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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Notícias que gostaríamos de ver (e que podem ocorrer em 2014):


Para falar a verdade, a última eu não gostaria de estar aqui para ver, não.

ONU e OMC oficializam: dez blocos comerciais serão também unidades políticas
Sexta-feira, 25 de abril de 2014 (Nova York, Estados Unidos) Uma reunião extraordinária da Assembléia Geral das Nações Unidas, em conjunto com a Organização Mundial do Comércio, ratificou o que na prática já vinha acontecendo há alguns anos: os blocos de cooperação comercial existentes no mundo hoje serão reorganizados em número de dez, e terão direito ao status de nações, como forma de otimizar a administração, bem como diminuir as disputas comerciais que hoje se contam às dezenas. Assim, podem ser considerados como “os países” que formarão o novo mapa-mundi: o NAFTA (Estados Unidos, México e Canadá), a UnaSul (que sucedeu o MercoSul), a Zona do Euro (correspondente à União Europeia), o Mercado do Norte (Rússia e ex-repúblicas soviéticas), a União Africana, o Bloco Islâmico, a Confederação do Sudeste Asiático (que incluiu a Índia, a península da Indochina, Filipinas e a Indonésia), a União do Pacífico (Japão, Coreia e ilhas do Pacífico), e a recém-criada união Austrália-Nova Zelândia. O décimo “bloco” é formado por apenas um país, a China, que embora permaneça como uma região semi-autônoma, corresponde a 1/5 da população mundial.
O secretário-geral da ONU comemorou: “Sentimos que a melhor maneira de representar todos os cidadãos do mundo é agilizar o nosso processo”, disse em entrevista. “Desde a fundação da ONU a ideia era unir os países e fazer do mundo um lugar melhor. Cremos que agora podemos gerir mais eficazmente os recursos e executar a nossa filosofia de forma mais eficaz para o bem da humanidade”. Outro representante da organização, que preferiu permanecer anônimo, disse que “não temos como dar espaço e voz para um país como Benin ou Turquemenistão, quando eles são essencialmente iguais a seus vizinhos. É um desperdício de tempo e esforço. Podemos trabalhar efetivamente para o mesmo número de pessoas de modo muito mais eficaz, se tivermos menos vozes falando ao mesmo tempo. Seriam reduzidos significativamente os custos operacionais, o que, dada a situação econômica mundial, seria melhor para todos”.
Cada um desses dez blocos deverá eleger, num prazo de até um ano, um governante que o representará na Assembléia Geral, com poderes inerentes ao cargo (como um presidente ou primeiro-ministro). As antigas nações da Terra continuarão a existir, sob a forma de estados ou províncias que se reportarão às suas respectivas capitais regionais, a serem escolhidas em plebiscito. O próximo passo, disse uma fonte, é unificar o sistema bancário, com a adoção de uma moeda única válida nos dez blocos.
A data escolhida para o anúncio, 25 de abril, foi planejada para coincidir com a libertação da Europa do nazismo, ao final da II Guerra Mundial.

Papa anuncia reforma da Igreja Católica: “um só rebanho, um só pastor”
Quinta-feira, 19 de junho de 2014 (Cidade do Vaticano) – A homilia papal deste Corpus Christi trouxe uma grande surpresa a todos que acompanhavam o evento na Praça de São Pedro, no Vaticano. Durante a cerimônia, o papa fez um apelo para que “as comunidades religiosas lutem contra o extremismo e a intolerância, permanecendo firmes na luta pela justiça social, dignidade e compreensão mútua”. Logo depois, anunciou uma ampla reforma em diversos setores da Igreja Católica Romana, com vistas à integração com as demais religiões,“sejam elas monoteístas ou não, e até mesmo as que não crêem numa Divindade”, abrindo a possibilidade de aceitar inclusive ateus no que chamou de “comunidade global unida espiritualmente”. O pontífice ressaltou que o 24 de junho, quando os católicos comemoram o dia de São João, já era festejado como o solstício de verão por povos antigos, muito antes do advento do Cristianismo, e que portanto, será a data ideal para uma celebração conjunta, sem precedentes, na próxima semana: "Teremos assim um casamento místico entre o paganismo e o cristianismo, a unidade na diversidade"O líder católico declarou ainda que essa iniciativa tem o apoio do NAFTA, da UnaSul e da União Europeia, que hoje são os blocos mais fortes na comunidade internacional, ou, como são chamados agora, “os dez países globais”.
Para o papa, as religiões e a União Mundial de Nações têm muito em comum: “O respeito pelos direitos humanos, a afirmação do valor igual de todas as pessoas, uma mentalidade inclusiva, compaixão e serviço ao próximo, e as aspirações universais pela paz”.
Desde 2010, os estados-membros da então ONU decidiram realizar a “Semana Mundial da Harmonia Interreligiosa”, com representantes de diferentes credos. O presidente da Assembleia destacou “valores universais e a unicidade da humanidade, que também são adotados por muitas religiões”. Disse ainda que “embora a fé una comunidades e culturas, muitas vezes foi uma desculpa para enfatizar diferenças e divisões. Só numa causa comum, no respeito mútuo de valores espirituais é que podemos esperar a harmonia entre os povos”. O papa até citou a Bíblia: “agora o mundo pode finalmente dizer que é um só rebanho com um só pastor”.
Apesar disto, grupos protestantes mantiveram o costume e protestaram contra o que chamam de “ditadura religiosa”. Representantes dos evangélicos emitiram um comunicado, onde acusam o papa de querer ser o único líder religioso mundial, já que não ficou claro como se dará a representatividade dos não-católicos dentro desse novo sistema.
Alheios a essa resistência, o arcebispo de Canterbury, o Dalai Lama, o patriarca ortodoxo em Moscou e diversos aiatolás se manifestaram a favor, dizendo, em suma, que não pouparão esforços para envolver seus seguidores no projeto.“Chega de intolerância”, disse um rabino em Jerusalém, ao saber da notícia. “Já sofremos muito por causa da religião, não custa nada abrirmos mão de algumas crenças para um objetivo maior, que é a paz”, afirmou.

Israel é o mais novo membro da União Europeia
Terça-feira, 5 de agosto de 2014 (Estrasburgo, França) – O Parlamento Europeu, numa decisão inédita e unânime de seus membros, decidiu aceitar a entrada de Israel no bloco. As negociações vinham sendo conduzidas em segredo por uma comissão de alto nível, com membros dos principais envolvidos (Alemanha, França, Reino Unido e, obviamente, Israel), e segundo o primeiro ministro israelense, “atende aos objetivos da Europa e de Israel”. Na verdade, desde a surpreendente vitória israelense sobre as forças combinadas do Irã e da Rússia, na frustrada tentativa de invasão de meses atrás, o governo de Tel-Aviv aumentou muito seu poder de barganha. Fala-se, inclusive, que apenas com a reciclagem dos destroços de aviões e outros equipamentos bélicos abandonados pelo exército russo-iraniano, o país terá energia para no mínimo sete anos. Com isso a União Europeia não teve outro caminho senão aceitar Israel no bloco. Em contrapartida, ficou estabelecido que a administração de Jerusalém ficará sob a tutela conjunta da U.E., da Autoridade Palestina, de Israel e dos Estados Unidos, representando o bloco norte-americano. 
As barreiras alfandegárias, que sobretaxavam os produtos israelenses e dificultavam a sua entrada no mercado europeu, ocasionando boicotes com a desculpa do problema palestino, serão suspensas: com isso, a moeda local, o shekkel, deixará de existir.
As autoridades israelenses resistiam à assinatura do acordo devido à exigência de cessão de um quarteirão inteiro da “Cidade Velha” para a representação diplomática da Autoridade Palestina, a qual será gradativamente transformada em sede administrativa (que funcionava em Gaza). Na prática, a capital do Estado Palestino passa a ser Jerusalém. Em troca, os árabes abrem mão da soberania na “Esplanada das Mesquitas”, e assim acredita-se que finalmente será alcançada uma trégua definitiva. 
Para alguns israelenses, o preço foi considerado alto. Um importante político que não quis se identificar para evitar divisões internas em seu partido, disse que as exigências são prejudiciais a Israel, mesmo com o fim das tensões na Terra Santa. Nós temos o direito à nossa eterna capital, é nosso direito e responsabilidade. Jerusalém é indivisível. Não devíamos aceitar a divisão, pois durante séculos de exílio, somente o povo judeu orava para voltar a Jerusalém", reclamou.
Por outro lado, os líderes religiosos amenizaram essa questão e preferiram exaltar a liberação de uma área contígua à mesquita Al-Aqsa, considerada ideal para a reconstrução do Templo Judaico. “Nós construímos muitos templos pequeninos” disse um rabino, referindo-se às sinagogas, “mas precisamos agora construir um templo de verdade”. Representantes do Instituto do Templo disseram que ali é “o lugar mais sagrado para o povo judeu. Esta é uma questão inegociável, sem espaço para discussão”, ressaltando que “finalmente a data de Tisha b’Av [dia 9 do mês de Av, no calendário judaico, correspondente a 5 de agosto no calendário ocidental - nota do editor] deixou de ser um dia de lamentações para se tornar uma data a ser comemorada para sempre”.

Desaparecimento em massa causa pânico global
Quinta-feira, 4 de setembro de 2014 (Bagdá, Iraque) – Em meio à festa de inauguração das obras de construção da nova sede da União Mundial das Nações em Bagdá, próximo ao local onde um dia existiu a primitiva Torre de Babel, o desaparecimento de milhões de pessoas ao redor do mundo pegou os líderes dos dez países globais de surpresa. No momento, discursava o presidente da União Africana, exaltando a decisão de escolher o lugar da primeira realização conjunta da Humanidade, “que infelizmente não chegou a ser concluída”; mas, mal foi cortada a fita comemorativa, os repórteres presentes divulgaram a espantosa notícia. Imediatamente o pânico se instalou. As emissoras de TV e rádio interromperam a transmissão da solenidade para destacar o fato inusitado que, ao que parece, aconteceu ao mesmo tempo em todos os países da Terra.
Todos os setores parecem ter sido afetados: as bolsas de valores fecharam em forte queda; os aeroportos estão congestionados, pois vários pilotos e comissários não apareceram para o trabalho, e há notícia de várias aeronaves acidentadas; as rodovias estão paralisadas, com inúmeros veículos desgovernados inexplicavelmente, causando um sem-número de acidentes. Os hospitais não conseguem atender os feridos, pois também estão com carência de pessoal, e várias cidades enfrentam ondas de saques e violência, já que o número de policiais parece ter diminuído drasticamente de uma hora para outra.
Os líderes mundiais se reuniram emergencialmente no próprio local, e decidiram pela lei marcial. “Quem causar danos ao patrimônio público e privado será imediatamente preso; não serão tolerados atos de indisciplina nessa hora tão grave”, disse o porta-voz da União Europeia, presente à reunião. Ele informou ainda que todas as medidas serão tomadas para manter a ordem: o exército da União Mundial já foi colocado de prontidão, com ordens para neutralizar qualquer tentativa de resistência ao governo central. Segundo foi divulgado, já se pensa, inclusive, em eleger um dos dez líderes para comandante-em-chefe, por um período indeterminado, até que a situação se estabilize e o mistério seja esclarecido.
Sensibilizado, o papa declarou em Roma que “doravante, mais do que nunca, devemos elevar nosso pensamento à Divindade, para que nos dirija e nos oriente”, no que foi prontamente aplaudido pelos demais líderes religiosos. “Precisamos nos unir cada vez mais, e aquele que não estiver conosco, estará contra nós”, disse, citando uma passagem bíblica.
Por outro lado, se em alguns setores parece faltar gente, há informações de que as igrejas evangélicas registraram um súbito aumento da audiência nos cultos de hoje, ao contrário do domingo passado, quando muitas estavam praticamente vazias.

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