sábado, 28 de fevereiro de 2009

Você = apologista?

Apologética é a defesa racional do Cristianismo Bíblico. O Cristianismo é uma fé embasada sobre as razões dessa fé. A fé não é a razão e a razão não é fé. Mas a fé não pode ser dissociada da razão para que não deixe de existir. É a compreensão da mente e o assentimento a essa compreensão que estabelecem o campo de ação, a fim de que o Espírito de Deus regenere a alma e implante a fé. Como Deus é racional em seu trato com os homens, Ele fez os homens com uma mente racional. Isso não significa que os cristãos devam ser racionalistas, mas sim, racionais.
Apologética é a defesa bíblica racional de Jesus Cristo [como Deus] e de Sua Palavra contra filosofias, as seitas e as religiões, as quais pululam neste mundo, contestando a veracidade, a infalibilidade e a vontade de Deus revelada na Bíblia.
Não é de admirar que os Puritanos tenham sido excelentes na defesa racional da Bíblia, entrincheirando-se na lógica ou racionalização de Pierre Ramee (também conhecido como Petrus Ramus, 1515-1572). Esse tipo de lógica provê ao escritor a habilidade de escrever cada ponto considerado de grande importância, com exímia precisão. Quando ele o faz, não somente a fé entregue aos santos, para a edificação dos mesmos, como as objeções à fé são respondidas, para a credibilidade da Bíblia. Essas respostas não devem consistir apenas de citações textuais, mas de exposições do texto exegético, a fim de deixar o ouvinte atingido por um sentimento agradável, como se cada dúvida tivesse sido coberta, ou até mesmo exaurida.
Isso é ter (se pudesse haver de fato) um domínio do texto bíblico à disposição. Mas, além do domínio do texto bíblico, o exegeta habilidoso deve lançar mão da Apologética - que é a filosofia racional. A filosofia equivale a Agar para Sara. Enquanto Agar não começa a se exaltar sobre sua senhora (Sara), ela é uma útil auxiliar da mesma. A Apologética Bíblica Racional vai casar a verdade da Palavra de Deus com a verdade das leis naturais da filosofia racional, a fim de poder refutar, atestar e convencer o oponente do seu erro.
A vã filosofia do mundo há de conter sempre cinco elementos:
1 - Dizer que a Bíblia, é um livro útil, mas não a Palavra de Deus inspirada. O Catolicismo Romano atesta que a Bíblia é divina, mas coloca a sua Tradição em pé de igualdade - e até de superioridade - com a mesma, decidindo interpretá-la a seu modo.
2 - Negação da mensagem de Cristo no Evangelho Bíblico sobre o Seu completo sacrifício vicário em favor dos eleitos, limitado em escopo, porém não em seu poder.
3 - Negação de que o pecador é moralmente corrupto, morto em pecados, sem a mínima capacidade de aspirar ao bem espiritual ou se voltar para Cristo, a fim de arrepender-se.
4 - Negação da soberania absoluta de Deus em todas as áreas da ordem criada.
5 - Uma visão desorganizada e distorcida (ou visão nenhuma) a respeito de Deus, em geral.
Todo cristão tem o dever de ser um apologista. Alguns cristãos logo fogem dessa obrigação, antes mesmo de conhecer o significado do termo. Um apologista não é simplesmente alguém que se desculpa pela sua fé, mas alguém que é exortado “a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Judas 3). É uma ordem de Deus que o cristão obedeça à 1 Pedro 3:15, que diz: “Antes, santificai ao SENHOR Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós”. Portanto, uma pronta defesa da fé é exigida do cristão. Isto não significa que ele deva ser um ”teólogo profissional”, a fim de ter uma resposta engatilhada para o oponente. Contudo o cristão, pelo menos, deveria estar preparado ou pronto para fazer uma defesa de sua fé.
A predisposição de cair numa teologia pós-gnóstica - favorecendo as crenças da Nova Era - tem sido uma tendência da atualidade. Oscilar sobre uma espécie de fé embasada em sensações e experiências é bem mais fácil para o cristão contemporâneo do que estar preparado para uma defesa racional da fé que ele diz possuir. Para ele é bem mais fácil dizer o mesmo que disse o cego de nascença (João 9:25): “uma coisa sei, é que, havendo eu sido cego, agora vejo”, confiando mais na experiência do que na explicação racional de sua fé. Mesmo assim, ele ainda pode apelar ao absurdo de um questionamento à sua experiência com a frase típica dos incapazes: “Quem é você para questionar a minha experiência?”, embora isso aconteça simplesmente por causa da sua desinformação, ou até por ter ele entrado num evangelho gnóstico.
Cristo convoca os verdadeiros cristãos a muito mais do que isso. Ele nos convoca a preparar um defesa da fé que Ele nos confiou. Isso quer dizer que não somente devemos ter uma defesa preparada, como precisamos saber exata e amplamente o que estamos defendendo. “E, entrando na sinagoga, falou ousadamente por espaço de três meses, disputando e persuadindo-os acerca do reino de Deus. Mas, como alguns deles se endurecessem e não obedecessem, falando mal do Caminho perante a multidão, retirou-se deles, e separou os discípulos, disputando todos os dias na escola de um certo Tirano. E durou isto por espaço de dois anos; de tal maneira que todos os que habitavam na Ásia ouviram a palavra do Senhor Jesus, assim judeus como gregos” (Atos 19:8-10).
Como vemos, Paulo arrazoava diariamente com os judeus na escola de um certo Tirano. Ele não fazia um simples apelo como é hoje a praxe nas igrejas evangélicas para que o pecador entregasse a sua vida a Cristo. Na verdade, algumas igrejas nem isso fazem mais... Mas Paulo apelava ao seu intelecto racional, cada vez mais freqüentemente. Leia o Sermão do Monte e os debates de Paulo, em Atos 14, e no Areópago, conforme Atos 17. Paulo conhecia muito bem o Velho Testamento, mas também convocava os seus ouvintes à consideração da teologia natural. Ele teria sido facilmente descartado pelos incrédulos nos debates em que se engajou com eles, caso não fosse um profundo conhecedor da Bíblia e fosse incapaz de apelar ao intelecto deles.
Existem dois elementos necessários para que o cristão fique pronto a fazer a defesa de sua fé.
O primeiro é o completo conhecimento da fé que ele professa. Por que os mórmons e as Testemunhas de Jeová pescam tantos cristãos no aquário alheio? Simplesmente porque sabem defender a fé que professam, mesmo sendo esta biblicamente deturpada. Infelizmente, muitos cristãos, que têm professado ser crentes há muito tempo não saberiam encontrar em sua Bíblia a narrativa da aparição de Deus, com os anjos cantando: “santo, santo, santo”. E as profecias sobre a morte de Cristo, contidas nos salmos, quais são? E a passagem que trata da fé no Novo Testamento? E a parábola do filho pródigo? Se você não sabe, - perdão, mas considere-se um quase analfabeto bíblico... Quantas vezes você já leu o Novo Testamento? Os textos supra citados são importantes, porém sempre negligenciados.
O segundo é que o apologista preparado deveria ter alguma idéia sobre as filosofias e ideologias mundanas, as quais sempre querem se exaltar sobre as Escrituras. Isto não é exatamente indispensável, mas ajudaria muito. E por que não é necessariamente indispensável? Hipoteticamente, é possível que, quando surgir um erro diante de um cristão, sendo ele bem versado na verdade, possa refutá-lo inteiramente pela Palavra de Deus. Porém esta é uma exceção e não uma regra.
Dentro do contexto atual da aversão ao que é racional, torna-se cada vez mais necessário que os cristãos tenham uma defesa organizada e bem preparada de sua fé, para a glória do Nome de Jesus Cristo, nosso Deus e grande Salvador.

Baseado em “Apologetics” - Dr. C. Matthews McMahon/Mary Schultze, 06/02/2008.
http://www.cpr.org.br/Quem_e_Apologista.htm

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Mais de 500 cientistas duvidam de Darwin

SEATTLE, EUA, 22 de fevereiro de 2006 (LifeSiteNews.com) — Mais de 500 cientistas doutorados assinaram uma declaração que expressa publicamente seu ceticismo acerca da teoria contemporânea da evolução darwiniana.

A declaração diz: “Somos céticos das afirmações defendendo a capacidade da mutação casual e seleção natural para explicar a complexidade da vida. Deve-se incentivar um exame cuidadoso da evidência em prol da teoria darwiniana”.
A lista dos 514 signatários inclui cientistas membros da Academia Nacional de Ciências da Rússia e dos EUA. Os signatários incluem 154 biólogos, a maior disciplina científica representada na lista, bem como 76 químicos e 63 físicos. Os signatários têm doutorados em ciências biológicas, física, química, matemática, medicina, ciência da computação, e disciplinas relacionadas. Muitos são professores ou pesquisadores em importantes universidades e instituições de pesquisas tais como o MIT, o Instituto Smithsoniano, a Universidade de Cambridge, a Universidade da Califórnia em Los Angeles, a Universidade da Califórnia em Berkeley, a Universidade de Princeton, a Universidade da Pensilvânia, a Universidade Estadual de Ohio, a Universidade da Geórgia e a Universidade de Washington. 
O Instituto Discovery publicou pela primeira vez sua lista de Dissidência Científica contra o Darwinismo em 2001 para desafiar falsas declarações sobre a evolução darwiniana feitas na promoção da série “Evolution”, transmitida pelo canal PBS. Na época a série afirmava que “virtualmente todos os cientistas do mundo crêem que a teoria é verdadeira”.
“Os darwinistas continuam a afirmar que nenhum cientista sério duvida da teoria. Contudo, aqui estão 500 cientistas que estão dispostos a tornar público seu ceticismo acerca da teoria”, disse o Dr. John G. West, diretor associado do Centro de Ciência & Cultura do Instituto Discovery. “Os esforços dos darwinistas para usar os tribunais, os meios de comunicação e os comitês acadêmicos para suprimir a dissidência e reprimir o debate estão na verdade inflamando mais dissidência ainda e inspirando mais cientistas a pedir sua inclusão na lista”.
De acordo com West, foi o crescimento rápido no número de dissidentes científicos que incentivou o Instituto a lançar um site —
http://www.dissentfromdarwin.org/ — para dar à lista um lugar permanente. O site é a resposta do Instituto à demanda de informações e acesso à lista por parte do público e de cientistas que querem que seus nomes sejam acrescentados à lista.
“A teoria da evolução de Darwin é o grande elefante branco do pensamento contemporâneo”, disse o Dr. David Berlinski, um dos signatários originais, que é matemático e filósofo científico no Centro de Ciência & Cultura do Instituto Discovery. “A teoria de Darwin é volumosa, quase completamente inútil, e objeto de veneração supersticiosa”.
Outros signatários proeminentes incluem o Dr. Philip Skell, membro da Academia Nacional de Ciências dos EUA; o Dr. Lyle Jensen, membro da Associação Americana para o Avanço da Ciência; o Dr. Stanley Salthe, biólogo evolucionário e autor de livros escolares; o Dr. Richard von Sternberg, biólogo evolucionário do Instituto Smithsoniano e pesquisador do Centro Nacional de Informações de Biotecnologia dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA; o Dr. Giuseppe Sermonti, editor da Rivista di Biologia, a mais antiga revista do mundo sobre biologia ainda em circulação; o Dr. Lev Beloussov, embriologista da Academia de Ciências Naturais da Rússia.
Veja a lista completa aqui:
http://www.discovery.org/scripts/viewDB/filesDB-download.php?command=download&id=660
Traduzido e adaptado por Julio Severo: http://www.juliosevero.com.br/
Fonte: http://www.lifesite.net/ldn/2006/feb/06022204.html
Postado por Julio Severo em: http://juliosevero.blogspot.com/2006/02/mais-de-500-cientistas-doutorados.html

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Charles Darwin, um psicótico? Um estudo de sua saúde mental

Dr. Jerry Bergman (Ph.D. em Biologia, professor e pesquisador da Faculdade de Biologia da Universidade Estadual de Northwest em Ohio. Artigo publicado no boletim Acts & Facts do Institute for Creation Research, em sua edição de janeiro de 2004, com o título "Was Charles Darwin Psycothic? A Study of His Mental Health". Tradução do texto de Daniel Ruy Pereira. Texto original: http://www.impacto.org.br/c04002.htm)

INTRODUÇÃO
Muitas das doenças graves e vitalícias de Darwin têm sido tema de grande especulação e estudo por mais de um século. Darwin disse que seus problemas de saúde começaram já no ano 1825 quando ele só tinha seis anos de idade, e o incapacitaram por volta dos 28 anos (Barloon e Noyes, 1997, p. 138). Horan (1979, p. ix) concluiu que Darwin era “doente e, recluso, ficou confinado à sua casa em Kent por quarenta anos”. Mesmo o estudioso darwiniano Michael Ruse concluiu que “Darwin por si mesmo era um inválido a partir dos 30 anos”. (2003, p. 1523). E o médico George Pickering, num vasto estudo da doença de Darwin, concluiu que no início dos seus trinta anos, Darwin se tornou um “recluso inválido” (1974, p. 34). O professor da Escola de Medicina UCLA, Dr. Robert Pasnau (1990, p. 123), notou que Darwin também “permaneceu doente quase continuamente” pelos cinco anos inteiros que ele esteve na sua viagem com o HMS Beagle.

Dúzias de artigos escolares e pelo menos três livros têm se prendido na questão da doença de Darwin. A conclusão atual é de que Darwin sofreu de várias desordens psiquiátricas sérias e obstrutoras, incluindo ágorafobia. A ágorafobia é caracterizada por medo de ataques de pânico (ou atuais ataques de pânico) quando não em um ambiente psicologicamente seguro, tal como a casa do indivíduo. Darwin, como traço geral entre os ágorafóbicos, também desenvolveu muitas fobias adicionais - estando em multidões, estando sozinho, ou não saindo de casa a menos que estivesse acompanhado por sua esposa (Kaplan e Sadock, 1990, pp. 958-959).
A ágorafobia é também freqüentemente associada com despersonalização (um sentimento de estar separado de todos, com exceção da própria pessoa), uma enfermidade da qual Darwin também sofreu (Barloon e Noyes, 1997, p. 138). Um estudo da condição mental de Darwin por Barloon e Noyes concluiu que Darwin sofreu de desordens de ansiedade tão graves que prejudicaram suas atividades, limitando sua habilidade de sair de casa, mesmo se somente para encontrar com colegas ou outros amigos. Este diagnóstico provavelmente explica seu excessivo isolamento, e estilo de vida eremita (1997, p. 138). Também ajuda a explicar o título da biografia de Darwin, de Desmond e Moore, 1991: Darwin: A vida de um evolucionista atormentado.

OUTROS PROBLEMAS PSIQUIÁTRICOS E MÉDICOS
Colp (1977, p. 97) concluiu que “muito da vida diária de Darwin foi vivida em um gabinete que consistiu de intensidades flutuantes de dor” que eram algumas vezes tão severas que Darwin as chamou de “dolorosamente grandes”. Muitos sintomas influenciaram psicológica ou psicologicamente a saúde física de Darwin incluindo depressão grave, insônia, choro histérico, sensações de morte, agitação, desmaios, contrações musculares, perda de fôlego, tremor, náusea, vômito, ansiedade grave, despersonalização, visão borrada, pisos em falso e visões, e outras alucinações visuais (Barloon e Noyes, 1997, p. 139; Picover, 1998, p. 290; Colp, 1977, p. 97; Bean, 1978, 573). Os sintomas físicos incluíram dores de cabeça, palpitações cardíacas, zumbido no ouvido (possivelmente tinnitus), flatulência dolorosa, e distúrbios gástricos - todos os quais comumente têm origem psicológica (Pasnau, 1990). Colp notou que “por trás desses sintomas havia sempre um centro de ansiedade e depressão” (1977, p. 97). Alguns especulam que parte dos problemas mental de Darwin era devido a seu medo contínuo, corrosivo, de que ele devotara sua “vida a uma fantasia” - e a um “alguém perigoso” naquilo (Desmond e Moore, 1991, p. 477). Este medo era de que sua teoria fosse falsa e houvesse, de fato, um Criador divino.
O comportamento de Darwin também indica que ele sofreu de desordem mental. Embora devotado à sua esposa e filhas, ele “as tratava como crianças” mesmo depois de suas filhas terem crescido (Picover, 1998, p. 289). Muitas das declarações de Darwin a outros também lançavam dúvidas sobre sua estabilidade mental. Por exemplo, em 1875 ele escreveu as seguintes palavras ao seu colega cientista Robert Hooker:
“Você pergunta sobre o meu livro, e tudo o que eu posso dizer é que eu estou pronto para cometer suicídio: eu pensei que estava escrito razoavelmente, mas acho que muito precisa ser reescrito... Eu começo a pensar que qualquer um que publica um livro é um tolo” (apud Colp, 1977, p. 228). Colp notou que o filho de Darwin, Leonard, afirmou que mesmo a doença de seu pai interferiu em seus sentimentos pelos seus filhos.

Por exemplo, Leonard uma vez notou que:
“Quando jovem, eu fui ao meu pai embora errante pelo gramado, e ele... se virou como se fosse completamente incapaz de continuar qualquer conversa. Em seguida ele inesperadamente lançou direto em minha mente a convicção que ele desejava não viver mais” (apud Colp, 1977, p. 100).
Os problemas mentais de Darwin foram considerados tão graves que Picover (1998, p. 289) incluiu Darwin em sua coleção de personalidades históricas que ele chama de “cérebros estranhos, cientistas excêntricos e homens loucos”. O fato de Darwin ter sofrido de várias enfermidades obstrutoras não se discute; o único debate é a causa delas (Pasnau, 1990, p. 121).

OUTRAS POSSÍVEIS CAUSAS DA CONDIÇÃO DE DARWIN
Outros, incluindo a própria esposa de Darwin, defenderam que seu problema mental originou-se da culpa provinda de seu objetivo de vida em refutar o argumento em prol do Deus do projeto (Bean, 1978, p. 574; p. 28; Pasnau, 1990, p. 126). Muitos dos estudos psicanalíticos têm defendido que seus problemas foram resultado de sua raiva reprimida sobre seu pai tirano e “o assassinato de seu pai celestial” por sua teoria (Pasnau, 1990, p. 122).
Diagnoses da causa das desordens mentais e físicas de Darwin incluem doença de Chagas, envenenamento por arsênico e possivelmente uma desordem no ouvido interno (Picover, 1998, p. 290; Pasnau, 1990). Todas essas causas têm sido largamente refutadas. Muitas pessoas concluem que foi uma perturbação mental básica clássica, beirando a psicose (uma incapacidade de desordem mental grave). Indiferente ao diagnóstico, a condição de Darwin foi claramente obstrutora, freqüentemente por meses seguidos, e lhe rendeu uma invalidade por muito tempo de sua vida, especialmente no seu auge.
Arnold Sorsby concluiu que Darwin também foi um obsessivo-compulsivo e dá a seguinte evidência:
“Se a doença de Chagas não causou os sintomas de Darwin, o que causou? Meu diagnóstico pessoal seria um estado de angústia com traços obsessivos e manifestações psicossomáticas. A angústia claramente apressou muitos de seus problemas físicos, e com respeito ao componente obsessivo há vários pontos importantes... Darwin exibiu o traço de obsessão de ter em qualquer coisa ‘certamente’; ele manteve registros meticulosos de sua saúde e sintomas como muitos hipocondríacos obsessivos. Tudo tinha que estar em seu lugar; ele mesmo teve uma atração especial pela esponja que ele usava no banho... Também há um diário de saúde que ele manteve. Dias e noites tinham dadas anotações de quão bom ele estava; a nota era aderida ao fim de cada semana, e há evidência de freqüente mudança de opinião em decidir se em uma noite estava muito bom ou quase bom” (1974, p. 228).

AS PRÓPRIAS PALAVRAS DE DARWIN ACERCA DE SUA CONDIÇÃO

Em adição ao diário sobre seus problemas de saúde e reclamações (Colp, 1977, p. 136), ele freqüentemente questionou seus problemas de saúde em suas cartas e sua autobiografia. A descrição do próprio Darwin de sua condição inclui o seguinte: “Eu sou forçado a viver,... muito quietamente, mal sou capaz de ver qualquer um e não posso mesmo discorrer com meus parentes mais próximos” (apud Bowlby, 1990, p. 240). Darwin uma vez se queixou de falar por somente “uns poucos minutos” à Linnean Society “levado ao vômito por 24 horas” (Darwin, 1994, pp. 98-99). Em outra ocasião, Darwin teve uma “casa cheia de convidados” e depois de visitar a paróquia da igreja para um batismo, ele “voltou a decair” e sua boa saúde “desapareceu como um relâmpago”, e a doença (incluindo o vômito) voltou (Desmond e Moore, 1991, p. 456). A rapidez de sua doença, como ilustrada por esses incidentes, indica que seus episódios obstrutores foram psicológicos na origem.
Outro lado de Darwin revela seus impulsos sádicos. Suas próprias palavras retiradas de sua autobiografia dão um exemplo vívido:
“Na última parte de minha vida escolar eu me encontrei apaixonadamente na caça, e não creio que qualquer um pudesse ter mostrado mais zelo pela causa mais santa que eu por caçar pássaros. Como me lembro bem de matar a minha primeira narceja, e minha excitação foi tão grande que tive muita dificuldade em recarregar minha arma por causa do tremor de minhas mãos. Esse sabor continuou por muito tempo e eu me tornei um caçador muito bom” (1958, p. 44).
O fato de ele ter amado tanto caçar que matar seu primeiro pássaro causou nele um estremecimento de excitação poderia certamente indicar um vestígio de sadismo em Darwin. Sua paixão por matar pássaros é bem conhecida. Alguém se maravilha se sua “paixão” por matar pode ter, em parte, motivado sua implacável teoria da seleção natural da “sobrevivência do mais apto” por unhas e dentes.

CONCLUSÃO
Darwin foi claramente um homem muito problemático e sofreu de graves problemas emocionais por grande parte de sua vida adulta, especialmente quando esteve no auge da vida. A causa exata de seus muitos problemas mentais e físicos tem sido muito debatida e pode nunca ser conhecida com certeza. Visto que Darwin escreveu extensivamente sobre seus problemas mentais e físicos, nós temos muitos materiais sobre os quais baseamos uma conclusão razoável sobre esta área de sua vida. O diagnóstico da causa de seus problemas mentais e físicos inclui uma variedade de condições debilitadoras, mas ágorafobia com a adição de psiconeurose é provavelmente mais correta.
Infelizmente, muitos escritores têm se esquivado deste tópico, em parte porque Darwin é agora idolatrado. Muitas vezes registrado como um dos maiores cientistas do século XIX, senão o maior cientista que já viveu, Darwin é um dos poucos cientistas conhecido pela maioria dos americanos. Para entender Darwin como uma pessoa e suas motivações, alguém deve considerar sua condição mental e como isso afetou seu trabalho e suas conclusões.


REFERÊNCIAS
BARLOON, Thomas; NOYES Jr., Russell. Charles Darwin and Panic Disorder. JAMA 277 (2): 138-141, 1997.
BARLOW, Nora (ed.). The autobiography of Charles Darwin 1809-1882. Nova York: Norton, 1958.
BEAN, W. B. The illness of Charles Darwin. The American Journal of Medicine. 65 (4): 572-574, 1978.
BOWLBY, John. Charles Darwin: a new life. Nova York: Norton, 1990.
COLP, Ralph Jr. To be an invalid: the illness of Charles Darwin. Chicago, IL: University of Chicago, 1977.
DARWIN, Charles. The correspondence of Charles Darwin. v. 9. Cambridge, England: Cambridge University, 1994.
DESMOND, Adrian; MOORE, James. Darwin: the life of a tormented evolutionist. Nova York: Warner Books, 1991.
GRIGG, Russell. Darwin mystery illness. Cration Ex Nihilo. 17 (4): 28-30, 1995.
HORAN, Patricia G. Foreword to The Origin of Species. Nova York: Gramercy Books, 1979.
KAPLAN, Harold I.; SADOCK, Benjamin J. (Ed.). Comprehensive textbook of psychiatry/ V Volume 1. 5. ed. Nova York: Williams and Wilkins, 1990.
PASNAU, R.O. Darwin's illness: a biopsychosocial perspective. Psychosomatics 31 (2): 121-128, 1990.
PICKERING, George. Creative Malady. Nova York: Oxford University Press, 1974.
PICOVER, Clifford A. Strange brains and genius: the secret lives of eccentric scientists and madmen. Nova York: Quill William Morrow, 1998.
RUSE, Michael. Is evolution a secular religion? Science 299: 1523-1524, 2003.
SORSBY, Arnold (Ed.). Tenements of clay. Nova York: Charles Scribner's Sons, 1974.