sexta-feira, 1 de março de 2013

II Pedro 2:22

Domingo, 3 de fevereiro de 2013 -
A revista ÉPOCA destacou a volta da cantora Baby do Brasil ao repertório “secular” depois de quase 20 anos cantando apenas música “gospel”. Depois de levar antigos sucessos ao Rio de Janeiro e Salvador, ela fará shows em São Paulo, e durante o Carnaval estará em Recife e Fortaleza. Por causa disso, o “bloco gospel de Baby” foi cancelado este ano. Ela conta que recebeu o convite do seu filho, Pedro Baby, para voltar a cantar seus antigos sucessos, daí o nome do espetáculo ser “Baby Sucessos”. Depois de “orar muito”, aceitou o desafio. Segundo ela, “não foi nada programado. E, da noite para o dia, todo mundo agora quer ver o show. É a mão de Deus. Não tenho dúvida”. Pedro é guitarrista e cuida da parte musical do espetáculo. Mas pediu que a “pastora” deixasse de lado, nesse projeto, as canções gospel e ficasse só com as das décadas de 1970 e 1980, quando ela fazia parte do grupo Novos Baianos ao lado do ex-marido Pepeu Gomes. 
No repertório, “Menino do Rio”, “Telúrica”, “Todo dia era dia de índio”, e “Sem pecado e Sem juízo”. “Estou indo cada vez mais para algo feliz, alegre, criativo. E essa é uma linguagem da juventude”, afirma Baby, que conta: “Deus já tinha me avisado que eu iria receber um convite. Uma semana depois desse aviso, Pedro me ligou e me convidou para fazer o show. Fui orar para saber de Deus se aquele era o momento. Tive uma palavra vinda de um profeta aí de São Paulo. No meio de um culto, ele me disse: ‘Deus está procurando os daniéis para entrarem na Babilônia’. É o Daniel da cova dos leões, saca? Isso confirmou que Ele me ungia para entrar novamente nessa babilônia”. O fato é que ela tem recebido novamente convites para programas de TV e já planeja gravar um DVD. Para ela não há contradição no repertório e o fato de ela ser pastora. “Quando Pedro me mostrou as canções selecionadas, eu percebi que todas elas eram muito espirituais. E ele me disse que queria que as pessoas vissem que eu sempre fui assim. O grande barato é que todas elas, assim como as que compus para o gospel, não têm um cunho religioso que possa setorizar, colocar as pessoas em uma situação religiosa”. Aos 60 anos, diz que mantém o mesmo pique:“Estou indo cada vez mais para algo feliz, alegre, criativo. E essa é uma linguagem da juventude. Com a idade, a tendência é ficar séria. Eu não. Fico mais brincalhona, mais feliz, justamente por esse meu lado mais espiritual… Eu sempre pedi a Deus para envelhecer bem, com muita energia, cabeça. E muito louca, sempre (risos).
Questionada sobre as críticas que recebeu de evangélicos por ter deixado de lado seu ministério por um tempo, ela é enfática “Teve muito susto. Mas, quando eu soube que era de Deus, sabia que todo mundo que estivesse com o Espírito Santo, iria entender. A mensagem iria chegar. Agora, tenho recebido muitos e-mails de pastores me dizendo ‘é de Deus!’ Deus é dono da parada toda”. (Leia mais aqui)

Deixa eu ver se entendi: é como se o profeta Daniel, depois de um longo tempo sem “comer da mesa do rei”, um dia resolvesse participar dos banquetes reais mas dizendo ainda ser fiel ao voto que tinha feito anos atrás? Pelo que a maluca diz, então as músicas cristãs não são criativas, nem alegres, nem felizes? Deve ser porque ela nunca pegou um hinário cristão de verdade. Deve ter passado todos esses anos ouvindo, cantando e compondo “música gospel”, ou seja, nada. Porque quem poderia dizer que um hino como “Vencendo Vem Jesus” não é alegre nem feliz? Só quem nunca o ouviu nem nunca o cantou!
Esse projeto é o da porca lavada voltando ao chiqueiro. E isto porque - ao que parece - nunca foi ovelha. Ela mesma confessa que não mudou desde que comia salada de maconha. Veja alguns trechos dessas músicas que ela quer cantar de novo e me diga se é coisa de crente, quanto mais de “pastora”: 
Menino do Rio / ...Calção corpo aberto no espaço /... / Adoro ver-te, pois quando te vejo eu desejo o teu desejo... 
Ou então:
Vejo o sol e penso em ti / Mandes prana para mim / Que esses raios de ouro cor / Penetrem nos meus chacras me colorindo de amor /... Penetre nos meus chacras numa onda de amor / Fecho os olhos, entrego o ser para ser telúrica...
E por aí vai... Só falta ela voltar a gritar “Rá”! Pensando bem, o que mais esperar de alguém que dá aos filhos nomes como Riroca (que depois virou Sarah Sheeva – grande diferença...), Zabelê, Nana Shara, Krishna Baby e Kriptus Baby? Pelo menos uma delas também resolveu ser “pastora”, e vive soltando asneiras mundo afora, apesar de já beirar os 40. Veja aqui, aqui, aqui e aqui se estou exagerando. Ainda que talvez seja bem-intencionada, suas
palavras são no mínimo inadequadas para uma “pastora”, e estão muito mais para hippie “podes-crer”, uma espécie de “Rê Bordosagospel: “estou há 10 anos sem sexo e nove sem beijar na boca”; “temos um tesouro no meio das pernas”; “ter uma vagina faz de você o ser mais precioso da Terra”; “vai na farmácia, compra um lubrificante e dá glória a Deus por ter um peru só para você”; “adoro um sovaco cabeludo” e outras pérolas fazem parte de suas “pregações”... E eu sei lá se isso tudo não é apenas uma plataforma para ganhar mais dinheiro e fama.
Mas voltando à Mama Baby: pelo que entendo, Daniel não procurou entrar na cova dos leões. O rei o mandou para lá justamente porque ele não se adaptava ao estilo babilônico. Ele era “diferente” daquele povo; eles o odiavam e o deduraram para o rei. Este o condenou, mas então Deus o livrou. Eu aposto com qualquer um que Daniel não queria ir para a cova dos leões, assim como é natural supor que os primeiros cristãos não queriam virar chiclete de onça no Coliseu, nem Jonas escolheu mergulhar na boca do grande peixe... isso seria “tentar a Deus”, como Satanás quis que Jesus fizesse se pulasse do pináculo do templo. É o que essa “popstora” está fazendo, voltando para Babilônia porque quer, atendendo a uma sugestão de seu filho incrédulo, que vetou as músicas gospel dela do repertório (se bem que talvez não fizesse mesmo diferença nenhuma – é tudo uma porcaria só).  E uns retardados ainda dão a maior força, dizendo que “é de Deus”.
Se alguém entendeu o que essa doida fez, por favor me ajude. E o pior é que igual a ela tem um monte, dizendo aos jovens que Jesus ia para a balada (a tal irmã do “apóstolo Rina”), outros levando luta para dentro das igrejas; outros malucos organizam “balada cristã”... tenho pena dos jovens de hoje. Se esse tipo de gente é a referência que eles têm, é preocupante o futuro do Evangelho neste país. Talvez isso explique a quantidade de jovens cristãos que abandonam a fé diante da primeira barreira séria, como você pode ver neste link. Não têm raízes; não têm fundamentos. Seus mestres foram guias cegos, que lhes deram isopor como alimento. São fracos, doentes, quiçá nunca tenham nascido de novo!
Quem possui tão baixa densidade teológica e espiritual, um conhecimento tão rarefeito da Bíblia, quando chega a hora da provação, da tentação, pede arrego e larga o arado. E uma coisa muito interessante é que a pastora usa muito a palavra matrix: diz que é uma pessoa-matrix, que habita um lugar-matrix, algo sobre matrix-de-Deus” e outras sandices. Isso me lembra algo que escrevi aqui, aqui, aqui e aqui, de preferência nessa ordem. Relembre você também e depois conversamos.
E isso tudo me faz lembrar também da mulher de Ló: Baby está olhando para trás. Afinal, a pseudo-pastora já anuncia um auto-biografia, com o título (espero que seja provisório ou fictício) de “Não Vai Ter Bunda-Mole no Céu, só Casca-Grossa”. Isso se parece mais com Jerusalém ou com Babilônia? A imprensa já decidiu: apelidou esses shows de “Babylônia”. Eu pergunto aos senhores se isto é ser sal e luz. Quando esse texto bíblico foi escrito, o seu significado era: se o sal perde a sua principal característica - conservar alimentos, evitar que eles se percam – fica igual a outras substâncias ordinárias - como uma areia fina. Para que serve uma “areia fina”? Para pavimentar ruas, com brita e cascalho. Para que as pessoas passem por cima, para ser pisado. Coisa sem valor. O sal não, era precioso então. Creio que não preciso espichar isto mais. Talvez só dizer que quando o povo de Deus se mistura com os cananeus, o juízo, e o prejuízo, são certos!
As pedras clamam: uma reportagem diz em que a impressão passada pela cantora, de que “a mudança de sobrenome e a conversão religiosa dos últimos anos tenham causado uma ruptura em sua estrepitosa personalidade, se esvai em poucos minutos”. Ou seja, não há sinais de conversão, ou mudança perceptível entre as maluquices de 30, 40 anos atrás e as de agora. É duro, viu... uma mulher de 60 anos? Deveria agir como instrui o apóstolo Paulo em I Timóteo 2:9-10; 3:11; e Tito 2:3-4.
Alguns internautas questionaram sobre se ela era “pastora” de verdade, pois nunca cursou um seminário, que se saiba. Mas outros vieram em sua defesa, perguntando com ironia em qual seminário Pedro estudou. Trata-se de uma desculpa mais velha, desbotada e esfarrapada do que os jeans que certos velhos metidos a boy ainda teimam em usar. Essa muleta perpetua a tosqueira por que passa o protestantismo brasileiro (com raras exceções): é justamente por desprezar o estudo sistemático que as “igrejas” da cristandade viraram centros de macumba gospel e propagadores de heresias. Qualquer zé-mané (ou maria-mané) que fala mais ou menos vira pastor, bispo, apóstolo – espalhando besteiras pelo Facebook ou dando conselhos bizarros no Twitter. Pastores pedófilos, adúlteros, estelionatários, verdadeiros publicanos que vivem como arrecadadores de dinheiro, sem cultura, sem conhecimento bíblico. “Levitas” que mal sabem quatro ou cinco acordes, que acabaram de aprender tocar “quem-quer-pão”, que só querem aparecer na Globo.
Falar de Pedro - que dizem não ter estudo (mas conhecia demais a Palavra! é só ver o sermão dele em Atos!) - é mais fácil e confortável do que falar de Paulo, que estudou 30 anos aos pés do maior mestre das Escrituras daquele tempo, Gamaliel (Atos 5:34; 22:3). Ou de Timóteo, que desde muito jovem vinha estudando as Sagradas Letras (II Timóteo 3:15).
Aí, meus amigos, dá é nisso aí. “Um profeta lá de São Paulo me falou”... “Deus é dono da parada”... música moderna “sem setorizar” (igual ao “‘pregador” Luo no Caldeirão do Huck: “eu faço música de contexto social positivo”)... “eu sempre fui assim”... “adoro um sovaco cabeludo”... Misericórdia!
São todos umas nulidades. Árvores grandes, vistas por todos, cheias de folhas... e mais nada. O pior é que tem gente vivendo na sombra delas.
Deus tenha misericórdia de nós.

208050