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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Obituário 2014

Quem morreu no ano que passou
Este é um post triste.
Fala sobre os que não estão mais aqui.
Como aqueles que, em 8 de março de 2014, estavam a bordo do vôo MH-370 da Malaysia Airlines que saiu de Kuala Lumpur e deveria chegar a Pequim depois de seis horas no ar, mas desapareceu 40 minutos após a decolagem. 
E também aqueles 298, a maioria holandeses, que em 17 de julho, morreram em outro vôo da mesma Malaysia Airlines, na Ucrânia, próximo da fronteira com a Rússia, quando seguia de Amsterdã para Kuala Lumpur, num caso que até hoje não chegou a ser totalmente elucidado.
Também os 302 passageiros da balsa Sewol, que afundou em 16 de abril na costa da Coréia do Sul com 476 pessoas a bordo, das quais apenas 174, entre elas o capitão e parte da tripulação, foram resgatadas. Meses mais tarde o comandante se suicidou. Em uma mina de carvão na Turquia, 302 operários perderam a vida numa explosão no dia 13 de maio. Ao todo havia 787 pessoas trabalhando no momento do desastre.
Pelo menos 126 pessoas, das quais ao menos 120 crianças, morreram em um ataque do Taleban contra uma escola em Peshawar, principal cidade do noroeste do Paquistão, em 16 de dezembro; mais de 80 ficaram feridas. Um professor foi incendiado na frente dos alunos.  Uma tempestade tropical matou 31 nas Filipinas, 21 na Malásia e 15 na Tailândia; no Brasil, raios mataram 84 pessoas.
Outras 162 pessoas morreram noutro acidente aéreo, em 28 de dezembro: o vôo QZ 8501 da AirAsia havia saído de Surabaia, na Indonésia, com destino a Cingapura, onde pousaria duas horas depois, mas caiu misteriosamente no mar. Também morreram 35 chineses, mas numa festa: um tumulto no reveillon em Xangai, minutos antes da virada do ano.
Sete operários morreram em acidentes em obras de estádios para a Copa, sendo 3 no palco da abertura, em São Paulo. E por falar em Copa, como morreu gente ligada ao futebol! Em 5 de janeiro, faleceu Eusébio, aos 71 anos, o melhor jogador português de todos os tempos. O “Pantera Negra” ou “Pelé Português”, em 1966 levou Portugal às semifinais da Copa do Mundo, eliminando o Brasil. Jogou no Benfica de 1960 a 1975, e se aposentou em 1980. Bellini (capitão da seleção brasileira na conquista de sua primeira Copa, em 1958, com 83 anos em 20 de março); Luciano do Valle (jornalista, narrador e empresário, aos 66 anos, vítima de um infarto em 19 de abril); Afo (Afonso Celso Duarte, chargista esportivo do jornal Estado de Minas, em 26 de abril, aos 73 anos); os ídolos do Fluminense nos anos 1980 Washington e Assis, em 25 de maio, com 54 anos, e 6 de julho, com 61, respectivamente; Mauricio Torres (narrador da TV Record, aos 43 anos, em 31 de maio); Marinho Chagas (ex-jogador do Botafogo, Fluminense, Seleção Brasileira e NY Cosmos, em 1º de junho, aos 62 anos); Fernandão (ex-jogador de Goiás, Olympique de Marselha, Internacional e São Paulo, ex-técnico e comentarista, aos 36 anos, no dia 7 de junho).  A bruxa continuou solta depois da Copa: morreram Alfredo Di Stefano (ex-jogador, um dos maiores craques da História, em 6 de julho aos 88 anos); cinco dias depois, Osmar de Oliveira, médico ortopedista, comentarista e narrador, aos 71. Armando Marques (aos 84, ex-juiz) em 16 de julho e Julio Grondona (presidente da Federação Argentina, AFA), aos 82, no dia 30 de julho.
Mais de 60 jornalistas morreram no exercício da profissão, a maioria em zonas de conflitos. Conflitos como o na Ucrânia, onde cerca de 3.000 pessoas perderam a vida.
A guerra do trânsito nas ruas brasileiras foi responsável por ainda mais mortos – passam de 40.000, por mais que as autoridades noticiem planos e mais planos para reduzir essa estatística.
Na Síria, já são tantas as vítimas fatais que o escritório de direitos humanos da ONU parou de atualizar o número desde a sua última estimativa de pelo menos 200 mil até o fim de 2014.
Nos Estados Unidos, três pessoas morreram baleadas em um shopping de Maryland, e o assassino em seguida se suicidou, em 25 de janeiro. Em 3 de abril, um tiroteio na base militar de Fort Hood, no Texas, deixou quatro mortos, uma das quais o próprio assassino. Em 24 de maio, mais sete na Universidade da Califórnia: o suspeito do atentado foi encontrado morto dentro do carro. Pelo menos um estudante morreu em tiroteio em 10 de junho na Reynolds High School, em Portland, Oregon. O autor dos disparos também morreu (e aqui no Brasil tem maluco defendendo a liberação do porte de arma). Inocentes atingidos por balas perdidas são impossíveis de ser contabilizados.
Desde o primeiro dia do ano desapareceram muitas caras conhecidas.
Entre empresários e políticos, alguns que partiram foram:
Ariel Sharon, ex-primeiro ministro de Israel, no dia 11 de janeiro em Tel Aviv, de falência múltipla dos órgãos. Em 2005, ele sofrera um derrame do qual se recuperou, mas em 2006 sofreu outro muito mais grave. Sharon entrou em coma e assim permaneceu desde então. Em 2013, foi constatado que era irreversível a sua situação. Tinha 85 anos.
Em 8 de julho, Plínio de Arruda Sampaio, advogado, promotor público e, na década de 60, como deputado pelo antigo Partido Democrata Cristão (PDC), foi relator do projeto de reforma agrária do governo de João Goulart. No final da década seguinte, participou da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT). Em 1985, foi eleito deputado federal, atuando na elaboração da Constituição. Em 2005, deixou o PT e foi para o PSOL, sendo candidato ao governo de São Paulo em 2006, e à Presidência da República em 2010, quando conquistou 886 mil votos e ficou em quarto lugar. Tinha 83 anos e se tratava de um câncer ósseo.
A 13 de agosto, Eduardo Campos, 49 anos, candidato à presidência pelo Partido Socialista, em acidente aéreo que sacudiu a campanha eleitoral. Também perderam a vida assessores que o acompanhavam na viagem.
19 de novembro – Marcio Thomaz Bastos, jurista e ex-ministro da Justiça, de complicações decorrentes de uma doença pulmonar. Aos 79 anos, em São Paulo.
24 de agosto - Antônio Ermírio de Moraes, presidente do Grupo Votorantim. Em São Paulo, aos 86 anos, de insuficiência cardíaca.
20 de novembro – Samuel Klein, empresário, fundador das Casas Bahia. De origem judia-polonesa, chegou a ficar 2 anos prisioneiro no campo de concentração nazista de Treblinka, onde a maior parte de sua família morreu. Depois da guerra, já casado, veio para o Brasil onde começou a trabalhar como vendedor, mesmo sem falar português. Aos poucos foi ampliando sua clientela principalmente entre os imigrantes nordestinos, de onde tirou o nome “Casa Bahia”. Aos 91 anos, de insuficiência respiratória, em São Paulo.
Atores:
1º de janeiro – James Avery, o “tio Phil” da série protagonizada por Will Smith “The Fresh Prince of Bel-Air” (“Um Maluco no Pedaço”). Aos 65 anos, de complicações de uma cirurgia cardíaca.
2 de fevereiro - Philip Seymour Hoffman, de “Missão Impossível 3” e “Dúvida”, em que interpretou um padre suspeito de pedofilia. Em 2002 ganhou o Oscar de Melhor Ator como o personagem-título de “Capote”. Encontrado em seu apartamento com uma seringa de heroína espetada no braço. Tinha 46 anos.
10 de fevereiro – Shirley Temple. Com seus característicos cachinhos loiros, covinhas e olhos brilhantes, foi um dos maiores fenômenos de Hollywood. Menina prodígio, em 1935 ganhou um Oscar com seis anos de idade: até hoje é a atriz mais jovem a receber a estatueta. Deixou o cinema em 1950, aos 21 anos. Em 1972, diagnosticada com câncer de mama, foi uma das primeiras celebridades a falar abertamente sobre a doença. Embaixadora em Gana (1974-1976) e Tchecoslováquia (1989). De causas naturais aos 85 anos, em sua casa, na Califórnia. Na mesma data, Virgínia Lane, atriz, cantora e dançarina. De acordo com rumores, a “Vedete do Brasil” teve um caso com o então presidente Getúlio Vargas, após o sucesso da música “Sassaricando”. No cinema, fez várias comédias carnavalescas com Oscarito, Grande Otelo e Zé Trindade. Em 1951, protagonizou o primeiro nu (não frontal) no cinema nacional. Teve falência múltipla de órgãos aos 93 anos em Volta Redonda. 
24 de fevereiro – Harold Ramis, que dirigiu, atuou, roteirizou e/ou co-escreveu “Feitiço do tempo”, “Clube dos Pilantras”, “Férias frustradas”, “A Máfia no divã” e “A Máfia volta ao divã”, “Os caça-fantasmas” e sua seqüência “Os caça-fantasmas 2”. Aos 69 anos em Chicago, em decorrência de uma doença rara nos vasos sanguíneos.
5 de abril - José Wilker, de inúmeros personagens marcantes na TV e no cinema. De infarto aos 69 anos, no Rio de Janeiro.
29 de abril – Bob Hoskins, de “Uma Cilada para Roger Rabbit”, “Hook - A volta do Capitão Gancho”, “Super Mario Bros.” e “Circulo de Fogo”. Aposentou-se em 2012, com o mal de Parkinson. Em Londres, aos 71 anos.
30 de julho – Fausto Fanti, o “Renato” do programa “Hermes & Renato”, da MTV. Encontrado com um cinto enrolado no pescoço, em seu apartamento, em São Paulo. Tinha 35 anos de idade.
11 de agosto – Robin Williams: “Popeye” (1980), “Bom Dia Vietnã”, “Patch Adams”, “Jumanji”, “Uma Babá Quase Perfeita”, “Sociedade dos Poetas Mortos”, “Hook – a volta do Capitão Gancho”, “Uma Noite no Museu” e muitos outros. Oscar de ator coadjuvante por “Gênio Indomável” (1997) e vários outros prêmios, lutava contra o vício de cocaína e álcool, além da depressão. Tinha 63 anos e se enforcou em sua residência na Califórnia.
12 de agosto – Lauren Bacall, que tinha 89 anos e sofreu um derrame em casa. De beleza “clássica”, estrelou “À beira do abismo” (1946), “Paixões em fúria” (1948), e “Como agarrar um milionário” (1953).  Foi casada com Humphrey Bogart desde a década de 1940 até a morte dele, em 1957. Mais tarde se casou com o também ator Jason Robards. Em 2009, ganhou um Oscar honorário por sua participação na “era de ouro” de Hollywood.
4 de setembro - Joan Rivers, cuja longa carreira (de mais de cinco décadas) a tornou “rainha da comédia”. Foi também uma das primeiras mulheres a fazer stand up. Apresentava o programa “Fashion Police”, no canal pago de televisão E!. Dizia ter feito 734 cirurgias plásticas. Seu estilo cômico a fazia satirizar a si própria e outras celebridades. Aos 81 anos, em Nova York, após complicações de uma cirurgia nas cordas vocais.
10 de setembro - Richard Kiel, conhecido pelo seu papel de “Jaws” (“Dentes de Aço”) nos filmes de James Bond. Com 2,18 m de altura, chegou a ser cogitado para interpretar o Hulk na série de TV, mas foi substituído, pois os produtores o consideraram “gentil e afetuoso demais”. Aos 74 anos, em Fresno, de causas não reveladas.
4 de outubro - Hugo Carvana, que trabalhou em mais de cem filmes e novelas, desde 1955. Fez parte do movimento do Cinema Novo. Estreou nas novelas em 1975, com “Cuca Legal”. Deu vida ao malandro carioca, como em “Vai trabalhar, vagabundo”, de 1973. Tinha 77 anos e sofria de câncer no pulmão.
28 de novembro – Roberto Bolaños, comediante, escritor e diretor de TV mexicano, famoso por seus personagens “Chaves” e “Chapolim”.  Conhecido em seu país como “Chespirito” (uma alusão a Shakespeare), Chapolim estreou em 1970 e Chaves no ano seguinte, ainda como quadros do programa Chespirito. As séries bateram recordes de audiência e viraram programas próprios em 1973. A Televisa tentou contratar Bolaños, mas com a recusa do comediante decidiu comprar a emissora onde ele trabalhava e ampliar a rede. Os programas de ​Chespirito ficaram no ar durante quase 30 anos ininterruptos no México, e saíram do ar em 1995. Nos anos 1980, Silvio Santos comprou novelas mexicanas da Televisa e recebeu Chaves e Chapolim como brinde. As séries estrearam no SBT em 1984 e estão até hoje no ar, desbancando sucessos globais como Xuxa. Bolaños vivia em Cancún, México, com a mulher, Florinda Meza; sofria de problemas respiratórios e de locomoção, e respirava com um cilindro de oxigênio. Teve uma parada cardíaca, aos 85 anos.
18 de dezembro – Virna Lisi, uma das musas do cinema italiano nos anos 1960. Nascida Virna Pieralisi, alcançou o sucesso com “La Donna del Giorno” (1957), “Eva” (1962), e “A Tulipa Negra” (1963) com Alain Delon. Logo depois foi para disso onde chegou a ser considerada a nova Marilyn Monroe, e estrelou “Como Matar Sua Esposa” (1965), e “Assalto a um Transatlântico” (1966), com Frank Sinatra. A partir daí, passou a formar com Sofia Loren e Claudia Cardinale o trio das musas italianas. Premiada como melhor atriz no Festival de Cannes em 1994, por sua interpretação de Catarina de Médici em “A Rainha Margot”. Também fez teatro e TV, como na peça “Otello” de 1969. Seu último filme foi “O Mais Belo Dia de Nossas Vidas” (2002).  Faleceu em Roma, aos 78 anos.
Músicos:
5 de janeiro – Nelson Ned. “Tudo passará”, de 1969, foi um de seus grandes sucessos. Nos anos 1990, tornou-se evangélico. Em 2003, sofreu um acidente vascular cerebral que muito o debilitou, culminando com sua morte aos 66 anos, em São Paulo. 
20 de janeiro - Márcio Antonucci, da dupla “Os Vips”, que ganhou fama no tempo da “Jovem Guarda”. A dupla gravou várias versões de músicas do Beatles. 68 anos,teve infecção generalizada, em Angra dos Reis (RJ).
26 de fevereiro – Paco de Lucía, mestre da música flamenca. Tocava com tal rigor e perfeccionismo que é considerado o Mozart espanhol. Começou aos 7 anos, conhecido como “Paco, el de Lucía” (Paco, o filho de Lucía). Ganhou popularidade mundial por seus trabalhos com John McLaughlin, Al Di Meola, Larry Coryell e Cameron de La Isla.  Passava temporadas em Cancún, no México, onde sofreu um infarto aos 66 anos.
26 de fevereiro - Ernesto Paulella, advogado paulistano, aposentado, viúvo e estudioso de latim, mais conhecido como o “Arnesto” do samba composto por seu amigo Adoniran Barbosa. Ele faria cem anos em 15 de dezembro de 2014 e ainda morava no bairro do Brás, em São Paulo.
8 de maio - Jair Rodrigues. Com jeito brincalhão de malandro e voz potente, seu talento de intérprete ressoa até hoje com a canção “Disparada”, sensação no Festival da Música em 1966, e pela célebre parceria com Elis Regina. Em Cotia, interior de São Paulo, aos 75 anos.
30 de setembro - Jadir Ambrósio, compositor mineiro, autor do hino do Cruzeiro. Em 1965, participou de um concurso da rádio Inconfidência (antes disso, o clube não tinha uma música oficial): “Estava subindo a avenida Afonso Pena e em questão de cinco minutos fiz o hino”. E a canção teve aprovação imediata. “A diretoria estava reunida. Cheguei, mostrei o hino, e não teve vamos ver não. Gravei e começou assim”. Tinha 91 anos, e se tratava de doenças nos rins e no coração.
25 de outubro - Jack Bruce, ex-baixista da banda Cream, que formou com Eric Clapton e Ginger Baker, uma das mais importantes da história da música, com canções como “White Room” e “Sunshine of Your Love”. Tinha 71 anos, e a causa da morte, contudo, não foi divulgada.
22 de dezembro – Joe Cocker, cantor e compositor inglês. Dono de uma voz privilegiada, notabilizou-se por interpretar blues, e ganhou fama mundial ao cantar “Whit a Little Help From My Friends”, dos Beatles, em Woodstock (1969). Tinha 70 anos e sofria de câncer na garganta.
Escritores e jornalistas: 
8 de janeiro - Márcio Rubens Prado, um dos maiores cronistas esportivos de Minas e do Brasil. Em entrevista recente, revelou a frustração de não ter sido pianista e de nunca ver o seu América-MG campeão da Série A. De problemas cardíacos, aos 80 anos, em Belo Horizonte, com “o coração pisoteado pelas donas”, como costumava brincar.
17 de abril - Gabriel García Marquez, Nobel da Literatura em 1982. Tinha a saúde muito frágil, por conta de uma pneumonia. Aos 87 anos, na Cidade do México.
18 de julho – João Ubaldo Ribeiro. Membro da Academia Brasileira de Letras desde 1994. Seu maior sucesso é o seu segundo livro, de 1971, “Sargento Getúlio”, consagrado como um marco do moderno romance brasileiro, comparável a Graciliano Ramos e Guimarães Rosa. Aos 73 anos, de embolia pulmonar.
23 de julho – Ariano Suassuna. “O Auto da Compadecida”, sua obra mais famosa, é de 1955, e foi apresentada pela primeira vez no Recife, em 1957, sem grande sucesso. Mas anos depois virou especial de TV e filme. Nascido em 1927, em João Pessoa, cresceu no sertão paraibano e mudou-se com a família para Recife em 1942. Na década de 70, Suassuna defendia a criação de uma arte erudita nordestina com raízes populares. Foi membro-fundador do Conselho Nacional de Cultura. Aposentou-se como professor da Universidade Federal de Pernambuco, e em 1990 tomou posse na Academia Brasileira de Letras. Mesmo com problemas de saúde, permanecia em plena atividade. Tinha 87 anos e sofreu um acidente vascular cerebral (AVC).
Religiosos:
30 de maio - Renê Pereira Feitosa, pastor, depois de 70 anos de trabalho ininterrupto na pregação, evangelização, ensino e implantação de igrejas no Brasil e em outros países. Juntamente com seus filhos, também pastores Reuel e Uziel, na década de 1970 fundou a Igreja Peniel em Belo Horizonte, conhecida por seu importante e pioneiro trabalho na recuperação dos hoje chamados “excluídos” – dependentes químicos, travestis, prostitutas, moradores de rua. Um dos pilares do movimento de renovação espiritual na Igreja Batista nos anos 1960, ao lado de Enéas Tognini, José Rego do Nascimento e Achilles Barbosa. Sua morte aconteceu no dia em que comemorava 75 anos de casamento. Em Campo Grande, Mato Grosso, aos 93 anos.
9 de novembro - Myles Munroe, pastor e palestrante, em um acidente aéreo nas Bahamas, onde residia. Com ele faleceram sua esposa Ruth, a filha de ambos, Charisa, e mais seis pessoas. Munroe era um dos expoentes do movimento “Palavra da Fé” e arrecadava fortunas em campanhas, seminários de liderança, venda de livros e palestras motivacionais em todo o mundo, alcançando 500 mil pessoas por ano. Esteve algumas vezes no Brasil a convite de Robson Rodovalho (da Igreja Sara Nossa Terra), a quem muito influenciou com sua teologia da prosperidade, e depois com Silas Malafaia, que o recebeu em seus programas e congressos e editou alguns de seus livros. Munroe enfatizava o Reino de Deus e defendia uma escatologia pós-milenista, que prega um reino paradisíaco de paz e amor universal ainda nesta era, num contexto triunfalista. Tinha compreensão nova-erista da divisão entre “Cristo” e “Jesus” (“Jesus foi a manifestação humana do Cristo celestial”, quando a sã doutrina ensina que em Cristo há uma só pessoa com duas naturezas, a divina e a humana). Bacharel em Artes e Educação, Belas Artes e Teologia, e Doutor Honorário pela Universidade Oral Roberts, e Mestre em Artes e Administração pela Universidade de Tulsa, Oficial do Império Britânico, outorgado pela Rainha da Inglaterra, e Jubileu de Prata do Governo de Bahamas, por sua contribuição ao crescimento do País. Foi autor ou co-autor de mais de 100 livros, 23 deles com ênfase na auto-ajuda, e autor de Bíblias “de estudo”. Escrevia para diversas revistas e jornais. Tinha 60 anos de idade.
Outras figuras:
3 de maio - Benedicta Finazza, conhecida como Mãe Diná, adivinhadora que ganhou fama ao supostamente prever o acidente com os Mamonas Assassinas em 1996. De falência múltipla dos órgãos, aos 83 anos, em São Paulo.
12 de maio - Hans Ruedi Giger, pintor surrealista, conhecido como H. R. Giger, o criador do “Alien” e cuja arte estampou a capa de discos de vários artistas como Emerson, Lake & Palmer, Debbie Harry, Celtic Frost, Danzig e Dead Kennedys. Com 74 anos, estava hospitalizado após cair na escada de sua casa em Zurique, na Suíça.
11 de setembro - Sebastião Pereira de Jesus, mais conhecido como Tião das Rendas, personagem folclórico de Minas Gerais. Desde 1981, levava ao ouvinte do rádio informações sobre público e renda do futebol, antes dos jogos, e se vangloriava por sempre acertar. Ficou famoso pelos bordões “olha o dinheiro do jogo” e “pupagante” (público pagante). Pela dicção ruim, quase sempre gerava dúvidas nos ouvintes e era necessário repetir. Tião chamava atenção pelas camisas coloridas, bem “berrantes”. Outra de suas atividades era a organização de bailes dançantes. Na Praça Sete, no coração de Belo Horizonte, participava de rodas de aposta de política, futebol e outros temas polêmicos. Em 2008, candidatou-se a vereador, sem sucesso. Tinha 70 anos.

Este longo obituário podia ser maior ainda. Estima-se que, atualmente, morrem mais de 50 milhões de pessoas por ano, em todo o mundo.
Isto nos faz parar para pensar.
Onde estaremos daqui a um ano?
Será que vamos fazer parte dessa longa lista de desaparecidos?
E se sim, será que deixaremos saudade? As pessoas sentirão falta de nós? Chorarão nossa perda?
E, caso não estejamos mais aqui, onde estaremos?
Vivendo uma nova, eterna e melhor vida ao lado de Jesus – como ele prometeu ao ladrão na cruz, “ainda hoje estarás comigo no paraíso”? Ou estaremos numa terrível expectativa de um julgamento do qual não sairemos com veredito favorável? Quantos desses mais de 5o milhões descansam em paz hoje? Quantos já sentem o calor e o cheiro de enxofre?
É para pensar. Pensar e agir, enquanto ainda temos o fôlego da vida e oportunidade para escolher onde queremos passar a Eternidade.

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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Os novos e os velhos

Juízes 2:10 - E foi também congregada toda aquela geração a seus pais, e após ela levantou-se outra geração que não conhecia ao Senhor, nem tampouco a obra que ele fizera a Israel.

Alguns anos haviam se passado após a morte de Josué e da geração que havia conquistado Canaã. As 12 tribos iam se estabelecendo gradativamente na terra prometida. Cidades foram conquistadas, batalhas foram ganhas e a terra produzia os primeiros frutos. Israel não era mais escravo do Egito. Embora acontecessem conflitos de tempos em tempos com os povos vizinhos, agora Deus havia cumprido sua promessa e os filhos de Abraão habitavam em sua própria terra. Mas... “levantou-se outra geração que não conhecia ao Senhor, nem tampouco a obra que Ele fizera a Israel”.
O que aconteceu?
Essa “nova geração” acostumou-se à vida relativamente fácil na terra de Canaã. Como nasceram depois da libertação, não viram os flagelos sobre o Egito, nem o mar se abrir deixando Israel passar a seco e o exército de Faraó se afogar; não viram o Sinai fumegante. Não viram a nuvem de dia e a coluna de fogo à noite, nem as águas do Jordão pararem para a Arca passar. Não viram as muralhas de Jericó caírem.
Viviam “normalmente”. Mas “não conheciam ao Senhor, nem a obra que Ele fizera a Israel”. Achavam que estavam ali desde sempre. Que a terra sempre fora deles. Que nunca haviam sido escravos. Nada sabiam sobre as lutas das gerações anteriores para, com a ajuda de Deus, estabelecer aquele estado de coisas, aquela situação relativamente estável que permitia plantar e colher, comer e beber, casar-se e dar-se em casamento.  
Quantas pessoas hoje, que estão há pouco tempo no Corpo, também acham que as coisas sempre foram assim como são hoje? Quantas pessoas não fazem idéia de como era difícil ser filho de Deus há 20, 30 anos atrás? Quando não havia “celebridades” em times de futebol; quando não havia “popstars” evangélicos... aliás, nem rádio evangélica. Quando muito, comprava-se um horário (geralmente a preços abusivos, às cinco da manhã), e por 5, 10 minutos, fazia-se uma pregação rápida e uma oração... música, nem pensar.
Aliás, os músicos evangélicos da época preocupavam-se em evangelizar por meio de apresentações nas praças, colégios e no interior, debaixo de gozação, desprezo e indiferença; ou em edificar o povo de Deus por meio do louvor, adoração e testemunho. Não havia shows. Não havia entrevista na TV. Não havia vendas milionárias de discos (ainda não existia CD nem DVD)... Mas essa geração conhecia ao Senhor, e abriu caminho para que hoje você possa ligar entrar no seu carro e sintonizar uma rádio que pelo menos se chama cristã. Ou várias.
Uma geração atrás, não era fácil testemunhar na escola. Você era discriminado, isolado, seus amigos te evitavam. Quando você conhecia outro crente na escola, era a maior alegria! Você podia enfim compartilhar, orar junto, ter com quem conversar. Com quem evangelizar. Senão seus colegas iriam para o inferno.
Hoje não: o evangelho é mais conhecido. Todo mundo tem um amigo que é da igreja tal e da igreja qual. Tem muito freqüentador de igreja nas escolas. Não precisa mais evangelizar os colegas. Eles vêem a pregação pela TV. Pra quê se preocupar em ficar pregando? Eles vêem pregação pela TV ou pela Internet, se quiserem. Além do mais, temos que respeitar a diversidade. A opção do outro. A escolha do outro. Se ele quiser ir para o inferno, é problema dele. Não posso interferir na escolha. Aliás, será mesmo que existe inferno? Ninguém fala mais sobre isso... Será que é mesmo preciso perguntar às pessoas se eles querem receber a Jesus como Senhor e Salvador? Ninguém pergunta mais isso, nem nas “igrejas”... Será que as pessoas querem conhecer ao Senhor? Será que nós queremos que as pessoas conheçam ao Senhor? Será que nós conhecemos ao Senhor?
As gerações passadas suportavam todo tipo de humilhação e discriminação porque conheciam ao Senhor, e a obra que Ele fizera a Israel. As gerações passadas não vendiam a bendita esperança e o privilégio de evangelizar e testemunhar por um prato de lentilhas, uma música tocada no Fantástico ou no show da Xuxa; ser entrevistado no jornal das 7; ser eleito vereador ou deputado “representante dos evangélicos”. Um prato de lentilhas ou 30 moedas de prata, tanto faz.
A igreja evangélica brasileira hoje é “mais respeitada”. Há um certo “ethos” evangélico, isto é, a mídia e a sociedade em geral nos reconhece como um grupo numeroso, que tem opiniões próprias e certo padrão de comportamento, mais em termos sócio-econômicos do que religiosos, onde ainda há muitos preconceitos (vide as representações e caracterizações de crentes em novelas – tipo aqui, aqui e aqui). Mas esse relativo e limitado “respeito” foi construído a duras penas por quem de fato conhecia o Senhor. As gerações passadas. Que, aliás, eram menos numerosas, mas construíram uma imagem baseada em valores como honestidade, rigor no viver, no falar e no vestir, na discrição; e não na extravagância. Diferente do mundo e não em conformidade com ele.  
A geração atual não parece conhecer o Senhor, nem o que Ele fez ao Seu povo! Mas sabe o valor de 30 moedas de prata. Conhece o sabor de um prato de lentilhas.
A “nova geração” que surgiu em Israel procurava se identificar com os povos em redor, porque os valores de Deus lhes eram desconhecidos. Eles viram que a geração anterior era diferente do mundo, e isso não os agradou. Eles quiseram ser semelhantes aos seus vizinhos. Não queriam ser discriminados, nem diferentes. Queriam fazer tudo que os povos ao redor faziam.
Os povos que havia ao redor deles vestiam-se de outro modo, falavam de outro modo. Não falavam só de Deus e da Bíblia. Cantavam diferente de Israel. Ritmos mais modernos. Namoravam e casavam como queriam. Gastavam seu tempo como queriam.
Os povos que havia ao redor deles comiam de outra forma.
Os povos que havia ao redor deles serviam a outros deuses.
E Israel começou a segui-los.
Juízes 2:11-14: Então os filhos de Israel fizeram o que era mau aos olhos do Senhor, servindo aos baalins; abandonaram o Senhor Deus de seus pais, que os tirara da terra do Egito, e foram-se após outros deuses, dentre os deuses dos povos que havia ao redor deles, e os adoraram; e provocaram o Senhor à ira, abandonando-o, e servindo a baalins e astarotes. Pelo que a ira do Senhor se acendeu contra Israel, e ele os entregou na mão dos espoliadores, que os despojaram; e os vendeu na mão dos seus inimigos ao redor, de modo que não puderam mais resistir diante deles.
A Igreja hoje está sendo influenciada pelos povos ao seu redor. Basta olhar nossos planos, nossas aspirações e desejos. Nossos métodos de fazer negócios; nossas reuniões, nossas conversas, nossas músicas, nossos shows, nossas rádios, nossos programas de televisão. Nossos passatempos. Os filmes que assistimos. Os políticos que elegemos.
É por isso que somos entregues nas mãos dos espoliadores, e é por isso que não temos como resistir diante deles. A nova geração não conhece ao Senhor, e por isso segue aos baalins e astarotes. Nós não nos ajoelhamos diante de suas imagens, mas seguimos suas doutrinas. Doutrinas novas, que surgiram depois que a geração anterior se foi. Doutrinas e ensinamentos que foram escritos depois que paramos de ler a “velha” doutrina. Depois que paramos de ler a Bíblia e começamos a buscar “novas revelações”. Nos esquecemos “da obra que Ele fizera a Israel”.
Já vi e ouvi mais de um “pastor” dizer que “crente velho é difícil”. Talvez seja mesmo: quem está há mais tempo no Evangelho já aprendeu a ler a Bíblia e buscar de Deus a interpretação, o discernimento e a sabedoria, e não cai fácil em qualquer heresia ou inovação. Não vai em qualquer modismo ou “nova unção”. Crente novo, muitas vezes, vai no entusiasmo, na adrenalina, na emoção, e tem medo de confrontar “o ungido”, mesmo quando esse “ungido” diz e faz besteiras.  O que nós precisamos é acabar com esse negócio de “nova geração”, “geração disso” e “geração daquilo”, “geração profética” e “geraçãoextravagante”, e voltar a ser simplesmente a geração eleita. A geração que segue a vontade de Deus, que busca conhecer a Deus e não se esquecer de Suas obras para com Seu povo.
O Salmo 103:2,7 diz:
“Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum dos seus benefícios. [O Senhor] fez notórios os seus caminhos a Moisés, e os seus feitos aos filhos de Israel”.
Eu penso que é tempo de se arrepender de viver em conformidade com o mundo. De seguir aos baalins e astarotes da vida. De trazer à memória todos “os Seus benefícios”! Pois “é de eternidade a eternidade a benignidade do Senhor sobre aqueles que o temem, e a sua justiça sobre os filhos dos filhos, sobre aqueles que guardam o seu pacto, e sobre os que se lembram dos seus preceitos para os cumprirem” (v. 17 e 18), e Ele “Não repreenderá perpetuamente, nem para sempre conservará a sua ira” (v. 9).

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sábado, 6 de junho de 2009

Ex-atriz pornô se converteu

Regininha Poltergeist era o nome artístico de Regina de Oliveira Soares, uma atriz e cantora que despontou para fama fazendo o papel de uma santa que curava doentes com sexo na peça “Santa Clara Poltergeist”. Também fez um programa erótico, “Puro Êxtase”. Fez sucesso como “backing vocal” na efêmera banda de Fausto Fawcett, sobressaindo-se no palco como a “Louraça Belzebu” na música “Kátia Flávia”. Depois de incontáveis ensaios em revistas masculinas e três filmes pornôs, mudou de vida e passou a freqüentar o templo da igreja Bola de Neve. Em entrevista ao portal Gospel + na época em que começou a ir à igreja, ela falou sobre sua nova postura, disse que "não se arrepende" dos trabalhos picantes que fez no passado e não descarta até mesmo virar "cantora gospel". Leia alguns pontos da entrevista.
- Quem te apresentou à religião? 
- Foi o Zé Reinaldo (um coreógrafo). Fui criada na Igreja Católica, depois comecei a freqüentar o espiritismo. Conheci um pouco de umbanda e candomblé. Nunca para fazer mal a ninguém. Falavam que eu tinha mediunidade e que precisava cuidar dos meus orixás, dos meus guias, para eu poder caminhar profissionalmente. Mas eu não via resultado. Pelo contrário.
- Sua vida mudou depois que você se converteu? 
- Muito. Eu estava na Praça Saens Peña, na Tijuca (RJ), quando encontrei com o Zé. Ele olhou para mim e perguntou o que estava havendo. Eu respondi que ninguém sabia o que eu tinha e ele me levou para a igreja. Primeiro fui à igreja que é perto da minha casa, no Grajaú, na casa do pastor. Começou a sair um monte de coisa de cima de mim. E agora estou na Bola de Neve, com a Marinara (ex-modelo e ex-policial). Ela foi madrinha do meu batismo (???).
- E o fato de você ter feito filmes pornôs? 
- Não me arrependo, não. (grifo meu). Só que eu não posso e não quero mais cantar aquela música “Kátia Flávia” porque fala da “Louraça Belzebu".  
- Você pretende chegar a uma posição importante dentro da sua igreja? 
- Por que não? Mas eu gostaria mesmo é de cantar músicas para Jesus. Ele mudou minha vida!Fonte: Extra / Gospel + 5 de fevereiro de 2009 (http://noticias.gospelmais.com.br/famosa-atriz-porno-se-converte-e-ja-quer-ser-cantora-gospel.html ).
Depois disso, Regina desapareceu da vida artística e da midia, de modo geral. Chegou a dizer que queria ser conhecida doravante por “Regininha Pentescostes”. Mas a última noticia sobre ela dizia que estava trabalhando como vendedora em uma loja de eletrodomésticos, e não se soube mais dos seus planos de virar cantora “gospel”.
Numa outra entrevista, ela disse que se arrependia sim:“Eu me arrependi muito dos filmes que fiz. Fiquei doente com depressão e prometi a Deus que se me recuperasse me converteria e seria evangelizadora”, conta a ex-Poltergeist. “Não foi fácil conseguir esse emprego. Minha fama não ajudou em nada. Passei por todas as etapas do processo de seleção como qualquer outro funcionário da empresa. Fiz prova, exame médico...”.Esperamos que a segunda versão - a do arrependimento - seja a verdadeira.
O que é engraçado é que certos blogs toscos como este aqui acham que largar filme pornô, não querer mais ser usada como mulher-objeto, abandonar as drogas e a prostituição e buscar um emprego humilde, mas honesto, é “decadência”... dá pra entender esse pessoal, ditos “formadores de opinião”?

Outros famosos que "se converteram" 
O segmento evangélico é o que mais cresce no Brasil - segundo uma pesquisa do IBGE, no começo dos anos 2000, o número de fiéis quase dobrou em relação à década anterior. Entre os convertidos, é claro, muitos são famosos. Não são raras as notícias de que uma celebridade "aceitou Jesus" e se tornou protestante. Desde os anos 70, o movimento Atletas de Cristo levava o Evangelho aos campos de futebol. João Leite, ex-goleiro do Atlético Mineiro e Seleção, dava Bíblias aos adversários antes das partidas. O zagueiro Cléber, ex-Atlético Mineiro, Palmeiras e Cruzeiro, é fruto desse trabalho. Alex Dias Ribeiro, então piloto de Fórmula 1, foi quem iniciou esse ministério. Hoje talvez o jogador mais famoso seja Kaká, à exceção talvez de Neymar - se é que Neymar é crente mesmo. Mas houve convertidos também em outras áreas. Muitos não se contentaram em ficar na platéia e se lançaram como estrelas do mundo evangélico, como Nelson Ned, Sula Miranda, Baby do Brasil e Mara Maravilha.
Mas quando o assunto é celebridades, a igreja Bola de Neve é campeã. Freqüentada por jovens, em sua maioria, ela trouxe para seu rebanho artistas como Alexandre Frota, Regininha Poltergeist, Rodolfo e Monique Evans – e alguns até tentaram conciliar a carreira no mundo erótico com a igreja.
Veja alguns famosos que "aceitaram Jesus":
Baby do Brasil – ex-Baby Consuelo dos “Novos Baianos”, não só virou evangélica como abriu uma igreja. A sede do Ministério do Espírito Santo de Deus em Nome do Senhor Jesus Cristo ficava em Botafogo, no prédio onde a cantora tinha montado uma gravadora. Ela chegou ao Protestantismo após circular por várias religiões e seitas orientais.
Rodolfo - Ex-vocalista da banda hardcore “Raimundos” (de sucessos como “Mulher de Fases”), Rodolfo deixou seus companheiros por causa da mulher, que fazia cultos evangélicos na residência do casal. Depois de um tempo sumido, Rodolfo voltou aos palcos com a banda "Rodox", cantando um tal "rock do Senhor", mas não conseguiu alcançar o mesmo sucesso de antes.
Mara Maravilha - desde pequena, apresentava programas para crianças. Alcançou fama como jurada do programa Silvio Santos, e chegou a posar nua em revista masculina. Porém, sua vida não era perfeita e em um momento de angústia conheceu Jesus. Segundo conta, estava doente e, atrás de um alívio, foi à igreja. "Tudo o que o pastor falava coincidia com a minha vida", disse. Hoje, Mara é famosa cantora gospel e recusou um convite milionário para estrelar uma campanha da cerveja "Devassa".
Monique Evans – ex-modelo, atriz e protagonista de revistas masculinas, foi apresentadora de programas eróticos na TV. O trabalho virou problema, porém, quando ela foi para a igreja Bola de Neve. Em um culto, ela anunciou aos presentes que estava deixando o programa. Mas vira e mexe aparece em programas de qualidade discutível, apresentando comportamento e opiniões incompatíveis com o padrão normal de pessoa convertida.
Gretchen - sempre explorou o corpo para fazer sucesso. A "rainha do rebolado", porém, encontrou Jesus e andou nos trilhos nos primeiros anos; mas depois, ainda na igreja, posou nua duas vezes - em uma delas, estava grávida - e até fez filmes pornográficos. Depois de dizer que "se converteu", já se casou e separou várias vezes. Assume posições polêmicas como a defesa do homossexualismo.
Alexandre Frota - começou como ator de novelas, e chegou a fazer algum sucesso. Até fazer um ensaio fotográfico vestido de marinheiro com outro homem. Daí por diante, enveredou na trilha dos filmes pornográficos, contracenando incusive com travestis. Agora, após anos na pornografia, diz que largou o ramo e foi para a Bola de Neve. Às vezes anda aparece na TV, em busca do sucesso perdido.
Marcelinho Carioca – ficou famoso como jogador do Corinthians. Há vários anos descobriu a Palavra do Senhor e, a partir daí, se tornou evangélico fervoroso. Eram memoráveis os duelos contra o zagueiro Cléber, também evangélico, quando troca de sopapos e pontapés entre os dois era coisa comum. Tentou levar paralelamente a carreira de futebolista e a de cantor gospel. Anda sumido ultimamente.
Xanddy e Carla Perez - começaram a freqüentar a igreja, em 2006, em Salvador, quando Xanddy participou da gravação de um DVD gospel. Hoje ainda são figurinhas carimbadas nos carnavais da Bahia, em cima de trios elétricos, vestidos sumariamente tentando "evangelizar".

Segundo Época, aumento de evangélicos pode mudar o Brasil 
A revista Época, publicada em 25 de maio de 2009, apresentou uma série de matérias com previsões para o Brasil em 2020. O crescimento evangélico é abordado em uma das matérias. Baseado em dados estatísticos, estima-se que 50% da população brasileira poderá ser evangélica. E se a previsão se cumprir, o aumento no número de fiéis ajudará a mudar a “cara” do país. Uma das hipóteses para o crescimento dos evangélicos, segundo a matéria, é a flexibilização e adaptação à sociedade.
Para a revista, a influência evangélica em 2020 contribuirá para a diminuição no consumo do álcool, o aumento da escolaridade e a diminuição no número de lares desfeitos, já que a família é prioridade para os evangélicos. Fonte: Portas Abertas / Gospel+ 28 de maio de 2009 (http://noticias.gospelmais.com.br/segundo-revista-epoca-o-aumento-de-evangelicos-pode-mudar-o-brasil.html)

COMENTÁRIO – Sem dúvida, há júbilo nos céus quando um pecador se arrepende. Um antigo hino (274) do saudoso Cantor Cristão diz: “Oh que belos hinos cantam lá nos céus, pois do mundo o filho mau voltou... é o santo coro, dando glória a Deus, por mais um remido entrar nos céus”. Devemos acolher com amor na família de Deus cada novo irmão em Cristo, dando-lhe todas as condições para que cresça no conhecimento do Senhor e Sua Palavra. Mas o que nos entristece é ver que muitas “conversões” são questionáveis, pois alguns dizem não se arrepender das obras más do passado (como Regininha), e outros continuam com os mesmos hábitos mundanos, mantendo as mesmas atitudes e atividades, incompatíveis com os valores cristãos (como a cantora Joelma, da banda Calypso: ritmos sensuais, letras de duplo sentido, canções picantes, figurinos de strippers, etc... reflita se Deus pode estar nesse negócio, como esses músicos apregoam, escrevendo nas capas de seus DVDs que “Até aqui nos ajudou o Senhor”):
Não se trata de ser careta, antiquado ou ultrapassado. Apenas desejamos que haja convicção do pecado e o arrependimento profundo nesses corações, sem o que tudo isto é apenas mudança “de religião”. Pois “se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (II Coríntios 5:17). Somente com conversões genuínas poderemos ver uma mudança de fato neste país. Diminuição do alcoolismo e outros vícios, aumento da escolaridade, fim das separações, diminuição da prostituição, do tráfico (de drogas, de influência e de pessoas), da corrupção e outros crimes, mais justiça social, melhor distribuição de renda, tudo isto seria muito bom, sem dúvida; melhor ainda seria ver os convertidos dando exemplo à população, a começar dos tais “famosos” - o que ainda não acontece, infelizmente, devido às muitas conversões nominais.
DOA A QUEM DOER.
Editado em 16/06/2012