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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Evangélicos e nudismo


Esta notícia vem circulando na Internet há algum tempo, e custa a crer que seja verdadeira. Mas como dizia uma velha canção dos anos 1980, “vem chegando o verão”... e já que muitos se preparam para a estação do calor, resolvi republicar este absurdo que, pasmem os senhores, é verdade. É fato que ainda tem chovido bastante – será culpa do pessoal que vive cantando “faz chover”? – mas muita gente já sonha com viagens para o litoral; e há quem imagine um paraíso ecológico, nenhuma roupa e… a Bíblia. Pode parecer contraditório, mas é isso mesmo: no Rio, até mesmo pastores evangélicos se bronzeiam como vieram ao mundo nas praias de nudismo.
O nudismo evangélico é tão "inovador" que muitos preferem o anonimato ou inventar nomes fictícios, como “Márcia”, 48 anos, líder pentecostal há 15 anos, que trocou o nome para não ser reconhecida. Ela se diz pastora e que se converteu ao naturismo há três anos, após visitar a Praia Olho de Boi, em Búzios. “Me encantei com o respeito e a pureza. Ser naturista é estar em contato pleno com o Senhor”, defende ela, que visita sítios de lazer e já frequentou a Praia do Abricó, no Recreio (Rio de Janeiro), interditada ao nudismo por força de liminar.
“Márcia” diz ter aprendido que o naturismo não tem conotação sensual. “Vemos a nudez com olhos do espírito, sem malícia”, ensina, lamentando o preconceito que enfrenta. “A igreja evangélica está recheada de dogmas e tabus. Não poderia abrir minhas opiniões aos fiéis. Causaria grande rebelião”, pondera a pastora naturista. Ela também compartilha a palavra de Deus com amigos em recantos de nudismo. “Certa vez, uma irmã estava com sérios problemas e prestei favores espirituais para ela ali mesmo, em um sítio de convívio naturista”, recorda.
Já o comerciante Carlos Moreira, 44 anos, membro de tradicional igreja evangélica há sete anos e naturista há 15, entende que não há barreiras entre a religião e o nu. “O pecado não está no corpo despido, mas, sim, na malícia das pessoas. Meu coração é puro”, argumenta.
Mas a comunhão entre Deus e nudismo custou caro ao arquiteto curitibano Estevão Prestes, 31 anos. Evangélico e freqüentador da Praia do Pinho em Santa Catarina, ele foi expulso da Igreja do Evangelho Quadrangular, onde era professor da escola dominical. “Quando meus hábitos foram descobertos, fui chamado pelos pastores a um conselho. Houve acusação formal de comportamento imoral”, conta Estevão, que hoje é membro da Igreja Presbiteriana. “Não escondo que sou naturista, mas também não ando com crachá. Os que sabem me aceitam”, garante. Estevão gosta de orar sozinho na praia e de ler a Bíblia – peladão, é claro: “A vivência naturista me aproxima da espiritualidade. Tenho momentos de comunhão com a natureza, com Deus e o com próximo”, justifica.
Para a grande maioria dos evangélicos, entretanto, a idéia é inaceitável. “Isso é um escândalo. É a falta do conhecimento da Palavra. Não há espaço para esta conduta na minha igreja”, avisa o pastor Manoel da Silva, da Igreja Batista em Renovação Espiritual Nova Jerusalém. O pastor e músico André Oliveira, de Belo Horizonte, reagiu com seu humor característico e compôs uma música para expressar o que acha do assunto. Ouça logo abaixo a música em homenagem aos “peladões de Cristo”.

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