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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Padre chama evangélicos de otários

A notícia saiu em vários portais:
Abre aspas.
A adoração a imagens é uma das maiores diferenças entre cristãos católicos e protestantes e por causa disso, durante uma missa, o padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior, da Arquidiocese de Cuiabá (MT), disse que os evangélicos são “otários”. “O principio protestante é um princípio orgulhoso e soberbo, o principio protestante é ‘eu não preciso o de ninguém, eu vou pra Deus direto”, ensina o religioso. Ele diz que sua religião é humilde e que Deus quer que usemos os outros pecadores. “E se Deus quer que você use os outros, as criaturas humanas frágeis, o que você faz, otário?”, vocifera, e confessa que beija a mão de outro padre mesmo sabendo que ele é pecador, porque aquelas mãos são instrumentos de santificação; e que os protestantes “repetem, babam e bufam”, que Jesus é o único mediador. “Jesus é a único mediador, meu filho. Mas você já ouviu falar no Corpo de Cristo? O único mediador é o Corpo de Cristo, não é só a cabeça”, disse, tentando convencer de que o catolicismo acerta ao pedir para que os santos façam o meio de campo, que seria o mesmo que pedir para o próprio Jesus. Ele diz também que os evangélicos falam mal da Virgem Maria e do Papa: “Como é possível amar Jesus desse jeito? Vocês só amam o pedaço que vocês escolhem? Cadê o cristianismo bíblico que vocês pregam?”, e afirma que Maria age na salvação porque Cristo está vivo através da Igreja, o Corpo de Cristo que foi gerado por Maria.
Fecha aspas.
Vejam os senhores como é sutil o ensino do engano. Misturados com frases piedosas e até com certo raciocínio lógico, os arrazoados do padre parecem fazer sentido as ouvidos menos atentos e pouco familiarizados com a Bíblia. Entretanto, basta uma comparação rápida para desmontar tranqüilamente tais falácias, se cremos que a Bíblia é de fato a Palavra de Deus.
Pois ela diz, claramente e sem rodeios, sem margem para interpretações alegóricas do “sagrado magistério”:
“Jesus, o mediador de um novo pacto, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel” (Hebreus 12:24);
“Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (I Timóteo 2:5).
Quando você analisa direitinho o que esse homem ensina, quando afirma que o único mediador é o Corpo de Cristo, não é só a cabeça”, é óbvio que em seguida vai dizer que, como o “corpo” é “a igreja” (católica, obviamente), então, fora dessa igreja não há salvação; mas agora, cá pra nós, dizer “o Corpo de Cristo que foi gerado por Maria” é uma tremenda barafunda, confundindo o Corpo de Cristo (a Igreja, ekklesia, a assembléia dos que foram salvos por Jesus e lavados no Seu Sangue, cf. Hebreus 12:23), com o corpo físico do homem Jesus Cristo, o carpinteiro de Nazaré, o corpo carnal de Jesus - que foi gerado sim, não por Maria, mas pelo Espírito Santo em Maria. Vejam como esse padre ou não entende as Escrituras, ou então deliberadamente as torce para forçar um ensino mais de acordo com a filosofia de sua instituição.
Diante de tudo isso, vemos então que seu raciocínio termina com conclusão equivocada: de que sem “a igreja” (católica, claro), não há salvação. Digo que a conclusão dele é equivocada por dois motivos: o primeiro é que premissas falsas levam a conclusões falsas, e o segundo é que o ensino dele está em total desacordo com a Bíblia. Então, meu amigo, seria melhor calar o bico. Até porque a Bíblia diz que otário, tolo, louco, alienado, é quem reza para santos de pau e barro:
“Mas eles todos são embrutecidos e loucos; a instrução dos ídolos é como o madeiro” (Jeremias 10:8);
“Confundidos sejam todos os que adoram imagens de esculturas, que se gloriam de ído­los inúteis” (Salmo 97:7);
“Porquanto todos são alienados de mim pelos seus ídolos” (Ezequiel 14:5);
Mas Deus é tão misericordioso que deixa esperança a quem anda se prostrando diante de imagens e acendendo velas:
“Então aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias, e de todos os vossos ídolos, vos purificarei” (Ezequiel 36:25).
A Bíblia é clara quanto a “santos” e assemelhados, doa a quem doer.
É simples: se os “santos” já morreram, e se a tentativa de comunicação com os mortos é proibida (como diz Deuteronômio 18:10-12, “Não se achará no meio de ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti”), logo, quem pratica a comunicação com os mortos não está em comunhão com Deus. Isaías 8:19 pergunta: “...acaso a favor dos vivos consultará os mortos?”
E os mortos – santos, espíritos desencarnados, “papas” antigos e recentes, Maria – não são nossos mediadores, conforme lemos mais uma vez em I Timóteo 2:5 – “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem”. Pedir auxílio de um “santo”- um morto, um defunto - significa dizer que Cristo é insuficiente!
Esperemos que o padre Paulo Ricardo encontre Deus um dia, pois ao contrário do que ele prega, não é preciso recorrer a outros “intermediários”! Jesus mesmo afirmou que Ele, somente Ele, é “o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (João 14:6). Não precisamos de atalhos!
Irineu de Lyon, um dos chamados “pais da Igreja”, que viveu aproximadamente entre os anos 130 e 200 d.C., é muito apreciado pelos teólogos católicos. Irineu viveu num tempo em que as heresias começavam a se infiltrar perigosamente no corpo doutrinário do jovem Cristianismo, ameaçando sujar a primitiva pureza evangélica ensinada pelos Apóstolos. Disse Irineu: “O erro nunca se apresenta em toda sua nua crueza, a fim de não ser descoberto. Antes, veste-se elegantemente, para que os incautos creiam que é mais verdadeiro do que a própria verdade”. Nada mais atual. Fariam bem os católicos se lessem mais a Bíblia e refletissem se a sua prática está de acordo com o texto sagrado.
Esta matéria serve para alertar que, assim como esse rapaz prega um evangelho da mistura, contendo ingredientes bíblicos combinados com filosofia e “sabedoria humana”, em breve surgirá um movimento ecumênico de proporções e alcance mundiais, que terão elementos de várias religiões, e com tanta aparência de bondade e espiritualidade que enganarão milhões. Será uma religião globalizada, dentro de um governo e de uma economia globalizadas, e ai de quem não entrar no esquema. A referência bíblica é Apocalipse 13. De modo que o que vemos hoje sair da boca do padre Paulo Ricardo é apenas um preâmbulo do que vem por aí, um engano tão sutil que até parece verdade.
Você está preparado(a)?
Está firme na Palavra de Deus para resistir a esses ataques sutis?
 
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