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quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Israel atento a um possível ataque russo

Terça, 13 de outubro de 2015 - Quando a Rússia decidiu entrar de vez na guerra contra os jihadistas do Estado Islâmico, Israel logo se preocupou. O premiê Benjamin Netanyahu viajou às pressas a Moscou para certificar-se das intenções. Contudo, os voos da força aérea russa sobre as colinas de Golã, na fronteira de Israel com a Síria, tem deixado os líderes israelenses preocupados. Afinal, a Rússia invadiu também o espaço aéreo da Turquia e causou um grande incidente diplomático.
Além disso, os EUA, maior aliado de Israel, afirmam que as atividades russas na região são “invasivas”. Especialistas ocidentais não vêem como Israel pode impedir que a Rússia forneça cobertura aérea para as forças sírias e do Hezbollah, aliado ao governo do Líbano. Especialmente, porque já foi comunicada a existência de soldados iranianos envolvidos no combate.
Forças leais ao governo da Síria, junto com o Hezbollah e as forças iranianas, lançaram uma ofensiva terrestre com cobertura aérea russa contra os rebeldes sírios na região de Hama. Em abril, o presidente russo Vladimir Putin fez ameaças veladas a Israel por causa da venda de armamentos à Ucrânia, em combate praticamente permanente com as forças russas. E o comandante russo, general Nikolay Bogdanovsky não fez segredo da intenção de Moscou de usar o seu poder aéreo contra alvos rebeldes em batalhas que ocorrem perto da fronteira israelense.
Para o governo sírio, as Colinas de Golã, que foram retomadas por Israel na Guerra de 1967, é um “território ocupado”. Ou seja, eles reconhecem a soberania israelense sobre a região e poderiam aproveitar a ocasião para tentar retomar seu controle. Outro fato que chama atenção e renova o interesse pelas Colinas é a divulgação recente da descoberta de uma grande quantidade de petróleo no local.
De acordo com o site Debka, Israel está preparado para esse cenário de guerra. Há rumores que uma nova investida sírio-libanesa-russa-iraniana está programada para começar na área de Quneitra, em frente ao Golã israelense. A junção desses exércitos não tem paralelo na história e remete ao possível cumprimento de profecias. Dois meses atrás, o governo iraniano divulgou um vídeo falando de seus planos de invadir Israel numa coalizão de forças com seus aliados. (fonte)
Comentário – Voltei. E para comentar que, como já falamos antes, aqui, aqui e aqui, etc., Israel será alvo, muito em breve, de uma invasão protagonizada por uma coalizão de nações hostis. A Bíblia já havia anunciado essa guerra há 2500 anos, no livro do profeta Ezequiel. Lá podemos ler que um grande e poderoso inimigo virá do Norte, armado até os dentes, de braços dados com países que hoje identificamos como nações predominantemente islâmicas – isto é, inimigos de Israel. Interessante é que os Estados Unidos, tidos como amigos de Israel e uma “nação cristã”, é quem mais contribuiu para esse estado de coisas.
Os americanos apoiaram os guerrilheiros mujaheddin no Afeganistão, nos anos 1970 e 1980, em sua rebelião contra os russos. Por meio desse treinamento e do armamento, transformaram-se mais tarde no Taleban e na Al Qaeda. No Iraque, americanos igualmente armaram e treinaram Saddam Hussein contra o maligno Irã, e o resultado vemos todo dia no noticiário. Um país em frangalhos que propiciou o surgimento do Exército Islâmico, talvez a pior facção terrorista de todos os tempos. E agora, na Sìria, americanos mais uma vez armam os rebeldes, para tentar derrubar o ditador Assad. Só que essas armas em questão de dias estão indo para as mãos do ISIS...
Então vêm os russos e em poucos dias fazem o que a OTAN e os Estados Unidos não fizeram em muitos meses. Os russos são bonzinhos? Não, eles estão ajudando seu amigo Assad. Que se ficar mais forte, é ruim para Israel, já que ao seu lado está o Hezbollah. Quem não sabe o que é o Hezbollah, procure saber o que houve Olimpiadas de Munique em 1972.
Em resumo, os americanos contribuíram decisivamente para o ressurgimento da Russia como potencia mundial, depois da derrocada da União Soviética, dando a ela o papel de protagonista na geopolítica mundial. Com os russos tão próximos do centro do mundo – o Oriente Médio - podemos adiantar bem o relógio da profecia.

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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Por que o mundo odeia Israel?


Esses dias, procurando mais informações sobre a mais recente crise Israel/“palestinos”, li dois textos, uma na revista Veja, que eu detesto, e outro no Midia Sem Máscara, e compilei os dois aqui (em itálico):
...
Observemos o mundo desde o ano 2000.
A Coreia do Norte continua a ser um país que é, inteiro, essencialmente, um enorme campo de concentração.
A Somália não existe mais enquanto país. É um estado anárquico onde o mais cruel e o mais forte (geralmente o mesmo) prevalece.
No Congo, cerca de 5,5 milhões de pessoas foram mortas – quase o mesmo número de judeus do Holocausto. É a guerra com maior número de vítimas desde a II Guerra Mundial. Ninguém se importa. Ninguém vai levar medicamentos, água ou comida para esses pobres desgraçados. Não vai haver nenhuma “frota da paz”. Ninguém vai comentar em blogs. 
Na Síria, cerca de 150 mil pessoas foram mortas nos últimos três anos e milhões perderam os lares. 
No Iraque, quase toda semana vemos assassinatos em massa causados por atentados terroristas.
No México, desde 2006, aproximadamente 120 mil pereceram nas guerras do tráfico.
O Irã, uma ditadura que defende o genocídio, está prestes a fabricar armas nucleares.
Comunidades cristãs no Oriente Médio são aniquiladas; o massacre de cristãos é rotina na Nigéria.
Na Rússia, morreram cerca de duzentos mil muçulmanos chechenos. Houve uma única jornalista que protestou, e terminou suicidada com dois tiros. Na mídia, silêncio. 
Morrem mais muçulmanos nos conflitos sunitas x xiitas do que no conflito com Israel. Mas se árabe mata árabe, ninguém se importa. 
Poucos se importam se Sri Lanka massacra os tamis, ou se os turcos eliminam os curdos. Esses povos vitimizados têm tanta ou mais “legitimidade” para ter um estado próprio do que os palestinos, que não é uma etnia específica e é um termo que não existia antes de 1967. Mas ninguém se importa muito com eles. 
É claro que o século XX foi ainda mais sangrento, mas estamos apenas no 15º ano do século XXI.
E apesar de tanta maldade e sofrimento, o mundo concentrou maciçamente a atenção nos supostos malfeitos de um único país: Israel. O que torna tal fato tão digno de nota é que Israel está entre os países mais humanitários e livres do planeta. E pior, é o único país do mundo sob ameaça de aniquilação. 
Este é o único caso da História em que os povos dos países livres tomaram as dores de um estado policial contra um estado livre. É impossível apontar qualquer outra ocasião na qual o estado livre foi considerado o agressor. Por que quando um shopping center do Quênia é bombardeado, terroristas islâmicos massacram cristãos na Nigéria e milhares de pessoas morrem na Síria, o mundo está parece só se preocupar com palestinos mortos em decorrência direta de lançarem milhares de mísseis para matar tantos israelenses quanto possível? Por que essa obsessão contra Israel desde a fundação do país e, em especial, desde 1967?
Não pode ser “a ocupação”. A China ocupa o Tibete e o mundo não presta a menor atenção. E a criação do Paquistão, que ocorreu ao mesmo tempo da criação de Israel, também criou milhões de refugiados muçulmanos e hindus. Mesmo assim, ninguém presta atenção ao Paquistão.
Israel não é perfeito. Muitas vezes erra mais do que acerta. Ultimamente tem cometido algumas trapalhadas, e seus políticos metem os pés pelas mãos. É válido criticar suas políticas, assim como as de qualquer outra nação. Mas Israel não tem opção: ou resiste, ou é destruído. E não se enganem: esse é o objetivo de seus inimigos. Destruir o país, aniquilar sua população, e colocar toda a área sob controle islâmico. Israel é um país minúsculo: menor que o menor estado brasileiro (Sergipe); e enquanto existem mais de 50 países muçulmanos, existe apenas um país judeu. Israel ocupa meio por cento de toda a área do Oriente Médio, e os outros 99,5% são seus inimigos; deveria ser admirado e apoiado, mas não odiado a ponto de existirem dúzias de países cujas populações querem ver Israel aniquilado, o que, mais uma vez, é um fenômeno singular. Nenhum outro país do mundo jamais foi escolhido para ser exterminado.
Por outro lado, seus vizinhos e inimigos são ditaduras e monarquias corruptas, onde as eleições são manipuladas, quando existem; lugares onde há prisão e execução de dissidentes e minorias. Só como exemplo, os jordanianos mataram em um só mês (Setembro Negro) dez vezes mais palestinos do que os israelenses em 40 anos. Mas nesses lugares a imprensa é mero porta-voz do ditador que está no comando; não há liberdade religiosa, apenas o fundamentalismo islâmico; há opressão às mulheres e o povo é tratado como gado, condenado a viver na idade das trevas, no atraso e na pobreza, apesar de terem reservas de petróleo bilionárias sob seus pés.
Dennis Prager raciocina que haveria duas explicações.
A primeira é uma predileção quase mundial por “valores e ideias” supostamente “esquerdistas”, segundo as quais a parte mais fraca, especialmente se não for ocidental, é rotulada de vítima ao combater um grupo ou país mais forte. Substitui-se o “bom e mau” por “rico e pobre”, “forte e fraco”. Israel é rico, forte e ocidental; os palestinos são pobres, fracos e não-ocidentais.
A única outra explicação possível é Israel ser judeu. Não existe qualquer outra explicação racional, pois o ódio por Israel não é racional. (Fonte) (Fonte)
Esses textos revelam um pouco da perplexidade em relação a Israel. Poucos buscam entender a razão de tanto ódio a um país tão pequeno. Mas temos que ir além da política para ver o real significado da rejeição aos judeus pelo resto do mundo, quase sem exceção. Este terceiro texto dá uma luz definitiva sobre o tema (procurei resumi-lo; texto original em itálico).
A Bíblia afirma em Isaías 41:8-9: “Mas tu, ó Israel, servo meu, tu, Jacó, a quem elegi, descendente de Abraão, meu amigo, tu, a quem tomei das extremidades da terra, e chamei dos seus cantos mais remotos, e a quem disse: Tu és o meu servo, eu te escolhi e não te rejeitei”. Deus não escolheu o povo judeu por causa de seu número, do seu poder, da sua grandeza, ou de qualquer outra coisa. Simplesmente, Deus é soberano e escolheu Israel para ser o veículo de Seu plano para o mundo, que tem, pelo menos, três aspectos. 
Primeiro, Deus desejava alguém que levasse a Sua palavra ao mundo. De acordo com Deuteronômio 4:1-2 e Romanos 3:1-2, Deus usou o povo judeu para produzir a Bíblia.
Em segundo lugar, Deus queria que a nação de Israel servisse ao mundo como Sua testemunha. Em Isaías 43:21 lemos“...povo que formei para mim, para celebrar o meu louvor”. 
Finalmente, em terceiro lugar, Deus planejou usar a nação de Israel como veículo para trazer o Messias ao mundo. A passagem de Miquéias 5:2 claramente afirma que o Rei de Israel, o Messias, viria de entre os judeus e nasceria em Belém. Dessa maneira, a redenção para o mundo emanaria do ventre de uma mulher judia.
Por isso a preservação do povo judeu é uma coisa sobrenatural. Uma nação após a outra tem tentado riscá-lo do mapa. Desde os Faraós até os “pogroms” (movimentos populares de violência contra os judeus), desde Hamã nos dias de Assuero até Hitler, de Antíoco Epifânio até o vindouro Anticristo, todos procuraram (procuram, e ainda procurarão) aniquilar os judeus. Mas nações e povos muito mais numerosos, mais ricos e que ocupavam territórios bem maiores, tais como babilônios, persas, gregos e romanos, surgiram e desapareceram. Saíram do palco, mas a nação judaica continua. A explicação? Isaías 41:10,13-14: “não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel... Porque eu, o Senhor, teu Deus, te tomo pela tua mão direita e te digo: Não temas, que eu te ajudo. Não temas, ó vermezinho de Jacó, povozinho de Israel; eu te ajudo, diz o Senhor, e o teu Redentor é o Santo de Israel”.
O onipotente Deus do Universo protege e guarda Seu povo escolhido. Jeremias 31:35-37 afirma que se alguém quisesse destruir Israel, antes teria de acabar com o Universo inteiro. O plano e o propósito de Deus para a humanidade estão centrados nesse povo. Dessa forma, os judeus existirão para sempre, porque se encontram no centro da vontade de Deus para este mundo!
O escritor russo Leon Tolstoi falou sobre isso em um ensaio intitulado “O que é um judeu?”:
“[O judeu] tem sido abusado e molestado, oprimido e perseguido, maltratado e massacrado, queimado e enforcado por governadores e nações – em conjunto ou separadamente – e, apesar de tudo isso, ainda vive (...) Ele, a quem nem a matança, nem a tortura ao longo de anos puderam destruir; a quem nem o fogo, nem a inquisição foram capazes de varrer da face da terra; (...) tal nação não pode ser destruída. O judeu dura para sempre, como a própria eternidade”.
A maior parte da história de Israel é de conflitos com os países vizinhos. A paz nunca chegou à “cidade da paz” – Jerusalém. Não obstante, o fim prometido a todos os que se levantam contra essa nação – os que a odeiam, que a perseguem, os que lhe fazem guerra – será a destruição, doa a quem doer. Com tais nações acontecerá o que elas pretendiam fazer a Israel. Deus manterá a promessa feita a Abraão, e que alcança os seus descendentes: “... amaldiçoarei os que te amaldiçoarem” (Gênesis 12:3).
O final desta época, como bem sabemos, terá seu clímax quando as nações da Terra vierem contra Israel na batalha do Armagedom (Joel 1:15; 3:9-17; Sofonias 3:8-9; Zacarias caps. 12 a 14). Naquele dia, Deus se valerá de Israel para destruir as nações. Ele defenderá Israel (Zacarias 12:8), e o mais fraco entre o povo judeu “será como Davi, e a casa de Davi será como Deus”. As nações serão derrotadas (Zac. 14:3,9) e Jesus confirmou que todos os que odeiam os judeus serão julgados (Mateus 25:41-46).
As nações da Terra se opõem a Israel porque, no fundo, se opõem ao Deus de Israel. Elas são rebeldes e não querem ser governadas por Deus. “Por que se amotinam as nações, e os povos tramam em vão? Os reis da terra se levantam, e os príncipes juntos conspiram contra o Senhor e contra o seu ungido, dizendo: Rompamos as suas ataduras, e sacudamos de nós as suas cordas” (Salmo 2:1-3).
Mas o Deus de Israel é poderoso não só para proteger o Seu povo, como também para julgar indivíduos e nações que se opõem à Sua vontade; então Ele merece nossa atenção e adoração. É isto que precisamos ter em mente quando nos posicionamos em relação a Israel: de que lado estamos?
Lá no Salmo 2, escrito há 3000 anos, Deus aconselha:
“Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos instruir, juízes da terra. Servi ao Senhor com temor, e regozijai-vos com tremor. Beijai o Filho, para que não se ire, e pereçais no caminho; porque em breve se inflamará a sua ira. Bem-aventurados todos aqueles que nele confiam”.

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sábado, 19 de julho de 2014

Israel sob cerco

O lado humano do problema do Oriente Médio
Israel é um paradoxo – uma nação sob cerco, e ao mesmo tempo com um movimento turístico tão intenso que se pode dizer que o país inteiro é uma estação de veraneio. A paz é uma esperança – mas não para já.
Em 1969 estive duas vezes em Israel para ver com meus olhos como um país consegue viver sob tais condições. É fácil, mesmo antes de chegar lá, apaixonar-se pela idéia de que Israel, após tantas trevas, tenha o seu lugar ao sol, o mesmo lugar onde ele começou há milhares de anos.
Mas ninguém se engane. Nada em Israel é fácil. O primeiro israelense com quem falei em um kibutz recebeu-me com uma atitude agressiva. “Você não gosta de americanos?”, perguntei. “Que países você admira?”, insisti. “Quando é tempo de guerra”, respondeu-me calmamente, “sempre estamos sozinhos”.
Fiquei sem resposta. O presidente americano Dwight Eisenhower prometera a Israel que os Estados Unidos manteriam o estreito de Tiran aberto (n.e.: extremidade sul do golfo de Áqaba, um linha de comunicação de Israel com o Mar Vermelho); mas antes da Guerra dos Seis Dias (1967) o Egito o fechou e os americanos não fizeram nada. Em 1948, a Grã-Bretanha fez tudo para negar armas aos israelenses; depois, quando os árabes atacaram, ficou só olhando. As armas francesas eram praticamente as únicas que Israel tinha na Guerra de 1956, mas os franceses ficaram ao lado dos árabes, e em 1969 venderam 100 caças à Libia. A Rússia nem se fala. Nem mesmo com a ONU, que deu origem ao Estado de Israel, os israelenses podem contar.
Por isso os israelenses são pragmáticos, e não têm tempo para frivolidades. Não poderia ser diferente, pois vivem num país cercado por mais de 60 milhões de árabes e cuja população local de 2.850.000 pessoas inclui mais de 350.000 árabes! (n.e.: dados de 1970, quando este artigo foi escrito)
Quando da Guerra dos Seis Dias, poucos ocidentais estavam do lado dos árabes, mas isso mudou com a vitória de Israel. O oprimido passou a ser visto como opressor. O que era antes um punhado de bravos soldados passou a ser visto como uma impiedosa máquina de guerra. A TV, que antes mostrava multidões de fanáticos gritando “Morte a Israel” agora mostra miseráveis em campos de refugiados, mulheres famintas, crianças chorando. E terroristas árabes são glorificados em seus campos de instrução, enquanto os ataques de Israel a eles são energicamente condenados. Encontrou-se uma nova classificação para os israelenses: “nazistas”.
Assim, os israelenses sentem-se cada vez mais abandonados. E quem pode censurá-los? Afinal, eles são o mesmo povo que, com milhares de soldados árabes à sua mercê, não apenas não fuzilou nenhum, como os soltou (n.e.: além de devolver aos derrotados as terras conquistadas!). Clique aqui para ver o mapa ao lado, em tamanho maior.
Qual é o lado árabe hoje? Para descobrir, hospedei-me em um hotel árabe em Jerusalém, tomei um guia árabe e entrevistei centenas deles. Logo descobri que o árabe mediano tem duas opiniões: uma pública e uma particular. Seus líderes têm apenas uma preocupação: provar que eles são mais “anti-Israel” do que qualquer um – essa é a face pública. O árabe precisa em todas as oportunidades condenar Israel e tudo que os israelenses fazem. Senão é suspeito.
Diga por exemplo que a terra destinada pela ONU a Israel é menos de meio por cento de todo o mundo árabe, e pergunte se os árabes não ficariam satisfeitos com os outros 99,5% (clique aqui para ver o mapa ao lado em tamanho maior). Não, ele responderá; Israel roubou a sua terra. E ainda acrescentará que seus ancestrais viveram ali por mais de mil anos. Mas se você perguntar se os judeus não têm mais direitos, porque viveram ali desde os tempos bíblicos, 3500 anos atrás, ele negará abruptamente.
Se alguém é judeu pela religião, para o árabe ele pode viver como cidadão num Estado árabe, praticando sua religião, se este é o seu Estado natal. Mas se for judeu americano, europeu ou africano, aí é considerado intruso.
Mas se você perguntar se os judeus, expulsos de suas casas na II Guerra, ficarão sem ter para onde ir, o árabe ficará indignado: ele dirá que o anti-semitismo não é uma doença do Oriente Médio, mas ocidental. O Ocidente a criou, e não deve querer acabar com ela às custas dos árabes. Clique aqui para ver a imagem ao lado ampliada.
Particularmente, porém, os árabes mostram opiniões diferentes. Lojistas, lavradores, até policiais, dizem que árabes e judeus não apenas precisam encontrar um meio de viver em harmonia, mas já descobriram como: “Nós somos o povo e as crianças”, disse-me um comerciante árabe, “não somos as nações e os líderes. Não queremos guerra, queremos paz”.
Descobri que em 1948 havia 56 escolas árabes em Israel, hoje (1970) mais de 500. Em 1948, menos de 4% das mulheres árabes dava à luz em hospitais; hoje são mais de 80%. Em 1948 nem uma só vila árabe tinha luz elétrica; hoje mais de 70% dos árabes em Israel a têm, e não está longe o dia em que esse serviço chegará a todos os lugarejos. Em 1948 cerca de 2.000 acres de terras árabes tinham irrigação; hoje não existe praticamente nenhum lugar que não a tenha.
Antes de ir a Israel eu pensava muito em campos de refugiados, multidões de presos atrás de arame farpado. Pois não vi nada disso. Os “refugiados” podem ir e vir – inclusive para outro país árabe. O problema é que os outros árabes não os querem. Querem que eles fiquem onde estão e como estão – para que possam denunciar “a desumanidade dos israelenses”.
Enquanto isso os árabes continuam ensinando seus filhos a odiar. O ministro da Educação da Síria orgulhava-se de seu lema: “o ódio é sagrado”. Um livro escolar pede às crianças sírias que analisem gramaticalmente a frase: “Expulsaremos todos os judeus das terras árabes”, e no ensino médio isso vai além: “Estrangulemos Israel, acabemos com suas ambições e os lancemos no mar”.
E os terroristas árabes, o que querem? Seus “intelectuais” se baseiam em três pontos:
- estão tão fortes na Jordânia que podem tomar o poder a qualquer hora;
- fomentar outra guerra logo que possível;
- e então Israel ocupará o território árabe até ser encurralado [pelas outras nações], com o conflito degenerando em uma guerra mundial onde será destruído.
Dizer a eles que os árabes também serão destruídos nessa guerra não causa nenhuma impressão neles. Dizem que os árabes começarão tudo de novo, e que Israel não poderá fazer isso.
Durante minha estada, não encontrei um só israelense que achasse que a paz pudesse vir logo, no ano que vem ou mesmo nesta geração. Mas a maioria encara filosoficamente o longo caminho a percorrer. “Veja por este ângulo”, disse meu guia, “em seu país as fronteiras estão garantidas, mas as cidades não; aqui pe o contrário”.
Conheci um israelense filosófico, Yehuda Avni. Ele lutou na Guerra dos Seis Dias, e como quase todo israelense sadio, serve uma vez por ano no Exército, embora não admita que Israel seja um país militarizado. “Há muita gente fardada por aí”, disse-me ele. “Os militares são muito ligados a nós. Todo soldado que morre tem o retrato no jornal, e geralmente o conhecemos, ou a sua família, ou um amigo; Israel é um país pequeno. Mas o Exército é um exército de paisanos”.
No fim de minha visita, fui a uma fazenda de onde se avistava a Jordânia, onde falei com um famoso herói de Israel, Meir Har-Zion. Perguntei-lhe se haveria paz. “Nos próximos vinte anos, não. Algum dia, sim”, foi a resposta.
Por fim, tive o prazer de viajar com Micha Bar-Am, fotógrafo famoso que participou de três guerras. Fomos a um restaurante árabe e fiquei admirado de vê-lo abraçar o proprietário. “Tenho muitos amigos árabes”, explicou-me. “Bons amigos, sinceros. Essa relação entre pessoas sempre houve; o que atrapalha é a política”.
Perguntei-lhe se não se irritava com a falta de sentido de tudo isso. Sua resposta foi esta: “às vezes sim. Um amigo morreu num atentado há pouco tempo. Fiquei muito abalado e por isso procurei um velho israelense, muito sensato, e perguntei-lhe se isso devia continuar. Sabe o que ele me disse? Que pelo menos sabemos por que morremos. Seis milhões de nós morreram sem motivo algum”.

Artigo escrito em junho de 1970, por Cleveland Amory, jornalista americano, para Seleções do Reader’s Digest, edição brasileira nº 341.

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sábado, 18 de maio de 2013

Israel, 65 anos

As cadeiras vieram emprestadas de cafés vizinhos. Os microfones, de um empório musical. Dois carpinteiros chamados às pressas ergueram o palco de madeira em tempo recorde. Um retrato de Theodor Herzl foi colocado em posição de destaque no salão principal, ladeado por duas bandeiras com a estrela de Davi, lavadas e passadas especialmente para a ocasião. No Museu Nacional de Tel-Aviv, ocorreu uma cerimônia aguardada por 1.878 anos – desde que a
destruição do Segundo Templo pelos romanos, em 70 d.C., deu início à segunda diáspora dos filhos de Abraão. No compromisso daquele 14 de maio de 1948, porém, a história seria finalmente reescrita: a terra prometida estava voltando às mãos dos judeus. Poucas horas depois de se encerrar o mandato britânico, em uma cerimônia rápida, demarcada pelas firmes batidas do martelo de David Ben-Gurion, presidente do Conselho Provisório de Estado, a criação da nação judaica – o Estado de Israel – foi solenemente anunciada. (http://veja.abril.com.br/historia/israel/especial-capa-independencia-israel.shtml)
No dia 14 de maio, Israel comemora o dia de sua fundação, na era moderna. Isto é importante porque Israel é o relógio histórico e profético de Deus para a Humanidade. O programa universal de Deus, seja para Israel, seja para a Igreja, seja para as nações gentias, se desenvolve direta ou indiretamente por meio do povo judeu. Desde aquele famoso 14 de maio de 1948, Israel tem estado no centro da história ocidental. Várias guerras foram travadas ao redor de Jerusalém:
Guerra da Independência – maio de 1948 – No dia seguinte à proclamação de independência de Israel, os exércitos de Egito, Jordânia, Síria, Líbano e Iraque invadiram o país para expulsar os judeus das terras que lhes foram destinadas pela ONU seis meses antes. Para “afogá-los no Mar Mediterrâneo”, diziam. Mas foram derrotados vergonhosamente. Em pouco tempo a planície costeira, a Galiléia e todo o Neguev ficaram sob soberania israelense; Judéia e Samaria (a “Margem Ocidental”) ficaram com a Jordânia e a Faixa de Gaza, sob administração egípcia. Jerusalém foi dividida, cabendo à Jordânia a parte oriental, inclusive a Cidade Velha, e a Israel o setor ocidental da cidade. No conflito morreram 6.000 judeus, cerca de 1% da população judaica local. Clique aqui para ver como era a vida em Israel naqueles dias!
A Campanha do Sinai – outubro de 1956 – O Egito bloqueou unilateralmente o Canal de Suez, em conluio com a Síria e a Jordânia. Mas em oito dias as Forças de Defesa de Israel (IDF) capturaram Gaza e toda a península do Sinai, detendo-se 16 km do Canal. As potências mundiais se manifestaram, e houve mesmo a ameaça de um confronto nuclear entre os Estados Unidos (que apoiavam Israel) e a União Soviética (que apoiava o Egito). Com a intermediação da ONU, foi permitido o comércio de Israel com países da Ásia e da África, bem como a importação de petróleo do Golfo Pérsico, e Israel retirou suas tropas do Sinai.
A Guerra dos Seis Dias – junho de 1967 – Começou com ataques terroristas através das fronteiras com o Egito e a Jordânia e com o bombardeio da Galiléia pela artilharia síria. O Egito solicitou à ONU que retirasse as tropas internacionais que guarneciam o Sinai, foi atendido e imediatamente deslocou todo o seu exército para as fronteiras com Israel. Nova aliança com a Síria e a Jordânia foi estabelecida (formando a RAU, República Árabe Unida); as emissoras de rádio árabe transmitiam em hebraico anunciando à população israelense que seu fim estava próximo. Israel invocou o direito de autodefesa e desencadeou um ataque preventivo contra o Egito e a Síria, conclamando a Jordânia a não intervir. As forças israelenses avançaram, desbaratando o exército egípcio no Sinai e os sírios em Golan. Com a entrada da Jordânia na luta, abriu-se uma terceira frente. Mas em apenas seis dias, a Judéia, Samaria, Gaza, o Sinai e o planalto de Golan estavam sob o controle de Israel. Jerusalém, que estivera dividida entre Israel e a Jordânia desde 1949, foi reunificada sob a autoridade de Israel.
A Guerra do Yom Kippur – outubro de 1973 - No dia mais sagrado do calendário judaico – Yom Kippur (Dia da Expiação) – o Egito e a Síria lançaram um ataque-surpresa: o exército egípcio atravessou o Canal de Suez e as tropas sírias invadiram Golan. Mas em três semanas, a IDF mudou o rumo da batalha e repeliu os atacantes, atravessou o Canal de Suez e penetrou no Egito; chegou a 32 km de Damasco, capital da Síria. Dois anos de negociações resultaram em acordos pelos quais Israel se retirou de parte dos territórios que ocupara.
O que tudo isto quer dizer e por que é importante? O estudo da profecia bíblica divide-se em três áreas principais: as nações (os gentios), Israel e a Igreja. As Escrituras apresentam mais detalhes proféticos a respeito dos planos de Deus para Seu povo – Israel. Deus já preparou um maravilhoso e abençoado futuro para os judeus , tanto como indivíduos como para o Israel nacional. Por isso cremos que Israel é o sinal de Deus no fim dos tempos.
Muito freqüentemente, os cristãos tentam ver onde se acham no programa profético, pensando em como os eventos mundiais afetam seu país. No entanto, a verdadeira determinação de nossa posição na história se baseia em como os eventos mundiais afetam a história judaica e o povo judeu. Assim, quando ocorrem eventos de repercussão mundial, os critérios para relacioná-los à profecia bíblica não são o modo como afetam a Igreja, nem qualquer outra nação gentílica, não importa quão grande e poderosa - mas o modo pelo qual afetam o povo de Israel.
Atualmente a principal questão política é: quem é, de fato, o dono de Jerusalém – os judeus, os árabes, ou ambos? Até 1967 a parte oriental de Jerusalém estava sob o domínio jordaniano. A Jordânia tinha anexado essa parte da cidade ao seu território. Depois Jerusalém Oriental foi conquistada pelos israelitas durante a Guerra dos Seis Dias, e finalmente, em 1982, o Knesset, o Parlamento israelense, declarou toda a cidade de Jerusalém como capital indivisível do Estado de Israel. Mas pouquíssimos países transferiram suas embaixadas de Tel Aviv para Jerusalém.
As discussões políticas dos governantes deste mundo e a luta dos palestinos têm o claro objetivo de novamente dividir a cidade e transformá-la em duas capitais. Mesmo as Nações Unidas são a favor de uma divisão e os dirigentes islâmicos chegam a reivindicar a cidade de Jerusalém inteira para o mundo árabe. De quem é a última palavra acerca de Jerusalém? Zacarias 2:12-13 nos dá a resposta: “Então, o Senhor herdará a Judá como sua porção na terra santa e, de novo, escolherá a Jerusalém. Cale-se toda carne diante do Senhor, porque ele se levantou da sua santa morada”. 
Essas palavras divinas têm um significado decisivo na resolução do conflito no Oriente Médio! Não existe forma mais clara de dizer que Deus é quem tem a última palavra e que as nações devem calar-se. Por mais que gritem e esperneiem, uma coisa é bem certa: Jerusalém é de Deus! O que o Senhor diz neste capítulo acaba com todos os pensamentos, opiniões e discussões sobre Israel e Jerusalém.
Em Apocalipse vemos como o templo e o altar são medidos para proteger aqueles que estão em seu interior: “Foi-me dado um caniço semelhante a uma vara, e também me foi dito: Dispõe-te e mede o santuário de Deus, o seu altar e os que naquele adoram; mas deixa de parte o átrio exterior do santuário e não o meças, porque foi ele dado aos gentios; estes, por quarenta e dois meses, calcarão aos pés a cidade santa” (Apocalipse 11:1-2). Os versículos 1 a 5 de Zacarias 2 deixam claro que se trata da proteção e do direito de posse de Deus sobre a cidade de Jerusalém: “Tornei a levantar os meus olhos, e olhei, e eis um homem que tinha na mão um cordel de medir. Então perguntei: Para onde vais tu? Respondeu-me ele: Para medir Jerusalém, a fim de ver qual é a sua largura e qual o seu comprimento. E eis que saiu o anjo que falava comigo, e outro anjo lhe saiu ao encontro, e lhe disse: Corre, fala a este mancebo, dizendo: Jerusalém será habitada como as aldeias sem muros, por causa da multidão, nela, dos homens e dos animais. Pois eu, diz o Senhor, lhe serei um muro de fogo em redor, e eu, no meio dela, lhe serei a glória”. Jerusalém será protegida por dentro e por fora pelo próprio Senhor. Jesus retornará em glória e edificará o Seu reino tendo Jerusalém como centro.
Hoje vemos a luta por Jerusalém: querem dividir a cidade, tirá-la dos judeus e submetê-la ao Islã. Mas a resposta de Deus prova exatamente o contrário: a cidade é medida para ser edificada. Para Deus, Jerusalém é indivisível. Em nossa época o povo judeu foi reunido de sua segunda diáspora (dispersão) com a mesma finalidade. Ele deve ser preparado para receber o Messias que voltará. É isto que diz Zacarias 2:6 - “Porque vos espalhei como os quatro ventos do céu”. É interessante que os primeiros a voltarem para casa dessa segunda diáspora chegaram por volta de 1870, vindos do norte. Depois vieram dos quatro cantos do mundo (Salmo 120:5). As nações reagem a este segundo retorno dos judeus saqueando Israel. Brigam pela terra e querem dividir Jerusalém. Mas isto terá como conseqüência o juízo, que é indicado em Zacarias 2:9 (veja também Joel 3:14-17).
As nações trataram Israel como escravo. Desde o tempo dos romanos, sem contar os babilônios, egípcios, gregos, persas etc., os judeus têm sido escorraçados da face da Terra. Tiveram paz por curtos períodos, mas basta citar o que os “reis católicos” da Espanha fizeram, os “papas” medievais, os nazistas e os comunistas, e modernamente os mísseis quase diários que caem sobre os judeus. Mas de acordo com a Bíblia, as nações que perseguiram Israel serão o despojo! Virá um tempo em que as relações de poder deste mundo serão invertidas: “Os povos os tomarão e os levarão aos lugares deles, e a casa de Israel possuirá esses povos por servos e servas, na terra do Senhor; cativarão aqueles que os cativaram e dominarão os seus opressores” (Isaías 14:2). Israel, que durante milhares de anos foi servo dos povos, no reino milenar de Jesus será elevado à posição de cabeça sobre as nações.
No futuro, no reino milenar de Cristo -  e não agora, como querem os dominionistas – os papéis serão trocados: Israel, o povo de Deus, atualmente odiado por todos os outros, e a Igreja de Jesus, hoje ainda perseguida e desprezada – o pequeno rebanho – reinarão como reis e sacerdotes junto com Jesus. 

O Senhor fará morada em todos os povos (Zacarias 2:11) a partir de Israel, e do seu ponto central, Jerusalém. Muitas nações se juntarão a Ele e passarão a fazer parte de Seu povo. Então se dirá: “Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles” (Apocalipse 21:3). Ninguém mais poderá dizer nada negativo a respeito de Israel ou de Jerusalém, pois o seu maior Defensor terá tomado o Seu lugar e terá a última palavra (Zacarias 2:12-13). Aliás, este é o único texto da Bíblia em que a terra de Israel é descrita como “terra santa”!
Somente precisamos atentar para dois fatos:
1 – Israel ainda precisará passar pela tribulação, para assim reconhecer “aquele a quem traspassaram” (Zacarias 12:10), pois os judeus, hoje, ainda são rebeldes. Ainda acreditam que Jesus era um impostor!
2 – O que se vê hoje não foi previsto pelos profetas do Antigo Testamento porque a atual dispensação da graça de Deus era um mistério que só seria revelado a Paulo séculos mais tarde. O relógio profético só voltará a bater quando a Igreja for arrebatada. Por isso os sinais que vemos hoje são como a “montagem do palco”!




segunda-feira, 15 de outubro de 2012

A invasão de Israel - parte 2: a Siria

BAND NEWS - Terça-feira, 04 de outubro de 2011 - 14h32 - Mundo: Assad ameaça atacar Israel e incendiar a região do Oriente Médio
O presidente sírio Bashar al-Assad ameaçou atacar Israel e "incendiar" o Oriente Médio, caso a comunidade internacional decida intervir na revolta popular síria. Segundo a agência de notícias iraniana Fars, Assad disse ao chanceler turco Ahmet Davutoglu que não hesitaria em bombardear as maiores cidades israelenses, caso seja atacado. Pelo menos 2.700 pessoas já foram mortas pela repressão de Assad.

A notícia acima, de anos atrás, parece que é de hoje: só o que mudou foi o número de mortos, que segundo as últimas estatísticas já passa de 30.000. Infelizmente, a revolta síria, além de tirar a vida de cidadãos inocentes em seu próprio país, ameaça incendiar toda a região e em especial Israel. Longe de ser apenas mais um capítulo da longa série de atritos entre os dois países, podemos estar assistindo o que também pode ser o último.
A Síria tem sido, historicamente, um personagem que acompanha Israel desde tempos imemoriais. Lemos na Bíblia que no tempo dos profetas Elias, Eliseu, Amós, Oséias e Jonas, os sírios invadiram grandes áreas de Samaria, no reino “do Norte”. E desde a reconstrução do Estado de Israel, em 1948, a tensão entre os dois países nunca cessou. Em 1967, Síria e Egito coordenaram uma ação que terminou mal: a Guerra dos Seis Dias. Israel chegou em poucas horas às portas do Cairo e de Damasco, forçando os agressores a uma rendição humilhante. Nessa ocasião, Israel reconquistou Jerusalém, tomou o Monte do Templo, as Colinas de Golã, a Cisjordânia (também conhecida como a “Margem Ocidental”), a Faixa de Gaza e a Península do Sinai. Depois, numa atitude inédita, devolveu tudo menos Golã aos perdedores. Nunca antes na História mundial o vencedor de uma guerra sofrera tanta pressão internacional para devolver territórios aos derrotados. A seguir este raciocínio, a Inglaterra deveria fazer o mesmo e devolver as Malvinas à Argentina... mas isso é outra história.
O fato é que a Síria, embora tenha todo esse histórico de rusgas com Israel, não aparece na profecia de Ezequiel. Por quê? Há controvérsias.
Bill Salus escreve no site WorldNet que a profecia de Ezequiel não menciona a Síria por que esse país, que alinha seus tanques com a vontade do Irã e da Rússia, vai estar destruído e, portanto, não poderia fazer parte da coalizão. A capital Damasco logo deixará de ser uma cidade reconhecível. Para ele, esse é o fato que aciona a coalizão liderada pela Rússia - e com a participação do Irã - a avançar sobre Israel!
Incrível? Não, se examinarmos as razões expostas em www.bibleprophecyendtimes.com. O autor do texto entende que a explicação está no Salmo 83:2-8: “Pois eis que teus inimigos se alvoroçam, e os que te odeiam levantam a cabeça. Astutamente formam conselho contra o teu povo, e conspiram contra os teus protegidos. Dizem eles: Vinde, e apaguemo-los para que não sejam nação, nem seja lembrado mais o nome de Israel. Pois à uma se conluiam; aliam-se contra ti as tendas de Edom e os ismaelitas, Moabe e os hagarenos, Gebal, Amom e Amaleque, e a Filístia com os habitantes de Tiro. Também a Assíria se ligou a eles; eles são o braço forte dos filhos de Ló.
Diz o autor que os inimigos de Israel listados no Salmo são:
- Jordânia (Amaleque, Amom, Moabe, Edom e “descendentes de Ló”);
- Árabes e Sírios (Ismaelitas, Hagarenos);
- Palestinos (Filístia);
- Líbano (Tiro, Gebal);
- Irã e Iraque (Assíria).
Em seu livro “Israelestina: Os Antigos Planos para o Futuro do Oriente Médio”, ele explica que há três ataques contra Israel programados na agenda dos tempos finais: primeiro, o evento descrito no Salmo 83 (a guerra árabe/israelense), seguida prontamente por Ezequiel 38-39 (a invasão russo/persa-iraniana) e finalmente a campanha do Armagedom. Enquanto assistimos à crescente onda de revoluções nos países islâmicos, que engolfa justamente os envolvidos nesse grande drama dos últimos dias – Síria, Egito, Líbia e outros - os grandes eventos proféticos esperam, posicionados como pedras de dominó enfileiradas, o momento de afetar profundamente a geopolítica mundial.
A destruição de Damasco precipitaria esses acontecimentos em rápida sucessão. Essa antiga cidade, que atualmente abriga vários organismos terroristas, será alvo da ira divina, conforme Amós, Isaías e Jeremias. Sua destruição será um evento tão poderoso que Isaías foi instruído a dar apenas informações sucintas. Isaías 17:1: “Oráculo acerca de Damasco. Eis que Damasco será tirada, para não mais ser cidade, e se tornará um montão de ruínas”. O profeta ainda anuncia que as cidades fortificadas da Síria serão submetidas à soberania de Israel (v. 9): “Naquele dia as suas cidades fortificadas serão como os lugares abandonados no bosque ou sobre o cume das montanhas, os quais foram abandonados ante os filhos de Israel; e haverá assolação”. Isto sugere que a queda de Damasco seria obra de uma campanha das forças israelenses?
O profeta Amós faz eco a essa profecia, e nos dá detalhes adicionais. Ele declara que as construções principais da Síria se tornarão em fumaça, e a nação estará em cativeiro (1:3-5): “Assim diz o Senhor: Por três transgressões de Damasco, sim, por quatro, não retirarei o castigo; porque trilharam a Gileade com trilhos de ferro. Por isso porei fogo à casa de Hazael, e ele consumirá os palácios de Ben-Hadade. Quebrarei o ferrolho de Damasco, e exterminarei o morador do vale de Ávem e de Bete-Éden àquele que tem o cetro; e o povo da Síria será levado em cativeiro a Quir, diz o Senhor”.
Jeremias concorda e diz que o poder militar sírio será definitivamente aniquilado, e que muitos morrerão nas ruas da cidade (49:23-27): “A respeito de Damasco. Envergonhadas estão Hamate e Arpade, e se derretem de medo porquanto ouviram más notícias; estão agitadas como o mar, que não pode aquietar-se. Enfraquecida está Damasco, virou as costas para fugir, e o tremor apoderou-se dela; angústia e dores apossaram-se dela como da mulher que está de parto. Como está abandonada a cidade famosa, a cidade da minha alegria! Portanto os seus jovens lhe cairão nas ruas, e todos os homens de guerra serão consumidos naquele dia, diz o Senhor dos exércitos. E acenderei fogo no muro de Damasco, o qual consumirá os palácios de Ben-Hadade”.
Contrariamente à afirmação de Ehud Olmert, que disse que não mais existe o “Grande Israel”, e à bravata de Mahmoud Ahmadinejad, presidente iraniano que usa sempre a catilinária “até que Israel seja exterminado”, em breve as forças israelenses poderão impor a Damasco uma derrota definitiva.
Agora, a Síria está a brincar com fogo. A dura repressão do regime de Bashar al-Assad a seus compatriotas já começa a irritar até mesmo seus antigos aliados: mísseis erráticos disparados pelas tropas sírias atingiram território turco causando várias baixas civis, e o governo de Tayyp Erdogan respondeu bombardeando a Síria.  A Turquia já abriga mais de 100.000 refugiados e teme uma entrada em massa semelhante ao êxodo de meio milhão de curdos iraquianos após a Guerra do Golfo, em 1991. A tensão entre os dois países começou a ferver quando a Síria derrubou um avião turco. Istambul já dá sinais de que sua paciência com Damasco está no fim. Erdogan até que cultivava boas relações com o presidente sírio, mas se tornou crítico severo após a revolta na Síria, acusando Assad de criar um “estado terrorista”. O premiê turco tem permitido que os rebeldes sírios se organizem na Turquia e pressionou por uma zona de segurança protegida por forças internacionais dentro da Síria.
E se a destruição de Damasco for obra de seus próprios “irmãos muçulmanos”?
Uma coisa parece certa: Damasco será destruída!
E o que acontece em seguida?

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