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sábado, 7 de março de 2009

"Leonardo" Boff: o papa Ratzinger é "medíocre e desastrado"

(fonte: Fabíola Ortíz, Agência de Notícias de Portugal/LUSA)
O ex-padre franciscano e teólogo católico Genésio Darci Boff, ou, como é mais conhecido, Leonardo Boff, ex-colega e desafeto declarado do atual papa Bento XVI, classifica o pontífice como "politicamente desastrado" e um "pastor medíocre" pela forma como geriu as declarações de bispos católicos sobre o Holocausto.

"Este papa é politicamente desastrado. Irritou os protestantes negando-lhes o título de Igrejas. Entrou em conflito com os muçulmanos, e agora com os judeus e todo o povo alemão, a ponto de a primeira ministra Angela Merkel ter que intervir junto ao Vaticano. Na verdade, ele é um pastor medíocre que não sabe suscitar direção à Igreja e ânimo nos fiéis", afirma o fundador da Teologia da Libertação no Brasil, e interpreta a suspensão da excomunhão de quatro bispos, entre eles o inglês Richard Williamson, como um ato conservador de Ratzinger.
Williamson integra um grupo que contesta as determinações do Concílio Vaticano II, ocorrido na década de 1960 (isto é, o bispo defende práticas conservadoras no catolicismo, entre elas a missa rezada em latim e não na língua do povo, o padre ficar de costas para a audiência e outros costumes medievais), rejeita as propostas de reconciliação entre católicos e judeus e, recentemente, em entrevista à TV sueca, negou a existência do Holocausto durante a II Guerra Mundial.
Boff questiona a escolha de Ratzinger para papa: "Até hoje é um mistério, pois é uma figura de desunião, de polêmica, quando a função de papa é manter unido o corpo eclesial e animar a fé. Ele faria bem a todos se aplicasse para si as leis canônicas, segundo as quais um bispo ou cardeal que ultrapassou 80 anos solicita afastamento voluntário de sua função".
Boff, de 71 anos, foi submetido a um processo pela “Sagrada Congregação Para a Defesa da Fé”, ex-Santo Ofício, vulgo Tribunal da Inquisição, e foi afastado de todas as suas funções na igreja católica. "Depois que foi feito cardeal e presidente da Congregação, Ratzinger mostrou suas raízes", afirma, referindo que o atual papa foi seu inquisidor em 1984.
Boff disse que Ratzinger "puniu mais de 150 teólogos e cerceou a liberdade de pensamento na igreja" e acrescenta que "o papa vive cercado pelos grupos mais bajuladores que existem, movimentos extremamente conservadores, tristes como se fossem ao próprio enterro, mas cheios de dinheiro e de capacidade de manipulação do poder sagrado no interesse da mera manutenção institucional da igreja". Segundo Boff, a hierarquia central da igreja católica está desmoralizada, pois sustenta teses "sem sentido de humanidade e de misericórdia".
Fonte: LUSA - Agência de Notícias de Portugal (http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=387540&visual=26&tema=2)

Análise da notícia: felizmente nós, cristãos nascidos de novo, não temos nada com isso. É uma briguinha de compadres: nenhuma das partes envolvidas, seja o ex-padre Genésio, seja o ex-nazista Ratzinger, seja o lunático Williamson, ninguém está interessado em saber a vontade de Deus para a humanidade. Não lhes interessa pregar o Evangelho da Salvação, não lhes interessa pregar a Cristo Jesus como único caminho. Só se importam com questiúnculas políticas, para ver quem tem mais poder. O “santo padre” vem a público cercado de uma tal aura de pompa e circunstância que parece aos tolos uma verdadeira epifania, incapaz de cometer qualquer equívoco. Mas não é isso que a História mostra...
O catolicismo romano deseja que aceitemos, além do primado do “papa” sobre todos os cristãos, a infalibilidade papal. Na verdade, a Igreja Católica Romana só adotou essa doutrina a partir de 1870. Até então, nem ela própria cria na infalibilidade do “papa”. Como sustentar tal doutrina, se é sabido que os “papas” sempre divergiram muito entre si?
A História registra vários exemplos de contradições e disse-me-disse entre os “papas”:
- O arianismo foi condenado como heresia no ano 325, por ensinar que Jesus teve um início, não sendo portanto co-eterno com o Pai. Mas pouco depois o “papa” Libério (358) fez a profissão de fé ariana.
- O “papa” Inocêncio I, instigado por Agostinho de Hipona, condenou Pelágio como herege, mas seu sucessor Zózimo o absolveu; depois, pressionado politicamente, novamente o condenou (431).
- Leão I (440-461) declarou Maria pecadora: “...O Senhor, tomou da mãe a natureza, não a culpa”; no entanto, Pio IX declara em 1854 o dogma da Imaculada Concepção de Maria.
- Gregório I (578-590) chama de Anticristo a qualquer que tomar o nome de Bispo Universal.
- Adriano II (867-872) declarou válido o casamento civil, mas Pio VII (1800-1823) disse que só vale se for religioso.
- Estevão VI (896-897) trouxe seu antecessor, Formoso (891-896), a julgamento; como Formoso havia morrido 8 meses antes, o cadáver putrefato foi colocado na cadeira dos réus, vestido com uma luxuosa capa, coroado com uma tiara no crânio pelado, ganhou ricos anéis nos dedos descarnados, e então foi condenado. Arrastado pelas ruas de Roma, o descarnado pontífice foi por fim atirado ao rio Tibre.
- Pouco depois, João IX (898-900) recuperou o esqueleto do rio, fez com que recebesse de novo as honras eclesiásticas e anulou todas as acusações.
- Sérgio III (904-911) confirmou as acusações de Estevão VI a Formoso, e as estendeu aos bispos consagrados pelo condenado, excomungando um monte de gente e antecipando a Gestapo em dez séculos.
- João XXII tachou Francisco de Assis de falso em 1323. Isso mesmo, aquele que depois virou protetor dos passarinhos. Irmão Sol, Irmã Lua... etc.
- Em 1378, os bispos italianos elegeram Urbano VI “papa”,  mas os franceses escolheram Clemente VII. Ambos passaram então a se amaldiçoar mutuamente, até que um novo concílio passou o rodo e demitiu os dois, escolhendo um terceiro para o posto então vago.
- Por volta de 1420, os franciscanos foram queimados na fogueira pela Inquisição com consentimento do “papa”.
- Joana D’Arc era, formalmente, uma bruxa, prisioneira da Inquisição. Em 1431 foi queimada por heresia e feitiçaria sob Eugênio IV (1431-1447). Em 1920, Bento XV a canonizou.
- Os duelos foram autorizados por Eugênio III (1145-1153), mas Júlio II (1503-1513) e Pio IV (1559-1565) os proibiram.
- Sisto V (1585-1590) tinha uma versão da Bíblia que ele declarava ser autêntica; mas em 1592 Clemente VIII mandou fazer outra porque alegava que a de Sisto estava cheia de erros.
- Sob Urbano VIII (1623-1644) a Inquisição condenou Galileu, mas em 1992 João Paulo II (1978-2005) pediu desculpas pelo erro.
Conclusão – a afirmação do ex-padre Genésio “Leonardo” Boff de que “o papa é um desastrado” não constitui, para os verdadeiros cristãos, nenhuma novidade. Por se afastar cada vez mais da Bíblia é que os homens cometem erros cada vez mais grotescos. Cabe a cada um decidir que caminho seguir: se o da Palavra de Deus – perfeita e infalível – ou o da tradição dos homens, tosca, mutável, distorcida. No dia em que os “papas”, teólogos, cardeais e outros dignitários eclesiásticos se preocuparem mais com a Verdade da Palavra de Deus e menos com as questões de política e de poder, aí sim lhes daremos ouvidos.
DOA A QUEM DOER.

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