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domingo, 15 de janeiro de 2012

Governo do Irã anuncia “Messias muçulmano”

Quinta, 12 de janeiro de 2011 - O governo iraniano vê a atual instabilidade no Oriente Médio como um sinal de que o Mahdi - o messias islâmico - está prestes a aparecer, para “unir os povos e trazer a paz”. O site cristão CBN News divulgou um vídeo, produzido no Irã por um grupo chamado Condutores da Vinda, em conjunto com a força paramilitar Basiji. Nele se afirma que os sinais do fim dos tempos estão claros e o Irã terá papel de destaque, pois o “caos atual” (as revoltas populares) é um teste divino e que a vitória final está próxima, com a chegada iminente do mítico 12° Imã (também chamado de “Mahdi”, o Messias que as escrituras islâmicas dizem que levará os exércitos do Islã a ter a vitória sobre os infiéis).
Reza Khalili, um ex-membro da Guarda Revolucionária do Irã que repassou o vídeo ao site CBN News, é autor do livro “Tempo de Trair” e trabalhou como agente duplo para a CIA dentro do regime iraniano durante muitos anos. O vídeo afirma que o Irã está destinado a crescer e ser uma grande potência, derrotando os Estados Unidos e Israel, e abrindo caminho para o Mahdi. A turbulência política em países como Iêmen e Egito são vistos como sinais proféticos de que o Mahdi está próximo. Também comemoram a doença do rei da Arábia Saudita, um rival histórico dos iranianos. “Não é a doença e condição incerta de Abdullah uma grande notícia para os que estão ansiosos pela vinda do Messias?”, pergunta o narrador. A autoridade suprema do Irã, aiatolá Khamenei, e o líder do grupo terrorista Hezbollah, Hassan Nasrallah, são apontados como os personagens principais do fim dos tempos predito na escrituras islâmicas, mas o presidente Mahmoud Ahmadenijad ainda vai conquistar Jerusalém antes da vinda do Mahdi e exterminar os judeus. Kahlili explica que esse vídeo em breve será distribuído pelo regime iraniano em todo o Oriente Médio. Seu objetivo: instigar ainda mais revoltas nos países árabes e preparar os muçulmanos fiéis. Veja abaixo matéria da CBN News em espanhol (fonte: Gospel Prime)
Me lembro que, até poucos anos atrás, era comum as igrejas estudarem as profecias bíblicas com respeito ao fim dos tempos, o que fazia com que os crentes tivessem sempre o espírito alerta para os sinais proféticos. O conceito da iminência do arrebatamento e da Volta do Senhor eram realidades cotidianas. Também era costume o estudo das seitas e de outras religiões, o que capacitava os cristãos a refutarem heresias e ensinos contrários às Escrituras, e também defenderem a fé que diziam professar.

Lembro-me muito bem de estudos sobre a “Nova Era”, que mostravam a expectativa global pelo aparecimento de um personagem que iria trazer a paz e a harmonia para a Humanidade. Para os orientais essa criatura atende pelo nome (acho que é mais uma espécie de título) de “Maitreya” (algo como “Messias”), e que para os maometanos é “Mahdi”. Para saber sobre esse “Maitreya”, clique aqui. É cabuloso...
Para outros é o “Avatar”: muito antes de James Cameron lançar seu blockbuster dos homens azuis do planeta Pandora, e antes de o termo ser usado como uma carinha que te identifica na Internet, “Avatar” já designava uma manifestação física de um ser imortal, por vezes até o que se cria ser o “Ser Supremo”, segundo a religião hindu. A palavra deriva do sânscrito “avatāra”, que significa “descida”, ou mais precisamente, “aquele que descende de Deus”, ou simplesmente algo como “encarnação”: qualquer espírito que ocupe um corpo de carne, representando assim uma manifestação divina na Terra, como as encarnações de Vishnu/Krishna, que muitos hinduístas reverenciam como divindade.

Buda, por exemplo, que nós conhecemos pela imagem às vezes de um careca gordão de fralda geriátrica, sorridente e fazendo o sinal do “paz-e-amor”, às vezes um ser andrógino, meio-pedra meio-tijolo como esse da foto, é, segundo a religião hindu, “apenas mais um avatar”, a nona encarnação de Vishnu. Todas as outras encarnações (ou avatares) vêm a este mundo, dizem, de tempos em tempos para cumprir uma missão de paz ou ensinar algo aos atrasados humanos. O lama do Tibete é mais ou menos isso, também. Muitos não-hindus, por extensão, usam o termo “avatar” para descrever encarnações de divindades em outras religiões. O espiritismo, em grande medida, adota várias ideias dessa corrente, como a reencarnação, e também a de que os mais evoluídos virão buscar os menos evoluídos para que aprendam direito.
E por aí vai.
Isso mostra que a profecia bíblica está mais do que correta: vinte séculos atrás o Apocalipse de João já informava sobre o aparecimento de um homem, inspirado por Satanás, que fará exatamente o que as pessoas, principalmente as candidatas a “miss universo”, anseiam: a paz mundial. Ele é o que vem no cavalo branco, descrito em Apocalipse 6:2, e que alguns confundem com Jesus.
Com toda certeza não se trata do mesmo personagem, porque este primeiro cavaleiro vem no início da tribulação, e o que se segue à sua aparição é guerra, fome, e morte (os outros três cavalos); mas Jesus só entra em cena no final da tribulação (cap. 19:2, com a descrição exata do Messias). Confira se a expectativa dos iranianos bate ou não bate com Apocalipse 6:2! Com toda certeza, o Mahdi muçulmano vai ser aceito também pelas religiões orientais como o
Salvador do Mundo”, ainda mais se aparecer num cavalo branco como eles esperam e imaginam, como na ilustração que abre esta postagem! Ainda mais se ele der as caras na mesma época em que muitos cristãos desaparecerem subitamente da Terra! O mundo dirá que os menos evoluídos, intolerantes, analfabetos, ignorantes, atrasados, foram levados para serem reeducados em alguma outra dimensão.
Mas veja que a breve paz que o Anticristo trará, disfarçado de Messias, será à custa de guerra e opressão. Ele governará pela força, embora faça parecer que tudo está bem: eu penso que aí se completará a profecia de Daniel 9:27, um pacto (de paz) que será rompido unilateralmente pelo então governador do mundo. Foi a isso que Paulo se referia quando, acerca do fim dos tempos, escreveu: “pois quando estiverem dizendo: Paz e segurança! então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida; e de modo nenhum escaparão” (I Tessalonicenses 5:3). 
Esta aparente semelhança inicial entre os dois cavaleiros é que irá confundir os que estiverem “boiando”, sem conhecimento da Escritura. Todos vão achar que o Messias chegou, quando de fato é o usurpador – e é por isso que o próprio Senhor Jesus nos adverte (Mateus 24:11, 24). Todos crerão nele – inclusive os judeus, que ainda aguardam o Messias prometido, mas se recusam a aceitar Jesus como tal – apenas para serem oprimidos em seguida. Somente o Fiel e Verdadeiro é o Messias, e somente por Ele devemos esperar, para não sermos confundidos! 
Infelizmente, hoje o ensino que alerta sobre outras religiões, seitas e heresias nas igrejas se diluiu tanto que há crentes que são facilmente engabelados pela conversa de muçulmanos, budistas e “espiritualistas”! A falta de conhecimento permitiu, inclusive, que heresias se instalassem entre os cristãos e muitos se tornaram presas do engano. Quando vemos noticias como “Fulano é ex-cristão”, “ex-crente volta para a igreja católica”, “evangélico se converte ao espiritismo” e coisas do tipo, podemos saber que o tal não recebeu ensino bíblico, e por isso a semente foi sufocada (Lucas 8:4-15). 
Hoje comemora-se que o Cristianismo atingiu 2,18 bilhões de pessoas; ou seja, 31,7% da população total do planeta pertencem a uma denominação cristã (http://news.noticiascristas.com/2012/01/um-terco-da-populacao-mundial-e-crista.html).  Os triunfalistas exultarão, mas de fato, quantos são realmente nascidos de novo? Quantos serão levados para o glorioso encontro com o Senhor nas nuvens, quando soar a trombeta? Quantos ficarão para trás, e acharão que o Mahdi/Avatar/Maitreya é Jesus que retorna para finalmente trazer a tão esperada paz mundial? Será que todos esses 31,7% da humanidade subirão?
Há inúmeros exemplos de pregadores, pastores e outros “lideres” que se desviaram completamente da sã doutrina e até fundaram “novas igrejas”, baseadas em “novas revelações”, totalmente divorciadas da Palavra de Deus. Matéria do site Genizah informa que o número de pessoas que deixaram o Protestantismo para fundar ou se associar a novas religiões nos EUA e em outras partes do mundo é surpreendente, apesar de não existir uma estatística oficial. Charles T. Russell (Testemunhas de Jeová), Joseph Smith (Mormonismo) e Ellen G. White (Adventismo) constituem apenas a ponta do iceberg. Após eles inúmeros outros protestantes ganhariam destaque internacional, como David Berg (ex-pastor da Igreja Discípulos de Cristo e fundador da seita “Os Meninos de Deus”, hoje chamada de “A Família”), Mary Baker Eddy (ex-membro da Igreja Congregacional Trinitária e fundadora da Ciência Cristã), William Marion Branham (ex- Batista e fundador do Tabernáculo da Fé). Fora dos EUA, encontramos casos como o do norte-coreano Sun Myung Moon (ex-presbiteriano e fundador da Igreja da Unificação), James Anderson (pastor presbiteriano e fundador da Maçonaria. Apesar de não ter deixado o presbiterianismo, James colaborou com o surgimento de inúmeras outras sociedades secretas e clubes, muitos dos quais de caráter ocultista), Luigi Francescon (ex-diácono da Primeira Igreja Presbiteriana de Cavasso Nuovo, Itália e fundador da Congregação Cristã no Brasil) e Aldo Bertoni (ex-presbiteriano e atual presidente da Igreja Apostólica Santa Vovó Rosa, fundada em 1954 no Tatuapé, SP).
(http://www.genizahvirtual.com/2011/10/onde-o-protestantismo-errou.html).

A lista vai ficar maior ainda, se incluirmos nesse bolo os novos pregadores da prosperidade, da batalha espiritual e os best-sellers da auto-ajuda evangélica. Pergunto: será que todos esses podem ser chamados de cristãos? São candidatos a serem arrebatados ou o peso de suas invenções os impedirá de subir? Só Deus sabe. 
Hoje, quando se fala em “profecia” nas igrejas por aí, logo se pensa em revelação de quem vai casar com quem, ou que alguém vai receber um dinheiro inesperado e alcançará prosperidade. A mesma coisa dizem as cartomantes, o horóscopo e o tarô! Quando se usa o termo “profético”, logo pensam em “adoração profética”, “dança profética”, “atos proféticos”! Inovações de quem não conhece o que é profecia bíblica, e fica inventando “novidades teológicas”, o “novo de Deus”, como atração para manter o templo cheio.O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento (Oséias 4:6).
São essas pobres almas que, se não aprenderem a vigiar, serão presas fáceis para o usurpador que está perto, muito perto de se revelar. A coisa está tão descarada que até religiões completamente diferentes como o Islamismo e o Hinduísmo concordam sobre a necessidade de um salvador global, mas nem isso desperta os crentes para a realidade e a iminência do arrebatamento!
Eu até acho que o abandono daqueles estudos bíblicos tão importantes e a adoção de costumes até então estranhos às igrejas evangélicas faz parte do plano maligno para enganar o maior número possível de cristãos. Minha opinião.
Acorda, Igreja!


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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Jesus é o Messias? (II)

Continuando a refutação das razões pelas quais os judeus não crêem que Jesus é o Messias...

10 - Reconstrução do Templo
Onde nas escrituras: Isaías 2:2; Ezequiel 37:26-28; obviamente o templo não foi reconstruído. Jesus não teria esta possibilidade já que, quando viveu, o segundo templo ainda existia.
E o templo de Ezequiel é bastante diferente do segundo templo cuja descrição detalhada está no cap. 40. É óbvio que é outro templo! Senão, Deus seria mentiroso, pois se Ele disse que o templo seria estabelecido para sempre, e hoje não existe templo nenhum. Trata-se de um fato futuro. O próximo templo, esse sim, será estabelecido para sempre. Aliás, é um desejo do povo judeu retomar para si o “monte do templo”; para que será?
11 - Na haverá fome no mundo
Onde nas escrituras: Ezequiel 36:29-30; não precisamos olhar para a África para perceber que o mundo anda faminto, basta olhar pra dentro de nosso país.
A profecia aponta para a restauração de Israel como povo de Deus. Isto não aconteceu ainda. Ou alguém acha que parada gay é obra de um povo restaurado? Aliás, esta passagem não fala do Messias.
12 - A morte cessará
Onde nas escrituras: Isaías 25:8; obviamente a morte não cessou. E mais óbvio ainda, Jesus não cessou a morte. 
Esta passagem também não fala do Messias, mas se pudéssemos considerar o Novo Testamento, veríamos que Jesus, na sua própria ressurreição, deu uma prévia da vitória sobre a morte. Mas como só vale o Talmude, e ele não diz nada sobre isto, pulemos esta parte...
13 - Ressurreição dos mortos
Onde nas escrituras: Isaías 26:19; Daniel 12:2; Ezequiel 37:12-13; Isaías 43:5-6; obviamente Jesus não ressuscitou os mortos.
Estas passagens também não falam do Messias. Daniel 12:2 fala da tribulação que os judeus enfrentarão em breve, e do livramento trazido por Miguel (quando reconhecerão o Messias, aquele a quem traspassaram); Ezequiel 37 está em sentido figurado, falando do renascimento e do avivamento que a nação experimentará, assim como Isaías 43. Isaías 26 fala do juízo final. Mas se pudéssemos considerar o Novo Testamento, veríamos que Jesus deu uma pequena mostra do que é ressurreição dos mortos, ressuscitando o filho da viúva de Naim, a filha de Jairo, Lázaro, e mais alguns outros na sua própria ressurreição. Mas como só vale o Talmude, e ele não diz nada sobre isto, pulemos esta parte...
14 - As nações ajudarão materialmente os Israel
Onde nas escrituras: Isaías 60:5-6; 60:10-12; o que vemos é muitas nações querendo destruir Israel, ou no mínimo, antipáticas a existência de um estado judeu. Em nome de Jesus, as nações perseguiram os judeus por séculos.
O motivo desta profecia ainda não se ter cumprido está no verso 5: "Então o verás, e estarás radiante, e o teu coração estremecerá e se alegrará". Israel ainda não O viu, nem ainda se alegra com Ele!
15 - As nações irão aos judeus para orientação espiritual.
Onde nas escrituras: Zacarias 8:23; obviamente isto não acontece. Em boa medida os não-judeus é que querem converter os judeus.
Por acaso o verso 3 “Assim diz o Senhor: Voltarei para Sião, e habitarei no meio de Jerusalém; e Jerusalém chamar-se-á a cidade da verdade, e o monte do Senhor dos exércitos o monte santo” já se cumpriu? Óbvio que não. Então ainda podemos esperar mais um pouco.
16 - Todas as armas serão destruídas
Onde nas escrituras: Ezequiel 39:9, 12; obviamente Jesus não destruiu nenhuma arma.
A passagem não se refere ao Messias, mas à invasão de Israel por uma coalizão de nações, que ainda não ocorreu. Estão forçando a barra.
17 - O Nilo secará
Onde nas escrituras: Isaías 11:15; obviamente Jesus não secou o Nilo.
Nem julgou ainda o pobre com justiça: Ele ainda não está entronizado como Senhor de toda a terra para fazer isto.
18 - As árvores darão frutos mensalmente
Onde nas escrituras: Ezequiel 47:12; obviamente isto não acontece, mesmo hoje, com a transgenia de alimentos. Jesus, ao contrário, amaldiçoou uma árvore frutífera.
Mas Ele multiplicou os pães, duas vezes; providenciou pescas muito ricas para seus seguidores, mostrando claramente que é o Senhor da natureza, identificado com o mesmo Deus do Salmo 147. A maldição da figueira não tem nada a ver com o contexto. Ele chamou os judeus de sua época de raça de víboras, mas também chorou por Jerusalém.
19 - As tribos de Israel receberão de volta as terras herdadas de D'us
Onde nas escrituras: Ezequiel 47:13-13; obviamente isso não aconteceu pois, quando Jesus "viveu" já não se tinha notícias sobre as tribos desaparecidas. Ainda hoje os não-judeus querem tomar a terra de Israel.
Sobre as tribos, há uma inconsistência. Sabia-se, sim, sobre as tribos. Sabia-se que Jesus era descendente de Davi, e portanto, da tribo de Judá. Paulo afirma ser benjamita. Zacarias era levita, pois como sacerdote, só poderia ter essa ascendência. Então este argumento é falho. Sobre as nações quererem tomar as terras de Israel, é verdade em parte, pois há outros que apóiam Israel; graças a essas é que a ONU deliberou pelo restabelecimento da nação no lugar de seus antepassados, e não em outro lugar, como foi sugerido na época. E mais uma vez, o contexto de Ezequiel 47 é o mesmo do cap. 40, ou seja, o novo templo, que ainda não existe.
20 - As nações da terra reconhecerão suas injustiças com o servo Israel.
Onde nas escrituras: Isaías 52 e 53; obviamente isto não aconteceu ainda.
Ah, até que enfim. Trata-se de uma passagem chave para o reconhecimento do Messias, principalmente o cap. 53. É preciso tirar o foco do conflito “Israel x outras nações” para perceber que talvez não haja passagem mais clara sobre o Messias. Uma leitura superficial já seria suficiente para ver de quem a Escritura fala. Um etíope, certa vez, lia este trecho e pediu a um judeu que lha explicasse. O judeu lhe mostrou quem era o personagem da passagem, e o entendimento veio na hora. Infelizmente, o relato completo está no Novo Testamento, que os judeus desconsideram. Mas, se quiserem ter o trabalho de ler, como eu tive de ler todos os seus argumentos, é em Atos 8:26-40.
Vimos que a maioria dos itens entre o 4 e o 20 ainda estão no futuro. As profecias referentes ao nascimento, vida, ministério, sofrimento e morte de Jesus se cumpriram na sua primeira vinda – doa a quem doer. São 332 profecias cumpridas nos mínimos detalhes, como se pode ver aqui. Mas como ter certeza que Jesus virá uma segunda vez?
Quando se apresentou ao povo daquela época, Ele leu uma passagem dos profetas, Isaías 61:1-2: “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; a apregoar o ano aceitável do Senhor...”
Jesus interrompeu a leitura aqui, dizendo “Hoje se cumpriu esta escritura” (Lucas 4:21). Até este ponto do livro do profeta, de fato tudo se cumpriu. Jesus foi tudo que o profeta disse que seria. Não precisamos entrar em detalhes. Mas, se prestarmos atenção, veremos que o restante da passagem de Isaías cita fatos que ainda não aconteceram: “a apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes; a ordenar acerca dos que choram em Sião que se lhes dê uma grinalda em vez de cinzas, óleo de gozo em vez de pranto, vestidos de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantação do Senhor, para que ele seja glorificado...” etc.
Fica claro que o restante do capítulo 61 de Isaías ainda está no futuro, pois os que choram em Sião, por exemplo, ainda não comeram a riqueza das nações (v. 6); ainda não possuíram a terra em dobro (v. 7); e Deus ainda não fez brotar a justiça e o louvor perante as nações (v. 11). O que ainda não aconteceu é suficiente para desautorizar todas as demais profecias que se cumpriram nos mínimos detalhes? Jesus ainda tem coisas a fazer nesta terra! Ele voltará!
O tópico 16, por exemplo, ainda está no futuro. Não consta que uma coalizão de nações tenha invadido Israel, com as conseqüências narradas na passagem; e aliás, os capítulos 38 e 39 de Ezequiel não fazem menção ao Messias. É outro contexto. No meu entendimento, essa guerra se dará imediatamente antes da volta de Cristo, e poderá ser o sinal do surgimento do primeiro cavaleiro de Apocalipse. Falaremos disto com mais detalhes em outra ocasião.
Terminamos com um alerta: como muitos evangélicos, nosso comentarista não discerne profecias sobre a primeira vinda das que se referem à segunda vinda. Aliás, conforme vemos no site, como creriam na segunda vinda, se nem reconhecem a primeira? A resposta tradicional do judeu é: "Vocês, cristãos, acreditam que o Messias já veio, mas voltará. Nós, judeus, acreditamos que ele ainda virá. Portanto, numa coisa nós concordamos - vem alguém pela frente. Alguém ainda está para vir. Muito simples! Basta aguardar o Messias e, quando ele chegar, perguntamos se essa é a primeira ou a segunda vez que ele aparece por aqui...".
Aí está o perigo: quando aparecer alguém que eles acharem que é o Messias, acreditarão nele. E sobre isso Jesus advertiu diversas vezes. Ironias à parte, se Jesus é ou não o Messias é apenas uma das muitas perguntas que dividem o Judaísmo do Cristianismo. A partir daí, surge todo um arrazoado resumido em 3 pontos que, sempre segundo o site, são enfáticos para os cristãos e insignificantes para o judaísmo, a saber: o pecado original; o perdão ou remissão pela morte de Jesus; e não haverá segunda vinda. Tudo justificado o fato de não haver, no Talmude, nenhuma referência a essas doutrinas. O Talmude se sobrepõe à Escritura?
Eu penso que isto é uma casca, um verniz, que encobre um abismo grande: os judeus não aceitam a ética cristã de “dar a outra face”. Até mesmo porque vêm sofrendo, ao longo dos séculos, nas mãos de quem se diz representante de Cristo na terra. Então, é até compreensível que prefiram a lei do “olho por olho”. Queira Deus que um dia essa barreira acabe e Efésios 2:14 possa se cumprir definitivamente.
Uma página do site termina com a seguinte idéia:
Apesar das muitas diferenças entre nós e os cristãos, essas diferenças não devem em hipótese alguma ser obstáculo para um excelente relacionamento entre as comunidades. Os dois sistemas religiosos compartilham valores e objetivos bastante similares. Ambos querem um mundo mais ético e humano e as pessoas religiosas das duas comunidades devem se ajudar nesse intento. No entanto, em uma época em que movimentos missionários cristãos das mais variadas estirpes lançam campanhas de conversão de judeus, é importante conhecer as diferenças entre nós e os cristãos para termos claras as linhas vermelhas que separam cada religião. 
Perfeito. Precisamos ter cuidado ao “compartilhar a fé”. Mas alguém já fez isso com maestria, um judeu “da gema”, que sabia tudo do judaísmo, da Lei e dos Profetas. Ele disse que a Lei já cumpriu com a sua finalidade, a de auxiliar e preparar o gênero humano – judeus e gentios – para a vinda daquele que haveria de completar em Si todas as coisas. Essa completude começou na ruptura do véu que separava os homens de Deus, e do muro que separava os povos (Efésios 2:14, “Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade”). Mas, como o NT para o judeu ainda é mistério, resta-nos esperar até que venha o dia da redenção de Israel, conf. Romanos 11:26-29: “e assim todo o Israel será salvo, como está escrito: Virá de Sião o Libertador, e desviará de Jacó as impiedades; e este será o meu pacto com eles, quando eu tirar os seus pecados. Quanto ao evangelho, eles na verdade, são inimigos por causa de vós; mas, quanto à eleição, amados por causa dos pais. Porque os dons e a vocação de Deus são irretratáveis!”.

domingo, 12 de setembro de 2010

Jesus é o Messias?

Sobre a matéria de Apocalipse 17 e o sistema religioso global que está em gestação (
http://doa-a-quem-doer.blogspot.com/2010/04/pedofilia-igreja-padres-pedofilos-papa.html), alguém comentou que, além de as profecias não terem se cumprido, haveria 20 razões pelas quais Jesus não seria o Messias prometido. O comentarista anônimo deixou um endereço – www.judeus.org. Fui lá conferir. De fato existem lá as tais 20 razões, que procuramos elucidar. Nem tanto por serem complicadas ou fortemente fundamentadas, mas por causa de uma dificuldade, digamos, técnica.
Como todos sabem, os judeus usam um argumento falho na comparação entre o judaísmo e o cristianismo. Se para nós, cristãos, a principal base doutrinária é a Bíblia, mas em especial o Novo Testamento, essa porção do texto sagrado para os eles não tem valor doutrinário. Apenas o que conhecemos como Velho ou Antigo Testamento é sagrado, mas há também o Talmude. Para quem não sabe, o Talmude, numa definição rápida, é um registro das discussões rabínicas da lei, ética, costumes e história do judaísmo.
O Talmude tem dois componentes: a Mishná (c. 200 d.C.), o primeiro compêndio escrito da lei oral judaica; e a Gemarah (c. 500 d.C.). O Mishná foi redigido pelos mestres chamados Tannaim, termo que deriva da palavra hebraica para "ensinar" ou "transmitir". A primeira codificação é atribuída ao Rabi Akiva (50-130), e uma segunda, a Rabi Meir (130-160 d.C.), ambas escritas em aramaico. A Gemarah é a base da lei rabínica,, uma discussão da Mishná e dos escritos tanaíticos, muito citada na literatura rabínica.
Apesar de respeitarmos todo o significado que o Talmude tem para o judeu, tanto que muitas vezes se sobrepõe à Escritura, não podemos discutir o assunto com base nele, que possui pouco ou nenhum peso para o cristão. Assim, o que temos como base comum é o Antigo Testamento. E como foi com base nele que o site formulou 20 razões elas quais Jesus não seria o Messias que eles ainda esperam, sempre com base no Velho Testamento vamos procurar mostrar que o que falta é abrir os olhos, esforço suficiente para entender algumas verdades.

1 - O Mashiach terá um pai biológico humano - Será descendente pelo lado paterno do Rei David. Onde nas escrituras: - Isaías 11:1-10; Jeremias 23:5; Ezequiel 34:23-24; 37:21-28; Jeremias 30:7-10; 33:14-16; e Oséias 3:4-5. A ancestralidade de Jesus (contradizendo as escrituras) não pode ser traçada, visto que segundo a teologia cristã, Jesus não era filho de José, marido de Maria.
Sim, de fato, Jesus não era filho natural de José. O relato de Mateus é claro; mas é evidente que a genealogia apresentada em Mateus vem apenas até José. O verso 16 do cap 1 diz: “e a Jacó nasceu José, marido de Maria, da qual nasceu JESUS, que se chama Cristo”. O grifo esclarece a questão. Interessante é que para este caso o Novo Testamento foi usado.
2 - A ancestralidade do Mashiach será somente através do Rei Salomão. Onde nas escrituras: II Samuel 7:12-17; I Crônicas 22:9-10. Mas Jesus, segundo um texto cristão (Lucas 3:31) era descendente de Natan, um outro filho do Rei David, e não do Rei Salomão.
Esta questão já foi superada há muito tempo, insistir nela como argumento para desqualificar a fé cristã é algo muito simplório. Josh McDowell já demonstrou que em Mateus a linhagem de Jesus é traçada a partir de José, e em Lucas é a linhagem de Maria. A razão de Maria não ser mencionada em Lucas é pelo fato de já ter sido chamada de mãe de Jesus em outras situações. É sabido que entre os judeus a prática genealógica é dar o nome do pai, avô, etc. Lucas seguiu esse padrão e não mencionou Maria; tanto que logo acrescenta que José, na verdade, não é o pai natural, visto que o nascimento de Jesus foi um nascimento virginal (cf. 1:34,35). Em outras palavras, Lucas está citando os antecedentes de Jesus através de Sua mãe, que era descendente de Heli. O nome de José é citado segundo o costume normal. Deste modo, a intenção de Lucas é que o nome de José seja incluído no texto mas não faça parte da lista genealógica, pois apenas pensava-se que Jesus era seu filho quando de fato não o era.José era filho de Jacó por nascimento (Mateus 1:16),mas foi chamado de filho de Heli por casamento. Na cultura judaica o homem, através de seu comprometimento com uma mulher, era tido como filho de seu sogro, cf. I Samuel 24:16, 25:17, etc.
Nem todos os ancestrais e descendentes de uma linhagem eram mencionados. Por isso,quando comparamos a genealogia "sintética" de Mateus com a genealogia "completa" de I Crônicas 3, vemos que Mateus não mencionou em sua genealogia os reis Acazias, Joás e Amazias.
1 Crônicas 3:16 é o único lugar onde Zorobabel é chamado de “filho de Pedaías”,e sabemos que Sealtiel e Pedaías eram irmãos, sendo Sealtiel o irmão mais velho de Pedaías. Então há duas hipóteses possíveis:
1) Pedaías deve ter falecido sem filhos, e Sealtiel,conforme a lei do levirato (Deuteronômio25:5) assumiu a mulher de seu irmão, e foi o pai de Zorobabel, que também foi chamado de “Filho de Pedaías” e considerado seu descendente. Outros filhos resultantes desta união receberiam o nome de Pedaías para memória deste, conforme a lei.
2) Há também a possibilidade de tanto Sealtiel como seu irmão Pedaías terem ambos um filho chamado Zorobabel. Aí teríamos Zorobabel, filho de Sealtiel, e Zorobabel, filho de Pedaías – duas pessoas distintas com o mesmo nome.
Um fato que reforça a idéia de que foram pessoas diferentes é que o Zorobabel filho de Sealtiel teve um filho chamado Abiúde (Mateus 1:13), enquanto o Zorobabel filho de Pedaías teve filhos com outros nomes (I Crônicas 3:19,20). O Messias seria descendente de Salomão, conforme I Crônicas 17:11-14, e Jesus foi mesmo descendente de Salomão (Mateus 1:6,7).
O objetivo das duas genealogias é mostrar que Jesus era, em sentido pleno, descendente de Davi. Através de José, Ele herdou a linhagem real por lei, enquanto de Maria Ele herdou a mesma linhagem, em carne, tendo, portanto, as credenciais para o trono. As duas genealogias se encontram em Davi. Além do mais, como Maria também era de família sacerdotal, Jesus poderia exercer o ofício de sacerdote, o que Ele fez de fato ao assumir o posto de intermediador entre Deus e os homens.
3 - O Mashiach não terá ancestralidade com Joaquim, Jaconias ou Salatiel. Onde nas escrituras: I Crônicas 3:15-17; Jeremias 22:18, 30; mas de acordo com Mateus 1:11-12 e Lucas 3:27 Jesus era descendente de Salatiel.
É evidente nas Escrituras a benignidade de Deus. Por várias vezes lemos que Deus iria destruir a nação de Israel, mas também sabemos que o povo amado sempre foi restaurado, e com ele a sua linhagem real. Ninguém, em sã consciência, diria que Zorobabel, um dos responsáveis pela restauração do reino e do culto, bem como da reconstrução do templo destruído por Nabucodonosor, era um usurpador, por conta do juízo de Deus sobre seus ancestrais Joaquim e Josias. É ponto pacífico que Zorobabel descendia da casa real, senão não teria recebido o apoio dos profetas Amós e Zacarias, seus contemporâneos. Fica claro que Deus foi o responsável por esta restauração, que alcançou a família real, preservada da extinção durante o exílio. Como lemos em Neemias 9: 31,  “Contudo pela tua grande misericórdia não os destruíste de todo, nem os abandonaste, porque és um Deus clemente e misericordioso”, e Zacarias 1: 16 “Portanto, o Senhor diz assim: Voltei-me, agora, para Jerusalém com misericórdia; nela será edificada a minha casa, diz o Senhor dos exércitos, e o cordel será estendido sobre Jerusalém”. Fica claro que Deus retirou o peso da maldição de sobre a casa de Israel. Depois do retorno, o reino foi restabelecido, a casa real retornou ao poder e assim permaneceu até a ascensão dos Macabeus. No entanto, o hábito de preservar as genealogias deixava claro a todos quem era de tal e qual família. É por isso que sabemos que Jesus, além de pertencer à linhagem real, também era de linhagem sacerdotal: sua mãe Maria era prima de Isabel, a qual pertencia à tribo de Levi, posto que era casada com um sacerdote (Zacarias, pai de João Batista). Além do mais, a “maldição de Jeconias” tem sido muito questionada, mas ao contrário do que se pensa, este incrível cumprimento qualifica ainda mais Jesus como o Messias, e torna sua genealogia mais impressionante ainda! Caso o Messias viesse por outro descendente de Salomão, que não fosse Jeconias, Ele poderia ser filho biológico; mas caso fosse descendente de Jeconias, o Messias não podia ser descendente da linhagem direta (ou biológica) de Jeconias: o Messias não poderia herdar de seu sangue - uma condição quase impossível de se cumprir. Mas foi através desta condição quase impossível e inesperada que o Messias veio, e herdou o trono de Davi, porque Jesus contornou a maldição de sangue, o que nenhum outro homem que não fosse o Messias poderia fazer.
4 - O re-estabelecimento da dinastia de Davi, que jamais cessará. Onde nas escrituras: Daniel 7:13-14; mas Jesus não teve filhos, nem estabeleceu reinado algum.
A profecia de Daniel, evidentemente, faz menção a um reino cuja implantação ainda está no futuro. Por esse raciocínio, então a profecia de Ezequiel 37:25 seria uma falácia, posto que Davi já morreu... E como este, quase todos os argumentos seguintes se referem a fatos que ainda estão no futuro. Discutiremos mais adiante o por quê dessa dificuldade de discernir entre os dois momentos da vinda de Jesus.
5 - Uma era de paz eterna entre todos os povos e todas as nações. Onde nas escrituras: Isaías 2:2-4; Miquéias 4:1-4; Ezequiel 39:9; obviamente não temos paz, e infelizmente muitas guerras foram proclamadas em nome de Jesus.
Idem acima.
6 - Todos povos convertidos ao monoteísmo.  Onde nas escrituras: Jeremias 31:31-34; Zacarias 8:23; Isaías 11:9; Zacarias 14:9, 16; o mundo está embebido na idolatria, inclusive idolatrando Jesus como um deus, comportamento anti-bíblico já que D'us ordenou nos seus preceitos que só Ele pode ser adorado. E obviamente Jesus não é D'us.
Obviamente os judeus não reconheceram Jesus como Messias há 2000 anos, e é óbvio que não O reconhecem como Deus, nem na época nem agora. Assim compreendemos a ira dos fariseus e doutores da Lei quando, por diversas vezes, Jesus dizia “Eu sou”: o caminho, a verdade, a vida, o pão da vida, o bom pastor, etc. “Eu Sou” é o Nome de Deus, e quando os judeus O ouviam, ficavam indignados, tanto na época como agora, pois para eles é o máximo da heresia alguém se dizer Deus. E está claro que que as profecias citadas estão no futuro, num contexto de pacificação geral da humanidade que ainda não ocorreu.
7 - Reconhecimento que só D'us é D'us. Onde nas escrituras: Isaías 11:9; obviamente o mundo ainda não reconheceu D'us como o único D'us.
Idem acima, inclusive o verso de Isaías está sendo repetido para dois argumentos que, no fundo, são um só.
8 - O mundo se tornará vegetariano. Onde nas escrituras: Isaías 11:6-9; obviamente o mundo não é vegetariano.
Idem
9 - Reunião das doze tribos de Israel. Onde nas escrituras: Ezequiel 36:20; infelizmente as dez tribos continuam desaparecidas.
Idem – isto está ainda no futuro. Apocalipse, que os judeus desdenham, mostra que as tribos serão restauradas.

Continua...

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