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sábado, 16 de fevereiro de 2013

Segredos do Vaticano - a papisa Joana

Fevereiro de 2013. Causou espanto o pedido de aposentadoria, aos 85 anos de idade, do “papa” de Roma, o alemão Joseph Ratzinger, ex-chefe da Inquisição. Um fato raríssimo, ocorrido poucas vezes desde que surgiu a excrescência do cristianismo chamada “papado”. Num momento em que os movimentos pela igualdade de direitos fazem cada vez mais barulho, seria de se questionar por que a “santa igreja” não permite, por exemplo, o sacerdócio feminino. Mas, ainda que queira se apresentar como moderna e se desfazer de sua imagem medieval, Roma ainda resiste a coisas hoje corriqueiras em outros campos, como a globalização. Se o catolicismo fincou pé em todos os continentes, por que tanta demora em eleger um “papa” não-europeu? B16 já foi um milagre, pois foi o segundo não-italiano em mais de 500 anos (o primeiro foi seu antecessor JP2, polonês). F1 é o primeiro não europeu desde que o ofício virou regra geral, há uns 1700 anos atrás, mais ou menos, ali pelo final do império romano, de quem o catolicismo copiou a hierarquia, a administração em dioceses, a arquitetura (basílicas) e o título do chefe (pontifex maximus). Agora, um “papa” de cor negra seria “o apocalipse”...
Mas o que tentam apagar da história é que pelo menos uma mulher já teria ocupado o trono do Vaticano: a chamada “papisa” Joana, uma das figuras mais controversas da História. Ao longo dos séculos muitos negaram a sua existência; contudo, é considerável o número de documentos que atestam o seu reinado em Roma. Se de fato existiu, terá sido um feito extraordinário, digno de Hollywood: ter ocupado um lugar a que só homens tinham (e têm) acesso. Na “Idade das Trevas”, as mulheres quase não tinham direitos e poucas podiam estudar, porque se cria que eram incapazes de pensar. E em mais uma prova de que a igreja católica permanece na Idade Média, ainda relegam as mulheres a meras serviçais.
Em todo caso, o relato diz que, no ano 814, em Engelheim, Alemanha, nasceu a filha de um cônego inglês que logo deu mostras de inteligência privilegiada. Aprendeu a ler e a escrever, às escondidas, com seu irmão Mateus. O tutor do menino, depois que o garoto morreu, ensinou à menina latim e o grego, e ao partir, prometeu ajudá-la a continuar os estudos. Meses depois o pai de Joana recebeu uma carta do bispo, ordenando-lhe que lhe enviasse a menina. No palácio episcopal, Joana enfrentou rejeição do reitor, que não queria uma menina na escola; mas, por sua inteligência e pela insistência do bispo, foi aceita. Como Joana não poderia ficar instalada junto aos rapazes, o bispo determinou que fosse enviada à casa de um cavaleiro seu amigo, onde ficaria alojada.
Entretanto, enfadada dos estudos, Joana resolveu fugir; assumiu uma identidade masculina e entrou para um mosteiro com o nome de Johannes Anglicus (João Inglês). Ali, com a biblioteca à sua disposição, aprofundou-se nos estudos religiosos e clássicos, tornando-se extremamente culta e erudita. Aprendeu os rudimentos da medicina da época e por fim foi chamada a Roma, para tratar da saúde do “papa” Leão IV. Sempre disfarçada de homem, ganhou prestígio e respeito entre os dignitários da igreja. Foi nomeada “secretário da Cúria” e, depois cardeal.
Com a morte do “papa” Leão IV (17 de julho de 855), acabou eleita “papa” e adotou o nome de João VIII, sendo um “papa” discreto que quase não aparecia em público. Mas certo dia, durante uma procissão, montada num cavalo e à frente do cortejo, como era o costume da época, Joana sentiu-se mal e caiu. Entre dores, sangue e lágrimas, deu à luz uma criança. Os cardeais,
atordoados, gritaram: “Milagre! Milagre!”. Na verdade, o “milagre” de um “papa” parir explica-se: ao saber da fuga de Joana, o cavaleiro amigo do bispo não cessou de a procurar, encontrando-a, anos depois, em Roma. Apaixonaram-se; passaram a se encontrar às escondidas, e o bebê seria filho desse cavaleiro.
A partir daí os relatos divergem. Segundo alguns, a multidão apedrejou Joana e a criança até à morte, por ter profanado o trono. Para outros, mãe e filho foram encarcerados até ao fim dos seus dias. Outra versão seria que ambos morreram de complicações do parto.
Uns dizem que Joana nasceu no oriente, em Constantinopla talvez, com o nome de Giliberta, e vestia-se de homem para estudar filosofia e teologia. Depois de algum tempo, sob disfarce, impressionara tanto os doutores da igreja católica com sua sabedoria que foi escolhida para o trono papal. Essa mesma versão também conta que Joana havia se apaixonado por um guarda suíço e engravidara dele.

Outra vertente é de que Joana seria na verdade um eunuco, que por ser castrado não foi eleito, mas rotulado de “mulher” e assim impedido de ocupar o trono.

Já outra versão diz que Joana casou-se com um monge na Grécia, onde teria se vestido de homem para não escandalizar o povo, pois os padres não podiam se casar (veja que não mudou nada). Sob o pseudônimo Johannes Anglicus, fingia ser um apenas discípulo; depois tornou-se monge, e depois cardeal. Após a morte de Leão IV, ficou com a vaga do defunto. Nessa versão ela também engravida, e a justificativa de ninguém descobrir é que a túnica era larga o suficiente para esconder a barriga.

Verdade ou lenda? Se considerarmos o poder da igreja católica naqueles tempos, e que os historiadores eram padres, é fácil compreender por que suprimiram esse “papado” quase três anos: depois de Leão IV já aparece Bento III. E em 872 nomearam outro “papa” com o mesmo nome da “papisa” (“João VIII”).

Mas outros fatos dão força à história:

- Em 1276, o “papa” João XX, após rigorosa investigação, mudou o seu nome para João XXI, reconhecendo, assim, o “papado” de Joana;

- Existiu também, entre os diversos bustos papais de terracota na Catedral de Siena, um da “papisa”. Por determinação do “papa” Clemente VIII, sumiram com ele em 1601.

- Exatamente a partir do ano 857, data da morte da “papisa”, até ao século XIX, era usada uma cadeira com um buraco no assento, usada nas cerimônias da consagração de um novo “papa”. O recém-eleito sentava-se e era feito um exame palpável para se determinar se era, de fato, do sexo masculino. Só então o camerlengo anunciava “Habemus papam” (“temos um papa”). Essa cadeira ainda existe em Roma, não podendo a igreja católica negar a sua existência. 

Evidentemente que os católicos insistirão que isto é apenas uma lenda para difamar a sua “santa igreja”. O chororô é antigo. Barônio considera a “papisa” um monstro que os “heréticos” evocaram do inferno. Um tal padre Labbé acusou os protestantes de serem os inventores da história; mas tendo Joana subido à “santa sé” 500 anos antes do nascimento do primeiro reformador, seria-lhes impossível tal invenção. E Mariano, que escrevera sobre a “papisa” muito antes, não poderia estar citando algum reformador. Florimundo Raxmond comparou Joana, na mesma época, a um enviado do céu para punir a igreja romana, cujas abominações provocaram a cólera de Deus.

Muitos outros escritores descrevem o episódio: veja mais aqui. Um dos sinais mais interessantes da existência de Joana é um decreto riscando seu nome do catálogo dos “papas”. Genebrardo, arcebispo de Aix, afirma que a “santa sé” foi ocupada por “papas” tão corruptos “que deviam ser chamados apostáticos e não apostólicos”, e que várias mulheres governaram Roma nesse tempo. Com efeito, as cortesãs Teodora e sua filha Marozia colocaram no “trono de ‘são’ Pedro” seus amantes e filhos ilegítimos durante um período conhecido como a “Pornocracia” ou o “governo das prostitutas”.

Marozia dei Teofilatti fora seduzida, ainda adolescente, pelo corrupto “papa” Sergio III (904-911); depois tiveram vários filhos. Sergio, que participara do absurdo julgamento do cadáver, foi descrito por Barônio, Gregório e outros escritores como “monstro” e “criminoso aterrorizante”. Diz um deles: “Por sete anos ocupou a sede de são Pedro, enquanto sua concubina, imitando a rainha Semiramis, reinava na corte em pompa e luxo como nos piores dias do velho Império Romano”. Sobre Teodora, relata: “Esta mulher, junto com Marozia, a prostituta do papa, encheu a sé papal com seus filhos bastardos e converteu o palácio em um labirinto de ladrões”. Em 914, Teodora conseguiu nomear “papa” João X, então seu amante, assassinado em 928 por Marozia, que queria levar o seu macho do momento (Leão IV) ao trono. Este só durou um ano: se lascou todo quando Marozia percebeu que ele tinha uma prostituta mais imoral do que ela mesma. Marozia então mexeu os pauzinhos e elegeu seu filho com Sergio, ainda adolescente (chamado João XI); este, depois de uma briga com desafetos foi encarcerado e acabou envenenado. Em 995, um neto de Marozia tomou posse como João XII, tão corrupto quanto os outros, culpado de invocar o demônio e fazer-lhe brindes, víciado em jogo, roubos e imoralidades e até de provocar incêndios. Nenhuma mulher honesta, solteira, casada ou viúva, se atrevia a sair em público, pois esse “papa” não lhes tinha respeito. Levantou a ira do povo ao transformar o palácio papal em bordel; passou toda a vida em adultério e assim morreu, assassinado pelo marido da mulher com quem dormia.

E nem vamos falar muito sobre Olimpia Maidalchini, a papisa secreta, que no século XVII comandou a igreja católica através de seu cunhado e amante, o “papa” Inocêncio X. Mais sobre esses e outros escândalos “intra-muros” neste link.

A podridão está entranhada nas muralhas do Vaticano, depois de 1700 anos de corrupção - pois como se sabe, o catolicismo se inicia depois do Edito de Milão, no IV século depois de Cristo - e não antes.  Temos que perguntar:

Você acha que a simples troca de um gerente por outro, ou no máximo, a substituição do atual grupo de poder, vai mudar alguma coisa? Os dogmas continuarão os mesmos: continuarão crendo que “sem Maria não há salvação”; que só “pedindo à mãe o filho atende”. Não vão acabar os “santos” mais lendários do que a “papisa” Joana. Continuarão com suas imagens, rezando pelos mortos, passando cinza na testa, acendendo velas, batizando e crismando crianças, seguindo procissões. A mulher não terá lugar de destaque; os “homens de preto” continuarão mais filósofos do que teólogos; ainda tentarão influenciar mais a política do que a vida espiritual das pessoas; seguirão sem poder casar, mas assediando adolescentes imberbes. Nada mudará! Com a desculpa do “ecumenismo”, formarão a “igreja mundial” nos dias finais da humanidade.

Uma organização que cresceu como um câncer, um polvo maligno que abraça mais do que apenas a praça de “são” Pedro, corrupta desde os alicerces tenebrosos no subsolo de Roma, de repente vai passar a ser uma referência de correção e pureza? Uma instituição tão impenetrável, misteriosa, que torturou e matou milhões “em nome de Deus”, a ponto de julgar e condenar um cadáver; que foi dirigida por prostitutas e hoje abriga um sem-número de homossexuais e pedófilos, e que escolhe o chefe da polícia secreta para líder supremo; o que mais não terá nos seus cargos mais altos? O que mais não esconderá?

Os que defendem “honestidade, transparência e tolerância” só da boca para fora, que vivem fazendo passeata pelo Facebook e manifestação pelo Twitter, deveriam também protestar pelo fim da corrupção e por uma devassa nessa podridão. Que os mafiosos pelo menos paguem pelos seus crimes e pela tentativa de manipulação das massas crédulas e ignorantes, mostrando ao mundo o que se passa por trás daquelas muralhas.

(203540)
(Fonte 1) (Fonte 2) – Veja também este filme.

domingo, 25 de abril de 2010

Sai fora que é fria!

"Bênção papal" traz doenças e desgraças!

Figuras públicas que foram "abençoadas" são atingidas por doenças e desgraças! Rubens Barrichello, quando era da Ferrari, foi com uma comitiva esportiva até o Vaticano presentear o “papa” com uma réplica do carro F2004. E em troca deste generoso presente o então “pontífice” JP2 abençoou o piloto. Rubinho, que já possuía fama de azarado, não melhorou nem um pouco seu desempenho. Pelo contrário...
Mas não foi só ele. Os fatos que vamos mostrar aqui podem não passar de desastrosas coincidências, mas são capazes de arrepiar qualquer cristão: as "bênçãos" do “papa” vêm se transformando mesmo é em maldição. Afora os inúmeros casos publicados até pela imprensa secular, atuais ou centenários, salta aos olhos a quantidade de personalidades do meio artístico e político, que de uma hora para outra viram suas vidas profissional e pessoal destruídas e lançadas no fundo do poço, após um encontro com o “papa”.
A lista é imensa: a escritora e pesquisadora de religiões Mary Schultze, autora do livro "A Deusa do Terceiro Milênio", deu uma lista destas personalidades e a influência das "bênçãos" do “papa” na vida delas. De acordo com a pesquisadora, é extensa a lista de figuras e personalidades da história que foram brindadas com a bênção “papa” e em seguida foram atingidas por algum infortúnio.
O “papa” abençoou Carlota de Bourbon e quando ela voltou de Roma, enlouqueceu.
O príncipe Napoleão IV morreu logo após ter sido abençoado pelo “papa”, antes de seguir para Zuzulândia.
Já o príncipe Rodolfo, da Àustria, se suicidou, em 1889, depois de um encontro com o “papa”.
Maradona amargou a derrocada de sua brilhante carreira. Ele também pediu a bênção do “papa”, e recebeu. Coincidência ou não, sua imagem nunca mais foi a mesma, pois não conseguiu se livrar das drogas.
Afonso XII - morreu prematuramente. 
A princesa Diana morreu em violento acidente automobilístico em 1997 logo depois de ir a Roma pedir a bênção do “papa” JP2.
O Imperador da Áustria, Francisco José - sofreu a terrível derrota de Sadowa.
Napoleão III - foi preso na Prússia e morreu exilado e destronado.
Os navios "Santa Maria"e "América" - naufragaram com perda total.
Diz o ex-padre veneziano Joseph Zachello, que serviu o “papa” por 34 anos, que em 1851 Pio IX concedeu a "Rosa de Ouro" ao Rei das Duas Sicilias, que em menos de um ano perdeu a coroa e o reino. Em 1866, mesmo “papa” abençoou o Kaiser da Áustria. Em menos de um ano este imperador perdeu Veneza e a guerra seguinte.
Em 1867 o “papa” abençoou Maximiliano, Imperador do México. Logo em seguida ele foi destronado e morto a tiros.
Em 1895, o Arcebispo de Damasco deu a bênção papal às tropas e frota espanholas. Logo em seguida a Espanha perdeu ambas. Em 1897 o Núncio Apostólico abençoou o grande "Bazar da Caridade", em Paris. Cinco minutos mais tarde o prédio ardia em chamas e 150 pessoas da aristocracia pereceram, inclusive a filha da Imperatriz da Áustria.
Em 1906 Eugene Victoria (Ena), filha do Príncipe Henrique, casou-se com Afonso XIII, Rei da Espanha. sob a bênção papal. Ela havia sido obrigada a renunciar sua fé protestante e por isso foi abençoada. Embora tenha escapado milagrosamente de um atentado, no qual 13 pessoas pereceram, seu vestido de noiva ficou todo respingado de sangue. Em 1923 o “papa” lhe mandou a "Rosa de Ouro". Em 1931, ela e o marido foram exilados, quando a Itália se transformou em República, por determinação do próprio “papa”, que precisava colocar no Governo daquele país o seu amigo General Franco.
Em 1924 um rico proprietário de terras nos Estados Unidos - Mr. Edwards - converteu-se ao Catolicismo Romano. Dois anos depois foi a Roma receber a bênção do “papa”; morreu 4 dias após e deixou a rica herança para o Vaticano.
Parece coincidência... Mas é bom não arriscar.
Quando Mussolini invadiu a Abissínia, o “papa” o abençoou nessa "cruzada santa". Só que em poucos anos Mussolini e sua amante Clara Petacci foram linchados pelo povo.
Já Winston Churchill foi a Roma receber a bênção do “papa”. Perdeu logo o prestígio em seu país, mesmo tendo ganho a guerra para os Aliados.
Quanto a Roosevelt, mandou um representante ao Vaticano "apanhar" a bênção. Perdeu o respeito do povo americano e morreu logo em seguida, sem contemplar a vitória para os Estados Unidos.
Em 1951, a futura Rainha da Inglaterra foi pedir a bênção do “papa”. Pouco tempo depois a Inglaterra perdeu os poços petrolíferos no Irã, o Canal de Suez e a guerra contra o Egito.
Em 1958 o Cardeal Stritch, de Chicago, ao ser nomeado representante no Vaticano, para lá se dirigiu. Adoeceu gravemente no caminho e o “papa”, que havia abençoado sua viagem, não foi capaz de visitá-lo, quando ele teve de amputar um braço e morrer a poucas quadras da Catedral de São Pedro.
Brasileiros - Na lista de Mary não faltam figuras brasileiras atingidas pela "bênção do “papa”", como por exemplo: O presidente Washington Luiz foi deposto do cargo, em 1930, logo após ser abençoado pelo “papa”.
Já a princesa Isabel foi "abençoada" com a sua expulsão do Brasil, depois de um encontro pessoal com o “papa”.
O presidente Campos Salles foi assassinado poucos dias depois de um encontro desses. Afonso Pena também foi agraciado - morreu um mês depois do encontro com o rei de Roma.
Dos tempos atuais, duas figuras queridas dos brasileiros também passaram por tribulações e, coincidência ou não, tinham recebido a bênção do “papa”: o cantor Roberto Carlos, católico declarado, e sua esposa, Maria Rita, estiveram com JP2 em sua visita ao Brasil, em 97. Pouco mais de um ano depois, ela estava com câncer.
Já o ex-craque Ronaldo pediu para o “papa” abençoar, em 98, as alianças de noivado com a modelo Suzana Werner, antes da Copa da França. Resultado: além de ver terminado o seu noivado com a modelo, o Brasil perdeu a Copa. Quem acompanha o noticiário sabe a estória: escândalos seguidos com bebidas, drogas, travestis, prostitutas, e seguidas contusões quase acabaram com a sua vertiginosa carreira de atleta. Depois de muito tempo, o atleta custou a retomar sua carreira, após de atingir o fundo do poço; mesmo assim, nunca mais teve o mesmo sucesso.
Quando analisamos tantas "coincidências", não podemos deixar de perceber que receber “bênção do “papa”” parece não ser um bom negócio. A Palavra de Deus é muito clara quanto à origem da bênção, que só pode vir do Senhor; e de nenhum homem ou imagem, mas o catolicismo insiste em transferir para a figura do “papa” poderes que só pertencem a Deus. A leitura da Bíblia e a observância de seus mandamentos são capazes de atrair bênçãos sem medida sobre a vida do cristão, conforme diz a Palavra "O Senhor determinará que a bênção esteja nos teus celeiros, e em tudo o que puser a tua mão: e te abençoará na tenda que te dá o Senhor teu Deus" (Deuteronômio 28.8).
(http://www.cacp.org.br/catolicismo/artigo.aspx?lng=PT-BR&article=151&menu=2&submenu=8)
29400

domingo, 29 de março de 2009

Pedro liderou cristãos mas nunca foi papa, dizem historiadores

Católicos do mundo todo vêem “São” Pedro como o protótipo dos papas, o homem que teria iniciado a sucessão ininterrupta de líderes da Igreja que chega até Francisco; mas seu papel real provavelmente foi bem mais modesto, afirmam historiadores. Embora seja possível que Pedro tenha vivido, pregado e morrido em Roma, ele não fundou um governo centralizado na igreja romana, o qual demorou séculos para emergir. Mais importante ainda, embora a igreja de Roma tenha conquistado uma posição de destaque entre as comunidades cristãs espalhadas pela bacia do Mediterrâneo, as outras igrejas não creditavam o prestígio romano ao "papado" de Pedro, mas ao fato de que tanto ele quanto seu companheiro Paulo haviam pregado a palavra de Jesus e morrido em Roma. 
É o que diz um texto escrito por volta do ano 180 pelo líder cristão Irineu de Lion. Segundo Irineu, a comunidade de Roma havia sido "fundada e organizada pelos dois gloriosos apóstolos, Pedro e Paulo". Em seu livro "Santos e Pecadores: História dos Papas", o historiador irlandês Eamon Duffy, da Universidade de Cambridge, resume: "Para Irineu, a competência da igreja de Roma provinha de sua fundação pelos dois apóstolos, Pedro e Paulo, e não só por Pedro".
Chegando mais tarde - Na verdade, a situação era ainda mais complicada do que Irineu imaginava. Tudo indica que a comunidade cristã de Roma foi fundada por um anônimo seguidor de Jesus, provavelmente um judeu da Palestina que se juntou às dezenas de milhares de membros da comunidade judaica da capital. Paulo, ao escrever para os cristãos de Roma por volta do ano 58, deixa uma longa lista de saudações muitos irmãos daquela comunidade, mas em nenhum momento menciona a presença de Pedro na cidade. Sabemos pelos Atos dos Apóstolos que Paulo acabou indo para Roma para ser julgado pelo imperador romano num processo. E outros textos do fim do século 1 e começo do século 2 dizem que tanto Paulo quanto Pedro foram mortos durante a perseguição ordenada por Nero entre os anos 64 e 67. A tradição sobre o martírio dos dois é relativamente próxima dos eventos, embora não registrada na Bíblia.
Pescador impetuoso - Para o padre e historiador americano John P. Meier, professor da Universidade Notre Dame e autor da monumental série "Um Judeu Marginal" (ainda não concluída) sobre a figura histórica de Jesus, o Novo Testamento traz informações importantes e confiáveis sobre Pedro. Inicialmente, ele era um pescador da Galiléia, casado, e aderiu aos discípulos junto com seu irmão André. O nome de seu pai era João ou Jonas, e seu nome original era Simão. Jesus lhe deu o apelido aramaico de Kepa (ou Kephas, conforme Paulo), "a pedra" ou "a rocha", depois traduzido como Petros, ou Pedro, em grego. Todos os evangelistas o apresentam como um dos principais apóstolos ou como o porta-voz deles, e também o retratam como generoso, extremamente apegado a Jesus, cabeça-dura (talvez uma relação irônica com seu apelido), indeciso e dado a súbitas mudanças de opinião.
Em suas cartas, Paulo relata um relacionamento tempestuoso com Pedro. Ao se converter à fé em Jesus, Paulo passou alguns anos sozinho até ir a Jerusalém e falar com Pedro e outros apóstolos. Depois, explicou a eles que os pagãos também poderiam ser convertidos, mas entrou em conflito com Pedro, chamando-o de hipócrita. É que Pedro foi visitar a comunidade cristã de Antioquia, na Síria, e inicialmente fazia suas refeições com os crentes gentios (não-judeus), coisa proibida pela lei judaica. No entanto, quando outros judeus cristãos apareceram na cidade, ele parou de fazê-lo, o que provocou a reprimenda de Paulo.
As chaves do Reino - Há indícios de que, antes de ir a Roma, Pedro passou por Antioquia e por Corinto, na Grécia. No entanto, o momento definidor de sua vida foi ainda durante a vida de Jesus. Segundo o Evangelho de Mateus, Pedro deu mostras da fé em seu mestre ao declarar: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo". Jesus então respondeu: "Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do Inferno não prevalecerão contra ela. Darei a ti as chaves do Reino dos Céus". Essa é a inspiração para a representação católica de Pedro, sempre com chaves reais nas mãos, como na estátua que existe no Vaticano e que ilustra o título desta matéria. É óbvio que as "chaves" são um símbolo e não chaves literais. E sobre a “pedra fundamental” que Jesus aludiu, e o próprio Pedro confirma em sua primeira epístola (no cap. 2), é o próprio Jesus Cristo, e não o impetuoso apóstolo. O assunto das chaves e do “ligar e desligar” é bastante extenso; retornaremos a isto em breve, num artigo específico sobre o tema.
John P. Meier afirma que a "profissão de fé" de Pedro é um fato histórico, por estar registrada nas diversas fontes usadas pelos evangelistas para compor suas narrativas. Também não duvida do papel de liderança de Pedro na Igreja primitiva. Mais importante para a questão do "papado" de Pedro, escreve Eamon Duffy, é o fato de que Roma aparentemente não tinha um bispo único até por volta do ano 150, ou seja, quase um século após a morte do apóstolo. É bom lembrar que originalmente o papa, que era o bispo de Roma, recebia especial atenção de seus pares por governar a comunidade cristã onde se crê que haviam sido martirizados Pedro e Paulo. No entanto, vários documentos do começo do século 2, escritos para a comunidade de Roma e por membros dela, em nenhum momento fazem menção a um bispo, mas apenas aos "anciãos da igreja" ou "dirigentes da igreja". Para Duffy, a explicação mais provável é que a unificação do comando da igreja romana nas mãos de um só bispo veio mais tarde, por causa de uma série de pressões externas e internas, entre elas o surgimento de heresias que contrariavam os ensinamentos cristãos originais. Como forma de defesa, as igrejas teriam instituído a "monarquia" dos bispos.
Crucificado de cabeça para baixo? –
A tradição conta que, ao ser condenado à morte por crucificação, Pedro teria dito aos soldados que era indigno de morrer como seu mestre, e que portanto devia ser crucificado de cabeça para baixo, sendo atendido pelos verdugos. Isto é uma impossibilidade física, pois é impraticável que um corpo humano permaneça pendurado pelos pés pregados na madeira. Mas a suposta evidência que deu origem a mais este mito romanista está sobre um esqueleto guardado a sete chaves nos porões do Vaticano, de um homem do primeiro século, encontrado nas proximidades, sem os pés.  
Isto provaria, dizem, que após a morte do apóstolo, os soldados cortaram-lhe os pés para mais facilmente o desprenderem da cruz... Interessante é que os mesmos que se dispõem a dissecar a Bíblia em busca de inconsistências e assim depreciarem o seu valor como regra de fé e prática para o verdadeiro cristão, raramente se debruçam seriamente sobre essas lendas para nelas tentar encontrar pelo menos um pingo de verdade.
Teremos que aguardar historiadores sérios como este Duffy e este Meier surgirem, de tempos em tempos, para confirmar o que a Bíblia diz e descartar o que a “tradição” sem base tagarela?