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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

As 7 igrejas de Apocalipse (VI) final

É importante saber a quem estamos servindo, se a Deus, ou a Baal. Podemos estar sendo iludidos, pois o Diabo, personificado em falsos deuses, é um imitador muito competente. Ele não cria nada, mas imita tudo. Se Deus é uma trindade santa, o Diabo criou a sua própria trindade corrupta e corruptora: ele próprio, Satanás, é o pai; o Anticristo (a besta que emerge das águas/nações) é o seu filho; e o seu espírito do mal fala pela boca do Falso Profeta (a besta que emerge da terra). A Igreja de Cristo será arrebatada, embora alguns discordem e digam que ela passará pela tribulação; mas o certo é que a única igreja presente na Terra durante aqueles anos será a igreja de Satanás – também um remanescente, mas o remanescente das igrejas cristãs apóstatas, representadas por parte de Sardes, Tiatira e Laodicéia, como vimos antes.
Cuidado! O culto a Baal é parecido, em certos aspectos, com o culto a Jeová, e é por isso que muitos são enganados. Os profetas de Baal se parecem com os profetas do Deus Vivo. É por isso que a profetisa Jezabel enrola muita gente. É por isso que Balaão consegue doutrinar muita gente. É assim que Tiatira cresce.
Aliás, o lema dos adoradores de Baal é a quantidade. 400 profetas, 300 sacerdotes, sumos-sacerdotes e uma hierarquia infinita de pessoas e cargos, sendo que, no topo está o supra-sumo dos religiosos da entidade, seja por que nome se chame: bispo, apóstolo, patriarca, querubim, ungido... Quanto mais gente na platéia, mais cargos hierárquicos a ocupar; mais nicolaítas para mandar nos outros.
É por isso que o mundo criou a frase “pequenas igrejas, grandes negócios”. E a gente fica sem saber se uma igreja é bíblica ou é um culto a Baal, uma heresia, ou um negócio. Mas alguns indícios são claros.
Se o pastor gasta mais tempo pedindo dinheiro do que orando ou lendo as Escrituras, é um negócio.
Se o local está cheio, mas não há discipulado, o crescimento espiritual é zero, não há cuidado individual, mas apenas entretenimento... é culto a Baal.
Se o pastor não tem conhecimento bíblico, e não faz sermões expondo a Bíblia, mas é apenas um contador de “causos” ou de testemunhos, é Balaão dirigindo.
Se o enfoque for no “eu posso, decreto, determino”, idem.
Se a igreja vende bênçãos, prosperidade, unção, é pior que um negócio, é estelionato.
Se a pregação não for “tome a sua cruz e siga a Jesus”, definitivamente é um negócio, pois o pastor quer falar o que você quer ouvir, para não te incomodar e para ele ter mais seguidores – e mais dinheiro; para que ele possa se promover ainda mais, gastando milhões na televisão para ganhar ainda mais dinheiro. 
No culto de Baal, não se prega arrependimento. Isto é coisa de cristão. Essa pregação afugenta o ofertante, o dizimista. A esse tipo de adorador, não interessa o arrependimento. Além do mais, um discípulo de Baal não muda, mesmo quando se mostra que ele está no erro.
Se você entra em uma igreja como cliente, então pode comprar a bênção financeira. Você pode determinar coisas, pois investe parte do seu salário. Você está “semeando” (não sei o que, mas está). “Dê, e Deus te devolverá mui grande medida sacudida e transbordante”, mas visando colheita apenas neste mundo. Você cultiva 100 e terá 200. Você faz o sacrifício, paga sua “prestação” na “casa do tesouro”: é toma lá, dá cá. Ofertou, recebeu. Balaão e Jezabel, profetas que são, explicam que quando Deus não responde, é porque não demos a oferta correta; e quando a oferta é certa, a fé é que foi pouca. Mas lembre-se: Baal é que é surdo, não Deus.
Não é necessário entrar na questão da imoralidade, que é óbvia. “Ah, na minha igreja não tem imoralidade não, misericórdia”! Mas sobre prostituição espiritual e o “sacrificar a ídolos”, talvez a associação a Baal não fosse tão clara... até agora. Se o ensino que você recebe dificilmente se alinha com o que a Bíblia ensina, em especial com o que Jesus e as cartas nos revelam, e as suas práticas não se viram na Igreja Primitiva, é possível que sejam ensinos da profetisa Jezabel. Confira sempre com a Bíblia o que se ouve do púlpito! A pregação da profetisa Jezabel é sedutora: “Tenha fé!”- “Adore ao Senhor!” -  “Dê o seu melhor que ele te restituirá em dobro!”... versículos fora de contexto, passagens truncadas e adaptadas a um falso evangelho, um evangelho misturado, paganizado. Profetas de Baal pululam onde há pouco conhecimento das Escrituras.
Jezabel gosta de trazer “melhorias no culto”, novidades criativas e extravagantes para “dinamizar” ou “revitalizar” o culto racional: danças, toque de shofar, “levitas”, adoração profética, louvor violento. E Balaão gosta de dinheiro: pede dízimo, bízimo e trízimo, oferta especial, oferta alçada, oferta de primícia: oferta “teryman”, “oferta de príncipes”, oferta profética, sacrifício de louvor, honrar ao líder com seus bens e mais um monte de eufemismos para a palavra “estelionato”.
Todo Baal tem a sua Jezabel. “Jezabéis” podem ser homens, mulheres, ou até mesmo casais, que querem ser “líderes”. Gostam de ser o “braço direito”, ajudando em tudo! Gradativamente, passam a ditar regras, com distorções que podem variar de acordo com sua vaidade. É comum, como em Tiatira, perseguir os que discordam, e usar seu status alcançado para “pesar a mão” sobre quem queria apenas estar num culto cristão. Como fizeram com Elias.
Baal exige sacrifícios físicos. No tempo de Elias, os sacerdotes de Baal se mutilavam, se cortavam, se ralavam. Hoje, o sacrifício físico vem sob a forma do ativismo na igreja e do cansaço durante prolongadas horas de mantras e cânticos, que fazem parte da “adoração”.
Além disso, a falta de fé induz muitos a procurar a ajuda da religião falsa, esperando garantia de que tudo dará certo. Acazias, filho de Acabe e Jezabel, ferido num acidente, foi consultar Baal-Zebube (é esse  mesmo, o Belzebu), deus de Ecrom, para saber se se restabeleceria (II 2 Reis 1:2, 3). Hoje há muito crente indo atrás de profeta e de adivinho para saber se irá bem em tal e tal negócio, se é para casar com fulano ou cicrano, como se Deus fosse uma “Mãe Diná” – e sai cantando “vai dar tudo certoooooo”... “hoje o meu milagre vai chegaaaar”...
Baal-Peor é uma coisa vergonhosa (Oséias 9:10). Os que participam de seu culto perecerão: “Os vossos olhos têm visto o que o Senhor fez por causa de Baal-Peor; pois a todo homem que seguiu a Baal-Peor o Senhor, teu Deus, consumiu do meio de ti” (Deuteronômio 4:3).
No fim da carta a Tiatira, Jesus lembra a todos que deu oportunidade de arrependimento: “Dei-lhe tempo para que se arrependesse” (v. 21). Entretanto, o poder desse sistema apóstata ainda atua. Qualquer um que conheça alguma coisa que seja sobre a igreja católica romana e sua forma de adoração, e que se disponha a um olhar crítico e desapaixonado sobre a igreja evangélica de nossos dias, verá Jezabel em ação.
No verso 22 lemos que ela será lançada “em grande tribulação”, donde se infere que, ao contrário da Igreja verdadeira, a instituição católico-romana-evangélica não escapará à Tribulação que se seguirá ao arrebatamento (Apocalipse capítulo 17).
Naquele dia, Tiatira ficará para trás, juntamente com Laodicéia e Sardes. Com suas heresias, suas apostasias, seus costumes extra-bíblicos, formarão o núcleo da igreja apóstata do Anticristo, aceitando o ecumenismo global que constituirá a religião mundial liderada pelo Falso Profeta. Não admira que há alegados protestantes “se convertendo” ao catolicismo: são todos farinha do mesmo saco!
Os seguidores de Tiatira, como os filhos da Jezabel histórica, sofrerão o juízo de Deus: “ferirei de morte a seus filhos” (v. 23). É por isso que Deus diz: “Saí do meio dela”!
A morte aqui significa a segunda morte, o lago de fogo, cf. Apocalipse 20:15. É o Julgamento do Grande Trono Branco, quando aqueles que não receberam Jesus serão julgados por suas obras, de acordo com Apocalipse 20:11-15.
“EU SOU [uma referência clara à divindade de Cristo, cf. Levítico 18:2; Salmo 50:7; João 6:35, 48; 8:12; 10:10, 11, 14; 11:25; 14:6; 15:1; comp. Apocalipse 1:8, 18; 21:6; 22:13,16] aquele que sonda mentes e corações, e darei a cada um segundo as vossas obras”. Ainda que Tiatira clame que é forte e indestrutível, e que não será abalada (Isaías 47:4-15), o juízo de Deus não tardará.

Se você é parte de Tiatira, e vinha seguindo as profetadas de Jezabel e a doutrina de Balaão todo esse tempo, há uma esperança. Jesus diz que “a vós outros, os demais de Tiatira, a tantos quantos não têm essa doutrina e que não conheceram, como eles dizem, as coisas profundas de Satanás: Outra carga não jogarei sobre vós; tão-somente conservai o que tendes, até que eu venha”. Apesar de fazer parte da Igreja de Tiatira, não aceite, não siga suas falsas doutrinas! Jesus promete aliviar a todos os que rejeitarem “essa Jezabel”, reconhecendo a fidelidade deles e aconselhando-os a permanecerem assim até o fim.
“Ao vencedor, que guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei autoridade sobre as nações,e com cetro de ferro as regerá e as reduzirá a pedaços como se fossem objetos de barro; assim como também eu recebi de meu Pai, dar-lhe-ei ainda a estrela da manhã. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas”.
Ao vencedor, dará a Ele autoridade sobre as nações, o que significa que quem abandonar Jezabel reinará com Ele no Milênio! O que a igreja apóstata sempre desejou – governar o mundo pela política – Jesus concederá de graça a quem permanecer fiel a Ele!
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Alguns links de fontes pesquisadas para estes artigos sobre as igrejas de Apocalipse (se esqueci algum, me mande que eu incluo na lista):

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

As 7 igrejas de Apocalipse (V)

Já estudamos bastante sobre a profetisa Jezabel. Agora vamos ver um outro profeta que se lhe assemelha, e tem até uma doutrina própria: Balaão. O nome significa “devorador”, segundo a Enciclopédia Bíblica de O. S. Boyer (Ed. Vida, 21ª edição, pg. 93). Era profeta, disso não resta dúvida, pois o que ele profetizou se cumpriu. Sem ter conhecido Abraão, repetiu o que Deus dissera ao patriarca: confira Números 24:9 com Gênesis 12:3. O verso 17 de Números 24 é claro, e também 0 20. Não obstante o seu o seu dom profético, Balaão era ganancioso; séculos depois, Pedro explicou que ele estava de olho no dinheiro, comparando-o aos obreiros corruptos de sua época (II Pedro 2:12-19). E olha que antes Balaão havia recusado uma fortuna para amaldiçoar a Israel! O problema é que ele profetizou em nome de Deus, mas também era adivinho e vidente idólatra. Números 22:6,7 diz que Balaque tinha fé nas pragas de Balaão, e que levou a ele o valor combinado pelos “encantamentos”. Era uma espécie de “benzedeira”. O anjo de Deus disse que o caminho dele era perverso (v. 32).
Ao que parece, Balaque deve ter aumentado a oferta, pois Pedro diz que “Balaão amou o prêmio da injustiça” (II Pedro 2: 15), apesar de ter recusado a primeira negociação. Ele teria ensinado Balaque a colocar tropeços diante dos filhos de Israel. Mário Persona diz que “foi a contragosto que Balaão profetizou bênção para Israel”, e cita Números 24:15-17: “Então proferiu a sua parábola, e disse: Fala Balaão, filho de Beor, e fala o homem de olhos abertos; Fala aquele que ouviu as palavras de Deus, e o que sabe a ciência do Altíssimo; o que viu a visão do Todo-Poderoso, que cai, e se lhe abrem os olhos. Vê-lo-ei, mas não agora, contemplá-lo-ei, MAS NÃO DE PERTO [grifo acrescentado]. Continua dizendo que “o versículo 17 é a sentença de condenação que Balaão foi obrigado a proferir contra si próprio. Ele ficou ciente de que veria a Deus, porém não de perto. Compare com Lucas 16:23, na qual Abraão é uma representação da presença de Deus (e no inferno [hades], ergueu os olhos, estando em tormentos, e VIU AO LONGE Abraão, e Lázaro no seu seio’) [grifo acrescentado].
Isso nós só podemos deduzir, pois o cap. 24 de Números termina com Balaão e Balaque indo cada um para o seu caminho, e parece que a história termina aí. Mas o cap. 25 começa com os filhos de Israel se prostituindo com as moabitas e sacrificando aos deuses delas. A razão disto só descobrimos em 25:17-18 e 31:15,16, que nos mostram que quando os homens de Israel pecaram, logo após Balaão ter profetizado bênçãos, foi pelo conselho do mesmo Balaão ao rei Balaque. Que conselho foi esse?
Balaão deu a Balaque uma estratégia para desviar Israel do caminho e assim talvez impedir que Israel guerreasse contra Moabe. Os hebreus ficariam distraídos e deixariam os moabitas em paz: era só misturar os filhos de Israel com as filhas dos moabitas. A Bíblia nos conta que os israelitas não só fizeram sexo com as moabitas, como também seguiram os seus deuses.
Quais eram esses “deuses moabitas”, a quem os hebreus adoraram, seguindo a “doutrina de Balaão”? Os moabitas eram uma nação irmã dos amonitas (Gênesis 19:37,38) e ambas tinham parentesco distante com Israel, pois Ló, pai de Moabe e Amon, era sobrinho de Abraão. Tanto moabitas, como edomitas e amonitas temeram quando Israel saiu do Egito e se aproximou de Canaã. A religião moabita era politeísta. Em Números 25:3 e noutras passagens, Baal-Peor é mencionado provavelmente como uma deidade moabita. A deusa Ashtar (“Astaroth”, “Asera”) também é mencionado na Pedra Moabita e na coluna de Balu‘a. II Reis 3:27 confirma que os moabitas ofereciam sacrifícios humanos. Havia outras divindades como Camós (Jeremias 48:13).
Vemos, portanto, que Baal provavelmente tenha sido adorado pelas moabitas que seduziram os israelitas em Peor. O conselho, ou a doutrina de Balaão, era que os israelitas fossem seduzidos pelas mulheres moabitas – tanto sexualmente como religiosamente (25:1,2), e se voltassem para Baal, como faria Jezabel séculos mais tarde. Cometeram adultério físico e espiritual, e nem ligavam mais para o que os outros dissessem (25:6). Isto é confirmado por Apocalipse 2:14. É importante notar que a idolatria e a prostituição (imoralidade) estão juntas. Ora, não foi exatamente  isso que Jezabel também fez, no tempo do profeta Elias, conforme vimos nas semanas passadas?
Uma das primeiras menções de Baal na Bíblia é esta de quando Balaque levou Balaão a Bamote-Baal (que significa “altos de Baal”) para ver o povo de Israel. O culto a Baal era marcado por uma devassidão que envergonharia Sodoma e Gomorra. Todos os anos, sua morte e a ressurreição eram repetidas simbolicamente, já que a passagem da seca para a estação das chuvas era explicada como a ressurreição do deus, e com a idéia do sêmen sagrado fecundando a terra em forma de chuva, os cultos centravam-se na atividade sexual. Para despertar Baal a se acasalar com Astarote, entregavam-se a orgias. A religião cananéia requeria o serviço de “prostituição sagrada” de homens e mulheres disponíveis como sacerdotes. Logo, a pessoa para adorar a Baal tinha que copular com um ou vários desses sacerdotes. Isso é visto no livro de Oséias, onde a esposa do profeta não era apenas uma prostituta, mas adoradora de Baal. “Naquele dia, diz o Senhor, ela me chamará: Meu marido e já não me chamará: Meu Baal. Da sua boca tirarei os nomes dos baalins, e não mais se lembrará desses nomes” (Oséias 2:16-17).
O termo “Baal” aparece em Romanos 11:4, e no texto original em grego é precedido pelo artigo feminino he. Comentando sobre isto, John Newton escreveu num ensaio sobre o tema, onde afirma: “Embora em hebraico ele seja do gênero masculino [hab·Bá·ʽal], o senhor, todavia Baal é chamado [he Bá·al], = a senhora, na Septuaginta; Oséias 2:8; Sofonias 1:4; e no Novo Testamento, Romanos 11:4. Na adoração licenciosa deste andrógino, ou deus de dois sexos, os homens, em certas ocasiões, usavam vestimenta feminina, ao passo que as mulheres se apresentavam em traje masculino, brandindo armas.” — Ancient Pagan and Modern Christian Symbolism (Simbolismos Pagãos Antigos e Cristãos Modernos), de T. Inman, 1875, p. 119 (link). Nem é preciso dizer nada sobre a homossexualidade...
Como vimos, Jezabel reintroduziu em Israel o culto a Baal, com todas as suas derivações, ou seja, a idolatria em si e a promiscuidade sexual, que era parte daquele culto. É interessante notar como as igrejas de Apocalipse, assim como o povo de Israel, vira e mexe caem nas mesmas faltas. A Éfeso, Jesus disse que ali havia “nicolaítas” (Apocalipse 2:6), que já estudamos aqui e aqui. Esses mesmos picaretas estavam em Pérgamo também (v.15). E Jesus repreende Tiatira porque ela tolera Jezabel, falsa profetisa, que “ensina e seduz os meus servos a se prostituírem e a comerem das coisas sacrificadas a ídolos” (v. 20). E se voltarmos a Pérgamo, notamos que ela abrigava os que seguiam a “doutrina de Balaão”, que também era “comerem das coisas sacrificadas a ídolos e a se prostituírem” (v. 14).
Como se vê, Jezabel e Balaão se conectam em dois pontos: ambos eram profetas (ela, de Baal, e ele até chegou a profetizar em nome de Deus, mas se corrompeu depois); e ambos induziram o povo de Deus a “comerem das coisas sacrificadas a ídolos e a se prostituírem”. Isso é chamado de “doutrina de Balaão”.
“Ah, mas na minha igreja não tem esse negócio de prostituição e ídolo não, misericórdia”... será que não? Os adoradores de Baal acreditavam que, com seus rituais religiosos, estimulavam os deuses a seguir o mesmo modelo. Era uma espécie de magia simpática, realizada na esperança de que os deuses imitassem seus adoradores, repetindo seus atos e assim garantissem prosperidade.
Hoje vemos nas igrejas ditas evangélicas os famigerados “atos proféticos”. Como se sabe, trata-se de “ações realizadas por homens, profetas de Deus com determinado sentido profético... sinais que apontam para o reino espiritual e que tem conseqüências no reino físico [sic]... minha ação profética tem alto valor no reino do espírito que se expressa no mundo físico”, os próprios adeptos declaram. Como aqui – onde o autor do texto declara ter como modelo, dentre outros, Tereza de Calcutá (lembra do que falei sobre a infiltração católica no meio evangélico, que não mais se fala “mal” do catolicismo, mas têm-no como exemplo?). E também aqui, aqui, aqui temos explicações, justificativas até dicas de “ferramentas criativas” para “atos proféticos”. Cuidado, alguns dão náusea.
Não é difícil relacionar os “atos proféticos” com a macumba. Basta compararmos as duas metodologias. Um trabalho de macumba nada mais é do que o homem valendo-se de ritos e objetos, a fim de manipular a ação da divindade.
Jostein Gaarder, na obra “O Livro das Religiões” (Cia. Das Letras), descreve o que é “magia”: “... o ser humano que se vale de ritos mágicos está tentando coagir as forças e potências a obedecer à sua ordem – que com freqüência consiste em atingir finalidades concretas. Desde que os rituais mágicos sejam realizados corretamente, o mago acredita que os resultados desejados decerto ocorrerão, por uma questão de lógica”.
Se você trocar “mago” por “pastor”, “apóstolo”, ou mesmo “levita”, obterá um retrato fiel da espiritualidade dita evangélica da atualidade. Atos proféticos e pontos de contato (como sabonetes, chaves, e rosas ungidas) possuem a mesma utilidade dos objetos dos rituais de magia. Mensagens enviadas ao “mundo do espírito”, a fim de que o “pastor” e o “crente” consigam conquistar alguma coisa desejada no “mundo físico” – mesmo que seja com objetivos elevados, como resgatar a cidade e a nação. Ato profético, portanto, é um meio de o homem [tentar] manipular o mundo espiritual, inclusive a ação dos demônios.
O pastor vira um xamã, revestindo-se da mesma mística e dos mesmos poderes que antes eram propriedade dos feiticeiros e “pais de santo”. Os crentes, assim como os que buscam os terreiros, transformaram-se em adoradores mercenários, a procura de um “cristo talismã”, que lhes desamarre os caminhos.
Veja você se não é a mesma coisa que faziam os adoradores de Baal. Praticavam certos atos achando que seu deus os imitaria e repetiria essa pantomima patética! Quando fazemos “atos proféticos” visando alterar os acontecimentos, para “provocar nos lugares celestiais o que fazemos na terra”, estamos fazendo um culto pagão, que busca “atrair a divindade”.
Os homens tentam controlar as divindades fazendo oferendas para que elas lhes atendam e lhes abençoem, quando Deus faz isso graciosamente. Em busca de prosperidade, oferecemos um sacrifício – dinheiro, por exemplo. Depositamos parte da renda na esperança de receber de volta tudo multiplicado, num “princípio da semeadura” totalmente desvirtuado da Palavra de Deus. Quando ofertamos dinheiro para ter prosperidade como recompensa, usando erradamente o “princípio da semeadura”, estamos na verdade fazendo uma oferenda a Baal.
Como os seguidores de Baal, querem que o seu deus lhes dê prosperidade, que mande “chuva” do céu mediante essa troca. O Deus de Elias deu a chuva, sem precisar de nada em troca para ser aplacado, sem ser subornado ou comprado. Baal, que exigia sacrifício para atender aos seus devotos, foi desmascarado como um ídolo vulgar, pois era incapaz de resolver o problema e responder os “atos proféticos” feitos pelos seus sacerdotes e adoradores. É importante ressaltar que Baal traz prosperidade, não o odiado Mamom (que é a riqueza). Podemos rejeitar Mamom, mas cultuamos Baal todo domingo. E quem ensina isto é a doutrina de Balaão e a falsa profetisa Jezabel, doa a quem doer.

Calma, só falta mais uma. Tá acabando. Na semana que vem.

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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

As 7 igrejas de Apocalipse (IV):

A missa dos católicos é chamada, por eles mesmos, de “um mistério”, um sacrifício contínuo que o sacerdote realiza diariamente, e através do “mistério” da transubstanciação, transforma o pão e o vinho no verdadeiro corpo e sangue de Cristo. É claramente uma cerimônia pagã. Como a antiga religião babilônica e os cultos semíticos, o catolicismo tem segredos e mistérios, que apenas os seus nicolaítas dominam e têm acesso. Só depois de muitos anos de estudo se consegue atingir essa sabedoria profunda. Além do mais, são notórias as “aparições de Maria”, cheias de “segredos” e “mistérios”.
A.W. Pink diz que “Satanás não é um iniciador, ele é um imitador. Assim que, enquanto o Espírito Santo ‘perscruta todas as coisas, até mesmo as profundezas de Deus’ (I Coríntios 2:10), Satanás também provê ‘coisas profundas’ (Apocalipse 2:24).
Uma das repreensões a Tiatira era que havia ali alguns entendidos nas “profundezas de Satanás”. Sabemos que os gnósticos, que já se infiltravam nas igrejas à época em que foi escrito o Apocalipse (por volta do ano 95 d.C.), chamavam suas doutrinas de “as profundezas de Deus”, afirmando que elas continham segredos e mistérios. Caso se interesse, veja este link e preste atenção às palavras “sabedoria”, “mistério” e “profundidade”, destacadas no texto. Para ser um cristão pleno, diziam, era necessário adquirir certos conhecimentos ocultos. Contudo, Cristo chama essa “sabedoria oculta” de “profundezas de Satanás”. A Bíblia diz que os que procuram tais coisas são os que sentem comichões nos ouvidos. Isso acontece quando a doutrina gnóstica persuade o homem a buscar os mistérios e o profundo conhecimento dos homens que já os obtiveram. A Escritura classifica isso como ocultismo. No Evangelho de Tomé (gnóstico) é declarado que aqueles que alcançam um conhecimento mais elevado não são simplesmente cristãos, mas “pequenos cristos”. Como? Pelo “conhecimento da sabedoria divina”.
Os falsos profetas da Igreja moderna vangloriam-se de conhecer profundezas espirituais – ou “mistérios” – dando a si mesmos os pomposos e egocêntricos títulos de apóstolos e profetas (cheios do conhecimento). Esse tipo de engodo satânico tem seduzido a Igreja. Como Paulo havia advertido a Timóteo, “virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos” (II Timóteo 4:3).
Mistérios? Há igrejas ditas evangélicas onde o culto é um culto de mistérios!
Encheram a Igreja de misticismo, um paganismo disfarçado de cristianismo. Não é difícil perceber o misticismo evangélico-pagão, traduzido em palavras, objetos e práticas. Com base no suposto poder das palavras, são criadas frases de “poder”. Nomes de pessoas são questionados como portadores de bênção ou maldição. Polêmicas são travadas por causa dos nomes das cidades e lugares: males presentes na localidade decorrem do nome maldito que o lugar tem. Para que a cidade prospere é preciso trocar o nome. Se fosse simples assim, Salvador (BA) e Vitória (ES) não teriam problemas! Esta última é uma das mais violentas do país. E olhe que ela é capital do Espírito Santo! Imagine se não fosse... No que se refere à linguagem, é clara a incorporação da linguagem religiosa pagã, com palavras “poderosas” ditas a todo instante, como se fossem encantamentos: “profetiza bênção, irmão”! “Declara vitória”! “Determina prosperidade”, para “acessar os tesouros de Deus”, “o novo de Deus”, o “de repente” de Deus... e por aí vai.
É copo com água sobre o rádio, ou sobre a TV, água do rio Jordão, óleo de Jerusalém, sabonete ungido, lenço abençoado, rosa orada, vassoura ungida para varrer a maldição da casa, fitinhas abençoadas, dentes de ouro, toalhinha com suor do “apóstolo” etc... Essas coisas são como “portadores de bênçãos” ou poderes mágicos, e até a própria Bíblia passa a ser um amuleto, sempre aberta no Salmo 91 (para não falar da famosa “caixinha de promessas”).
Rituais estranhos agora são comuns, como os tais “reteté”. Muitos vivem atrás das “adivinhações” da irmã ou do pastor que “profetiza”. Buscam experiências de êxtase para terem visões. Recorrem às fórmulas mágicas (pelas quais se paga) para alcançar “bênçãos”, para afastar ou quebrar maldições, como banhos de descarrego, unção de roupas e retratos, ou de carteiras de trabalho de quem está sem emprego, fazem correntes etc. Tem igreja que faz “banho com sete águas” – da cachoeira, da fonte, do mar, do rio, do lago, do filtro e da chuva! Veja aqui e aqui se eu inventei isso. Há outros que nas noites de sexta-feira sobem a um monte onde é feito um braseiro de sete metros de comprimento, sobre o qual caminham descalços. Há outros que sobem montes andando de quatro, como animais, “oferecendo sacrifício a Deus”. Outros estão buscando experiências como “nova unção”, “bênção do riso” e dos “urros no Espírito”; visões de anjos etc. Tudo sob orientação de “profetas”, de “sábios ungidos”! O que é isso tudo, senão misticismo, paganismo, religião “de mistérios”?
Existe “louvor” invocando “mistério”, mandando “falar em mistério” – aqui,  aqui e aqui. Aliás, as músicas que se cantam em determinados círculos evangélicos se parecem mais com os “mantras” das religiões orientais. Dani Marques diz que “as músicas recheadas de repetições [são] verdadeiros mantras! Elas fazem com que a igreja entre numa espécie de transe: [repete-se] ‘vem Espírito’ vinte vezes; ‘sopra neste lugar’ quinze vezes; ‘derrama’, trinta vezes... A música mexe profundamente com as emoções, e a linha que separa a manifestação emocional da espiritual é muito tênue, poucos conseguem discernir. A mente é como um mundo paralelo, e cada um desenvolve o que deseja. A Psiquiatria chama isso de ‘Transtornos Dissociativos’, podendo acontecer de forma coletiva. Causam estados alterados de consciência, estado de sugestionabilidade [sic] aumentada (frases repetitivas, ordens de comando, cânticos e movimentos pseudo-espirituais), aumento de percepções de imagens como luzes ou fumaça, diminuição da iniciativa e da atitude de planejamento (fazer o que pedem) e redução momentânea da capacidade de teste de realidade. Tais fenômenos são caracterizados por estados transitórios em que parece haver uma dissociação mental completa ou parcial, na qual o sujeito pode apresentar-se sem movimentação motora ou com automatismos em atos e pensamentos e um estado hipnótico, semelhante a um sonho ou embriaguez” (texto original). Ora, isso é exatamente o que ocorria nos cultos pagãos, onde o oráculo entrava em transe!
E o que dizer de igrejas cheias de símbolos ocultistas? São verdadeiros códigos secretos, desde o próprio logotipo até a arquitetura, como você pode ver aqui ao lado e também aqui, aqui, aqui...
A igreja católica perseguiu os cristãos genuínos. Mas há igrejas ditas evangélicas que também perseguem os que não aceitam seus costumes injustificados, seus dogmas que parecem ser mais importantes do que a Palavra de Deus. Há muitos que não compactuam com a onda judaizante, e são excluídos. Há outros que não aceitam aberrações e novos ensinos, novas unções, como essa moda de batalha espiritual, conquista de cidades, maldições hereditárias, atos proféticos e outras bobagens, e são excluídos, isolados. Ai que de quem questionar a autoridade do “apóstolo”! Logo dizem que não se deve tocar no ungido, e é o fim da comunhão. O espírito de Jezabel é quem manda. A falsa profetisa, que ensina heresias, é tolerada!
O ministério de Jezabel é simples: ela apareceu na igreja profetizando e ensinando uma nova doutrina que, em essência, era a velha mentira do Diabo (Gênesis 3:1,4). Distorceu o que Deus havia falado; apresentou um ensino novo, uma unção nova e, quem sabe, até um método novo de crescimento da igreja. O que parecia uma nova revelação era, na verdade, o engano antigo e caduco que levou nossos pais à ruína (II Coríntios 11:3, 4).
Hoje, nem falo mais da igreja católica, pois as suas heresias são claras e evidentes; mas nas igrejas ditas evangélicas, o que menos se ouve é o Evangelho. Prega-se “um outro evangelho”, estranho ao que Jesus e os apóstolos anunciaram: uma coleção de tosqueiras que não muda vida de ninguém, que não gera frutos espirituais.
Jezabel introduziu novos costumes na igreja. Agora não há problema em tocar rock, fazer culto ao som do funk, nem ir para a balada: tudo é gospel, até mesmo o carnaval gospel, com direito a trio elétrico e “abadá”. Agora, a mulher pode andar de calça apertada, saia curta ou blusa frente-única, e o homem pode usar cabelo comprido e brincos; em compensação, todos podem usar piercings e tatuagens: só falta usar um osso atravessado no nariz. Tudo gospel, claro. Se o crente não quiser ir assistir à luta de vale-tudo no estádio ou no ginásio, não tem problema, fazemos luta de vale-tudo na igreja.
O Halloween antes era do capeta, mas agora a gente faz um só pra nós, santificado porque escrevemos gospel em baixo. E a festa junina, que era para os santos católicos, agora a gente diz que é para Jesus e está tudo certo. Não tem problema, pois Jezabel já aprovou tudo na última reunião da diretoria da igreja. Vamos até pedir uma oferta especial este mês para financiar esses eventos: afinal, é preciso manter o jovem na igreja. A profetisa assim o disse e determinou.
Como vimos anteriormente aqui, Deus havia dito aos israelitas que exterminassem os cananeus, o que eles não fizeram. Pelo contrário, deixaram-nos em paz, habitaram com eles e se misturaram com eles. O resultado foi que o povo de Deus foi atraído pelos deuses dos cananeus, onde os mais importantes eram Baal e Astarote, justamente os que Jezabel trouxe para Israel mais tarde (I Reis 16:31-33; 18:19; II Reis 9:22; Jeremias 19:5; Oséias 2:8, 16).
Isto mostra o quanto é importante não se misturar com as nações da terra. Enquanto a Igreja aceitar conviver “numa boa” com os deuses dos povos que a cercam, estará “tolerando Jezabel” (Apocalipse 2:20), que mais cedo ou mais tarde tomará o poder e exercerá o domínio.
Nunca se esqueça disto: Jezabel é sacerdotisa e profetisa de Baal, não de Jeová! Não foi à toa que Elias disse ao povo daqueles tempos confusos: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; mas se é Baal, segui-o!” (I Reis 18:21). Decida-se! Deus ou Baal; Jesus ou Jezabel!
E se você quer saber a quem anda servindo, não perca o próximo artigo.
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Sugestão de leitura sobre este tema: http://noticias.gospelprime.com.br/files/2011/11/A-Visao-David-Wilkerson.pdf

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sábado, 16 de novembro de 2013

Se eu fosse o Diabo...

Se eu fosse o Príncipe das Trevas, tentaria envolver o mundo inteiro nas trevas. Eu gostaria de ter um terço do mercado imobiliário e quatro quintos da população mundial, mas não ficaria feliz até dominar a maçã mais madura da árvore. Com isso quero dizer que seria necessário tomar conta dos Estados Unidos.
Em primeiro lugar, subverteria as igrejas. Começaria uma campanha de sussurros. Com a sabedoria de uma serpente, sussurraria para você, como sussurrei para Eva: “Faça tudo que você quiser”.
Para os jovens, gostaria de sussurrar que “a Bíblia é um mito”. Eu iria convencê-los de que o homem criou Deus e não o contrário. Eu diria a eles, em segredo, que o que é ruim é bom, e o que é bom está “fora de moda”. Aos idosos, eu iria ensiná-los a orar: “Pai nosso, que estás em Washington…”
Depois, eu me organizaria. Ensinaria os escritores a fazer literatura sensacionalista emocionante, de maneira que qualquer outra coisa parecesse chata e desinteressante. Eu encheria a TV de filmes cheios de sexo. Forneceria drogas para todos. Eu venderia álcool para senhores e senhoras da sociedade. Tranqüilizaria o restante com comprimidos.
Se eu fosse o Diabo, colocaria as famílias em guerra com elas mesmas; as igrejas em guerra com elas mesmas, e as nações em guerra, até que cada uma delas fosse consumida.
Prometeria à imprensa o maior índice de audiência, forçando-as a se destruírem mutuamente. 
Se eu fosse o Diabo, iria encorajar às escolas a refinar o intelecto dos jovens, mas negligenciar a disciplina: “Deixem correrem soltos”. Antes que pudessem se dar conta, seria preciso cães farejadores de drogas e detectores de metal em cada entrada de escola. Dentro de uma década, teria presídios superlotados.
Com promessas de reconhecimento e poder, faria os juízes defenderem a pornografia e ficarem contra Deus. Em pouco tempo, colocaria ateus para me representar diante da suprema corte e os pregadores iriam concordar. Assim, conseguiria expulsar Deus do tribunal, depois da escola, e, por fim, do Congresso e do Senado.
Se eu fosse o Diabo, entraria nas igrejas e substituiria a religião por psicologia. Eu endeusaria a ciência. Incentivaria padres e pastores a abusarem de meninos e meninas e ficarem ricos com o dinheiro das igrejas.
Se eu fosse o Diabo, faria com que o símbolo da Páscoa fosse um ovo, e o símbolo do Natal uma garrafa de bebida.
Se eu fosse o Diabo, tiraria daqueles que têm e daria àqueles que desejam ter até conseguir matar o incentivo de suas ambições. Quer apostar que eu faria com que todos promovessem o jogo como uma forma de ficar rico? Alertaria a todos contra os extremos no trabalho duro, no patriotismo e na conduta moral.
Convenceria os jovens que o casamento é uma coisa defasada, que só ficar é bem mais divertido e o que a TV mostra é a maneira certa de viver. Assim, eu poderia despir as pessoas em público, e incentivá-los a transar com pessoas que tenham doenças incuráveis.
Eu, se fosse o Diabo, convenceria a todos que eu não existia.
Em outras palavras, se eu fosse o Diabo, continuaria fazendo o que ele já está fazendo.
 
Este texto foi escrito em 1964 pelo jornalista Paul Harvey (falecido em 2009) logo após o assassinato do presidente John Kennedy, quando se iniciava a Guerra do Vietnã e as drogas se tornavam populares entre os hippies. Em votação no site da emissora Fox News, as pessoas disseram que essas palavras eram praticamente uma profecia, pois tudo que foi dito quase 50 anos atrás está se cumprindo a cada dia.

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