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domingo, 27 de maio de 2012

Encontrar ETs mudaria as religiões?

Apareceram recentemente na mídia algumas noticias sobre teólogos, filósofos e outros palpiteiros falando sobre como uma eventual descoberta de seres extra-terrestres poderia influenciar a vida na Terra, não apenas no aspecto científico mas no campo da religião. Segundo esses paroleiros, tal fato poderia representar um dilema especial para as religiões do mundo. E aí, prosseguem, os cristãos poderiam ser os mais “afetados” mais fortemente porque “o sistema de crença cristã não permite facilmente outros seres inteligentes no universo”.
Começa aí o festival de bobagens – atingindo proporções astronômicas.
A reportagem lança a pergunta:
“Jesus morreu pelos aliens também?” e todo o resto a seguir entre aspas:
“De acordo com o cristianismo, o evento histórico há cerca de 2 mil anos era para salvar toda a criação divina… se toda a criação inclui 125 bilhões de galáxias com centenas de bilhões de estrelas em cada uma, como os astrônomos pensam, então o que aconteceria se algumas dessas estrelas tivessem planetas com civilizações avançadas também? Por que Jesus Cristo veio à Terra, de todos os planetas inabitados no universo? Para salvar os terráqueos e abandonar o resto das criaturas de Deus?
Um professor de filosofia da Ruhr-University Bochum, Christian Weidemann, se autodescreve como cristão protestante e sugeriu algumas soluções possíveis. Talvez os extraterrestres não sejam pecadores, como seres humanos, e portanto não precisem de salvação. No entanto, o princípio da mediocridade – a ideia de que o seu exemplo é mais provável, a menos que você tenha provas em contrário – lança dúvidas sobre isso.
Se existem seres inteligentes extraterrestres, é seguro assumir que a maioria deles são pecadores também, disse Weidemann. Se for assim, Jesus irá salvá-los também? Provavelmente não. Então, a nossa posição entre os seres inteligentes no universo seria muito excepcional.
Outra possibilidade é a de que Deus encarnou várias vezes, enviando uma versão de si mesmo para salvar cada planeta habitado separadamente. No entanto, com base nas melhores estimativas de quantas civilizações poderíamos encontrar no universo e por quanto tempo os planetas e as civilizações são esperadas para sobreviver, encarnações de Deus teriam que estar em cerca de 250 lugares simultaneamente em um dado momento, assumindo que cada encarnação levou cerca de 30 anos. Se Deus realmente se tornou corpóreo e tomou forma humana quando Jesus Cristo nasceu, as várias reencarnações não teriam sido possíveis. Isso parece ser um problema somente para o cristianismo.
No Islã, por exemplo, Maomé era um profeta, ou mensageiro de Deus, não Deus encarnado. Por isso, profetas adicionais poderiam simultaneamente visitar outros planetas para salvar espécies extraterrestres”...
 
Tem mais bobagem aqui neste link, mas eu resumi: http://news.noticiascristas.com/2011/10/encontrar-ets-poderia-mudar-as.html .
Em 2010, Guy Consolmagno (o barbudo com cara de aloprado na foto aqui ao lado), um astrônomo do Vaticano, especulou que, se os alienígenas existem, eles devem ter almas e se ofereceu para batizá-los. Negócios, sempre negócios...
A igreja católica, como sempre, procurou logo logo dar uma de espertinha para tirar vantagem do imbroglio. Temos que reconhecer que os homens de preto ficaram mais espertos, desde que quase fritaram Galileu; não mais caem na armadilha de contrapor religião e ciência, e rapidamente se reagrupam ao lado dos homens de avental branco, como recentemente o então “papa” JP2, que disse aceitar a teoria da evolução mesmo com todos os seus furos e negação de Deus no processo de criação da vida. O astrônomo e diretor do Observatório do Vaticano, José Gabriel Funes, por exemplo, parece ter esquecido completamente que a sua igreja ficou extremamente confusa na época dos descobrimentos, quando custou a descobrir que tanto os africanos como os indígenas do Novo Mundo também tinham alma. 
Só depois de muito tempo deixaram de considerar essas pessoas como utensílios domésticos ou macacos amestrados... enfim, o tal Funes afirmou que a igreja católica não teria problemas com a possibilidade da existência de vida inteligente em outros lugares do cosmos.
 “Os astrônomos acreditam que o universo é composto de 100 bilhões de galáxias, cada uma das quais possui bilhões de estrelas. Muitas dessas – ou quase todas – poderiam ter planetas habitados”, disse Funes. “Como você pode excluir a possibilidade de que a vida se desenvolveu em outro lugar? Do mesmo modo que há uma multiplicidade de criaturas na Terra, pode haver outros seres, até mesmo inteligentes, criados por Deus”, acrescentou. “Isso não contradiz nossa fé, pois não podemos colocar limites à liberdade criadora de Deus. Se consideramos criaturas terrestres como ‘irmão’ e ‘irmã’, por que não poderíamos falar também de um ‘irmão extraterrestre’?”
Ted Peters (foto ao lado, todo paramentado, parecendo aqueles marcianos cabeçudos do filme "Marte Ataca!"), é professor de teologia sistemática no Pacific Lutheran Theological Seminary e do Graduate Theological Union, ambos na Califórnia, e autor do livro “OVNIS: Carruagens de Deus”. Ele concorda com Funes. “Eu conheço vários jesuítas que acreditam que a criação de Deus é imensa e que outros seres inteligentes seriam criaturas do mesmo Deus que conhecemos, pois só há um Deus”. Peters afirma que “as pessoas de muitas denominações diferentes, acreditam que a realidade da vida extraterrestre não faria mal à sua fé”.
E se quisermos ir além no campo do besteirol, podemos deduzir que os evangélicos vão exigir que os ETs dêem o dízimo ou se submetam à “cobertura” dos “apóstolos”?  Eu avisei, isto pode ir longe, onde ninguém jamais esteve...
Tudo isto é pura especulação filosófica e ginástica mental. A questão da existência de vida extra-terrestre é abordada de forma séria e é muito bem tratada por C.S.Lewis. Em seu livros “Longe do Planeta Silencioso” (algumas edições saíram com o título “Além do Planeta Silencioso”), “Perelandra” e “Aquela Força Medonha” ele discorre sobre isso – principalmente nos dois primeiros. Nesses livros ele concebe mundos habitados por diversos tipos de criaturas, completamente diferentes dos humanos, e onde o pecado não entrou. Podemos ter uma idéia de como deveria ter sido este mundo se Adão e Eva tivessem dito “não” à serpente tentadora: um mundo perfeito, com harmonia entre todas as coisas vivas, com respeito à natureza e onde não é preciso criar movimentos ecológicos e de defesa de animais, pois tudo funciona perfeitamente.
Mas, falando de maneira mais prática, veja só a bobagem desses teólogos de boteco: se existem mesmo aliens, extra-terrestres inteligentes – e podem existir mesmo – quem disse que eles precisam ser batizados? E se eles não pecaram, como sugere C. S. Lewis? Jesus não precisaria morrer por eles!
A Bíblia diz que Jesus veio por causa do homem caído, logo, a espécie humana. Isso quer dizer que a espécie humana é que precisava de redenção, ela é quem é que pecou, não toda a criação (que sofre as conseqüências do pecado dos homens, conf. Romanos 8:19-22 - o que é diferente de “toda a criação”, incluindo outros mundos, ter pecado). Os tais “teólogos” não sabem disto?
Segundo, é bem possível que haja outras espécies, em outros planetas, fazendo-se um cálculo sobre a quantidade de estrelas com planetas, a probabilidade desses planetas abrigarem vida etc. Se bem que o parâmetro da NASA é procurar planetas com água, por que pensam que a água é essencial à vida. Sim, mas à vida como a conhecemos. E se existirem seres que não precisam de água e sim de, digamos, metano líquido ou plutônio? E a vida é possível até mesmo em outras dimensões ou, como diriam os místicos, “outro plano de existência” (como são os anjos e demônios).
Também é plausível que tais criaturas, em outros planetas ou mundos, não tenham experimentado o pecado, e portanto, não necessitariam da redenção proporcionada por Cristo, ao contrário do que disse o senhor Weidemann, lá em cima. Por que os ETs teriam pecado, como ele presume? Como? Foram tentados pela serpente também, ou por ainda uma outra criatura? Ou pelo mesmo Satã que se infiltou no Éden? E mesmo que houvessem pecado, não temos como saber qual o meio que Deus, eventualmente, tenha designado para a sua restauração, ou não. Ou seja, se existem aliens, e se eles também pecaram, quem disse que o tipo de redenção para eles deve ser o mesmo que o nosso, humanos?
Tudo isto serve apenas para mostrar o quanto somos pequenos em nossas vãs imaginações. O que, aliás, já nos foi sinalizado 2500 anos atrás: “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor. Porque, assim como o céu é mais alto do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos” (Isaías 55:8,9).

Para finalizar: Casa Branca afirma que não existem sinais de vida extraterrestre
Declaração foi feita após 17 mil cidadãos americanos pedirem que governo torne público o conhecimento sobre a existência de ETs (Agencia EFE 08/11/2011 10:41) - O governo dos Estados Unidos afirmou no site da Casa Branca que "não há evidências" de vida fora de nosso planeta, nem que algum "extraterrestre" tenha entrado em contato com a raça humana. Os signatários de duas iniciativas distintas pediram ao governo americano que fossem abertos ao público "todos os arquivos de todas as agências e dos militares relacionados ao fenômeno", e que o assunto seja discutido em audiências públicas no Congresso. Phil Larsson, assessor da divisão de política espacial e comunicações da Casa Branca, afirma que nenhuma informação sobre a ocorrência de vida em outro planeta foi ocultada do público. Apesar disso, o funcionário diz que isso não significa que o assunto não precisa ser explorado e que existem numerosos projetos para comprovar se existe vida extraterrestre. Ele cita como exemplo a missão do telescópio Kepler, da Nasa, que tem como objetivo detectar a existência de planetas com condições de vida similares à Terra, e a próxima missão a Marte, "Mars Science Laboratory". O assessor diz ainda que cientistas e matemáticos afirmam com "visão estatística" que entre os trilhões de planetas existentes no Universo é possível que exista um que possua vida.
No entanto, as possibilidades de contato, "especialmente com os inteligentes", são "extremamente pequenas" devido às grandes distâncias. "O fato é que não temos evidências de presença extraterrestre aqui na Terra", concluiu.

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