A.W. Pink diz que “Satanás não é um
iniciador, ele é um imitador. Assim que, enquanto o Espírito Santo ‘perscruta
todas as coisas, até mesmo as profundezas de Deus’ (I Coríntios 2:10), Satanás
também provê ‘coisas profundas’ (Apocalipse 2:24).

Os falsos
profetas da Igreja moderna vangloriam-se de conhecer
profundezas espirituais – ou “mistérios” – dando a si mesmos os pomposos
e egocêntricos títulos de apóstolos e profetas (cheios do conhecimento).
Esse tipo de engodo satânico tem seduzido a Igreja. Como Paulo havia advertido
a Timóteo, “virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo
comichão nos ouvidos, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios
desejos” (II Timóteo 4:3).
Mistérios? Há igrejas ditas evangélicas onde o culto é um culto de mistérios!
Encheram a Igreja de misticismo, um paganismo disfarçado de cristianismo. Não é difícil
perceber o misticismo evangélico-pagão, traduzido em palavras, objetos e
práticas. Com base no suposto poder das palavras, são criadas frases de
“poder”. Nomes de pessoas são questionados como portadores de bênção ou
maldição. Polêmicas são travadas por causa dos nomes das cidades e lugares: males
presentes na localidade decorrem do nome maldito que o lugar tem. Para que a
cidade prospere é preciso trocar o nome. Se fosse simples assim, Salvador (BA)
e Vitória (ES) não teriam problemas! Esta última é uma das mais violentas do
país. E olhe que ela é capital do Espírito Santo! Imagine se não fosse... No
que se refere à linguagem, é clara a incorporação da linguagem religiosa pagã,
com palavras “poderosas” ditas a todo instante, como se fossem encantamentos:
“profetiza bênção, irmão”! “Declara vitória”! “Determina prosperidade”, para
“acessar os tesouros de Deus”, “o novo de Deus”, o “de repente” de Deus... e
por aí vai.

Rituais estranhos agora são comuns, como os tais “reteté”. Muitos vivem atrás das
“adivinhações” da irmã ou do pastor que “profetiza”. Buscam experiências de
êxtase para terem visões. Recorrem às fórmulas mágicas (pelas quais se paga)
para alcançar “bênçãos”, para afastar ou quebrar maldições, como banhos de
descarrego, unção de roupas e retratos, ou de carteiras de trabalho de quem
está sem emprego, fazem correntes etc. Tem igreja que faz “banho com sete
águas” – da cachoeira, da fonte, do mar, do rio, do lago, do filtro e da chuva! Veja aqui e aqui se eu
inventei isso. Há outros que nas noites de sexta-feira sobem a um monte onde é
feito um braseiro de sete metros de comprimento, sobre o qual caminham
descalços. Há outros que sobem montes andando de quatro, como
animais, “oferecendo sacrifício a Deus”. Outros estão buscando experiências como
“nova unção”, “bênção do riso” e dos “urros no Espírito”; visões de anjos etc.
Tudo sob orientação de “profetas”, de “sábios ungidos”! O que é isso tudo,
senão misticismo, paganismo, religião “de mistérios”?
Existe “louvor” invocando “mistério”, mandando “falar em mistério” – aqui, aqui e aqui. Aliás, as
músicas que se cantam em determinados círculos evangélicos se parecem mais com
os “mantras” das religiões orientais. Dani Marques diz que “as músicas recheadas de repetições [são] verdadeiros mantras! Elas fazem com que a igreja entre numa espécie de
transe: [repete-se] ‘vem Espírito’
vinte vezes; ‘sopra neste lugar’ quinze vezes; ‘derrama’, trinta vezes... A
música mexe profundamente com as emoções, e a linha que separa a manifestação
emocional da espiritual é muito tênue, poucos conseguem discernir. A mente é
como um mundo paralelo, e cada um desenvolve o que deseja. A Psiquiatria chama
isso de ‘Transtornos Dissociativos’, podendo acontecer de forma coletiva.
Causam estados alterados de consciência, estado de sugestionabilidade [sic]
aumentada (frases repetitivas, ordens de
comando, cânticos e movimentos pseudo-espirituais), aumento de percepções de
imagens como luzes ou fumaça, diminuição da iniciativa e da atitude de
planejamento (fazer o que pedem) e redução momentânea da capacidade de teste de
realidade. Tais fenômenos são caracterizados por estados transitórios em que
parece haver uma dissociação mental completa ou parcial, na qual o sujeito pode
apresentar-se sem movimentação motora ou com automatismos em atos e pensamentos
e um estado hipnótico, semelhante a um sonho ou embriaguez” (texto
original). Ora, isso é exatamente o que ocorria nos cultos pagãos, onde o
oráculo entrava em transe!

A igreja católica perseguiu os cristãos genuínos. Mas há igrejas ditas evangélicas que
também perseguem os que não aceitam seus costumes injustificados, seus dogmas
que parecem ser mais importantes do que a Palavra de Deus. Há muitos que não
compactuam com a onda judaizante, e são excluídos. Há outros que não aceitam
aberrações e novos ensinos, novas unções, como essa moda de batalha espiritual,
conquista de cidades, maldições hereditárias, atos proféticos e outras
bobagens, e são excluídos, isolados. Ai que de quem questionar a autoridade do
“apóstolo”! Logo dizem que não
se deve tocar no ungido, e é o fim da comunhão. O espírito de Jezabel é
quem manda. A falsa profetisa, que ensina heresias, é tolerada!
O ministério de
Jezabel é simples: ela apareceu na igreja profetizando
e ensinando uma nova doutrina que, em essência, era a velha mentira do Diabo (Gênesis
3:1,4). Distorceu o que Deus havia falado; apresentou um ensino novo, uma unção
nova e, quem sabe, até um método novo de crescimento da igreja. O que parecia
uma nova revelação era, na verdade, o engano antigo e caduco que levou nossos
pais à ruína (II Coríntios 11:3, 4).
Hoje, nem falo
mais da igreja católica, pois as suas heresias são claras e evidentes; mas nas
igrejas ditas evangélicas, o que menos se ouve é o Evangelho. Prega-se “um
outro evangelho”, estranho ao que Jesus e os apóstolos anunciaram: uma
coleção de tosqueiras que não muda vida de ninguém, que não gera frutos
espirituais.




Como vimos anteriormente aqui,
Deus havia dito aos israelitas que exterminassem os cananeus, o que eles não
fizeram. Pelo contrário, deixaram-nos em paz, habitaram com eles e se
misturaram com eles. O resultado foi que o povo de Deus foi atraído pelos
deuses dos cananeus, onde os mais importantes eram Baal e Astarote, justamente
os que Jezabel trouxe para Israel mais tarde (I Reis 16:31-33; 18:19;
II Reis 9:22; Jeremias 19:5; Oséias 2:8, 16).
Isto mostra o quanto é importante não se misturar com as nações da terra.
Enquanto a Igreja aceitar conviver “numa boa” com os deuses dos povos que a
cercam, estará “tolerando Jezabel” (Apocalipse 2:20), que mais cedo ou mais
tarde tomará o poder e exercerá o domínio.
Nunca se esqueça
disto: Jezabel é sacerdotisa e profetisa de Baal, não
de Jeová! Não foi à toa que Elias disse ao povo daqueles tempos confusos: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus,
segui-o; mas se é Baal, segui-o!” (I Reis 18:21). Decida-se! Deus ou Baal; Jesus ou Jezabel!
E se
você quer saber a quem anda servindo, não perca o próximo artigo.= = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = =
Sugestão de leitura sobre este tema: http://noticias.gospelprime.com.br/files/2011/11/A-Visao-David-Wilkerson.pdf
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