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domingo, 27 de julho de 2014

Israel e o 9 de Av (Tisha B'Av)

Pelo calendário hebraico, o nono dia do mês de Av em 2014 corresponde a 5 de agosto, no calendário ocidental (gregoriano). É bastante intrigante o fato de que justamente nessa época Israel esteja em meio a um difícil conflito com os chamados “palestinos”, em uma situação cujos prognósticos são sempre sombrios.
Explico: essa data – 9 de Av, Tisha B’Av em hebraico – tem sido historicamente um dia de desgraças, lamentações e infortúnios para Israel. Desde que a Lei Mosaica foi entregue aos israelitas, no Monte Sinai, foram determinados dois dias especiais de jejum e de luto, anualmente. Esses eram o dia 17 do mês de Tamuz (15 de julho, neste ano de 2014) e o dia 9 de Av, separados entre si por 21 dias.
Não pode ser mera coincidência: cálculos precisos indicam que a ira de Deus veio sobre Israel num dia 17 do mês de Tamuz, quando Moisés viu a idolatria do povo diante do bezerro de ouro e quebrou as Tábuas da Lei.
Doze espiões foram enviados para observar a terra de Canaã, e dez deles voltaram com más notícias num dia 9 de Av – resultando em quarenta anos de peregrinação pelo deserto.
587 anos antes de Cristo, os exércitos babilônicos atravessaram os muros de Jerusalém no dia 17 de Tamuz, depois de um sítio de dois anos, interrompendo com os sacrifícios pela primeira vez em mais de 400 anos. Vinte e um dias depois – em 9 de Av – eles destruíram o Templo de Salomão.
No ano 70 depois de Cristo, o general romano Tito e suas legiões sitiaram Jerusalém e lançaram grandes pedras no Templo que Herodes reconstruíra, matando muitos sacerdotes e acabando com os sacrifícios. O historiador Flávio Josefo registra que isso ocorreu no dia 17 de Tamuz (Guerr. Jud. V, xxi, 407). Vinte e um dias depois, em 9 de Av, eles destruíram completamente o Templo, queimaram-no e removeram as pedras para retirar o ouro que derretera dos utensílios sagrados, cumprindo assim a profecia de Jesus registrada em Mateus 24:2 (“Em verdade vos digo que não se deixará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada”).
Josefo registrou isto com a habitual exatidão, própria de seu povo, no livro VI, cap. xxvii, seção 470 das Guerras dos Judeus Contra os Romanos: “O Templo foi incendiado no mesmo dia do mesmo mês em que Nabucodonosor o tinha feito outrora... 1.130 anos, 7 meses e 15 dias depois que Salomão o havia construído pela primeira vez; 639 anos e 45 dias depois da restauração do segundo ano de Ciro”.
Um ano depois, os romanos lavraram Jerusalém para torna-la uma cidade secular, cumprindo a previsão que o profeta Miquéias escrevera centenas de anos antes (Miquéias 3:12, “Portanto, por causa de vós, Sião será lavrada como um campo, e Jerusalém se tornará em montões de pedras, e o monte desta casa em lugares altos dum bosque”). A data em que isto ocorreu foi: 9 de Av de 71 d.C.
Em 135 d.C., Simão Bar Kochba liderava uma rebelião contra Roma, mas no dia 9 de Av seu exército foi totalmente liquidado, e os judeus que sobreviveram foram vendidos com escravos, ao preço de um cavalo. Os poucos que conseguiram fugir morreram de fome, depois de comer a carne dos soldados mortos. O imperador romano Adriano decidiu varrer Israel do mapa e proibiu a circuncisão, o sábado e qualquer coisa que lembrasse os rituais judaicos; somente tinham permissão para entrar na cidade uma vez por ano, quando choravam no local onde outrora se erguera o Templo. Jerusalém agora se chamava Aelia Capitolina e passou a ter santuários dedicados apenas a Júpiter e Vênus. (Will Durant, História da Civilização – vol III, cap. xxv, Ed. Record, 3ª ed., pág. 429-430).
Séculos depois, vieram as Cruzadas, nas quais milhares de judeus foram mortos. Na busca de recursos financeiros para a longa viagem até a Terra Santa, os cruzados buscaram infiéis ricos mais próximos de suas casas. Assim, começaram a atacar judeus europeus. As primeiras vítimas foram os judeus da Renânia (hoje Alemanha). Inspirado por Pedro o Eremita, o conde Emich de Leisengen marcou a própria testa com uma queimadura em forma de cruz e liderou um grupo de ataque aos judeus da cidade de Spier, onde mataram muitos judeus que se recusaram a abraçar a fé cristã . O mesmo bando seguiu depois até Worms, atacou o bairro judeu e matou mais de mil. O grupo prosseguiu até Mogúncia, onde outros tantos foram mortos. Ataques a judeus ocorreram também em Colônia, Praga, Ratisbona, Trier e Metz, e o sentimento antijudeu espalhou-se pela França e Inglaterra. Isso tudo começou em 9 de Av de 1096! (fonte)
Os judeus foram expulsos da Inglaterra em 1290, e da França em 1306 – com certeza, ingleses e franceses não sabiam, mas a data era 9 de Av em ambos os casos.
Na Espanha, o prazo final para deixarem o país foi 2 de agosto de 1492 – 9 de Av. Curiosamente, coincidentemente, um genovês de ascendência judaica e financiado pela Espanha – Cristóvão Colombo – descobriu a terra onde milhares de judeus encontrariam liberdade nos 500 anos a seguir. Essa terra – a América – conquistou sua independência num 17 de Tamuz (4 de julho de 1776). Mas antes disso, judeus poloneses haviam sido massacrados num pogrom em 9 de Av de 1648.
As perseguições contra judeus russos começaram em 1882 – em 9 de Av. Em 1914, os judeus russos foram novamente perseguidos, imediatamente após o início da I Guerra Mundial – em 9 de Av (28 de julho de 1914).
Quase três décadas depois (1942), altos oficiais nazistas se reuniram em Wannsee para dar forma à “solução final para o problema judeu”, um eufemismo para o que ficou conhecido como “o Holocausto”. A carta de Hermann Göring convocando os oficiais data de 31 de julho – 9 de Av – de 1941 (fonte).
O que tudo isto significa? Não podemos afirmar nada, mas também não podemos negar que essa data precisa ser observada com muito cuidado, todos os anos. Especialmente agora, quando que Israel está novamente no centro das atenções e se mostra, como se diz acertadamente entre os estudiosos das profecias, como o ponteiro de Deus na História do mundo. Toda a História mundial gira em torno de Israel e dos judeus, doa a quem doer. Podemos estar nos aproximando de eventos muito significativos na História: um acordo entre Israel e as demais nações que poderá significar uma paz curta e enganosa, como previsto em Daniel 9:27 (“... e ele fará um pacto firme com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador...”) – e aliás, a maioria das nações hoje é hostil ao Estado Judeu (inclusive o Brasil, infelizmente, que desempenhou um papel preponderante na fundação da nação judaica moderna – leia aqui); ou uma mobilização militar ainda maior contra os judeus, como está previsto em Ezequiel capítulos 38 e 39 (leia mais aqui).
Em todo caso, seja este 9 de Av decisivo ou não, temos que manter os olhos bem abertos e obedecer ao alerta do maior de todos os judeus, um carpinteiro de Belém, crescido em Nazaré, que disse: “Olhai para a figueira, e para todas as árvores; quando começam a brotar, sabeis por vós mesmos, ao vê-las, que já está próximo o verão. Assim também vós, quando virdes acontecerem estas coisas, sabei que o reino de Deus está próximo” (Lucas 21:29-31).
Israel é a figueira, e as nações são as “outras árvores”!
Maranatha!

(Com informações de Paul Meier, “O Terceiro Milênio, Ed. Bompastor, 1993, pg. 334-337).


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