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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Dez verdades que pregamos...

...ou dez mentiras que praticamos?
Certo pastor estava buscando levar a igreja à prática da comunhão e da devoção experimentadas pela igreja primitiva (conforme descrita em Atos dos Apóstolos). Logo recebeu um comunicado de seus superiores:
- Estamos preocupados com a forma como você vem conduzindo seu trabalho ministerial. Você foi designado para tomar conta dessa igreja e a fez retroceder, pelo menos, uns 40 anos! O quê está acontecendo?
O pastor respondeu:
- 40 anos? Pois então lamento muitíssimo! Minha intenção era fazê-la retroceder uns 2.000 anos!
Atualmente
vemos um retrocesso da vivência e prática cristãs. Mas, infelizmente, não é um retrocesso como o da introdução acima. Algumas das verdades cristãs têm sido negadas na prática. Muitos de nós somos crentes teóricos, entretanto, ateus práticos. Segue-se uma pequena lista dos TOP TEN das verdades que pregamos (na teoria) acerca das mentiras que vivemos (na prática):
1 - “Só Jesus salva” é o que dizemos crer. Mas o que ouvimos dizer é que só é salvo, salvo mesmo, quem é freqüente à igreja, quem dá o dízimo direitinho, quem “toma a santa ceia”, quem ganha almas para Jesus, quem fala língua estranha, quem tem unção, quem tem poder, quem é batizado, quem se livrou de todo vício, quem está com a vida no altar, quem fez o Encontro, o pré-encontro, o pós-encontro, o re-encontro, o desencontro, quem foi na Clínica Espiritual, etc, etc. Resumindo: em nosso conceito de salvação, só é salvo aquele que não nos escandaliza.
2 - “Não existe pecadinho nem pecadão” é o que dizemos crer. Mas, diante da igreja, o único pecado é o sexo fora do casamento. Quando um irmão é pego em adultério, é comum ouvirmos o comentário: “O irmão fulano caiu...”. Ou seja, adultério é visto como uma “queda”. Mas a fofoca que leva a notícia do adultério de ouvido a ouvido é permitida (embora, na Bíblia haja mais referências ao mexeriqueiro do que ao adúltero). Estar com o nome “sujo” no SPC é permitido, embora a Bíblia condene o endividamento. Ser glutão é permitido, a “panelinha” é permitida, sonegar imposto de renda é permitido (embora seja mentira e roubo), comprar produto pirata é permitido (embora seja crime), construir igreja em terreno público é permitido (embora seja invasão). Copiar texto e imagem do blog dos outros também é roubo...
3 - “Autoflagelação é sacrifício de tolo”. Condenamos o sujeito que faz procissão de joelhos, que sobe escadarias para pagar promessas. Ainda assim praticamos um masoquismo espiritual que se expõe em frases do tipo:
- Chore que Deus responde...
- A hora em que seu estômago está doendo mais é a hora em que Deus está recebendo seu jejum...
- Quando for orar de madrugada, tem que sair da cama quentinha e ir para o chão gelado...
- Tem que pagar o preço...
- Tem que botar a cara no chão e chorar...
- Tem que botar a boca no pó...
4 - “Espírito de adivinhação é diabólico”
é o que dizemos crer, mas vivemos praticando isso nas igrejas, dentro dos templos e durante os cultos:
- Olha só a cara do pastor. Deve ter brigado com a esposa...
- A irmã Fulana não tomou a ceia. Deve estar em pecado...
- Olha o irmão no boteco. Deve estar bebendo...
- Olha só o jeito que a irmã ora. É só para se mostrar...
- Olha a irmã lá pegando carona no carro do irmão. Hum, aí tem...

5 - “Deus usa quem ele quer”. Mas também dizemos: “Deus não pode usar quem está em pecado”; “Deus não usa ‘vaso sujo’ ”; “Como é que Deus vai usar uma pessoa cheia de maquiagem, parecendo uma prostituta?”.
6 - “Deus abomina a idolatria”
. Mas esquecemos que idolatria é tudo o que se torna o objeto principal de nossa preocupação, lealdade, serviço ou prazer. Como renda, bens, futebol, sexo ou qualquer outra coisa. A questão é: quem ou o quê regula o meu comportamento? Deus ou um substituto? Há até muitas esposas, por exemplo, que oram pela conversão do marido ao ponto disso tornar-se numa obsessão idolátrica:
- Tenho que servir bem a Deus, para ele converter meu marido...
- Não posso deixar de ir a igreja senão Deus não salva meu marido...
- Preciso orar pelo meu marido, jejuar pelo meu marido, fazer campanhas pelo meu marido, deixar de pecar pelo meu marido...
Ou seja, a conversão do marido tornou-se o objetivo final e Deus apenas o meio para alcançar esse objetivo. E isso também é idolatria.
7 -
A Bíblia é a única regra de fé e prática cristãs”.
- Eu sei que a Bíblia diz, mas o Estatuto da Igreja rege...
- Eu sei que a Bíblia diz, mas nossa denominação não entende assim...
- Eu sei que a Bíblia diz, mas a profeta revelou que é assim que tem que ser...
- Eu sei que a Bíblia diz, mas o homem de Deus teve um sonho...
- Eu sei que a Bíblia diz, mas isso é coisa do passado...

8 -
Deus me deu esta benção!...
- Mas eu paguei o preço.
- Mas eu fiz por onde merecê-la.
- Mas não posso dividir com você porque posso estar interferindo na vontade de Deus. Vai que Ele não quer que você tenha...
- Se você quiser, pague o preço como eu paguei.
9 - Não se deve julgar pelas aparências. As aparências enganam”... mas freqüentemente nos deixamos levar por elas para emitir juízos acerca dos outros. Julgamos pela roupa, pelo corte de cabelo, pelo tamanho da saia, pelo tipo de maquiagem (ou a falta dela), pelo jeito de andar, de falar, pelo aperto de mão, pela procedência. Freqüentemente, falamos ou ouvimos alguém falar: “Como você é diferente do que eu imaginava. Minha primeira impressão era de que você era outro tipo de pessoa”.
10 -
A santificação é um processo de dentro para fora – mas na prática não basta ser santo, tem que parecer santo. Se a tal “santificação” não se manifestar logo em um comportamento pré-estabelecido, num jeito de falar, andar, vestir e de se comportar é porque o sujeito não se “converteu de verdade”...

Que possamos transformar nossas falas em prática, deixando de lado a hipocrisia e a falsidade. Esse negócio de “faça o que eu digo e não o que eu falo” não funciona mais!

(editado a partir de um texto que recebi por e-mail)
170720

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