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sábado, 9 de maio de 2009

É bíblico o batismo infantil?

A igreja católica administra a seus fiéis os “sacramentos” – batismo, confirmação (ou crisma), confissão/penitência, eucaristia (na “missa” ou comunhão), ordenação (para os sacerdotes), o matrimônio e a extrema-unção.
Segundo o “Catecismo”, os “sacramentos” são "sinais sensíveis e eficazes da graça ... mediante os quais nos é concedida a vida divina” (nº. 224), e “não apenas supõem a fé como também, através das palavras e elementos rituais, a alimentam, fortificam e exprimem. Ao celebrá-los, a Igreja confessa a fé apostólica” (nº. 228).
Os “sacramentos” têm suas justificativas, expressas em compêndios, tratados, concílios e encíclicas, homilias, bulas e outros arrazoados filosóficos pseudo-apostólicos, sem falar em milhões de sermões pretensamente bíblicos.
Na verdade, apenas o batismo e aquilo que os católicos preferem chamar de comunhão (o compartilhamento do pão e do vinho na ceia do Senhor) são bíblicos, e verdadeiramente foram instituídos por Jesus. Mas os homens de preto – sempre eles – cercaram a ceia de misticismo, numa cerimônia extra-bíblica, a “missa”, resolvendo que o vinho é só para o sacerdote; mais uma interpretação diferente da Palavra de Deus. Nem Jesus nem os discípulos celebraram missas, erguendo o cálice, etc. E como no batismo também tinham que inventar alguma coisa, senão não ficariam satisfeitos, passaram a batizar recém-nascidos. Só que não se tem notícia de crianças sendo batizadas na Bíblia.
Para justificar esse costume, usam até textos bíblicos. Afirmam que o carcereiro de Filipos (Atos 16:19-34) foi batizado com “toda a sua casa” e provavelmente havia crianças pequenas, num exercício de imaginação, suposição e presunção, e não com uma exegese ou interpretação correta. Por exemplo, eu posso ir amanhã ao cinema “com toda a minha casa”: eu, minha esposa e meu filho adolescente. Não existe nenhuma “criança pequena” envolvida, como se poderia supor.
Na verdade, batizar crianças começou muito mais tarde, e quem o faz erra redondamente. “Santo” Agostinho, lá pelo ano 400, leu Marcos 16:16 (“O que crer e for batizado será salvo; o que, porém, não crer, será condenado”) e deduziu que as crianças que morressem sem batismo iriam para o inferno. Anselmo pensava que isto não era pior do que o estado de escravidão de crianças filhas de escravos – o que ele considerava razoável. A igreja católica depois suavizou essa doutrina criando, além do “purgatório”, um “departamento especial” para abrigar crianças falecidas sem batismo! Elas iriam para o tal “limbo” (infernus puerorum), e não para o inferno, e seu único sofrimento seria a dor da perda do paraíso. (Will Durant, in “A Idade da Fé” (História da Civilização, vol. IV), pág. 656, Ed. Record, 2ª edição). O limbo também foi defendido por Gregório, “o Teólogo”, e Tomás de Aquino: um lugar de “felicidade natural”, porém afastado da presença de Deus. Em 1905 Pio X afirmou textualmente que o limbo existia e as almas das crianças não-batizadas estavam lá. Mas, apesar de dizerem que o “papa” é infalível, esse aí vacilou, pois Bento XVI acaba de decretar que o limbo foi abolido; não existe mais. Ele acabou com o que nunca existiu; e quem estava lá, agora vai para onde? Vai entender... Desse “vô-num-vô” romanista, devemos sair fora!
O fato é que o Evangelho realmente ensina que “quem não crer será condenado”. Entretanto, criança não tem como exercer fé. Dessa forma, não pode crer nem receber batismo; e por oposição, a criança não pode “não crer” e por isso ser condenada. Basta ler Mateus 19:14 (também Marcos 10:13 e Lucas 18:16), quando Jesus explicou a situação das crianças: “Deixai os meninos, e não os impeçais, porque dos tais é o reino dos céus”. Ou seja, as crianças têm por assim dizer um “lugar garantido” no céu, até que atingem certa idade e deixam de ser crianças, adquirindo consciência do certo e do errado, do bem e do mal, da virtude e do pecado, exatamente como Adão e Eva. É aí que o homem deixa o estado de inocência, opta por ser independente de Deus e O rejeita; e o contato com Deus só pode ser restabelecido através de Jesus Cristo: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida, e ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6).
O ato seguinte ao de se reconhecer esta verdade é o batismo. Obviamente, crianças não podem decidir acerca dessas coisas, e por isso Deus providenciou a elas um tratamento diferente. A salvação é individual e depende de decisão pessoal!
“A alma que pecar, essa morrerá... mas se o ímpio se converter de todos os seus pecados que cometeu e guardar os meus estatutos e fizer juízo e justiça, certamente viverá; não morrerá... portanto, eu vos julgarei a cada um conforme os seus caminhos, ó casa de Israel, diz o Senhor Jeová; vinde, e convertei-vos de todas as vossas transgressões, e a iniquidade não vos servirá de tropeço. Lançai de vós todas as vossas transgressões com que transgredistes, e criai em vós um coração novo e um espírito novo; pois por que razão morreríeis, ó casa de Israel? Porque não tenho prazer na morte do que morre, diz o Senhor; convertei-vos, pois, e vivei” – Ezequiel 18:4, 21 e 30-32; todo o capítulo 18 fala sobre esse assunto). Não tenho como tomar uma decisão por outros, mandando batizar outra pessoa para garantir a salvação dela, e ela depois que “confirme” essa decisão. Isto não é bíblico. Por isso não posso impor a uma criança uma fé que ela talvez não queira exercer mais tarde. Podemos, sim ensiná-la a decidir de acordo com o que é correto (“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e até quando for velha não se desviará” – Provérbios 22:6). Mas não podemos decidir por ela.
Além do mais, o ensino de que o Espírito Santo nos regenera no batismo não tem base bíblica. Não existe Escritura que apóie essa doutrina.
O batismo infantil, que se pretende equivocadamente comparar com a circuncisão, não tem nada a ver. A circuncisão era feita independentemente se os meninos quisessem ou não; além do mais, se fôssemos seguir esse costume não batizaríamos as meninas.... Já o batismo é diferente: a pessoa é quem escolhe ser batizada. E isso só se faz conscientemente; por isto a Bíblia está cheia dos apelos “arrependei-vos” e “convertei-vos”. Pedro, que alguns insistem ter sido “papa”, e outros discípulos, foram unânimes em pregar essa mesma mensagem, cf. Atos 2:38: “Pedro então lhes respondeu: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados”, e 8:35-38: “Então Filipe tomou a palavra e, começando por esta escritura, anunciou-lhe a Jesus. E indo eles caminhando, chegaram a um lugar onde havia água, e disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que eu seja batizado? E disse Felipe: é lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus. Mandou parar o carro, e desceram ambos à água, tanto Filipe como o eunuco, e Filipe o batizou”.
Se você foi batizado(a) quando era recém-nascido(a), sinto muito: não valeu nada. Você não estava crendo em nada naquela hora. Mas aí, por isso os homens de preto criaram mais uma invenção: a “confirmação” ou “crisma”, que também não existe na Bíblia... um abismo chama outro abismo...

DOA A QUEM DOER!


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