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domingo, 28 de fevereiro de 2016

Seria Jesus um viajante do tempo?


Existem muitas teorias da conspiração sendo divulgadas na internet. Contudo, Steve Mera, presidente da Associação de Investigação e Treinamento Paranormal de Manchester (MAPLT), está viajando pela Inglaterra fazendo conferências onde tenta “provar” que Jesus era um viajante do tempo.
A MAPLT é uma das maiores organizações paranormais do Reino Unido e muita gente leva a sério o que eles falam. Agora, o caso está sendo abordado pela imprensa. Alguns jornais ingleses deram espaço para Mera, considerado uma autoridade no assunto, e rapidamente ganhou destaque na mídia mundial.
O que ele chama de “prova” na realidade é uma pintura feita em 1595 pelo artista italiano Ventura Salimbeni na Igreja de San Lorenzo. Ela se chama “A glorificação da Eucaristia” e é parte de um afresco que pode ser visto até hoje na cidade de Montalcino. Apresenta imagens de Jesus, Deus e uma pomba (o Espírito Santo). Eles olham para um objeto que tem “antenas”. Para Mera, trata-se do Sputnik.
Lançado pela União Soviética em 1957, o Sputnik era uma esfera metálica com 3 antenas. “Este quadro foi pintado em 1600 e nunca se soube realmente o que era, até que surgiu o Sputnik, que foi o primeiro satélite a orbitar em volta da Terra”, defende Mera.
Para ele, o que “realmente prova” que se trata do Sputnik é a presença de um pequeno nódulo no satélite no mesmo ponto em que aparece no quadro. Segundo o estudioso, quando a pintura foi feita, não havia nada parecido com aquela esfera com antenas. Para a MAPLT, há muita conotação religiosa ligada aos fenômenos ufológicos.
Aos que o acusam de blasfêmia, Mera explica que não desmerece nenhum dos ensinamentos ou feitos realizados por Jesus Cristo. Ressalta, apenas, que enxerga a história contada para todos de um jeito peculiar e diferente, mas sempre respeitoso.
Consultados, especialistas em arte explicam que o estranho objeto é uma Sphaera Mundi, uma representação do universo relativamente comum na arte religiosa medieval. As estranhas luzes são apenas o sol e a lua, e suas antenas são cetros que representam a autoridade do Pai e do Filho. Naquela época ainda se acreditava que o planeta Terra era o centro do universo.
Para os cristãos crentes na Bíblia, Jesus não era um “viajante do tempo” como retratam os filmes de ficção científica, mas por ser Deus está além da dimensão temporal. O apóstolo João deixa isso claro na abertura e no capítulo 8 do livro que leva o seu nome. No livro de Apocalipse, o apóstolo tem uma revelação da parte de Jesus que mostra o passado, o presente e o futuro. Com informações de Express – via Gospel Prime

Comentário - Na verdade, no fundo, o maluco aí está certo – tirando a coisa do Sputnik, que não me convenceu. Jesus, enquanto membro da Trindade, é mesmo um viajante do tempo. Pela simples razão: Ele não está preso à dimensão tempo, Ele vive FORA das dimensões conhecidas pela Fìsica e pela Ciência hoje, assim como os anjos (que pertencem a outra esfera, digamos assim). O que ocorreu na Encarnação foi que Jesus entrou no nosso mundo, por meio do nascimento físico em forma humana, em uma determinada época (que a Bíblia chama de “a plenitude dos tempos”, ver Gálatas 4:4). Depois da Sua ressurreição Ele regressou à Sua habitação original.
A bem da verdade, por não estar sujeito às leis físicas, Tanto Jesus como os Anjos aparecem em diversas épocas, sem modificação de personalidade ou “de idade” (não envelhecem). Exemplo: a aparição de Cristo a Manoá (Juízes 13:18 = Isaías 9:6), e outras onde é identificado como “O Anjo do Senhor” - diferente de “um anjo” do Senhor (chamadas “teofanias”), antes da Sua encarnação física.
Outro exemplo: A aparição de anjos com intervalo de centenas de anos; mas são os mesmos anjos. Ver Daniel 10:13; 10:21 e 12:1, onde o anjo Miguel é nomeado, e depois o mesmo aparece em Judas 1:9 e Apocalipse 12:7. Também Daniel 8:16 e 9:21 descrevem um anjo chamado Gabriel, o qual aparece séculos depois, e é o mesmo Gabriel (Lucas 1:19 e 1:26).
Podemos exemplificar, por fim, como as dimensões conhecidas por nós - tempo e espaço - como uma casa à qual estamos presos (por enquanto), de onde não podemos entrar e sai à vontade. Fomos colocados nela, e quando dela sairmos, será em caráter definitivo. Já Cristo, os anjos, as criaturas espirituais, diferentemente de nós, entram e saem dela quando querem. Não estão presos ao tempo e ao espaço.
Dentre os vários títulos de Cristo podemos citar – “o Alfa e o Ômega” (literalmente, o primeiro e o último, ao mesmo tempo), “o que é, que era e que há de vir”, e também aprendemos que Ele é o mesmo “ontem, hoje e eternamente”. Tudo isso nos dá a entender que o tempo não Lhe afeta, e portanto, fica claro que Ele está FORA dessa dimensão. Esse entendimento é fundamental para entendermos o panorama bíblico e as várias dispensações de Deus... mas isto é assunto para outro artigo.

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quinta-feira, 12 de julho de 2012

Partícula de Deus?

Quando: julho de 2012.
Onde: algum lugar entre a França e a Suíça. Para ser mais preciso, um túnel de 27 km de circunferência, a 175 metros abaixo do nível do solo, próximo a Genebra.
Quem: um grande grupo de cientistas, teóricos e técnicos.
O que: uma partícula sub-atômica, fugaz como um raio. Ou melhor, no dizer de seu principal teórico, ela dura exatamente “um milionésimo de milionésimo de milionésimo de milionésimo de segundo”.
Para que? tentar descobrir como o mundo foi inventado.
Imaginemos uma viagem fictícia, pelo menos nos nossos dias. Suponhamos que alguém invente uma máquina do tempo, potente o bastante para levar um viajante a um passado longíquo. Um tempo tão distante que remonta ao próprio início dos tempos, àquela fração de segundo que se seguiu ao chamado “big bang”. Seria o momento em que o relógio universal marcasse exatamente 00h:00min:00seg. E o local seria o ponto central do Universo, onde tudo começou; como diriam os fãs de Star Trek, o setor com as coordenadas espaciais “zero-zero-zero”.
O que o nosso viajante veria nesse instante hipotético, nesse lugar específico?
Provavelmente uma grande explosão, diriam os físicos, a partir da qual grandes ondas se espalhariam em todas as direções, numa velocidade incrível, inundando o vácuo de matéria e energia, ainda “disforme e vazia”. Poderíamos mesmo imaginar que uma bolha de luz teria sido vista, transformando o “nada” anterior em um infinito de possibilidades.
É esse instante mágico que os cientistas perseguem há décadas, com equipamentos complicadíssimos, e por que não dizer, bem caros. Estima-se que o LHC custou até agora 8 bilhões (ou R$ 20 bilhões - ao câmbio de julho de 2012)... 
Não tem como não pensar que alternativas poderiam ser dadas a essa dinheirama. Nem falo da construção de escolas, hospitais e distribuição de alimentos, que é o que vem primeiro à mente, mas de pesquisas mesmo. Quem sabe poderiam investir numa fórmula para borrifar nos desertos e torná-los áreas cultiváveis; ou algum equipamento para acabar com a emissão de gases poluentes; mas não, gastam uma montanha de euros para uma coisa que nem sabem direito para que serve. E o Brasil quer aderir à pesquisa, mas para isso tem que desembolsar US$ 10 milhões de dólares, ou (em moeda brasileira) R$ 20 milhões, por ano, fração insignificante do orçamento total do projeto. De acordo com o que saiu na imprensa.
Contabilidade à parte, o que se pretende mesmo com toda essa parafernália é tentar explicar a origem das partículas “elementares” e encontrar outras dimensões, entre outras coisas. Uma dessas partículas é o chamado “Bóson de Higgs”. O nome lembra um senhor feudal, como Robin de Lockley (o popular Robin Hood) ou Etienne de Navarre, o cavaleiro garboso de “O Feitiço de Áquila (Ladyhawke), de 1984 - quem lembra levanta a mão. Mas não, o bóson de Higgs é, segundo a teoria, algo que surgiu logo após o “big bang”, e assim seria a chave para explicar todas as outras partículas. Fora da comunidade científica, é conhecido como a “partícula de Deus” (expressão criada pelo físico Leon Lederman), porque seria a causa de outras partículas terem diferentes massas. Assim, se existir mesmo esse bóson, teria um importante efeito na compreensão do mundo.
Essa partícula foi teorizada primeiramente em 1964 pelo físico britânico Peter Higgs (daí o nome). Entretanto, não houve condições tecnológicas de se comprovar a sua existência até o funcionamento do Grande Colisor de Hádrons (LHC) em 2008. E assim, depois de meio século de conjecturas e experiências, cientistas anunciaram que descobriram uma partícula nova que pode ser o bóson “de Higgs”, em carne e osso.
É dogma sagrado a criação – ou, para não ferir suscetibilidades nem a fé de quem alega não ter fé, “a origem” – do Universo a partir de um evento que se convencionou chamar de “o big bang”. Aquele momento em que foi dado o pontapé inicial no mundo e em tudo que conhecemos. Antes, quando a gente perguntava “se não foi Deus, quem deu esse pontapé?”, davam de ombros e torciam o nariz, com ar de sapiência e superioridade, como o Almirante Cook ao desembarcar numa ilha remota do Pacífico e se deparar com nativos tatuados. Agora o grande astro que deu o primeiro chute (ou pelo menos se crê que presenciou o evento, ou no mínimo sentiu o cheirinho) responde pelo pomposo e ilustre nome de senhor Bóson, o de Higgs.
Mas ainda restam muitas questões sem resposta, pelo menos para uma parte da Humanidade que já evoluiu o bastante para abandonar, segundo ela crê, conceitos primitivos e explicações “sobrenaturais” para a criação origem do Universo.
Por exemplo: suponhamos por uma fração de segundo (infinitamente mais longa que a duração do bóson) que essa partícula esteja na origem de tudo. Mas o que havia antes? O que ocasionou o “big bang”? Qual foi a fagulha, a centelha, que ocasionou a “grande explosão”? E o Universo, está mesmo se expandindo? Porque se foi uma explosão a tendência é que a matéria resultante (seja ela matéria física ou apenas energia) se “espalhe” em todas as direções (lei da inércia, se é que ainda está valendo). E, se o Universo se expande como uma bexiga, o que existe “fora” dessa bolha, que ainda não foi atingido pela expansão?
O fato é que não há respostas convincentes, mas apenas conjecturas. Não importa o quanto elas pareçam sábias ou embasadas em experiências científicas: são apenas conjecturas. Os próprios cientistas do CERN admitem que o tal “modelo-padrão” (que tenta explicar os componentes fundamentais do universo) é falho e incompleto.
É simples: quando excluímos o fator “Deus” da equação, a fórmula desanda e não bate. Mas tudo faz sentido a partir do momento em que incluímos essa Constante – aliás, a única Constante em todo o Universo, visto que não muda de acordo com a temperatura, a pressão atmosférica, a radiação, a velocidade, a massa, o tempo, o século, a estação do ano ou o estágio tecnológico de pequenos e miseráveis seres que se julgam inteligentes.
Acrescentando Deus à equação, respondemos a todas essas perguntas, facilmente.
O que existe “fora do Universo”? A resposta é simples: Deus.
Porque o Universo, enquanto dimensão física, só pode ser concebido como “um lugar”, que pode até ser grande, muito grande, astronomicamente grande, em movimento e em expansão, ou contração, se preferirem... mas Quem o projetou, doa a quem doer, consegue ser ainda muito maior, a ponto de poder entrar e sair dele à vontade, e por isso não pode ser contido por ele, ou nele.
É como um homem que construiu uma casa com várias portas, para poder entrar e sair quando quiser. Ninguém seria idiota a ponto de construir uma casa na qual ficasse eternamente preso, da qual não pudesse sair, ou então sem portas, e não pudesse entrar. Esse “homem” é Deus, e a casa é o Universo. Deus entra e sai das dimensões que conhecemos – Tempo e Espaço – quando, se e como Ele quiser, sem ser por elas afetado. Ele habita outra “dimensão”, se é que podemos chamar assim o “Espaço-Tempo” espiritual. É por isso que Deus “não envelhece”: Ele é “o mesmo ontem, hoje e eternamente” (Hebreus 13:8). É por isso que os anjos, que habitam o mesmo “ambiente” de Deus e são feitos de substância essencialmente diferente da nossa, aparecem com séculos de intervalo e não se tem registro de alteração na sua aparência. Veja, por exemplo, Judas 9, Daniel 10 e Apocalipse 12: milhares de anos de diferença e o mesmo anjo está ali, igualzinho. Veja também Daniel 8:16; 9:21 e Lucas 1:19 e 26. Seres espirituais usam, por assim dizer, uma espécie de “portal interdimensional”, as “portas da casa” do meu exemplo, entrando e saindo da História e do Espaço, sem mais cerimônia. Nós não: estamos confinados, pelo menos por ora, a um pequeno canto deste “universo”. E quanto ao tempo, pelo menos por enquanto, só conseguimos nos mover em uma única direção, o futuro.
“Fora do Universo”? Deus. Ele está “fora do Espaço”!
E o que havia “antes” do “big bang”, que ninguém de jaleco branco ainda soube dizer? A rigor, venhamos e convenhamos: “big bang” é apenas outro nome para o “fiat lux” (ou, o “faça-se a luz”, o “pontapé inicial” de Gênesis capítulo 1). Ou não? A Bíblia nos diz que “no princípio, criou Deus os céus e a terra”, e que “a terra era sem forma e vazia”. Há relato mais completo do que esse? Não há que se falar em “antes disso” porque, como dissemos lá em cima, o momento “00h:00min:00seg” foi o instante inicial e, “antes dele”, Deus não havia criado nada ainda – nem o Tempo. 
Lembre-se de nossa hipotética máquina temporal. A teoria da relatividade diz que, resumidamente, se ultrapassarmos a velocidade da luz podemos, teoricamente, voltar no tempo, e quanto maior for essa velocidade, mais longe vamos, no passado. Mas isso tem um limite, a saber, o “momento-zero”. Ou, se preferirem, o instante da criação origem do Universo. Simples, por que “antes disto” não havia nada, nem mesmo o Tempo, essa grandeza ou dimensão que para nós, hoje, flui apenas em uma direção, o futuro. E mesmo se um dia conseguirmos inverter esse fluxo, só poderemos ir até a sua origem, ao seu ponto inicial, à primeira partícula, seja o bóson ou do que mais queiram chamar. Para mim, esse ponto inicial tem outro Nome.
Deus não está limitado pelo Tempo: por isso, “mil anos aos teus olhos são como o dia de ontem que passou, e como uma vigília da noite” (Salmo 90:4), e “um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia” (II Pedro 3:8). Do mesmo modo que Ele está fora do Espaço, também está fora do Tempo, vendo tudo como um quadro pronto e acabado: afinal, Ele é “o Alfa e o Ômega, aquele que é, que era, e que há de vir”, “o primeiro e o último” – passado, presente e futuro, a totalidade da dimensão “Tempo”! (Apocalipse 1:8; 21:6; 22:13). Ele entra e sai quando, se e como quer. Mais claro que isso, impossível.
“Partícula de Deus”? Não. “Ecos de Deus”, talvez.
E isso não significa rejeitar a Ciência, muito menos temê-la. Não há razão para tais disparates. Não há motivo para ver o LHC e seus bósons como “a vitória do homem sobre a natureza”, como diz a triste reportagem da “Veja”. A Natureza não está aí “para ser derrotada”. Pelo contrário, ela é nossa amiga e parceira, e também é, com seu conjunto aparentemente infinito, uma criatura e “obra de Suas Mãos” (Salmo 19:1). A Natureza também aguarda, ansiosa, o dia da sua redenção, o dia em que Seu Senhor retomará o Governo do Universo (Romanos 8:22). É por isso que, a cada dia que passa, fica mais claro ver que sem Deus não é possível entender o mundo, o Universo, o Homem e a Vida. Sem Deus – Motor que nunca pára, com seu próprio Combustível que nunca acaba – a sarça que arde sem se consumir (Êxodo 3:2) – tudo é apenas um amontoado de partículas sem sentido nem propósito. Se assim fosse, não existiria lugar para a Ética, para a Moral e nem mesmo para a Filosofia, o Direito, a Arte e, por fim, para a própria Ciência.
Como disse um sábio, o rei Salomão – o homem mais sábio que já existiu – “o temor do Senhor é o principio da Sabedoria” (Provérbios 1:7; 9:10).

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