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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Jesus é o Messias? (II)

Continuando a refutação das razões pelas quais os judeus não crêem que Jesus é o Messias...

10 - Reconstrução do Templo
Onde nas escrituras: Isaías 2:2; Ezequiel 37:26-28; obviamente o templo não foi reconstruído. Jesus não teria esta possibilidade já que, quando viveu, o segundo templo ainda existia.
E o templo de Ezequiel é bastante diferente do segundo templo cuja descrição detalhada está no cap. 40. É óbvio que é outro templo! Senão, Deus seria mentiroso, pois se Ele disse que o templo seria estabelecido para sempre, e hoje não existe templo nenhum. Trata-se de um fato futuro. O próximo templo, esse sim, será estabelecido para sempre. Aliás, é um desejo do povo judeu retomar para si o “monte do templo”; para que será?
11 - Na haverá fome no mundo
Onde nas escrituras: Ezequiel 36:29-30; não precisamos olhar para a África para perceber que o mundo anda faminto, basta olhar pra dentro de nosso país.
A profecia aponta para a restauração de Israel como povo de Deus. Isto não aconteceu ainda. Ou alguém acha que parada gay é obra de um povo restaurado? Aliás, esta passagem não fala do Messias.
12 - A morte cessará
Onde nas escrituras: Isaías 25:8; obviamente a morte não cessou. E mais óbvio ainda, Jesus não cessou a morte. 
Esta passagem também não fala do Messias, mas se pudéssemos considerar o Novo Testamento, veríamos que Jesus, na sua própria ressurreição, deu uma prévia da vitória sobre a morte. Mas como só vale o Talmude, e ele não diz nada sobre isto, pulemos esta parte...
13 - Ressurreição dos mortos
Onde nas escrituras: Isaías 26:19; Daniel 12:2; Ezequiel 37:12-13; Isaías 43:5-6; obviamente Jesus não ressuscitou os mortos.
Estas passagens também não falam do Messias. Daniel 12:2 fala da tribulação que os judeus enfrentarão em breve, e do livramento trazido por Miguel (quando reconhecerão o Messias, aquele a quem traspassaram); Ezequiel 37 está em sentido figurado, falando do renascimento e do avivamento que a nação experimentará, assim como Isaías 43. Isaías 26 fala do juízo final. Mas se pudéssemos considerar o Novo Testamento, veríamos que Jesus deu uma pequena mostra do que é ressurreição dos mortos, ressuscitando o filho da viúva de Naim, a filha de Jairo, Lázaro, e mais alguns outros na sua própria ressurreição. Mas como só vale o Talmude, e ele não diz nada sobre isto, pulemos esta parte...
14 - As nações ajudarão materialmente os Israel
Onde nas escrituras: Isaías 60:5-6; 60:10-12; o que vemos é muitas nações querendo destruir Israel, ou no mínimo, antipáticas a existência de um estado judeu. Em nome de Jesus, as nações perseguiram os judeus por séculos.
O motivo desta profecia ainda não se ter cumprido está no verso 5: "Então o verás, e estarás radiante, e o teu coração estremecerá e se alegrará". Israel ainda não O viu, nem ainda se alegra com Ele!
15 - As nações irão aos judeus para orientação espiritual.
Onde nas escrituras: Zacarias 8:23; obviamente isto não acontece. Em boa medida os não-judeus é que querem converter os judeus.
Por acaso o verso 3 “Assim diz o Senhor: Voltarei para Sião, e habitarei no meio de Jerusalém; e Jerusalém chamar-se-á a cidade da verdade, e o monte do Senhor dos exércitos o monte santo” já se cumpriu? Óbvio que não. Então ainda podemos esperar mais um pouco.
16 - Todas as armas serão destruídas
Onde nas escrituras: Ezequiel 39:9, 12; obviamente Jesus não destruiu nenhuma arma.
A passagem não se refere ao Messias, mas à invasão de Israel por uma coalizão de nações, que ainda não ocorreu. Estão forçando a barra.
17 - O Nilo secará
Onde nas escrituras: Isaías 11:15; obviamente Jesus não secou o Nilo.
Nem julgou ainda o pobre com justiça: Ele ainda não está entronizado como Senhor de toda a terra para fazer isto.
18 - As árvores darão frutos mensalmente
Onde nas escrituras: Ezequiel 47:12; obviamente isto não acontece, mesmo hoje, com a transgenia de alimentos. Jesus, ao contrário, amaldiçoou uma árvore frutífera.
Mas Ele multiplicou os pães, duas vezes; providenciou pescas muito ricas para seus seguidores, mostrando claramente que é o Senhor da natureza, identificado com o mesmo Deus do Salmo 147. A maldição da figueira não tem nada a ver com o contexto. Ele chamou os judeus de sua época de raça de víboras, mas também chorou por Jerusalém.
19 - As tribos de Israel receberão de volta as terras herdadas de D'us
Onde nas escrituras: Ezequiel 47:13-13; obviamente isso não aconteceu pois, quando Jesus "viveu" já não se tinha notícias sobre as tribos desaparecidas. Ainda hoje os não-judeus querem tomar a terra de Israel.
Sobre as tribos, há uma inconsistência. Sabia-se, sim, sobre as tribos. Sabia-se que Jesus era descendente de Davi, e portanto, da tribo de Judá. Paulo afirma ser benjamita. Zacarias era levita, pois como sacerdote, só poderia ter essa ascendência. Então este argumento é falho. Sobre as nações quererem tomar as terras de Israel, é verdade em parte, pois há outros que apóiam Israel; graças a essas é que a ONU deliberou pelo restabelecimento da nação no lugar de seus antepassados, e não em outro lugar, como foi sugerido na época. E mais uma vez, o contexto de Ezequiel 47 é o mesmo do cap. 40, ou seja, o novo templo, que ainda não existe.
20 - As nações da terra reconhecerão suas injustiças com o servo Israel.
Onde nas escrituras: Isaías 52 e 53; obviamente isto não aconteceu ainda.
Ah, até que enfim. Trata-se de uma passagem chave para o reconhecimento do Messias, principalmente o cap. 53. É preciso tirar o foco do conflito “Israel x outras nações” para perceber que talvez não haja passagem mais clara sobre o Messias. Uma leitura superficial já seria suficiente para ver de quem a Escritura fala. Um etíope, certa vez, lia este trecho e pediu a um judeu que lha explicasse. O judeu lhe mostrou quem era o personagem da passagem, e o entendimento veio na hora. Infelizmente, o relato completo está no Novo Testamento, que os judeus desconsideram. Mas, se quiserem ter o trabalho de ler, como eu tive de ler todos os seus argumentos, é em Atos 8:26-40.
Vimos que a maioria dos itens entre o 4 e o 20 ainda estão no futuro. As profecias referentes ao nascimento, vida, ministério, sofrimento e morte de Jesus se cumpriram na sua primeira vinda – doa a quem doer. São 332 profecias cumpridas nos mínimos detalhes, como se pode ver aqui. Mas como ter certeza que Jesus virá uma segunda vez?
Quando se apresentou ao povo daquela época, Ele leu uma passagem dos profetas, Isaías 61:1-2: “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; a apregoar o ano aceitável do Senhor...”
Jesus interrompeu a leitura aqui, dizendo “Hoje se cumpriu esta escritura” (Lucas 4:21). Até este ponto do livro do profeta, de fato tudo se cumpriu. Jesus foi tudo que o profeta disse que seria. Não precisamos entrar em detalhes. Mas, se prestarmos atenção, veremos que o restante da passagem de Isaías cita fatos que ainda não aconteceram: “a apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes; a ordenar acerca dos que choram em Sião que se lhes dê uma grinalda em vez de cinzas, óleo de gozo em vez de pranto, vestidos de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantação do Senhor, para que ele seja glorificado...” etc.
Fica claro que o restante do capítulo 61 de Isaías ainda está no futuro, pois os que choram em Sião, por exemplo, ainda não comeram a riqueza das nações (v. 6); ainda não possuíram a terra em dobro (v. 7); e Deus ainda não fez brotar a justiça e o louvor perante as nações (v. 11). O que ainda não aconteceu é suficiente para desautorizar todas as demais profecias que se cumpriram nos mínimos detalhes? Jesus ainda tem coisas a fazer nesta terra! Ele voltará!
O tópico 16, por exemplo, ainda está no futuro. Não consta que uma coalizão de nações tenha invadido Israel, com as conseqüências narradas na passagem; e aliás, os capítulos 38 e 39 de Ezequiel não fazem menção ao Messias. É outro contexto. No meu entendimento, essa guerra se dará imediatamente antes da volta de Cristo, e poderá ser o sinal do surgimento do primeiro cavaleiro de Apocalipse. Falaremos disto com mais detalhes em outra ocasião.
Terminamos com um alerta: como muitos evangélicos, nosso comentarista não discerne profecias sobre a primeira vinda das que se referem à segunda vinda. Aliás, conforme vemos no site, como creriam na segunda vinda, se nem reconhecem a primeira? A resposta tradicional do judeu é: "Vocês, cristãos, acreditam que o Messias já veio, mas voltará. Nós, judeus, acreditamos que ele ainda virá. Portanto, numa coisa nós concordamos - vem alguém pela frente. Alguém ainda está para vir. Muito simples! Basta aguardar o Messias e, quando ele chegar, perguntamos se essa é a primeira ou a segunda vez que ele aparece por aqui...".
Aí está o perigo: quando aparecer alguém que eles acharem que é o Messias, acreditarão nele. E sobre isso Jesus advertiu diversas vezes. Ironias à parte, se Jesus é ou não o Messias é apenas uma das muitas perguntas que dividem o Judaísmo do Cristianismo. A partir daí, surge todo um arrazoado resumido em 3 pontos que, sempre segundo o site, são enfáticos para os cristãos e insignificantes para o judaísmo, a saber: o pecado original; o perdão ou remissão pela morte de Jesus; e não haverá segunda vinda. Tudo justificado o fato de não haver, no Talmude, nenhuma referência a essas doutrinas. O Talmude se sobrepõe à Escritura?
Eu penso que isto é uma casca, um verniz, que encobre um abismo grande: os judeus não aceitam a ética cristã de “dar a outra face”. Até mesmo porque vêm sofrendo, ao longo dos séculos, nas mãos de quem se diz representante de Cristo na terra. Então, é até compreensível que prefiram a lei do “olho por olho”. Queira Deus que um dia essa barreira acabe e Efésios 2:14 possa se cumprir definitivamente.
Uma página do site termina com a seguinte idéia:
Apesar das muitas diferenças entre nós e os cristãos, essas diferenças não devem em hipótese alguma ser obstáculo para um excelente relacionamento entre as comunidades. Os dois sistemas religiosos compartilham valores e objetivos bastante similares. Ambos querem um mundo mais ético e humano e as pessoas religiosas das duas comunidades devem se ajudar nesse intento. No entanto, em uma época em que movimentos missionários cristãos das mais variadas estirpes lançam campanhas de conversão de judeus, é importante conhecer as diferenças entre nós e os cristãos para termos claras as linhas vermelhas que separam cada religião. 
Perfeito. Precisamos ter cuidado ao “compartilhar a fé”. Mas alguém já fez isso com maestria, um judeu “da gema”, que sabia tudo do judaísmo, da Lei e dos Profetas. Ele disse que a Lei já cumpriu com a sua finalidade, a de auxiliar e preparar o gênero humano – judeus e gentios – para a vinda daquele que haveria de completar em Si todas as coisas. Essa completude começou na ruptura do véu que separava os homens de Deus, e do muro que separava os povos (Efésios 2:14, “Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade”). Mas, como o NT para o judeu ainda é mistério, resta-nos esperar até que venha o dia da redenção de Israel, conf. Romanos 11:26-29: “e assim todo o Israel será salvo, como está escrito: Virá de Sião o Libertador, e desviará de Jacó as impiedades; e este será o meu pacto com eles, quando eu tirar os seus pecados. Quanto ao evangelho, eles na verdade, são inimigos por causa de vós; mas, quanto à eleição, amados por causa dos pais. Porque os dons e a vocação de Deus são irretratáveis!”.

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