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domingo, 31 de maio de 2015

E quando a ciência erra... 2

parte 2
Parece que algumas pessoas se especializaram em procurar desmentir a Bíblia. A certa altura da história, principalmente durante o período conhecido como “iluminismo” isso foi um esporte mundial. Se bem que esse termo, “iluminismo”, tenha, em certo aspecto, lançado de fato muitas trevas sobre a humanidade, errou e induziu ao erro muita gente, ao pensar certo e agir errado.
Explico. A Europa vinha desde o Renascimento saindo da Idade Média (assim chamada porque ficava bem no meio entre a idade “antiga” e a então chamada “idade moderna”). O Renascimento foi um “ressurgimento” das artes e das ciências, como se no período medieval não existisse arte nem ciência... vejam que as definições já começam equivocadas. Mas prossigamos. Os homens redescobriram que eram capazes de grandes feitos. Então era até certo ponto lógico que procurassem destruir tudo o que imaginavam lhes prender ao obscurantismo e à superstição, incluindo, nessa concepção, os mitos, lendas e religiões.
Até aí tudo bem. O problema é que confundiram a religião predominante nessa parte do mundo, o catolicismo, com a própria Bíblia em si. Pensadores como Voltaire e os enciclopedistas caíram nesse erro grotesco, e nem mesmo verificaram que o ensino do catolicismo, grosso modo, estava muito distante das doutrinas centrais do Cristianismo primitivo, que alguns de vocês já puderam verificar nestas humildes páginas. Voltaire chegou a escrever um certo “Dicionário Filosófico”, no qual desanca a autoridade da Bíblia e a ridiculariza com argumentos no mínimo questionáveis, com uma falta de honestidade e de critérios que ainda hoje ecoa na voz dos auto-denominados céticos.  Posso citar aqui muitos deles, alguns conhecidos, como Carl Sagan, Bertrand Russell e Richard Dawkins e o brasileiro Marcelo Gleiser, que no alto de seus altares repetem como papagaios amestrados as falácias de 250 anos atrás, sem serem incomodados. E o mais espantoso é que os defensores dessa crítica escondem falhas gritantes cometidas em nome da ciência, algumas claramente intencionais. E não admitem seus erros.
Por exemplo, o “Megalossauro bucklandii”, nome científico dado a uma espécie de dinossauro, registrado ainda em 1824 - apesar de o termo “dinossauro” ter sido cunhado décadas mais tarde. Ele foi identificado a partir dos fósseis de uma mandíbula, alguns dentes e um osso do quadril encontrados por William Buckland. Como se sabia pouco sobre os dinossauros no século XIX, imaginava-se que o Megalossauro era, como adianta seu nome, um “grande lagarto” que rastejava sobre quatro patas (ilustração principal). Na verdade, o dinossauro era um bípede carnívoro que media 8 metros e tinha grandes e afiadas garras nas patas dianteiras e pescoço curto. Ninguém veio a público dar a cara a tapa: “erramos, não era nada disso”...
Os círculos nas plantações: Sempre que um misterioso círculo aparecia em grandes campos na Grã-Bretanha, os entusiastas da vida extra-terrestre em todo o país iam à loucura. Com pretensões de serem mensagens alienígenas, o fato era amplamente divulgado, até que em 1991 dois homens apareceram e explicaram: tudo não passava de uma fraude criada por eles. Usando nada mais do que pranchas de madeira, cordas e fios como ferramentas, era uma brincadeira perfeita para levar as pessoas a falar sobre o desconhecido.
O filme da “autópsia do alien” foi uma das mais descaradas e relativamente bem-sucedidas fraudes de todos os tempos. Em 1995 o produtor de cinema Ray Santilli apresentou alguns minutos de uma filmagem misteriosa, em preto e branco, alegadamente um documentário que pretendia mostrar um alienígena morto (supostamente do acidente de Roswell de 1947) submetido a uma autópsia. Saudado por muitos na comunidade ufológica como autêntico, uma série de discrepâncias logo veio à luz (alguns deles apontadas por especialistas forenses bem informados sobre os procedimentos de autópsia). Desde então, o filme foi totalmente desacreditado.
Mulher que deu à luz coelhos: No século XVIII uma mulher abalou o mundo científico. Mary Toft afirmou ter dado à luz vários coelhos, e muitas pessoas, incluindo cientistas, acreditaram nela. Mas depois de um tempo, sua farsa foi revelada e trouxe grande constrangimento a todos aqueles na comunidade médica que tinham acreditado que isso era mesmo possível.
A Sereia de Fiji: A descoberta da sereia das ilhas Fiji abalou o mundo. O achado foi tido como os restos fossilizados de uma sereia que causou alvoroço. No entanto, foi provado ser uma fraude quando se descobriu ser uma montagem da cabeça e costelas de um macaco com um rabo de peixe, juntados para adquirir a aparência convincente de uma sereia.
As mariposas salpicadas: entre 1850 e 1950, na Inglaterra, as mariposas salpicadas da espécie “Biston betularia” tornaram-se mais escuras. No início do século 19, eram clarinhas. Com o tempo, foram ficando negras, com manchas brancas. A explicação foi dada pelo biólogo Bernard Kettlewell: um expediente evolucionário de proteção por mimetismo. Na Inglaterra poluída do século 19, os troncos das árvores ficavam enegrecidos pela fuligem do carvão das chaminés. As mariposas, escurecidas, ficavam camufladas e não eram vistas pelas aves predadoras. Em 1955, ele soltou mariposas brancas e negras junto a troncos de árvores em florestas. Como previsto, os pássaros se alimentaram mais dos insetos brancos nas regiões poluídas e dos negros nas regiões “limpas”. As mariposas que se deram mal eram as que se destacavam mais no ambiente. Em 1980, porém, um detalhe que passou despercebido finalmente saltou aos olhos dos pesquisadores: mariposas não vivem em troncos de árvores. A pesquisa era fajuta desde o ponto de partida.
Embriões falsos: o engodo torna-se mais difícil de detectar quando o perpetrador é um figurão, como o alemão Ernst von Haeckel. Naturalista renomado e criador do termo “ecologia”, Haeckel foi autor, em 1874, de uma série de desenhos de embriões de vertebrados - peixes, galinhas, seres humanos - que mostravam similaridades marcantes em seus primeiros estágios (reprodução ao lado). Segundo ele, seria a prova de um ancestral comum, ponto essencial à teoria da evolução de Darwin. Mas os desenhos estavam errados: não havia esse estágio inicial. No entanto, a descoberta de que não havia essa similaridade
inicial – em 1997 pelo embriologista inglês Michael Richardson - foi tardia: por mais de um século os desenhos serviram de base aos manuais de biologia. Veja ao lado os desenhos mais atuais de Richardson, de acordo com a realidade objetiva - os embriões de diferentes espécies, de fato, são bem mais diferentes entre si do que reza a lenda evolucionista. Leia mais aqui.
Tem também a esquisitíssima estrela recém-descoberta, que seria mais velha - pasmem os senhores - que o próprio universo. Segundo estimativas, ela teria cerca de 13 bilhões de anos, isto é, é anterior ao “Big Bang”! Essa nem Stephen Hawking consegue explicar, e as cinzas de Carl Sagan devem estar tentando se reagrupar para inventar uma nova teoria. Talvez Richard Dawkins saia com mais uma piadinha para poder escorregar como um espaguete voador. Você pode ver essa bizarra descoberta neste link, para ver se estou inventando algo. E aí, como fica o dogma de que a primeiríssimo evento foi a fagulha primordial de que se originou tudo em um pentelhésimo de segundo? Quem se atreve a questionar a santa inquisição da comunidade científica?
Há algum tempo, foram descobertos traços de tabaco e cocaína em múmias do Egito. Levantou-se logo a polêmica de que esses vícios já existiam na antiguidade, procurou-se traçar a rota das folhas do tabaco e da coca até Tebas e supostos métodos de refino do pó no calor do Saara... Aí alguém lembrou que, no início do século XX, quando as múmias foram para a Europa, os examinadores costumavam fumar sem a menor cerimônia em cima das relíquias enfaixadas, e que era comum o consumo de cocaína pelos bacanas da belle epoque em salões onde as múmias ficavam expostas. Um vacilo geral da intelligentsia.  
O celacanto: Acreditava-se que esse estranho peixe tinha se extinguido há 300 milhões de anos (algumas fontes dizem 70 milhões), sendo portanto, contemporâneo dos grandes dinossauros. Especulava-se que ele seria o parente vivo mais próximo do peixe ancestral que deu origem à linhagem dos tetrápodes, animais de quatro membros (incluindo nós) que saíram da água e conquistaram a terra milhões de anos atrás - tudo isso segundo a cronologia e a mitoideologia evolucionista. Até que em 1938 foi encontrado um celacanto nadando nas praias africanas! Passou então a ser chamado de “fóssil vivo”, tendo sido encontradas centenas de exemplares entre o continente africano e Madagascar, bem como perto da costa da Indonésia e Filipinas (veja este video). Ninguém ainda explicou como ele não evoluiu nada em 300 (ou 70) milhões de anos, mas já se sabe que ele é muito mais próximo dos seus fósseis análogos do que os humanos atuais dos supostos hominídeos (veja mais aqui).
Essas mancadas homéricas desqualificam todos os cientistas? Obviamente que não. Como falei antes, o que é verdade hoje, amanhã pode já não ser. Durante um tempo, acreditou-se piamente que tais aberrações fossem o supra-sumo da verdade. O grande problema é durante o “hoje”, quando todos acreditam numa suposição ainda não comprovada, e quando chega o “amanhã”, descobrem que não, não era nada disso, ficam todos com cara de tacho e passemos adiante.

Mas mesmo assim insistem em tentar desqualificar a Bíblia como Palavra imutável de um Deus imutável. Continuamos depois que por ora está muito comprido. Tem mais.

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