de Deus. Mas a prova de que a Tradição católica é insuficiente é a sua inconsistência, quando comparada às Escrituras. Uma comparação entre as duas mostra a discrepância entre os ensinos:
 
Proibição de ler a Bíblia:
“Nenhum leigo deve possuir livros das Escrituras, exceto o Saltério e as Horas (Salmos)... também não poderá ler esses livros, a não ser em latim...” – Concílio de Toulouse, 1229.

“Santos” a favor da prostituição e dos bordéis:
“Se se eliminarem os lupanares, a volúpia convulsionaria o mundo.” – “Santo” Agostinho, em De Ordine, 2:4; e “São” Tomás de Aquino, em Summa Theologica, 2:10:14.

A Bíblia diz que só o sangue de Jesus purifica do pecado (I João 1:7), mas a “Tradição” ensina que não:
“Os livros santos, por cuja leitura todos os pecados dos homens são lavados...” – “São” Jerônimo, “Cartas”, pg. 85.

Amar os inimigos? Nem tanto:
“Odeio com veemência os seus inimigos. Oh, se os matásseis com uma espada de dois gumes, para que desaparecessem! O meu desejo era vê-los morrer.” – “Santo” Agostinho, em “Confissões”, Livro 12, 14:17
"Por que (...) a Igreja não deveria usar de força para compelir seus filhos perdidos a retornar?" – idem, em “A Correção dos Donatistas”, 22-24;
“O cristão que mata um incrédulo na guerra santa está certo de sua recompensa; mais certo se for morto. O cristão cobre-se de glória na morte de um pagão porque Cristo é por esse meio glorificado.” – “São” Bernardo Aos Cavaleiros Templários, citado por H. Milman em “História da Cristandade Latina”, 4:251. Isto parece Maomé convocando os muçulmanos à jihad!

Jesus não é co-eterno com o Pai, mas uma criatura:
“Jesus Cristo Nosso Senhor, que Vós gerastes e criastes no princípio de vossos caminhos...” – “Santo” Agostinho, em “Confissões”, Livro 7, 21:27.

Clemente, tido como um dos primeiros “papas infalíveis”, crê em animais fabulosos - mitologia pagã para instruir cristãos:
“Consideremos o sinal prodigioso que ocorre na região oriental, isto é, nas terras próximas da Arábia. Aí existe um pássaro chamado fênix, único na espécie e que vive quinhentos anos. Quando está para morrer, ergue seu próprio sepulcro usando incenso, mirra e outras plantas aromáticas e, ao completar seu tempo, aí se introduz e morre. De sua carne em decomposição nasce uma larva que se alimenta da matéria putrefata do animal morto e cria asas; quando se torna forte, levanta o sepulcro onde se encontram os restos de seu ancestral e carrega-o, voando da terra da Arábia até a cidade do Egito chamada Heliópolis. E, em plena luz do dia, aos olhos de todos, transporta e depõe aqueles restos sobre o altar do sol; a seguir, retoma o vôo de volta. Então os sacerdotes examinam os calendários e percebem que ele chegou ao se completarem quinhentos anos”. (Clemente de Roma, em “1ª Epístola aos Coríntios”, capítulo 25:1-5)
Essa carta, aliás, é repleta de citações duvidosas, do tipo “está escrito em alguma parte” (21:2; 26:2; 42:5; , e “em algum lugar diz a Escritura” (15:2,3,4; 28:2; 35:7; ou “em outra parte” (14:5; 46:3); ou ainda “assim se diz” (29:2,3; 30:4). Por exemplo, em 39:3; 46:2; 48:2; 50:4 acha-se a expressão “Está escrito” sem que se saiba onde está escrito. Isto pretende legitimar ensinos diferentes da Palavra de Deus. E funciona bem, já que “o magistério” não permite a leitura da Bíblia...
No capítulo 10:2 lemos que Abraão “saiu de sua terra, deixou seus parentes e a casa do pai, saindo de uma terra pequenina, parentes sem importância, uma casa modesta”. Contrariamente, a Bíblia diz: “Abrão levou consigo a Sarai, sua mulher, e a Ló, filho de seu irmão, e todos os bens que haviam adquirido, e as almas que lhes acresceram em Harã” (Gênesis 12:3). Abraão era rico, e os parentes eram importantes para ele, tanto que quando Isaque se tornou adulto, Abraão buscou uma nora entre seus familiares: “E disse Abraão ao seu servo, o mais antigo da casa, que tinha o governo sobre tudo o que possuía: Põe a tua mão debaixo da minha coxa, para que eu te faça jurar pelo Senhor, Deus do céu e da terra, que não tomarás para meu filho mulher dentre as filhas dos cananeus, no meio dos quais eu habito; mas que irás à minha terra e à minha parentela, e dali tomarás mulher para meu filho Isaque” (Gênesis 24:2-4).
O capítulo 22 é um discurso atribuído a Jesus; entretanto, também não se encontra na Bíblia. O mesmo acontece em 15:7 e em 20:7 (palavras atribuídas a Deus); em 27:4 (palavras atribuídas a Jó); em 27:6 (palavras atribuídas a Moisés), e diversas outras passagens. É como se fosse um evangelho apócrifo!
Há ainda em 16:10-12 um acréscimo ao trecho de Isaías 53 que fala sobre o sofrimento do Messias, que não se encontra em lugar algum da Bíblia.
Além desses erros, os “pais”, de modo geral, seguiam métodos da filosofia grega, e dela extraíram conceitos e analogias que nivelam a fé cristã ao nível do paganismo, prática que se tornou comum sob o nome de sincretismo. Hoje, a Tradição católica é um corpo gigantesco de interpretações contraditórias e intelectualmente maçantes, compêndios, tratados, atas de concílios, encíclicas, bulas e outros arrazoados filosóficos pseudo-apostólicos, sem falar em milhões de sermões e homilias pretensamente bíblicos, que nada têm a ver com a Palavra de Deus, que é viva e eficaz.

DOA A QUEM DOER.

...continua...

domingo, 12 de abril de 2009

Aborto não; já o estupro...

Essa a posição adotada pelo arcebispo de Olinda e Recife, “dom” José Cardoso Sobrinho (foto), que aplicou o “Código de Direito Canônico” para excomungar toda a equipe médica que atendeu à menina de 9 anos, grávida em decorrência de estupro. Pelas “leis” católicas, uma pessoa excomungada não pode participar das atividades comuns aos fiéis, como receber a hóstia, casar “na igreja”, nem ser padrinho ou madrinha etc.

A menina, de 1,36 m e 36 kg, vinha sendo estuprada pelo padrasto desde os seis anos, assim como a irmã dela, de 14 anos. Ela residia em Alagoinhas, a 227 km de Recife, e estava grávida havia 15 semanas. A mãe – também excomungada – não sabia de nada, e soube do estado da menina porque ela sentia dores na barriga, tonturas e enjoos, e por isso foi levada ao médico.
“O risco maior seria a continuidade da gravidez. Uma criança de 9 anos não tem ainda os órgãos formados”, declarou o diretor médico do hospital de Recife, onde a gravidez foi interrompida no dia 4 de março. O procedimento foi correto, pois a lei permite o aborto em vítimas de estupro até a 20ª semana de gestação. Mas foi condenado pela Igreja Católica. “Está no Código de Direito Canônico que qualquer pessoa que comete o aborto está automaticamente excomungada”, explicou o arcebispo. Seus coleguinhas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) concordam. “Para nós, sempre terá precedência o mandamento do Senhor: ‘Não matarás!’” – afirmaram.
Até o presidente Lula se pronunciou: “Como católico, lamento profundamente que um bispo tenha um comportamento conservador como esse. Não é possível permitir que uma menina estuprada pelo padrasto tenha esse filho, até porque ela corria risco de vida”.
Em Roma, o chefe do Departamento do Conselho Pontifício para a Família, “dom” Gianfranco Grieco (na foto com sua mitra tradicional), reafirmou ao jornal italiano Corriere della Sera que “a igreja não pode nunca trair sua posição, de defender a vida, da concepção até o seu término natural, mesmo diante de um drama tão forte”. Os médicos estariam totalmente em pecado “porque são protagonistas de uma sentença de morte”.
E esse tal “dom” José Cardoso Sobrinho alguém sabe quem é? É um prelado bem cioso de sua autoridade. À frente da Arquidiocese de Olinda e Recife desde 1985, quando substituiu “dom” Hélder Câmara, ele já destituiu vários padres, fechou instituições fundadas pelo antecessor e chamou a polícia para proteger o palácio episcopal dos fiéis; pediu que a prefeita de Olinda, Luciana Santos, saísse da fila da hóstia por pertencer a um “partido ateu”, o PCdoB, e condenou o padre Edwaldo Gomes a três meses de suspensão e à retratação pública por ter celebrado uma cerimônia conjunta com bispos anglicanos. É este o currículo desse cidadão (foto).
Quanto ao estuprador, a “santa, una e verdadeira” igreja não se manifestou, pelo menos não de forma lógica e inteligível aos não especializados em “direito canônico”.

Após aborto, apoio médico e psicológico
Poucas semanas após o aborto, a menina que foi abusada pelo padrasto passa os dias desenhando, pintando e brincando com bonecas num abrigo em Recife, com a mãe e a irmã, de 14 anos. A Secretaria Especial da Mulher, responsável pela tutela da menina, afirma que ela passa bem, recebe apoio médico e psicológico e não faz idéia do que houve. A secretária-executiva da pasta, Lucidalva Nascimento (foto), diz que a garota não entende o que passou pois é "muito menina": ela pensa que estava com verminose. Lucidalva diz que a menina gosta de participar das atividades lúdicas e recreativas promovidas pelo abrigo e que tanto ela como a irmã, que também sofreu abusos, voltarão a estudar assim que retornarem à rotina em outra cidade. Na escola onde estudava, professoras dizem que ela era "carinhosa e nunca faltava às aulas". Mesmo assim, apresentava déficit e repetiu o segundo ano do ensino fundamental.
A mãe das meninas não quer retornar a Alagoinhas porque teme que as filhas fiquem estigmatizadas na cidade, de 14 mil habitantes, e não consigam retomar suas vidas. A casa em que viviam está trancada desde 27 de fevereiro. O proprietário aguarda a retirada dos pertences para alugar o imóvel. O pai, lavrador, vive longe da família há mais de dois anos, e afirmou que não tinha notícias porque a separação foi traumática: "Ninguém me conta nada”. Diz que quando viu a filha ela apontou para a barriga e disse que teria duas crianças. "Ela falou que ia ser uma dela e outra para a irmã brincar”. Ele afirma que permitiu o aborto porque disseram que a filha ia morrer. No dia em que o estuprador foi preso, o pai foi chamado por amigos e vizinhos, mas preferiu não ir à delegacia. Segundo ele, se for preciso, vai pedir a guarda das meninas.

Código Penal prevê justificação do aborto
A lei brasileira, diferente da “lei canônica”, prevê a justificação do aborto, desde a década de 1940. Dispõe o artigo 128 do Código Penal que “não constitui crime” o aborto praticado por médico, “se não há outro meio de salvar a vida da gestante” ou “se a gravidez resulta de estupro” e se houver consentimento do representante da gestante incapaz. No caso, as hipóteses se somam. Uma menina de 9 anos, fisicamente ainda mal formada, carregando dois fetos, corre graves riscos de vida, sendo, segundo os médicos, aconselhável a interrupção da gravidez para salvaguarda da gestante.

Vaticano defende a excomunhão
O cardeal Giovanni Battista Re (na foto em pose de contrição e santidade), presidente da Comissão Pontifícia para a América Latina, defendeu em entrevista ao jornal La Stampa a excomunhão da mãe da menina. "Os gêmeos concebidos eram inocentes, tinham o direito de viver e não podiam ser eliminados", afirmou o cardeal, que também chefia a “congregação dos bispos”. "É preciso sempre proteger a vida, os ataques à Igreja brasileira são injustificados. A excomunhão dos que provocaram o aborto é justa porque é a supressão de uma vida inocente", concluiu.
Perguntaríamos ao eminente prelado o que diria o seu homônimo bíblico, o profeta João Batista, sobre estuprador e vítima: defenderia a menina ou os fariseus do Sinédrio de Roma?
COMENTÁRIO – Como está distante do exemplo de Jesus esta instituição retrógrada, baseada em leis medievais e completamente fora da Palavra de Deus! Todos concordam: médicos, advogados, psicólogos, assistentes sociais, policiais, políticos, a população em geral, e até presidiários – não se pode mais viver sujeito a essas cabecinhas ridículas que pretendem guiar a Humanidade. Quando molestadores de crianças, travestidos de santos, são protegidos por seus pares em julgamentos “canônicos” de mentirinha, e no caso desta pobre menina, a parte mais fraca é condenada, imaginamos como seria bom se esses senhores aplicassem suas leis inquisitoriais sobre si mesmos, excomungando-se mutuamente!
E justiça seja feita: setores evangélicos são da mesma opinião deste dom José, como por exemplo a senhora Damares Alves, que aparece e desaparece ao sabor do momento. Como ministra de Direitos Humanos, deixou muito a desejar, especialmente em relação a crianças indígenas. Mas isto já é assunto para outro artigo.
DOA A QUEM DOER.

domingo, 5 de abril de 2009

Páscoa sim, mas "quaresma"...

A Páscoa (do hebraico
Pesach = passagem) é considerada, ao lado do Natal, uma das mais importantes festas da cristandade. Na Páscoa, os cristãos celebram a Ressurreição do Senhor, ocorrida nesta época do ano, quando Jesus foi condenado pelo governador (praefectus) romano Pôncio Pilatos. Como se sabe, esses fatos se deram durante o Pesach, ocasião em que os judeus comemoram a libertação e fuga de seu povo escravizado no Egito.

A palavra Páscoa advém do nome em hebraico ao qual a data cristã acabou intimamente ligada, não só pela posição no calendário, mas também pelo sentido simbólico de “passagem”. A última ceia de Jesus com os discípulos ocorreu, na verdade, na véspera, no “sêder do pesach” – antes da festa judaica, de acordo com os Evangelhos. Decerto, há similaridades entre as duas festas: assim como os judeus foram libertos, os cristãos são livres do pecado; assim como o sangue de um cordeiro, aspergido nos umbrais das portas, livrava da morte, o sacrifício de Jesus garante a salvação eterna do cristão. Na Sua infinita sabedoria, Deus preparou toda a simbologia judaica para apontar para o sacrifício definitivo e suficiente de Seu Filho na cruz.
Mas hoje a Páscoa está totalmente descaracterizada. O protagonista deixou de ser Jesus e passou a ser o coelho e montanhas de “ovos de páscoa”, para alegria das crianças e fábricas de chocolate. Os pretensos religiosos tentam passar uma imagem de santidade e contrição, evitando comer carne e elevando astronomicamente o preço do bacalhau.
O que isto tem a ver com a verdadeira Páscoa? E de onde vieram esses costumes? Será que os primeiros cristãos davam ovos uns aos outros? Pedro ou Paulo acaso dirigiram cultos de Páscoa? Os apóstolos faziam algum tipo de lamentação em honra da “paixão de Cristo”, com abstinências, jejum e dias “santos”? De onde veio a “sexta-feira da paixão”? Como surgiu a “quaresma”? A igreja primitiva comia bacalhau? Quem inventou a semana chamada “santa”?
Certamente as Escrituras jamais associaram a sexta-feira chamada “santa” com peixe. Na verdade, tudo aponta é para o mais baixo e vil paganismo. “Freya”, uma antiga divindade da paz, alegria e fertilidade, era simbolizada por um peixe. Curiosamente, dela vem o nome inglês “friday” (sexta-feira). Entre os chineses, o peixe também era símbolo da fertilidade, assim como para os assírios, fenícios, babilônios e outros povos, por uma simples razão: um prosaico bacalhau põe, anualmente, mais de 9 milhões de ovos! Um linguado, um milhão, o esturjão, 700 mil, e por aí vai. O peixe também era símbolo de Vênus, deusa do amor e da sensualidade. Seu dia sagrado era a sexta-feira, quando se comia peixe em sua honra. O peixe também era visto como sagrado para Astarote, deusa fenícia que chegou a ser adorada por israelitas apóstatas na Antiguidade.
Também no idioma inglês, a palavra que designa a páscoa é “easter”. A tradução correta seria feita a partir da palavra grega “pascha”, que não tem tem qualquer relação com “easter”; ora, sabe-se muito bem que “easter” não é uma expressão cristã. Não é nada mais nada menos do que a forma moderna de “Eostre” (uma deusa germânica da primavera, homenageada todos os anos no mês de Eostremonat), “Ostera”, “Astarte”, “Astarote” ou “Ishtar”.
Outro lamentável costume vem de tradições que em nada revelam Cristo: os ovos “de páscoa”, coloridos e alegremente comidos por crianças inocentes e adultos descontrolados. Mas de fato isto vem de outro mito, segundo o qual um ovo enorme caíra do céu no Rio Eufrates, em tempos imemoriais. Deste ovo foi chocada a deusa Astarte (Easter). O mito se espalhou, e na Europa druídas celtas carregavam o emblema do ovo em suas cerimônias. Nos templos pagãos, ovos coloridos eram usados como símbolos da fertilidade. A procissão da deusa da agricultura, Ceres (de onde vem a palavra “cereal”) em Roma era precedida por um ovo. Na China se usavam ovos coloridos nos festivais sagrados. Entre os egípcios, associava-se o ovo ao deus do sol – um ovo dourado.
Durante a Idade das Trevas, quando catolicismo multiplicou suas superstições e adotou costumes pagãos, buscou-se “cristianizar” essas práticas, sugerindo que, assim como um pintinho sai do ovo, assim também Cristo saíra do túmulo. O “papa” Paulo V (1605-1621) mandou que se rezasse assim: “Abençoa, Senhor, esta tua criatura de ovos, para que se torne um sustento completo para teus servos, comendo-os em rememoração de nosso Senhor Jesus Cristo”! (Enciclopédia Católica, vol 5, p. 227, artigo “Páscoa”).
O mesmo ocorreu com o coelho. Um bichinho de estimação popularizado por sua imagem simpática, mas que acabou associado, de uma forma ou outra, a símbolo da fertilidade, com significado pesado de sexualidade e promiscuidade, e agora se misturou a uma das mais prezadas datas da Cristandade!
A sexta-feira chamada “santa” fica no final do período chamado “quaresma”, 40 dias de lamentações e penitências. Não há indícios disto na Bíblia; então, como surgiu essa aberração? Novamente, os que se arvoram os únicos intérpretes de Deus na Terra, lá de seus castelos em Roma, concordaram na mistura com as práticas pagãs.
Na Babilônia, a mãe de todas as idolatrias, havia uma lenda na qual Tamuz, o filho de Ishtar, após ser morto por um urso bravo aos 40 anos de idade, desceu ao mundo dos mortos; mas por causa do choro de sua mãe (também identificada como Semíramis, a esposa de Ninrode), foi misteriosamente revivido no início da primavera. Assim, a cada ano, a lamentação de Ishtar/Semíramis por Tamuz era reencenada para assegurar a fertilidade e o sucesso das colheitas. Quarenta dias de lamentações, um dia para cada ano de Tamuz sobre a Terra, acompanhados de jejuns, choro, penitências e flagelações! Israelitas rebeldes chegaram a participar desses rituais, sendo por isso condenados por Deus, conforme lemos em Ezequiel 8:12-14: “Então me disse: Viste, filho do homem, o que os anciãos da casa de Israel fazem nas trevas, cada um nas suas câmaras pintadas de imagens? Pois dizem: O Senhor não nos vê; o Senhor abandonou a terra. Também me disse: Verás ainda maiores abominações que eles fazem. Depois me levou à entrada da porta da casa do Senhor, que olha para o norte; e eis que estavam ali mulheres assentadas chorando por Tamuz”.
Quando a colheita florescia na primavera, o povo entendia que era Tamuz retornando, acabando com o inverno e trazendo de novo o calor do sol. A Encyclopedia Britannica diz: “O cristianismo incorporou em sua celebração do grande dia de festa cristão muitos dos rituais pagãos e costumes do festival da primavera”! (vol. 7, pag. 859, artigo “Páscoa”). A Enciclopédia Católica afirma em seu volume 3, pag. 484, no artigo “Celibato”: “Escritores do quarto século tiveram a tendência de descrever muitas práticas – como o jejum da quaresma – como de instituição apostólica que certamente não tinha razão de ser vista assim”!
Existem, de fato, controvérsias acerca deste mito. Ralph Woodrow escreveu sobre isto em um livro baseado em Hislop, historiador do século XIX, mas depois de estudar mais profundamente verificou que nem tudo era verdade ou tinha bases históricas confiáveis. Até mesmo retirou de circulação o primeiro livro e escreveu outro “corrigindo “ as falhas que percebera; mas são intrigantes as semelhanças entre antigos mitos e as cerimônias “cristãs” da atualidade!
Em todo caso, não é estranho alguma tribo ou povo pagão observar jejum em honra de um ídolo e os “cristãos” fazerem o mesmo em honra a Cristo? Ainda que o ovo fosse largamente usado pelos pagãos, não poderíamos continuar o costume como se esse ovo fosse o sepulcro de onde sai o Senhor? Por que não adotar costumes idólatras e transformá-los em ritos “cristãos”? Parece muito lógico... mas a Bíblia (que as pessoas não ousam ler sem o consentimento do “sagrado magistério”) adverte:
“Quando o Senhor teu Deus exterminar de diante de ti as nações aonde estás entrando para as possuir, e as desapossares e habitares na sua terra, guarda-te para que não te enlaces para as seguires, depois que elas forem destruídas diante de ti; e que não perguntes acerca dos seus deuses, dizendo: De que modo serviam estas nações os seus deuses? pois do mesmo modo também farei eu. Não farás assim para com o Senhor teu Deus; porque tudo o que é abominável ao Senhor, e que ele detesta, fizeram elas para com os seus deuses... Tudo o que eu te ordeno, observarás; nada lhe acrescentarás nem diminuirás” (Deuteronômio 12:29-32).
DOA A QUEM DOER.
(com referências de “Babilônia, a Religião dos Mistérios - Antiga e Moderna”, de Ralph Woodrow, 1966)