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domingo, 22 de agosto de 2010

Apontar o erro é pecado?

Qualquer pessoa que desenvolva um trabalho apologético enfrenta uma série de oposições. Para os que não estão familiarizados com o termo, Apologia é a arte e a ciência de defender a fé cristã. Nos tempos dos gregos, quando alguém era acusado de alguma infração, tinha a oportunidade de prestar sua “apologia”. Para os cristãos, isso poderia significar responder à pergunta: “Por que vocês acreditam em Jesus? Será que Deus é Deus mesmo?”, ou “Por que os cristãos acham que só eles têm a verdade?”.
Dessa forma, apologia é em primeiro lugar uma defesa, mas também implica desafiar crenças diferentes para que se determine qual delas possui elementos válidos e críveis, capazes de merecer nossa atenção e consideração. O apóstolo Paulo ressaltou este ministério como “defesa e confirmação do evangelho” (Filipenses 1:17). Pedro concordou, ao dizer que deveríamos estar “sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós” (I Pedro 3:15). Ou seja, devemos saber em que e por que cremos, tendo a Palavra infalível de Deus como parâmetro.
Mas, quando nos deparamos, aqui do lado da gente, com práticas e costumes que nada têm a ver com o verdadeiro cristianismo, tais como velas, santos, procissões, missas, hóstia, batismo de criança? Quando vemos igrejas evangélicas consagrando patriarcas, apóstolos, bispas, usando shofar, pedindo dízimos, oferta alçada, de primícias, construindo réplicas de templos judaicos? Cantores evangélicos fotografados bebendo em festas, outros dizendo que Jesus poderia ser líder de banda gospel, pastores vendendo Bíblias de R$900 e gastando fortunas em aviões e carros de luxo? Quando aparece igreja promovendo balada gospel, festa junina, luta livre, apoiando nudismo evangélico, casamento gay? Pastores vendendo seus púlpitos, seu rebanho, seus votos, a candidatos de ocasião?
Podemos julgar tais atos? Muitos se sentem ofendidos e citam Mateus 7:1 - "Não julgueis, para que não sejais julgados" - em sua própria defesa. Então perguntamos:
Estamos cometendo pecado ao apontar os erros das pessoas? Será que só mesmo Deus pode julgar?
A resposta direta é: podemos – e devemos – julgar as atitudes dos outros sim, com a autoridade que Deus nos dá por Sua Palavra. 
Mário Persona alerta para que tomemos cuidado para não misturar duas coisas:
1. Julgar as pessoas, seu coração, intenções etc., cabe somente a Deus;
2. Julgar as ações e práticas, pecados, erros etc., cabe a cada um de nós. Para o primeiro caso temos passagens como Mateus 7:1
"Não julgueis, para que não sejais julgados".

Para sabermos de que tipo de julgamento Jesus proibiu nesta passagem vamos analisar o contexto. “Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também. Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão” (versos 2 a 5).

Analisando o contexto podemos ver claramente que Jesus proíbe especificamente o “julgamento hipócrita”. Jesus diz aos judeus no versículo 1 que eles não devem julgar. No versículo 2, ele dá a razão pela qual eles não devem julgar: o padrão que eles usam para julgar os outros será o mesmo padrão que os outros usarão para julgá-los. Eles não devem ignorar seus próprios pecados, enquanto condenando os mesmos pecados nos outros. Fazer isto é julgar com um “padrão Duplo”, ou seja, julgar hipocritamente.
Não é hipócrita condenar o irmão por uma pequena falta, ou mesmo tentar ajudá-lo a sobrepujá-la, quando você mesmo é culpado de uma falta maior? Esta é a grande questão que Jesus estava colocando diante do povo nesta passagem.
Outra passagem bastante utilizada é João 8:7-11. O contexto é a história da mulher que foi pega no próprio ato de adultério e trazida a Jesus pelos escribas e fariseus. No versículo 7, Jesus diz aos acusadores: “Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra”. E no versículo 11 ele fala para a mulher: “Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais”. Os defensores da tolerância usam estas palavras para argumentar que ninguém deveria condenar outras pessoas, pois não é melhor que elas. 
Para o segundo caso - julgar as ações e práticas, pecados, erros etc. - temos "JULGUEIS" em várias situações:
João 7:24 "Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça".
I Coríntios 6:2-5
"Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois, porventura, indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida? Para vos envergonhar o digo: Não há, pois, entre vós sábios, nem mesmo um, que possa julgar entre seus irmãos?"
I Coríntios 5:12-13
"Porque que tenho eu em julgar também os que estão de fora? Não julgais vós os que estão dentro? Mas Deus julga os que estão de fora. Tirai, pois, dentre vós a esse iníquo".
I Coríntios 14:29
"E falem dois ou três profetas, e os outros julguem" (o que foi falado).
Todo aquele que crê em Cristo como Salvador e Senhor é salvo, independente de onde está congregado e de seu modo de adorar a Deus. Mas cabe àqueles que se importam com esses irmãos ajudá-los a entender as Escrituras. Veja o que dizem os apóstolos inspirados pelo Espírito Santo: Romanos 12:8 "o que exorta, use esse dom em exortar".
Tito 2:6-15 "Exorta semelhantemente os jovens a que sejam moderados... Fala disto, e exorta, e repreende com toda a autoridade".
II Timóteo 4:2-3 "... que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não sofrerão [suportarão] a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências".

A apostasia é o abandono da verdade. Existe uma diferença entre aquele que deliberadamente abandona a verdade e aquele que ignora que esteja na prática errada. Lucas 12:47 diz que "o servo que soube a vontade do seu senhor e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites". A passagem mostra como é importante andarmos conforme aquilo que o Senhor nos tem mostrado. Será que cada um deve agir de acordo com o que achar melhor?
Juízes 21:25 "Naqueles dias, não havia rei em Israel, porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos". Temos respaldo das Escrituras para avisar àquela pessoa que não temos hoje um altar como antigamente, ou que deve tirar o ídolo dali.
Ciro Zibordi escreve que “devemos julgar tudo com bom senso (I Coríntios 14:33; Atos 9:10,11). Você pode me julgar, analisar o que eu escrevo, examinar, contestar, sabia? Mas com bom senso, à luz da Palavra de Deus, e não de maneira agressiva, com um comportamento de fã, defendendo o seu grupo ou seu cantor preferido. E não basta fazer citações bíblicas. É preciso saber citar versículos bíblicos que estejam em harmonia com contexto. É necessário saber manejar bem a Palavra de Deus (II Timóteo 2:15).
Devemos julgar, ainda, de acordo com cumprimento da predição, no caso da profecia (Ezequiel 33:33; Deuteronômio 18:21,22; Jeremias 28:9), se bem que apenas isso não é suficiente para autenticá-la (Deuteronômio 13:1,2; João 14.23). [Uma] “apóstola” ... afirmou que Jesus voltaria num dos sábados de julho de 2007 Muitos esperaram o seu cumprimento até o último sábado... Mas, no caso desta predição, não era nem necessário esperar, pois já estava reprovada desde o início pelo teste da Palavra.
Finalmente, devemos julgar de acordo com a vida do pregador, da cantora, do profeta ou do milagreiro (II Timóteo 2:20,21; Gálatas 5:22) se...
Ele(a) tem uma vida de oração e devoção a Deus? Honra a Cristo em tudo, não recebendo glória dos homens?Demonstra amar e seguir a Palavra do Senhor? Ama os pecadores e deseja vê-los salvos? Detesta o mal e ama justiça? Prega contra o pecado, defende o evangelho de Cristo e conduz a igreja à santificação? Repudia a avareza, ou ama sordidamente o dinheiro?”
Concluímos que algumas passagens da Escritura parecem proibir o julgamento, enquanto outras claramente exigem isso. Estudando os contextos daquelas que parecem proibir o julgamento, descobrimos que o que é proibido não é realmente o julgamento em si, mas sim um tipo errôneo de julgamento. Deus odeia o julgamento hipócrita! Mas Deus ama o julgamento justo da parte dos seus filhos. Portanto, é dever de todo Cristão julgar!
“Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado” (Gálatas 6:1). “Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina, pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se a fábulas” (II Timóteo 4:2-3).

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