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quinta-feira, 5 de abril de 2012

As relíquias do romanismo parte II

A semana chamada santa é pródiga em manifestações emocionais. Procissões, templos cheios de gente e de velas, muita pompa e circunstância, tudo regado com lágrimas incontidas de pessoas com pena de Jesus, que, coitado, era tão bom e sofreu tanto na mão dos malvados romanos e judeus. A procissão do “Senhor Morto”, então”, costuma ser o ápice da tristeza, como se Jesus não tivesse ressurgido da tumba em três dias. Muitos templos exibem suas relíquias, sejam autênticas ou não, e aumentam em muito o clima de emoção, como é o caso da peça de tecido conhecida como “Sudário de Turim” (a suposta mortalha de Jesus), sobre a qual você pode ler aqui.
Mas ao lado do “Sudário” há outro artefato que acabou se transformando numa das mais controversas relíquias que existem – ou não. Trata-se do “Santo Cálice”, também denominado “Santo Graal”, a taça que teria sido utilizada por Jesus na Santa Ceia. Embora esse objeto não tenha sua autenticidade confirmada, especialistas se reuniram na cidade de Valência, no leste da Espanha, em um “Congresso Internacional” pelo 1750º aniversário de sua suposta chegada à Espanha.
Tema de inúmeras lendas, livros de estudiosos, misticismos de todas as tendências e até de filmes como Excalibur e Indiana Jones, a taça na qual Jesus teria tomado vinho com seus discípulos, pouco antes de ser crucificado, tem sua posse reivindicada também por outras cidades ao redor do mundo, passando por Santiago de Compostela e a badalada capela de Rosslyn, na Escócia. No entanto, a pesquisadora americana Janice Benett e o historiador alemão Michael Hessemann afirmam que ela está de fato na catedral de Valência desde 1424. A igreja católica por enquanto não reconhece oficialmente esta relíquia, mas Bento XVI celebrou uma missa com o “Santo Cálice” quando visitou Valência em 2006. (http://noticias.gospelmais.com.br/valencia-quer-provar-que-tem-o-santo-graal.html)
Veja aqui quanta baboseira as pessoas levam a sério! Esta lenda já virou uma espécie de ímã para todo tipo de lixo cultural e teorias estapafúrdias. Por isso, é bom colocar tudo em pratos limpos: o famoso cálice não tem nada a ver com Maria Madalena, Cavaleiros Templários ou sociedades secretas. E, aliás, o Graal também não tem nada a ver com Jesus Cristo.
A existência de um suposto cálice milagroso onde o sangue do Messias teria sido recolhido não passa de uma invenção da Idade Média – uma história bolada pelo poeta mais famoso da época e, desde então, aumentada por autores posteriores. A lenda fez muito sucesso simplesmente por juntar duas grandes paixões do público medieval: cavalaria e fé. E foi sendo repaginada pelos séculos dos séculos – inclusive as teorias da conspiração tão populares no fim do XX e começo do XXI.
Poucos historiadores hoje duvidam de que Jesus e seus apóstolos realmente celebraram uma última ceia. Os Evangelhos narram a cerimônia. Sabemos até como era a bebida servida nessa época. Quanto às condições materiais do suposto Graal, podemos dizer que Indiana Jones estava certo – ao menos num quesito. No filme o arqueólogo escolhe como o verdadeiro Graal “o cálice de um carpinteiro”, feito de madeira e de aparência humilde. De fato, judeus das camadas populares provavelmente bebiam em recipientes de cerâmica ou madeira.
Pareciam simples cuias, como os da região de Qumran, no mar Morto, como este da foto. No entanto, é muito pouco provável que os utensílios de mesa utilizados por Jesus em sua refeição final tenham sido preservados. Para começar, como afirma o Novo Testamento, a sala onde a ceia aconteceu era alugada.
Além disso, o hábito de guardar relíquias começou cerca de um século após a morte de Jesus. Para os primeiros seguidores de Cristo, o importante não era preservar seus objetos pessoais, mas sim espalhar sua palavra. Mas aí, diante da narrativa um tanto lacônica e resumida dos Evangelhos, surgiram histórias de caráter popular e gnóstico, como o Evangelho de Nicodemos, do fim do século IV, que  narra como José de Arimatéia e Nicodemos deram um enterro digno ao corpo de Jesus, e como o soldado romano Longino feriu Cristo com uma lança. Logo começaram a circular lendas sobre as relíquias do Sangue Santo – que José de Arimatéia e Nicodemos teriam recolhido do corpo de Jesus – e sobre a lança sagrada, dois elementos que voltariam depois na história do Santo Graal.
A lenda estava mais ou menos nesse pé quando surgiu o escritor francês Chrétien de Troyes. Ninguém sabe exatamente de onde Chrétien de Troyes tirou a inspiração para seus romances, por volta do ano 1180. Ele já fazia sucesso com histórias sobre os cavaleiros da Távola Redonda, especialmente Lancelote, o mais valoroso deles. É então que ele decide escrever uma nova saga sobre Percival, um jovem nobre que perde o pai e é criado pela mãe.
“Percival é uma espécie de bom selvagem, não sabe se comportar em sociedade por ter sido criado no meio da mata”, afirma José Rivair Macedo, especialista em história medieval da UFRGS. Numa outra versão Percival era um brucutu que, ao encontrar um grupo de cavaleiros na floresta fica tão fascinado que parte para a corte do rei Arthur, torna-se cavaleiro e sai em busca de aventuras. E é aí que o Graal finalmente entra em cena. Percival chega ao castelo do Rei Pescador, onde presencia uma tal procissão do Graal, e vê uma lança que sangra (a lança de Longino?) e “um graal” - a palavra é usada de modo genérico por Chrétien.
Uma passagem do filme “Excalibur” (dirigido por John Boorman em 1981) mostra de forma emblemática e cheia de imagens sub-liminares que a descoberta do significado do Graal (uma sabedoria gnóstica?) liberta o homem dos seus medos e lhe dá liberdade. Noutra passagem o mago Merlin diz ao Rei Arthur: “A era dos deuses acabou... agora é o tempo dos homens e seus feitos”. O segredo do Graal tornaria os homens superpoderosos.
“A tradução para o português seria escudela”, diz Macedo - uma travessa, do tipo usada hoje para servir peixes ou carnes. Ironia das ironias: o Graal original não é um cálice, mas um prato! Chrétien dá a entender que o Graal carregava uma única hóstia, que servia de alimento para o pai do Rei Pescador, gravemente ferido. Depois que Percival deixa o castelo, encontra um eremita, que lhe diz que o Graal é “uma coisa muito santa”, e a história termina aí, sem final. Há quem ache que Chrétien tenha morrido antes de concluí-la.
Os autores que vieram depois de Chrétien juntaram o mistério do Graal com o Evangelho de Nicodemos e as imagens religiosas da época para sugerir que, na verdade, a “coisa muito santa” era o prato (ou o cálice) onde José de Arimatéia e Nicodemos teriam recolhido o sangue de Jesus.
Embora as histórias incorporem elementos da mitologia celta, seu pano de fundo é basicamente católico.
O Graal funciona como um símbolo da Eucaristia, o sacramento da transformação do pão e do vinho no corpo e no sangue de Cristo. Beber (ou comer) do objeto restaura a saúde do rei e, de quebra, leva o cavaleiro direto para o Paraíso – exatamente os atributos da doutrina da Eucaristia.
Com a popularidade do mito, várias igrejas passaram a reivindicar a posse do cálice, como Valência, na Espanha, e Gênova, na Itália (o mais provável é que sejam objetos de origem árabe, do começo da Idade Média). Um outro, descoberto na Síria no começo do século 20 (o “cálice de Antioquia”) chegou a ser tido como o Graal original até se descobrir que não passava de uma lâmpada a óleo.
Código da bobagem - A lenda do Graal atingiu popularidade recente graças ao livro “O Código Da Vinci”, que afirma que o Santo Graal na verdade seria o sang real – o “sangue real” dos filhos de Jesus com Maria Madalena, que teriam migrado para a França, protegidos ao longo dos séculos pelo chamado Priorado de Sião.
Tudo isso é bobagem, usada pelo escritor americano Dan Brown (e outros antes dele) para aumentar a popularidade de seus livros. Primeiro, as evidências de que Jesus e Maria Madalena tenham casado e tido filhos são nulas (assim como as de uma suposta viagem dela para a França). O Priorado de Sião é uma fraude criada por um vigarista francês no princípio do século XX (assim como o livro falso chamado “Os Protocolos dos Sábios de Sião”, usado como pretexto para perseguir judeus por todo o mundo). E a expressão sang real é só uma leitura equivocada da expressão san greal, “Santo Graal”, por alguns escritores do século XV. E portanto, uma igreja reivindicar a posse de um artefato lendário é a maior bobagem que se pode conceber. Até agora.
O pior de tudo é que o catolicismo, em sua sanha de misturar toda e qualquer besteira lendária com suas histórias de santos e milagres, a fim de arrecadar novos adeptos, manter os antigos sempre alienados e resgatar os que escaparam de suas garras, acoberta tais fraudes sob o manto da piedade e do zelo religioso, em nome da tradição. Leia mais sobre este tema clicando aqui. Melhor fariam se seguissem o que os apóstolos, que eles dizem obedecer, escreveram séculos atrás:
“Porque não seguimos fábulas engenhosas quando vos fizemos conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, pois nós fôramos testemunhas oculares da sua majestade” (I Pedro 1:16).
Contra todas essas lendas, homens corajosos e que amavam a Palavra de Deus acima de tudo, mais até do que suas próprias vidas, disseram “não” a esse estado de coisas e abandonaram o cipoal de maracutaias em que se tornou a igreja. Queriam eles apenas reformar o que estava errado, e por isso ficaram conhecidos como reformadores. E em razão de seu protesto contra a ditadura espiritual, o movimento ganhou o nome de Reforma Protestante, em um 31 de outubro, quase quinhentos anos atrás.

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domingo, 14 de março de 2010

Mais de um milhão na fila

O Sudário vende. Essa parece ser a primeira abordagem adotada pela cidade italiana de Turim para a exibição do sudário que, segundo muitos fiéis, traz a impressão do corpo de Jesus, mas que a maioria dos cientistas considera uma fraude produzida durante a Idade Média.
Pelo menos 1 milhão de reservas de todo o mundo foram feitas, afirmaram os organizadores de uma exibição especial em que eram esperadas pelo menos 2 milhões de pessoas em 44 dias da mostra. O interesse foi ampliado pela presença do “papa” Bento XVI no dia 2 de maio de 2010, na Catedral de Turim onde o sudário é normalmente mantido oculto das vistas do povo. Visitar o pano é grátis para quem tiver a reserva, que pôde ser feita online, mas o tempo para cada visitante contemplar o sudário depende da lotação da catedral, não mais do que cinco minutos.
Tradicionalmente, o público tem um vislumbre da relíquia a cada 25 anos, mas as autoridades eclesiásticas, “compreendendo a importância para a economia e o emprego” na cidade, permitiram a nova exibição fora do programa, disse Fiorenzo Alfieri, que encabeça o Comitê do Sudário. “A mostra representa uma ocasião preciosa para turistas que pretendam incluir Piemonte e Turim em seus itinerários”, disse.
Recentemente, um pesquisador do Vaticano disse ter usado imagens do sudário, ampliadas digitalmente, para encontrar inscrições em grego, latim e aramaico no pano. Mas céticos afirmam que ele está enxergando demais nas marcas indistintas, e lembram que a datação por carbono 14 feita em 1988 sugere que o tecido é do século 13 ou 14. Já os críticos da datação dizem que o tecido pode ter sido contaminado por material mais recente.
Nos últimos anos, foi demonstrado que uma imagem como a do sudário poderia ter sido produzida por artesãos medievais, com o uso de técnicas e materiais conhecidos na época. O Vaticano evita tratar da questão, alegando apenas que o sudário é um símbolo do sofrimento de Jesus, como afirma Jorge Bergoglio, ou “papa” Francisco, o mais recente chefe de Roma. O monsenhor Giuseppe Ghiberti, presidente da comissão da arquidiocese de Turim para o sudário, refere-se a ele como “instrumento de evangelização”. Fonte: Estado de S.Paulo via Antena Cristã e G1.
O que é o Sudário de Turim ou “Santo” Sudário - é uma peça de linho que mostra a imagem de um homem, vítima de traumas físicos consistentes com a crucificação. Há diversas narrativas envolvendo esse tecido, principalmente da época das Cruzadas. Antes, só há lendas esparsas e histórias duvidosas. O Sudário pertence oficialmente ao Vaticano desde 1983.
A imagem no manto é mais nítida na impressão “preto-e-branco” do negativo fotográfico, e foi vista pela primeira vez em 1898, pelo fotógrafo amador Secondo Pia, que recebeu a permissão para fotografá-lo durante a uma exibição.
A Universidade de Oxford, a Universidade do Arizona e o ETH Zürich (Suíça) analisaram pedaços do tecido e revelaram idades entre os séculos XIII e XIV, mais concretamente no intervalo 1260-1390. O Vaticano, com o argumento de que a coleta de mais amostras pode danificar a peça, recusa-se a submeter o sudário a outros testes. O diretor da Universidade de Oxford, Gordan Ramsey, enfatizou que ficaria surpreso se fosse comprovado um erro de dez séculos.
Hipóteses - Uma teoria para a formação da imagem é reação de Maillard, na qual gases libertados por um corpo em decomposição reagem com a fina camada de carbo-hidratos, a celulose das fibras do tecido. Mas se como a Bíblia diz, o corpo de Jesus não chegou a entrar em decomposição, como explicar a impressão no tecido? Só restaria uma alternativa: uma fraude deliberada. O que seria mais fácil que esticar um pano por um tempo determinado sobre um defunto com feições convenientes, ainda mais nos tempos medievais, pródigos em “fraudes piedosas”?
A acusação é antiga e foi lançada até pelos arcebispos contemporâneos da descoberta. Um deles, Pierre d’Arcis, escreveu ao “papa” de sua época detalhando os pormenores da impostura, que considerava ser uma forma ardilosa de roubar dinheiro de peregrinos piedosos. A missiva foi prontamente ignorada, obviamente.
Outros descreveram manchas de sangue com cores tão vivas que pareciam frescas. Hoje em dia (passados cerca de 550 anos desses relatos), essas nódoas são mortiças e passam despercebidas na primeira análise. Se fossem originárias do século I, não seriam mais visíveis na Idade Média. Além do mais, era costume fazerem-se cópias (decalques) do sudário para catedrais da Europa onde era venerada a “imagem real de Nosso Senhor”. O sudário foi várias vezes copiado para preservar o original (pois aos fiéis o que impressionava era poder conhecer a figura de Cristo, e não tanto admirar a antiguidade da relíquia).
Pelo que se sabe das práticas funerárias do século I, os judeus limpavam e perfumavam os seus mortos. Sendo Jesus uma figura amada pelos seus, seria pouco provável que o tenham amortalhado sem os devidos procedimentos de limpeza, que eliminariam a presença de sangue no corpo, como supõe-se pelo evangelho de João 19:40 (neste ponto é importante lembrar que os cadáveres não sangram, visto que já não há batimento cardíaco, e as manchas de sangue não podem ser posteriores à limpeza). Há quem argumente que o corpo de Jesus teria sido sepultado às pressas, devido à preparação da Páscoa, e por isso as mulheres teriam deixado para perfumar e embalsamar o corpo no amanhecer do primeiro dia da semana - no que teriam encontrado o túmulo vazio. Mas outro fato que reforça a hipótese de falsificação é que mais de um pano foi usado no corpo de Jesus. Segundo a Bíblia, um deles foi usado somente para envolver sua cabeça: “Chegou, pois, Simão Pedro, que o seguia, e entrou no sepulcro, e viu no chão os lençóis, e que o lenço, que tinha estado sobre a sua cabeça, não estava com os lençóis, mas enrolado à parte” (João 20:6-7). Estes dados levantam dúvidas quanto à originalidade do “sangue”, que pode ter sido colocado depois.
O professor Shimon Gibson, um dos autores do artigo “Molecular Exploration of the First-Century Tomb of the Shroud in Akeldama, Jerusalem", disse à National Geographic que o Sudário de Turim é falso. Em 2009, Luigi Garlaschelli, professor de química da Universidade de Pávia afirmou ao jornal La Repubblica ter uma réplica do sudário, feita com a utilização de técnicas disponíveis na Idade Média.
Tudo isto colocado, as evidências mostram uma fraude mais que centenária, cuja manutenção é similar a muitas outras sustentadas pelo Vaticano, na sua tentativa de manter o maior número de pessoas enganadas o maior tempo possível. Do mesmo naipe são o “santo” Graal, lascas da “cruz verdadeira”, a “lança sagrada”, pregos da cruz, fios de cabelo da Virgem, gotas de leite que amamentaram Jesus, fraldas do menino Jesus, até mesmo o prepúcio de Jesus que sobrou quando ele foi circuncidado, e inúmeros pedaços de “santos” espalhados por praticamente toda e qualquer igreja católica do planeta. Parece que sem uma velharia qualquer, muitas vezes grotescamente falsificada, Deus não pode se fazer presente. E
talvez seja por causa dessas fraudes grosseiras que Ele não costuma aparecer nesses lugares. Ao lado, o falecido “papa” JP2 em momento devocional diante da suposta relíquia.
Mas... e se um dia realmente ficar provado, sem sombra de dúvida, que esse pedaço de pano era realmente a mortalha de Jesus Cristo? Que por algum processo físico-químico ficou marcado no momento da transformação ou glorificação do corpo do Senhor no momento da ressurreição? O que significaria isto para a cristandade? Em que isso afetaria a nossa fé? Como o cristão reagiria a isto?
Me arrisco a dizer: a “cristandade” organizada poderia até ser abalada, ver um surto de gente indo mais à igreja, o catolicismo recuperaria parte dos fiéis perdidos para outras religiões, mas o verdadeiro cristão, aquele que tem sua fé firmada apenas na Palavra, a esse não afetaria em nada tal descoberta. Porque a fé não depende de coisas visíveis, antes, “é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem” (Hebreus 11:1). A prova científica, se um dia aparecer, apenas irá confirmar o que as Escrituras já nos asseguram há dois mil anos: “É necessário que o Filho do homem padeça muitas coisas, que seja rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e escribas, que seja morto, e que ao terceiro dia ressuscite” (Mateus 12:40; 16:21; 17:23; 20:19; Marcos 8:31; 9:31; 10:34; 15:29; Lucas 9:22; 18:33; 24:7, 46).
Não precisamos de ver e tocar relíquias para crer!
“Disse-lhe Jesus: Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram” (João 20:29).

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