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sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Índia: identificação biométrica para mais de 1 bilhão de pessoas


As eleições brasileiras de 2014 foram as primeiras em que o sistema de identificação biométrica foi usado. Nem todos os 140 milhões de eleitores foram identificados dessa forma, mas o negócio já está em funcionamento. Quem nos acompanha há mais tempo deve ter visto, quase sempre na coluna “Última Notícia”, aqui ao lado, algumas breves notas sobre a vindoura sociedade sem papel-moeda e a rede de controle tecnológico que está em desenvolvimento. Também já publicamos sobre o aumento das tentativas dos governos em obter e forçar o uso de informações biométricas para fins de identificação, rastreamento, detecção e vigilância. 
Enquanto isso, alguns reconhecem o perigo; a maioria simplesmente nega que os governos tenham a capacidade, ou até mesmo o desejo, de criar um sistema pelo qual a população seja constantemente monitorada por meio de suas informações mais pessoais, inclusive biológicas. Outros, tomados pela apatia ou pela ignorância, acreditam que os aparelhos eletrônicos fabricados pelas grandes empresas de tecnologia têm como propósito apenas o entretenimento e a diversão.
Entretanto, os eventos atuais devem servir não apenas de advertência, mas também como prenúncio dos eventos que sobrevirão a todos os países.
A Índia lançou recentemente um programa em âmbito nacional que envolve a atribuição de um Número Exclusivo de Identificação para cada um de seus 1,2 bilhão de habitantes. Cada um desses números será vinculado aos dados biométricos do portador usando três tipos diferentes de informações — impressões digitais, escaneamento da íris e fotos do rosto. Todos os dez dedos das mãos serão registrados e os dois olhos serão escaneados. Veja: http://www.youtube.com/watch?v=51Num5h7itk&feature=player_embedded (em inglês)
O projeto, dirigido pelo Instituto Indiano de Identificação Exclusiva, tem a premissa de prevenir o roubo de identidade e a fraude nos programas sociais. A Índia possui gigantescos programas de bem-estar e redes de segurança sociais, indo de assistência médica e auxílio para aquecimento a outros, como ajuda aos pobres. Mas a fraude é um problema desmedido no país, devido à atuação de políticos e burocratas corruptos que preenchem as listas dos programas sociais com nomes falsos e depois embolsam o dinheiro. E depois dizem que o PT inventou a corrupção aqui no Brasil e o Bolsa Família para roubar de todo mundo... 
Entretanto, ainda que a justificativa para esse registro de um bilhão de pessoas seja a maior capacidade de distribuir benefícios, não serão apenas os programas sociais a consultar e utilizar esses dados. De fato, mesmo antes de o programa estar concluído, os bancos, governos municipais e estaduais e outras instituições estão planejando usar os dados para fins de verificação de identidade e, obviamente, para efetuar pagamentos e permitir a acessibilidade.
Como Aaron Saenz, do Singularity Hub (site sobre tecnologia) informa, “a utilização do registro exclusivo de identificação irá muito além do que apenas os programas sociais. O Instituto de Identificação está negociando com muitas instituições (bancos, órgãos governamentais, etc.) para permitir que eles usem os dados exclusivos de identificação como um meio de verificação da identidade. Essas instituições pagarão ao Instituto uma taxa para cobrir os custos e gerar receita. Parece não haver dúvida que, uma vez implantado, o registro exclusivo de identificação se tornará o método preferível de identificação na Índia”.
Saenz também vê a possibilidade de o programa se tornar uma forma de pagamento e acessibilidade. Ele prossegue: “Não ficarei surpreso se o registro exclusivo de identificação, com suas informações biométricas, for usado futuramente como uma forma de pagamento (quando conectado a uma conta bancária), ou como uma chave para liberar a porta de casas e veículos. Pague o jantar com sua impressão digital e destrave a porta do carro piscando seus olhos. Resultados similares podem ser esperados em outros países que adotarem sistemas de identificação biométrica”.
Saenz e outros proponentes do registro exclusivo de identificação, insistem em explicar que o programa “é apenas um número, não uma carteira de identidade”. No entanto, essa afirmação é discutível. O próprio Saenz admite que as carteiras de habilitação para dirigir veículos e de identidade, emitidas pelo governo, citarão as informações do registro exclusivo de identidade.
A pergunta então é quanto dessas informações serão citadas e como isto será feito? As informações serão incluídas na carteira? Apenas parte das informações serão incluídas? Ou será que a carteira fará menção às informações digitais do registro exclusivo de identificação para que elas possam ser conferidas com as informações presentes na carteira? Com certeza, o registro exclusivo de identificação será usado por outras instituições fora dos programas de bem-estar social, mas nenhuma resposta a essas perguntas foi fornecida.
Mas, realmente importa se as informações estarão reunidas em uma carteira de identidade, se o governo já tem acesso a essas informações digitalmente? É mais do que provável que uma carteira de identidade nacional apareça como um complemento ao banco de dados já criado pelo registro exclusivo de identificação. Independente disso, as informações biométricas pessoais continuam a ser coletadas dos indivíduos. O banco de dados já existe.
De fato, as autoridades do governo já declararam que o banco de dados será usado pelas agências de Inteligência como forma de monitorar as transações bancárias, a aquisição de celulares e a movimentação dos indivíduos e grupos suspeitos de fomentar o terrorismo. Isto será muito fácil de fazer, pois o registro exclusivo de identificação será acessado toda vez que alguém fizer uso de serviços de departamentos do governo, hospitais e também seguros, telecomunicações e bancos.
Mesmo assim, aqueles que defendem o sistema também alardearam o fato que, no momento, o programa é opcional. Mas, é claro que não será opcional por muito tempo. Como já discuti em outros artigos, a introdução de programas como uma carteira de identidade nacional, dados biométricos, ou tecnologias de pagamento sem dinheiro vivo, sempre é sucedida pela obrigatoriedade dos mesmos. O objetivo final de um programa universal de vigilância, sem o uso de papel-moeda e sem a opção de ficar de fora é sempre introduzido de maneira furtiva e pelo emprego da técnica gradualista.
Em um primeiro momento, o programa é apresentado como uma forma de acelerar as transações, aumentar a eficiência e oferecer conveniência. Logo, porém, os governos e empresas começam a eliminar os métodos antigos de pagamento e de identificação e focam mais na nova tecnologia. A identificação usando os métodos tradicionais continua sendo uma opção, mas é vista como arcaica e dificultosa. Eventualmente, os métodos alternativos são eliminados de vez e a obrigatoriedade substitui o que antes era uma escolha individual. 
Assim que os bancos, empresas e os serviços sociais do governo na Índia começarem a exigir a identificação pelo registro exclusivo de identidade, a possibilidade de ficar de fora do sistema e ter o que hoje passa por uma vida normal desaparecerá.
Esta é exatamente a intenção desse novo programa de identificação biométrica indiano. Na verdade, a sociedade sem papel-moeda é um objetivo declarado do programa. O presidente-executivo da MindTree IT Services, a empresa que venceu a licitação do governo para o desenvolvimento e manutenção do registro exclusivo de identificação, explicou em uma entrevista à ComputerWeekly que o “esquema apoiará uma sociedade sem o uso de dinheiro vivo. Ele disse que todos os vendedores terão um leitor biométrico e os cidadãos poderão efetuar compras apenas com sua impressão digital. Até mesmo um pacote de 1 kg de arroz”.
Sem dúvida, mesmo após tal confissão feita pelo homem que foi vital no desenvolvimento do programa, muitos que lerem este artigo ainda verão isto como uma “teoria conspiratória”. Ainda assim, este novo e monumental esforço de coleta de dados pelo governo indiano se encaixa com outros esforços recentes no Ocidente para criar uma rede de vigilância eletrônica capaz de rastrear, detectar e registrar cada movimento e comunicação de cada cidadão dentro do território de um país.
As novas tecnologias que estão sendo introduzidas nos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Austrália, como escâneres vasculares, sistemas biométricos de controle de funcionários, dispositivos de reconhecimento de voz, e sistemas de análise comportamental estão levando ao Conhecimento Total de Informações sobre cada indivíduo na face da Terra.
Apenas uma forma totalitária de governo desejaria este tipo de informação e apenas um governo totalitário bem determinado trabalharia ativamente para estabelecer este sistema. A Índia é apenas o primeiro país a colocar toda sua população em uma rede gigantesca de dados biométricos.
Da mesma forma que terminei o artigo “Não seria melhor existir uma só religião?”, termino este. Apocalipse 13 relata sobre um estado de coisas, ainda no futuro, em que o governo de todas as nações da Terra será entregue a um grupo muito restrito de pessoas, todas sob a influência de Satanás. Diz o apóstolo João que [...] vi subir do mar uma besta [...] e deu-se-lhe autoridade sobre toda tribo, e povo, e língua e nação. E adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra...” (Apocalipse 13:1, 7, 8);
e que [...] vi subir da terra outra besta [...] Também exercia toda a autoridade da primeira besta na sua presença; e fazia que a terra e os que nela habitavam adorassem a primeira besta [...] E operava grandes sinais, de maneira que fazia até descer fogo do céu à terra, à vista dos homens; [...] e enganava os que habitavam sobre a terra e lhes dizia que fizessem uma imagem à besta [...] E fez que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, lhes fosse posto um sinal na mão direita, ou na fronte, para que ninguém pudesse comprar ou vender, senão aquele que tivesse o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome”(idem, vs. 11-17).
O que mais isso poderia significar? Para mim é simples: a primeira “besta” (no sentido de uma coisa terrível, inominável) exerce poder político de forma global (autoridade sobre toda tribo, e povo, e língua e nação) e a segunda “besta” é o braço religioso que apóia a primeira “besta” (exercia toda a autoridade da primeira besta; fazia com que todos a adorassem; operava grandes sinais; patrocinou a imagem para adoração) que por fim se funde à primeira com o poder econômico (fez com que todos tivessem alguma forma de identificação, sem a qual a pessoa se torna um pária).
Não caminhamos a passos largos para essas coisas? Ou você se rende a esse sistema político-religioso-econômico que está em curso, ou será posto à margem. O que acontece hoje Índia é mais um passo para esse colossal sistema de controle. Hoje, 1,2 bilhão de pessoas (17% da população mundial); amanhã ou depois, todos os 7,26 bilhões.
Será que você está preparado(a) para o que poderá ser realidade em muito pouco tempo?

Fonte: Brandon Turbeville, artigo original em Active Post - http://www.alt-market.com; tradução: Marcelo N. Motta, Blog PensandoBiblicamente  - Data da publicação: 20/2/2012; via A Espada do Espírito, http://www.espada.eti.br/india.asp


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sábado, 25 de agosto de 2012

Você sabe está sendo manipulado quando vê...

Há muito tempo venho fazendo correlações entre religião e dominação política. Veja aqui, aqui, e aqui. Que me desculpem os que não gostam de política, mas existe um dito que afirma que os que não gostam de política geralmente são governados pelos que gostam. E como acontece em todo ano eleitoral, a maioria das igrejas/templos se transforma, quase sem exceção, em verdadeiros currais eleitorais, onde o líder determina em quem o rebanho (ou seria a boiada?) deve votar (daí a expressão bem brasileira “vender a fazenda com a porteira fechada”, isto é, com tudo o que tiver lá dentro). E como eu não consigo entender como dois pastores  - que dizem servir ao mesmo Deus - podem apoiar candidatos diametralmente opostos, é lógico que alguém está mentindo: ou um, ou os dois pastores, ou então Deus. Isto é, como pode a Cabeça ordenar que uma parte do Corpo caminhe para a direita e outra parte para a esquerda? E como também recebi de um amigo um e-mail bem interessante sobre o tema “manipulação”, reproduzo abaixo o texto (veio em PowerPoint). O título original é “Manipulação Midiática”, e tem a ver com o controle da mídia por certos grupos de interesse. Leia pensando no que você vê, lê e ouve na TV, no rádio, no cinema, nos jornais, na imprensa de modo geral, e no final a gente conversa.
1 - A estratégia da distração
O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da 
neurobiologia e da cibernética.
Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais.

2 - A criação de problemas, para depois oferecer soluções
Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo
da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais, privatizações de empresas estatais ou o desmantelamento dos serviços públicos.

3 - Estratégia da gradação
Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo (leia sobre Estado aqui), privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4 - A estratégia do deferido
Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5 - Dirigirem-se ao público como crianças de baixa idade
A maioria da publicidade (e da comunicação em geral) dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse uma criança de baixa idade ou deficiente mental. 
Quanto mais se queira enganar o espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, por força da sugestão, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico, como a de uma criança de pouca idade.

6 - Utilizarem o aspecto emocional muito mais do que a reflexão
Fazem uso do aspecto emocional como para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional é uma técnica clássica de controle, que permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos...

7 - Manterem o público na ignorância e na mediocridade
Fazem com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça intransponível para as classes inferiores.

8 - Estimularem o público a ser complacente na mediocridade
Forçam o público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto.
  
9 - Reforçarem a revolta pela autoculpabilidade
Fazem o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvaloriza e se culpa, o que gera um estado depressivo cujo efeito é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há mudança!

10 - Os poderosos conhecerem os indivíduos melhor do que esses mesmos indivíduos se conhecem
No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aqueles possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e possui um grande poder sobre os indivíduos. (N. do E.: com isto fica fácil moldar comportamentos, criar tendências, fabricar ideologias).

Agora leia tudo de novo pensando em alguma igreja. Ou em várias, pode também. Experimente, por exemplo, substituir “sistema” por “igreja”.
Depois a gente se fala.
E doa a quem doer.






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(atualizado em 05 de abril de 2014)