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domingo, 4 de outubro de 2009

Os novos vendilhões

O propósito eterno de Deus Pai é ter uma família com muitos filhos, e todos estes semelhantes ao seu Filho Unigênito, perfeito e misericordioso Jesus Cristo. Se verdadeiramente nosso objetivo for de gloria em gloria ficarmos parecidos com Jesus, temos de fazer o que ele fez, tendo paz com os homens, mas sem querer agradá-los mais que ao nosso Deus.
Nos tempos da Lei, antes da dispensação da Graça, na porta do templo eram vendidos diversos utensílios utilizados para as ofertas e sacrifícios, onde a Lei era devidamente atendida. No mesmo local cambistas montavam suas barracas, para trocar em moeda local o dinheiro corrente na época, que eram trazido por Judeus de diversas localidades. Segundo a tradição, somente um tipo de moeda era aceita, e mesmo assim deveria corresponder ao valor do animal a ser ofertado, pois o dízimo deveria ser apenas em produtos rurais. A oferta em dinheiro, inclusive, foi criada posteriormente, no tempo do rei Josias, para ajudar a reconstrução do templo. A oferta em dinheiro não fazia parte da lei mosaica.
Aparentemente, os vendilhões não estavam transgredindo a Lei; muito pelo contrário, vendiam utensílios que supostamente serviam para glorificar o Deus criador do céu a da terra.
No evangelho de João, durante uma visita a Jerusalém, Jesus Cristo, passando pela entrada do templo, improvisou um tipo de corda e derrubou as barracas, declarando que aquele não era o local apropriado para vendas.
O templo é um local de oração para todos os povos, creio que Jesus Cristo não mudou de opinião no que se refere ao que deve ou não ser feito quando se está no trajeto para o templo.
As coisas espirituais devem ser discernidas espiritualmente e todos querem ser verdadeiramente espirituais, porém muitas passagens das sagradas escrituras são claras como o sol do meio dia e não necessitam de tanta espiritualidade para serem entendidas e fortalecerem nosso espírito.
Logo após minha conversão eu era uma criança espiritual e agia espiritualmente como criança. Não entendia muitas das passagens da Santa Escritura, e apenas aceitava como um tipo de dogma que vinha de um sacerdote mais experiente que eu - não questionava muito para não parecer insubordinado. Porém, à medida em que buscava entendimento, me libertava de dogmas e do domínio de homens. Bastou entender que nosso Deus não é um Deus de confusão e que tudo que necessitamos para ficarmos parecidos com Cristo está revelado na Bíblia. Nenhuma nova revelação será feita até a volta de Cristo! Perdi o medo de questionar alguns pregadores e lideres que muitas vezes não têm resposta, ou mesmo as ocultam. Todos os crentes que buscarem verificar nas Escrituras se o que foi pregado tem respaldo bíblico agradam verdadeiramente nosso Deus. Esses são tidos diante de Deus como “mais excelentes”, a exemplo dos irmãos de Beréia.
Os vendilhões estão de volta! Simplesmente substituiram pombas, pássaros e bancas de câmbio por CDs, Bíblias, chaveiros, livros, camisas e outras coisas que também servem para “glorificar a Deus” - tudo disponível nas entradas ou mesmo em pequenas lojas dentro dos templos. Qual seria atitude de nosso Senhor Jesus Cristo visitando um desses locais que tanto facilitam o comércio? Não precisamos pensar muito para saber a resposta.
Claro que NÃO ESTAMOS incentivando a quebra destas lojas! Mas em atitude de oração pedimos a Deus que estas pessoas venham a ter suas mentes renovadas pelo pleno entendimento da Palavra. Cristo nesta lição no templo deixou muito claro que não devemos tirar nenhum tipo de proveito financeiro através da fé dos crentes! Ele também nos ensinou que, porque devemos ser submissos às autoridades constituídas, com suas leis e regras, danificar patrimônio alheio é crime e pecado.
Não sou contra a venda de produtos - muito pelo contrário, tenho até adquirido alguns, só que nas lojas instaladas em locais adequados, destinados ao comércio. Que não misturem as coisas de Deus com venda: tudo que Deus nos deu foi de graça, a conta foi paga por Cristo na Cruz. Se de graça recebemos de graça daremos. Que tais produtos sejam comercializados em locais mais adequados.
(Colaboração de Luiz de Jesus Peres)

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