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quinta-feira, 27 de junho de 2013

Dia de "são" João, "são" Pedro, "santo" Antonio...

24 de junho é o dia que os católicos dedicam a “são” João. Um dos “santos” mais festejados em diversos países, especialmente os de fala latina, em sua “honra” fazem festas, soltam fogos de artifício, sobem em troncos lubrificados, preparam comidas típicas, pulam fogueiras, cantam e dançam em roda até cair... e evidentemente, seguem procissões atrás da imagem do dito cujo, antes e depois de celebrarem suas missas.  É uma festa já tão tradicional que se torna extremamente difícil separar o que é cultural do religioso. Uma vez que a religião  muitas vezes molda a cultura, não se pode falar em uma celebração de cunho meramente “folclórico”.
Por exemplo – o aspecto cultural pode ser explicado pelo vasto processo de miscigenação que formou o povo brasileiro, ao longo dos séculos. A “dança da quadrilha”, tão popular nessa época do ano, herdou o nome de uma dança de salão francesa para quatro pares, a “quadrille”, em voga na França entre o início do século XIX e a I Guerra Mundial. A “quadrille”, por sua vez, já era um desenvolvimento da “contredanse”, popular nos meios aristocráticos franceses do século XVIII, a qual veio de uma dança inglesa de origem campesina, surgida provavelmente por volta do século XIII, e que se popularizara em toda a Europa. A “quadrille” veio para o Brasil seguindo o interesse por tudo que fosse a última moda de Paris (da criação da academia de letras ao uso do cavanhaque, tudo que era francês era “chic”).
Depois disso, como sempre, veio a mistura e a dança se fundiu com outras danças e se modificou, com o aumento do número de pares e o abandono de passos e ritmos franceses. Em contato com diferentes danças, a quadrilha sofreu influências regionais, daí surgindo muitas variantes: “Quadrilha Caipira” (São Paulo, Minas Gerais), “Saruê” (corruptela do termo francês “soirée”, no Brasil Central), “Baile Sifilítico” (é isso mesmo! Na Bahia), “Mana-Chica” (Rio de Janeiro), etc.
Ainda que inicialmente adotada pela elite urbana brasileira, esta é uma dança que teve o seu maior florescimento no Brasil rural (daí o vestuário “caipira”). O nacionalismo folclórico marcou as ciências sociais tanto no Brasil como na Europa, entre os começos do Romantismo e a II Guerra Mundial. A quadrilha, como outras danças, foi sistematizada e divulgada por igrejas e clubes, sendo defendida por professores e praticada por alunos em colégios e escolas como expressão da cultura cabocla e da república brasileira. Esse folclorismo acadêmico e ufanista explica de certo modo o aspecto “matuto” (mas artificial) da quadrilha.
Outro aspecto interessante é composto pelas comidas típicas, consumidas por uma razão muito simples: o meio do ano é a época da colheita do milho, daí as comidas como pipoca, pamonha, e semelhantes (canjica etc.).
Já sabemos que o mito da fogueira se originou de uma mentira católica. Para “cristianizar” um costume pagão, a igreja de Roma inventou que o antigo costume de acender fogueiras no começo do verão europeu tinha suas raízes em um acordo feito por Maria e Isabel. Para avisar Maria sobre o nascimento de seu filho João, e assim ter seu auxílio após o parto, Isabel teria de acender uma fogueira sobre um monte. Pura bobagem. Quando João nasceu, Maria já havia ficado em companhia de Isabel por três meses, mas já havia voltado para casa logo antes de o menino nascer (ver Lucas 1:56-58). Maria então já estava grávida de Jesus e precisava ir cuidar de si e do bebê que nasceria em breve. Pelo relato bíblico, quando João nasceu, não houve nenhuma fogueira. Esse negócio de fogueiras foi herdado das religiões pagãs da Europa medieval, que celebravam essa ocasião acendendo fogueiras e dançando ao redor delas, exatamente como nas “quadrilhas”. Não foi o contrário, isto é, a origem das fogueiras seriam cristãs. Não: são pagãs, doa a quem doer.
A festa pagã do solstício de verão na Europa (ou do inverno, no hemisfério sul), era celebrada no dia 24 de junho, segundo o calendário juliano (pré-gregoriano). Leia mais aqui.
Outro mito extremamente sem cabeça é “são” João nascendo em junho, um tremendo chute. Como foi convencionado que Jesus teria nascido em 25 de dezembro, a lógica exige que João Batista tenha vindo ao mundo em 24 de junho. Na verdade é um erro em conseqüência de outro. Já vimos aqui que Jesus dificilmente teria nascido em dezembro. Se olharmos bem o que diz a Bíblia, a única fonte de informações confiável, veremos que Jesus nasceu de fato entre setembro e outubro (no mês de etanim), o que coloca o nascimento de João Batista em março (mês de abibe). Assim cai por terra a data de 24 de junho, ficando provado, mais uma vez, que o único motivo da festa é a adoção de uma celebração pagã.
Aliás, há outros “santos” populares celebrados nesta mesma época: “santo” Antônio (no dia 13) e “são” Pedro e “são” Paulo (no dia 29, supostamente data da execução dos dois apóstolos). Essas celebrações são particularmente importantes no norte da Europa - Dinamarca, Estônia, Finlândia, Letônia, Lituânia, Lituânia, Noruega e Suécia - mas são encontrados também na Irlanda, na Galícia (norte da Espanha e Portugal), partes do Reino Unido (especialmente na Cornualha), França, Itália, Malta, Ucrânia, e em outros lugares como Canadá, Estados Unidos, Porto Rico e até na Austrália.
Especialmente na “festa de santo Antônio”, multiplicam-se as chamadas “simpatias”, uma forma “light” de bruxaria, como por exemplo enterrar a imagem de cabeça para baixo até que o pedido de arranjar marido seja atendido (claramente uma forma de macumba). E também pendurar fitas em certas partes da imagem, lembrando rituais pagãos em honra a Príapo, também “suavizados” ou, se preferir, “cristianizados”... Quem quiser que pesquise depois.
Ficam duas advertências. A primeira, àqueles que ainda se apegam às tradições de “santos”, religiosidade e festas “folclóricas” juninas.
É  impossível participar de uma “festa junina” sem estar “honrando o santo padroeiro”, que é o principal motivo dessas ocasiões. Fazer celebração a “santos” é idolatria, pois a Bíblia proíbe até mesmo fazer qualquer tipo de imagem, quanto mais festa em honra delas ou do que elas supostamente representam. Muitos já disseram que uma imagem esconde demônios que recebem as homenagens, orações e oferendas, e assim o que as homenageiam longe de agradar a Deus ou ao “santo”, presta um culto ao demônio. Doa a quem doer.
E querer misturar lendas, mitos, contos da carochinha de várias origens com a fé cristã, é o cúmulo do absurdo - até jacaré de asa a cristandade já tem agora. Acho que a única regra de fé e prática para quem diz acreditar em Deus tinha que ser a própria Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada e mais nada, que deveria ser lida e ensinada nos templos que se pretendem cristãos. Repito o que já escrevi acerca de outros “santos”.
A Bíblia é clara. É simples: a oração é uma forma de culto. E foi o Senhor Jesus quem disse: “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a Ele darás culto” (Mateus 4:10). Se prestamos “homenagem” a qualquer entidade que não Cristo ressurreto, seja com orações, procissões, festas “juninas” e coisas do tipo, cometemos idolatria, que Deus abomina e rejeita:
- Não farás para ti imagens esculpidas, nem qualquer imagem do que existe no alto dos céus, ou do que existe embaixo, na terra, ou do que existe nas águas, por debaixo da terra. Não te prostrarás diante delas e não lhes prestarás culto (Êxodo 20:4);
- Não vos voltareis para os ídolos, nem fareis para vós deuses de fundição. Eu sou o Senhor vosso Deus (Levítico 19:4);
- Não fareis para vós ídolos, nem para vós levantareis imagem de escultura nem estátua, nem poreis figura de pedra na vossa terra para inclinar-vos diante dela. Eu sou o Senhor vos­so Deus (Levítico 26:1);
- Confundidos sejam todos os que adoram imagens de esculturas, que se gloriam de ído­los inúteis. (Salmo 97:7);
- Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos do homem. Têm boca, mas não fa­lam, têm olhos, mas não vêem; têm ouvidos, mas não ouvem, têm nariz, mas não cheiram; têm mãos, mas não apalpam, têm pés, mas não andam; nem som algum sai da sua gar­ganta; Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem, e todos os que neles confiam (Salmo 115:4-9 e 135:15-18).
E finalmente, deixemos que outro “são” João - o apóstolo - fale: “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos” (I João 5:25).
E também erram os evangélicos que tentam adaptar a suas igrejas, congregações e denominações esses costumes mundanos. Hoje é tristemente comum nas igrejas ditas evangélicas a realização de festas “jesuínas” e outras aberrações do tipo. Procure no Google e ficará abismado(a) - ou não... Mas lembre-se de que Israel pecou muito, no passado, por se misturar aos povos pagãos que o cercavam. Os israelitas adotaram festas e costumes dos filisteus, dos amonitas e outros povos, sendo duramente castigados por Deus, que de antemão os advertira: veja Deuteronômio 12:29-31.
E decida se apóia ou não “festa junina”.

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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Idolatria não, obrigado...

Há quase um século, o Brasil entrou debaixo de um jugo do qual vai ser difícil se livrar. Em 1929, um bando de padres se reuniu em congresso e depois de receberem sinal verde do “papa” Pio XI, aclamaram a “virgem de Aparecida” como “padroeira do Brasil”. Isto como se o Brasil fosse propriedade da igreja de Roma, pois não se tem noticia de consulta a outros credos se aceitariam ser “padronizados” (sei lá como se chama quem tem padroeiro ou se submete a isso) pela “virgem de Aparecida”.
Desde então o país se acostumou com mais esse ranço do romanismo e consagrou o dia 12 de outubro como feriado nacional, dedicado à idolatria explícita de uma estátua de barro, de gosto, estilo e qualidade  “artística” bastante discutíveis, coberta de pano azul, como se algo fosse.
Se você chegou até aqui, haverá de saber a razão da acidez do texto: é que, doa a quem doer, esperneie quem quiser espernear, o culto cristão é refratário a imagens de qualquer tipo. Não vou repetir aqui os mitos e lendas que cercam o achado dessa imagem; se quiser saber ou relembrar clique aqui. Hoje quero mostrar apenas que imagem, como objeto de culto, é uma abominação aos olhos de Deus e aqueles que as veneram estão no mesmo patamar dos devassos, avarentos, maldizentes, beberrões, ladrões (I Coríntios 5:11);  adúlteros, sodomitas (10:9); medrosos, abomináveis, homicidas, feiticeiros, mentirosos (Apocalipse 21:8).
Vão todos para o inferno, e não fui eu quem inventou isso, está na Bíblia Apocalipse 21:8 e 22:15. Leia, se o “sagrado magistério” permitir. E para ninguém dizer que eu estou falando isso e aquilo, vou deixar a Bíblia falar por si. Antes, porém, uma breve definição de dicionário:
Ídolo. S.m. 1. Estátua ou simples objeto cultuado como deus ou deusa, 2. Objeto no qual se julga habitar um espírito, e por isso venerado. 3. Fig. Pessoa a quem se tributa respeito ou afeto excessivo. Idólatra. Adj. 2 g. 1. Respeitante à, ou próprio da idolatria. 2. Que adora ídolos. 3. Idolátrico (2). * s. 2 g. 4. Pessoa que adora ídolos; Idolatrar. V t. d. 1. Prestar idolatria (1) a; amar com idolatria (1); adorar, venerar. 2. Amar com idolatria (2), com excesso, cegamente. Int. 3. adorar ídolos; praticar a idolatria (1). Idolatria. SE. 1. Culto prestado a ídolos. 2. Amor ou paixão exa­gerada, excessiva9. Idolatria- 1. Essa palavra vem do grego, eídolon, ídolo, e latreúein, adorar. Esse termo refere-se à adoração ou veneração a ídolos ou imagens, quando usado em seu sentido primário. Porém, em um sentido mais lato, pode indicar veneração ou adoração a qualquer objeto, pessoa, instituição, ambição etc, que tome o lugar de Deus, ou que lhe diminua a honra que lhe devemos (Enciclopédia de Norman Champlin-SP. Vol 3, p. 206).
Agora sim, a Bíblia:
Não farás para ti imagens esculpidas, nem qualquer imagem do que existe no alto dos céus, ou do que existe embaixo, na terra, ou do que existe nas águas, por debaixo da terra. Não te prostrarás diante delas e não lhes prestarás culto (Êxodo 20:4);
Não vos voltareis para os ídolos, nem fareis para vós deuses de fundição. Eu sou o Senhor vosso Deus (Levítico 19:4);
Não fareis para vós ídolos, nem para vós levantareis imagem de escultura nem estátua, nem poreis figura de pedra na vossa terra para inclinar-vos diante dela. Eu sou o Senhor vos­so Deus (Levítico 26:1);
Confundidos sejam todos os que adoram imagens de esculturas, que se gloriam de ído­los inúteis. (Salmo 97:7);
 
Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos do homem. Têm boca, mas não fa­lam, têm olhos, mas não vêem; têm ouvidos, mas não ouvem, têm nariz, mas não cheiram; têm mãos, mas não apalpam, têm pés, mas não andam; nem som algum sai da sua gar­ganta; Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem, e todos os que neles confiam (Salmo 115:4-9 e 135:15-18);
A tua terra está cheia de ídolos, inclina­ram-se perante a obra das suas mãos, diante daquilo que fabricaram os seus dedos. Pelo que o homem será abatido, e a humanidade humilhada; não lhes perdoes! (Isaías 2:8-9);
Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás (Mateus 4.11; Lucas 4:8);
Enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se revoltava em si mesmo vendo a cidade tão entregue à idolatria (Atos 17:16);
Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus (I Coríntios 6:10-11; Efésios 5:5);
Não vos façais idólatras, como alguns deles; como está escrito: O povo assentou-se a comer e a beber, e levantou-se para folgar (I Coríntios 10:7);
E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Pois vós sois santuários do Deus vivente (II Coríntios 12:2).
As obras da carne são conhecidas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras pelejas, dissensões, facções, invejas, bebedices, orgias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos preveni, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus (Gálatas 5:5);
Filhinhos, guardai-vos dos ídolos (I João 5:21);
Mas, quanto aos medrosos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos adúlteros, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, que é a segunda mor­te (Apocalipse 21:8);
Ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os adúlteros, os homicidas, os idólatras, e todo aquele que ama e pratica a mentira (Apocalipse 22: 5).
Deus proibiu a confecção e o culto a imagens, estátuas etc, visto que os povos pagãos atribuíam a esses artefatos de barro, madeira ou outro material um caráter religioso. Acreditavam, além do mais, que a divindade se fazia presente por meio dessa prática. Deus ensinou seu povo a não cultuar imagens. Sua palavra era tão poderosa no coração do seu povo, que, embora muitos homens santos, profetas e sacerdotes, homens exemplares, com todas as virtudes para serem canonizados (os heróis da Bíblia), não são pretexto para serem adorados ou cultuados, nem fizeram suas imagens e nem lhes prestaram culto.
A citação dos querubins na arca (Êxodo 25:18-20), advogada pelos teólogos católicos, não se sustenta, pois não existe na Bíblia uma passagem sequer em que um judeu esteja dirigindo suas orações aos querubins, ou depositando sua fé neles, ou lhes pagando promessas, ou acendendo velas para eles.
Algumas imagens que Deus mandou fazer não tinham por objetivo elevar a piedade de Israel e nem ser­viam de modelo para reflexão ou conduta. Eram apenas símbolos decorativos e representativos. Deus mandou fazer a Arca da Aliança, com figuras de querubins no Tabernáculo e no Templo, entre outros utensílios (I Reis 6:23-29; I Crônicas 22:8-13; I Reis 7:23-26), e outros ornamentos (I Reis 7:23-28). Essas figuras, porém, jamais foram adoradas ou veneradas, ou objeto de culto. Se Israel tivesse adorado, cultuado ou venerado esses objetos, sem dúvida, Deus mandaria destruí-los. Foi o que aconteceu com a serpente de bronze, levantada por Moisés no deserto, quando se tornou objeto de culto (II Reis 18:4). 
Em algumas sinagogas do século III e até hoje encontramos pinturas de heróis da fé em seus vitrais: jamais, entretanto, veremos judeus orando, cultuando ou invocando Moisés, Abraão ou Esdras, as figuras mais respeitadas da história judaica.  E assim como no Velho Testamento, não encontramos argumento algum que justifique o culto, veneração ou a fabricação de imagens no Novo Testamento. Pelo contrário, a Bíblia mostra que o apóstolo Paulo sofria por ver o povo entregue a idolatria: Enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se revoltava em si mesmo, vendo a cidade tão entregue à idolatria (Atos 17:16).
Paulo foi atacado pelos artífices, ourives e comerciantes de imagens: Certo ourives, por nome Demétrio, que fazia de prata miniaturas do templo de Diana, dava não pouco lucro aos artífices. Eles os ajuntou, bem como os oficiais de obras semelhantes, e disse: Senhores, vós bem sabeis que desta indústria vem nossa prosperidade. E bem vedes e ouvis que não só em Éfeso, mas até quase em toda a Ásia, este Paulo tem convencido e afastado uma grande multidão, dizendo que não são deuses os que fazem com as mãos. Não somente há perigo de que a nossa profissão caia em descrédito, mas também de que o próprio templo da grande deusa Diana seja estimado em nada, vindo a ser destruída a majestade daquela que toda a Ásia e o mundo veneram. Ouvindo isto, encheram-se de ira, e clamaram: Grande é a Diana dos efésios! (Atos 19:24-28).
Se fosse hoje, certos canais de TV diriam que Paulo estaria incitando à discriminação, à intolerância e provocando uma “guerra santa”!
Agora, imagine se alguém aparecesse em Aparecida do Norte, pregando contra a idolatria, e grande parte da população local aceitasse essa mensagem, largando mão de estatuazinhas, da “santa”, lembrancinhas, miniaturas do templo, parando de comprar velas, fitinhas, camisetas, etc. O que os comerciantes fariam?
Qualquer semelhança com o que aconteceu em Éfeso não seria mera coincidência.


(continua)

Fonte: (http://www.cacp.org.br/catolicismo/artigo.aspx?lng=PT-BR&article=131&cont=1&menu=2&submenu=3) 
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domingo, 15 de março de 2009

Verdadeira igreja?

A igreja católica define a si mesma como “a verdadeira igreja”. Em 5 de setembro de 2000, João Paulo II, em sua encíclica "Dominus Iesus", determinou que a igreja católica é a única Igreja de Cristo, e que os cristãos do mundo inteiro devem estar em comunhão com ela, e que incorrem em grave erro os que não reconhecem sua autoridade.
Será que ele tinha razão? Se pararmos para pensar um pouco sobre isso, veremos que há quase 500 anos certas verdades bíblicas foram proclamadas claramente por um padre alemão, para quem quisesse ver e ouvir. Mas até hoje os católicos ainda não se debruçaram seriamente sobre elas, e nem apresentaram a refutação bíblica que justifique a sua rejeição.
Os quatro fundamentos principais das 95 Teses de Martinho Lutero, afixadas em 1517 na porta do Castelo de Wittenberg, onde eram pregados os avisos da Universidade Católica em que lecionava Teologia Bíblica, são estes:
I - Só pela Bíblia. Autoridade absoluta da Palavra de Deus. Não ao sincretismo - a incorporação de tradições, geralmente advindas de fontes pagãs, então aceitas pela igreja.
II - Só pela fé. “... sois salvos, por meio da fé...” (Efésios 2:8).
III - Só pela graça. “Porque pela graça sois salvos...” (Efésios 2:8). ...“mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 6.23); “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2:8-9). Obras não são condição para a salvação, mas sim reflexo daquele que é salvo e as pratica como fruto do amor.
IV - Só por Jesus. “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6). “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna...” (João 3:36). “Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem”. (1 Timóteo 2:5).
O desejo de Lutero não era romper com a igreja, mas transformá-la e fazê-la voltar a esses princípios bíblicos. Porém basta uma pequena olhada nas páginas da História para notar que, de fato, a igreja católica é quem vem há muito tempo se distanciando da Palavra de Deus, com a introdução de práticas e doutrinas estranhas ao Evangelho, que se tornaram “dogmas” (ou seja, devem ser aceitos sem contestação, por mais absurdos que sejam). Veja algumas invenções – nenhuma delas respaldada pela Bíblia – que se incorporaram ao catolicismo com o passar do tempo:
- orações pelos mortos e entrega de oferendas nos cemitérios, por volta do ano 310 depois de Cristo;
- cerca do ano 313: começa o costume de procissões, copiado de religiões pagãs e de cerimônias bizantinas; introduz-se o batismo de recém-nascidos; imagens e esculturas nas igrejas se tornam comuns, a princípio como peças decorativas ou didáticas, e mais tarde objetos de culto em si mesmas;
- séculos III e IV depois de Cristo (entre os anos 200 e 400): o bispo da cidade de Roma começa a ser considerado o maioral entre todos, dando origem à instituição do papado;
- acender velas nos templos, por volta do ano 320;
- adoração de santos: bárbaros recém “cristianizados” transformam seus costumes pagãos de louvar antigos heróis em “culto a santos” cristãos, cerca do ano 375;
- a partir de 590, são introduzidos, aos poucos, a “veneração” de Maria; o “sacrifício da missa” (a cada cerimônia celebrada pelo sacerdote, o sacrifício de Jesus se repete); orações dirigidas aos “santos” se tornam comuns; começa-se a imaginar um purgatório como lugar intermediário entre o céu e o inferno, onde as almas vão sofrer e se purificar antes de entrar no paraíso.
- uso de água benta, no ano 840;
- canonização de santos, em 993;
- celibato imposto aos sacerdotes, em 1074;
- populariza-se a reza do terço, no ano 1090, copiada de práticas orientais;
- instituição dos “sete sacramentos” (atividades obrigatórias para ministrar uma graça especial às almas); no ano 1140 (batismo infantil, crisma ou confirmação, penitência, eucaristia/missa, matrimônio, ordenação aos sacerdócio, extrema-unção aos moribundos);
- venda de indulgências, no ano 1190;
- dogma da transubstanciação e o confessionário, em 1215 (a hóstia se transformaria misteriosamente no corpo real de Cristo).;
- a reza da Ave-Maria, em 1316;
- 1343: indulgências (os “santos” alcançaram tanto mérito na Terra que o excedente, guardado num tesouro no céu, poderia ser “sacado” pelo papa em favor dos vivos, mediante o pagamento em dinheiro, sem necessidade de arrependimento do penitente);
- o cálice da comunhão é só para o clero, no ano 1415;
- adotada oficialmente a doutrina dos sete sacramentos obrigatórios e a criação do purgatório, em 1439;
- 1476: as indulgências são estendidas aos que já morreram, originando as missas de 7º dia e similares;
- 1545/1563: os sete livros apócrifos são incluídos na Bíblia católica. De autoria incerta, contendo lendas e poesias da antiguidade judaica, são cheios de erros, repetições, acréscimos e cópias de trechos tradicionais, como 'Judite', que imita a história de Jael e Sísera, contada originalmente no livro de Juízes. Contêm ensinos espúrios que pretendem embasar doutrinas como a da intercessão pelos mortos, adoração aos anjos, o livramento das almas após a morte e o valor das boas obras para a salvação, dentre outras, sem falar no cunho humanista e filosófico de cores helenísticas. Com isso, a Bíblia deixou de ser considerada única regra de fé e prática (pois os graves erros históricos e geográficos contidos nos apócrifos desautorizam todo o conjunto), e assim a “tradição” ou interpretação dos “sábios” católicos passou a ser equivalente à Palavra de Deus em autoridade;
- a conceição imaculada da virgem Maria anunciada, em 1854 (Maria, para poder gerar a Jesus, também deveria ter sido gerada sem pecado);
- 1863: anuncia-se que fora da igreja católica não é possível haver salvação;
- infalibilidade do Papa, em 1870; o bispo de Roma não erra quando usa autoridade eclesiástica, (como quando obrigou Galileu a afirmar que o Sol girava em torno da Terra);
- 1891: Maria, a partir dessa data, foi promovida a co-redentora da humanidade e mediadora entre Cristo e os homens;
- a ascensão de Maria, no ano 1950 (por não ter pecado, Maria não teria conhecido a morte, mas teria sido levado por anjos – com a casa onde morava e tudo – e coroada “rainha dos céus”).
Então, sobre ser “a verdadeira igreja”, guiada por homens infalíveis, lemos na Bíblia: “...sempre seja Deus verdadeiro, e todo homem mentiroso” (Romanos 3:4). Infalível, só Deus, o imutável Deus de amor e de justiça: o mesmo ontem, hoje, e eternamente (Salmo 90:2; Isaías 40:28; 41:4; 43:10-13; Hebreus 9:14; 13:8).
Cabe a cada um decidir se segue a Palavra de Deus, infalível e imutável, ou a tradição tosca de homens venais. O leitor verifique onde está a verdadeira Noiva do Cordeiro, Igreja Gloriosa, sem mácula nem ruga, mas santa e irrepreensível (de acordo com Efésios 5:27).

DOA A QUEM DOER.

Fontes: Earle Cairns, O Cristianismo Através dos Séculos, Ed. Vida Nova, 2ª ed., p. 208/209; Ankerberg & Weldon, Os Fatos Sobre o Catolicismo Romano, Obra Miss. Chamada da Meia Noite, 1ª ed., 1997, p. 22-23, 42, 58, 68. Fausto Rocha, artigo publicado na Revista Defesa da Fé. Publicado anteriormente no Boletim da Igreja Batista da Renascença, Belo Horizonte, maio de 1998.